História Dangerous - One Shot Hyunjin - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Momoland, Stray Kids
Personagens Hwang Hyun-jin, Min Yoongi (Suga), Personagens Originais, Taeha, Yeonwoo
Tags Hwang Hyunjin, Obsessão, Stray Kids, Tragedia, Yandere
Visualizações 64
Palavras 4.701
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellou people, eu sei que estou demorando a atualizar e quis compensar vocês com essa história :'3 estou atualmente passando por momentos difíceis, tem uma garota psicopata que quer me possuir - literalmente -, ela não quer que eu seja amiga de ninguém, que eu de atenção somente pra ele, ela quer literalmente mandar na minha vida...


PS. Ela me ameaçou de morte c: Medo.

Enfim, eu vou tentar atualizar o máximo que eu conseguir, meio foda mas beleza, espero que gostem, tenham uma boa leitura!!!



~ Kissus no kokoro by Mochi ❤.

Capítulo 1 - Dangerous - One Shot


Fanfic / Fanfiction Dangerous - One Shot Hyunjin - Capítulo 1 - Dangerous - One Shot

Frankfurt am Main, Hessen - Alemanha

27 de Janeiro de 20XX - 09:35 AM

 

Maldição! Foi o que pensei no momento de raiva e tensão, naquela manhã de domingo minha família teria de voltar a Coréia do Sul para assuntos democráticos que envolviam a empresa de meu pai. Durante a viagem, eu e meus irmãos mais velhos pensávamos em uma desculpa esfarrapada para evitar de ir a aula na manhã seguinte, o que obviamente não funcionou, apesar de meu pai ser cria da máfia, casou-se com uma mulher “comum”, vulgo minha mãe, Park Sun-Jang.

Na época, ela era uma psicóloga, não que ela ainda não seja, mas seus pacientes não eram mafiosos antes de conhecer meu pai, Min Yoongi. Appa disse que fora ela quem apaixonou-se por ele primeiro, mas na verdade, ele a seguiu durante 5 anos por achá-la extremamente atraente e após muitas conversas e encontros, eles enfim se casaram e tiveram seu primeiro filho, meu irmão mais velho Min Yoon-Sook, atualmente com 25 anos, tornou-se o braço direito de meu pai, tão mafioso quanto. Ao completar 5 anos recebeu a notícia de que teria irmãs mais novas, ao invés de sentir-se traído e odiar tudo aquilo, adorou a ideia de ter 2 “princesinhas” para tomar conta, alguns meses depois minha irmã - Min Sam-Yang - e eu - Min Sam-Jang-  nascemos, em meio a um tiroteio intenso, mas isso não foi problema algum para meu pai e os médicos.

Atualmente temos 20 anos e diferente de nosso irmão, decidimos seguir o conselho de nossa mãe e viver fora da máfia, algo um pouco impossível mas de certa forma tentador, Yang cursa enfermagem e eu arquitetura, de certa forma arrependo-me de entrar nesta área e ao mesmo tempo não, lá conheci minha melhor amiga Kim Taeha e meu maior inimigo Hwang Hyunjin, ambos namoram a 2 anos, entretanto o que deixa-me irritada ao ponto de explodir é a forma que Hyunjin a trata - grosseiro e estúpido - e por diversas vezes discutimos, Taeha o ama tanto que chega a ser idiota ao ponto de relevar tudo de ruim que ele a faz.

 

 

[...]

 

 

Acordando cedo pela força do ódio, lancei-me ao chão no intuito de levantar de uma vez ao invés de olhar para o nada durante um longo tempo, algo que particularmente não tenho quase nunca. Vestindo o uniforme desajeitadamente, noto a presença chorosa de Yang no quarto.

- Yang, o que diabos faz aqui a esta hora da manhã? Não deverias estar se arrumando para ir a escola?

- Jang, eu não quero ir, não hoje, não amanhã, eu só quero sumir daqui.

Jogando-se sobre minha cama, ela xingou nosso avô de diversos nomes existentes na terra.

- O que aquele velho maldito fez dessa vez?

- Ele está a me obrigar a casar! Não quero isso pra mim! Não com aquele australiano sem graça! - Exclamou voltando a debater-se na cama

- Vás a casar com Christopher?

- Quem dera fosse, sono innamorato di lui (Sou apaixonada por ele) desde sempre. - Um detalhe que esqueci de dizer,nossa mãe é Italiana -.

 - Aigoo, Yang, está a assustar-me, diga logo quem éreis seu sposo! (Noivo).

- Aquele australiano de sardas! Nem ao menos sei seu nome, nem quero saber, recuso-me a casar com ele!

Arregalei os olhos ao entender de quem se tratava, era aquele quem tinha posse da minha alma, Lee Felix, desde a infância sempre fui apaixonada por ele e agora? Descobri que minha irmã casará com ele, mas que dia maravilhoso não? Não culpo minha irmã por isso, esse cretino nos odiou desde a notícia que mamãe estava a espera de duas MENINAS, ele queria MENINO pra aumentar o exército de mafiosos desgraçados dele, maldito!

Respirei fundo e dei meu total apoio a Yang, que sofria com todas as forças por não termos a mesma opção de escolha que Sook tinha e eu sei que ele também sentia por isso, tanto que já discutiu com nosso avô inúmeras vezes para que pudéssemos escolher os próprios noivos assim como ele escolhia sua noiva, inútil, tudo era em vão, nosso avô queria que casássemos com homens ricos e de bom porte social na máfia. Bando de desgraçados malditos, só servem para judiar de suas esposas infelizes e forçá-las a terem filhos que futuramente seriam seus braços direitos ou vadias de qualquer homem.

- Vamos, eu sei que está sendo difícil, mas esse é o nosso destino, devemos aceitá-lo independente da escolha.

- Não, não devemos Sam-Jang! Devemos lutar a favor dos nossos direitos como mulheres na máfia.

- Infelizmente isso é algo fútil para eles, então não há nada que possamos fazer, ou é isso ou a morte…

Ajustei meu uniforme e sai do quarto, segurando as poucas lágrimas que me restavam, fui de encontro a Sook, que chorava desesperadamente ao colo de nossa mãe.

- Eu não quero isso pra ela Mamãe! Ela não merece isso, nenhuma das duas merecem! - Gritava ele, enquanto se alto sentenciava por não ter nascido mulher como nós duas.

- Eu entendo sua dor meu filho, mas não há nada que possamos fazer, seu avô é um homem muito rígido, não irá se deixar por vencer tão fácil, foi assim com sua tia Yoonji…

- Sook, precisamos ir…

- Eu não vou deixar que façam isso com você Jang! Com nenhuma de vocês! Vocês não merecem isso! - Ditou choroso enquanto me abraçava, deixando que suas lágrimas de dor caíssem sobre o chão gélido da sala.

- Leve-as logo para faculdade Yoon-Sook! Você precisa rever os documentos para o casamento com Lee Da-bin.

Sook suspirou pesado, olhou para mim com os olhinhos cobertos pelas lágrimas e segurou em minhas mãos.

- Eu irei proteger você, nem que isso custe a minha vida.

- Não faça isso Sook, independente do que aconteça eu sempre serei grata a você.

O maior sorriu levemente e afastou-se de mim, indo atrás de Yang.

- Céus, garoto frouxo, homem não chora Yoon-Sook. - Ditou sério meu avô, como quem estivesse decepcionado.

- Lave essa sua boca imunda pra falar do meu filho, seu velho desgraçado! Tenho certeza que deve tê-la passado em um ninho de ratos. - Disparou minha mãe com um olhar queimando de ódio.

- Cale-se sua vadia, só não me livro de você pois perderia meu melhor soldado.

- Lave bem essa tua boca de esgoto para falar da minha mulher, seu velho imundo, se eu ver-te a ofendendo novamente, não sentirei remorso algum em livrar-me de você, será um peso morto a menos para a máfia. - Retrucou meu pai enquanto traga seu cigarro de feno seco, ao julgar pelo suar frio de meu avô, ele se arrependia internamente de xingar minha mãe dentro da própria casa.

O silêncio pairou por alguns segundo, até que a voz de Yang se fez presente.

- Eu não irei casar-me com Felix, não é ele quem amo, aquele velho além de gaga é burro, não percebeu que Christopher tem um porte muito mais que Felix, além de ter muito mais riquezas que ele?

- Nossas famílias se odeiam Yang.

- Melhor ainda, para isso existe o acordo de paz, casaria com quem amo e as famílias em fim viveriam em paz nesse inferno.

- É uma ótima ideia Sam-Yang, está decidido, você casará com Christopher Bang e finalmente cessaremos a guerra entre ambas famílias. - Disse papai, lançando a bituca de cigarro pela janela e recebendo um olhar de reprovação de mamãe.

- Sério papai!?

- Sério, agora, adiantem-se, após a escola você e ele assinarão os documentos para o casamento.

- Você não pode fazer isso Min Yoongi! - Gritou meu avô

- Eu posso e vou, a filha é minha e a decisão é dela, não interfira em assuntos quem não te envolvem, afinal o patriarca da família sou eu, esqueceu disso?

Meu avô rangeu os dentes furioso e saiu para a cozinha, papai apenas riu e sentou-se ao lado de mamãe. Sook segurou em nossas mãos e nos levou até o carro, iríamos nos atrasar se continuássemos um segundo sequer naquela casa.

No caminho da escola, recebi uma mensagem de Taeha, dizendo que se atrasaria por estar resolvendo assuntos relacionados a sua família, assim como eu, Taeha vinha de uma família mafiosa um tanto quanto perigosa, que anunciava guerras incansavelmente, até que se deram por vencidas à família Hwang. Respirei fundo e tentei me acalmar, eu sabia que teria de ficar aturando Hyunjin mais uma vez.

 

 

[...]

 


 

Pela sétima vez seguida naquela MARAVILHOSA manhã de segunda feira, Hyunjin insistiu em perturbar-me para ajudá-lo com as atividades passadas pelo professor.

- Mas que porra! Já disse que não irei ajudar-te, porque não pedes ajuda a Taeha?

- Já disse que ela não é boa com quantidade, caralho! Ela não é boa em exatas.

- E porque você acha que EU sou boa nisso?

- Você já viu a suas notas?

- Aish, só vou ajudar-te por Taeha! Sente aqui.

Dei leves tapas na cadeira ao meu lado e o encarei séria, rapidamente ele pegou suas coisas da mesa e sentou-se ao meu lado, abrindo um sorriso de orelha a orelha como uma criança que acaba de ganhar um doce.

- É o seguinte, a conta se inicia dessa forma.

Em canteiros de obras de construção civil é comum perceber trabalhadores realizando medidas de comprimento e de ângulos e fazendo demarcações por onde a obra deve começar ou se erguer. Em um desses canteiros foram feitas algumas marcas no chão plano. Foi possível perceber que, das seis estacas colocadas, três eram vértices de um triângulo retângulo e as outras três eram os pontos médios dos lados desse triângulo, conforme pode ser visto na figura, em que as estacas foram indicadas por letras.

A região demarcada pelas estacas A, B, M e N deveria ser calçada com concreto. Nessas condições, a área a ser calçada corresponde à…

- Consegue fazer o cálculo?

- Olha, eu não entendi porra nenhuma dessa questão, então...não.

- Aish a resposta é fácil, vai tenta achar a resposta.

- Aigoo, eu não sei.

- Eu falei pra você tentar, se não nunca vai conseguir!

- ...Ao triplo da área do triângulo MNC?

- Sim! Agora vamos a outra questão.

- Aaaaaaaaaaaah, isso é muito chato.

- Não reclame! Ou eu não te ajudarei mais!

- Não está mais aqui quem reclamou.

 

 

[...]

 

 

- Caramba, nunca pensei que iria passar meia hora antes do início das aulas, estudando com você, até que você é um bom aluno.

- E você uma ótima professora, Jang, posso te chamar assim?

- Éh...pode, eu acho, mas eu ainda te odeio.

- Porque?

- Porque você trata a Taeha daquela forma?

- Olha, eu sei que isso talvez pareça errado, mas eu a trato daquela forma, porque sei que ela anda me traindo….

- Como assim? Aquelas marcas não foram você?

- Não, há 2 semanas atrás, eu disse a ela que gostava muito dela mas estava gostando de outra garota e isso já fazia 1 ano e meio, queria terminar com ela e continuar sendo amigos, ou sei lá, mas ela começou a surtar e a me bater, dizendo que iria me matar ou matar a garota se eu fizesse isso. Sei lá, deu a louca nela nesse dia e desde então passei a ser grosseiro com ela assim como ela foi comigo, eu sinto pena dela pois não queria ser desse jeito mas, não quero que ela machuque a garota que gosto…

- Poxa, não sei nem o que te dizer Hyunjin…

- Mas...vamos fingir que você não sabe disso ok? Se não ela vai surtar de novo…

- Mas...eu deveria mesmo confiar em você?

- Se lembra que nos encontramos no aeroporto hoje de madrugada? Eu estava em Berlim a pedido de meu pai para resolver alguns assuntos da máfia alemã que fez por lá, dúvida quanto que ela vai aparecer com chupões no pescoço e dizer que fui eu?

- Certo, vou confiar em você! Aliás a Taeha está vindo, vamos começar essa encenação….SAI DAQUI SEU IDIOTA!!

- Isso...Porque? Deixe-me ficar sentado aqui, sua mocréia!

- Aigoo, estão brigando de novo? Qual o motivo dessa vez? - Disse Taeha enquanto se aproximava lentamente.

- Esse imprestável do seu namorado que não sai do meu lado!

- Ele não é imprestável, né amor. - Disse ela enquanto sentava em seu colo.

- Taeha, que chupões são esses no seu pescoço?

- Foi esse selvagem, ontem à noite me arregaçou inteira.

- Taeha eu já disse que não fui eu quem te marquei! Mas que inferno!

- Como não, não se lembra da nossa noite de ontem?

- Taeha, eu odeio o Hyunjin, mas devo admitir que, não pode ter sido ele quem te marcou.

- E como não, por acaso está dizendo que estou traindo meu namorado? - Gritou ela exaltada.

- Não…

- Então o que?

- Eu estava em Berlim desde sexta feira e hoje de madrugada, Sam-Jang e eu nos encontramos no aeroporto.

- Até parece, eu teria transado com quem?

- Talvez com o namorado da sua segunda melhor amiga, Daisy. - Sussurrou.

Taeha rangeu os dentes e o olhou com fúria nos olhos.

- Yunhyeong, eu sei que você o drogou, Taeha. - Sussurrou um tanto quanto inaudível, mas o possível para que eu pudesse ouvir. - Acha que tenho medo de você e sua família? Esqueceu que eu também sou da máfia?

Taeha levantou-se bruscamente e passou a mão sobre a barriga.

- Não se esqueça que o filho é seu, cretino.

E saiu da sala sem dizer mais nada.


 

Maldita.


 

- O que disse à ela para que saísse da sala assim? - Me fingi de desorientada.

- Coisas que você não precisa saber…

- Aish.

O professor logo chegou na sala e deu início a aula, Taeha não apareceu depois disso.

 

 

[...]

 

 

- Sook! Veio me buscar hoje é?

- Aigoo, não podia deixar que fosse para casa sozinha, Yang saiu mais cedo com Christopher para assinar os papéis necessários para o casamento, finalmente as famílias ficaram em paz. - Disse evitando contato visual comigo, dirigindo calmamente.

- Caralho que pressa da porra, mas espera - Assim que descemos do carro, me coloquei à sua frente forçando um contato visual - Porque está me evitando, está escondendo algo de mim?

- Não…

- Sook.

Ele abaixou a cabeça e logo vi lágrimas escorrerem desenfreadamente por seu rosto, aproximou-se de mim rapidamente e me abraçou apertado.

- Eu tentei o máximo que pude Jang, eu juro que tentei, mas nossos pais tiveram uma viagem de última hora para Paris e eu não consegui impedir que fosse tudo decidido por aquele velho desgraçado…

- Do que está falando Sook? Está me assustando!

- Fuja comigo Jang - Ele segurou em meus ombros e me olhou choroso - Eu não quero que se case com aquele desgraçado…

- C-casar!? S-Sook…

- Por favor Jang, foge comigo...por favor…

- Pare com essa palhaçada Yoon-Sook! Está decidido e você não vai impedir isso! - Gritou meu avô já exaltado

- VOCÊ NÃO TINHA ESSE DIREITO! VOCÊ NÃO É MEU PAI SEU VELHO MALDITO! - Gritei enquanto lançava qualquer coisa que via a minha frente na direção daquele cretino.

- Está feito, o casamento será pela manhã. - Disse enquanto se retirava da bela varanda que agora se encontrava bagunçada pelas coisas que lancei.

- Eu não vou me casar com ninguém que esse desgraçado escolher….

- ENTÃO FOI POR ISSO NÉ? SUA VADIA! - Gritou Taeha se aproximando de mim.

- Do que está falando??

- EU SABIA QUE VOCÊ TINHA INVEJA DE MIM POR NAMORAR O HYUNJIN, SUA VAGABUNDA! VOCÊ QUERIA ROUBÁ-LO DE MIM! LOGO AGORA QUE ESTOU GRÁVIDA!

- Que?

- FOI POR ISSO NÉ, VOCÊ O DEFENDEU PORQUE SABIA QUE IRIA CASAR COM ELE!

- O QUE!? - Olhei para Sook desesperada e ele se pôs a chorar novamente, enquanto os guardas levavam Taeha para fora de minha casa. - E-eu vou me casar com….o Hyunjin!?

- Eu sinto muito Jang…

- Não se desculpe Sook, você não teve culpa de nada disso, não encare isso como um peso, por favor…

Respirei fundo e entrei adentrei na casa, tendo a surpresa de que a família de Hyunjin, meu avô e alguns empresários estavam ali conversando como se estivessem em suas próprias casas, até que um deles se aproximou de mim.

- Não, não me toque com essas mãos imundas.

- O que está fazendo garota insolente!? - Gritou meu avô

- Cale-se! Dessa sua boca de merda não quero ouvir uma palavra sequer, você não é meu pai, muito menos alguém importante pra mim, esta casa não é sua, nada aqui é seu, quem deu-lhe a permissão de chamar escórias como estas, nem sei o que ainda está fazendo aqui, seu verme. Se acha mesmo que vou assinar esses papéis está muito enganado, eu não vou me casar com aquele desgraçado nem que me ameace com uma arma apontada para minha cabeça. Vocês me enojam, ficaria mais feliz se todos morrerem queimados no fogo do inferno, seus imprestáveis.

Meu avô me olhava com ódio, pois sabia que aquele casamento dependia de apenas minha assinatura.

- Me olha feio porque? Tem medo da verdade vozinho? Pois eu não, acha que não sei que inventou uma reunião de última hora para fazer meus pais saírem daqui o mais rápido o possível? Eles vão voltar, e quando voltarem estarão com fogo nos olhos, prontos para enfiarem aquela maldita arma pela tua goela imunda. Mas com certeza não vão te matar, você nem isso merece. Seu lixo!

Pisando forte, subi para meu quarto ignorando todos os berros e xingamentos que vinham do andar debaixo, trancando a porta logo em seguida, joguei-me sobre a cama macia, abraçando meu humilde travesseiro de pano feito por minha avó.

- Eu só queria viver em paz nesse inferno, seria pedir muito Senhor?

Com os olhos cheio de lágrimas sofridas, me permiti chorar até adormecer, eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer, mas queria evitar ao máximo, queria ter nascido uma mulher livre… sem preocupações com a máfia, sem preocupações com casamentos, reuniões nem nada, queria ter tido essa sorte, a mesma que minha mãe teve, porém o universo não quis isso, não pra mim. Pela primeira vez em muitos anos, eu desejei dormir e não acordar na manhã seguinte, nem nunca mais.

 

Seoul, South Korea

29 de Janeiro de 20XX - 10:03 AM

 

Acordei com um peso envolta de meu corpo, virei-me e descobri ser meu pai, passei a mão gélida por seu rostinho vermelho e levemente inchado, ele parecia ter chorado tanto durante a noite…

- Você deve ter sofrido tanto papai, eu só queria poder voltar a ser aquela criança inocente, que nem ao menos pensava que iria casar ao 20 anos por um maldito contrato.

- E eu queria não ter ido naquela maldita reunião da imprensa… - Disse papai abrindo levemente seus olhinhos inchados e chorosos, ainda coberto por lágrimas de enorme tristeza. - Eu queria que fosse diferente, queria que fosse livre, mas infelizmente, não pude impedir.

- Está tudo bem papai, eu darei um jeito nisso, seremos livres, finalmente livres…

Arregalando levemente os olhos, papai me apertou contra seus braços e sussurrou.

- Qual seu plano?

- O plano é o seguinte…

 

 

[...]

 

 

- Vejo que mudou de ideia sobre o casamento. - Debochou meu avô

- Não mudei, estou assinando os papéis da troca de noivos, irei me casar com outro.

- O que!? Você não pode!

- Claro que posso, o casamento é meu.

- Escute aqui sua insolent- O interrompi.

- Céus, cale a boca, não me perturbe logo pela manhã, seu velho insuportável. - Ditei frustrada, me retirei da sala rapidamente, indo em direção ao salão de roupas, onde seria escolhido meu vestido de noiva.

- Oh minha filha, eu queria tanto ter impedido tudo isso…

- Está tudo bem mãe, isso tudo vai acabar, eu garanto.

- Você está tão linda nesse vestido meu bem. - Disse papai enquanto adentrava no salão.

- Você também está lindo nesse terno papai.

- Vim te buscar, a cerimônia já vai começar.

- Eu gostaria de ficar um pouco sozinha antes de ir, queria refletir um pouco antes de me prender á aquele homem.

- Está bem querida, voltarei quando estiver pronta.

Assenti e todos se retiraram da sala me deixando sozinha naquele lugar repleto de espelhos e vestidos, respirei fundo e me olhei no espelho, Nojo.


 

Obcecada.


 

É isso que sou, obcecada por um maldito homem que não pode ser meu, não por inteiro e disso eu tenho a mais pura certeza, aquela vadia virá atrás dele, disso eu tenho certeza. Desde que entrei naquela maldita faculdade, minha obsessão por Hyunjin se tornou ainda maior, por diversas vezes fui rejeitada por esse desgraçado, ele só tinha olhos para aquela maldita da Taeha e para me aproximar dele, eu precisei fingir ser amiga daquela escória humana.

Eu sabia, eu sempre soube que depois de me conhecer melhor ele cairia sobre meus encantos fúteis e se apaixonaria por mim, grande erro, que Taeha era louca por ele eu sempre soube, era ela quem fazia-me odiá-lo, ou ao menos tentava, eu sabia que após descobrir que seu “amado” era apaixonado por sua melhor amiga ela surtaria como uma louca psicopata, rata imunda, tirou de mim o bem mais precioso e agora irei tomá-lo de volta, eu não me importo com quanto sangue eu precise derramar para isso acontecer.

Fui tirada de meus pensamentos com o bater violento da porta do salão, era Taeha, e ela tinha uma faca em mãos, virei-me para encará-la e sorri de orelha a orelha, Eu sei o que ela veio pegar.

- Taeha, não deveria estar lá fora com os outros? O casamento já vai começar.

- Sua vadia! Você não vai tomar-me meu homem.

Passou a mão na barriga e sorriu debochada.

- Tsc, vadia insolente, ele nunca foi seu Taeha.

- Claro que era! E ainda é.

- Não, não, quem você acha que ele procurou quando você não o queria? Ah, a sensação de preenchimento é tão bom, Taeha.

- Não…

- Era tão bom ouvi-lo gemer meu nome, sentir seu corpo levemente molhado pelo suor colidir com o meu, enquanto seu quadril movia-se freneticamente para frente e para trás, me estocando com força. Pelo que você me dizia, ele nunca era bruto, então, porque comigo ele pegou pesado, Taeha? Você não era o suficiente para ele? - Debochei enquanto encarava sua expressão incrédula -Sua imprestável, nem um homem consegue satisfazer? - Gritei alterando o tom de voz.

- Sua vadia! Como ousou tocar no meu homem.

- Não, Taeha, meu homem. - Me aproximava lentamente dela, olhando fixamente em seus olhos. - Ele sempre foi meu, você quem nunca quis acreditar nisso.

- S-sua…

Taeha moveu-se rapidamente no intuito de me atingir com a faca, entretanto, quando criança fui treinada para evitar esses tipos de situações um tanto quanto idiotas. Segurei fortemente em seu pulso, arrancando-lhe a faca da mão e a estocando contra seu joelho esquerdo, um de seus pontos frágeis, urrando de dor, Taeha se pôs ao chão com uma das mãos sobre o joelho.

- Dói? Pois em mim não dói em nada.

Larguei seu pulso e puxei a faca de seu joelho.

- Não pode me impedir de casar com ele, pois estou grávida dele! - Gritou me olhando com um sorriso perverso, como quem ganhou a vitória, ri debochada e chutei brutalmente seu estômago, recebendo um grunhido de dor como resposta.

- Você me contou isso semana passada, lembra? Vejamos, porque não foi no hospital que lhe recomendei? Por acaso essa gravidez é falsa?

- Nunca!

- Ah, sério? Vejamos…

Em um movimento rápido, puxei o cadarço do sapato de Taeha e amarrei suas mãos, a olhei uma última vez antes de penetrar a faca na região próxima de seu útero e arregaçar a carne dali, formando um enorme buraco ensanguentado. Ela gritava feito louca, enquanto eu sentia seu sangue quente escorrer por entre meus dedos e meu vestido já não tão branco como antes.

- Ora! Como eu suspeitava, não tem nada aqui.

- ME SOLTE SUA MALUCA!

- Maluca? Eu? Oras, só queria me certificar de que não estaria matando um feto inofensivo.

- S-sua…

- Desista Taeha, você vai morrer, por bem ou por mal.

- O-o que você vai fazer?


 

Sangue.


 

Segurei firmemente a faca em minhas mãos sujas e abri um enorme caminho do estômago ao peito de Taeha, o arregacei ao usar as mãos para abri-lo, aos pouco vi seu coração desacelerar o ritmo e seus olhos perderem a cor de castanho vivo que tinham, até que finalmente, seu corpo descansou, seu pulso que antes segurava fortemente em meu braço, agora encontrava se no chão sobre a poça de sangue que maior se tornava a cada segundo.

Respirei fundo, próximo passo, matar aquele velho maldito.

Segurando nos pulsos amarrados de Taeha, sai daquele lugar e a arrastei até o salão onde seria realizado a cerimônia, ao atravessar aquelas enormes portas de mármore, os guardar imediatamente se puseram à frente dela, impedindo a passagem  dos demais convidados, que tinham suas expressões horrorizadas.

- O QUE VOCÊ FEZ GAROTA!? - Gritou meu avô parecendo completamente assustado.

- Não vê? És cego? Matei-a, ela queria roubar meu homem criando uma gravidez inexistente, então a matei para ver se era verdade.

- QUE HORROR!! - Gritou a mãe de Hyunjin.

- Cale-se ou irá se juntar a esse peso morto, não pense que só porque és a mãe de meu noivo que terei piedade de você.

Hyunjin olhava tudo aquilo em silêncio, parecia calmo e ao mesmo tempo assustado, virei-me para meu “amado” avô e apontei-lhe a faca ensanguentada.

- Você é uma pedra no meu caminho, aliás devo te agradecer por esse maldito casamento, foi a única coisa que fizeste de bom até agora, mas, você não é mais útil para mim, morra.

Larguei Taeha e segui em direção a meu avô, que recuava a cada passo meu.

- Está com medo? Venha, vamos brincar de polícia, ladrão e vítima, EU SOU O ASSASSINO!

Meus pais seguraram meu avô pelos braços, enquanto o mesmo se debatia para conseguir se soltar e fugir.

- Não há escapatória vovô, a vingança é um prato que se come frio!

Penetrei a faca em seu órgão considerado “sagrado”, criando uma linha de sangue, guiei a faca até seu peito, o qual arregacei com as próprias mãos, permitindo que seus órgãos se estraçalhassem sobre o chão, agora coberto por seu sangue, meus pais o lançaram contra o chão e respiraram aliviados, até que Sook apontou sua arma para a mãe de Hyunjin.

- Quando sair daqui, você será presa por homicídio! - Gritou a velha sorrindo de orelha a orelha enquanto filmava tudo aquilo. - Você não irá se casar com meu filho! Taeha quem deveria estar com este vestido, sua desgraçada!

De repente um alto som de tiro se fez presente, dois corpos foram ao chão, olhei para o altar, e lá estavam Da-bin - Filha bastarda dos Hwang - e Hyunjin, com suas armas apontadas para seus pais, que agora estavam largados, mortos e ensanguentados no chão, ao lado de Taeha.

- Descansem em paz, seus vermes malditos.

 

 

[...]

 

 

- E-e eu vos declaro, maridos e mulheres, podem beijar vossas noivas.

E assim, se encerrou o meu casamento, assim que tudo acabou, atrás de Hyunjin, retirei minhas roupas sujas de sangue, me banhei e cobri meu corpo seminu com um simples vestido preto que Yang pegou no salão.

- Precisamos nos livrar disso, peguem os galões de gasolina. - Ordenou meu pai, novamente tragando seu cigarro de feno seco.

Depois de banhar a casa de gasolina, ou lado de fora da casa, fizemos as honras e lançamos um pequeno fósforo aceso, dando um fim naquele maldito lugar, com as piores pessoas.













 

 

 

 

 

 

.FIM.


Notas Finais


Roupas Utilizadas na história:
- Min Sam-Jang -

Casamento - https://br.pinterest.com/pin/716635359435881011/

Pós-Casamento - https://br.pinterest.com/pin/705446729111302036/

- Min Sam-Yang -

Casamento - https://br.pinterest.com/pin/845762004999705089/

Pós Casamento - https://br.pinterest.com/pin/632122497682412136/

- Lee Da-bin (YeonWoo - Momoland) -

Casamento - https://br.pinterest.com/pin/656258976934837462/

Pós Casamento - https://br.pinterest.com/pin/564498134542561565/


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