História Danger vs Love - Capítulo 61


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucy Hale, One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Lucy Hale, Niall Horan
Tags One Direction
Visualizações 29
Palavras 4.965
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


* É novo na fanfic? Não se esqueça de favoritar para não perder nenhum capítulo.
* Divulguem para os amigos, pra quem quiser. Agradeço a todos.
* Se verem erros me perdoem, ok?


Boa leitura <333

Capítulo 61 - Capítulo 61


Fanfic / Fanfiction Danger vs Love - Capítulo 61 - Capítulo 61

Uma semana depois...

 

Olivia Pov’

 

Faz uma semana que Liam sofreu aquele acidente horrível e entrou em coma, desde então não pude mais beijar a boca de meu esposo ou vê-lo com seus lindos olhinhos aberto. Não mudou muita coisa desde então, sua cirurgia aos poucos vai sendo tratada já que teve uma grande abertura e todos os dias os médicos vem averiguar e ver como está se saindo a cicatrização.

Faz uma semana que Richard se foi, eu o desculpei e desde então sempre penso no mesmo, sinto um grande vazio em meu coração parecido com aquele que senti quando meu pai morreu. Ele pode ter matado meu pai, mas estava ao meu lado mesmo que indiretamente e eu não querendo em momentos muito especiais em minha vida, sempre eternizado em meu coração. Como não pude ir em seu enterro, fui dois dias depois e fiquei um tempo por lá, levei flores e meio que conversei com ele como faço algumas vezes que vou visitar meu pai. Ele foi enterrado no mesmo lugar que seu pai, pelo que minha mãe disse Maria foi, mas não conseguiu reconhecer o filho, chorou um pouco mas foi embora como se Richard não fosse nada dela.

Felicity pergunta do pai todos os dias, ela nunca esqueceu o mesmo e sempre me implora para leva-la para vê-lo, mas decidi que não levarei já que ela pode se assustar ao encontrar Liam cheio de fios e um tubo em sua boca. Desde que descobri a nova gravidez venho me cuidando um pouco mais, fui a obstetra e comecei o pré-natal, já entrei no 2° mês e prometi a mim mesma que só verei o sexo do bebê quando Liam estiver acordado para que possa ir comigo descobrir o sexo de nosso segundo filho.

Após o acidente de Liam e de tudo ter acontecido, fui pouco a empresa e agradeço a Dayse que fica em meu lugar grande parte das vezes. Agora é 2h da tarde, almocei com minha mãe e vim até o hospital, sempre fico com Liam umas 3 horas por dia para demonstrar a ele que estou com ele para o que for preciso e espero mesmo estar ao seu lado quando ele acordar. Vou em direção a seu quarto e assim que abro a porta, encontro um médico e uma enfermeira:

_ Opa, boa tarde senhora Payne. A enfermeira diz com um pequeno sorriso nos lábios.

_ Boa tarde. Algum problema com meu marido?

_ Nenhum, apenas vendo como ele está. O doutor diz.

_ E como ele está? Pergunto ao terminar de fechar a porta e me aproximar do mesmo.

_ Bem, não muda muita coisa mas o que posso adiantar é que a cicatrização da cirurgia está indo bem mais rápido que pensei. Está de parabéns senhor Payne. O doutor diz e eu sorriu.

_ Ele é forte. Consegue passar obstáculos bem rápido.

_ Percebi. Ele solta um leve sorriso e me olha. _ Vamos tirar esse tubo que ele está usando e colocar uma espécie de mangueira em seu nariz, ele ainda respira por meio de aparelhos mas não é tanto pra continuar com o tubo.

_ Perfeito. Então vou sair e volto quando vocês saírem.

_ Ok, obrigada senhora Payne. Saiu do quarto de meu marido e me sento em umas cadeiras em frente, logo vejo Carter em frente ao balcão do andar e vou em sua direção.

_ Doutor Carter. Digo e ele me olha.

_ Olivia. Ele me cumprimenta. _ Como está?

_ Estou bem, dentro do possível mas estou bem.

_ Que bom. Ele acena para a secretária e nós saímos andando. _ Como foi a obstetra?

_ Bem, meu bebê está bem e já até consegui escutar seu coração.

_ Wow, deve ter tido uma emoção e tanto.

_ Demais. Sorriu. _ E a garota que comentou ontem, saiu com ela?

_ Sim, fomos a um bar e ela é uma garota incrível, espero mesmo que role algo a mais entre nós.

_ Estou na torcida.

_ Eu sei. Ele sorri. _ E seu bebê, está de quanto tempo?

_ 6° semana, estou com 2 meses e nem percebi.

_ Como? Minha irmã na 2° semana já estava pulando e anunciando pra todo mundo. Ele diz e nós rimos.

_ Não sei, foi diferente dessa vez.

_ Imagino.

_  E você, não pensa em ter filhos?

_ Claro que sim, quero muito ter pelo menos um. Mas quero me casar primeiro, ter uma casa e algo bom para oferecer ao mesmo, dai penso em ter um.

_ Espero que não demore.

_ Eu também. Ele solta um leve sorriso. _ O que vai fazer depois daqui? Poderíamos tomar aquele cappuccino que combinamos ontem.

_ Tá bom, minha sogra ficará com minha filha mesmo e eu posso ir e distrair um pouco.

_ Ok, depois passo no quarto do seu marido e nós vamos.

_ Tá bom. Sorriu e ele sai andando, volto em direção ao quarto de meu marido e encontro minha mãe e um homem de terno em frente a porta.

_ Filha, onde estava? Minha mãe pergunta ao me abraçar.

_ Tava andando um pouco pelo hospital enquanto o médico está com Liam. Aconteceu alguma coisa?

_ Sim, o advogado de Richard veio conversar com a gente.

_ Sobre o que?

_ Estão no testamento dele, ele me pediu para conversar com vocês o mais rápido possível. Como estava na Itália e só cheguei ontem, hoje foi o único dia livre. O advogado diz. 

_ Testamento... Como? Digo e ele aponta para o corredor, começamos a andar e eu chamo o elevador assim que chegamos em sua frente.

_ Richard escreveu seus nomes no testamento e é isso que sei, tenho que ler para as duas. Pode ser na cantina? Ele pergunta e nós assentimos, vamos em direção a cantina e nos sentamos. _ Aceitam algo? É por minha conta.

_ Apenas uma água. Digo.

_ E eu um café, por favor. Minha mãe diz e ele sai andando.

_ Tá sabendo disso desde quando?

_ Ele chegou agora pouco no ateliê, disse que queria conversar com nós duas e como veio ver Liam, preferi que fosse aqui.

_ Estava certa, eu não sairia daqui por nada. As horas ao lado de meu marido são importantes para mim, mesmo que tenha algo relacionado a meu padrinho eu não sairia do lado de Liam nunca.

_ Eu sei meu amor, eu sei. Por isso viemos aqui. E você, como está?

_ Bem, dentro do possível, mas bem.

_ E meu netinho? Já fez os exames?

_ Ainda não, vou essa semana.

_ Vá mesmo. Ela solta um leve sorriso. _ Liam ficará tão feliz ao acordar e descobrir da vinda do novo filho, estou até ansiosa para esse momento.

_ Nós também, né meu pequeno? Digo ao fazer carinho em minha barriga, o advogado volta e entrega nossos pedidos.

_ Bem, antes de tudo eu tenho que me apresentar. Ele solta uma leve risada influenciando a mim e minha mãe. _ Me chamo Hugo Hensel e fui advogado de Richard até o dia de sua morte.

_ Hensel... Reconheço esse nome. Minha mãe diz.

_ Ah sim, meu pai era advogado do seu falecido marido, o Thomas. Foi ele quem leu o testamento quando seu marido faleceu.

_ Ah sim, me lembro dele.

_ Não era advogado de Richard de quando ele foi preso. Digo e ele assente tirando uma pasta de sua bolsa.

_ Sou especializado em testamentos e coisas familiares, agora crimes eu não sou muita de defender. Mas o advogado dele nesse caso é um grande amigo meu, eu que indiquei.

_ Ah ta. Solto um leve sorriso e bebo minha água.

_ Então, posso ler?

_ Claro. Minha mãe e eu dizemos em coro.

_ ..... Deixo toda minha fortuna em dinheiro para minha única afilhada e em quem confio em deixar, Olivia Edward Hale. Minhas propriedades sendo casas e apartamento, deixo a minha ex-esposa Teresa Edward Bastos, sei que não gosta mais de ser chamada assim, mas eu gosto querida.

_ Bobo. Minha mãe diz e solta uma leve risada.

_ Tem mais um pedaço, posso? O advogado pergunta e nós assentimos. _ Peço que vocês nunca se esqueçam de minha mãe, fui a principal culpa de sua loucura e espero um dia vê-la curada e amando Olivia como se fosse sua neta, coisa que eu duvido que ela tenha esquecido. Não fui injusto com ninguém, apenas deixei meus bens com pessoas de minha total confiança e sei que com vocês, tudo se sairá bem. Olivia, quero que parte do dinheiro que deixei a você, aplique na empresa e veja seu dinheiro render, com o restante, pode fazer o que quiser. Teresa, peço que com as duas casas e o apartamento, venda ou alugue, não me importo com o que faça, apenas quero que seja feliz com seu novo marido e que ele traga a você aquilo que eu nunca pude. Eu amo as duas, meus eternos amores e a única família que pude constituir em minha vida. As amo muito e de onde estiver, estarei cuidando das duas.

_ Oh Richard. Minha mãe diz limpando algumas lágrimas.

_ O que vai fazer com as casas, mãe?

_ Uma eu vou doar, era um dos sonhos dele. Ver alguém que não pode ter uma casa ter uma apenas sua. A outra e o apartamento eu não sei, depois eu vejo isso.

_ Essa semana mesmo eu vejo como irá ser a transferência do dinheiro e dos documentos das casas. Entro em contato com as duas.

_ Ok. Dizemos em coro e ele se despede, sai andando e eu olho minha mãe.

_ Nunca pensei que ele faria isso.

_ Parece que ele escreveu esse testamento sabendo que iria morrer.

_ Também percebi, deve ser que ele sentiu. Digo e ela assente, nos levantamos e saímos andando em direção ao elevador.

_ Mas ele sabia o que estava fazendo, assim que o dinheiro dele entrar na sua conta nós vemos como iremos nos dividir pra pagar os gastos de Maria no hospício.

_ Tá bom. Sorriu.

_ Agora sobe e fica um pouco com Liam, tenho trabalho a fazer.

_ Ok, beijos.

_ Beijos. Entro no elevador e coloco para ir ao andar do quarto de meu marido, chego e vou em direção a seu quarto. Ao abrir a porta, o vejo agora com uma espécie de mangueira em suas narinas, sorriu e beijo seus lábios suavemente.

_ Estava com saudade da sua boca meu amor. Digo e faço carinho em seu rosto, como todos os dias sinto minhas lágrimas se formarem e eu impedi-las de descer. _ Hoje leram o testamento do meu padrinho e ele me deixou dinheiro, acredita? Parte ele pediu para que eu investisse na empresa e eu farei isso assim que for possível, o resto eu vou guardar, talvez uma viagem em família ou algo para Felicity no futuro, ainda não sei. Pego a mão do mesmo e coloco sobre minha barriga. _ Talvez pra ele ou pra ela também. Apenas penso enquanto minhas lágrimas descem por meu rosto incontrolavelmente. _ Tô pensando em viajar com Felicity no final de semana, pra minha casa na praia, ela adora lá e nós fomos tão pouco. Faço carinho em seu rosto. _ Quando acordar nós vamos novamente, dar um grande pulo na piscina e rir muito até o dia acabar. Solto uma leve risada. _ Se importa que eu não venha uns 3 dias? Prometo que quando voltar, te darei um grande beijo e trarei várias novidades sobre nossa filha, eu prometo. Beijo sua mão.

 

 

Liam Pov’

 

Desde que vi meu carro ser jogado em direção a uma grande árvore eu não vi mais nada. Na verdade, eu vejo luzes, quase todos os dias uma luz branca vem e eu fico tentando imaginar de onde ela é e o principal, onde estou? Já escutei meus pais chorando, minhas irmãs, sogra e para completar, minha querida e amada esposa. Eu literalmente não sei onde estou, escuto as pessoas conversando comigo e toda vez que tento falar, minha voz trava e eu não consigo se quer abrir minha boca. Tinha algo em minha boca antes, agora sumiu e a única coisa que sinto é uma coceira em meu nariz e quando passo minha mão em meu nariz, nada muda. 

Uma das coisas mais entranhas que consegui ver também foi meu sogro, como? Eu não sei. Se é ele mesmo? Eu afirmo que sim! É como nas fotos que Olivia me mostrava e como ela me detalhava como era o mesmo, ele é um cara legal, sempre conversa comigo sobre tudo e adora falar sobre sua netinha. Quando não estou com ele, estou numa grande sala branca onde fico o dia todo a fazer nada, apenas a escutar os barulhos de lá de fora e tentar sair daqui, já tentei de tudo, bati nas paredes, gritei, tentei várias coisas e continuo no mesmo lugar.

Escutei a voz de minha esposa novamente, é doce mas tem tristeza ainda em suas palavras. Sinto seus lábios nos meus foi a coisa que mais desejava, além de sair de onde estou e abraçá-la novamente:

_ Liam. Escuto e vejo meu sogro se aproximar, me levanto e abraço o mesmo.

_ Como está? Digo.

_ Bem. Ele sorri. _ E você rapaz, ainda tentando sair daqui? Ele aponta para as marcas nas paredes.

_ Sim, eu quero sair daqui e encontrar sua filha. Por que não me ajuda? Pode encontrá-la novamente e encontrar sua neta pela primeira vez.

_ Não posso, meu destino foi traçado e eu não posso mais sair de onde estou agora você, Deus te colocou aqui porque ele sabe que pode sair, ele confia em ti e sabe que é capaz disso.

_ Mas como? Eu tentei de tudo, estou com dores de tanto que bati nessa parede ou me joguei nelas.

_ Uma hora você saberá, talvez ainda não esteja pronto.

_ Espero que não demore. Cruzo meus braços e sinto o mesmo me abraçar.

_ Olivia está escondendo algo de você.

_ Eu percebi, todo mundo na verdade. Sabe o que é? Poderia me ajudar né...

_ Eu sei e muito bem, mas vou deixar em segredo que é o que ela quer.

_ Por favor sogro, me diga o que é.

_ Não posso Liam, segredo. Ele coloca seu dedo indicador em seu lábio. _ Quer ver algo?

_ O que?

_ Ali. Ele aponta para minhas costas, me viro e vejo Olivia chorando e com minha mão entre as suas.

_ Meu amor... Vou em direção a mesma. _ Ela tá me vendo?

_ Apenas em corpo, não consegue conversar com você.

_ Ah meu pai. Ela tá linda, triste mas linda. Sorriu ao ver sua imagem refletida em uma das paredes brancas.

_ Eu tô com tanta saudade de você, hoje Jany levou suas últimas roupas sujas e eu chorei tanto. Ouço a mesma falar e limpas suas lágrimas. _ Seu uniforme... Ela chora um pouco mais. _ Volta logo, por favor meu amor volta logo. Sinto novamente seus lábios encostarem nos meus mas ela não está em minha frente, a imagem some e eu vejo meu sogro ficar em minha frente.

_ Merecia ver um pouco ela.

_ Obrigada. Digo e sorriu. _ E Felicity, não posso também?

_ Não, ela tá longe de seu corpo. Assinto meio triste e ele me abraça. _ Daqui a pouco tempo conseguirá sair daqui e ficar com as duas.

_ Espero, espero mesmo. Olivia ficará louca quando eu disser que encontrei o senhor.

_ Nossas lembranças, brincadeiras e tudo que fizemos nesse tempo irá sumir de sua memória. Algumas vezes aparecerá, mas você vai pensar que é loucura.

_ Nossa, queria trazer uma felicidade a minha esposa quando voltasse.

_ E irá, assim que voltar ela sorrira. Sorriu e abraço o mesmo novamente.

_ Obrigado por isso.

_ De nada. Ele me solta e sorri. _ Agora eu já vou, continue ai tentando que eu tenho que andar um pouco com minha filha.

_ Cuide dela. Digo antes que o mesmo suma.

_ Eu sempre cuido.

 

 

[...]

 

 

2 meses depois...

 

Olivia Pov’

 

Faz 2 meses que só posso ver meu marido deitado, sem feição alguma e cheio de fios. Ele não acordou, continua do mesmo jeito e a saudade em meu coração cresce mais a cada dia. Felicity aos poucos vai lidando com o ‘’sumiço do pai’’, com ajuda de Caleb meu amigo da faculdade e atual administrador do ateliê de minha mãe, fiz algumas montagens com áudios antigos de Liam e mostrei a mesma como se fosse uma mensagem mandada pelo mesmo, ela se sentiu um pouco mais feliz mesmo que todos os dias me pergunte sobre o mesmo.

O dinheiro que ganhei de meu padrinho foi direcionado a minha conta, era bastante dinheiro e com 50% apliquei na empresa e ganhei uma grande recompensa e com parte dela, pude reformar onde ele e seu pai estão enterrados e posso dizer, ficou bem melhor que antes. Maria continua na mesma, pelo que um dos médicos da mesma me disse, ela teve uma pequena lembrança e nela, sentiu que Richard não estava mais entre nós. Agora ela é vigiada 24h por dia, já que disse que quer se matar para ir ficar ao lado de seu marido e filho. Minha mãe e eu nos dividimos para pagar seus gastos, nunca fui visitar a mesma já que tenho medo de sua reação.

Meu bebê anda muito bem, a doutora já sabe seu sexo mas eu preferi não descobrir, só quero ver o que é quando Liam estiver ao meu lado para que tenha a mesma emoção que eu, a mesma emoção que tivemos na gravidez de Felicity. Minha barriga começou a aparecer, está mais aparente nessa gravidez do que na de Felicity, pois pelo que eu me lembre, minha barriga aos 4 meses estava um pouco menor e eu até conseguia disfarçar quando usava blazer’s.

Hoje vim ao trabalho depois que deixei Felicity na escolinha, meu sogro se comprometeu a pegá-la e hoje ela dormirá com os avós, já que eu irei a um jantar onde poderei conhecer a namorada de Carter e depois, passarei a noite com meu marido:

_ Renata, pode vir aqui um minuto? Digo um pouco alto já que minha porta está aberta, ela vem em minha direção e fica em frente a minha mesa. _ Demissão? Por que está pedindo demissão? Digo com a carta que a mesma deixou em minha mesa.

_ Eu me formei em Nutrição e disse que quando arrumasse algo em minha área sairia daqui.

_ Aaah, então vai me abandonar? Faço bico e ela ri.

_ Eu vou mas é só na empresa porque pra vida, seremos sempre amigas e eu sempre vou querer te ver.

_ Ooownt. Me levanto e abraço a mesma. _ Estou feliz por você, muito mesmo.

_ Obrigada.

_ E onde irá trabalhar? Volto a meu lugar e começo a ler.

 _ Num hospital no centro, vou começar apenas como auxiliar mas a doutora que vai me treinar disse que no máximo em 2 anos terei um emprego fixo.

_ Que bom. Aqui está sua carta, passa no RH depois.

_ Vou passar e queria te pedir uma coisa. Aproveita que tenho 30 dias ainda aqui e contrata alguém, posso treiná-la.

_ Que tal jogar no sistema que estamos precisando de alguém? Diga que podem entregar os currículos na recepção.

_ Pode deixar patroa. Ela sorri e sai andando, fico a ver algumas coisas no notebook e logo que termino, o fecho e começo a organizar uns papéis que estavam em minha mesa.

_ Oli, assina para mim? Camila diz ao entrar.

_ E o que seria?

_ Preciso de uma grana pra dar entrada no meu apê, você disse que ajudaria.

_ Ah claro, tinha me esquecido. Riu fraco e começo a ler.  _ Já achou o apartamento?

_ Sim, Lauren e eu achamos um super legal aqui perto. Fica bom para eu vir pra cá e ela ir trabalhar.

_ Uuuuuh, casalzinho morando junto...

_ Tô tão ansiosa, meu pai vai me ajudar a comprar os móveis.

_ Sério?

_ Sim, disse que quer ajudar na cerimônia do casamento e em casa também.

_ E sua mãe?

_ Vai me ajudar a escolher as coisas, Lauren não gosta muito de escolher móveis.

_ E o casamento, quando sai?

_ Não sabemos ainda. Mas quando eu souber, vou te dizer. Talvez esperaremos Liam acordar, queremos vocês dois como nossos padrinhos.

_ Já já ele acorda e vocês podem ir começando a organizar. Sei que na data certa ele estará acordado, eu sinto isso.

_ Tomara.

_ Pronto, assinado e algum problema você pegar o cheque amanhã? Estou um pouco atrasada para o jantar de Carter e libero ele amanhã quando eu chegar.

_ Sem problemas, Oli. Mas me avise, ok? Se não eu esqueço. Ela ri e eu a acompanho.

_ Pode deixar.

_ Tchau.

_ Tchauzinho. Ela sai e eu termino de organizar meus papéis, pego minha bolsa e saiu andando. _ Fez o que pedi?

_ Sim, acabei de colocar e espero que venham logo entregar os currículos. Quanto mais rápido, melhor.

_ Se importa em treinar duas? Dayse e Camila também precisam de uma e acho que duas conseguem fazer um bom trabalho.

_ Eu treino sim, caso queria eu posso pedir ajuda a Camila também.

_ Perfeito. Agora eu estou indo, beijos e até amanhã.

_ Até. Entro no elevador e o coloco para ir em direção a garagem, chego e vou em direção a meu carro.

_ Hey. Grito a um dos seguranças que estão na garagem. _ Pode pegar minha chave? Tá lá em cima.

_ Ok, só um minuto. Ele sai correndo pela rampa e volta minutos depois, joga em minha direção e eu agradeço. Assim que saiu, vou em direção ao restaurante escolhido por Carter, diz ele que lá tem uma ótima carne assada e eu estou louca para comer um pouco, tenho certeza que isso é um desejo.

Ao chegar, converso com um homem que me guia até uma mesa, me sento e logo vejo Carter entrar com uma mulher loira, ele vem em minha direção sorridente e me cumprimenta:

_ Oli essa Spencer, Spencer essa é a minha mais nova amiga, Olivia.

_ Prazer em conhece-la. Digo ao cumprimenta-la.

_ Prazer é meu. Ela sorri ao se soltarmos. _ Nossa, você tá linda com essa barriguinha. Ela passa sua mão sobre minha barriga.

_ Obrigada. Sorriu um pouco envergonhada, nos sentamos e eu começo a olhar o cardápio. _ Como conheceu esse restaurante, Carter?

_ Minha mãe adora comer aqui, é como se fosse um vício pra ela. Nós rimos.

_ Onde se conheceram? Pergunto.

_ Uma amiga minha estava fazendo aniversário. Spencer começa a falar.

_ Daí meu amigo da faculdade Brandon fui convidado e como eu não tinha lugar pra ir... Fui de penetra.

_ Ele ficou bêbado e começou a dançar numa mesa, eu como sou uma pessoa legal quis levar ele pra casa.

_ Levei ela pro chuveiro.

_ Mas não rolou nada caso pense, eu bati nele e sai indignada com a roupa toda molhada.

_ E ai? Digo entre risos.

_ Eu quis me desculpar, conversei com a dona da festa e ela me passou o número e o endereço dela.

_ Me mandou flores, chocolate e vinho dizendo que um dia tomaríamos juntos.

_ E isso já aconteceu, quando te pedi em namoro semana passada.

_ E estava ótimo. Spencer diz sorridente.

_ Como ela te pediu em namoro?

_ Bem clichê. Carter diz rindo.

_ Verdade mas bem fofo... Ele fez Petit gateou e colocou a aliança dentro, eu quase morri engasgada. Ela diz e nós rimos. _ Mas eu amei. Ela beija o mesmo.

_ E eu mais ainda por ter aceitado.

_ E eu aceitaria se vocês parassem de meu deixar de vela. Eu digo e os dois riem, levanto minha mão e vejo um garçom de aproximar. Após os pedidos, ficamos a conversar um pouco, cada um explicou um pouco mais o que faz e eu nesses meses sendo amiga de Carter, nunca imaginei que ele antes de se formar em medicina, tenha pensado em ser ator, sei lá, ele não tem cara disso.

_ Me fale sobre seu marido. Spencer diz assim que nossos pratos chegam.

_ Do que quer saber?

_ Como conheceu ele?

_ Meu pai foi assassinado a uns anos, o caso tava parado e eu queria investigar por conta própria pra descobrir quem tinha matado ele, na verdade eu sempre soube só que a polícia não acreditou em mim. Fui na delegacia e ele me atendeu, ele se propôs a me ajudar e depois de muita insistência, ele conseguiu.

_ E como foi o primeiro beijo de vocês?

_ Amor, sério que quer falar sobre isso? Carter diz.

_ Claro, gosto de coisas românticas. Solto um leve sorriso e limpo minha boca.

_ Foi no carro dele, foi algo meio rápido mas guardo em meu coração pro resto da vida.

_ Vocês parecem ser fofos, mesmo que eu não conheça Liam pessoalmente. Eu realmente torço para que ele acorde logo e vocês voltem a ser um lindo casal. Talvez, marcamos um programa de casais.

_ Uuuh, eu apoio. Carter diz ao parar de mastigar.

_ Pode ser, assim que ele acordar e se recuperar, nós combinamos algo. Sorriu e volto a comer.

 

 

[...]

 

Depois de uma noite agradável ao lado desse lindo casal, me despedi dos dois e os deixei em frente ao restaurante, já que Carter deixaria Spencer em casa e só entraria no hospital durante a madrugada. Vou em direção ao hospital e assim que chego, desço e sigo até a recepção, recebo meu cartão e subo até o quarto de meu marido:

_ Boa noite minha vida. Digo e vou em sua direção, beijo o mesmo e sorriu ao passar minha mão sobre seu rosto. _ Está cheiroso, quem te colocou perfume?

_ Fui eu. Uma enfermeira diz ao sair do banheiro. _ É de um dos doutores, espero que não se importe.

_ Claro que não. Sorriu.

_Quer tomar banho? Tenho que trocar a sonda dele.

_ Ok, vou tomar então. Sigo até o banheiro e coloco minhas coisas sobre o vaso, tiro minha roupa e começo a tomar meu banho.

Assim que termino, me seco e me visto, seco meus cabelos com a toalha e guardo minhas coisas na mochila que trouxe:

_ Boa noite. Um homem diz assim que saiu.

_ Boa noite.

_ Me chamo Toby e só vim dar uma olhada em Liam. Ele parece bem, fizemos alguns raios-x e as fraturas nas pernas e nas costas estão bem melhores. Aqueles exercícios que ele começou a fazer parece que teve um ótimo resultado.

_ Então aquele suposto medo dele ficar paraplégico ao acordar...

_ Só teremos certeza quando ele acordar, para ele dizer se sente ou não as pernas.

_ Ok. Solto um sorriso de lado. _ Vou descer um pouco. Ele assente e eu saiu, vou até o elevador e o coloco para o primeiro andar. Comprei um chocolate quente e comecei a andar pelo hospital, é enorme e a uma capela nos fundos. Vou até a mesma e não entro, apenas observo as várias imagens dentro da mesma, com algumas velas e umas duas pessoas dentro da mesma a rezar. _ A única coisa que peço... Digo ao olhar a imagem de Jesus Cristo. _ É meu marido de volta. Digo e sinto minhas lágrimas descerem, saiu andando e entro novamente no hospital.

 

 

Liam Pov’

 

 

_ Droooooga. Digo ao bater em uma das paredes e não abrir nada. _ Como vou sair daqui se em lugar nenhum existe uma passagem? Digo a meu sogro, que está um pouco longe com seus braços cruzados.

_ Que tal esquecer a força e só ir? Ele diz e eu encaro as paredes em minha frente, coloco minha mão e não vejo nada mudar.

_ Nada, de novo nada. Eu desisto, é impossível sair daqui. Me jogo no chão.

_ Não é impossível, Liam. Você só está fazendo errado. Ele se senta ao meu lado e coloca sua mão em meu peito. _ Pense na coisa que mais deseja agora.

_ Eu... Não termino.

_ Vai Liam, pensa na coisa que deseja mais.

_ Eu.. Eu quero ver minha esposa. Digo um pouco baixo. _ Quero minha vida de volta, eu quero viver. Digo com meus olhos fechados. _ Quero viver novamente, viver.

 

 

[...]

 

 

Sinto que acabo de sair de um grande transe, minha visão está bem turva e nada em minha frente pega uma forma. Olho em direção a um objeto e ao encarar bem, percebo ser um sofá onde minha esposa está adormecida sobre o mesmo. Ela está com uma das mantes de Felicity e com uma de suas mãos em sua... Barriga?

_ Ei. Digo baixinho e falho, encaro a mesma novamente e suspiro. _ Ei. Digo novamente com um tom a mais, a vejo se mexer com seus olhos fechados. _ Hey minha vida. Digo no mesmo tom e a vejo acordar, ela me encara e aos poucos vai se sentando e limpando seus olhos.

_ É... um sonho? Ela diz ao se levantar e vir em minha direção lentamente, tento me sentar e sinto sua mão direita fazer contato com minha bochecha.

_ Se.. Isso for um sonho, por favor não em acorde. Digo e a vejo sorrir, ela solta minha bochecha e me abraça com força.

_ Liam.

 

[...]


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Comentem o que acharam.
Obrigada por lerem.


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