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História Dangerous - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Dangerous - Capítulo 5 - Capítulo III

Lila Rossi estava sentada em um banco de madeira, observando as pessoas colocando apenas as coisas que pudessem ser necessárias dentro de suas mochilas, decididos de que fariam aquilo.

─ Tem certeza que vai ficar? ─ Sabrina perguntou para a garota.

─ Eu já disse que sim, garota! Agora eu entendo porque a Chloé era tão cruel com você.

─ Certo ─ Assentiu, como se não tivesse escutado uma palavra sequer que saíra da boca da italiana ─ Só não se esqueça que estamos indo na direção norte.

─ Você acha que eu não vou me lembrar? Faça-me o favor. Não tenho memória de peixe.

···

Adrien continuou encarando Kim, incrédulo.

O loiro sabia que uma hora ou outra as pessoas começariam a criar paranóias em suas mentes e que poderiam se revoltar, mas nunca tinha passado por sua cabeça que isso poderia acontecer assim, tão cedo. Se perguntava se aquilo poderia ser culpa sua e de Chloé. Afinal, se um homem tinha medo de si, porque outras pessoas não teriam também? Era difícil para o garoto pensar que talvez, as pessoas pudessem não confiar mais em si, e tudo isso por causa de um erro de seu pai, o que tornava as coisas ainda piores, afinal, não tinha culpa do que tinha acontecido, não é mesmo? Queria acreditar que não, mas algo dentro de si dizia que era inteiramente culpado. Dois anos podiam ter se passado desde que Hawk Moth pegou seu miraculous, mas ainda não conseguia superar a derrota. Sentia que, de alguma forma falhou, que poderia ter feito mais, que não deu o seu melhor e que poderia ter impedido aquilo tudo.

─ Espera. Como é que é?

─ É isso mesmo, Noir. Eu não achei essa ideia ruim, mas como você e a joaninha não fizeram isso antes, acabei tendo as minhas dúvidas.

─ Dúvidas de quê? ─ Marinette saiu do quarto, esfregando os olhos, sonolenta ─ Ah. Oi, Adrien.

O loiro forçou um sorriso. E tudo que Marinette conseguia fazer era alternar seu olhar entre os garotos, confusa.

─ Será que alguém pode me dizer o que raios está acontecendo aqui? Por que estão me olhando desse jeito? Tem alguma coisa errada?

─ Ter, até tem ─ Adrien soltou a frase no ar, e então o silêncio voltou a invadir a sala.

─ Mas que droga! Vocês vão falar ou não? ─ Falou já sem paciência.

Se tinha uma coisa que a azulada detestava, essa coisa era ser a última a saber de algo. Principalmente nos casos onde literalmente todo mundo está falando naquele assunto e só você está perdido, sem ter nem ideia do que está acontecendo, com cara de quem está perdido, porque, sim, você está perdido.

─ Se acalma, garota! ─ Kim falava, e a cada palavra que saía de sua boca, Marinette desconfiava mais de que nem fosse nada demais e ele apenas a queria deixar curiosa. Mas se realmente fosse aquilo, por que Adrien estaria ali?

─ Eu vou me acalmar quando você me falar o que está acontecendo ─ Colocou as mãos sobre a cintura.

─ Tá legal. Se prepare porque lá vem uma bomba das grandes ─ Kim ficou em silêncio por um tempo e a garota não sabia se seria apenas para deixá-la irritada ou se ele estaria pensando na melhor forma de contar aquilo ─ Prefeito Bourgeois, Sabrina, Juleka, Théo Barbot, junto com um grupo de pessoas saíram daqui dizendo que iam encontrar os miraculous e fazer as coisas voltarem a ser como eram antes. O que até que faz sentido, sabe, já que com o seu miraculous e com o do loirinho aqui, a gente pode fazer qualquer coisa. Mas acho que vocês dois teriam pensado nisso, então achei melhor ficar na minha.

─ Fez certo. Nós até poderíamos fazer isso, mas teria um preço a se pagar. O que estamos vivendo agora, é o preço por Gabriel Agreste tentar trazer Emilie de volta a vida. Não sabemos o que vai acontecer se fizermos isso.

─ Tente explicar isso pra eles ─ Adrien deu de ombros.

Marinette entrou novamente em seu quarto, trocando o pijama confortável por suas roupas habituais, e finalmente saindo dali mais uma vez, passando reto por Adrien e Kim, como se nenhum dos dois estivessem ali, pegando sua chave e seu celular em cima da mesa e destrancando a porta.

─ Aonde você vai?

─ Temos que procurar os miraculous, oras.

Marinette podia não ter certeza de muita coisa depois de ter perdido Tikki e seus poderes, mas tinha certeza que se as pessoas estavam atrás dos miraculous e que também estavam dispostas a usá-los para fazer as coisas voltarem ao normal, e que eles precisavam ao menos tentar impedí-los. Afinal, tinham essa oportunidade. Se eles encontrassem os miraculous antes, as outras pessoas não poderiam fazer nada, senão ouvi-los e tentar arranjar outra maneira de criar um lar.

Adrien correu até a garota, ficando ao lado da mesma e tentando acompanhá-la na caminhada.

─ Como nos velhos tempos ─ Comentou, sorridente ─ Sabe, só estão faltando as roupas, my lady.

─ As roupas são o que menos importam agora.

─ Claro, você tem todo a razão ─ Assentiu, desmanchando o sorriso e ficando sério de repente ─ Qual é o plano?

─ Que plano?

─ Ah, qual é! Você está com aquela cara ─ A garota o encarou ─ Te conheço bem, bugaboo. Eu sempre sei o que se passa na sua cabecinha.

Delicadamente deu uma leve batida na cabeça de Marinette, e quando estava preparado para dar a segunda, a garota bateu em seu braço.

─ Ah é? Então no que eu estou pensando agora?

─ Hum ─ Analisou a expressão da garota, que fazia esforço para não rir, tentando se manter séria ─ Com certeza está pensando em como seria purrfeito comer um x-burguer.

A garota riu. Naquele momento poderia facilmente visualizar Chat Noir ao seu lado, no lugar de Adrien. Se perguntou como nunca tinha desconfiado antes. Agora que já sabia a verdade, parecia ser tão óbvio. Como se a verdade estivesse na sua frente desde o início.

─ Com certeza não. Eu não estou pensando em comer um x-burguer.

─ Mas agora você está pensando em x-burguer.

─ Na verdade, agora eu estou pensando que você é um palhaço! ─ Deu um leve empurrão no ombro do garoto.

Marinette achava legal a forma como sua relação com Adrien tinha evoluído desde que descobriram as identidades. Agora, a garota mal se lembrava da última vez em que gaguejara para falar com ele. Claro que aquelas borboletas que voavam em seu estômago, agitadas, ainda estavam ali, mas agora, já não parecia mais que estava prestes a ter um ataque quando o loiro se aproximava e nem mesmo quando os dois conversavam. E isso era bom. Se sentia mais segura e já não tinha mais aquele medo ao falar com ele. Afinal, Adrien também era Chat Noir, e a garota nunca teve dificuldade para conversar com o gatuno, sempre foram amigos e tinham conversas normais. Na medida do possível.

De repente se pegou pensando no que Alya acharia ao saber dessa relação. Com certeza se sentiria orgulhosa. Desejou que a amiga estivesse ali junto de si. Queria dizer tantas coisas para ela.

─ Aí, gente ─ Kim entrou no meio dos dois, empurrando-os um pouco para o lado, o que fez com que Marinette quase caísse e encarasse Kim com um olhar mortal ─ Quê foi? ─ Perguntou para a garota, desentendido ─ Ah, que seja. Olha, se vamos mesmo procurar os miraculous não seria melhor ter tipo uma equipe? Olha, podemos chamar as pessoas que já receberam um miraculous, já que são as mais confiáveis no momento, eu acho. Já ajudaram antes, podem ajudar de novo.

─ Isso significaria... Revelar todas as identidades ─ Marinette murmurou, mais para si mesma do que para Kim ou Adrien.

─ É ─ Adrien falou para a garota. Se tem alguém que sabe o quanto manter as identidades secretas é importante para Marinette, esse alguém era ele ─ Mas, a essa altura, acho que manter as identidades secretas já não importa mais. O que a gente mais precisa agora, é encontrar os miraculous o mais rápido possível. Precisamos de ajuda de pessoas confiáveis, e se pra isso algumas identidades precisam ser reveladas... Qual o problema?

Marinette sorriu. Sabia que por mais que odiasse a ideia de deixar que as identidades sejam reveladas - mesmo que a maioria delas já tivessem sido reveladas antes, na última vez que Chloé foi akumatizada -, sabia que Adrien estava certo.

E mesmo tendo em mente que aquela seria a melhor opção, sabia que seria difícil juntar todos e não ter por perto a pessoa mais importante para si: Alya.

Então, pela segunda vez do dia, pensou em como gostaria que a garota estivesse ali também.




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