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História Danger 2 - Capítulo 40


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Capítulo 40 - O que vais fazer esta noite?


Coloco a mala no ombro e aceno uma última vez na direção do Spencer antes de entrar no prédio sentindo uma mão fria agarrar o meu braço, fazendo o meu coração disparar. Ofegando, viro-me para ver o Cody a sorrir, divertido com o susto que me causou. 

- Queres matar-me do coração?

- Desculpa. - Ele ri, colocando as mãos em falsa rendição. - Pensei que me tinhas ouvido. Chamei-te um monte de vezes.

- Como vês, não ouvi. - Bufo vendo-o seguir-me. 

- Ou decidiste ignorar-me. - Aponta.

- Eu não estava a ignorar-te. - Olho-o mostrando-lhe que está errado. - Eu realmente não ouvi chamar, para além disso, estou exausta então dá-me um desconto.

- Problemas com o namorado? - Ele levanta as sobrancelhas, um sorriso fino nos lábios enquanto espera pacientemente uma resposta.

- Porque é que assumes sempre que o Harry é a fonte do problema? - Digo, soando mais dura do que pretendia.

- Porque passas muito tempo com ele, como é normal, e de dez problemas, nove envolvem-no.

- E sabes isso porque...?

- Tendes a reclamar muito quando estás stressada.

- Não tem nada haver com o Harry. Eu estou... cansada com tudo o que envolve a escola e outras coisas. - Encolho os ombros, sem querer aprofundar-me.

- Ok... - Percebendo isso, o Cody simplesmente muda de conversa. - Então... O que vais fazer esta noite?

- Cody... - Paro de caminhar de imediato. - Eu... 

- Não estou a pedir-te que tenhas um encontro comigo. Estou a perguntar como amigo.

- Não sei, para ser sincera. Provavelmente vou para casa dormir como se não houvesse amanhã.

- Não é má ideia.

- Sim... O que é que vais fazer esta noite?

- Estava a pensar ir ver um filme que saiu. - Ele sorri. - Foi por isso que estava a perguntar se estavas livre. O filme parece ser muito bom e acho que estarias interessada no tema.

- Qual é?

- Gangsters. - Responde monotonamente com uma pitada de humor.

- Ah, claro. - Balanço a cabeça, soltando uma risada forçada. - Na verdade, não faz o meu estilo.

- Não? Quero dizer, o teu namo... 

- Sim, o meu namorado, Cody. - Suspiro. - Há coisas sobre as quais não gosto de falar e o Harry é uma delas, então, se pudesses parar seria fantástico. 

- Calma, amor. Estava apenas a brincar.

- Não me chames isso também. - Acrescento.

- Desculpa. - Dando um passo atrás, como se estivesse com medo, enfia as mãos nos bolsos do casaco. - Eu estava a brincar, Ana. Não há a necessidade de levar tudo o que digo a sério.

- Não tens que pedir desculpa mas não quero falar sobre o Harry contigo. Está bem?

- Funciona para mim. - Encolhendo os ombros, começa a caminhar. - Acho que ele não gosta muito de mim.

- Porque és irritante.

- Obrigado. - Murmura com um sorriso, entrando na aula.









         - Longo dia? - O Spencer olha para mim assim que me sento no interior do carro. 

- Não fazes ideia. - Bocejo, cobrindo a boca. - Como está o Harry?

- Ocupado. - Murmura acelerando.

- Com o quê, exatamente?

- Isso é algo que vais descobrir. - Fingindo fechar os lábios à chave, desvia-se da minha mão quando tento agredi-lo.

- Spencer. - Aviso. - Ele não está em condições de voltar ao trabalho.

- Preocupaste com tudo, sabias? Relaxa, Ana. Ele está bem.

- Podes culpar-me? Ele acabou de sair do hospital, estou preocupada.

- O Harry é um adulto. Ele sabe cuidar de si mesmo. Não é estúpido ao ponto de arriscar a sua vida depois do que aconteceu.

- Eu sei disso... mas sei que sente falta de poder fazer alguma coisa, qualquer coisa e isso assusta-me porque sei que, no momento em que uma oportunidade surgir, vai aceitar sem pensar duas vezes.

- Tens todo o direito de te preocupares mas caramba, se continuas assim, és tu quem acaba numa cama de hospital. A ansiedade e tudo mais, não é saudável. - Lambendo os lábios, suspira, baixando a voz. - Eu sei que não comes... 

- O quê? 

- Emagreceste nas últimas semanas. Não vou abrir a minha boca mas não podes continuar assim. Tens que voltar aos trilhos, ok? Se o Harry descobre que não comes porque estás demasiado ocupada a cuida dele, ele nunca se vai perdoar.

- Eu estou bem. Andas é a passar muito tempo com o Niall.

- Estou só a dizer...

- Ok. Mensagem recebida. - Cruzo os braços, terminando a conversa por aqui.  

Derrotado, solta um suspiro e balança a cabeça dirigindo em direção a casa. Depois de alguns minutos, saio do carro e caminho apressadamente para a porta. 

Largo a minha mala na entrada e estou prestes a subir as escadas quando a fraca iluminação vinda da mesa de jantar chama a minha atenção. 

Hesitante, aproximo-me para estudar melhor a jarra com flores, o jantar delicadamente colocados nos pratos, vinho e sumo no canto e as velas. 

- Gostas? - Levanto o olhar para ver o Harry entrar na sala, parecendo saído de uma revista. 

- Se gosto? Adoro, Harry. - Sussurro olhando para tudo com adoração. - É para mim? 

- Sim. - Aproximando-se, agarra o meu rosto entre as mãos e beija-me suavemente. 

- Podias ter-me avisado. Teria vestido algo mais... bonito. 

- Estás linda. - Segurando as minhas mãos, sorri. - Estás com fome? 

- Faminta. - Sorrio, vendo-o arrastar a minha cadeira para que me possa sentar. - Cheira bem. 

- Obrigado. Fui eu que fiz. 

- Fizeste isto? - Aponto para o bife com molho de cogumelos. 

- Com a ajuda da minha mãe, claro. - Sorrindo, abre a garrafa de sumo enchendo o meu copo. - Não quis arriscar e estragar tudo. 

- Como é que ela está? Está bem? 

- Sim, ainda abalada com tudo mas bem. Como correram as aulas? 

- O normal. - Encolho os ombros vendo-o inclinar a cabeça para o lado, estreitando os olhos. - Em outras palavras, podias ter ficado em casa comigo. 

- Harry... - Rio-me. 

- Estou só a dizer. - Ele levanta as mãos. - Mas, se tivesses ficado, eu não teria conseguido fazer isto. 

- Suponho que não. - Colocando o cabelo atrás das costas, pego no garfo e na faca, cortando um pedaço de bife para o provar. 

- Então, está bom? 

- Muito bom. - Sorrio. - Nunca me disseste que sabias cozinhar. 

- Eu nunca disse que não sabia. É mais fácil comer fora. 

- E menos saudável. - Acrescento. - Eu quero ser mais útil por aqui, mas não sei cozinhar muito bem... 

- Eu já te disse que não tens que te preocupar com nada, Ana... 

- Ok, deixa-me terminar. - Peço. - Podias dar-me uma arma... 

O Harry quase se engasga com o vinho que acaba de beber. 

- O que é que acabaste de dizer? 

- Eu podia aprender. - Sem prestar atenção à sua pergunta, prossigo. - Assim, sempre que precisasses de ajuda, podias sempre ligar-me. 

- Ana... - Ele balança a cabeça, sem palavras, para dizer o mínimo. 

- Eu podia ser tipo uma agente infiltrada ou algo assim. Sou pequena, posso esconder-me facilmente. 

- Ou morrer facilmente. - Colocando as mãos na mesa, humedece os lábios incapaz de perceber o meu sorriso. 

- Harry... 

- Eu já te disse que não quero que te envolvas nestas coisas. Estás louca? - Divaga. 

- Harry. - Rio-me. 

- As coisas já são perigosas o suficiente. Se alguma coisa acontece contigo...

- Harry! - Volto a soltar uma risada quando levanta a cabeça, olhando-me nos olhos. - Eu estava a brincar. 

- Tens a certeza? 

- Sim. Eu não quero fazer parte disto, estou bem com o papel de apenas namorada. 

- És a minha maior dor de cabeça. - Respirando fundo, passa a mão pelo cabelo antes de se inclinar para agarrar a minha mão. 

- Obrigada. - Pisco o olho, abrindo um sorriso ainda maior. 

- Ana? 

- Hm? - Olho para as nossas mãos antes de olhar novamente para ele. 

Mordendo o canto do lábio, balança a cabeça. As veias do seu pescoço salientes e as sobrancelhas unidas. 

- Harry? Estás bem? 

- Podes fazer uma coisa por mim? 

- Claro. Do que precisas? - Levanto-me no mesmo minuto pronta para o ajudar no que precisar. 

- Calma, calma. - Pede agarrando as minhas mãos. 

- Estás a sentir-te mal? 

- Não. Está tudo bem. Eu só... - Olhando para mim como se eu fosse um fantasma, balança a cabeça. - Não sei como fazer isto. 

- O quê? 

- Desculpa. - Diz após alguns momentos em silêncio. 

- Pelo quê? Não fizeste nada de errado. 

- Por tudo. - Ele encolhe os ombros com deceção. - Desde o início, o nosso relacionamento tem sido cheios de altos e baixos e não mereces isso... mereces mais do que te posso dar. 

- O que me dás é mais do que podia pedir. - Digo com sinceridade. - Deste-me um lar, uma família para além da que já tenho...

- Eu arruinei a tua vida. A vida que deverias ter vivido.

- Quantas vezes vou ter que te dizer que a culpa não é tua por tudo o que aconteceu? Não vou dizer-te que estou feliz com tudo mas saber que te tenho faz tudo valer a pena.

- Isso nunca vai mudar.

- Então porque é que estamos a ter esta conversa agora?

- Toda a minha vida achei que ia acabar morto. - Confessa. - Porque sabia que tinha jurado a minha vida ao grupo e sabia que não tinha mais nada. Os meus pais, a Gemma, o Ben... tinha-os perdido e não havia grande coisa ao qual me agarrar. Depois do que aconteceu com a Jen, era como se não fosse capaz de ser feliz. Transformei-me num monstro. Não me importava com ninguém, não havia remorsos mas depois, entraste na minha vida. Lembro-me de pensar em que porra te estás a meter? Eu odiava-me e odiava o facto de que não queria estar longe de ti. Tudo o que querias era ir para casa... 

Sorrio. 

- Continuei a voltar para ti apesar do Josh não estar de acordo porque tudo parecia menos... difícil quando estava perto de ti. Parecia certo e eu queria sentir-me assim todo os dias, então, sem que pudesse perceber, estava apaixonado por ti e esse foi um dos melhor e piores erros da minha vida. Tornaste-te um alvo por seres a melhor coisa que alguma vez me aconteceu. Eu sabia que tinha que escolher entre deixar-te ir ou manter-te por perto. Ambos sabemos como a primeira opção não resultou. - Funga mesmo sem estar a chorar. - Amo-te mais do que tudo e quero ser a pessoa que estará sempre ao teu lado quando as coisas não correm bem. Quero ser a pessoa para quem voltas todos os dias, para o resto da tua vida. Eu sei que somo muito jovens para isto, agora, mas no futuro... - Engolindo em seco, cai de joelhos fazendo o meu coração parar. 

- Harry. - Sussurro cobrindo a boca com a mão. 

Procurando dentro do bolso do blazer, pega na pequena caixa de veludo.

- Ana Maxwell. - Sussurra sem fôlego, abrindo a caixa diante de mim, mostrando-me o anel mais bonito que alguma vez vi. - Queres casar comigo?



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