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História Dangerous - Capítulo 7


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Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem! Estamos quase fechando 100 visualizações, não deixem de favoritar!

Capítulo 7 - Sequestro


Fanfic / Fanfiction Dangerous - Capítulo 7 - Sequestro

Tentei abrir meus olhos e a primeira coisa que eu enxerguei foi uma fresta de luz que vinha de um buraco pequeno que tinha no teto. Onde eu estou? E porque minha cabeça dói tanto? Estava tentando raciocinar tudo que estava acontecendo, tive pequeno flashback e logo lembrei do que tinha acontecido na faculdade, tinha sido sequestrada. Tentei me levantar, mas logo caí, um dos meus braços estava acorrentado por um ferro na parede, e meus pés tinha uma corda amarrada. O lugar era estranho, tinha apenas um vaso velho e uma pia na minha frente e o colchonete que  eu estava sentada, tudo indicava que era um porão antigo, a escada que ligava a parte de cima era bem velha, entrei em desespero assim que me dei conta da minha situação
— SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDA! —
Gritava com todas as minhas forças, pela décima vez. Até que alguém abriu a porta do alçapão
— Olha só, a princesa acordou — Escutei uma voz soar no ambiente com deboche, tentei reconhecer a voz mas não fazia ideia de quem seja, era um total estranho.
— Quem é você? Porque eu estou aqui? — Me encolhi para trás com medo do que pudesse vir
— Calma gracinha, não vou fazer nada com você, ainda. — Sua risada ecoou o ambiente
— Quem é você? — Perguntei novamente, e  se esse cara me sequestrou para abusar de mim?
— Não é da sua conta saber quem sou, vim aqui para calar a sua boca vadia — tirou um pedaço de pano do bolso de trás da calça jeans, se agachou na minha frente e amarrou na minha boca.
— Agora vê se fica bem quieta ou da próxima vez eu venho aqui cortar sua língua — Me ameaçou e saiu do pequeno porão.
Com a boca coberta, pés e mãos amarradas, estava me sentindo inútil, aquele lugar fedia, tinha cheiro de mofo. O galpão não tinha nenhuma fresta de luz sequer, o que dava para pensar que já havia escurecido, eu não tinha noção de quanto tempo eu estava ali e que horas eram, estava assustada com fome e sede, fechei os olhos tentando mentalizar coisas boas, meu pai iria me achar, com certeza estão atrás de mim por eu não ter voltado da faculdade. Escutei passos e logo a porta foi aberta, o mesmo homem de antes entrou, o olhar dele me causava arrepios, ele se aproximou colocando um prato de comida na minha frente sem dizer uma palavra, tirou o pano da minha boca.
— ME SOLTA, DEIXA EU SAIR — Comecei a gritar desesperada
— Cala a porra da boca e come logo essa merda
— Me deixa ir embora, meu pai tem dinheiro, se é por causa de dinheiro, ele pode pagar — Falei rapidamente, o homem começou a rir alto
— Você só está aqui por causa do seu paizinho, não espere que vamos te soltar assim tão fácil — Cuspiu as palavras
— Como você espera que eu coma? Minhas mãos estão amarradas — O olhei, e o mesmo me lançou um olhar maligno, se aproximou e empurrou minha cabeça no chão, até o prato de comida, praticamente enfiando a minha cara no prato
— Assim, agora come logo e cala a porra da boca — Falou segurando meu pescoço no chão, comecei a gritar, eu não iria comer aquela comida, poderia estar envenenada, prefiro morrer de fome. Senti meu cabelo sendo puxado para trás, e agora ele apertava meu pescoço com força
— Para, por favor — Falei com dificuldade
— Você é uma vadia insuportável, mas olhando bem para você, eu poderia tirar um bom proveito — Sorriu diabólico, então eu gelei, não poderia passar por isso. Ele começou a passar a mão pelo meu corpo, eu me debatia tentando me livrar das suas mãos
— PARA COM ISSO, PARA — Gritava
— Você é mais gostosa de boca fechada — Colocou o pano na minha boca, continuei me debatendo, com brutalidade ele rasgou minha blusa tirando ela, seu olhar estava sobre meus seios que agora estavam cobertos apenas pelo sutiã, se aproximou rapidamente descendo sua boca até eles, meu estômago estava embrulhando, chorava com a dor das cordas que apertavam meu pulso e com o desespero de estar prestar a ser abusada. O alçapão foi aberto, suspirei aliviada quando o cara se afastou com o susto
— O que você está fazendo? Ficou doido? — Reconheci o cara que falava, era o que me sequestrou mais cedo
— Só estava me divertindo — Riu, ainda me olhando nojento
— Temos que esperar para ver o que o chefe vai fazer com ela, se ele descobrir, você está fudido — O outro falou, fiquei aliviada, pelo menos nesse momento, o outro deu de ombros se levantando
— Talvez ela não dure até o chefe resolver vir aqui, sabe como é, ele é ocupado e ela não quer comer, logo vai morrer de fome — O nojento falou se retirando
— Se eu fosse você, comeria, não vai sair daqui tão cedo — O que me sequestrou falou me olhando, antes de se retirar, se eu não tivesse quase delirando com tudo isso, poderia dizer que ele me olhou com pena. Depois que ele saiu, me joguei no colchonete derrotada, pensei na minha vida e nas coisas que eu perderia se eu morresse aqui, a minha faculdade, minha tia, ela ficaria arrasada recebendo a notícia da minha morte, e se culpando por ter me deixado vir, mas tudo que está acontecendo é culpa do meu pai e seus negócios sujos, eu tinha uma vida tão tranquila no Canadá, me arrependi tanto em ter vindo pra cá, meu pulmão já estava doendo de tanto chorar. A escada velha começou a ranger, já sabia que alguém estava descendo, me endireitei no colchonete, cobrindo meus seios que estavam expostos depois que aquele homem nojento rasgou minha blusa
— Porque estão fazendo isso comigo? Me solta, por favor, prometo que não vou contar nada disso para ninguém — Falei desesperada enquanto ele se aproximava com uma faixa preta
— Preciso vendar seus olhos — Coloquei a faixa em mim, estremeci, era agora que iriam me matar 
— Pra que isso? O que você vai fazer comigo? — Eu soluçava sem conseguir derramar uma lágrima
Ele colocou o pano de volta na minha boca.
— O chefe quer ver você — Respondeu  simples, pude ouvir seus passos se afastando em direção a escada, provavelmente ele tinha ido embora. Amarrada e com a faixa boa olhos, eu sentia que minha morte estava próxima, fiz um reflexão rápida da minha vida e pude perceber que eu mal aproveitei ela, a vida tranquila que eu levava no Canadá não era nada demais, eu mal tinha amigos, era sempre de casa para escola, achei que aqui iria ter novas experiências, mas isso não incluía um sequestro. A porta se abriu  novamente me despertando dos pensamentos, dessa vez escutei mais passos, indicando que havia mais de uma pessoa
— Quem está aí? — Minha voz soou baixa e abafada, não estava conseguindo falar por conta do pano que estava em minha boca
— Traga água pra ela — Escutei uma voz extremamente rouca desconhecida por mim, logo não era um dos caras de mais cedo. Alguém se aproximou tirou o pano da minha boca e me deu água com uma garrafa, estava morrendo de sede e com bastante fome, mas tinha medo que colocassem veneno na comida
— Porque ela está assim? — A mesma voz falou, imaginei que estive se dirigindo as outras pessoas que estavam no local
— Não sei, chefe — Essa voz já era conhecida por mim, o cara que rasgou minha blusa falou na maior cara de pau
— FOI ELE — Gritei
— Cala sua boca, ele não te deu o direito de se meter na conversa e você não sabe o que está falando — Respondeu raivoso
— Isso não importa, desde que não se repita novamente, nenhum de vocês estão autorizados a fazer nada com ela sem minha permissão. E você, não fale quando eu não mandar — O dono da voz rouca que agora sabia que era o chefe, falou dirigindo a última parte a mim, respirei fundo de ódio, agora eu tenho que aguentar homens desconhecidos me insultando e gritando comigo o tempo todo?
— Não quero ser mau com você, então preciso que você me responda tudo que eu perguntar, estamos entendidos? — O chefe falou comigo, assenti rapidamente com a cabeça, faria tudo que fosse preciso para sair ilesa
— Quem é o informante do seu pai? — Seu tom de voz tinha mudado, agora parecia  totalmente irritado.
— Eu não sei, não sei de nada — Respondi desesperada, o pânico bateu, aqui nessa sala era a que menos sabia sobre os negócios do meu pai
— Resposta errada — Deu um chute na minha barriga, gemi de dor enquanto colocava a mão sobre ela, com essa venda não conseguia saber a direção que ele estava
— Eu vou perguntar mais uma vez. Quem é o informante do seu pai?
— Por favor, não me machuca, juro que não sei de nada — Escutei seus passos na minha direção, pude sentir sua respiração próxima ao meu ouvido
— Eu queria mesmo ser bonzinho com você, mas você já me fez perder a paciência. É uma pena ter que marcar esse corpinho — Falou no meu ouvido, me causando arrepio. Escutei a movimentação das pessoas que estavam ali, ouvi uma barulho alto de algo caindo no chão
— Esse aqui, chefe? — A voz que eu reconhecia como a do homem nojento de mais cedo soou demoníaca, como se tivesse adorando o que estava por vir. Senti algo gelado encostando na minha barriga
— Última chance. Eu quero o nome do informante do seu pai — Falou enquanto segurava o objeto que eu ainda não tinha identificado, na minha barriga.
— Não sei. Até pouco tempo eu não sabia que meu pai era um mafioso — Tremi
— VADIA! — E então, o meu inferno começou, ele pressionou a ponta do objeto na minha barriga, senti a dor e a queimação, ele estava cortando minha pele. Comecei a chorar e a gritar, enquanto escutava risadas das pessoas que estavam com ele
— Não tenho nada a ver com meu pai, eu imploro, para com isso, por favor — Falei rápido, com dificuldade pois estava sentindo uma dor horrível
— Cala a sua boca. Você é inútil! — Me deu um tapa estalado no rosto — Quando você estiver em um estado deplorável, na beira da morte, vou mandar um vídeo para aquele filho da puta do seu pai, eu quero que ele sofra sabendo que por causa dele, ele perdeu a esposa e a filha — Cuspiu as palavras enquanto se levantava. Fiquei perplexa, como poderia ser tão mau? O meu pai realmente foi o culpado pela morte da minha mãe? Será que ela passou por isso também? Nessa hora eu esqueci que a minha barriga estava sangrando e ardendo, são tantas perguntas sem respostas.
— Por hoje é só, mas amanhã espero que você tenha informações — Falou mais uma vez, se retirando do local, quando a última pessoa saiu do porão e eu ouvi o alçapão abaixar, tirei a venda dos meus olhos. Eu estava sangrando bastante, o corte não estava tão profundo, mas poderia gerar uma infecção grave se ficasse exposto nessa sujeira, coloquei minhas mãos em cima do corte na intenção de estancar o sangue. Como alguém tem coragem de fazer isso? Eu estava no inferno e aquele cara era o próprio demônio.


Notas Finais


E o celular tira a formatação do texto, odios. O que acharam?! O que será que vai acontecer? Quais são as teorias de vocês! Me contem e vamos interagir, até o próximo!!


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