História Danger (Tradução) - Capítulo 23


Escrita por:

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Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Justin Bieber
Tags Jileyoverboard
Visualizações 132
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Todos os créditos para Jileyoverboard.

Capítulo 23 - 23


O resto da tarde passou praticamente como eu esperava - de forma pacífica.

Desde o meu desabafo com Justin, ele não dirigiu mais uma palavra para mim e nem eu à ele. Acho que ele finalmente entendeu a mensagem.

Se eu gosto dele? Claro. Isso ficou bem claro quando conversamos na floresta, mas quase desapareceu no momento que uma garota aleatória entrou em cena e ele ficou instantaneamente chateado e não quis me contar quem ela é e o que aconteceu no passado. 

Quero dizer, uma coisa é querer privacidade, mas para ser uma pessoa exige saber da vida de outra - assim como ele faz comigo -, e não se abrir quando eu pergunto, é outra.

O quão hipócrita é isso? Quero dizer, seria uma história diferente se ele nunca quisesse saber coisas sobre mim, mas ele pergunta e não vai nem mesmo ter a decência de me dizer o que está acontecendo quando alguém com quem ele claramente tem um passado vem até nós? Isso é besteira.

Hannah Beth veio com a nossa comida alguns minutos depois e ambos comemos em silêncio como se estivéssemos de luto pela morte de alguém conhecido.

Foi estranho, eu não vou mentir, mas também de algum modo confortável, apesar da aurora sombria que flutuava sobre as nossas cabeças.

Eu sabia que as palavras estavam correndo por suas entranhas, mas eu nunca iria lhe a oportunidade de expressá-las, porque cada vez que ele abria a boca para dizer alguma coisa, definitivamente direcionado para o que eu tinha falado para ele por último, eu iria interrompê-lo de qualquer maneira possível que eu pudesse pensar no momento.

Agarrando meu cheeseburguer, eu dei uma mordida antes de tomar um gole da minha limonada, ignorando o olhar profundo de Justin sobre mim. Ele foi me deixando desconfortável aos poucos, estando sob seu forte e intenso olhar, mas eu me recusei a lhe mostrar qualquer sinal de fraqueza. Eu iria vencer essa briga, ele gostando ou não.

Me recuso a ser a vadia de alguém, especialmente de Justin. Há muita coisa que eu consigo lidar com, e a sua mudança de humor era uma grande parte disso.

Um beijo não irá resolver tudo sempre e nem um pedido de desculpas. Eu preciso de uma explicação e vou conseguir. Mesmo que isso leve meses ou até mesmo anos. Eu vou conseguir uma porque eu mereço isso, especialmente depois de tudo pelo que já passei por estes últimos dias, incluindo salvá-lo inúmeras vezes.

Depois que eu terminei meu almoço, limpei meus lábios com um guardanapo antes de me levantar e caminhar até o banheiro. Fiz meu caminho até a pia, segurando a minha mão sob a saboneteira automática antes de esfregar minhas mãos juntas assim que o líquido rosa esguichou para baixo na palma da minha mão. Puxando as abas da pia em minha direção, corri minhas mãos sob a água corrente antes de empurrar as fechar e virar para o lado, onde eu puxei a alça da caixa preta que começou a derramar camadas de toalhas de papel. Assim que sequei minhas mãos e joguei-os fora, verifiquei meu reflexo no espelho.

Suspirei, correndo meus dedos pelo meu cabelo. Eu estava uma confusão. Fazendo beicinho, mordi o lado da minha bochecha , contemplando o que ia acontecer quando eu saísse do banheiro e fosse embora da lanchonete, saindo de perto de Justin e de suas mentiras.

Assim que eu estava prestes a abrir a porta que dava para fora do banheiro, uma das garçonetes a abriu antes e pude ver Jen vindo. Apertei meus lábios ao ver a garota que fez a cabeça de Justin se revirar daquela forma.

Se Justin não iria abrir a boca, ela iria. Caminhando até ela, me encostei na pia ao seu lado.

- Hey!

Ela desviou os olhos de suas mãos, olhando para mim.

-…Hey! - ela lambeu os lábios, puxando suas mãos para longe da pia assim que desligou a torneira, pegando os papéis para secar as mãos.

- Ok, então, eu sei que você não me conhece, - coloquei uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. - mas eu sei que você conhece Justin e eu só queria te perguntar—

- Me desculpe. - ela balançou sua cabeça, me cortando. - Eu sei onde você está indo com isso e, eu queria poder ajudá-la mas não posso. 

- Por que não? - franzi minhas sobrancelhas  - Obviamente algo aconteceu ente você e Justin e acho que eu tenho o direito de saber.

Ela suspirou passando por mim e indo até a porta.

- Olha, você me parece uma pessoa legal, mas eu…eu não posso. - respirou fundo. - Não é meu dever contar e, francamente, não é de Justin também. Eu não quero ser grossa, mas é melhor você cuidar da sua vida.

Ela abriu a porta, preparando-se para sair, quando parou de andar assim que chegou na mesma.

- O dê alguns dias. Tenho certeza que ele irá te contar. - ela sorriu de modo tranquilizante antes de andar e desaparecer pela porta.

Fiquei ali, confusa como sempre com meu cérebro rodando com o que tinha acabado de acontecer. O que ela quis dizer com que não era dever de Justin me contar? Obviamente, o que aconteceu o incluía e se  fosse para nós termos qualquer tipo de relacionamento, eu tenho o direito de saber.

Como eu poderia ter algo com ele se não posso nem mesmo confiar nele? Ou se ele não pode confiar em mim?

Sacudi minha cabeça, expulsando os pensamentos e percebendo que passaram-se cerca de 10 minutos desde que eu saí da mesa aqui e eu ainda não tinha deixado o banheiro. Agarrando a alça da bolsa, saí e fiz meu caminho de volta á mesa onde os olhos de Justin me encontraram, o olhar duro e os lábios franzidos em uma linha fina. Segui seus olhos e me desanimei ao perceber que ele estava olhando para Jennifer.

Mordendo meu lábio, eu decidi que deveria ir agora. Quero dizer, não havia nenhuma razão para rodeios.

- Tchau. - murmurei antes de me afastar e sair da lanchonete onde o ar frio tocava meu rosto como milhares de agulhas.

Envolvendo meus braços firmemente em torno do meu corpo, inspirei o ar necessário, sentindo uma grande quantidade de emoções correndo pelo meu corpo ao mesmo tempo indo de raiva à confusão à aborrecimento. Definitivamente não era uma boa combinação.

Assim que eu estava prestes a pisar no estacionamento, fui puxada para trás e virada para frente tendo que enfrentar o primeiro e único: Justin Bieber.

Lutei contra a minha vontade de socá-lo no rosto. 

- Eu pensei que havia dito que eu não queria você correndo atrás de mim. - eu fervia enquanto cerrava os dentes.

- Sim, bem, você diz muitas coisas e eu nunca ouço. - ele encolheu os ombros. - O que te faz pensar que eu iria te ouvir dessa vez? - trouxe seu rosto para perto do meu.

Olhei para ele com nojo antes de puxar meu braço para longe e recuar.

- Não me toque! 

Ele riu sombriamente, balançando a cabeça.

- Sempre sendo a porra da rainha do drama.- Ele enfiou as mãos nos bolsos de suas calças jeans, deixando os polegares para fora.

- Eu não teria que ser se você se abrisse alguma vez. Quero dizer, você me deve muito por toda a merda que eu passei por sua causa. - cuspi.

- Supera essa porra. - zombou.- Eu não tenho que te contar tudo, Kelsey.

- E nem eu, mas você sabe, depois de você ser tão irritante, eu desisti e falei porque eu sou uma pessoa legal. - fingi um sorriso. - Mas, oops, eu me esqueci. - bati com a minha mão na minha coxa. - Você não se importa com ninguém a não ser você mesmo e o mais engraçado é que só me levou dois dias.- zombei - Risque isso—me levou um dia para perceber.

Ele rosnou devagar, mostrando a raiva nas suas íris douradas.

- Você é uma vadia! - O ódio fervia em seus olhos.

Eu dei de ombros.

- E você é um imbecil. - inclinei minha cabeça para o lado de forma descuidada. - Parece que nós dois sabemos duas coisas óbvias sobre cada um. - fingi um sorriso em sua direção.

Eu não tive nem um segundo para entender o que estava acontecendo antes que Justin agarrasse meus braços e me batesse contra a lateral de um carro.

Eu engoli seco. A dor percorrendo meu corpo com alguns segundos de atraso após o choque.

- Agora me ouça e me ouça bem sua vadia - Justin falou em um tom mortal, com seu rosto perigosamente perto do meu. - Eu não tenho que te dizer porra nenhuma sobre o meu trabalho se eu não quiser, entendeu? Eu não tenho, vadia, e só porque você me disse, não significa merda nenhuma. - zombou. - Você devia estar beijando a minha bunda por eu ter te mantido viva. - seus olhos olhavam diretamente os meus, nem sequer se atrevia a olhar para o lado. - Eu deveria ter te matado quando eu tive a chance. - ele me empurrou para trás uma última vez antes de se afastar, seu peito subia e descia de raiva.

Apesar do que minha mente estava me dizendo, eu não podia evitar, mas a superfície de lágrimas obscurecia a minha visão. Eu mentiria se dissesse que não doeu um pouco e eu não estou falando da dor nas costas pelo choque, e sim pelas palavras dolorosas que ele havia dito para mim.

Balançando a cabeça, olhei para ele uma última vez antes de acenar a cabeça em realização para a pessoa que ele realmente era. Depois de tudo que eu fiz para ele… Mordi meu lábio para me impedir de chorar em sua frente. Eu me recusava a lhe mostrar qualquer sinal de emoção. Deixei uma lágrima deslizar pelo meu rosto, porém, rapidamente a sequei com a palma da mão antes de endireitar a minha postura. 

- Bem, isso é péssimo para você  eu acho. - sussurrei com a voz rouca. - Mas não se preocupe. - acenei com a mão em sinal de desdém. - Você não vai ter que se preocupar comigo por mais tempo porque eu estou farta. Adeus, Justin. - Virando, eu comecei a ir embora e quando eu estava prestes a sair do estacionamento, um carro parou abruptamente ao meu lado. 

Pulei para trás por causa do movimento repentino. À minha esquerda, meus olhos fixaram-se no conversível vermelho estacionado ao meu lado, que tinha vidros escuros e os aros das rodas bem brilhantes. Limpei meus olhos para ter uma visão mais clara do que já estava vendo. Eu nem sequer percebi que a janela tinha sido aberta até que uma voz me chamou.

- Gosta do que vê?

Olhei para a janela, vendo uma figura um tanto quanto sombria. Eu devia estar o olhando como uma idiota. Bom, Kelsey, mais uma para adicionar à sua lista da estupidez. 

- Me desculpe.

- Não se preocupe, você estava apenas olhando.- ele riu.

- Kelsey? - Virei minha cabeça para trás para ver Justin olhando para mim com confusão no olhar.

Revirei os olhos, olhando de volta para o cara desconhecido.

- Obrigada.- murmurei.

- Precisa de uma carona? Você parece um pouco chateada. Eu sei que não me conhece, mas eu vi o que aconteceu lá com seu namorado e eu tenho certeza que você não quer lidar com ele agora. Estou certo?

Mordi meu lábio.

- Ele não é meu namorado.

Foi tudo o que eu disse.

Eu podia ver o sorriso se formando em seus lábios.

- Ah, bem, de qualquer forma, você parece chateada. Vai precisar de carona ou não? Prometo que não mordo. - ele colocou as mãos para cima e pela primeira vez pude ver seu rosto. Ele tinha uma estrutura de rosto excepcional, com uma mandíbula sexy e lindos olhos azuis que se destacaram ainda mais e cabelos pretos.

- Kelsey! - Justin gritou ainda mais alto do que antes, o desespero era claro na sua voz, mas ele escondeu isso com a determinação em suas palavras,

- O que você disse? - A voz do desconhecido me puxou de volta a sua atenção.

Olhei para Justin, para ele e então para o carro vermelho e antes de mais olhadas ou pensamentos, eu agarrei a alça da porta do carro.

- Kelsey, não se atreva a pisar dentro desse carro! - A voz de Justin tocou meus ouvidos. Eu poderia dizer que ele estava caminhando até mim, porque sua voz parecia ainda mais perto do que antes.

Eu o ignorei completamente, abrindo a porta e me sentando no banco do passageiro. 

- Kelsey! - Justin gritou.

- Dirija.- pedi, percebendo que Justin estava a um pé de distância de nós.

- E seu namorado? - ele sorriu, acelerando o carro.

- Eu já te disse, ele não é meu namorado. - sussurrei.- Agora dirija.

E como esse último incentivo, o carro voou para frente e para fora do estacionamento e o corpo de Justin foi se tornando cada vez mais pequeno e ainda menor, até que desapareceu.



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