1. Spirit Fanfics >
  2. Danger 2 >
  3. És um fraco do caralho.

História Danger 2 - Capítulo 86


Escrita por:


Capítulo 86 - És um fraco do caralho.


Escondido nas sombras do prédio, Harry espera pacientemente enquanto o tempo passa com as costas pressionadas contra a parede. Lançando as cinzas do cigarro para o chão, inala outra bola de fumo, deixando-a assentar na sua garganta antes de solta-la no ar. 

Gotas de água da torneira partida soam pelo espaço vazio, aumentando a sensação de estranheza. Está escuro no interior, sem luz, exceto a pequena lâmpada.

- Ele vem aí. - Josh sai de trás da porta, desligando a chamada e guardando o telemóvel no bolso. - Tens a certeza de que queres fazer isto sozinho? 

- Já discutimos isto. - Diz rispidamente, espreitando através das cortinas velhas nas janelas sujas. - O Colton é meu. - Deixando o cigarro cair no chão, Harry esmaga-o com o pé antes de gesticular para a entrada. - Presta atenção. 

O barulho de chaves é ouvido do outro lado da porta e todos ficam parados, à espera do momento perfeito para atacar.

- Temos alguma erva aqui e algumas gramas de coca. - Murmura uma voz baixa. - O Jordan disse que quer tudo no transporte de hoje.

- Tudo bem, então despacha-te com isso. Não quero que cheguemos atrasados. - A chave entra na fechadura e a porta abre-se. Josh enrola o seu braço no pescoço de Scott e Colton é atingido na cabeça.

- Amarra-o. - Harry murmura na direção de Liam, que agarra Colton pelos braços e o arrasta para outra divisão.

- Que merda é esta?! - Peter rosna com raiva, lutando contra o poder que Josh exerce sobre ele.

- O quê? Isto? - Harry finge não saber do que ele fala. - Isto é apenas uma emboscada mas vais perceber tudo depois. - Garante olhando então para Josh. - Tira-o daqui. 

- Vais pagá-las. - Peter rosna enquanto começa a ser tirado do espaço. - Ele vai descobrir e vai matar-te!

- Achas que dou a mínima para o que o teu chefe pensa? - Harry grita atirando um rolo de fita adesiva a Josh. - Tapa-lhe a boca porque não quero ouvi-lo a noite toda.

- Ele está amarrado ao teto. - Liam resmunga enquanto limpa as mãos nas calças. - Dá-lhe uma hora, mais ou menos e ele deve acordar. Não lhe bati com muita força então não deve demorar mais que isso.

- Tudo bem. Vai ajudar o Josh com o outro. Eu controlo tudo por aqui.

Deixando Liam sozinho, Harry entra na outra sala, pronto para começar a trabalhar. 

Ele espera este momento desde que os Snipers pisaram em Londres. Vingança é o que é melhor e desta vez, não há qualquer travão. Ele deu-lhes várias oportunidades porque queria ser alguém melhor por Ana mas, com ela fora de cena, não há nada que o impeça de matar todos e cada um deles. 

Enchendo um balde de água fria, faz questão de esperar até ouvir um som da boca de Colton antes de atirá-lo. 

- Eu sei que estás acordado.

Gemendo, Colton balança a cabeça, respirando pesadamente e abre lentamente os olhos para tentar entender o que se passa ao seu redor.

- O que é que se passa? 

- Este é o momento que gostaria de chamar, matar dois coelhos com uma cajadada só. - Batendo palmas, Harry esfrega as mãos. - Começa assim... - Virando-se, pega numa faca da bandeja de utensílios que preparou e golpeia o seu rosto. - E assim. - Murmura golpeando a sua perna de seguida, ouvindo Colton gritar de dor. - Isto é apenas uma amostra do que vou fazer contigo.

- És um fraco do caralho.

- Aí é que te enganas. - Harry pega numa chave inglesa, observando a espessura dela enquanto olha para Colton. - Eu sei que foste ensinado a não ser tão ingénuo e estúpido. - Caminhando ao redor de Colton, espeta a chave na parte de trás do seu joelho.

Ainda com a faca em mãos, atinge o outro joelho no mesmo local, fazendo questão de girar a faca na sua carne. 

- Isto é pela Ana. - Sussurra ameaçadoramente no seu ouvido. - E é bom que estejas preparado porque vais pagar por teres ido atrás da minha mãe também.

Trocando a faca e a chave inglesa por uma barra de metal, Harry liga um maçarico e deixa o metal aquecer antes de se aproximar e rasgar a camisola de Colton.

Colton atira a cabeça para trás em agonia e crava os dentes nos lábios com força quando Harry literalmente descama a sua pele com a barra quente.

- Eu vou-te matar, foda-se! - Colton cospe sangue, lutando conta o cansaço nos seus olhos, querendo enfrentar Harry. 

- Não és nada sozinho e continuarás a não ser nada quando morreres. - Passando a barra pelo seu peito, abre a sua pele, lenta mas seguramente, esfolando-o vivo. - Passaste dos limites quando sequer pensaste em ir atrás dela. - Dando um passo atrás quando Colton começa a enfraquecer, Harry vê o seu corpo começar a desligar-se antes perder os sentidos por completo.

Tirando o telemóvel do bolso, marca um número.

Virando-se, Josh olha por cima do ombro enquanto segura o telemóvel. 

- Sim?

- Ele está morto.

Gritando contra a fita pressionada contra os seus lábios, Scott tenta lutar contra as cordas que prendem os seus pulos mas nada adianta. Liam continua a atirar terra para cima do seu corpo.

- Também estamos a terminar. - Josh assente para si mesmo.

 

Fazem três dias desde que Harry visitou Ana pela última vez e a tensão no ar é mais espessa do que nunca. Ana recusa comer, incapaz de ingerir o que quer que seja para além de água. O término matou-a por dentro mais do que esperava e, embora o seu pai, a sua mãe e Rita tentassem ajuda-la a superar o mais graciosamente possível, Ana continua destruída. 

Chora até adormecer na maior parte das noites, sozinha no quarto de hospital sem conseguir entender como alguém que diz ama-la abandona-a o pior momento, como se ela não significasse nada mesmo sabendo que tudo se trata de um ato. 

Harry fez isto porque as coisas se complicaram, culpa-se por tudo, inclusive por se ter envolvido com ela. 

- Estás pronta para ir para casa? 

Ana nem se dá ao trabalho de olhar para a mãe quando a mesma entra no quarto. 

- A vossa casa não é mais a minha casa. 

- Eu sei que não, querida mas precisas de um tempo para te recuperares. Se o Harry acha que é o melhor para ti então talvez seja, neste momento. Isso não significa que amanhã as coisas não se resolvam. Ele está perturbado e precisa de tempo para si. 

- Quem sabe o que é melhor para mim, sou eu. Então, quando sair daqui, vais levar-me até casa dele. 

- Ana... 

- Por favor. - Sussurra. - Eu só preciso falar com ele. Preciso ter a certeza de que ele está bem. 

- Ele está bem. - Vitória garante. - Veste-te, por favor. Vamos para casa. Eu vou falar com os médicos, não me demoro. Quero ter a certeza de que podes ir embora. 

Assentindo com o rosto fechado, Ana espera até que a mãe saia para levantar-se e certifica-se de que a costa está livre antes de se livrar de todos os fios ligados ao seu corpo. Descendo da cama cuidadosamente, anda em bicos de pés até à casa de banho e troca rapidamente de roupa. 

Com a cabeça baixa, deixa o quarto e tenta ao máximo não mancar e ignorar as dores nas pernas devido às agressões a que foi sujeita enquanto se mistura com todas as outras pessoas em busca de um elevador próximo, forçando as portas a fecharem-se antes que mais alguém possa entrar. 

Sabendo que não vai demorar muito até que a sua mãe perceba que saiu, Ana morde o lábio, suspirando quando as portas do elevador se abrem, no primeiro piso. 

Empurrando as portas de saída, olha para o céu, vendo a chuva cair. Inspirando profundamente, coloca-se debaixo da chuva imaginando de que forma poderá chegar até ele. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...