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História Danger 2 - Capítulo 39


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Capítulo 39 - Não sentes falta disso?


 Merda. Cuspo interiormente assim que sinto o ambiente mudar.  

- Estás bem? - Murmuro mesmo sabendo que não. 

- Eu vou buscar alguma coisa para vestires. - Diz cobrindo o meu peito com a camisa.

- Não. - Agarro a sua mão antes que possa afastar-se. - Senta-te. - Peço gentilmente. - O que é que te deixou tão assustada?

- Tens que descansar, Harry. - Balançando a cabeça, recusa sentar-se.

- Vais afastar-te de mim? Vais deixar-me aqui sozinho? - Sigo-a com o olhar enquanto caminha em volta da cama.

- Não. Vou buscar os medicamentos para coloca-los na mesa de cabeceira.

- Anda cá.

Sem hesitar, aproxima-se e agarra a minha mão estendida para que possa puxa-la para o meu lado na cama.

- Não me puxes. Podes magoar-te.

- Então coopera. Diz-me o que se passa.

- Não se passa nada. Estás em casa. Está tudo bem. 

- Estou em casa e tu estás a fugir de mim. Porquê? 

- Querias que te deixasse em paz, agora...

- Quando?

- No hospital.

- Ana... - Olho-a com irritação. - Isso foi porque precisavas descansar, mas agora, de repente, estás nervosa e nem sequer olhas para mim. O que se passa? É a ferida?

- Não, eu... isto assusta-me. - Assente para si mesma. - Pensar que quase te perdi.

- Isso é passado. Estou bem agora.

- Eu sei mas não quero magoar-te, ok?

Puxando-a para mim, seguro o seu rosto quando se apoia em cima de mim e não dou tempo para qualquer protesto ao juntar os nossos lábios.

- Harry... Vais magoar-te. 

- Parece-te que estou com dores? - Sorrindo, inclino-me, capturando os seus lábios mais uma vez. - Hm? 

- Não podemos fazer isto. - Sussurra unindo as sobrancelhas, numa luta interna contra os seus pensamentos.

- E se eu prometer que não me mexo? - Elevo uma sobrancelha.

- Estás a querer dizer que sou eu que mando? - Soltando uma risada, apoia-se nos seus cotovelos.

- Mais ou menos.

- Nesse caso... - Beijando-me, afasta-se um pouco. - Descansa. 

- Não. - Gemo em protesto.

- Não estás pronto para mim, ainda. - Murmura provocativamente.

- Estou pronto há dias, quero a minha namorada. E sabes que me queres também.

- Tão seguro de ti mesmo. - Rindo, senta-se na minha cintura.

- E se eu prometer que grito caso algo comece a doer?

- Podemos fazer um acordo.

- Vamos negociar?

- Sim. - Rindo novamente, começa a puxar a sua camisola para cima sem nunca desviar o seu olhar do meu. - Ficas quieto e digo, quieto.

- Prometo que vou tentar não... - Empurro os meus quadris contra ela.

- Harry! - Resmunga enquanto se inclina sobre mim novamente. Prendo a respiração quando começa uma trilha de beijos pelo meu abdómen. - Eu vou para o inferno por causa disto. 

- Encontro-te lá. - Murmuro contendo-me para não a agarrar enquanto desaperta o meu cinto, deslizando-o até o deixar cair no chão, desapertando as calças. Puxando-as em conjunto com os boxers, começa a faze-los deslizar pelas minhas pernas, saindo da cama para poder despir-se, formando uma pilha no chão.

Subindo novamente, segura o meu rosto e inclina-se, beijando-me entre gemidos. Envolvo os meus dedos nos seus cabelos e deitando-me completamente e puxando-a comigo.

- Sê um bom menino e fica quieto. - Sussurra posicionando-se contra mim, subindo a cintura para então descer lentamente.

Atiro a minha cabeça para trás quando nos encaixamos completamente. Agarro as suas coxas e gemo quando começa a beijar o meu pescoço, encontrando os meus impulsos.

- Amo-te. - Murmuro inclinando o queixo para baixo, encontrando os seus lábios a meio do caminho.

- Eu também te amo. 













                                                                                                      Ana

 

- Não, não vás. - O Harry agarra-se a mim e enterra o rosto no meu pescoço enquanto o seu braço me prende contra a cama. 

- Tenho que ir, Harry. - Acaricio desajeitadamente a parte de trás da sua cabeça. 

- Não, não tens. - Responde. - Não podes faltar? Já o fizeste várias vezes. - Puxando-me para ainda mais perto, começa a deixar beijos no meu ombro. 

- Nem te atrevas, Styles. - Carrancuda, afasto-me do toque dos seus lábios. - Não vai funcionar desta vez. 

- Styles? - Levantando a cabeça, arqueia as sobrancelhas. - Há muito tempo que não te referes a mim dessa forma. 

- Não tentes mudar de assunto! 

- Não estou. Estou a falar a sério, amor. Não te ouço dizer isso há muito tempo. Eu gosto. 

Viro a cara quando se inclina, fazendo com que os seus lábios encontrem a minha bochecha. 

- Estás a brincar, certo? - Rosna quando empurro o seu peito, aliviada por ver que se afasta. 

- Eu tenho que ir, ok? Não posso dar-me ao luxo de falhar. - Beijo-o gentilmente antes de me afastar, saindo da cama. 

- Odeio-te. - Resmunga caindo na cama com as mãos atrás da cabeça. - E o Spencer vai levar-te. - Avisa enquanto me visto. 

- Eu posso conduzir. 

- Não podes e não vais. 

- Ok. - Pego na minha mala e ando até à porta do quarto. - Vejo-te mais tarde. 

As últimas duas semanas têm sido ótimas mas difíceis. Eu cuido do Harry a maior parte do tempo e nos minutos livres, afundo a cabeça nos livros e nas anotações que a Rita me dá. É difícil manter o foco quando tudo o que consigo pensar é no Harry e como se sente mas estava a fazer um ótimo trabalho, isto é, claro, até que ele começou a recuperar mais rápido do eu o esperado. Agora é a apenas uma questão de tempo até voltar e concentrar-se no grupo. 

Desvio-me dos meus pensamentos quando o meu telemóvel toca alto. Tirando-o do bolso, vejo o nome da Rita no ecrã e atendo continuando a descer as escadas. 

- Sim? 

- Bom dia, amor! 

- Bom dia, Rita. 

- O que estás a fazer? 

- Prestes a sair de casa... - Olho ao meu redor quando chego à sala, vendo-a mais calma do que o normal. - Estão todos a dormir, aparentemente. - Murmuro pegando no meu casaco. 

- Pronta? - Assim que abro a porta, encontro o Spencer do lado de fora.

- Como...

- O Harry mandou mensagem. - Informa com um sorriso.

- Claro que sim. - Murmuro irritada mas ainda com um sorriso.

- Olá! Terra chama, Ana! - A voz da Rita chama do outro lado da linha, trazendo a minha atenção de volta para ela.

- Desculpa. Estava a falar com o Spencer. - Sigo-o até ao carro e agradeço em silêncio quando me abre a porta. Instalando-me no interior, encosto-me confortavelmente ao assento.

- Então, eu ia passar por aí mais tarde mas o Niall disse-me que não posso porque vais estar ocupadas e eu sei que tens que dar atenção ao Harry e tudo mas sinto a tua falta. 

- Eu também sinto a tua falta. - Suspiro olhando pela janela. - Mas sabes como estão as coisas. 

- Sim e entendo mas já se passaram semanas. Conheces-me, não posso ficar num lugar só por muito tempo. Isto vai levar-me à loucura. - Enfatiza com um gemido. - Eu só queria poder sair sem o Matt andar colado a mim. 

- O Niall também te arranjou um guarda-costas? 

- Oh, por favor. - Sussurra. - Eu não lhe chamaria guarda-costas, Ana. Ele é mais um cão de guarda. Eu nem sequer posso ir à casa de banho e demorar mais do que o normal sem que ele pense que alguém me quer matar. Sinto-me como se tivesse catorze anos novamente e que fui apanhada a beijar o Jimmy no jardim. 

- Lembraste disso? - Solto uma risada. - O teu pai ficou tão chateado. 

- Chateado é pouco, Ana. 

- Ameaçou partir-lhe as pernas. - Relembro. 

- Sim, e por essa razão, o Jimmy nunca mais olhou para mim. - Resmunga soltando um suspiro. - Não sentes falta disso? - Sussurra como se me contasse um segredo. 

- Do quê? - Pergunto embora saiba o que quer dizer. 

- Ser normal? Sair como costumávamos sair, sem ter que estar sob vigia a cada cinco segundos? 

- Rita... - Murmuro olhando de lado para o Spencer que parece não prestar atenção, no entanto, não tenho a certeza. 

- Desculpa. Não quis dizer isso... às vezes, penso em como as coisas seriam completamente diferentes se aquela noite nunca tivesse acontecido. 

- Eu não sei. - Admito. - Quero dizer, às vezes sinto falta, não vou mentir-te mas também não muda nada, Rita. A situação não é a melhor mas o que veio junto valeu a pena... 

- Não me interpretes mal, Ana. Amo o Niall e não o trocaria por nada mas às vezes, não consigo deixar de me questionar. As nossas vidas seriam muito diferentes se... 

- Se nada. - Suspiro exasperada. - As coisas acontecem por uma razão, Rita. E há uma razão para as nossas serem como são. 

- Ok, desculpa. 

- Não tens que pedir desculpa. Eu também já me questionei mas cheguei a um acordo comigo mesma. Nada vai voltar a ser como era. 

O Spencer limpa a garganta, interrompendo brevemente a conversa. 

- Chegamos. 

- Vou ter que desligar, Rita. Falamos mais tarde, ok? 

- Ok. Beijinhos! 

- Beijinhos. - Desligando a chamada, tiro o cinto antes de me virar para o Spencer com uma expressão sombria no meu rosto quando me apercebo de que provavelmente ficou com uma ideia errada da minha conversa com a Rita. - Ouve, eu... 

- Não tens que te explicar. - Ele encolhe os ombros. - As tuas conversas dizem respeito a ti e à pessoa, não a mim. Para além disso, nem estava a prestar atenção. 

- Tudo bem. Obrigada. 

- Sem problemas, pirralha. - Ele sorri, sabendo o quanto odeio que se refira a mim dessa forma. 

- Vejo-te em... - Olho para o relógio. - Duas horas? 

- Estarei aqui. 



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