História Dangerous World - Capítulo 9


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Categorias Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Crystal Reed, Danai Gurira, Lucy Hale, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Glenn Rhee, Jessie Anderson, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Ação, Andrew Lincoln, Crystal Reed, Daryl Dixon, Drama, Rick Grimes, Romance, Terror, The Walking Dead
Visualizações 57
Palavras 4.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello Hello amores, tudo bem com vocês?

Primeiramente eu sei que demorei quase DOIS MESES para atualizar DW mas eu tenho uma justificava! Minhas aulas, semanas de prova, trabalho, tudo junto e ai sabem como é! As coisas ficaram corridas!!

Mas agora, eu estou DE FÉRIAS FINALMENTE e posso atualizar com mais frequência, essas férias vão me ajudar muito! Então tenham paciência e não abandonem a mim e a Dangerous World okay?

Vamos falar do capítulo então:

♕ Essa é a segunda parte de "A queda dos muros de Alexandria" então como eu havia dito anteriormente, vão ser três partes e cada uma delas começando com um flashback da Anne.

♕ No flashback deste capítulo, vamos retratar a primeira briga da Anne e do Rick! E como o próximo capítulo será o último desse especial, eu vou deixar a critério de vocês a escolha do próximo flashback: Vocês querem saber a origem dos pesadelos da Anne ou querem ver como foi o primeiro beijo do nosso casal? É da escolha de vocês!

♕ Vamos conhecer um pouquinho mais dos pais da Annelisse nesse capítulo, vamos conhecer a profissão deles, e saberemos também o nome da mãe da Anne (deixarei o nome da atriz que a interpreta nas Notas Finais), eu também pretendo aprofundar um pouco mais a relação da Anne com os pais, então talvez, a gente tenha um Bônus futuramente...

♕ Teremos muita fofura Annelisse x Rick e me desculpem qualquer errinho!!

Boa Leitura ♡

Capítulo 9 - A queda dos muros de Alexandria (Parte II)


Fanfic / Fanfiction Dangerous World - Capítulo 9 - A queda dos muros de Alexandria (Parte II)

"Nós encontraremos um jeito. E se não encontrarmos, eu ainda estarei aqui com você"

                                   ☆★☆

Prisão-Geórgia.

|| Annelisse Argent ||

"O sol brilhava forte naquela manhã, todos na Prisão estavam trabalhando ou entretidos com alguma tarefa, mas eu não fazia nada, apenas os observava da pequena janela que havia em uma das torres da Prisão. Quando eu me refiro ao fato de não fazer nada, eu realmente não estava, eu estava de vigia e estava tudo extremamente calmo, o que me deixava bem surpresa.

Eu me distraia analisando uma das minhas flechas, apesar de estar usando o arco para vigiar, havia um rifle ali comigo também, em caso de um possível ataque do Governador, estávamos espertos, ele não dava notícias desde o ataque surpresa que ele armou, então nós também andávamos em ovos desde então.

Meus pensamentos cessaram quando braços firmes me puxaram da janela, tirando minha bela visão de pessoas se divertindo e trabalhando, mas quando eu me virei, a visão foi definitivamente melhor.

—Você não estava cuidando do chiqueiro dos porquinhos?-questionei a Rick, que me encarava com um sorriso nos lábios.

Mas momentaneamente seu semblante mudou.

—Queimamos o lugar, tiramos os porcos dali e queimamos o lugar-ele respondeu.—Talvez assim, podemos evitar uma contaminação.

—Contou a Carl que se livrou da porquinha dele?-questionei.

—Eu disse pra vocês dois não se apegarem naqueles porcos-ele disse, sério.

—Estamos no fim do mundo Rick, eram porquinhos bonitinhos, se apegar foi inevitável, num mundo de caos, esses porquinhos eram uma das coisas boas que ainda restaram-falei.

—Mesmo assim, vocês sabiam que eles eram comida, mas parece que os perdemos para uma doença misteriosa-ele respondeu.

—Viu! Até você está triste pela morte dos porquinhos, agora se quiser me fazer companhia, sente por ai, eu tenho que fazer minha vigia, logo meu turno acaba, eu to morta de sono-falei e voltei a me apoiar na janela.

—Passou a noite aqui?-ele perguntou se sentando em um colchão pequeno que havia ali.

—Troquei com Daryl as três da manhã-respondi.

—Hum-ele disse apenas.

Rick e eu havíamos iniciado um relacionamento há algumas semanas, há um mês e meio pra ser exata, as coisas corriam muito bem, mas ninguém, sabia, apenas Carl, que nos pegou no flagra, o garoto levou o relacionamento pro lado bom, até mesmo brincou que seu pai não ia mais lhe encher o saco, eu como um ótimo exemplo de pessoa, dei risada ao invés de dizer que aquilo não era legal. Tentávamos na maioria do tempo ser discretos, achávamos que ainda não estava na hora, queríamos ver no que aquilo daria, se não desse certo, o escândalo não seria enorme.

—Deita aqui, eu assumo a vigia pra você, te acordo quando a outra pessoa que irá trocar com você chegar-ele disse.

—Sério?! Já disse que você é incrível?-perguntei com um sorriso, caminhando até o pequeno colchonete.

—Hoje?-ele questionou, com um sorriso.—Ainda não.

—Então estou falando agora-eu sorri e me deitei, a seu lado, ele cuidadosamente, colocou minha cabeça deitada em seu colo, já que mesmo com aquele colchonete, não tínhamos travesseiros ali.

Ficamos em pleno silêncio, eu fechei meus olhos e respirei fundo, apesar de estar cansada, não conseguia pegar no sono, talvez fosse por causa de meus medos, aqueles pesadelos, sempre me perseguindo, sempre me lembrando de minha culpa.

"Você é a culpada, você nos matou...", eu via os mesmos olhares perdidos, brancos e sem vida, meus pais, as pessoas que sacrificaram tudo por mim durante toda minha vida e eu não consegui fazer o mesmo afinal.

—Está inquieta, algo te incomoda?-Rick perguntou, passando a mão por meus cabelos.

Eu nunca toquei naquele assunto com ninguém, nem mesmo com ele, eu ainda não me sentia bem pra falar.

—Nada não, estava só pensando-respondi, com um sorriso forçado.

—Em que?-ele perguntou, curioso.

—Você ainda não me deu um beijo de bom dia, sabia disso?-zombei e ele sorriu.

—É um problema que podemos resolver, neste instante-ele sorriu e me beijou.

Um beijo calmo, gentil e doce, que em simples minutos, se tornou algo feroz, com desejo, foi necessário que eu me levantasse para ajustar melhor o beijo, mas estava bom, muito bom, bom até demais...

—Parece que a torre está ocupada, Glenn-a voz de Maggie se fez presente.

Eu dei um grito de susto e me afastei de Rick, até onde eu lembrava, quem devia trocar de turno comigo era a Michonne e não Glenn e Maggie.

—Maggie?! Glenn?! O que fazem aqui?-questionei, nervosa.

—Michonne saiu em ronda com o Daryl, pediu para a gente assumir o turno dela, mas as coisas aqui parecem que estavam boas não?!-a malícia em sua voz, era bem clara.

—Não é nada disso que vocês estão pensando-Rick disse, ajustando a camiseta.

—Ah não?! E vocês dois quase se despindo significa o que?-Glenn entrou na onda da esposa.

—Se falarem alguma coisa, corto a língua de vocês e jogo para os zumbis-eu apontei para os dois, ameaçadora.

—Nossa, ela tá bravinha, não falaremos nada Anne, o segredo de vocês está seguro conosco-Maggie zombou, mas dopois prosseguiu um pouco mais séria, olhando para Rick.—Se machucar minha amiga, eu te castro, que fique claro.

Rick, meio chocado, apenas encarou Maggie e assentiu, eu corei e a morena se aproximou de mim.

—Vamos dar uma voltinha Anne querida, Glenn, meu amor, eu volto já, boa vigia rapazes-dito isso, Maggie saiu, me levando junto com ela.

Maggie me encheu de perguntas, desde quando estávamos juntos, como aconteceu, porque o segredo, me perguntou se Carl já sabia, resumindo, Maggie me fez um questionário.

—Meu deus Maggie-eu comecei a rir.—Calma! Eu vou te dizer como aconteceu e então resumo os fatos, okay?

A morena assentiu e fez um sinal para que eu começasse a falar.

—A gente saiu em uma busca, tivemos alguns contratempos e então brigamos, eu comecei a falar demais, até xinguei ele de alguns nomes nada educados, então foi do nada, ele me beijou e eu cedi, depois disso, as coisas aconteceram-eu dei ombros.

Mas Maggie não parou por ai, ela queria saber detalhe por detalhe, e se eu não respondesse, ela surtaria de fato. Mas interrompendo nosso assunto, ouvimos uma mulher gritar, desesperada.

—Meu filho!

Maggie e eu olhamos na direção em que a mulher olhava e logo arregalamos os olhos, havia uma criança fora das grades da prisão, e zumbis iam até ele, o garoto estava assustado e muitos moradores se aproximavam.

—Merda!-gritei e Maggie e eu começamos a correr em direção a grade, que tinha um pequeno buraco.

—Cuida da criança que eu pego os zumbis-Maggie gritou e eu assenti.

Nós corremos e passamos pelo buraco da grade, eu avancei em direção ao garoto e o ergui nos braços antes de um zumbi o pegá-lo, retirei minha faca do cinto e acertei o morto. Maggie me dava cobertura enquanto eu corria em direção as cercas, assim que me aproximei das cercas, coloquei o garoto lá e corri, voltando a ajudar Maggie com os zumbis.

Haviam muitos deles, eu olhei em direção as cercas, Rick, Glenn, Carl e Beth se aproximavam com armas nas mãos, os guardas das cercas tentavam a todo custo chamar a atenção dos mortos, mas não funcionava de forma alguma.

—Se abaixa!-eu gritei para Maggie, quando Rick, Glenn, Carl e Beth, começaram a disparar contra os mortos.

Nós duas nos jogamos no chão até os disparos acabarem, então nos levantamos, estávamos sujas de sangue, terra e grama, um bom banho viria acalhar naquele momento. Quando Maggie e eu retornamos para a parte de dentro, a mãe do garoto que fugiu nos agradeceu em lágrimas, nós duas nos limitamos apenas a assentir e depois voltar para nosso caminho, mas não escapamos do sermão.

Glenn foi em direção a Maggie, começando a falar várias coisas para a esposa, o quão perigoso era e que deveríamos ter chamado ajuda, Carl e Beth foram guardar as armas e Rick, como o esperado, veio no meu pé.

—Sabe o quão perigoso isso foi?-ele me perguntou, enquanto entrávamos no refeitório.

—Era uma criança e uma mãe desesperada, eu não ia largar uma criança indefesa lá fora-respondi seca, e caminhei até um balcão onde Carol estava.—Carol, me arruma uma água por favor.

Ela assentiu e disse que já voltava, enquanto isso, eu foquei na minha pequena discussão com Rick.

—Era perigoso, devia ter pedido ajuda de um dos guardas das cercas, você e Maggie não dariam conta sozinhas-ele disse, firme.

—Rick, os guardas já perderam créditos, quando deixaram uma criança abrir um buraco na cerca-respondi, firme também.

—Eu resolverei isso, mas ainda sim Annelisse, devia ter pedido ajuda de alguém-ele disse.

Carol voltou com minha água e eu agradeci, bebendo tudo num gole só, ela me sorriu e levou o copo de volta. Rick falava um enorme sermão, o qual a maioria eu ignorava, até ele me chamar de irresponsável mimada.

—O que disse?!-eu me virei lentamente.

Tendo conciência de que estávamos no meio do refeitório, eu tentei ao máximo, manter minha calma.

—O que você escutou-ele respondeu, carrancudo.

—Escuta aqui seu xerife de araque, fale assim comigo de novo e eu te faço conhecer a fúria de uma Argent-ameacei. —Larga do meu pé, inferno.

Eu definitivamente tinha perdido minha paciência, Rick tinha conseguido acabar com ela, respirando pesadamente eu comecei a seguir rumo a saída, até ouví-lo me chamar.

—Annelisse!

—Porque você se importa tanto, Rick?!-eu me virei, mas sem coragem para encará-lo, eu lhe dei as costas novamente.

—Porque eu me importo porra! Eu me importo com você sua teimosa cabeça dura, eu me importo demais, eu gosto de você pra valer, Argent-ele gritou, a plenos pulmões.

Meus olhos arregalados me entregaram por completo, meu coração disparou, ele estava sendo sincero, Rick e eu estávamos juntos de forma "oficial", mas a atração já havia aparecido a muito tempo, eu já estava na Prisão a muito tempo, tempo o suficiente para que eu conhecesse as pessoas ali, um pouco da história delas, um pouco de cada uma delas, especialmente ele. Ciente de que as pessoas estavam ali nos olhando, eu não tive reação, aliás, eu tive várias, raiva, felicidade, euforia, mais raiva, é eu estava confusa.

—E você só diz isso agora?! Gritando a plenos pulmões?! Seu ogro!-eu retruquei, sabe, uma mulher gosta de declarações assim, mas quando elas vem com mais calma.

Ele deu passos largos até mim, me trazendo para perto e me deixando próxima a ele.

—Não me importa, eu disse, e digo de novo se quiser, eu me importo, gosto de você, a quero pra mim, não quero outros caras olhando pra você, como se no fim do dia fossem levá-la para a cama, eu não quero dixar que escape-ele disse, toda sinceridade estava ali, presente.

—Eu digo o mesmo pra você, partilhamos do mesmo sentimento."

                                  ★☆★

•Agora•

-Zona Segura de Alexandria, Virgínia-

|| Annelisse ||

Os grunhidos, eram altos.

Haviam mortos por todos os lados, eles caminhavam sedentos pela carne humana, seus olhares perdidos e sem vida, era doloroso, pois para alguns poderiam haver conhecidos ali.

—Annelisse-Rick me gritou, me arrancando de meus pensamentos.

Naquele mesmo momento, eu puxei uma faca de meu cinto, não conseguiria empunhar meu arco e flecha agora, então fui com a faca mesmo, acertei um zumbi que se aproximava de forma certeira, então assim, voltamos a correr. Rick sacou sua arma e começou a disparar, acertando alguns zumbis, enquanto eu gritava para aqueles que estavam próximos.

—Corram pra suas casas, vão agora-eu gritei e algumas pessoas começaram a correr.

Ajudei Rick a eliminar aqueles que se aproximavam demais, mas as coisas estavam saindo do controle, nós não daríamos conta.

—Rick! Annelisse!-ouvimos a voz de Deanna, se aproximar.

O que ela fazia aqui?

—Você precisa ir pra casa, agora!-Rick gritou pra ela, enquanto acertava mais um zumbi.

—Nós todos precisamos voltar-ela gritou, acertando um zumbi várias vezes, mas sem conseguir matá-lo.

Eu puxei uma flecha e arremessei na direção do morto-vivo, fazendo com que ele caísse.

—Deanna, precisa ir, agora!-eu gritei, preocupada com a mais velha.

Ela não pareceu me escutar, pediu por ajuda quando dois zumbis foram pra cima dela, a derrubando, em cima de uma coisa afiada, que danificou sua perna.

—Deanna-chamei, em desespero.

—Eu tiro ela de lá, me dá cobertura-Rick gritou, me jogando sua arma, eu a peguei e voltei a disparar.

—A Maggie, onde diabos ela está?-gritei, temendo por minha amiga.

—Ela subiu na torre, vamos sair daqui-ele gritou e pegou Deanna, enquanto voltávamos a correr pelas ruas.

Uma horda gigante nos seguia, logo vimos Michonne, Ron, Carl e Padre Gabriel virem ao nosso encalço, eu e Michonne íamos na frente, acertando os zumbis que apareciam, enquanto os outros iam mais atrás, ajudando Rick com Deanna. Mas a merda só piorou quando outra horda cruzou com a gente, Michonne e eu fomos obrigadas a recuar, todos fomos, até que disparos foram feitos e parte do nosso caminho foi limpa, lá estava Jessie.

—Venham, eu estou com a Judith-ela gritou e nós corremos em direção a casa da mesma.

Assim que entramos, Michonne, Carl e Ron começaram a bloquear a porta, enquanto Gabriel, Rick, eu e Jessie seguimos direto para o andar de cima, colocar Deanna na cama, a mulher agonizava e murmurava palavras desconexas, Rick então ergueu a blusa da mesma e vimos uma mordida no quadril.

—Mas que porra!-eu exclamei, nervosa.

—Temos que parar o sangramento da perna dela, ou vai piorar e ela vai morrer logo-Jessie disse, aflita.

—Annelisse-Rick disse.—Sabe cuidar disso certo?

—Rick, eu cursei Pedagogia e não Medicina, não faço idéia de como parar uma hemorragia-falei, ou melhor eu quase gritei.

—Você me disse que seus pais eram médicos, eles devem ter te ensinado algo-ele disse.

Realmente, eu havia vindo de uma família de médicos, meus pais eram médicos, meus tios eram médicos, mas eu decidi tomar um rumo totalmente diferente. Tentei me lembrar de algo, para minha sorte, consegui lembrar de algumas coisas que minha mãe havia me dito na adolescência.

                                  ★★★

"—Para fazer uma sutura no caso de uma emergência, você precisa de uma linha, uma agulha de preferência esterilizada, álcool para limpar o local e muita calma, eu vou te ensinar o nó simples, assim não ficará tão confusa, ah e lembre-se, estanque o ferimento até receber os materiais de sutura-minha mãe sorriu.

Alice Marshall-Argent me olhava com um sorriso nos lábios, minha mãe era uma médica extremamente habilidosa, talvez se um dia eu seguisse a carreira dela, esperava ser extremamente talentosa igual a ela.

Pegando um objeto para teste, minha mãe começou a sutura.

—Vamos lá, preste atenção. É necessário introduzir a agulha perpendicularmente à estrutura suturada, a quantidade de tecido englobada pela agulha deve ser semelhante em ambas as bordas da ferida para assegurar uma aproximação adequada-ela disse e eu assenti, decorando cada palavra.

—Certo mãe."

                                   ★★★

—Okay, eu preciso de uma agulha limpa, álcool e uma linha-falei, respirando fundo.

Eu comecei a pressionar o machucado de Deanna, quanto menos sangue ela perdesse, melhor.

—Rick-eu chamei baixo e o homem logo aproximou-se.

—Annelisse, se acha que não consegue tudo bem eu posso...

—Não seu idiota, não é isso. O garoto, o Sam, o quarto dele está aberto e ele está olhando pra cá, não é bom para uma criança ver isso-murmurei.

—Certo, okay-ele disse e se levantou, indo fechar a porta do quarto de Sam.

Enquanto o xerife se encaminhava diretamente para o quarto de Sam, eu observei a mordida no quadril de Deanna, eu sabia que ela não sobreviveria, que ela iria sofrer e aquilo me doía demais. Deanna havia perdido o filho, o marido, agora a comunidade e a vida, conter as lágrimas foi impossível.

—Anne, aqui o que você pediu-Jessie apareceu, com tudo o que eu havia pedido.—Eu esterelizei com álcool, acho que ajuda.

—Ajuda muito, agora vem me ajudar aqui, pressiona a perna da Deanna, eu vou preparar tudo-falei e ela assentiu, começando a pressionar o machucado.

Eu limpei minhas mãos com o álcool e respirei fundo, minhas mãos ficaram levemente trêmulas, devido ao medo, mas eu não podia deixar aquilo me abalar, pelo menos não agora.

"Você é uma Argent, desde quando os Argent tem medo de alguma coisa? Seja firme mulher", pensei comigo mesma, me obrigando a ter concentração.

—Vamos começar isso, Deanna, vai doer-falei para a mais velha, que assentiu agonizando.

Rick retornou e parou ao meu lado, então eu comecei a sutura, Deanna gritou, gritou e gritou até que eu finalizei a sutura, minha respiração estava acelerada e meu coração batia rápido, pelo menos eu havia conseguido.

—Você conseguiu Annelisse, já não precisa mais se preocupar-Rick disse, calmo.

Jessie se levantou e saiu, ela disse que iria ajeitar as cortinas, quanto menos atenção a gente chamasse, melhor.

—A situação lá embaixo?-perguntei-lhe.

—Temos que achar uma saída ou vamos morrer aqui-ele disse, firme.

—Acredite, morrer não está nos meus planos, pelo menos não agora-eu falei firme e me levantei.

Eu segui direto para o corredor, esbarrei com Michonne, ela tentou me dar um sorriso, mas saiu como uma careta tensa, eu sabia exatamente como ela se sentia, todos estávamos tensos demais. Entrei em um dos quartos e comecei a ajeitar as cortinas, assim como Jessie começou a fazer, eu precisava ocupar minha cabeça com alguma coisa.

—A febre já começou-eu ouvi a voz de Rick e me virei para ver o mesmo escorado no batente da porta.—Ela não tem muito tempo.

Eu me virei e assenti, focando na janela.

—Ela sabe como aconteceu não sabe? Tudo isso aqui-ele se aproximou.

—Sabe sim-respondi apenas.

—Droga, ela tá fazendo piadas-ele disse e eu notei, a culpa que ele carregava na voz.

—Rick-eu toquei seu rosto.—Ela não teria corrido, não é sua culpa, não é culpa de ninguém, foi o destino e nós vamos ter que aceitar porque o destino não muda.

—Temos comida o suficiente para aguentar por um tempo, eles vão se acumular depois em uma só área, e quando isso acontecer eu tento chegar no arsenal e os Afasto daqui-ele disse.

—Eu não vou deixar você ir sozinho, sabe disso-respondi, firme.

—Eu sei, vou levá-la comigo, afinal se eu não levar você me acha de um jeito ou de outro-ele disse e eu assenti.

—Exato.

Antes que um de nós dois falasse mais alguma coisa, Jessie apareceu na porta do quarto aflita.

—Anne, Rick, Carl e Ron estão trancados na garagem, eu não consigo abrir-ela disse, aflita.

Rick e eu mal nos olhamos e saímos em disparada para o andar térreo de casa, Jessie nos guiou até a porta que levava a garagem e nós começamos a bater na porta.

—Carl, Carl abra a porta-gritei, batendo.

—Carl-Rick chamou, batendo na porta também.

—Ron, filho abre essa porta-Jessie gritou.

Ouvimos barulhos de coisas quebrarem, foi ai que nos desesperamos mais, eles não abriam a porta e haviam coisas quebrando ali.

—Carl, abre logo isso-gritei, assustada.

—Ron, meu filho-Jessie gritou.

—As duas, para trás-Rick mandou e retirou sua machadinha do cinto, comecando a acertar a maçaneta da porta.

Jessie e eu nos afastamos e Rick conseguiu abrir a porta, Carl e Ron estavam em uma situação nada boa, os zumbis haviam conseguido quebrar uma outra porta que havia ali, eles iriam invadir o andar debaixo em breve. Rick tirou Carl e Ron de lá e fechou a porta, a segurando e logo Jessie e eu fomos ajudar. Ele se afastou e Jessie e eu continuamos a segurar.

—Saiam as duas-Rick gritou se aproximando com Gabriel e um sofá.

Jessie e eu saímos e eles colocaram o sofá na porta, ainda segurando.

—A gente precisa de mais, sem fazer barulho-ele disse e todos assentiram.

—Vou ver o que eu consigo-disse Michonne, recuando.

—Eu vou com ela-Gabriel disse e foi junto.

—Eu vou também-Carl disse.

—Hey-Rick chamou o filho.—O que aconteceu lá?

—A gente derrubou uma prateleira procurando ferramentas-ele disse e eu sabia, que era mentira.

—Mesmo?-Rick perguntou.

—Ouvimos gritos-Jessie disse.

—Ron viu quando arromabram o portão, a gente precisou correr, foi isso que aconteceu-Carl disse.

—Tem uns móveis no quarto da minha mãe, a gente pode trazer-Ron disse para Carl, que assentiu.

Eu esperei o loiro subir e me afastei da porta onde estavam Rick e Jessie e quando Carl passou por mim eu segurei seu braço.

—Ele pode ser filho da Jessie, mas se tentar te machucar como tentou naquela garagem, eu não vou me segurar-eu falei e o garoto assentiu, subindo logo em seguida.

                                ◆◆◆

—Mas que merda! Eles entraram-ouvimos o grito de Michonne.

Novamente nós fomos para o andar debaixo, ela e Gabriel seguravam alguns móveis na porta da frente, não íamos aguentar por muito tempo, tínhamos que achar uma solução, aquilo era um fato.

—Mas que caralho-eu gritei, ajudando-os a segurar os móveis.

A porcaria só piorou quando os zumbis quebraram a outra saída, estávamos ferrados definitivamente.

—Todo mundo pra cima-Michonne gritou, sacando a espada.

—Vão pro andar de cima, agora!-gritei, pegando meu arco e indo ajudar Michonne.

—Michonne, Annelisse, o sofá, vamos usar para bloquear a escada-Rick gritou, vindo na nossa direção.

Nós puxamos o sofá e recuamos, fechando a escadas e observando os zumbis que se acumulavam.

—Eu pego o da frente e você o que esta logo atrás-Rick disse para Michonne.—Vamos precisar de no mínimo dois.

Então, ele acertou o primeiro zumbi.

                                 ◆◆◆

Eu não tinha compreendido o plano de Rick até que aqueles dois zumbis foram mortos, nós iríamos nos camuflar, usar o cheiro deles para camuflar o nosso, era uma ideia boa, mas nojenta.

—Vamos precisar de lençóis, o suficiente para todos-Rick gritou, trazendo um corpo.

—Lençóis pra que?-Jessie questionou.

—Vamos todos para o arsenal, vamos estripar os mortos, nos cobrir com o sangue deles, assim eles vão achar que somos iguais-Rick disse, sacando um canivete.

—E-Eu vou falar com a Deanna-murmurei e sai de lá.

Eu sabia que Deanna não iria conosco, eu sabia que o destino dela havia acabado quando ela foi mordida, então eu queria me despedir, eu queria falar com ela uma última vez, mesmo que eu me recusasse a acreditar.

—Oi querida-ela disse fraca, quando me viu entrar no quarto.

—Oi Deanna-murmurei e me ajoelhei a sua frente.—N-Nós vamos sair, quer ir conosco? Nós podemos dar um jeito, eu posso falar com o Rick, nós....

—Querida, acabou para mim, eu fui mordida e só os atrapalharia, vá com eles, salve sua vida e sobreviva, querida-ela disse, sorrindo fraco.

Lágrimas vieram e eu não fiz questão de segurá-las, Deanna havia me acolhido desde minha chegada aqui em Alexandria, ela me tratou como tratava os filhos dela.

—Eu falo com o Rick, não precisa ser assim Deanna, por favor-eu deixei um soluço sair.

—Eu preciso que vá querida, eu preciso que fique viva para ajudar Rick a cuidar deste lugar, ele prefere agir antes de pensar, mas você é cautelosa, formam uma boa dupla, eu preciso de você viva para ajudá-lo a tomar conta daqui-ela disse, serena.

—Rick e eu, nós não...

—Vocês se amam querida, eu vejo isso quando ele te olha, quando ele se preocupa com você, Reg e eu éramos assim, ele te ama e demonstra isso sem medo, eu não conheço a história de vocês, mas sei que o sentimento é recíproco-ela disse, calma.—Me prometa, se conseguirem você dará uma chance sim? Nós só vivemos uma vez querida.

—Deanna...

—Você foi uma filha que eu nunca tive, quando chegou aqui, eu vi o quanto sofreu lá fora, você é como minha filha querida, então eu preciso que vá e fique viva, prometa para mim-ela disse, séria.

—E-Eu prometo-sussurrei.

—Vá, eles estão se preparando, eu vou ficar bem minha querida-ela sorriu e se ergueu um pouco, beijando minha testa de forma fraterna.

Eu soltei mais um soluço e lhe dei um beijo na bochecha, Deanna sorriu pra mim uma última vez, antes que eu saísse do quarto e assim que saí vi Rick.

—Vem cá-ele murmurou e me abraçou.

Eu chorei, chorei como uma criança e ele estava lá, me amparando, ele estava lá comigo, me acolhendo em seus braços.

—Ela era minha segunda mãe-sussurrei.

—Ela vai ficar bem, meu anjo-ele disse, carinhoso.

Eu não soube o que dizer, mas eu estava triste, parte de mim lamentava intensamente a perca de Deanna.

—Nós temos que ir, vem, vamos cobrir você-ele murmurou e me guiou até o quarto onde todos se arrumavam.

Quando chegamos no quarto, Jessie e Sam tinham uma pequena conversa, Rick me entregou um lençol, eu agradeci e comecei a me camuflar, era nojento? Era! Mas era necessário.

—Rick-eu chamei.

—Oi?-ele se virou.

—A Judith, como faremos com ela?-perguntei.

—Eu vou levá-la comigo-Carl respondeu, enquanto Rick se aproximava do berço para pegar a menininha.

Depois de Rick voltar com Judith e entregá-la para Carl que a colocou por baixo de seu lençol, então Gabriel se aproximou de Rick.

—Eu não vou desistir, eu não vou fugir lá fora, não importa o que aconteça-ele disse determinado.

—É, eu sei-Rick respondeu apenas e nós saímos do quarto.

Eu olhei uma última vez para o quarto de Deanna que tinha a porta fechada, algumas lágrimas quiseram vir, mas eu as afastei e foquei no caminho que teríamos que seguir. Todos nós descemos as escadas em fila indiana, Rick desbloqueou a escada e fomos todos calados e sem chamar atenção, assim fomos até o lado de fora.

Quando chegamos lá vimos o caos por completo, haviam zumbis ali, muitos zumbis, todos tomamos coragem e respiramos fundo, estava na hora de começar. Senti uma mão áspera se juntar a minha, era a mão de Rick, todos nós demos as mãos, eu segurei a mão de Carl, Jessie segurou na mão do filho mais novo e assim fomos até que todos estivessem com as mãos entrelaçadas.

Então nós descemos as escadinhas da varanda e começamos a passar pelos mortos, em silêncio e calmos, até que Sam, começou a chamar por Jessie.

—Mãe? Mamãe?

 "Nas horas difíceis, jamais abaixe a cabeça, porque a solução para o seu problema não está no chão, e sim na sua determinação"


Notas Finais


Então??? Gostaram?

Annelisse bancando a mãezona com o Carl...toda preocupada!

Quem chorou com a despedida da Deanna e da Anne?? Foi só eu?

Rick e Anne, como não amar né??

Eu espero que sim, digam o que acharam, eu vou ficar imensamente feliz, então não se esqueçam de dizer o que acharam!! E perdão por qualquer errinho

E ai, estão prontos para a próxima parte?

É isso meus anjos, até a próxima atualização ♡


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