História Dangerous - Capítulo 9


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Categorias One Direction
Personagens Liam Payne, Louis Tomlinson, Zayn Malik
Tags Dangerous, Drama, One Direction, Revelaçoes, Romance, Tragedia, Zayn Malik
Visualizações 211
Palavras 2.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura amores, espero que gostem <3

Capítulo 9 - Capítulo: VI Eu não acredito totalmente em você.


Fanfic / Fanfiction Dangerous - Capítulo 9 - Capítulo: VI Eu não acredito totalmente em você.

Ainda na madrugada após a festa

Aos luzes de natal presas ao teto piscavam, coloridas, alucinantes. Eram três e meia da madrugada. As luzes lá foram estavam apagadas, fazia frio ate mesmo com a jaqueta fechada, ou talvez fosse outra coisa. Como a falta de coragem em puxar o gatilho. O silencio reinava absoluto, a não ser pela respiração descompassada do homem a sua frente. Pesadelos são inesperados, confusos e apavorantes. A garota buscava coragem para prosseguir com o que a mulher lhe pedira, mas seu polegar não obedecia o comando de destravar a arma em sua mão, apontada para a cabeça do homem ajoelhado a alguns passos de distancia. Sam estava ao seu lado, lhe olhando com aquele maldito semblante de sempre, Barbara estava lhe decepcionando e sabia disso toda vez que não conseguia cumprir com o combinado.

—Atire...— seu tom de voz era calmo apesar de seu olhar furioso.— Mire e atire, é simples.

Mas ela não conseguia. Por mais que o homem estivesse vendado e nunca saberia quem lhe tirou a vida ela não conseguia atirar. Ela queria sair dali, correr para o mais longe que pudesse mas sabia que fugir havia deixado de ser uma opção a muito tempo.

—Com apenas um tiro certeiro ele não sentira dor, não sofrerá e muito menos saberá que foi você quem o matou.

—Eu não consigo. Eu não consigo. Não consigo, desculpa— as lagrimas começam escorrer pelo seu rosto descontroladamente.

—Merda!— a mulher enfurece. Saca a arma de sua cintura e mira no homem ao chão.— Levanta agora do chão...— ordena e como um cachorro bem adestrado ele obedece. Suas mãos estavam amarradas para trás de seu corpo, ele poderia correr e Barbara começava acreditar que Sam o deixaria fugir como o outro da ultima vez. Mas não, a mulher atirou na extremidade inferior do homem, fazendo-o cair no chão em desespero.— Agora por sua causa, ele vai levar de quinze a vinte minutos para morrer. Vai sangrar ate a morte e sofrer pra caramba.— parou ao lado da menina, alisou com delicadeza o rosto tão jovem a sua frente.— Barbara, eu não me orgulho disso, não mesmo. Não quero que ache que eu sou um monstro mas, não quero que aconteça com você, o que aconteceu com seu pai. Você precisa ser forte minha menina, precisa obedecer a todos os meus comandos. Eu sei o que é o melhor para você — lentamente Barbara concordou. Novamente a mira de sua arma estava na direção do homem, dessa vez mirando exatamente em sua cabeça e disparando duas vezes.

Assim que ouviu o barulho dos tiros despertou. Assustada e com a respiração falha, como sempre. Dessa vez não eram suas mãos que suavam e sim seu corpo todo. Sentou-se na cama com a intenção de conseguir respirar melhor. Os céus que tanto ameaçaram a chova cair, agora estavam cumprindo com o prometido. Os sons de água caindo lá fora se faziam cada vez mais presentes, assim como a respiração da garota voltando ao normal.

—Quem você teve que matar ?— a voz ao seu lado fez com que seu corpo estremecesse por inteiro e ela ficasse sem reação por um ou mais segundos. Zayn estava sentado numa cadeira ao lado de sua cama. Ele ainda estava usando a mesma roupa do coquetel, mas o blazer que usava estava aberto, e Barbara não via sinal da gravata borboleta. Seu copo de whisky sempre presente estava pela metade e ela se perguntava se ele havia tomado enquanto estava ali, observando-a dormir.

—Não importa...— respirou fundo mantendo cuidado para que seu tom de voz continuasse ameno.— Eu o matei, assim como fiz com o Connor.— os olhos cor de mel a observavam sem piscar— Eu não dei chances para eles fugirem, não permiti que se defendessem. Apenas os matei. Simples— deu de ombros.

—Era eles, ou você...— ela o observou beber mais um gole do liquido em seu copo.— Sempre escolha a sua vida independente de quem estiver na mira de sua arma. Pelo menos foi o que eu aprendi.— ela respirou fundo aceitando aquela forma de consolação nada gentil da parte dele. Retirou o lençol que cobria seu corpo, se deparando com uma camisola de cetim preta. —Eu dei um banho em você. Estava coberta de sangue, não iria estragar nossos jogos de cama por conta de sua falta de atenção na hora de matar alguém.

—Você me viu nua ?

—Acredite, não é a primeira. — riu divertido observando a reação da garota— Achei que era isso que você queria, se insinuando aquele dia na cozinha— um sorriso malicioso pairou sobre seus lábios— E eu concordo. Você realmente precisa de uma depilação.

—Meu deus— seu rosto ficou vermelho, sabia disso devido ao calor que sentia em sua bochechas. Levou as mãos ao rosto escondendo-se da avaliação que recebia dos olhares de Malik.

—Eu sei que foi com o Louis que você conversou quando chegou aqui, mas acho que esta na minha vez de impor as regras para que você entenda um pouco melhor.— mais uma vez virou o copo em sua boca, acabando de vez com o liquido amarelado— Não se aproxima de mim, não tente manter algum tipo de contato ou ache que seremos uma família linda e feliz. O filho que você ira me dar será meu soldado, apenas isso. Mas um em meio aos tantos outros que eu terei e não, não viram de você. Aceite de uma vez por todas que você esta aqui para me gerar um herdeiro, apenas isso. Pare com as provocações e insinuações, pare de querer algo que nunca vai ter. Sei que esta tentando me conquistar mas não irá dar certo.— ela analisou todas as palavras ditas friamente. O semblante de Malik não parecia arrependido, pelo contrário, estava orgulhoso por finalmente ter tido aquela conversa.

—Eu não estou tentando te conquistar...— respirou fundo tomando a coragem necessária para dizer as palavras que sua mente gritava— Estou apenas te acostumando a ideia que uma hora ou outra você vai acabar transando comigo.

—Boa noite Barbara Watson...— ele sorriu, piscando para ela enquanto se levantava indo em direção a porta— Amanhã você ira me explicar direitinho o que aconteceu. — saiu fechando a porta logo em seguida.

 

 

 

A claridade era pouca, mas iluminava o lugar e incomodava a garota jogada a cama. Tentou abrir os olhos mas estava tão exausta que preferiu os manter fechados. Não havia tido uma boa noite de sono, remexeu-se na cama a noite inteira em busca de uma posição confortável, mas não a encontrou. Grogue de sono ela tentou mais uma vez abrir os olhos, dessa vez separando de vez os grandes cílios. As memorias lhe inundaram o pensamento, Sebastian, seu pai, sangue, Shepherd, os irmãos Malik. Ela precisou piscar algumas vezes atônita. Levantou-se vagorosamente, tropeçando em seus próprios pés. Procurava uma maneira de bloquear seus pensamentos, não queria pensar em Sebastian logo na primeira hora da manhã. Ao se aproximar da fachada de vidro e obter a visão por completa da frente da casa dos Malik, observou Zayn ao jardim, perto a grande piscina. O dia estava cinza e as grossas gotas de chuva, caiam lentamente do céu, num chuvisco chato. Seus olhos verdes se concentraram em Zayn em meio aquela chuva. Ele não parecia se importar com o vento provavelmente gelado que chocava-se contra seu corpo úmido, estava ocupado de mais conversando com um grupo formado por seus seguranças.

—Dia chato né ?— a voz feminina inundou o quarto antes silencioso. Barbara não precisava se virar para descobrir quem era a dona daquele timbre agudo e ao mesmo tempo suave, mas mesmo assim girou o corpo, querendo ter a certeza necessária. Savannah estava parada a porta. Usava um roupão branco que combinava perfeitamente com as pantufas num tom rosa. Os cabelos estavam presos, desgrenhados em um coque mal feito. Assim como Barbara, ela também deveria ter acabado de acorda. —Em dias assim eu gosto de ficar na cama, aproveitando cada gota de chuva que cai.— Barbara não disse nada, não conseguia. Não entendia o porque da sua médica estar em seu quarto, muito menos o que estava fazendo vestida daquele jeito— Vejo que a camisola ficou boa...— desviou os olhos do rosto da jovem para o corpo da mesma— Eu falei para o Zayn que iria servir.

—É sua ?— questionou cruzando os braços em frente ao peito. Savannah sorriu, satisfeita por ter conseguido seu objetivo em atingir a garota.

—É...— ficou em silencio por alguns segundos e então prosseguiu— É uma das favoritas de Zayn. — Barbara havia entendido o que a médica estava fazendo, rapidamente entendeu o porque de Savannah estar de roupão na porta de seu quarto e porque estava tendo aquela conversa. — Também queria dizer que todos os exames deram o sinal verde pra gente. —ela tentava ser razoavelmente agradável.— Assim que você entrar em seu período fértil, a gente começa o processo de inseminação.— Barbara assentiu lentamente, concordando com tudo— Ate mais Barbara.

Ela saiu fechando a porta antes mesmo que a garota pudesse lhe dizer alguma coisa. Barbara tinha que fazer algo, dar um pequeno recado a médica que dormia com Zayn, mostrar que não era tão fácil assim ser intimidada. É porque era isso que havia acontecido segundos atrás, Savannah tinha ido ate seu quarto para intimida-la e ela não poderia aceitar aquilo, não calada.

 

 

 

Muito mais vezes do que gostaria de admitir, Barbara tinha uma dificuldade real em diferenciar raiva explosiva de frustração. Mas não importava o que a mesma estivesse sentindo, ambas só continuavam crescendo e contaminando ainda mais seu corpo. Por mais que tentasse se concentrar em seus pés correndo naquela esteira, sua mente gritava os acontecimentos da noite anterior. A sensação de estar suja era algo que lhe incomodava, sentia que estava com sangue nas mãos, como de certo estava. Estava começando a se sentir mal, como se estivesse abafado de mais, mas sabia que era o fato de não tirar da mente a noite anterior que lhe causava tamanho mal-estar. O suor começava a escorrer pelo seu corpo, tornando-o seu rosto vermelho. Encarou os números grandes em negrito no painel digital da esteira, já havia corrido trinta minutos sem parar, merecia um descanso. Seu corpo queimava, suas pernas procuravam por um pouco de equilíbrio e então, aquele formigamento estranho. Um arrepio que atravessava sua nuca e a sensação de estar sendo observada tomaram conta de si. Escorado a um aparelho crossover Zayn a observava. Um sorriso sedutor no canto dos lábios se formou imediatamente quando ele percebeu os olhos verdes de Barbara lhe observando.

—Bom dia.— ele soprou, olhando a jovem da cabeça aos pés, como se alguma memoria conveniente lhe agradece profundamente. Barbara poderia apostar todas suas fichas que sabia qual lembrança ele havia escolhido. Ela só não se lembrava como havia apagado ao ponto de não se acordar com os toques de Zayn em seu corpo enquanto lhe banhava. —Dormiu bem ?

—Acho que sim, não sei exatamente. — respirou fundo antes de continuar— Considerando o fato de não me lembrar o que aconteceu depois que eu sai daquele castelo. Você me drogou não foi ?— seus olhos verdes o desafiavam a falar a verdade, Zayn sorriu, contente pela garota ser esperta o suficiente para sacar o que havia acontecido.

—Não foi algo tão pesado vai...— lentamente sua língua passou por entre seus lábios, umedecendo-os— Você já esta ate praticando exercícios. — novamente o sorriso estava no canto de sua boca.— Era isso ou passar a noite toda se explicando ao Liam, detalhe por detalhe. Ate ele ter a certeza que você estava falando a verdade.

—Então você fez isso para me proteger ?— perguntou arqueando somente uma das sobrancelhas.

—Te proteger ?— riu discretamente. Deu longos passos ate sentar-se em um aparelho, os olhos cor de mel faiscavam observando Barbara que tinha os braços cruzados em frente ao peito.— Eu não me importo com você, não tem o porque querer te proteger. Você é algo insignificante, não ache que estou fazendo isso para te proteger.

—Então é pelo que ?

—Como uma garota como você, mata um cara como ele com apenas uma caneta ?— ela piscou, percebendo aonde Malik queria chegar com aquela conversa. Não havia mais sorrisos em seus lábios e seus olhos a fuzilavam sem pudor algum. Ele buscava por qualquer traço que entregasse uma mera falha na garota. —Como você sabia aonde acerta-lo ? — fez um breve silencio e então continuou impedindo-a de falar.— Porque mata-lo e não só feri-lo ? O que ele descobriu que você não pode deixa-lo vivo para contar?

—Nem todo mundo é como você e seus irmãos Zayn... Eu não mato por esporte ou por prazer. Se eu o matei foi porque minha vida era mais importante do que a dele, foi o mesmo que você me disse essa madrugada. Ele iria me matar, mas antes ele iria usar o meu corpo e nenhuma mulher merece ser tocada sem seu consentimento.

—O que te garante que ele não iria só te usar  ? Porque tinha a convicção que ele te mataria?

—Porque eu mexi em seu computador no tempo em que fiquei sozinha naquela sala...— havia achado uma boa maneira de escapar daquele interrogatório.— Eles tinham o plano de te matar Zayn. Eles queriam a sua cabeça.

—Eles ?— perguntou arqueando uma sobrancelha.

—Shepherd. O e-mail que li vinha de uma pessoa chamada Shepherd e ela contava que se matasse um Malik seria mais fácil de chegar aos outros.— ele não disse nada, ficou em silencio por alguns segundos observando os olhos verdes da garota, queria ter a certeza da informação que estava recebendo.

—Os filhos do Connor declararam guerra para vingar a morte do pai—  rapidamente a lembrança da noite anterior voltou com tudo a mente da garota. Ela lembrou-se de onde conhecia os dois homens ao lado de Sebastian quando ele se aproximou ainda no bar para conversar com Zayn. O pai havia lhe mostrado algumas fotos dos meninos ao lado de Sebastian, o mesmo vivia dizendo que ambos precisavam se conhecer, mas nunca chegou a ver os meninos pessoalmente.

—Eu sinto muito, mas não me arrependo do que eu fiz.

—Eu não acredito totalmente em você. — levantou indo em direção ao corpo imóvel dela. Zayn respirou fundo, relaxando os ombros e enfiando as mãos dentro dos bolsos da calça jeans. Parado em frente a Barbara ele não desviava seu olhar por um segundo sequer— Eu vou descobrir aonde você aprendeu a socar um saco de pancadas, a matar com uma caneta e quem você matou naquele seu sonho. Você esconde alguma coisa Barbara, mas essa casa é um péssimo lugar para manter segredos. — ela poderia ter dado uma boa resposta, se nesse momento Chloe não tivesse chegado e atrapalhado a conversa.


Notas Finais


Continua...

Acho que daqui para frente vocês vão ter uma visão melhor do que realmente é Dangerous.
Essa morte vai trazer muita movimentação para a historia.
Desculpem pelo capítulo pequeno, sei que vocês esperavam mais ação mas isso vai vim, prometo, daqui pra frente agora só vai haha.
Quero que fiquem cientes que os personagens terão uma evolução pessoal convincente, então peço que vocês tenham calma com eles. Principalmente com o nosso casal Zarbara.
Era isso no mais meus amorecos. Aos que estão chegando agora sejam bem vindos e aos que estão aqui depois de tanto tempo, vocês são foda!


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