História Dangerous (Vondy) - Capítulo 56


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Categorias Rebelde, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Visualizações 95
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - Capítulo 55


Pov’s Dulce 

Aquele final de semana havia sido corrido e era até bom que Bela estivesse com Christopher, pois eu temia não ter tempo para a minha filha por conta das telas que eu estava pintando. Estava em meu estúdio, tão concentrada em uma pintura que nem pude notar que alguém estava ali, me observando. Virei-me para pegar o pote de tinta azul que precisava e pulei com o susto que tive ao perceber o homem parado atrás de mim. 

–Desculpe, eu não quis assusta-la.–falou com preocupação.

–Tudo bem, estou bem.–falei mantendo a mão sobre o peito. –Quem é o senhor? 

–Meu nome é Xavier. Eu estive na galeria de artes da Maitê a sua procura, ela me disse que você estaria aqui. 

–E o que deseja? 

–Quero um pouco da sua arte pra mim. 

–Bem... poderia ter falado com a Maitê, meus quadros estão à venda na galeria.–cruzei os braços.

–Não quero um quadro que todo mundo tenha visto. Quero algo exclusivamente meu. Eu sou um grande amante da arte contemporânea e estive na sua exposição, me apaixonei por cada toque que você depositou nas telas.–ele sorria emanando encantamento. 

–Bem, muito obrigada. Mas, eu não sei se eu teria tempo pra criar algo exclusivo para o senhor.

–Eu pago o que for necessário. 

–Isso não é uma questão de dinheiro, senhor Xavier. Eu não preciso de dinheiro algum. 

–Sei... você é filha do Fernando. Conheço o seu pai, bom homem.

–Conhece?–franzi a testa. 

–Eu sou empreendedor e sócio do banco da sua família. 

–Interessante. Então, já deve saber que dinheiro não me interessa. 

–Sim. Mas, existe alguma outra coisa que precise? Qualquer coisa?–implorou. 

–No momento, eu não me recordo de nada. Sinto muito, de verdade. 

–Vou deixar o meu cartão. Se mudar de ideia ou lembrar de algo que possa “comprar” um quadro exclusivo, me ligue.–peguei o cartão de sua mão.

–Pode deixar. 

–Desde já, agradeço.–ele sorriu gentilmente e se foi. 

Guardei seu cartão no bolso do meu avental e tornei a me concentrar em minhas pinturas. Na manhã seguinte, eu me dirigi até a casa do Christopher para buscar a Bela. Estacionei meu carro em frente a porta, andei até lá e toquei a campainha. E assim como da última vez, era Flora quem atendia. 

–Bom dia.–sorri fraco.

–Bom dia, Dulce.–retribuiu. –A Bela ainda está dormindo, mas eu posso acorda-lá pra você.

–Por favor.–falei de forma gentil. Entrei e sentei no sofá da sala.

–Bem... o Christopher quer conversar com você. Ele está no quarto. 

–Sabe sobre o que é? 

–Até sei... mas é melhor que ele diga. 

–Ok. 

Levantei e segui até o quarto de Christopher. Abri a porta devagar e notei a escuridão que ali se encontrava. Entrei e me aproximei da cama. Ele parecia dormir. Cheguei mais perto e em um rápido momento, suas mãos agarraram minha cintura e me puxaram. Eu caí em cima dele com minhas duas pernas de cada lado de sua cintura. Ele me segurava de forma firme.

–O que está fazendo?–perguntei. 

Ele me girou, ficando por cima de mim enquanto mantinha nossos rostos a poucos centímetros de distância. Nesse momento, minha respiração já estava pesada e eu me sentia vulnerável. Ele olhava em meus olhos muito atentamente, enquanto suas mãos seguravam minhas coxas com firmeza. 

–O que você quer de mim?–perguntei ofegante. 

–Tudo.–respondeu. 

–Christopher... pare...–falei tentando manter a minha racionalidade. 

–Parar com o que?–falou me provocando. 

–Parar com... com...–eu não conseguia pensar, apenas ouvia meu corpo que o queria naquele momento.

–Diga.–falou aproximando ainda mais seu rosto do meu. Eu já sentia sua respiração. 

Ele tocou seus lábios nos meus e no primeiro momento, eu me mantive estática, completamente sem reação. Mas, aos poucos fui me entregando à aquele toque. Enlacei meus braços em volta do seu pescoço e ele abraçou minha cintura mantendo seu corpo colado ao meu. Esse beijo era sedento, e nós tínhamos sede um do outro. Uma sede que nunca seria saciada. Ele desceu seus lábios para meu pescoço e começou a morder e chupar minha pele e eu não pude conter os gemidos que saíam involuntariamente das minhas cordas vocais. Por um breve momento eu recobrei minha consciência e empurrei levemente seus ombros o fazendo parar, tornando a olhar fixo em meus olhos. 

–Agora eu devo perguntar: o que você quer de mim?–falou. 

–Do que está falando?–franzi a testa.

–Uma hora você diz que não me quer, definitivamente. E agora está aqui, na minha cama, me beijando. O que você realmente quer, Dulce?–desviei o olhar e depois tornei a olhá-lo.

–Eu já disse antes.–falei firme.

–Mas você não quer ir embora! Você me ama! 

–Amo mais a mim!

–Tudo bem... mas está aqui, totalmente vulnerável a mim.–fiquei em silêncio. –Eu só quero que você se decida. O que vai fazer de verdade? Eu preciso que me diga se eu devo tentar te esquecer ou não.–eu pensei por alguns longos segundos antes de responder àquilo. 

–Eu lutei muito por você, pra manter o nosso amor. Mas... cansei. Eu já te disse!–ele assentiu. 

–Eu só queria ter certeza. Você sabe que não poderá resistir a mim, não é? 

–Mas, eu vou! Isso que aconteceu agora, foi algo isolado, não significa nada! 

–Não?–ele pareceu se ofender. –Como quiser, Dulce. Saiba que eu vou lutar com todas as minhas forças pra tirar você da minha cabeça. Não é isso que você quer?–senti ele começar a apertar os meus braços e o medo me invadiu. Eu arregalei os olhos, então, ele suspirou e relaxou suas mãos. –Me desculpe por isso. Eu voltei a fazer terapia, vou mudar. 

–Assim espero.–falei ainda nervosa.–Agora, poderia por favor me deixar ir?–ele rolou para o outro lado da cama. Nós nos olhamos por alguns instantes. –Seja lá qual for o rumo que a sua vida irá tomar, te desejo boa sorte.

–Digo o mesmo.–falou com lágrimas nos olhos. 

Levantei da cama e, sem olhar para trás, eu saí do seu quarto e voltei para a sala. Flora estava brincando com Bela. 

–Mama!–Bela disse ao me ver. Eu a peguei no colo. 

–E então? Vocês se acertaram?–perguntou Flora. 

–Não...

–É definitivo?

–Sim. 

–Ôh...–ela sorriu de leve. –Me desculpe por ficar feliz com isso. 

–Tudo bem. Devo imaginar que você seja aquela com quem ele tentará me esquecer.–forcei um sorriso. 

–Sim. E espero que ele me ame tanto quanto eu o amo. 

–Bem... boa sorte. 

Peguei a bolsa com as coisas da Bela, fui até meu carro e a coloquei na cadeirinha no banco de trás. Antes de entrar no banco do motorista, eu olhei para a janela do quarto dele. Ele estava lá, me olhando. Nos encaramos uma última vez e eu entrei no carro e comecei a dirigir. A medida que eu ia me afastando da casa dele, podia sentir as lágrimas insistirem cada vez mais a saírem dos meus olhos. E então, eu não as contive. Chorei quase o caminho inteiro até a minha casa. Bela me olhava com curiosidade como se quisesse entender toda a situação. Parei na garagem da minha casa e antes de sair do carro, peguei meu celular e o cartão de Xavier e disquei seu número. Depois de chamar três vezes, ele atendeu. 

–Senhor Xavier?–falei. 

–Eu mesmo.

–Sou eu, a Dulce. Acho que já sei uma forma do senhor comprar o quadro exclusivo. 

–Ótimo!–comemorou. –E como seria? 

–Jante comigo hoje à noite, só isso. E por favor, não me questione. 

–Ah... tudo bem. Passo na sua casa às 20:00 horas. 

–Combinado! 

Respirei fundo, peguei Bela e saí do carro. Se Christopher seguiria em frente, eu também faria o mesmo. Não é que eu queira dar o troco ou nada do tipo. Simplesmente vou fazer algo que me faça bem. Esquecer ele era o melhor a se fazer agora.

 

.......



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