História Dangerous Love - Capítulo 42


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Riverdale, Romance
Visualizações 549
Palavras 1.890
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooi, pessoal. Boa tarde. Sim, eu voltei. Exclui o outro capítulo pois ele não fazia parte do desenvolvimento da história, porém agradeço imensamente por todos os comentários e por toda força que recebi de vocês. Vocês são incríveis e sou muito sortuda por ter vocês na minha vida.
O capítulo é pequeno, mas foi a forma que eu encontrei de deixar vocês mais tranquilos. Quero dizer que não irei abandonar a história e pretendo ir com ela até o fim.
Sem mais delongas, espero que gostem do capítulo e boa leitura.

Capítulo 42 - Hora de abrir os presentes


Fanfic / Fanfiction Dangerous Love - Capítulo 42 - Hora de abrir os presentes

 Jughead não se sentia no clima para comemorar o feriado natalino. Na verdade ele nunca gostou de comemorar datas, mas acreditou que este ano ele festejaria com Betty. Só de pensar nela seu peito doía, ele queria estar ao lado dela, sabia que esse seria o primeiro natal sem o pai e não seria fácil.
Ele pensou em mandar uma mensagem ou ligar para ela, mas não seria o suficiente, não confortaria a ausência dele. Passou pela cabeça dele a hipótese de ir na casa dela, mas isso seria crueldade, já que foi ele quem deu um tempo na relação. Tudo o que ele menos gostaria era machucar ainda mais os sentimentos dela.
–A gente pode ir no Pop’s comer alguma coisa – FP sugeriu – Eu sei que você gosta da comida do Pop Tate.
Jughead balançou a cabeça.
–Não, mas valeu, pai. Não estou a fim de ir no lado norte tão cedo – Ele suspirou, olhando pela janela – Além do mais, Pop Tate deve comemorar o natal, não deve abrir agora de noite.
–Que tal nós irmos no Whyte Wyrm?
Jughead se virou.
–Pai, sou um adulto. Posso muito bem ficar sozinho. A Alice te convidou, então pode ir pro jantar se quiser.
–Não vou te deixar sozinho, garoto – FP respondeu – a Alice entende.
Jughead assentiu.
–Ao menos você foi convidado.
Era idiota da parte de Jughead esperar que Betty lhe convidasse depois do que ele fez, mas ainda assim aquilo magoou ele. Sem falar no fato de que Sweet Pea e Toni foram convidados, os amigos que lhe fariam companhia nessas horas, estavam indo pra casa da mulher que ele amava. Estava sozinho. Patético. Solitário. Era assim que sentia assim.
–Você melhor do que ninguém entende o motivo da Betty não ter convidado.
–Eu sei, pai – Ele deu de ombros – Só preciso me acostumar com isso.
FP segurou os ombros de Jughead e os chacoalhou.
–Tira essa cara triste do rosto. Nós vamos beber.


Jughead acordou com batidas na porta. Sua cabeça latejava um pouco, graças as várias garrafas espalhadas pelo trailer. Ele se perguntou porquê alguém o visitaria tão cedo, mas se assustou ao ver as horas no celular, já passava das 19 horas. Ele cambaleou até a porta e com a voz rouca perguntou:
–Quem é?
–Sou eu – A voz de Betty acendeu uma chama forte no coração de Jughead, o deixando nervoso.
–Só um minuto – Ele pegou as garrafas espalhadas no sofá e colocou dentro do armário. Penteou os cabelos com as mãos e abriu a porta – Oi.
Talvez fosse pelos vários dias sem vê-la, mas ele a achou mais linda do que nunca. Ela segurava algumas sacolas e usava um gorro de lã azul bebê para se esquentar do frio, deixando os cabelos cobrirem um pouco de seu rosto corado.
–Oi, Jug. Posso entrar?
Ele apenas assentiu e abriu espaço para ela passar.
Betty olhou em volta, não sabendo bem como agir, porém deixou as sacolas na mesa. Ela se virou para encarar Jughead.
–Trouxe comida – Ela sorriu – Imaginei que você não tivesse preparado nada e resolvi trazer algumas coisinhas pra você.
–Ah, nossa. Obrigada, é muito gentil da sua parte – Ele manteve as mãos dentro dos bolsos da calça jeans. Betty continuou olhando para ele – O que foi?
–Estou esperando você vir se sentar ora. Não está com fome? – O estômago de Jughead respondeu com uma roncada – Acho que isso foi um sim – Betty soltou uma gargalhada.
O rapaz se sentou, enquanto Betty retirava as pequenas vasilhas das sacolas.
–Trouxe um pouco de cada – Comentou – Espero que goste.
–Tenho certeza que vou gostar.
–Tem pratos limpos? – Betty foi em direção aos armários.
–Ah, Betty, melhor você não..
–É aqui que guarda suas garrafas vazias? – Ela segurou uma em cada mão e se virou para encarar Jughead.
Ele se levantou.
–Desculpa, tá bom? Acabei bebendo mais do que devia ontem – Ele tirou um prato do armário ao lado, pegou as garrafas das mãos de Betty e voltou a guarda-las.
–Não tem que pedir desculpas pra mim – Respondeu – Mas precisa se cuidar, Jughead, tomar cuidado. Não pode ficar bebendo assim constantemente.
–Eu sempre bebi, Betty. Sei bem o que estou fazendo – Ele torna a sentar.
–Ah, ok – Ela se sentou também – Só achei que você quisesse se tornar o homem digno do meu amor. É assim que você pretende conseguir isso?
Jughead trincou o maxilar e teve que respirar fundo para poder responder.
–Betty... eu não sou alcoólatra, não bebo todos os dias e nem consumo álcool adoidado. Ontem foi apenas um dia que eu precisei extravasar, acho que você entende isso, ou estou enganado?
–Sim, eu entendo – Ela suspirou – Nem devia ter comentado nada, não devo me meter na sua vida. Não temos mais nada – Respondeu com amargura.
–Betty... – Ele tentou segurar na mão dela, porém ela não deixou.
–Você precisa provar o peru que a mamãe fez, está uma delícia – Ela colocou um pouco pra ele.
–Está bem – Ele começou a comer em silêncio.
Betty passeava os olhos pelo local, lembrando de quando fazia parte da intimidade deles. O trailer de Jughead se tornou uma segunda casa para ela, mas agora o local parecia distante e frio.
–O que pretende fazer no réveillon? – Betty perguntou, extinguindo  o silêncio que teimava em reinar.
–Na verdade eu não sei – Ele engoliu o pedaço de torta para poder responder.
–Veronica me convidou para ir pro chalé dos pais dela – Ela deu um sorriso tímido 
–Ah, legal. Espero que se divirta – Ele respondeu sinceramente.
–Em janeiro começam as inscrições das universidades – Ela comentou, um pouco nervosa.
Ele levantou o olhar.
–Não precisa ficar nervosa, você vai se sair muito bem – Ele segurou na mão dela e sorriu, de maneira encorajadora – Não é eles quem escolhem você, é você quem escolhe eles. O mundo é seu, Betty Cooper. Nunca duvide isso.
Betty estava emocionada e uma lágrima caiu de seu olho esquerdo.
–Obrigada, Jug. De verdade – Ela abriu um lindo sorriso.
–Tenho um presente pra você – Ele se levantou e foi pro quarto, voltando com uma caixa um pouco desgastada – Mesmo que a gente não esteja mais juntos, acredito que isso precisa ficar com você. É muito importante para mim, assim como você é – Ele sentou de novo.
–O que é? – Ela quis saber.
–Abre e veja você mesma – Ele indicou para caixa.
A caixa possuía um lanço de fita vermelha e Betty desfez com o maior cuidado. Ela tirou a tampa e se surpreendeu com o conteúdo. Dentro tinha um boné branco com o escudo azul da universidade Colombia, a jaqueta do time de futebol e um pequeno caderno de anotações.
–Jug... – Ela não sabia o que dizer.
–Eram da minha mãe. Ela estudou na Colombia – Ele confessou.
–Você nunca comentou isso comigo.
–É, eu sei – Ele respondeu – Desculpa, mas estava guardando isso para o natal. Minha mãe estudou jornalismo, assim como você vai estudar também. A vontade dela era dar para alguém que fizesse bom proveito, ela sempre soube que eu não fazia o tipo universitário, apesar de gostar de estudar, apenas terminei meu ensino médio. Então ela pensou que ficaria pra JellyBean, mas a pirralha quer ir pra Universidade da Geórgia. Acho que você é a pessoa certa pra cuidar desses pertences.
–Tem certeza disso? Quer dizer, é a sua mãe, eu nem conheci ela. Ela devia ter sido incrível, não sei se eu sou a...
–Você é a pessoa certa, mas do que ninguém merece ficar com isso. A mamãe queria alguém que cuidasse do legado dela na universidade e tenho certeza que você vai fazer isso muito bem – Ele respondeu.
–Eu me sinto honrada, de verdade. Mas nem sei se eu vou conseguir entrar pra Colombia.
–É claro que você vai, não menospreze todo o seu esforço.
Eles se encararam, os olhares tentando dizer mil coisas, porém as bocas permaneciam caladas.
–Você tem fotos dessa época? Quer dizer, da sua mãe?
–Tenho, várias – Ele foi buscar e eles se sentaram no sofá, passaram um bom tempo vendo as fotos. Jughead explicando o que cada uma significava. Betty gostou de conhecer mais um pouquinho o rapaz, ele falava com tanto carinho e admiração da mãe, ela sentiu como se tivesse conhecido a mulher também.
–Obrigada por me falar sobre as histórias da sua mãe, ela teve uma vida incrível.
–Sim, ela teve – Ele sorriu.
Ela viu as horas no relógio.
–Acho melhor eu ir andando, mas antes – Ela tirou um pacote embrulhado do casaco e entregou pra ele – Feliz natal – Ela sorriu.
–Ah, nossa, obrigada Betty – Ele pegou o pacote retangular – Veio até com um bilhete – Ele sorriu – “ Para o grande amor da minha vida, que você sempre lembre de nós dois com carinho no coração ”. Betty...
–O bilhete eu fiz esses tempos, não queria deixar de te presentear por causa do término. Tivemos o mesmo pensamento – Ela balançou a cabeça – Agora abre.
Jughead retirou o bilhete e rasgou a embalagem. De início ele pensou que fosse uma agenda de capa dura, muito bem decorada, mas quando ele abriu as páginas percebeu que era uma espécie de livro, com várias fotos dele e de Betty. Eram todas as fotos que eles tinham juntos e todas com alguma frase em baixo. Metade das folhas estava preenchidas com fotos, desenhos, frases ditas por eles, corações, serpentes, livros, motocicletas, tudo o que representava o melhor dos dois.
–Sim. Ele está incompleto. Quando eu tive a ideia, o objetivo era que nós completássemos ele juntos.
–É o melhor presente que eu já ganhei. É lindo. Obrigada de verdade. Você sempre me surpreendendo – Ele sorriu, um pouco emotivo e ela sorriu também.
–Tem um papel pra cada dia do ano, desde que começamos a namorar, escrevi a cada dia um motivo pra te amar. Se você perceber, o último foi preenchido hoje – Suas bochechas coraram – Eu continuo te amando, isso não vai mudar se estivermos juntos ou não.
Jughead estava em choque, não sabia o que dizer. Então fez o que seu corpo desejava desde que a viu em sua porta, a beijou. Deixou o presente em sua perna e segurou o rosto de Betty, a puxando para perto. Ela retribuiu de imediato, como estava com saudades de Jughead. Seu beijo, seu cheiro, seu toque, sua voz, tudo nele a deixava em êxtase. Eles pararam apenas pela falta de ar, Jughead não quis avançar os sinais.
–Eu também te amo, gatinha – Ele passou as mãos pelas bochechas dela.
O momento foi maravilhoso para os dois, mas eles sabiam que aquilo não mudaria a situação deles, estavam apenas se iludindo.
–Eu acho melhor ir embora. Está tarde – Ele assentiu.
–Quer que eu te leve em casa?
–Não precisa – Ela se levantou – Sweet Pea me trouxe, ela vai me levar de volta também.
–Ok – Jughead sentiu vontade de socar o serpente outra vez.
–Obrigada por tudo. Você sempre sabe como me deixar feliz – Ela sorriu, pegando suas sacolas na mesa.
–Eu que agradeço – Ele se levantou, ficando frente a frente com ela - Obrigada por ter vindo. Feliz natal – Ele a abraçou.
–Feliz natal – Ela retribuiu.
Eles ficaram um pouco mais do que o normal se abraçando, se soltou um tempo depois.
Eles escutaram uma buzina, era Sweet Pea.
–Sua carona chegou.
–É, tchau – Ela beijou a bochecha dele e depois saiu.
–Tchau, amor – Ele respondeu, apenas para ele ouvir.


Notas Finais


Até a próxima. Beijinhos.


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