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História Dangerous - Capítulo 7


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Notas do Autor


Olá bebês, como vocês estão?

Eu espero que bem, se cuidando direitinho, lavando as mãozinhas e passando álcool em gel sempre que puderem! E também evitem sair sem que seja necessário.

Eu estou bem, em quarentena em casa, por que sou asmática... A faculdade foi suspensa por conta do coronavírus e vamos de escrever fic e ver no que vai dar daqui pra frente!

Sobre a fic: vocês estavam preocupados com a nossa estrelinha da Ferrari, né? Ele voltou são e salvo. Espero que gostem do capítulo. Me contem sobre qualquer erro, ok?

Boa leitura~

Capítulo 7 - Tenho forças para ir além


Fanfic / Fanfiction Dangerous - Capítulo 7 - Tenho forças para ir além

Baekhyun não era uma pessoa tão egocêntrica ou cheia de si – Chanyeol e Sid com certeza discordariam daquilo. Mas podia dizer que entendia muito bem de muitos assuntos relacionados à Formula 1, afinal de contas, aquela era sua profissão e grande paixão há anos. Não era um profissional crítico de esportes ou jornalista esportivo e especialista, mas tinha suas cartas na manga.

Sabia bem que quem acumulasse mais pontos, e primeiros lugares em pódios e em provas durante toda a temporada, seria considerado o campeão mundial. Compreendia bem o fato de que quem largava em primeiro estava na pole position... E agora também entendia que ele provavelmente estivera inconsciente por um certo tempo.

Sua cabeça estava meio dolorida em uma de suas laterais, seus dedos dos pés e das mãos formigavam sem parar e sentia seu corpo todo coçar como se houvessem insetos minúsculos caminhando pela pele, além de ficar com a temperatura cada vez mais alta.

Seus membros doíam em demasia. De longe podia ouvir o barulho extremamente irritante de um bipe infindável, e lentamente ele abria os olhos para um quarto todo branco, apático e totalmente sem graça. Toda aquela claridade incomodou muito os seus globos oculares, mas permaneceu com as pálpebras abertas. O cheiro inconfundivelmente forte de álcool e desinfetante o fez entender que estava em um quarto de hospital e que provavelmente tinha passado muito mal durante a prova de Baku.

Não era de costume que ele ficasse internado por uma gripe costumeira, então suspeitou que Sid havia preferido que o rapaz ficasse de observação por pura precaução. Tentou levantar-se para ficar sentado, mas na hora em que movimentou o braço sentiu a agulha do acesso venoso dentro de sua pele e uma dorzinha ardida – além do monitor cardíaco conectado ao dedo indicador.

Então aquilo havia sido tão ruim que tivera de ser medicado e mantido sob internação? Ao tentar repetir a ação, foi parado por uma mão quente e forte sobre seu braço mais quente ainda. Ele divergiu o seu olhar para a pessoa que o acompanhava e franziu o cenho ao notar quem era.

– Não faça esforço desnecessário – Chanyeol disse com uma voz cansada e debilitada.

Não parecia em nada com o costumeiro Christopher Park de sempre, tão arrumado e bonito. Ele tinha olheiras roxas debaixo dos olhos pesados e os cabelos louros pareciam desgrenhados e ressecados demais. Não vestia roupas de marca, mas sim um par de calças jeans surrados quaisquer, camiseta preta e tênis azul. Chanyeol estava todo fora de seu costumeiro glamour e arrumação que sempre portava, e aquilo fez Baekhyun estranhar um pouco.

Park pegou um controle branco ao lado da cama de hospital e apertou um dos vários botões azuis, fazendo com que a cama se recostasse automaticamente e permitisse que Baek se sentasse sem fazer esforço algum.

– Pare de besteira, é só uma gripe forte – Byun sentia sua garganta arranhar mais do que nunca, mas devia ser somente sede de ficar tanto tempo desmaiado pela dor de cabeça, certo? Não poderia ser nada além daquilo – Me dê um copo de água, por favor.

Chanyeol riu soprado e encheu um copo com água da jarra sobre o criado-mudo. Ao lado havia alguns vasos decorados de flores brancas, balões de vários tamanhos, formatos e cores – além de cartões e presentes embalados. Byun franziu a testa, confuso com aquilo tudo só por algo tão bobo quanto uma influenza.

– Só uma gripe? Sabe mesmo por que está aqui, Baekhyun? – o piloto da Williams indagou seriamente, seus olhos indo do rosto do mais velho até o aparelho conectado ao braço alheio. O sul-coreano assentiu e revirou os olhos ironicamente.

– Eu estava gripado, lembra? Devo ter passado mal durante o GP – disse de forma simples.

Christopher balançou a cabeça em negação e entregou um pequeno espelho de mão (que estava sobre o criado-mudo) para o outro, que estranhou aquele comportamento repentino, mas mesmo assim pegou o objeto. Assim que mirou o olhar em seu reflexo, Baekhyun quase desmaiou. Seu rosto estava bem vermelho e inchado, com alguns hematomas pelas têmporas, em um dos olhos, o lábio cortado e o nariz cheio de cortes.

– Você está aqui por que aconteceu um acidente durante o GP – Park disse com cuidado – Você encostou o seu carro no gramado central, mas Caelan Ayuso perdeu o controle na tempestade e acabou batendo na lateral.

Baekhyun se lembrava sim de que havia encostado o carro por conta da extrema dor de cabeça e vertigem que havia sentido no meio da corrida. Ele entendera que não poderia continuar a dirigir daquela forma, então desistiu do GP de Baku por conta de sua saúde. Mas considerando que a dor era lancinante, e ele não percebera nada além de seu estado debilitado, não foi difícil ter perdido o fato de que Ayuso havia o atingido em cheio. Talvez o choque havia sido tão grande que tinha o feito desmaiar e ficar inconsciente por todo o tempo após o impacto.

– Há quanto tempo eu estou aqui? – perguntou baixinho, entregando o espelho de volta para o mais alto. Chanyeol respirou fundo e pegou o objeto, depositando-o sobre o criado-mudo novamente.

– Há apenas dois dias. Ficou inconsciente o tempo todo. Os médicos fizeram todos os tipos de exames e você está completamente bem, tirando pelos machucados superficiais e a gripe – o outro cruzou os braços – Sem fraturas ou qualquer coisa mais grave do que os cortes, e talvez esteja só bem dolorido por conta do impacto. Se quiser analgésicos é só pedir que eu chamo uma enfermeira.

Baekhyun sorriu fraco e assentiu.

– Oh, por favor. Estou morto de fome e sinto como se um rinoceronte tivesse pisado em mim.

– Pela força do impacto devo admitir que é algo bem parecido – Park disse ao apertar um botão ao lado da cama, provavelmente o que chamava algum profissional da área de enfermagem.

– Imagino. E Caelan Ayuso? Como ele está?

– Agora está bem. Caelan foi internado em outro hospital mais especializado. Ele fraturou alguns ossos de forma bem feia e teve uns cortes profundos, mas já passou por cirurgia – explicou o coreano-americano.

– O que aconteceu com o GP? Eles cancelaram ou continuaram com tudo? – indagou Byun curioso, finalmente bebendo um gole do copo de água em sua mão. Era muito bom poder finalmente molhar a garganta seca. Entregou o copo de volta para o outro, que deixou o objeto sobre o criado-mudo também.

Chanyeol se encostou à cama de Baek e afastou as cobertas, liberando um pequeno espaço para que ele se sentasse mais próximo do outro sobre a cama de hospital. Byun retirou a perna do local e o deixou se acomodar melhor.

– Como não ocorreram mortes, a corrida continuou depois de limparem todo o circuito e retirarem os carros danificados. Sinto muito, mas seu carro sofreu muitos danos – respondeu meio à contragosto. Baekhyun assentiu e logo depois sorriu de forma brincalhona, tentando mudar o assunto pesado.

– E você, como foi? – sua voz era cheia de uma alegria infantil forçada que Park notara na hora – Chegou em primeiro e ganhou aquela prova mesmo com a chuva fodida? Eu tenho certeza que ganhou sem pestanejar, não é? Você não tem medo de correr na chuva e também não deixaria de ganhar.

– Eu desisti da corrida – finalmente Park falou, ganhando um olhar estranho por parte de Baek – Depois que você foi levado pela ambulância eu simplesmente deixei o meu carro no box da Williams e fui embora. Peguei o primeiro táxi até aqui com o macacão da equipe todo molhado e te vi ser examinado por cerca de quatro horas. Foi aí que o McCarty finalmente teve coragem de me mandar ir embora para comer, banhar, me trocar e descansar um pouco.

Baekhyun não entendeu aquilo direito.

Talvez ele fosse lento demais.

Chanyeol havia desistido de um GP importante, de ganhar pontuação e mais um troféu para sua coleção, para ver como ele estava? Ele não tinha se machucado muito e também tinha ficado em um estado tranquilo após o acidente, mas por que Chris ainda insistira em permanecer no hospital ao lado de Byun depois de dois dias que o outro estivera inconsciente? Aquilo havia sido um pouco bobo e burro de se fazer, mas Baekhyun tinha que admitir que estava extremamente lisonjeado pela preocupação do outro.

Aquilo fez seu coração se aquecer de uma forma que não conseguia explicar em palavras. O olhar de Chanyeol era cheio de preocupação, assim como seu corpo se expressava. As roupas quase que monocromáticas, simples e amarrotadas que usava eram a maior prova de que havia ficado totalmente preocupado com o piloto da Ferrari a ponto de não ligar para sua própria aparência.

Byun fitou a porta de madeira e balançou sua cabeça em direção a ela.

– Park? Tranque a porta para mim, por favor – murmurou calmamente.

Aquilo tirou de Chanyeol um olhar esquisito, mas ele não questionou o que o outro iria fazer, apenas levantou-se e fez o que lhe foi dito. Ao ficar próximo de Baekhyun novamente, o menor aproximou-se de Chanyeol com uma careta de dor e o puxou pela camiseta, aproximando seus rostos o suficiente para que seus lábios se tocassem. Park franziu o cenho.

– Baekhyun, o que...?

Shh.

E tomou-lhe os lábios. De começo foi bem calmo, como se provassem os lábios um do outro com desejo e lentidão, procurando sentir o toque macio e cálido. Mas após alguns segundos o beijo se tornou mais profundo e com línguas se tocando aqui e ali. Chanyeol agora segurava o rosto de Byun entre suas mãos grandes e o beijava como se o mundo fosse acabar naquele minuto, e a última coisa que quisesse fazer era aquilo. A única coisa que os parou foi quando Baekhyun arfou de dor ao ter seu lábio inferior cortado mordido sem querer pelo mais alto.

Merda – Chanyeol sorriu e sentou-se novamente onde estava antes – Me desculpe, baixinho.

Baekhyun respirou fundo e balançou a cabeça.

– Tudo bem. Relaxe. Também foi culpa minha.

Christopher acariciou a bochecha alheia com seu polegar. Naquele momento, Baekhyun pôde jurar que vira uma galáxia inteira brilhar nos olhos escuros de Park Chanyeol, e ele gostou do que viu. Além do olhar doce e gentil, ele também tinha aquele sorriso calmo nos lábios avermelhados e meio inchados, como se soubesse tudo do mundo. E Baekhyun às vezes amava aquele jeito presunçoso de Chanyeol, mas nunca iria admitir em voz alta.

– Você não disse antes que estava gripado e não queria me passar germes? Por que me beijou?

Byun gargalhou e empinou o narizinho.

– Considere como um prêmio de consolação por não ter ganhado o GP.

– Não acho que germes sejam um prêmio – Christopher debochou e ganhou um tapa leve em seu braço. Os dois rapazes riram juntos Baekhyun passou os braços em volta do pescoço alheio, tomando cuidado com o acesso venoso em seu braço esquerdo. Ele pousou o rosto sobre o ombro alheio enquanto o abraçava, seu nariz no pescoço do mais novo. O mais velho podia sentir o cheiro único do outro, algo que era uma mistura de sabonete com perfume fraco. Os cabelos de Chanyeol não tinham muito cheiro, eram neutros, mas Baekhyun estava muito bem onde estava, sentindo o cheiro de Christopher.

– Deve ter ficado bem preocupado com o acidente – Byun murmurou com os olhos fechados, traçando a costura da camiseta do loiro com as pontas dos dedos finos. Chanyeol engoliu em seco e permaneceu em silêncio, apenas assentindo – E até mesmo deixou a corrida de lado. Sei o quanto isso significa para você, ficar no pódio e tudo mais.

Chanyeol sorriu.

– Está tudo bem. Não tem problema eu ter perdido a corrida. Muitas ainda virão – deu de ombros – E eu ainda estou à frente na pontuação mesmo.

Baekhyun afastou-se do outro e o olhou de forma incrédula. Ele sentia-se um pouco enganado por ter pensado que Chanyeol estava ali exclusivamente por se importar com seu estado? Talvez, mas ele não queria falar isso. O problema foi que Byun realmente disse aquilo de forma impulsiva:

Idiota. E eu aqui todo bobo achando que você tinha deixado de lado a vitória do GP para zelar por mim em estado de vida ou morte – o de cabelos avermelhados dramatizou – Um grande amigo você, hein Christopher Park.

– Estado de vida ou morte, Byun? – o mais novo riu ironicamente – Você só teve alguns arranhões e hematomas. No máximo está sentindo dores corporais. Eu vi os resultados dos seus exames e também conversei com os médicos. Sei que está perfeitamente bem, tirando a gripe.

Baekhyun bufou e afastou-se do outro, tomando cuidado com o acesso em sua veia. Recostou-se contra a cama e fechou os olhos de forma mais dramática ainda.  

– Onde está o Sid? – perguntou relutante.

– Foi para o hotel tomar um banho e descansar. Me ofereci para ficar aqui com você enquanto ele estivesse lá – respondeu o mais alto com um sorriso divertido, achando Baekhyun engraçado com toda aquela atitude. O piloto da Ferrari empinou o nariz e cruzou os braços ao abrir os olhos.

– Já que eu estou em um estado tão bom assim, por que não me deixou sozinho, hein? – ralhou irritado – Não precisava ter vindo e largado seu precioso serviço de quarto e cama quentinha e confortável por esse sofá duro e a comida insossa do hospital.

Chanyeol revirou os olhos e levantou-se da cama, ficando de pé ao lado do mais velho. Ele passou a mão por entre os cabelos um pouco longos do outro, afagando sua cabeça com cuidado. Seus dedos desceram até o queixo do outro e fez um pedido:

– Olhe para mim.

– De jeito nenhum – e ele virou mais ainda a cabeça para o lado oposto, desviando dos dedos quentes de Chanyeol que estavam em seu queixo.

– Se acha mesmo que eu vim para cá todo encharcado, depois de abandonar uma corrida sem pensar duas vezes, por que não me preocupo com você... – ele deu um beijo na lateral da cabeça de Byun, sobre os cabelos bagunçados e abaixou a boca para sussurrar no ouvido alheio: – Então pode ter certeza que está enganado – Chanyeol falou seriamente.

No mesmo segundo, Baekhyun virou-se para ele e arqueou a sobrancelha.

– Mas você disse...

– Que estou à frente? Sim, estou. As únicas pessoas que ameaçavam tomar a minha colocação eram você, Ayuso e o Renan Hargreaves – Chanyeol tinha três dedos da mão direita erguidos, mostrando seu ponto – Você desistiu da corrida ao encostar o carro no gramado. Ayuso se acidentou. E Hargreaves não conseguiu chegar nem entre os primeiros dez colocados. Minha pontuação está bem preservada, mas eu realmente me preocupo com você, Byun.

Baekhyun sorriu de canto.

– Obrigado – sua voz soou quase que suave, apesar da garganta arranhando – Eu achava que me odiasse.

Chanyeol riu.

– No começo? Sim – ele tirou os cabelos desbotados da frente dos olhos de Byun, penteando a franja para longe com os dedos – Agora nem tanto. Você até que é suportável, baixinho – aproximou a boca do rosto alheio e depositou um beijo na bochecha, logo descendo pelo pescoço e distribuindo selares por aquela área. Baekhyun levou a mão livre por entre os fios loiros e os puxou levemente – E também é gostoso pra cacete.

A voz de Christopher soou tão deliciosamente sexy que fez o mais velho arfar alto. Sentiu a língua quente e molhada de Park contra sua pele ardente, quase como se buscasse pelo gosto de Byun desesperadamente...

Toc. Toc.

Duas batidas na porta os tiraram de seu paraíso particular. Chanyeol respirou fundo e pensou que era realmente melhor que tivessem sido interrompidos, já que provavelmente não iriam parar tão cedo e iriam acabar forçando a condição de Baekhyun. O piloto da Ferrari não estava em condições de sexo naquele momento, ambos sabiam daquilo, mas o tesão estava quase transbordando.

Chris afastou-se, passou as mãos pelos cabelos bagunçados e foi correndo destrancar a porta. Assim que viu a expressão confusa da enfermeira, quis cavar um buraco no chão e enfiar a cabeça.

– Não são recomendadas portas trancadas – disse a mulher de olhos amendoados e cabelos castanhos presos num coque apertado. Ela falava em um inglês fluente e parecia um pouco cansada, e até mesmo entediada se fossem arriscar. Carregava consigo uma bandeja de aço inox e vários instrumentos necessários. Chanyeol assentiu.

– Bom é que, – pigarreou Baekhyun – eu quis ir ao banheiro e pedi que ele trancasse a porta. Mais privacidade, entende? Não queria ninguém entrando aqui enquanto eu estava ocupado no banheiro.

– Você está com um cateter urinário, não precisa ir ao banheiro – ela contestou. Byun sorriu de forma confiante.

– E é exatamente por isso que eu esqueci de destrancar a porta, por que estava tentando entender como colocaram isso em mim – respondeu sem freios. Às vezes, Park tinha inveja de como Baekhyun conseguia ser tão bom ator em momentos assim. Antes ele gostava de pensar que Byun era um simples fingido descarado, mas agora via um talento para a mentira que precisava reconhecer como habilidoso – Aliás, teria como retirar isso depois? É meio incômodo e também já estou acordado e posso muito bem ir ao banheiro.

– Irei providenciar isso – ela sorriu – Mas sem portas trancadas – virou-se para Chanyeol e ficou séria – E é sério. Não o deixe trancar esta porta.

Chanyeol riu e levantou as mãos em rendimento.

– Sim senhora.

– O que está sentindo para ter apertado o botão? Demorei um pouco por que estava ocupada com um caso do pronto-socorro, perdão – explicou ela caminhando até o final da cama e puxando a prancheta com o histórico do menor – Acidente de carro? Ok. Imagino que queira analgésicos, acertei?

Baek assentiu.

– Dores musculares e de cabeça – explicou o piloto da Ferrari – Também estou morto de fome, na verdade.

– É de se esperar, já que ficou dois dias inconsciente – ela deixou a prancheta onde estava e deixou a bandeja na mesinha próxima. Retirou uma seringa cheia de medicamento da superfície e injetou o líquido diretamente na bolsa de soro que estava sendo administrada para Baekhyun – Irá fazer efeito logo. Pedirei que outra pessoa traga sua comida, sim? – ela sorriu simples e seu olhar pairou sobre Christopher – Também vai comer, certo? É acompanhante, tem que se manter bem alimentado para estar com ele.

– Eu ia comprar algo na cantina do hospital e...

– Coma a comida que o hospital dá. É meio sem sal sim, mas você pode colocar mais. Damos sachês de sal, e fique ao lado dele – a enfermeira mandona disse – Virão entregar seus almoços e eu garanto que é saudável.

Chanyeol resolveu não ir contra o que a mulher disse, apenas concordou e a viu sair do quarto, deixando a porta fechada atrás de si. Assim que ouviu o clique da maçaneta, Baekhyun caiu em uma gargalhada alta.

– Eu nunca te vi ficar tão obediente assim – disse de forma brincalhona.

– E nem eu. Ela é estranhamente mandona – soltou um suspiro alto – Essa foi quase, se não fosse por seu talento inegável em mentir, estaríamos muito fodidos. Provavelmente descobririam sobre essa parada toda de amizade colorida e chegaríamos a estampar todos os sites de fofoca.

– Eu não sei se isso era para ser um elogio ou um xingamento – confidenciou Byun com um sorriso nos lábios. Chanyeol revirou os olhos e checou a porta com o olhar, vendo que não havia ninguém perto ou batendo. Rapidamente deu um beijo leve nos lábios alheios e sussurrou:

Um elogio, é claro.

 E se afastou, jogando-se sobre o sofá cinza desconfortável próximo à janela. Pegou uma das revistas velhas sobre a mesinha ao lado e folheou as notícias de 2016 sobre uma milionária que havia se casado em Madri. Baekhyun o fitou mexer nas folhas de forma desinteressada e sorriu de canto.

– Obrigado por ter ficado aqui esperando encharcado durante quatro horas enquanto eu era examinado.

O olhar de Park foi momentaneamente colado ao seu, mas o sorriso do mais alto foi quase que instantâneo. Ele não disse nada, mas o mais velho sentiu tudo o que aquele simples sorriso significava. Não era cinismo, escárnio ou ironia. Era sinceridade, preocupação e alívio. Alívio este pelo bom estado de saúde em que Byun se encontrava, e também um pouco por conta do susto que havia tido ao ver o menor sendo retirado de dentro do carro e colocado no interior daquela ambulância; alívio este que pensava ser por estar na presença de quem amava odiar, mas que em termos honestos, odiava amar.


Notas Finais


Eu to ficando doidinha com a relação de chanbaek nessa fic, pq eles não são nada, mas ao mesmo tempo são tudo 🤡🤡

O que vocês acharam?? dsfkjdk Me contem!

Eu também estou sempre disponível no Twitter pra levar um papo: @bellsmmi
E também tenho Curious Cat pra qualquer dúvida:https://curiouscat.me/bellsmmi

Até depois~


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