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História Dangerous - Capítulo 40


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Notas do Autor


Olá, leitores amados!

Capítulo 40 - Arco I - O Bad Boy


Fanfic / Fanfiction Dangerous - Capítulo 40 - Arco I - O Bad Boy


Dangerous

Capítulo 40 – Arco I

O Bad Boy 


Elizabeth POV's 

Todos ficamos em silêncio.


– Te falei que você só estava dizendo merda, cara – Ban rompeu o silêncio com um meio sorriso satisfeito dirigido a King.


O castanho-ruivo piscou algumas vezes tentando pensar em algo para falar e engolindo seco, vendo a cara sem paciência do amigo. A cara do loiro já dizia tudo, eu estava tensa e com medo de sua reação. Eu estava mal pelo King e pelo mal entendido.


– Meliodas.. – O chamei para explicar que na verdade o King não estava me oferecendo um cigarro. Fui ignorada. Ele estava com uma veia saltando da testa branca e o cenho franzido.


– Cara, foi só uma brincadeira.


Arlequim tentou se defender manejando a cabeça referindo-se ao cigarro na minha mão. 


– Brincadeira? Você tá de sacanagem de oferecer uma merda dessas pra minha namorada? 


A voz áspera e assustadora. Elaine estava com os olhos âmbar arregalados, segurando no namorado e me olhando em choque. Ban estava neutro vendo a situação com leves resquícios de soltar uma risada mas se controlando.


– Meliodas – toquei seu ombro tenso para chamar-lhe atenção. 


Ele mantinha os músculos travados e o maxilar estava bem definido pela raiva. Desse ângulo ele não parecia ter o rosto meio infantil como tinha. Uma das coisas que mais me atraía nele.


O peito subia e descia modelando os músculos na camisa social colegial. Eu sei que ele detesta usar o uniforme que inclusive cai bem nele. Tento desviar o foco desses pensamentos.


– Não se mete nisso – Me diz grosseiramente me olhando de relance.


Eu fiquei em choque com sua atitude e fala. Ele estava se controlando ao meu lado, estava com muita raiva.


– Juro que não tava oferecendo para ela, cara. Ela só pegou o cigarro e eu brinquei com ela, relaxa – Era até meio patético Arlequim estar falando isso perdendo todo o ar cotidiano e brincalhão, ficando sério e cético. Não era do feitio dele.


A maioria das coisas que ele falava realmente não eram muito pensadas, acho que na verdade ele tem muito o que amadurecer como a própria Elaine diz. Porque dos três amigos, ele era o mais infantil. Nem comparo com o Gowther que só almoçava de vez em quando com eles. Ele podia ser o mais amigável mas, também era com as atitudes e falas mais bobas.


– Se eu te fazer engolir essa merda..– Sibilou o cigarro. Fiquei incrédula e o interrompi o puxando para mim. Eu não ia deixar ele fazer isso! Era ridículo!


– É assim que resolve as coisas? 


Ele me olhou com raiva. Eu não estava crendo nisso.


– É. 


Então eu soltei seu ombro tenso e sai dali em passos apressados rapidamente. Ouvi Elaine chamar meu nome e de longe seu namorado dizer algo também que não entendo.


Eu estava prestes a sair da porta da biblioteca quando fui impedida, ele me puxou.


– Tá indo pra onde?!


– Não sei. Me deixa ir! 


Tentei me soltar.


– Para de birra, garota irritante! 


– Eu? Birra? – ironizei. – Está brincando, né?


–  Não. 


Ele estava sem paciência e eu muito menos.


– Porque tem que resolver tudo sendo tão grosseiro e apelando para a violência? 


– Porque ele estava oferecendo uma merda de cigarro para a minha garota! – Travou o maxilar. Devo admitir que era sexy. 


– Ele só estava brincando, Meliodas. 


– Para de defender, Elizabeth! Inferno. 


– Inferno? 


– É? Vai chorar? – Quis socá-lo por isso.


– Você é um hipócrita, Meliodas Demon! 


Por sorte a biblioteca e o corredor estavam vazios. Por conta do torneio apenas o grêmio estava tendo acesso a área. Mas, sempre tem infiltrados. Era meu dever puni-los isso se não estivesse com outras preocupações na cabeça do que distribuir advertências para Ban, Arlequim e Meliodas. Eu deveria fazer o certo, mas não estava afim.


Ele segurou meu pulso com firmeza me puxando para mais perto de seu corpo. Fui de encontro ao seu peito forte e o abracei como consequência.


– Sou? 


Ele não estava exatamente bravo falando mas, também não estava de boas. Irônico eu diria.


– É. Você fuma! 


– Mas, nunca deixaria minha garotinha tocar em um cigarro. – Ele puxou o cigarro amassado e suado da minha mão fechada, eu nem lembrava mais que estava segurando aquela porcaria. 


– O que vai fazer? 


Ele jogou o cigarro no chão e pisou em cima.


– Nunca aceite uma merda dessas de ninguém!


Parecia até brincadeira. Em seguida ele me guiou para fora das portas duplas e leves da biblioteca me guiando pelo corredor largo, segurando firme minha mão com a sua.


– Porque não atendeu minhas ligações? 


Ele continuava tenso. percebo a besteira que fiz.


– Assim que acordei desliguei o celular.


– Porque? 


Eu não estava vendo sua expressão naquela hora, ele estava a frente me puxando como uma criança.


– Eu não viria hoje. Pensei bastante nisso.


– O que te fez mudar de ideia então? – A pergunta tinha um duplo sentido. Ele percebeu minha reação ao descobrir sobre o grêmio estudantil.


– Eu não faço ideia.. 


Estávamos no último andar e percebi que estávamos saindo da escola. 


– Onde vamos? 


– O óbvio. Sair dessa porra de lugar insuportável.


Eu protestaria, mas assim que passamos pelas portas principais, o sol beijou minha pele. Eu acabei sorrindo involuntariamente, o nervosismo foi embora. Eu estava sufocada nessa merda de lugar, esse era o problema.


Estava um lindo dia ensolarado que até parecia verão.


Percorremos o caminho até a lamborghini preta no estacionamento, na vaga especial. Ninguém era louco de se meter na vaga dele. Um garoto que ousou no começo do ano pegar a vaga dele, Meliodas quebrou a cara dele, jogando repetidas vezes no próprio carro que nem lembro qual era. O prejuízo do carro quebrado e do nariz quebrado.. para os pais do garoto. Não gosto nem de pensar.


Havia até esquecido essa história.


Abriu a porta entrando no banco de motorista, larguei minha bolsa no banco de trás com desleixo. Sentindo o maravilhoso aroma do automóvel,  a perfeita mistura de: água de colônia, couro, cigarro e um leve cheiro de vodka. 


– Olha a bagunça, garotinha – repreendeu e eu revirei os olhos para ele. Fechei a porta do carro em seguida em um baque mudo. – Por acaso você não revirou seus olhos para mim, não é, Carsen? 


Eu sorri para ele boba por meu próprio atrevimento. Ele estava parecendo mais aliviado agora. Ligou o ar condicionado gelado e fechou as portas automáticas no painel.


– O que vai fazer? 


Ajeitei meus cabelos para trás olhando para ele com certa adoração.


Ele estava tão ridiculamente bonito hoje.


– Sair desse estacionamento. 


Eu peguei meu celular na mochila. E procurei o contato de Arthur para avisar que havia passado mal e não poderia dar presença hoje no evento. Era errado mas, eu estava me sentindo sufocada na CLC. Mais umas horas ali dentro e eu entraria em colapso.


– O que vai fazer? – Estávamos saindo do estacionamento. Ele me olhava de relance e com um tom nada agradável.


– Mandar mensagem para o Arthur falando que não vou poder comparecer ao torneio.


Ele pegou o celular da minha mão jogando para o banco de trás com certa brusquidão.


– Ei! 


– Esquece a merda do grêmio e desse mauricinho babaca! 


Me assustei com sua raiva. Realmente ele e o Pedragon se odiavam.


Eu odiava admitir mas, de verdade, eu não queria mandar mensagem. Eu não queria pensar no grêmio, eu não queria pensar na elite, eu não queria pensar em nada. Me ajeitei no banco relaxando.


– Porque você não gosta do Arthur? – Soltei. 


Depois me toquei que era uma pergunta bem idiota.


– Porque ele acha que tem chances com você – respondeu de forma simples carregada de certa acidez na voz. – E você é só minha.


– Que? 


– Você entendeu, Elizabeth.


Eu olhei para frente pensando naquela afirmação.


– Ele é só um amigo. 


– Claro que é – respondeu olhando para frente. Senti a mão dele raspar a minha coxa lentamente. – Por enquanto.


– O que quer dizer? 


– Se afasta desse cara – Aquilo foi um pedido ou ordem? 


– Ele é meu vice-presidente. 


Ele fez uma careta de nojo.


– Ele é um imbecil. Não quero ele perto do meu anjo. 


O Arthur não era um amigo ruim. Pelo contrário. Eu quem estava sendo uma péssima amiga nos últimos tempos.


– Acho que você está só implicando.. – dei a língua.


– Não queira descobrir..


Apertou com força minha carne na sua mão, a dor e a pressão me causaram um imenso prazer. Eu gemia baixinho.


– Pensando bem podemos mudar de rota – comentou olhando a estrada.  


– Onde estamos indo exatamente? 


Até agora ele não havia falado, naquele momento o telefone tocou e vibrou. Ele seguiu em direção aos olhos no telefone pousado no banco. Eu mirei atenção para lá curiosa.


– Não vai atender? – O questionei enquanto o celular tocava pela sexta vez.


– Não é importante.


Eu li rapidamente o nome do contato salvo.


– Monspeete? 


– Monspiet – corrigiu não muito interessado.


– Quem é? 


Ele me lançou aquele olhar de você é atrevida, né? 


– Um conhecido.


– Amigo? – reforcei.


O telefone tocou novamente e ele suspirou profundamente ignorando e continuou a dirigir. Na terceira chamada, eu já estava ficando nervosa e então ele pareceu exceder ao limite e pegou o telemóvel pondo na orelha.


– O que é? 


Eu não conseguia ouvir a conversa.


– Porra, agora não dá, cara. 


Eu prestava atenção atentamente.


– São onze e meia da manhã. Eu passo aí mais tarde como sempre. 


Naquele momento meu sangue gelou. E eu imaginei se aquele não era um número de uma garota e na verdade ele salvou com um nome aleatório. Comecei a ficar com raiva. 


– Com quem você está falando? – perguntei ácida. 


Ele me olhou de relance um pouco irritado.


Então ouvi uma voz masculina.


– Tá acompanhado, é garotão? – A voz era masculina, zombeteira e grave. Não era a voz de um adolescente, era a voz de um homem maduro. Ou seja, não era um amigo da escola.


– Tô – respondeu meio contra gosto e eu não gostei. – Olha, passo aí rápido.


Se deu por vencido.


Desligou em seguida jogando o celular no banco de trás com certa raiva.


– Merda – praguejou impaciente. – Porra, o que foi isso? 


Franziu o cenho para mim.


– Eu que te pergunto! 


– Você está tendo crise de ciúmes à toa.


A voz estava mais suave agora. Eu enrubesço.


– Do nada não! Você fica evitando de atender um telefonema e quando atende fica cheio de mistério – cruzo as pernas.


– O que passou na sua cabeça? 


– Que você tinha botado um nome aleatório para esconder sua amante! – admiti. Ele me olhou incrédulo com minha resposta.


– Você viaja demais, garotinha. Não invente merda!


– Vai encontrar esse amigo agora? 


– Vou ter que ir – Havia total insatisfação na voz. – Só me espera no carro. – ordenou. Óbvio que eu iria com ele. 


Mudamos a rota e eu fui reparando no caminho, estávamos indo para a parte feia e pobre de Dublin. O bairro subúrbio. Estava um pouco assustada, que amigo poderia ser esse. 


Eu já havia me perdido em tentar gravar o caminho de volta enquanto passava meus dedos pelo vidro fumê do carro. O automóvel estava chamando atenção no bairro para lá de esquisito. Eu já estava ficando com medo. Quando de repente entramos em uma rua larga que tinha vários prédios. Em geral baixos e velhos com uma pintura mal feita. Ele estacionou o carro.


– Fica aqui e não sai – avisou bem sério. 


Eu o puxei para mim com os olhos assustados.


– Não me deixe aqui, Meliodas! Quero ir com você – Supliquei levando sua mão ao meu peito que estava acelerado. 


Ele me encarou e respirou profundamente passando a mão nos cachos loiros.


– É melhor mesmo.. mas, não vai sair de perto de mim nem por um segundo. E me obedece! 


Eu sorri para ele e me senti vitoriosa ao mesmo tempo que um grande alívio, eu saí pela porta do motorista e fui ao seu lado caminhando para dentro do prédio acinzentado. Diferente do que pensava não havia um porteiro ou segurança, ele só entrou comigo agarrada a sua mão. Nada no mundo me faria soltar a mão dele.


Havia um elevador e um caminho de escada de emergência por uma porta pesada. Ele optou pelo elevador mas, eu confesso que fiquei com um pouco de medo do elevador parar de funcionar. Ele era bem lento e ele logo clicou no décimo segundo andar. Cobertura do prédio. A cada andar eu pensava em uma coisa diferente. Estava sem coragem para perguntar onde estávamos e no que ele estava se metendo. Podia ser só um amigo normal, né. 


Não tinha com o que me preocupar.


Então chegamos ao andar, ele caminhou segurando minha mão e me guiando até uma das primeiras portas, nem chegou a dar mais dois passos e a porta abriu, um cão branco e cinzento saiu pulando na perna dele e latindo. Ele abanava o rabinho longo animado, fazendo festa e correndo ao redor dele e o loiro acariciou os pelos dele. 


Logo o canino de porte grande tirou a atenção do loiro e veio até mim desconfiado, as orelhas em pé e me cheirando inteira. Eu quis rir com ele passando o focinho gelado nas minhas pernas. 


– Ei, garoto, deixe minha namorada em paz.


Ele falou com o cão que latiu parecendo responder. 


– Ah, você chegou ‐ Uma voz feminina chamou atenção. 


Meu sangue gelou automaticamente. Ela era alta, cabelos loiros cacheados longos e olhos castanhos escuros muito bonitos. Tatuagens pelo corpo e um piercing na sobrancelha e no lábio inferior. Então ela olhou para mim.


– Ã.. – foi a única coisa que saiu da boca dela. Ela parecia chocada me olhando.


Meliodas apertou minha mão forte.


– E aí? Cadê o Monspiet? 


Ela então pareceu se tocar e abriu a porta.


– Sabe como esse homem é lerdo, né Meli. 


Não gostei nenhum pouco do Meli.


– Ahh, você veio!


Um homem ruivo surgiu dali, a porta mais aberta me deu a visão de uma sala de estar. Diferente do que eu imaginava. O apartamento era grande. Apenas dava a impressão errada.


O cachorro correu até ele pulando para ele fazendo carinho. Presumo que ele é o dono do cachorro.


Então ele se aproximou da porta e ficou boquiaberta.


– Isso é uma miragem? – O ruivo sibilou-me.


Agora vejo que ele aparenta ter uns vinte e quatro anos. Chuto.


– O que você acha, idiota? 


Bem, o Meliodas mesmo.


– Ah, para de palhaçada, porra! Entra aí, moleque! 


Era engraçado ver alguém chamando o Meliodas de "moleque", se fosse qualquer outra pessoa levaria um soco na boca mas, como ele não o faz, presumo que ele é amigo mesmo desse cara. 


– Você disse que ia ser rápido – Balbucia sério impaciente.


– Você é muito impaciente, cara. Dá uma segurada.


Então acabamos entrando sendo recebidos pelos dois. Eu tentei não demonstrar que estava olhando aos redores por educação mesmo. A loira havia entrado no que percebo ser a cozinha.


– Ele é insuportável, Baby. Já não sabe disso? – A loira falou com o ruivo com um sorriso nos lábios. 


Então eles eram um casal. Me alivio com essa informação pois não gostei nada de ver uma loira bonita atendendo a porta.


– É foda aturar. Sorte que é o meu melhor no que faz.


Meliodas e eu ficamos sentados no sofá. Ele se levantou meio inquieto, queria ir embora logo. 


– Então você tá namorando..?


Eu esperei ansiosa que o loiro respondesse a pergunta do amigo que estava parado ainda com cara de bobo na sala.


– É. Essa é a minha garota. Elizabeth. – respondeu com casualidade e certo orgulho.


Aquela arrogância típica do Meliodas. 


– Caralho, eu pensei que ia morrer sem presenciar isso. 


– Também. – saiu bem baixinho. – Enfim, cadê o que você me deve? 


– Não te devo nada, moleque. Você só esqueceu de pegar seu pagamento ontem, tava cheio de pressa também. 


Lembrei daquela hora que perguntei porque ele estava bem vestido e ele disse que estava a trabalho. Percebi que ele não gostou muito que esse tal Monspiet tivesse falando isso. Então esse cara podia na verdade não ser um amigo e sim um colega de trabalho? 


– Toma para acabar com seu mau humor.


A loira alta surgiu da cozinha segurando uma dose de um líquido transparente. Não era água. Reparei que assim como a namorada, o ruivo tinha várias tatuagens pelo corpo todo – mais que a garota –, e apenas um piercing de ouro aparente no supercílio.


Ele apenas aceitou e eu nem pestanejei, não conhecia esses dois então não me sentia muito à vontade por mas que fosse contra o Meliodas beber, ele estava dirigindo e estávamos em um bairro perigoso.


Ele tomou um um gole só como se fosse água. Sem nem fazer careta.


– Tequila? 


– Passo ‐ respondeu se ajeitando no sofá.


– E você.. – Ela focou os olhos castanhos escuros em mim. Ela era bem bonita e a voz dela era suave, diferente da aparência. – Eu até te ofereceria mas.. 


– Não – O Demon a cortou. – Só água para ela mesmo.


Ela estava bem surpresa.


– Okay então. Vou pegar água para você, querida. 


Ela era bem gentil na verdade. 


– Você abriu uma creche? – O ruivo estava me analisando. Achei seu comentário incomodo, eu tinha um rosto infantil mas, o Meliodas também. Só que não tanto quanto eu tinha.


– Não fala merda, cara. Ela tem dezesseis anos. 


– Mas se ela conseguiu fazer você se apaixonar tá de parabéns viu – Deu um meio sorriso.


Passei a gostar dele agora, percebi que só era brincalhão mesmo. Ele me lembrava muito o Ban.


– Derriere, vou mexer no cofre! 


– Ok! 


– Já volto, crianças. Se comportem – Ele lançou um olhar mais para Meliodas nessa hora. Só entendi segundos depois. Então estávamos sozinhos e eu não deixaria a oportunidade fugir.


– Ele não é seu amigo, né? 


Ele ficou em silêncio.


– Meu chefe – se deu por vencido meio a contragosto, ficando relaxado no sofá. 


Do outro lado da sala de estar gigante o vira lata de lindos pelos brancos acinzentados estava destruindo uma bola azul de borracha fazendo um barulho alto. 


– Chefe? 


Eu queria que ele entregasse logo o jogo e me falasse com o que ele estava trabalhando de madrugada. 


– Aqui! 


A loira surgiu da cozinha me entregando um copo d'água e eu agradeci, ela disse que estava demorando porque estava triturando uma carne para o almoço. Não sei porque isso me deixou um pouco assustada.


– Então você realmente tá namorando ele? – falou tudo pausadamente como se fosse um absurdo. 


– Sim – respondo deixando o copo de lado. 


– Menina, você é louca, né? Olha para ele, esse moleque não tem jeito! 


Meliodas estava brincando com um canivete nas mãos que nem no dia que fomos no Le Café. Eu arregalei os olhos para aquilo, sem crer que mais uma vez ele estava levando um canivete para a escola e brincando com ele na mão como se não fosse nada.


– O que? – Ele perguntou em tom sugestivo abrindo e fechando as milhares de lâminas afiadas daquele canivete. Não era um canivete qualquer. Era possível ver meu reflexo dele. Minha garganta ficou seca mesmo depois de beber água.


– Estava com isso o tempo todo? 


– É. Você já não sabe? 


– Boa sorte em aturar.. – piscou para mim. – Mesmo assim ele é um bom garoto no fundo. Bem no fundo mesmo.


– Ah, não precisa ficar mentindo para ela, Derrieri – ele deu um sorriso cafajeste. – Ela já sabe que não presto.


–Ué, você quer que eu queime seu filme, seu playboyzinho de merda? – brincou e percebi a raiva dele ao ouvir o xingamento. 


– Não sou playboy porra nenhuma!


Isso eu concordava com ele. O loiro não tinha o perfil.


Pelo menos ele demonstrava um certo respeito por ela que riu dele.


– Sei, sei. Mas já foi, né. Tá até namorando uma patricinha agora.


Notas Finais


Teorias?

Playlist Spotify:
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Playlist YouTube:
https://youtube.com/playlist?list=PLgPmH99Ap0DxwEBIDrGuFFiUT4qWEavFr

A playlist do YouTube ainda está sendo editada. Mas, como prometido já vou liberá-la.

Espero que gostem!
Beijinhos da Candy <3


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