História Dangerous Love - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Justin Bieber, One Direction
Personagens Demi Lovato, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Personagens Originais
Tags Criminal, Demi Lovato, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson
Visualizações 520
Palavras 2.609
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 31 - Our place


Fanfic / Fanfiction Dangerous Love - Capítulo 31 - Our place

POINT OF VIEW BROOKLYN SOMERS

Meus olhos envolviam os de Justin sem desviar, sem acreditar. Ambos nos encarávamos, suas íris carameladas agora tinham um tom negro, ele estava sombrio. Sua mandíbula travada, os músculos tensos e seu nariz dilatado, bufando. Eu não era de ninguém! Eu era uma vadia, sim. Eu era do mundo, sim.

— Você acha o que? Que eu sou o tipo de mulher sonsa que abaixa a cabeça para um homem? Não, Justin! Eu sou livre! Livre para fazer o que quiser. Ninguém me dita às regras. Acha que sou sua por que meu primeiro homem foi você? – Ri. — Não seja tolo! Eu sou do mundo! Não significa que eu sinta algo por você, que pode dizer o que bem entender comigo. A sua Brooke esta morta. Olhe para mim! – Soltei-me brutalmente dele, batendo em meu peito. — Essa sou eu, uma nova mulher, foda pra caralho! Todos me desejam, matariam por mim.

— Você sente algo por mim? – Sorriu bobo fazendo-me bufar.

— EU GOSTO DE VOCÊ, ENTENDEU? EU SINTO ALGO POR VOCÊ, ALGO QUE ME FAZ SE ODIAR POR SENTIR! – Gritei em seu rosto com força empurrando-o fazendo novamente aquele sorriso bobo apaixonado ressurgir.

— Por que nunca me disse? – Afastou-se.

— Por que nem tudo precisa ser dito. – Sorri fria

— Me desculpa B-Brooke... – Pediu.

— Tudo bem, afinal, eu sou a vadia que deu para todos de Stratford não é? – Ironizei dando a volta passando por ele subindo ás escadas, mas parei no segundo degrau virando para trás vendo Justin fitar-me. — Eu dormi sim com Tomlinson, assim como foi com Ian, mas você não tem o direito de me julgar. Até porque o único traidor é você!

Subi as escadas com um sentimento estranho, mas sentia-me vitoriosa. Na realidade, não ligo para os julgamentos, eles me fazem mais fortes do que nunca. Deixei de ligar para o que os outros pensam de mim á muito tempo, antes eu iria chorar e tentar mudar, hoje? Foda-se a opinião dos outros, as únicas pessoas que podiam me julgar não estão mais comigo.

Entro em meu quarto batendo a porta com força, chaveando a mesma, parece ás vezes que o mundo quer tirar ás únicas pessoas que tenho. Suspirei frustrada passando as mãos pelos meus cabelos, um tanto irritada com toda essa situação. Caminho em passos pequenos e arrastados até o banheiro, sentindo-me suja, adentrei ao banheiro sentindo um arrepio percorrer meu corpo assim que meus pés tem contato com o piso gélido. Tiro peça por peça colocando no cesto de roupa suja, olho-me no espelho vendo que estava com uma aparência horrível, deplorável para ser mais exata. O meu busto e pescoço estavam com marcas roxas, parecia que eu havia apanhado. O canto de meu lábio estava cortado, criando uma casquinha escura, minhas coxas tinham marcas avermelhadas e pontas de dedos em um tom roxo pelo meu corpo. Meu couro cabeludo doía e muito, mas era uma dor suportável.

Coloco apenas um pé no Box do banheiro ligando o chuveiro enquanto mexia em meus cabelos compridos que estavam suados. Coloco todo meu corpo debaixo da água fria fazendo os pelos de meus braços e pernas se arrepiar, meus pensamentos estavam muito além de tudo ao meu redor.

Minha mente voava no homem de cabelos dourados perfeitamente macios, suas íris carameladas que são repletas de mistérios, suas tatuagens que o deixam sexy, seu corpo definido que me prendem á ele com possessão ou carinho, seu sorriso que faz qualquer uma suspirar. Cada defeito de Justin é uma qualidade para mim, por mais que ele tenha errado eu não conseguia deixar de sentir algo forte e intenso por ele, Justin mexe com a minha cabeça de maneira sem igual, o meu coração dispara cada vez que nossos olhos se cruzam. Com apenas um toque deixa-me seu rumo, mal consigo pensar quando ele me olha daquele jeito especial ou malicioso. Já disse o quão seu cheiro é embriagante? Seu perfume é como uma droga para mim, Justin Bieber é um vício, um vício que não quero largar.

Ri anasalado vendo que mais uma vez o poderoso Bieber dominou minha mente, coloco a mão sobre meu peito sentindo quase rasgar pela pulsação acelerada do meu coração. Parecia que eu iria ter um ataque cardíaco. Não o culpo por causar-me essas sensações, afinal, quem não sentiria isso por ele? Talvez ter voltado foi algo ruim, mas não posso voltar atrás. Sinto ciúmes, ódio, desejo, paixão, luxúria, felicidade, tristeza... Tudo isso e mais um pouco por aquele homem.

Quando termino de lavar meus cabelos fico mais uns minutos de cabeça baixa com a água caindo em minha nuca escorrendo pelo meu corpo. Pego o roupão pendurado ao lado do Box do banheiro colocando em meu corpo e amarrando na cintura, enrolo uma toalha pelos meus cabelos enquanto escovo meus dentes olhando fixamente no espelho enorme. Observei as sardas em meu rosto rindo em seguida, Justin dizia-me que enquanto eu dormia ele gostava de observar meu rosto, pois achava que minhas sardas deixavam-me fofa, revirei os olhos cuspindo a espuma da pasta de dente tomando água e jogando na pia limpando a boca em seguida.

Assim que saio do banheiro e paro de súbito vendo Justin sentado em minha cama, mas eu não havia chaveado a porta? Ele está de cabeça baixa, fitando os seus dedos como se fosse á coisa mais interessante desse mundo. Umedeço os lábios passando por ele entrando no Closet, enquanto escolhia algo para dormir sinto um calor atrás de mim e uma respiração ao pé do meu ouvido, fecho os olhos ao sentir suas mãos tocando as minhas e seus dedos tocaram os meus pulsos fazendo carícias, ele estava tão próximo á mim aos poucos me prendendo em seus braços enquanto seus lábios roçam em minha nuca ouvindo sua respiração rápida e a minha, pesar. Tento me soltar de seus braços, contudo isso só o fez apertar-me mais contra seu corpo musculoso.

— O que quer?

— Você.

— Por que quer uma vadia? – Me recompus, abrindo os olhos, erguendo meu escudo.

— Por que eu amo essa vadia.

Ri fraco disso.

— Idiota.

— Seu.

— Como eu odeio você, Bieber... – Respiro fundo.

— Não, baby. – Acariciou meu rosto. — Você me ama e sempre vai amar.

— Deu uma de convencido agora? – Pergunto. Ele me vira de frente para si.

— Sou apenas realista. – Diz próximo ao meu rosto, olhando meus lábios daquele jeito faminto.

Meu coração dispara, minha respiração pesa, meu corpo aquece.

—Quero te levar em um lugar mais tarde. – Desta vez olha em meus olhos.

—Que lugar?

—Não está pronto, mas isso vamos resolver. – Me solta enquanto suspiro, Justin da às costas para mim, mas vira um pouco sorrindo.— Será o nosso lugar.

Louco, pensei.

Escuto a porta bater e olho minhas roupas pegando uma lingerie preta, tiro meu roupão sentindo o mesmo deslizar pelo meu corpo enquanto cai em meus pés, coloco a lingerie pegando um moletom e pondo o mesmo que era cinza com o número #1 na frente em preto. Seco meus cabelos com a toalha penteando eles, deixo-os soltos enquanto colocava uma meia branca. Sentia o cansaço me dominar, deitei na cama cobrindo metade do meu corpo suspirando entregando-me ao sono.

Sufocada, era assim que me sentia. Não tinha mais controle do meu corpo, um concreto grande e pesado estava sobre minhas pernas enquanto lutava pela busca do oxigênio. Minha visão estava turva, o que eu via era apenas fumaça e o fogo dominando o local. Ouvia gritos, mas não reconhecia a voz. Minha garganta está seca, a fumaça rapidamente invade meus pulmões enquanto tento me levantar. Sinto minha barriga latejar de dor e coloco a mão sobre a mesma tentando estancar o sangue, a bala parecia queimar meu corpo. Era isso, o meu fim estava próximo? Não tinha mais forças para gritar, procurava ajuda, no entanto todos já haviam saído do galpão. Apenas restou eu ali. Nunca pensei que morreria assim, nunca pensei que poderia perder uma batalha ganhando a morte. Nunca pensei que viveria um amor e descobriria desejos insanos, nunca pensei que iria voltar á dar o perdão recebendo a paixão. Nunca pensei em morrer sem antes de fazer o que sempre quis, nunca pensei que a morte chegaria para mim, não agora. No fundo, eu sabia que isso iria acontecer. Não arrependo-me de nada que fiz, não me arrependo de ter matado tantas pessoas e de amar. Para mim, eu não perdi a batalha, pois sei que ela não tinha acabado. É apenas um começo do jogo, faltam peças para fechar o quebra-cabeça.

— Não importa o que acontecer, promete que vai me esperar? – Pergunto sem olha-lo, mas ele me olhava.

— Por que está dizendo isso? – Continuo olhando o nascer do sol.

— Apenas prometa.

— Prometo!

Sorri, mas ele não retribui.

—Você vai saber na hora certa, mas cuide ás pistas. – A confusão é evidente em seus olhos.

— Mas... – Beijo seus lábios o impedindo de falar, sentia minha garganta doer por segurar o choro. Sinto um gosto salgado em nosso beijo e percebo que Justin chora, não digo nada além de segurar em sua nuca aprofundando beijo. Nossas línguas se envolviam como em uma dança, suspiro sentindo seus braços prender-me ao seu corpo, eu saboreava esse beijo já sabendo. Eu sentia...

Era nosso último beijo.

Acordo sentindo meu coração acelerado, sento na cama engolindo á seco sentindo minha garganta seca. Suspiro colocando minhas mãos no rosto respirando fundo várias vezes, não sabia se era sonho ou pesadelo o que tive, mas foi uma sensação horrível. Olho pela janela que ás cortinas estavam abertas permitindo-me ver que já era noite, pego meu celular na cabeceira vendo que se passava das duas da manhã. Coloco os pés para fora da cama tocando no chão, ouço um barulho vendo a porta sendo aberta e Justin passando pela mesma.

— Se arruma! – Mandou colocando as mãos no bolso da calça.

— Pra que?

— Vamos sair, esqueceu? – Umedeceu os lábios deixando-os rosados.

— Agora? Mas, já é de madrugada! – Exclamo levando-me da cama, ele olha meu corpo de cima á baixo com aquelas íris carameladas mostrando desejo, safado.

— Isso impede de algo? Se arrume! – Sorriu, bufei.

Vou até meu closet ouvindo seus passos pesados atrás de mim, mas continuei andando. Coloco uma calça jeans clara com cortes nos joelhos, uma blusa comprida e ombro caído cinza com uma mulher na frente, um salto alto de camurça preto. Meu cabelo estava um pouco molhado e ondulado, mas apenas o arrumei deixando solto como sempre, fui até o quarto passando meu perfume, disfarcei as marcas no meu pescoço com o pó, passei uma maquiagem leve, não passei batom pelo machucado na boca.

— Quem deveria deixar essas marcas em você era eu. – Disse Justin atrás de mim, olhando-me através do espelho enquanto. Viro para ele colocando minhas mãos em seu rosto.

— Você não escutou nada do que eu disse antes, não é? – Pergunto, ele nega.

— Só que você gosta de mim, o resto, tanto faz. – Tenta me beijar, mas me esquivo. Afasto-me dele saindo do quarto ouvindo uma risada um tanto forçada, desço as escadas sendo seguida por Justin, a sala estava toda escura assim como a casa toda, alguns seguranças se revisam andando por todo o quintal da mansão com suas armas e posturas sérias.

Justin entra em seu Audi R8 preto, faço o mesmo sentando no banco passageiro e fecho a porta, ele da partida saindo cantando pneu por aquela garagem.

Na metade do caminho não dissemos uma única palavra se quer, eu ficava olhava a estrada pela janela ora outra desenhando no vidro embaçado. Sentia seu olhar algumas vezes, mas continuei na minha.

Justin diminui a velocidade assim que ele entra em uma estrada de terra, eu conhecia esse bairro. Era aonde eu e ele íamos quando éramos mais novos. Ele estaciona o carro em frente á uma casa de apenas um andar, ela é pequena com cor amarela e branca, tinha uma pequena escadinha na frente e flores no canto do jardim.

Justin sabia o quão esse bairro significava para mim, em nosso namoro grande parte passávamos aqui. Não é um bairro muito cheio, grande maioria das pessoas que vivem aqui são idosos ou crianças. Abri o portão de madeira, branco e médio, andando por aquela calçada que levava até os degraus da casa, assim que paro em frente dela posso observar melhor. Em cima parecia ter um tipo de sótão, pois tinha uma pequena janelinha redonda de vidro, a grama era bem verde e pequena parecia estar já cortada, no canto do jardim tinha uma árvore mediana caindo folhas. Subo os três degraus fazendo a madeira ranger um pouco, Justin passa por mim pegando as chaves em seu bolso colocando na fechadura e abrindo a porta dando visão da casa que estava completamente vazia, sem nenhum móvel.

Observo bem a casa por dentro, ela era bastante aconchegante, o tipo de casa que tenho vontade de jamais sair. Uma lareira ficava no canto, onde presumo que era uma sala, mais á frente uma cozinha pequena com um balcão em granito com seis cadeiras altas em volta. Tinha um corredor no lado esquerdo com duas portas, olho para cima vendo um quadrado marcado com uma cordinha fina. Puxo a mesma afastando-me assim que uma escada desce devagar, subo alguns degraus vendo o sótão um pouco empoeirado e mal iluminado.

— O que achou? – Desço com a sua ajuda.

— É... – Olho em volta sorrindo de canto. — Maravilhosa!

— Se lembra de que disse que iriamos no nosso lugar? – Assenti, ele abre os braços apontado para o nosso redor. — Eu quero ter um lugar com você, sei que errei e muito, mas estou dando meu máximo para te reconquistar. Não quero que seja como todos, apenas sexo, quero passar com você o resto da minha vida.

— Isso ficou ridículo, mas bonito. – Sorrio.

— Idiota. – Me roubou um beijo.

— O que iremos fazer? – Coloquei as mãos no bolso de trás da calça. Bieber apontou para as latas de tinta, no canto da casa.

Justin abriu as latas, que eram de diversas cores. Amarrei meu cabelo em um coque entrando no corredor, havia um quarto na primeira porta, sem nada como o resto da casa, com as paredes pintadas de branco, o banheiro era pequeno. Volto para onde está Justin vendo sem camiseta segurando um pincel grande pintando a parede de verde. Espera, verde? Observo bem seu corpo musculoso, seus braços fortes cobertos com aquelas tatuagens que só o deixava mais gostoso ainda, o modo como ele levantava o braço mostrando sua costela dando a visão do seu abdômen definido. Suspiro fitando seu rosto, Justin mordia o canto da boca e parecia concentrado no que fazia, cada movimento dele fazia meu corpo ferver. Ouço sua risada abafada e vejo o mesmo com um sorriso fodidamente sexy.

— Tira foto que dura mais, Somers.

 —Não trouxe o celular. – Fiz bico. Ele riu. — Justin? A casa é amarela por fora e dentro verde? Vai pintar as portas de azul também?

— Não, mas o quarto será vermelho. – Minha boca se abre em um perfeito ‘O’.

— Vamos pintar então o lado de fora. – Ele gargalha.

—Não. – Rou.

— Afinal, é o nosso lugar, não é?!

— Você gostou mesmo daqui? – Pergunta com um sorriso lindo

— Foi a melhor coisa que você fez, até agora.

— Eu te amo, sempre vou te amar. – Não pude deixar de sorrir, foi inevitável.

— Você é um idiota.

— E você uma vadia. – Abro a boca fingindo estar indignada, pego a lata de tinta verde abrindo um sorriso vingativo. Sem pensar, jogo na cabeça de Justin gargalhando dele, mas logo solto um grito quando sinto o mesmo me abraçar sujando-me de tinta, sem demora ele toma meus lábios em um gesto carinhoso.

 


Notas Finais


Continuo ou paro?

XOXO, Dangerous Mom.


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