História Dangerously - Capítulo 11


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Simón
Visualizações 117
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leituraaaa

Capítulo 11 - Essa música é pra você


Simon nem olhou na minha cara no dia seguinte, o que já imaginei que aconteceria. A nossa viagem de volta foi ainda mais silenciosa que a ida, o que eu achava que seria impossível.

Tudo que me restava era uma dor de cabeça dos infernos e um aperto no coração que parecia estar prestes a me sufocar. Eu nunca havia desistido de nada na vida, muito menos sem lutar, mas não me parecia justo lutar pelo namorado da minha prima. Nada do que eu estava fazendo era justo, principalmente sabendo tudo que ela já havia passado. Principalmente sabendo de tudo que eu mesma havia passado.

Lembrei de Benicio, lembrei de Emília. De como eu me senti, de com foi descobrir. De ver todos que me conheciam com pena de mim... Balancei a cabeça involuntariamente, como se tentando afastar os pensamentos. Eu me recusava a encarar os fatos, encarar que eu havia me tornado aquilo que eu mais odiava.

A verdade era que eu bem queria voltar pra Buenos Aires, eu queria poder ficar em Nova Iorque, longe de Simon, sem ter que encarar minha prima... Mas seria estranho eu não voltar, Luna ainda contava com a festa na casa em Cancún e com o tanto que eu já havia feito de errado, pelo menos isso eu tinha que fazer por ela.

O pessoal queria fazer uma festa pra comemorar e eu sinceramente já estava saturada de festas. Só queria ficar no meu canto e dormir.

- Você não vai mesmo? -Luna entrou no meu quarto.

- Sem condições pra mim hoje. -forcei uma risada. – Tomei um porre louco ontem e ainda tô de ressaca hoje.

- Normal você de ressaca! -Minha prima disse em tom de brincadeira e eu acabei rindo.

- Idiota! -mostrei a língua e ela riu. – Mas falando sério, eu tô morta.

- Âmbar, eu acho lindo o que você tá fazendo pelos meninos, de verdade. -Minha prima disse e eu sorri sem graça.

- Eles são talentosos, só dei um empurrão! – falei e foi a vez dela de sorrir.

- Ai, Âmbar! Eu queria falar uma coisa. -Luna soltou, como sempre fazia depois de resistir muito tempo em me contar uma coisa. Ela nunca foi boa em esconder segredos. – O Matteo me ligou ontem.

- Ele o quê? -arregalei os olhos. – Assim, do nada?

- Não... As vezes a gente conversa por mensagem. – Ela fez uma careta e eu olhei de cara feia pra ela.

- Você acha que é errado eu ser amiga dele? – ela me perguntou, ainda com a mesma careta, como se estivesse sentindo dor. – Perdoar ele depois do que ele me fez.

- Luna, o tempo passa, as pessoas mudam. -suspirei, tinha que ser imparcial naquela situação. – Não acho errado vocês serem amigos, muito menos acho errado vocês perdoá-lo, até porque perdoar nunca é um erro.

- Eu não confio em mim quando o assunto é ele! -Luna me olhou triste.

- Ei, vem aqui! -abri os braços, e ela correu até mim pra me abraçar, já chorando.

- Eu amo Simon, de verdade. – ela fungou, a confissão me atingiu como um tiro de consciência pesada. -Nunca pensei que amaria outra pessoa depois de Matteo, mas eu o amo. Não quero correr o risco de perder ele por uma história mal acabada.

- Bem, como você mesma acabou de dizer, é uma história acabada. Poder até ter sido mal acabada, mas é uma história acabada. -me forcei a dizer isso. Parte de mim, a parte egoísta, queria dizer que Matteo era o amor da vida dela e que se ela sentia que podia tentar outra vez com ele deveria tentar, mas isso não era justo, não era o certo a se dizer.

Enquanto Luna estava ali nos meus braços, chorando dizendo amar o homem com quem eu havia dormido duas noites atrás, eu me sentia sem dúvida a pior pessoa do mundo.

[...]

Eu não queria sair de casa, mas depois de uma sessão de chantagem de Luna e uma promessa de que teria karaokê, acabei cedendo. Ainda assim, não quis me arrumar demais, vesti um vestido branco rendado, calcei uma bota cinza e deixei meus cabelos ondulados soltos. Fiz uma maquiagem leve, peguei uma bolsa bege e pronto.

A comemoração seria no Jam and Roller, Juliana ia aproveitar a carona dos meninos e lucrar bastante aquela noite, nada esperta.

- Amiga, quanto tempo! – assim que entrei, fui recebida por Delfi com um abraço caloroso.

- Que saudades de você! -meu sorriso ao ser abraçada por ela foi automático.

- Oi, Luna! – ela virou-se para minha prima e a cumprimentou.

- Oi, Delfi! – ela sorriu. Elas deram uma abraço também. – Você está linda!

- Obrigada, você também! – ela respondeu sorridente.

- Agora só falta a namorada de Nico para fechar aqui o encontro das garotas dos caras da Roller band. – falei brincando e elas riram, mas quase mordi minha própria língua só de pensar que aquilo significava mais do que elas haviam entendido. Ou na verdade não, afinal eu não podia me classificar como “garota do Simon”. Depois do que eu havia feito, era capaz de ele fingir nem me ver a noite toda.

- Parece que ele é a Jim terminaram pra valer dessa vez. – Luna disse com a expressão triste. – É uma pena, porque eles passaram muito tempo juntos e pareciam se gostar de verdade.

- As vezes acontece né, olha eu e Gastón! -Delfi disse pensativa. Ela e meu produtor haviam ficado um bom tempo juntos e aí acabou.

- Mas depois de términos complicados, vem coisas boas. -tentei dar uma animada e fazer aquele climão passar. – Olha, agora você tem o Pedro.

- Falando de mim? – Meu Deus, de onde esse garoto surgiu? Não faço a menor ideia. Mas ele abraçou Delfi por trás e deu um beijo em sua bochecha. – Oi, meninas!

- Juro que só coisas boas! – Ela respondeu e eu e Luna rimos, cumprimentando Pedro de volta em seguida.

Não demorou para que Nico e Simon chegassem também. Simon fez questão de agir como se eu fosse invisível ali, mas eu já esperava. Aos poucos outras pessoas foram chegando, cumprimentei e conversei com vários conhecidos da minha época de Blake, ou de patinação.

- Oi, Nina! -uma das melhores amigas da minha prima chegou.

- Oi, Âmbar! – Ela sorriu tímida. Nina sempre foi bem tímida, então nunca falei muito com ela. A pessoa com quem ela realmente se abria era minha prima. Mas preciso ressaltar que o tempo fez muito bem, ela estava linda.

Ela e Luna começaram uma conversa calorosa, enquanto eu conversava com Delfi e Pedro. Nico e Simon estavam no palco arrumando os instrumentos pra apresentação deles que seria no fim da noite. Apesar do meu incômodo com a presença de Simon devido a tudo que aconteceu, a noite não estava sendo de todo ruim.

- E o karaokê, me prometeram que teria? – perguntei para Pedro.

-E tem né, só falta o primeiro corajoso. – ele riu. – geralmente ninguém quer ser o primeiro, mas depois que um vai, os outros se sentem mais a vontade.

- Ainda bem que eu estou aqui pra ser a primeira! -pisquei, fazendo Pedro e Delfi rir.

Eu sei que não deveria fazer o que fiz, mas não conseguia mais ficar daquele jeito com Simon, não depois do que aconteceu entre a gente, não depois da forma que nos entregamos um pro outro. Enquanto ia em direção a parte livre do palco, meus olhos se encontraram com os dele. Ao ver a lista de músicas disponíveis, eu soube que aquela música era a explicação que eu deveria dar.

Peguei meu celular e enviei uma mensagem “Essa música diz tudo que eu queria dizer. Essa música é pra você”.


Notas Finais


Vamos aguardar a música que ela vai cantar ahshshs


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