História Dangerously - Capítulo 9


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Categorias Fifth Harmony, The Walking Dead
Personagens Camila Cabello, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Lauren Jauregui, Maggie Greene, Rick Grimes
Tags Camren The Walking Dead
Visualizações 38
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu peço que me desculpem por toda a ausência, após retomar minha rotina, eu só penso em dormir nas horas vagas e só tenho os finais de semana para fazer alguma coisa para vocês): Perdoem-me e espero que gostem

Capítulo 9 - Prison


Fanfic / Fanfiction Dangerously - Capítulo 9 - Prison

Passava-se um mês desde o acidente com Brian. Nós tentamos nos alojar em um só lugar, mas isso me parece impossível. Fora Norcross, tentamos mais uma vez uma estadia em Lawrenceville, mas uma pequena horda nos forçou a fugir. Não temos balas e corpo a corpo com eles além de cansativo é perigoso. Enquanto isso, eu estava afastada do grupo para caçar algum animal e treinava Jason escondido deles.

— Você pode meter a barra de ferro em uma linha reta na altura dos pés. É o mesmo truque do chute no joelho, mas com o que está em suas mãos. Quando ele cair, enfie em seu crânio. Tente. — fui sua modelo e assim que ele encostou a barra em meu tornozelo, cai de joelhos no chão imitando um andarilho. Ele riu e roçou a ponta da faca em minha testa. Jogou a mesma no chão e me abraçou, jogando seu corpo todo para cima do meu e me fazendo cair por completo no chão. 

Um dos motivos que eu esteja tão próxima a ele é para tentar amenizar a falta que a Camila de verdade o faz sentir. Já me perguntou milhares de vezes por que ela o trata mal, responde e não dorme mais com ele como antigamente. Eu mudei muito depois da morte de Brian. Desde aquele dia algo em mim despertou; uma sede de vingança. De tentar protegê-los a todo custo. Eu nunca contei a ninguém, mas em uma de minhas saídas para procurar alimentos, eu matei um sobrevivente sem pestanejar. Eu mirei, apertei o gatilho e voltei para eles com a cara limpa e feliz por ter roubado as coisas que ele carregava. O pior de tudo é que não me sinto culpada por isso.

— Lolo... — disse apontando para um cervo. Seu olhar se demonstrava encantando. Sorri para ele e levantamos discretamente, começando a andar por uma trilha de trem. 

—  Nós teremos que matá-lo, amor... — sussurrei afagando seus cabelos.

— Essa pode ser nossa única refeição. — murmurou cabisbaixo. — Eu entendo... Só queria que tivéssemos algum animal de estimação. E ele é lindo! — sua expressão era única. Pura e inocente, como alguém que acabou de descobrir uma das coisas mais bonitas do mundo. Eu sentia dó por ele. 

— Um cervo não pode ser um animal de estimação. Mas eu prometo que quando eu achar um cachorrinho perdido, vamos ficar com ele, ok? — levantei e tirei a faca do cinto. Olhei para ele e ele fez um movimento positivo com a cabeça. Eu não podia errar. 

Segurei à faca próxima a cabeça e sua lâmina apontava para frente. Respirei fundo e joguei a faca na direção daquele animal com agilidade. Ela atingiu sua barriga e ele fez um barulho horroroso. Jason estava chorando e após engolir em seco, corri o mais rápido para perto dele. Segurei seu corpo caído no chão e após desvencilhar a faca de seu estômago, encostei a ponta da mesma na cabeça do cervo. O olhar de dor que a criação da natureza transmitia para mim cortava meu coração. Abaixei e afundei a cabeça em seu corpo, respirando fortemente para não perder a calma. Virei o rosto para os lados para ter uma breve visão de onde estávamos e se pelo barulho do cervo, ninguém foi atraído. Na minha direita, algo me chamou atenção. Como não chamaria? 

— Jason, venha cá. Agora. — ele se movimentou e me alcançou limpando as lágrimas das maçãs das bochechas. 

— Não me diga que vamos entrar lá. — disse chocado. 

— Você acertou. — sorri de orelha a orelha. 

Descemos um pequeno desfiladeiro e ficamos escondidos atrás de algumas árvores. Havia muitos deles. Céus, como havia. Observei todos os locais possíveis para entramos e não vi opção a não ser cortar as grades. Era uma prisão. Uma enorme prisão. 

— Me empreste o alicate e os fios que estão na sua mochila. — pedi e ele abriu a mesma me entregando ele. — É o seguinte, nós vamos correr até lá rápido e sem chamar atenção. Você corta as grades enquanto eu fico na sua retaguarda e assim que entrarmos, fazemos uma cruzilhada com os fios para nenhum deles entrar mais. — expliquei o plano para ele. 

— Mas tem muitos, Lauren, eu não vou conseguir... — ele murmurou desesperado. 

— Claro que vai. Eu vou estar logo atrás de você, eu prometo. — beijei sua testa e ele me olhou por alguns segundos. Agarrou o alicate e os fios e se levantou, fiz o mesmo segurando a barra de ferro em uma mão e a faca em outra. — Corre. — bati em suas costas e após alguns segundos de exposição do mesmo, saí de dentro daquela mata tendo no campo de visão o que teríamos que enfrentar. 

O real perigo estava lá dentro, mas isso também era fácil. Pelas grades, poderíamos matá-los e avançar para o próximo espaço com a mesma técnica. A parte de fora era o mais difícil. Enfiei a faca no crânio de um deles que se aproximou muito de Jason e assim que chegamos perto das grades, deixei o mesmo fazendo seu trabalho enquanto eu lidava com os malvados. Batia nos pés deles com a barra e rapidamente acabava com três deles quase que instantaneamente, enfiando a faca na cabeça de um e o ferro na de outro. Em alguns momentos de desespero, pisei nos mesmos, descontando toda minha raiva e frustração juntamente com minha perna. 

— Lo, venha! — ele gritou e eu corri até a abertura na grade. Foi difícil passar por ali, afinal, ele havia feito muito pequeno, mas deu tudo certo no final. Passamos o fio por cada buraco de ambos os lados da cerca e cruzamos como se costurássemos o arrombo que fizemos. Assim que terminamos, um andarilho se jogou com tudo na nossa improvisada, me fazendo agarrar o Jason e cair para trás de susto. 

— Pelas grades, amor. Mate-os pelas grades. — orientei e chamei a atenção de todos eles. Em poucos segundos teríamos um dos trabalhos mais cansativos da vida. Jason enfiava a ponta do ferro pela brecha que a cerca tinha e impulsionava para frente, matando um deles de forma rápida. Eu a mesma coisa com a faca. Assim que terminamos com os que estavam do lado de fora, me aproximei de Jason. — Um de nós tem que voltar para onde o grupo está pra trazê-los aqui. O que acha?

— Eu estava com medo, mas... Eu não estou mais com medo. — sorriu para mim e apertei seu nariz. 

— Não saia daqui por nada no mundo. Dentro dessas grades você está seguro. — o alertei e desfiz o nó dos fios. 

— Eles vão saber que você me ensinou a matar eles. — disse engolindo em seco. Era verdade. Deixar o Jason ali era horrível, mas deixá-lo por conta própria sozinho na floresta era pior. 

— Eu fiz um favor a eles. — pressionei os lábios. — Lembra onde deixamos o cervo, certo? — perguntei e ele assentiu. — Teremos um banquete hoje à noite. — saí de dentro das grades, observando ele refazer todo aquele trabalho de novo e ficar encolhidinho sem fazer barulho. 

Virgínia, alguns minutos depois

— Você o quê? — Camila rosnou me dando um soco no rosto. Já era o terceiro seguido por um gancho no queixo que me deixou tonta. 

— Ele está seguro, porra. Agora eu quero que vocês venham agora ver o que achamos. — ordenei e James olhou para mim curioso. 

— O que é? — indagou. 

— Uma prisão. — sussurrei respirando fundo e cuspindo sangue. — Caralho, vocês sabem o quanto de coisa pode ter numa prisão. — olhei para ele e meu pai por alguns segundos. Camila não se encaixava na frase, mas quem não sabia da quantidade de alimento, arma e medicação não poderia haver num lugar daqueles? 

— Como chegamos lá? — meu pai se intrometeu pegando as chaves do carro. 

— Tem outra forma de ir de carro, mas demorará mais. — afirmei. 

— Ótimo, você é a única que sabe o caminho e agora temos que decidir entre ir com você e salvar aquela criança rapidamente, ou levar nosso carro e demorarmos uma eternidade! — Camila partiu pra cima de mim novamente, sendo segurada por James logo em seguida.

— Jason precisa estar preparado pra esse mundo, Mila... — me direcionei até o carro abrindo a porta do banco do passageiro. — Ele precisa estar preparado para quando a gente morrer. — meu pai ligou o carro e aguardei pelos dois. Guiei sua direção e, mesmo não tendo a fé muito grande, orei em silêncio para que o universo fizesse aquela tentativa dar certo.

Quando alcançamos pelo campo de visão toda aquela fortaleza, procurei por Jason no lugar onde ele havia ficado. Ele não estava lá e isso foi me dando um desespero interno horrível. Descemos do carro e corri até o arrombo na cerca que havíamos feito juntos. 

— Onde ele está? — ela murmurou desesperada. 

— Não me estressa, porra. — disse ríspida e passei por dentro. Rapidamente, comecei a andar pelo primeiro corredor onde havia deixado Jason matando os mesmos pela cerca. Para minha surpresa, um alaranjado diferente me chamou a atenção logo no final dele. Outra encruzilhava de fios, mas dessa vez, ela estava ao lado de um enorme buraco, como um sinal. Um baque surdo de corpos caindo soava um pouco longe de nós. Olhei para todo o campo e, para a minha surpresa, Jason estava distante de nós com a barra de ferro na mão e continuando a matar os mesmos da forma que eu expliquei. 

Camila olhou para mim horrorizada e gritou por Jason. Ele parou o que estava fazendo na hora e correu até nós, passando por outro buraco na cerca até chegar ao corredor onde estávamos. Eles se abraçaram e o garoto estava coberto de sangue. 

— O que você estava fazendo? — Camila tirou uma toalha da mochila passando pelo corpo pequeno do rapaz. Ele cheirava ruim. 

— Não! Não faça isso, não me limpe. — se distanciou de nós e eu me perguntei internamente o que teria acontecido nas duas horas que eu passei longe dele. — Lolo, eu entrei no campo depois de matar alguns deles para atraí-los para a cerca e eles não me notaram. Eles olharam para mim e não fizeram nada. — sorriu e passou por entre os buracos na cerca novamente. Virei a cabeça para trás e silenciosamente, fiz gestos para que seguíssemos ele. 

O último deles dava no campo que estava lotado de andarilhos. O arrombo estava aberto e sem nenhum fio. 

— Jason, feche isso! — peguei mais um ramo de fios da minha mochila e ele colocou a mão sobre o meu braço. 

— Preciso que vejam isso. — sua expressão doce e brincalhona ultrapassou para o campo junto com seu corpo. Ele se colocou ao lado de um andarilho e Camila mordeu a própria mão para não gritar. 

— Lauren... — seus olhos se encheram de lágrimas.

— Ele sabe o que está fazendo. — Jason era novo demais para cometer um suicídio daqueles. Era apenas uma criança. O pior é que ele não estava perto de nós. Ele estava justamente no meio de todos os andarilhos que estavam no campo. 

Ele andava entre eles, se movimentava como eles e o mais chocante de toda aquela situação: ele não era notado por eles. Jason descobriu, de alguma forma, que se encher de tripas dos mesmos te tornava um deles. Sorri entendendo exatamente o que ele queria passar para todos nós. 

Ele era um gênio aprimorado e uma máquina de sobrevivência. 


Notas Finais


Eu AMEI escrever esse capítulo pela aproximação que a Lauren tem do Jason e pelo extinto materno que a Camila tem por ele também, e vocês? Gostaram?


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