História Dangerous Love - Capítulo 48


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Kevin Keller, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Riverdale, Romance
Visualizações 584
Palavras 3.654
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooi, pessoal. Boa tarde. Esse é o antepenúltimo capítulo. Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 48 - Cooper Blossom


Fanfic / Fanfiction Dangerous Love - Capítulo 48 - Cooper Blossom

 –Casar, Jughead? – Betty se levantou rápido e se sentou, nervosa.

–Ei, calma. Não precisa se assustar – Ele garantiu – Te pedir em casamento não quer dizer necessariamente que vamos nos casar na semana que vem. Eu posso esperar o tempo que for preciso – Ele tocou no rosto dela, acariciando sua pele com o polegar.

–Eu não sei, Jug. Sou tão nova pra pensar nesses planos. Eu ainda pretendo fazer tantas coisas nessa vida.

–E você não precisa abrir mão de nenhuma delas por minha causa. O meu sonho é fazer tudo o que eu tenho vontade com você ao meu lado. Espero que seja o seu também.

–É claro que é – Ela confirmou.

–Olha, se você não quiser uma aliança no dedo ou um casório na igreja, pode ficar tranquila, pois isso você não vai ter. Eu nunca fui do tipo religioso e fã desses símbolos capitalistas. Pra mim a aliança nada mais é do que uma forma paga de você demonstrar que ama a pessoa e tem muitos casos que nem isso acontece. O que eu quero dizer é que não concordo com esses tipos de casamentos, mas respeito quem prefere se casar assim. Só estou dizendo que eu não pretendo fazer isso com você, não desse forma. Nós, serpentes, temos um próprio ritual para esse tipo de cerimônia. Pra gente não importa a situação financeira ou a beleza da pessoa, só nos importamos com o amor e o respeito. Acreditamos que só é preciso amar para se tornar um só. E isso nós já somos a muito tempo.

–Jughead...

–Eu sei que você não tem vontade de ser uma serpente agora. Tudo bem, não tem problema, eu espero você terminar a faculdade e...

Ela o beijou.

–Não precisa mais se explicar. Eu aceito me casar com você. Não tenho dúvidas que vou passou o resta da minha vida contigo.

Os dois abriram largos sorrisos e voltam a se beijar, fazendo amor mais uma vez.

–Ah, meu Deus – Polly abraçou a irmã – Eu estou tão feliz por você. Meus parabéns. Eu vou ser a madrinha, não é?

Betty sorriu.

–Não vai ter madrinha. A cerimônia de casamento dos serpentes é diferente das que você está acostumada a ir.

–Então como é?

–Bom, pelo que eu entendi vai ser no local onde começou toda a história da gangue, ou seja, nas margens do rio Sweetwater. O líder dos Serpentes é o celebrante da festa, mas nesse caso, Jughead disse que pediria para o FP fazer os discursos. Não precisa de um vestido branco e nem tem a troca de alianças, mas tem os votos e no lugar da aliança, fazemos tatuagens com o significado importante para nós.

–Que lindo, Betty – Polly estava emocionada – Eu queria ter me casado assim também.

Betty sorriu.

–Só você e a JB sabem disso até agora. Ainda precisamos contar para a mamãe e o FP, mas com os preparativos para o chá de bebê, a mãe quase não tem tempo.

–Olha, quero que saiba que eu estou do seu lado pra tudo e estou muito feliz de ter sido a primeira a saber de você. Eu torço tanto pela sua felicidade, maninha – Ela segura as mãos da irmã mais nova – Vai fundo. Sem medo do que os outros vão dizer. Se eu fosse esperar pelos nossos pais para casar, provavelmente não estaria com o Jason agora. Você sabe como eu sou feliz com ele. Quero que você sinta a mesma felicidade que eu sinto.

Betty sorriu.

–Obrigada, Polly. De verdade. Eu amo você.

–Eu também te amo, Betty. Quando estiver pronta pra contar, estarei lá com você.

 

Betty e Jughead decidiram contar a novidade no chá de bebê da Polly, aproveitando que a família estaria reunida. Enquanto isso, eles tiveram que esperar um mês, ansiosos demais com a reação dos pais, porém se casariam independente da decisão deles.

O chá de bebê foi na casa de Betty, numa sexta-feira. Alice, Betty, JB, Jughead e Jason passaram o dia arrumando a casa e preparando para a noite. Polly aproveitou seu dia de princesa numa casa de repouso para mulheres grávidas, fora da cidade. Jason foi buscar a esposa antes de anoitecer e o resto dos ajudantes foram se arrumar.

A casa estava toda decorada com tons claros rosa e azul. Vários balões encontravam-se no teto. Uma suave música tocava no som da residência. Aos poucos os convidados foram chegando, a festa tinha sido marcada às 20.

Hal não quis ir, dizendo que essas coisas eram só para mulheres, isto deixou Polly chateada, mas não surpresa. Penélope foi outra que não pisou os pés na casa, porém mandou seu presente por Cheryl, um cheque de 100 dólares para ajudar nas despesas dos gêmeos. É claro que o casal não aceitou.

As mãos de Betty suavam de nervosismo e ela se questionou se tinha sido uma boa ideia contar sobre o casamento naquela noite. Ela não parava de organizar as coisas, ocupando sua mente enquanto Jughead não chegava.

Polly brilhava de felicidade, seu rosto iluminando a todos na casa. Ela e Jason eram perfeitos juntos, assim como Betty e Jughead. A Cooper mais nova não tinha dúvidas de que seria tão feliz quanto a irmã na vida a dois.

Jughead chegou e qualquer medo que Betty estava sentindo se dissipou. Jughead era seu porto seguro, sua calmaria, ela sabia que sempre encontraria a paz e a felicidade com ele. Nunca existiria alguém como ele para fazê-la feliz.

–Desculpa a demora – Ele deu um selinho nela – Tive que concertar uma coisa na moto.

–Sem problemas – Ela sorriu.

–Você já deu o seu presente?

–Já sim, amor. Junto com o Fred – Comentou, explicando – Coisa de padrinhos. A Cheryl estava te esperando pra vocês dois darem o de vocês.

Ele assentiu.

–Até que fim você chegou – Cheryl puxou ele pelo braço – Espero que tenha comprado um bom presente para o meu sobrinho.

–Sim, eu comprei – Ele resmungou e deu uma piscadela para Betty, antes de ser arrastado pela ruiva.

–Tenho certeza que o meu presente é o melhor de todos – Cheryl se gabou assim que estacionou o carrinho perto da caixa de presentes.

–O que aconteceu, Cheryl? Pouco dinheiro para comprar um pra casa? – Jughead brincou e recebeu um tapa da ruiva.

–Obrigada, Cheryl – Polly sorriu – O carrinho é lindo. Tenho certeza que vai ser bem útil.

–Eu sei que vai – Ela sorriu.

–Bom, minha vez – Jughead entregou uma caixa média para a futura mamãe – Eu fiz com a JB, espero que goste.

Polly rasgou a embalagem, curiosa demais para esperar até o outro dia. Ela sorriu assim que viu o conteúdo.

–É lindo, Jughead e muito fofo. Olha, amor – Ela tirou da caixa – São móbiles artesanais. Obrigada, foi muito gentil da sua parte e da JB.

Os móbiles de Jughead tinham de tudo, bolas, bonecas, carrinhos, animais, até pequenos filtros do sono, todos feito de madeira.

–Ficou bom mesmo – Jason comentou – Tem até uma cobrinha no meio dos brinquedos.

Jughead deu de ombros.

–Ele precisa ficar sabendo das raízes dos padrinhos. Cheryl agora é uma serpente também.

–Até que você não é tão inútil assim – A ruiva comentou, observando o presente – Não ficou tão ruim.

–Eu sei que você adorou – Jughead segurou os ombros dela.

–Você não sabe de nada – Ela se afastou, indo atrás da avó.

Jughead voltou para perto da namorada.

–Seu presente foi adorável.

–Não sabiam que iam gostar tanto assim. Só queria fazer algo simples, mas como um significado.

–Pensei a mesma coisa – Confessou – Por isso bordei a roupa que eles vão sair da maternidade.

–Tão fofinha – Ele abraçou a namorada – Você vai ser uma ótima madrinha.

–E você um ótimo padrinho.

Depois da sessão de fotos, as comidas foram servidas. Logo depois iniciou-se as brincadeiras com a grávida.

–Você vai precisar descobrir qual é o presente – Alice vendou os olhos da filha.

–E caso eu acerte? – Polly quis saber.

–Nesse caso você não  – Alice respondeu – Caso erre, você será suja.

–Isso não é justo – Ela resmungou, mas estava se divertindo.

–A vida não é justa, querida – Alice comentou – Vamos começar.

–Primeiro o meu – Verônica pegou seu presente na pilha e colocou nas mãos de Polly – Duvido você acertar.

Polly apalpou a pequena caixa retangular, sem fazer ideia do que fosse.

–Seu tempo acabou – Alice puxou o presente das mãos dela.

–Mamãe.

–Diga seu chute.

–Ah... mamadeiras?

–Errou. São sapatinhos – Verônica respondeu.

–Eu nunca acertaria – Polly sorriu.

Verônica pegou um cupcake na mesa dos doces e passou nas bochechas de Polly.

Polly não teve sorte e acertou só um dos vários presentes que recebeu. No final não tinha uma parte limpa do seu rosto e cabelo, mas ela estava extremamente feliz, sobrou até para o marido até na brincadeira.

–Eu gostaria de dizer algumas palavras – Alice avisou, chamando-a atenção de todos – Polly, você é a minha primogênita. Desde o início eu quis te proteger de tudo e de todos, com medo de você pudesse se machucar. Mas eu estava errada, os filhos precisam certas coisas sozinhos, para assim poderem ser tornar adultos. Quando você me disse que estava namorando, meu coração se apertou. Naquele momento eu senti que você estava me deixando e eu não queria permitir isso. Como fui boba, filhos foram feitos para voar e serem livres, agora eu sei disso. Eu não aceitei muito bem quando vocês se casaram escondidos, isso por causa da família que não apoiou. Eu achava que você devia seguir os planos que eu tinha pra você, sendo que você tinha seus próprios planos. Mas agora eu vejo tudo claramente. Hoje sou imensamente feliz por ter você ou meu lado, vocês dois. Jason é um marido atencioso e gentil, fico contente que vocês dois tenham casado. Só tenho a agradecer por vocês terem me dado mais um motivo para sorrir, meus dois netinhos que estão por vir. Não sabem como me deixou feliz essa notícia. Eu amo vocês quatro. Obrigada por fazerem parte da minha família.

Todos aplaudiram o discurso de Alice e Polly abraçou a mãe, ambas emocionadas. Betty se juntou depois, quando elas chamaram a mais nova.

–Eu amo vocês duas – Alice declarou – Vocês são a minha vida.

–Também te amamos – Elas responderam em uníssono.

–Não acha que está na hora de fazer seu discurso, Betty? – Polly perguntou, assustando a irmã.

–Ah... acho que não. Sério. Tô bem.

–Você quer falar também, filha? Vai lá.

–Não, mãe, não precisa.

–Deixa de vergonha – Alice empurrou a filha – A Betty quer falar algumas palavrinhas para a irmã também.

Betty olhou de relance para Jughead, que olhava tentando entender se eles deviam contar ou não.

–Oi, pessoal. Boa noite. Como todos aqui sabem, eu sou a irmã mais nova da Polly. Desde pequena, nós duas dizíamos que éramos irmãs gêmeas, apesar da diferença de idade, Polly e eu sempre fomos parecidas. Uma protegia a outra. Além de irmãs, somos melhores amigas. Não tem uma coisa que eu faça, que eu não pense em correr para contar para ela. A Polly é uma irmã incrível. Discurso nenhum pode demonstrar todo o amor que eu sinto por ela. Quando ela começou a se envolver com o Jason, ela contou para mim que estava apaixonada e que esperava que um dia eu pudesse sentir o mesmo que ela. Por muito tempo eu fiquei curiosa sobre como era esse amor que eles dois sentem, um amor que só cresce, com o casamento e agora com os bebês. Eu acabei descobrindo como é esse amor e eu desejo que todos possam experimentar também – Ela olhou para Jughead, indicando que ele se aproximasse dela – Polly e Jason, vocês são o meu exemplo de casal, eu amo vocês. Lutaram pra ficar juntos, assim como eu e Jughead fizemos. Não foi fácil, mas vocês estão juntos até hoje. Eu pretendo que o nosso amor dure tanto quanto o de vocês e que possamos sentir essa felicidade que vocês estão sentindo hoje, futuramente – Eles deram as mãos – Mas primeiro, precisamos ir por etapas. E é por esse motivo que nós decidimos nos casar.

Todos olharam em choque para o casal, que sorria um para o outro. Alice caiu para trás e FP precisou segurar ela. As pessoas começaram a aplaudir depois de um tempo e os amigos de Betty correram para parabenizá-la e para perguntar se ela estava ficando louca. O mesmo aconteceu com Jughead.

–Minha nossa. Isso é sério? – Verônica quis saber.

–É sim.

–Você só pode ser louca mesmo – Cheryl comentou – Mas estou feliz por vocês.

–Obrigada, Cheryl.

–Nós estamos – Verônica respondeu.

– Você vai ser a noiva mais linda – Kevin comentou, animado – É claro que eu recebi cerimonialista.

Betty sorriu.

–Vamos com calma. Primeiro eu preciso conversar com a minha mãe. Prevejo uma bronca daquelas.

Eles assentiram e ela e Jughead seguiram até onde seus pais estavam sentados.

–O que vocês têm na cabeça? – FP questionou.

–Acham que casamento é brincadeira? – Alice perguntou.

–Nós pensamos bastante antes de tomar essa decisão – Jughead comentou – Sabemos que não é brincadeira.

–Betty, você vai pra faculdade em alguns meses. Tem certeza de que casar? Vocês vão ficar a maior parte do tempo sem se ver.

–Eu sei, mãe. Mas nós nos amamos, estamos dispostos a enfrentar essa distância. Nosso amor é maior do que qualquer empecilho.

–Está disposta a se tornar uma serpente? – FP olhou para a nora – Não qualquer Serpente, mas a rainha.

–Estou, senhor Jones. Sei que vai ser um desafio, mas eu estou disposta a fazer qualquer coisa pelo Jughead.

Eles assentiram.

–Vocês ainda me matam do coração – Alice balançou a cabeça – Quando pretendem fazer isso?

–No verão – Eles responderam.

–Tudo bem. Até lá temos tempo para recuperar nosso psicológico – FP comentou.

–Até lá vocês já se assumiram? – Jughead sugeriu, deixando os mais velhos constrangidos.

–Não mude de assunto, rapaz – Alice avisou e os dois mais novos sorriram – Ainda estou zangada com vocês.

 

O último mês da gestação de Polly chegou voando, sua barriga estava enorme e ela mal conseguia andar. Os acontecimentos passando num piscar de olhos em Riverdale.

Penny foi condenada a passar o resto da vida na prisão, para a felicidade de muitos. Jughead ainda sentia um ódio profundo por ela e que provavelmente duraria pro resto da sua vida, mas ele achava que a morte era pouco para ela, então passar a vida na prisão seria um castigo melhor.

Betty recebeu a resposta da universidade e como todos que a amavam suspeitava, ela foi aceita com êxito na Colombia, conseguindo uma bolsa integral. Suas aulas começariam em setembro, mas ela precisava ir um mês antes para organizar sua papelada e dormitório.

JB iria para a universidade da Geórgia com Reggie, conseguiu uma bolsa integral em relações internacionais enquanto ele conseguiu através do futebol. Os dois estavam imensamente felizes, iam morar em um apartamento próximo do campus. FP não gostou muito da ideia, mas estava feliz pela filha que tinha se tornado uma mulher. Sweet Pea ainda sentia uma pontada no coração toda vez que via a morena com o namorado, mas ele ficava feliz por ela e ao poucos a dor ia amenizando. Ele era grato por ela ter sido seu primeiro amor, jamais esqueceria disso.

Verônica e Archie se mudariam para Los Angeles, em busca de algo maior. Ela passou em administração, mas estava realmente interessada em abrir uma loja de roupas com sua própria marca. Ele finalmente investiria em sua música.

Cheryl e Toni continuariam em Riverdale. Apesar de ter tido lembranças ruim com seus pais, Cheryl conseguiu se libertar de todo o sofrimento. Ela não tinha coragem de abandonar a vovó, nem o irmão, principalmente seus sobrinhos que estavam prestes a nascer. Ela decidiu fazer faculdade na cidade vizinha, assim como Alice fez. Ela acabou se tornando extremamente importante nos Serpentes, fazendo parte do grupo de amigos de Jughead.

Kevin decidiu de última hora que iria viajar para Nova York e estudar artes. Ele perguntou se Betty não queria dividir um apartamento com ele e os pais da garota aceitaram pagar metade do aluguel.

Alice e FP finalmente assumiram seu namoro, o que não foi surpresa pra nenhum filho. Ela decidiu voltar a suas raízes e resolveu voltar a morar no lado sul da cidade, surpreendendo a todos, principalmente suas filhas. Alice deixou a casa para Jason e Polly, assim teriam mais espaço para cuidar dos bebês e Cheryl foi convida pelo casal a morar com eles, o que ela aceitou de imediato. Jason se tornou o gerente do Pop’s, recebendo de presente o estabelecimento de Pop Tate.

Jughead se deu muito bem no The Register, alcançando bastante viabilidade pela sua escrita para o jornal. Ele tinha planos de começar a construir uma casa para ele e Betty morarem quando ela voltasse de Nova York e aos poucos ele comprava os materiais. 

A Riverdale High School passava suas provas finais antes da formatura dos alunos e do baile. Uma sensação de nostalgia e saudade preenchia os corações dos estudantes. Apesar de Betty ter estudado apenas o último ano na escola, ela sentiria falta de tudo. JB sentiria falta apenas das amizades que tinha criado lá, Betty seria uma, por sorte a loira tinha se tornado sua cunhada. Para os alunos que iriam embora, a atmosfera era de despedida.

–Vou sentir falta de ver vocês todos os dias – Betty comentou.

–Abraço em grupo – Verônica avisou.

Desengonçados os amigos se abraçaram.

–Eu amo tanto vocês – Kevin confessou.

–Diga isso só por você – Cheryl respondeu.

–Eu sei que você vai sentir saudades da gente, cobra ruiva – Kevin sorriu e ela mostrou língua pra ele.

–Que tal nós irmos no Pop’s? – Archie sugeriu.

Eles concordaram.

 

–Vai querer levar isso mesmo? – Polly perguntou.

–Você quer que eu deixe tudo aqui? – Betty quis saber.

As duas estavam no quarto de Betty, empacotando as coisas que ela levaria para Nova York. O lugar estava uma bagunça, já que as coisas de Cheryl estavam ali também. O antigo quarto de Polly, agora seria dos gêmeos e o quarto de Alice se tornou o do casal.

–Eu gosto desse livro. Você poderia deixar de presente pra mim – Polly sorriu.

–Se eu for deixar tudo o que você gosta, só vou levar a roupa do corpo para Nova York.

–Que seja – Ela deu de ombros.

–Vocês duas não cansam de implicar uma com a outra? – Alice entrou no quarto.

–A Polly quer tudo o que eu coloco nas caixas para levar.

–Você sabe que não vai usar tudo isso.

–Meninas. Ajam com a idade que vocês tem, por favor. Betty, a Polly tem razão. Você não pode levar todas as suas coisas, o frete vai ser muito caro e o apartamento não vai ser tão grande. Lembre-se que você vai dividir com o Kevin.

Betty suspirou.

–É, a senhora tem razão – Ela tira o livro da caixa e joga para Polly – É todo seu.

–Obrigada – Ela sorriu, mas logo depois fez uma expressão de dor, segurando na barriga.

–Polly. O que foi? – Alice se aproximou da filha.

–Tá doendo – Ela apertou os dentes – Acho que vai nascer – Ela respirava rápido.

–Betty. Pega a bolsa da Polly no quarto e liga pro Jason, nós vamos descer e te esperamos no carro – Betty continuou imóvel – AGORA.

Ela acordou do transe e foi fazer o que a mãe mandou. Cheryl não estava em casa e Jason estava no Pop’s. Com as mãos tremendo ela conseguiu ligar para o cunhado.

–Oi, Betty. Aconteceu alguma coisa?

–Vai nascer – Foi a única coisa que ela disse, antes do celular cair da sua mão e finalizar a ligação – Inferno – Ela pegou do chão e correu para alcançar as duas.

Não demorou muito para o trio chegar no hospital e Polly ser encaminhada para a sala de parto. Alice entrou com a filha na sala e Betty teve que ficar do lado de fora, esperando. Ela ligou para Jughead assim que se sentou no sofá e conseguiu se acalmar um pouco. Ele disse que estava a caminho.

–Cadê ela? – Jason entrou correndo, acompanhado de Cheryl.

–Já está na sala de partos. A bolsa estourou no caminho pra cá, acho que não vai demorar pra eles nascerem – Betty avisou.

–Eu preciso ficar com a minha mulher – Ele correu a procura de Polly.

Cheryl e Betty se encararam, ambas sentindo a mesma sensação, seus sobrinhos nasceriam a qualquer momento, elas se abraçaram.

–Vai dar tudo certo – Cheryl tentou tranquilizar a loira, passando as mãos pelo cabelo dela – Polly vai dar conta.

Betty apenas assentiu, nervosa demais para falar alguma coisa.

Jughead chegou alguns minutos depois com FP e JB. Penélope foi também, apesar de estar brigada com os filhos, eram seus netos.

Todos estavam apreensivos, Polly ainda não estava com dilatação suficiente para os bebês passarem, então foi preciso fazer uma série de exercícios para ajudar. Foi permitida a entrada de Betty e Cheryl no local, pois Polly foi colocada em um dos quartos.

Polly tomou banho, recebeu massagem, dançou um pouco, sentou naquelas bolas de ginástica, tudo para tentar agilizar o parto. Ela suava muito, estava sentindo dor, isso era nítido em sua feição, as contrações eram por minuto.

Quando finalmente Polly conseguiu os 10 centímetros de dilação, ela foi para a sala do parto, onde apenas Jason entrou com ela. Isso já estava quase amanhecendo, levou um dia todo para ela conseguir.

Alice, Betty e Cheryl voltaram para a recepção, cansadas e aliviadas por Polly ter conseguido a dilatação necessária, os médicos estavam sugerindo fazer cesariana, mas ninguém queria aquilo.

Depois de quase uma hora, Jason apareceu e todos se levantaram.

–Eles são lindos – Ele estava chorando. Cheryl correu para abraçar o irmão.

Os gêmeos nasceram com bastante saúde e esperteza. Ambos muito sorridente e adoráveis. Todos desejaram apertar aquelas bochechas rosadas. Não teve ninguém que não sorriu ao ver aqueles pequenos pacotes de Deus. Alice e Betty não paravam de chorar, emocionadas demais.

–Eu apresento a vocês, Juniper e Dagwood Cooper Blossom – Polly sorriu, segurando a menina, enquanto Jason segurava o menino.


Notas Finais


Até a próxima. Beijinhos


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