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História Dangerous territory - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Dangerous territory - Capítulo 9 - Capítulo 8

Ao chegar na escola sentei na primeira cadeira, esse era sempre o sinal de que sim, eu estava mal, mas não, não queria ninguém por perto. Porém nenhum deles respeitava, era incrível.

-O que aconteceu florzinha?- disse Violet se sentando na mesa do professor.

-Só quero ficar sozinha.- respondi de cabeça baixa enquanto escrevia palavras soltas no meu caderno favorito.

-Hoje não é o seu dia então, porque preciso te contar sobre o meu final de semana!!!- ela disse animada.

-Por que você faltou ontem hein?- diz Alana jogando a mochila no chão e se sentando na carteira atrás de mim.

-Eu e Gioh fomos para uma festa em Hill Valey, vocês não tem noção de como aquele lugar é incrível. Cidade grande é outro nível.- ela disse jogando suas tranças para trás.- Parece até outro planeta, se bem que esse fim de mundo que chamamos de lar não é parâmetro para muita coisa né? Enfim, quero fazer faculdade lá.

-Você nem queria fazer faculdade.- Alana lembrou.

-Mas agora eu quero, dá licença.- ela disse fazendo cara feia.- acho que vou cursar ciências sociais.

Violet toda semana aparecia com uma ideia nova sobre o que iria fazer da vida e essa loucura e indecisão era uma das coisas que eu mais gostava nela, acho que nos aproximamos por sermos extremos opostos. Ela era livre, não se prendia a nada, sua cabeça vivia cheia de ideias, planos a serem executados para ontem. Eu por outro lado sempre fui contida, dando pequenos passos com medo de cair...eu devia aprender muito com ela. Gioh era sua namorada, um doce de pessoa, e graças a deus um pouco mais sensata. Era ela quem colocava os pés de Let no chão.

-É um curso interessante.- disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

-O que aconteceu com o seu rosto?- ela perguntou alarmada, sua mão ergueu meu queixo para ver melhor, mas a afastei.

-Eu escorreguei no banheiro ontem a noite, bati o rosto na quina da pia.

-Podia ter acertado seu olho, Eliza! Toma mais cuidado.- disse Alana me olhando.

-Vou tomar.- falei voltando a atenção ao meu caderno, mas Violet não parecia convencida, apenas me olhou por cima e balançou a cabeça.

Agradeci internamente por não ter me questionado, falar sobre o meu pai era uma das últimas coisas que eu queria naquele momento. Eu fazia os exercícios, copiava a matéria e até encarava os professores quando eles davam a explicação, mas ao mesmo tempo parecia que eu estava completamente alheia ao que estava acontecendo no ambiente. Meu celular vibrou em meu colo, devia ser a trigésima mensagem de Anthony e a quinta de Violet.

Eu não entrei em contato com ele depois de ter ligado, não o tinha acordado para ir para a escola e nem mandara a mensagem de bom dia como de costume, não o julgava por estar tão desesperado por respostas.

*Ei, amor. O que aconteceu? É sério, estou ficando preocupado. Me liga mais tarde, te amo.* dizia a última mensagem.

Nem me dei ao trabalho de abrir a conversa com Violet, sabia o que ela ia falar, quando o sinal para o intervalo soou apenas deitei sob meus braços e joguei meu cabelo para o lado cobrindo o meu rosto. Ouvi o cochicho dos meninos tentando entender o que havia acontecido, mas Violet e Alana apenas os enxotaram da sala.

-Tem certeza de que não quer comer, baby? Hoje é pizza.- Violet disse carinhando minha cabeça.

- Estou sem fome, mas valeu Let.- murmurei.

- Okay, qualquer coisa me chama.- ela disse me deixando sozinha.

Eu tinha vinte minutos para tirar um cochilo, isso parecia o paraíso visto que fiquei a noite inteira olhando para o teto. Mas na primeira oportunidade de paz eu me lembrava de Adam. Sua boca habilidosa, a barba por fazer arranhando minha pele, suas mãos segurando firmemente minha cintura enquanto investia cada vez mais forte, seu olhar que me levava ao céu e me trazia de volta em segundos. Ele estava fudendo com a minha cabeça, eu o queria tanto e ao mesmo tempo eram tantos poréns, tantas inseguranças. Como eu podia confiar em um homem que me tratara com tanta frieza ao se preocupar com a própria imagem? Como eu podia confiar em um homem com a má fama que seu nome carregava? Não só em relação a sua intimidade com suas alunas, mas também por como era galinha. Eu havia me metido numa merda sem tamanho ao ficar com ele, e minha cabeça começava a cobrar isso de mim. Inferno.

-Ei, avisa o pessoal que as recuperações foram adiadas para quinta, o calendário acabou sendo modificado.- ouvi ele falar da porta, parecia coisa de outro mundo cara.

-Pode deixar.- disse me levantando, se nem meus pensamentos iam me deixar em paz era melhor descer para ficar com as meninas.

-Dia ruim?- ele perguntou ao me encarar.

-Não dormi bem.- respondi.

-Entendi.- a conversa podia ter se encerrado ali, mas algo o deteve, vi sua testa franzir...eu seria interrogada de novo. - O que houve com seu rosto?

-Eu caí.- disse tentando passar pela porta, mas ele me bloqueou.

-Seu rosto está inchado, Eliza.- ele falou com um tom tenso.

-É só um corte, eu não vou morrer por isso. E se me rosto está inchado não é da sua conta.- disse friamente, eu dificilmente conseguia controlar minhas emoções nos dias ruins, era óbvio que meu rosto estava inchado de tanto chorar, mas ele não precisava saber disso. Eu só queria ficar sozinha. Sem perguntas, sem olhares preocupados, sem esse excesso de cuidados. Eu ia ficar bem e não precisava justificar o motivo para estar mal. Simples assim. Ele suspirou.

-Entendo que eu não seja a pessoa mais qualificada para você desabafar e respeito isso, mas se estiver acontecendo alguma coisa, se você precisar de ajuda, não pense duas vezes em me chamar, okay?- ele propôs. Sua mão segurou meu pescoço me trazendo para perto e senti ele depositar um beijo em minha testa.

O encarei por alguns segundos, seus olhos transmitiam preocupação e ternura e embora meu cérebro dissesse para não acreditar em suas palavras agradeci, o dia seria mais fácil se eu não encarasse tudo como algo negativo.

No retorno do intervalo fui arrastada pelos meninos, a leveza e despreocupação com que eles levavam a vida faziam com que os meus problemas desaparecessem, pelo menos por algumas horas. Eles conseguiram até mesmo tirar algumas risadas de mim e isso era impagável. Assim o tempo passou muito mais rápido e quando deu a hora de ir embora eu conseguia até mesmo respirar melhor.

Ao ultrapassar o portão da escola meu celular começou a tocar e não era surpresa que se tratava de Anthony.

-Oi.- disse.

-Oi amor da minha vida.- ele disse com aquele tom animado de sempre.

-Anthony García.- falei sorrindo.

-O próprio. Estou na esquina da escola te esperando.

-O que?

-Vem logo!- ele disse e desligou na minha cara, balancei a cabeça.

Aquele garoto não tinha jeito, caminhei até a esquina e ele estava do outro lado da rua escorado na porta do carro, um sorriso se instalou em seu rosto quando me viu e eu o retribuí. Atravessei a rua para encontra-lo e ele me agarrou em um abraço, soltei um suspiro quando senti seu cheiro, eu enfim conseguia me sentir segura, o apertei mais forte.

-O que você está fazendo aqui?- perguntei sem me soltar do seu abraço.

-Já que você não se dá ao trabalho de me responder vim ver com os meus próprios olhos o que diabos estava acontecendo e não parece que as coisas estão muito boas.- ele disse me olhando por cima, a nossa discrepância de altura e seu ar protetor me envergonhava as vezes e foi o que fez com que eu desviasse o olhar.- Vamos, você vai passar o dia lá em casa.

-Vou?- perguntei sorrindo, eu parecia uma criança quando se tratava de passar um tempo com Anthony.

-Sim, sim.- ele disse selando nossos lábios.- entra.- disse enfim me soltando, contornei o carro e ao abrir a porta percebi que Adam me olhava do outro lado da rua. Em um segundo de descuido tropecei em um buraco na calçada, ele sorriu de lado entrando no próprio carro,  eu apenas revirei os olhos para mim mesma.-Lizzie?- Anthony chamou ao perceber minha distração .

-Oi, vamos.- falei me sentando no banco e fechando a porta.- então, o que vamos fazer hoje?

-O que você acha?- ele disse dando partida no carro.

-Praia?- perguntei ansiosa.

Ele apenas sorriu e agradeci aos céus, eu precisava ver o mar.

                             🌻🌻🌻


Quando chegamos a sua casa a tia estava terminando de colocar a mesa e atenciosa como sempre havia feito comida separada para mim, ela nunca esquecia que eu era vegetariana. Terminado o almoço limpei toda a cozinha e insisti para que ela fosse descansar, era incrível como aquela mulher não parava. Vivia em função de Anthony e do marido.

-Ela tem se cuidado, An?- perguntei baixinho enquanto guardava o último prato no armário. Ela estava na sala assistindo tv e parecia ainda mais cansada do que seu rosto aparentava.

-É a dona Franciny, Eliza. Não preciso te explicar como ela funciona.- ele disse inclinando a cabeça em direção as escadas para irmos para o quarto.

-Eu podia ter almoçado em casa, não queria dar mais trabalho para ela.

-Ela te ama, deixa disso, não é mãe?- ele gritou.

-Vocês são minha vida!- ela disse dando uma risada gostosa enquanto Anthony me empurrava escada acima.

-Você só me faz passar vergonha.- sussurrei.

-Até parece.- ele respondeu revirando os olhos.

Entrei em seu quarto e como sempre estava uma bagunça. As paredes haviam recebido novos desenhos, era sempre uma novidade quando eu fazia uma visita. Haviam roupas limpas jogadas sobre a cadeira de estudos, e as sujas estavam espalhadas em um canto junto ao seu violão, livros e cadernos estavam abertos sobre na escrivaninha, mas eu duvidava que ele tinha passado mais de vinte minutos estudando, a cama era um emaranhado de travesseiros, cobertas e lençóis, embora ele fosse a pessoa mais organizada mentalmente que eu conhecia isso não se aplicava ao seu quarto . O chão estava repleto de pincéis, tintas e lápis evidenciando a criação de um novo desenho. Encarei o esboço, ainda não sabia ao certo o que era, mas com certeza ficaria perfeito, assim como tudo que ele se propunha a fazer. Comecei a dobrar as sua roupas, mas ele as tomou da minha mão:

-Nem vem, a gente vai pra praia esqueceu?

-Deixa eu só arrumar a cama.- pedi.

-Não senhora, vai se trocar, para a sua sorte você deixou roupas extras da última vez que veio.

-Af.- disse abrindo o guarda roupa, de fato haviam roupas minhas ali. Fui ao banheiro me trocar e depois de colocar meu biquíni e um blusão fui para o quarto. Ele havia aberto a janela que tomava uma de suas paredes de fora a fora, eu amava a vista dali, ficar encarando o verde da mata e as casas vizinhas me traziam uma paz tão grande. Debrucei-me sobre ela e pude vislumbrar ao longe o mar que nos aguardava, o céu estava limpo e o sol tão lindo e brilhante que resolvi sorrir para ele, eu definitivamente não era a garota de ontem, ou até mesmo a de hoje de manhã.

-Vamos.- ele disse às minhas costas e foi impossível não rir quando o vi.- O que foi?- ele perguntou fazendo pose e sabendo exatamente o que eu estava pensando.

O mesmo estava com um short estampado quatro dedos acima do joelho mostrando suas lindas e gostosas coxas, adjetivos que ele fazia questão de empregar. Um chapéu de palha com o fundo florido descansava em sua cabeça e um óculos de sol oval pendia na ponta do nariz enquanto ele me encarava desafiador. O que mais chamava atenção era a sua pele, meu deus, ele estava muito branco.

-Você definitivamente precisava de um dia de sol.- ele abriu a boca cerrando os olhos.

-Querida, eu não nasci perfeito com a pele negra como você, okay?

-Isso mesmo, enalteça minha negritude.- disse passando por ele e tomando seus óculos.

-Nojenta.- ele disse rindo.-Mãe, estamos indo para a praia.- gritou para que ela pudesse ouvir onde quer que estivesse na casa e me empurrou porta a fora antes que ela respondesse.

-A gente podia trazer ela, An.- resmunguei enquanto atravessávamos a rua.

-Podíamos, mas aí você não ia conversar comigo.

-É. - concordei sorrindo.

-Pois é.- ele disse ajeitando o chapéu na cabeça.

Caminhamos por mais ou menos cinco minutos até encontrarmos um lugar bom, estendemos duas cangas e enquanto eu deixava a bolsa térmica na sombra ele se sentou a minha frente para que eu passasse protetor em seu corpo:

-Vê se passa direito, se não vou parecer um camarão.- ele disse com o tom abusado de sempre, dei um tapa em seu braço.- Por favorzinho.- disse com um sorriso e logo depois beijando minha bochecha.

-Abusado.- respondi. Enquanto espalhava o protetor pelas suas costas ele me contava sobre seu dia. O teste surpresa, o cochilo na aula de artes, a briga com a Alex.

-É sério, eu não aguento mais ela.

-Sei.- disse revirando os olhos, eu nunca tivera um relacionamento propriamente dito com Alex, mas sabia que ela era gente boa, que cuidava de Anthony quando eu estava longe e que o amava (até demais) só que meu santo não batia com o dela e eu tinha completa ciência de que era pelo meu ciúme.- Pronto.- disse fechando o tubo de protetor.

Ele se moveu para a canga ao meu lado, colocou uma playlist nova que tinha montado para tocar e se deitou de bruços. Deitei-me de lado com as mãos abaixo da cabeça e enquanto o som das ondas se misturava aos acordes do violão senti minha alma sair do corpo. Respirar aquele ar salgado, sentir a umidade da mata as minhas costa, estar envolvida pela natureza me fazia relaxar. Abri os olhos para encarar Anthony e parecia que ele partilhava do mesmo sentimento porque sempre que um de nós estava mal a praia era nosso refúgio. Ele havia raspado a pouco tempo seus cachos, por isso era impossível fazer carinho em seu cabelo, mas mesmo assim ele pegou minha mão e colocou em sua cabeça para que eu lhe fizesse um cafuné, sorri, Anthony seria eternamente a minha criança. Seus lábios perfeitamente desenhados cantarolavam a letra da música enquanto eu ia cada vez mais me entregando ao momento e as palavras escapuliram da minha boca. Com leveza, sem pesar.

-Meu pai me bateu.- seus olhos se abriram de repente e eu desatei a falar, falar e falar...as lágrimas escorriam, mas eu não sentia nada. Quando terminei me deitei de barriga para cima para ver o céu que começava a tomar tons alaranjados, era uma aquarela perfeita .Ele se sentou e suspirou:

-Eu odeio o seu pai.- declarou, eu ri.

-Eu já estou na fila. Se bem que odiar é uma palavra forte, eu só queria que ele fosse embora.

-A tia Clara tem que tomar uma providência, ela está colocando não só ela, mas você e a Charlottie em perigo.

-Ela não vai fazer nada contra meu pai, An.

-Então vem morar comigo.- eu ri, mas ele permaneceu sério.- Você não está brincando?

-Eliza, eu vi meu pai bater na minha mãe por anos, de uns tempos para cá ele se acalmou, até porque não é doido de bater nela comigo em casa, hoje sou capaz de ir para cima dele e eu não pensaria duas vezes em ir com todas as minhas forças.- ele parou por um instante enquanto uma moça passava a nossa frente correndo, quando ela estava a uma distância considerável ele continuou.- a questão é, eu sou provavelmente a pessoa mais pacífica da vida, mas a situação muda de figura quando meu pai tenta algo contra a minha mãe, entende?- assenti, ele encarava o mar enquanto falava e pude ver o seu interior se encolher em lágrimas ao se lembrar do passado, mesmo que ele não apresentasse qualquer sinal de que fosse chorar. Nesses cinco anos de amizade eu só o vira chorar uma vez quando seu cachorrinho Luke morreu, sem ser nessa ocasião nada conseguiu tirar lágrimas dele. Nada. Mas eu sentia quando a sua alma queria expulsa-las, segurei sua mão.- Você é a minha pessoa na vida e eu não gosto nem de pensar na possibilidade de alguém te machucar como minha mãe foi machucada, seja pelo seu pai ou por qualquer homem.

Deitei a cabeça em seu ombro e ele me envolveu em um abraço:

-Eu vou me cuidar, An. E cuidar da mamãe e da Charlotte.

-Eu sei que vai, você é um mulherão da porra.- ele disse me balançando, sorri.- Fico feliz que tenha conseguido falar tudo aquilo para ele e que tenha conseguido se abrir com a sua mãe também, de verdade, foi um grande passo para você.

-Pois é, acho que ter ficado tanto tempo calada só me prejudicou, conseguir expor meus sentimentos tem sido...desafiador, mas é bom tirar esse peso das costas.

-Eu falei que você ia gostar.- ele se levantou me estendendo a mão, a peguei me levantando também.- Você não achou que viríamos a praia e você não ia entrar na água né?

-Nãooo.- choraminguei.

-Simmmmmm.- ele respondeu no mesmo tom e correndo em direção ao mar, ainda havia algumas poucas pessoas nadando mesmo com o escurecer tão próximo, mas a água devia estar quentinha, era tentador para falar a verdade e a felicidade dele ao mergulhar era contagiante. Tirei a camisa e me atirei ao mar junto a ele, depois de um longo mergulho deixei que meu corpo boiasse no vai e vem das ondas.

-Já que você se recusa a morar comigo.- ele continuou o assunto, como se morar com ele fosse uma preposição possível, sorri de olhos fechados.- Se você sentir que ele vai fazer alguma coisa, não excite. Liga para a polícia e vem para cá, traz a Charlotte se quiser, minha mãe não vai se importar, só não fique parada.- continuou com um tom mais sério.

- Tudo bem.- eu disse o olhando e dando um sorriso.- Você é incrível.

 - Eu sei que sou.- ele disse convencido, o afundei e o mesmo jogou água em mim, nessa brincadeira já se passava das oito da noite, mas eu não me importei com aquilo. Eu merecia aquele dia.



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