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História Dangers back - 2 temporada - Capítulo 21


Escrita por:


Capítulo 21 - "I owe you big time.



Kelsey P.O.V.
“Ouvi dizer por aí que és um comedor exigente.” Sorri enquanto me sentava na cama à frente dele. Enrolei uma perna debaixo do meu rabo enquanto me inclinava para a frente, tirando os recipientes dos invólucros de plástico e colocando-os na bandeja em frente do Justin. “Eu acho que as enfermeiras até o escreveram nos gráficos.” Ri-me, observando enquanto ele erguia as sobrancelhas e os seus olhos se fixavam na comida.
“Oh a sério?” Perguntou provocativamente, a sua língua traçava o seu lábio inferior numa maneira simples que fez o meu estômago dar cambalhotas.
“Sim, a sério.” Sorrindo, tirei o garfo de plástico do respetivo saco, colocando-os ao lado da comida. “Eu ia cozinhar para ti para pensei que provavelmente seria mais saudável e seguro se eu trouxesse algo que irias realmente comer.” Pondo alguma comida no garfo, debrucei-me sobre a bandeja, levando-a até à boca aberta de Justin enquanto ele colocava o pedaço de galinha na sua boca.
“Conseguiste dormir um pouco?” Justin perguntou com as sobrancelhas levantadas, a sua boca cheia de comida.
Revirando os olhos, fiz uma careta. “O que é que te deu sempre a pensar em mim numa cama?”
Sorrindo, Justin abriu a boca indicando que queria mais.
Franzindo os lábios, prendi o riso, dando-lhe mais comida. “Eu sei que isto não é o jantar mais romântico do mundo mas,” Encolhi os ombros. “eu sinto que temos algumas coisas a celebrar.”
Engolindo, Justin assentiu. “Concordo.” Lambendo os lábios, ele sorriu. “Parece bom, cheira ainda melhor.” Debruçando-se para agarrar no garfo, eu bati-lhe na mão, fazendo com que ele a afastasse.
“Não, não, não.” Repreendi, na brincadeira. “Esse é o meu trabalho.”
“Oh, então agora tu vais alimentar-me?” Ele lutou contra o sorriso pateta que acabou por se revelar enquanto ele me olhava divertidamente.
“Exato.” Agarrando em alguma massa com galinha, introduzi a comida na boca do Justin que gemeu em satisfação da comida deliciosa que ele estava a comer.
“Devia magoar-me mais vezes.” Gozou, olhando-me cautelosamente enquanto eu congelava por momentos.
“Na verdade, isto só vai acontecer uma vez, então não te habitues.”
“Hum, podes dar-me um guardanapo?”
Agarrando num que estava perto de mim, larguei-o na mão esticada de Justin, observando enquanto ele limpava os lábios antes de agarrar no outro saco que continha o outro garfo, abrindo-o e tirando alguma comida do recipiente. Inclinando-se, ele apontou-o para os meus lábios. “Diz ‘ah’ babe”
Cruzando os braços contra o peito, abanei a cabeça. “O que é que eu te disse? Há uma razão para eu não te deixar alimentares-te, porque raio, em nome de Deus, é que eu ia deixar-te alimentares-me?”
Revirando os olhos, Justin aproximou o garfo aos meus lábios. “Limita-te a comer.”
Franzindo os lábios, relutantemente, fiz o que ele disse, não querendo testar a paciência dele e acidentalmente subir a sua pressão sanguínea. “És tão irritante.”
“Sou mas tu amas-me, agora pára de falar e come.” Colocando uma garfada cheia na minha boca, engoli suspirando pesadamente.
“Hey, só porque estou a dar-te comida não quer dizer que tinhas de parar de fazer o mesmo por mim.” Sorrindo, Justin riu-se enquanto eu me atrapalhava na bandeja para encontrar o garfo dele.
“És uma completa criança.” Deitei a língua de fora enquanto ambos trocávamos comida, alimentando-nos um ao outro ao mesmo tempo.
Atrapalhando-se com a comida, Justin deu-me um olhar incrédulo. “Diz aquela que acabou de me deitar a língua de fora, ok.” Rindo, ele mastigou silenciosamente enquanto se encostava às almofadas, os seus olhos fixos em mim, sem dizer uma palavra.
“O que foi?” Lambendo os lábios, eu toquei nas minhas bochechas. “Tenho alguma coisa na cara?”
“Não.” Ele sorriu. “És perfeita.”
Mordendo o interior da minha bochecha, desviei o olhar, sentindo as minhas bochechas aquecerem com o seu olhar quente, as suas palavras doces giravam em torno da minha cabeça.
Não interessa quantas vezes é que ele me elogia, nunca me irei habituar. É sempre como se fosse a primeira vez.
“O que é que estás a pensar?”
Olhando-o nos olhos, senti o meu estômago vibrar com infinitas borboletas. “Só como algumas coisas nunca mudam.”
Levantando o canto da boca, Justin inclinou-se, roçando os dedos contra as minhas bochechas vermelhas, o seu toque enviando-me ondas elétricas pelo meu corpo. “A quem o dizes.” Balbuciou, deixando a sua mão descansar no meu pescoço por um bocado antes de a puxar de volta.
Inclinando a cabeça para o lado, dei-me conta do seu pateta, alegre comportamento, e pensar que apenas há alguns dias atrás ele estava pálido e sem vida. “Podes prometer-me uma coisa?”
Lambendo os lábios, algo brilhou intensamente nos seus olhos cor de avelã mas desapareceu tão depressa quanto apareceu, deixando a questionar o que eu tinha visto embora não tenha demorado muito até o pensamento desaparecer da minha mente. “Não faças nada estúpido quando saíres daqui.”
“Kelsey…”
“Eu conheço-te Justin e eu sei como é que a tua mente funciona. Estás zangado e eu percebo isso mas por favor, só… não deites tudo fora por nada. A polícia consegue tratar facilmente do Cole, se os deixares fazer o trabalho deles.”
Prendendo a mandibula firmemente, para quê, eu não fazia a mínima ideia mas eu rezei para que ele não levasse o que eu disse para o lado errado e por uma vez, o tivesse em consideração e me ouvisse.
“Ouve-me.” Procurando pela minha mão, eu coloquei-a no calor da sua, vendo como elas se entrelaçavam numa só perfeitamente. “Eu não te quero a preocupares-te com os meus negócios, ok? É por isto que eu mantenho certas coisas para mim. Eu sei que eu acabar alvejado foi uma chamada de atenção para o quão letal esta vida pode ser mas eu preciso que esqueças isso e me deixes fazer aquilo para o que fui treinado.” Acariciando o meu queixo, agarrou-o com força para que os meus olhos não desviassem dos seus. “Eu tenho coisas mais importante na minha cabeça do que ir atrás do Cole. Se quero matar o filho da mãe? Não fazes a menor ideia mas eu não vou deixar a minha raiva assumir o controlo da minha linha de raciocínio. A minha prioridade principal és tu e a tua segurança. O Cole será tratado a seu tempo mas por agora, eu só quero concentrar-me em mim, em ti… em nós.” Apertando a minha mão, ele deu-me um olhar tranquilizador. “Achas que conseguimos fazer isso?”
Mordendo o lábio, inclinei-me para a frente, capturando os lábios dele nos meus. “Sim, acho que conseguimos.” Murmurei uma vez que me afastei, porém, mantendo-me perto.
“Ótimo.” Beijando-me o nariz, beijou-me a testa várias vezes antes de me deixar voltar à posição em que estava antes. “Agora que acabámos com isso…”
“All I wanna do is love your body.
Oooooooh oooh oooh oooooh.
Tonight's your lucky night, I know you want it.
Oooooooh oooh oooh oooooh.”
Clareando a minha garganta desajeitadamente, dei ao Justin um sorriso fraco enquanto ele me olhava com as sobrancelhas erguidas, claramente divertido. “Ugh, dá-me um segundo.” Atrapalhando-me na cama, vasculhei na minha mala, encontrando o meu telemóvel. Desbloqueando-o, pressionei-o contra a minha orelha sem ver quem era. “Estou?” Sentando-me cuidadosamente no fundo da cama do Justin, eu franzi as minhas sobrancelhas esperando que a outra pessoa falasse.
“Kelsey?”
“Dennis?” Olhando para o Justin, ele atirou-me um olhar interrogativo como se perguntasse porque é que ele estava a ligar ao que lhe respondi com um encolher de ombros, visto que nem eu mesma sabia. “O que se passa? Estás bem?”
“Sim, estou bem; eu só preciso de um enorme favor.”
“O que passa?” Inclinando-me sobre a cama do Justin, peguei no garfo, espetando nela alguma salada antes de dar ao Justin que avidamente aceitou.
“Bem, a mãe está a trabalhar e o pai deixou-me aqui esta manhã. Era suposto ele vir-me buscar mas eu acho que ele ficou retido por alguma razão ou coisa assim e eu não tenho maneira de ir para casa.”
“Claro.” Murmurei com raiva.
“Estava a pensar se podias levar-me a casa.”
“E os teus amigos?”
“Já se foram embora.”
“Já tentaste ligar à mãe ou ao pai?”
“Sim e nenhum deles atende. Eu teria apanhado o autocarro mas eu esqueci-me do passe em casa. Podes vir, por favor? Estou gelado.”
Suspirando, contemplei o Justin que me deu um olhar compreensivo.
“Espera só um bocado.” Cobrindo a parte de baixo do meu telemóvel, mordi o lábio. “O Dennis precisa de boleia da escola para casa.”
“E então? Vai buscá-lo. Eu fico bem.”
“Mas…”
“Kelsey.” Justin avisou severamente. “Ouve-me só por uma vez. O teu irmão precisa de ti. Eu não vou a lugar nenhum tão cedo.” Gesticulando à sua volta com os braços abertos, ele suspirou. “Como já deves ter reparado. Vou estar aqui quando voltares.”
Relaxando os meus ombros, eu suspirei. “Não acredito que queres tanto que eu me vá embora.”
“Não é isso, Kelsey.” Abanando a cabeça, ele afagou-me o joelho gentilmente. “Preocupas-te demasiado às vezes. Pelo menos desta maneira já sabes como eu me sinto quando tenho que me ir embora por causa dos negócios. Não é porque eu quero ir é porque o trabalho tem que ser feito.”
Destapando o meu telemóvel, eu segurei-o contra a minha orelha uma vez mais, sabendo que ele tinha razão. “Estou aí dentro de 5 minutos.”
“Ok, obrigado Kelsey, fico a dever-te uma.”
“Sim, sim, eu sei. Espera na entrada, estarei aí o mais rápido que puder.” Desligando a chamada, atirei o meu telemóvel para dentro da minha mala depois de me levantar para a agarrar. Vestindo o meu casaco, eu fui até ao Justin. “Vejo-te mais tarde. Tenta não sentir muito a minha falta.” Rindo, eu beijei-o gentilmente antes de me afastar.
“Hum.” Lambendo os lábios, ele sorriu. “Vou tentar.”
Abrindo a porta, eu estava prestes a fechá-la atrás de mim quando o Justin me interrompeu.
“Leva o Spencer contigo.” Franzindo as sobrancelhas, um pensamento veio-lhe à cabeça. “A propósito, onde é que está esse filho da mãe?”
“Ele foi à casa de banho depois ao café como lhe pedi porque eu queria ficar um bocadinho a sós contigo.” Escovando o meu cabelo para trás das minhas orelhas, eu dei-lhe um sorriso fraco. “Ele tentou recusar mas eu ameacei dar-lhe uma joelhada onde o sol não brilha por isso…” Encolhendo os ombros despreocupadamente, encostei-me à porta.
“Tu adoras fazer isso, não adoras?” Justin olhou-me divertidamente, referindo a vez em que eu o tinha feito ao Cole.
“Só quando necessário.” Acenei com a mão em desdém. “De qualquer maneira, eu vou ter de ir a casa e levar o meu carro porque o Dennis não sabe de nada disto e eu não quero alertá-lo.”
“O Spencer leva-te.” Interrompeu.
“Não.” Disse, irritada. “O Spencer não me vai levar. O que é que te faz pensar que ter o guarda-costas comigo vai torná-lo menos percetível? Ele vai suspeitar, além disso, eu gostaria de ter algum tempo a sós com o meu irmão visto que a minha visita com ele não correu exatamente como planeado…” Olhando para o seu peito coberto de ligaduras, Justin sugou as suas bochechas, lutando contra o impulso de discutir comigo.
Correndo uma mão pelo cabelo, estremecendo com o puxão repentino, o Justin deixou-a (mão) cair ao seu lado enquanto encolhia os ombros. “Como queiras. Mas volta antes do pôr-do-sol e certifica-te que ligas ao Spencer e lhe dizes quando voltas para que ao menos vocês se possam encontrar num lugar qualquer. Ok?”
Lutei contra o impulso de protestar, sabendo que isto parte da minha vida agora e eu tinha que lidar com isso de alguma maneira. “Ok.” Murmurei. Enviando-lhe um beijo, despedi-me dele antes de sair pela porta.
Tirando o meu telemóvel da mala mais uma vez, marquei um número recente.
“Yo.” Ele chilreou.
“Vai ter comigo à porta da frente, há uma coisa que eu preciso de fazer e visto que não posso ir a lado nenhum sozinha, vou precisar que tu me leves.”
“É para isso que cá estou.” Spencer riu-se. “Já lá vou ter.”
Justin P.O.V:
Quando tive a certeza que a costa estava livre e a Kelsey se tinha ido embora, agarrei no meu telemóvel, marcando o número de Bruce. “Ela já saiu, podes entrar agora.”
Fechando o telemóvel, fechei os recipientes da comida, colocando-os para o lado e assim que o fiz, o Bruce entrou, certificando-se que a costa estava livre antes de trancar a porta atrás dele. “O que aconteceu?”
“O Cole fez-me uma visita surpresa, ameaçou matar-me e tê-lo-ia feito se a Kelsey não tivesse entrado no momento certo e dado cabo do canastro dele.”
“Que porra queres dizer com ele ameaçou-te? Onde raio é que estavam as enfermeiras e merdas dessas quando ele andou a passear-se por aí armado?”
“Ele não estava armado. O filho da mãe tinha a merda de uma almofada com ele. Ele ia sufocar-me como o maricas que todos sabemos que ele é. Ele não tem coragem para me matar de outra maneira. Ainda não percebi porque é que ele veio para aqui mas eu vou acabar com ele de uma vez por todas.”
“Justin.” Pressionando a ponta dos dedos contra as têmporas, Bruce esfregou-as descontroladamente, sabendo onde é que eu queria chegar com isto.
“O Cole está a começar a tornar-se um problema e nós temos ter que o resolver mas…” Levantando a mão, silenciando Bruce antes que ele tivesse a hipótese de dizer uma palavra, dei-lhe um olhar penetrante, indicando-lhe que ainda não tinha acabado de falar. “Vamos fazê-lo à minha maneira.”
“Bieber…”
“É a minha vez de falar agora, não foste tu que levou um tiro por isso eu sugiro que cales a porra da boca e me deixes explicar-te tudo antes que te passes.”
Vendo-o enrolar as mãos em firmes punhos, eu sorri sabendo que o tinha irritado.
“Agora, não vamos pegar em armas e a matar o filho da mãe a torto e a direito tanto quanto eu quereria. Vamos deixá-lo pensar que ele ganhou. Vamos deixá-lo prosperar na sua glória, falar a merda toda que ele quiser, deixar os Snipers desfrutar desta suposta vitória e quando ele menos esperarem, nós entramos.” Sentando-me direito, olhei-o. “Vamos ter que ser espertos sobre isto porque eu não posso deixar que a Kelsey descubra nada disto.”
“Porra meu.” Bruce deixou sair uma respiração profunda enquanto sacudia a cabeça. “Matar o Cole não será um problema mas a última que lhe escondeste algo deste género…” Arrastando-se, ele franziu os lábios em descrença. “Ouve, eu não quero dizer-te como é que deves manter a tua relação viva…”
Encolhi os ombros. “Então não digas.”
Ignorando-me, Bruce continuou. “Mas já arriscaste demasiado Justin e de todas as vezes, ela tem-te aceitado de volta sem pensar duas vezes. Ela não aguenta muito mais. Queres mesmo fazer isto sem ela saber?”
Fazendo uma careta, olhei-o fixamente. “Desde quando é que a opinião dela é importante para a merda que nós fazemos? Nós matámos pessoas antes sem verificar se ela estava bem com isso ou não. O que é que faz diferença agora?”
“Faz uma enorme diferença porque ao contrário de antes, ela faz parte da nossa família agora. Se fores outra vez para a prisão, nós todos vamos estar na linha de fogo e eu não acho que ela seja capaz de continuar à espera. Estás a forçar os limites dela e não vai demorar muito até ela simplesmente não aguentar mais.”
“Ok, digamos que fazemos o que dizes e lhe dizemos que eu planeio matar aquele filho da mãe, e depois? Achas sinceramente que ela me vai deixar fazê-lo? Ela vai estar constantemente em cima de nós, a ver cada movimento que fazemos e acabar por arriscar a vida dela em conjunto com a nossa. O objecto de tudo isto é fazê-los pagar pelo que fizeram. Eu não quero que mais ninguém, especialmente aqueles que amamos se envolvam. A Kelsey sabe o suficiente para a manter a uma distância segura. Se largarmos a bomba agora, ela nunca o vai esquecer.”
“Ela também nunca te vai perdoar.”
“Eu prefiro perder parte da confiança dela do que arriscar que ela acabe morta porque fui burro o suficiente para a deixar participar nos nossos negócios.”
“E se a perderes em vez disso?”
Um silêncio pesado preencheu o ar, queimando os meus pulmões com sufocação repentina enquanto o pensamento invadia a minha mente. Ignorando o ribombar no meu estômago, eu olhei-o fixamente. “Podes ouvir-me só por uma vez na vida, porra?” Cuspi, claramente irritado. “Eu recuso-me a deixá-los viver tempo suficiente para acabarem o trabalho.”
Enfiando as mãos nos bolsos, Bruce olhou para longe momentaneamente, ponderando o que é que ia dizer a seguir mas ele sabia, mesmo que ele discordasse com a minha decisão, eu iria fazê-lo com ou sem o seu consentimento. Engolindo em seco com dificuldade, ele olhou para baixo, os seus sapatos chamando a sua atenção repentinamente. “Então, vamos mesmo fazer isto?”
Olhando para os lençóis enrugados nos meus pés, respirei fundo com a imagem da Kelsey a sorrir. “Sim.” Assentindo, agarrei os lençóis na minha mão. “Sim, vamos.”
Kelsey P.O.V:
Depois do Spencer me deixar em casa, rapidamente vasculhei nos meus bolsos, tentando encontrar as chaves. Destrancando as portas, instalei-me dentro do carro, deslizando a chave na ignição e trazendo o carro à vida.
Recuando para sair da garagem, eu comecei a acelerar pelas ruas, o Spencer seguia-me de perto enquanto conduzíamos, parando em todos os sinais de STOP e luzes vermelhas necessárias antes de chegar a um edifício bastante familiar que eu tinha, uma vez, chamado ‘escola’.
Deslizando até um lugar vazio perto da entrada, saí do carro, fechando a porta atrás de mim antes de contornar o carro. Erguendo-me nas pontas dos pés, eu vi o Dennis não muito longe de onde eu estava.
Prendendo a respiração na minha garganta, senti uma inquietação a apoderar-se de mim enquanto me aproximava do meu irmão mais novo. Virando o meu pescoço, assenti levemente para o Spencer que me fez um sinal de volta, levando o carro um pouco mais acima para que nada parecesse demasiado suspeito.
Esfregando as mãos, fui para o passeio que rodeava a escola inteira. Os meus saltos batiam contra o pavimento enquanto eu ia até Dennis que estava dobrado dentro do seu casaco, escondendo-se do clima severo mas para minha sorte, uma figura maior, muito maior estava à frente dele.
“Hey!” Gritei, apressando o passo, querendo chegar ao meu irmão a tempo. “Afasta-te do meu irm…” Congelando no lugar, dei alguns passos atrás em surpresa enquanto o estranho se virava, revelando-me o seu rosto. “Pa… Pai?”
“O teu irmão disse que estarias aqui mas eu não poderia acreditar se não o visse com os meus próprios olhos.” Apontando com o queixo para o ar, os seus olhos castanhos, aqueles que tanto se assemelham aos meus, olharam-me, mantendo-me congelada no lugar.
“Claro que vim por ele.” Murmurei, calada pelos ventos fortes que passavam pelo meu cabelo. “Ele é meu irmão.”
“E eu sou teu pai mas isso não te impediu de desobedeceres ou cortar o contacto pois não?” Cuspiu irritado.
“Eu não vim aqui para discutir.” Suspirando, corri os dedos pelo meu cabelo, afastando-o da minha cara. “Vim buscar o Dennis que obviamente foi uma perda de tempo visto que já estavas aqui.”
“Tudo para ti é uma perda de tempo quando é sobre a tua família mas Deus nos livre, se acontece alguma coisa a esse teu namorado. Tu matarias para te certificares que ele está bem mas e o teu irmão? Sangue do teu sangue? As pessoas que te conceberam?”
Separando os meus lábios, engasguei-me com as palavras dele. “Eu e a mãe estamos bem, o Dennis parece-me bem. Tu foste o único que me afastou.” Sussurrei. “Tentei explicar-te tudo mas tu não me quiseste ouvir. Estavas tão obcecado em ver o mal, nunca o bem e eu não consegui aguentar mais.”
“Então decidiste deitar a tua vida fora por um assassino a sangue frio que te deixou sozinha por anos? Alguém que te mentiu e que te enganou, que te deixou a cuidares de ti sozinha?” Rindo-se com humor, ele sacudiu a cabeça. “E agora o que te resta?” Ele fez um gesto em redor dele.
“Tenho muito mais agora do que quando comecei, isso eu te garanto. Sempre quiseste as coisas à tua maneira e no momento em que isso não aconteceu, tu viraste-me as costas. Se pelo menos abrisses os olhos e me ouvisses, entenderias…”
Levantando uma mão para me calar, ele deu um passo em frente. “Tu tinhas a tua vida toda planeada. Eras brilhante e esperta. Podias ter ido tão longe na vida Kelsey mas escolheste viver uma vida que vai acabar por te matar.”
“Pai…” O Dennis começou mas foi ignorado.
Fechando os olhos, pressionei os meus punhos contra os meus olhos, esfregando-os com raiva. “Tivemos esta discussão tantas vezes. Uma e outra vez, eu continuo a dizer-te que não é o que parece mas tu limitas-te a não me ouvir!”
“Parece-me que o teu namorado mata pessoas para viver e tu pareces estar bem com isso. Por favor, diz-me como é que isto pode estar remotamente bem?”
“Ele tem as suas razões.” Sussurrei.
“Eu tenho as minhas razões para muitas coisas mas não me vês a andar por aí a matar pessoas.”
Suspirando em frustração, bati com o meu pé no chão, algo que eu fazia quando eu era mais nova quando as coisas não corriam como eu queria. “Eu amo-o pai, porque é que não consegues aceitar isso e seguir em frente?” Atirando as minhas mãos para o ar, bati nas minhas coxas em frustração. “Eu sou tua filha, por amor de Deus!”
Uma gargalhada abafada foi emitida de dentro dele enquanto ele me olhava com uma expressão vazia. “A última vez que verifiquei, eu não tinha uma filha.”
“Do que é que estás a falar? Estou mesmo à tua frente.” Assobiei, não podendo acreditar na escolha de palavras do meu pai. “Eu estou mesmo à tua frente pai.”
“Não, a filha que eu criei e amei não teria feito isto a ela própria. Ela não teria arriscado tudo pelos desejos de um criminoso.”
Olhando-o boquiaberta, eu abanei a minha cabeça, não sendo capaz de acreditar no que estava a ouvir.
“Pai…” Dei um passo na sua direção que só o fez afastar-se mais de mim.
“Eu não sou teu pai!” Ele rosnou, surpreendendo-me. “E ele não é teu irmão.” Apontando para Dennis atrás dele, ele manteve os seus olhos em mim. “Porque a filha que eu criei…” Ele sussurrou com voz trémula que saiu dura como ele pretendia. “A irmã dele… morreu há muito tempo atrás.”
As suas palavras eram como uma faca no meu peito e isso chegou para me calar de vez. Eu não conseguia respirar, mexer-me ou pestanejar. Era como se eu estivesse congelada no mesmo sítio e tudo em meu redor estava a desvanecer-se na completa escuridão. Abrindo a boca, eu fechei-a, sem saber o que dizer.
“Eu espero que esse teu namorado tenha valido a pena.” O meu pai exclamou humildemente, os seus olhos escureciam. “Porque de agora em diante, estás morta para mim.” Empurrando-me enquanto passava e levando o Dennis abrigado pelo seu braço, ele começou a afastar-se de mim.
Lutando contra o aperto que tinha sobre ele, Dennis olhou para mim, comunicando com os olhos em nome do nosso pai que ele estava arrependido.
Fechando os meus olhos com força, as lágrimas que se acumularam na borda das minhas pálpebras caíram, rolando pelas minhas bochechas. Ofegante com a dor do que tinha acabado de acontecer, eu quase caí de joelhos enquanto eles cediam. Pressionando uma mão contra o meu peito, o ar frio queimou os meus pulmões quando entrou em mim.
“Kelsey?” Spencer perguntou silenciosamente. “Estás bem?”
Recusando-me a olhar para ele, limitei-me a abanar a cabeça. No segundo em que os seus braços entraram em contacto com o meu corpo, puxando para o seu peito, eu deixei tudo sair. Agarrando a sua camisola nas minhas mãos, comecei a chorar contra ele, a minha respiração estava irregular enquanto eu inspirava e expirava para me acalmar mas quanto mais tentava, mais falhava.
“Shhh.” Sussurrou ao meu ouvido, esfregando as minhas costas para cima e para baixo. “Está tudo bem, vai ficar tudo bem.”
“Não.” Choraminguei. “Não vai. Não vai nunca ficar tudo bem. Não interessa o que eu faço, alguém magoa-se no fim. Nunca posso ganhar.” Abanando a cabeça, desejei estar nos braços do Justin. Ele sabia sempre como me acalmar em situações destas e estar aqui, com o Spencer, não me pareceu bem.
Empurrando-o, tropecei nos meus pés. Secando as minhas bochechas, funguei o nariz, forçando-me a ir até ao meu carro, ignorando o olhar preocupado do Spencer enquanto tentava entender-me.
“Vamos.” Disse com voz rouca, querendo nada mais do que pôr-me a milhas daqui. Com as mãos a tremer, eu abri a porta do meu carro.
“Talvez devesses vir comigo, eu levo-te, e é muito mais seguro assim.”
“Não.” Assobiei. Eu queria estar sozinha e eu sabia que se eu fosse com ele, ele só tornaria tudo pior ao fazer perguntas. “Simplesmente vai.” Murmurei. Vendo enquanto ele lutava contra a sua consciência, ele deu um passo atrás, enfiando as mãos nos bolsos enquanto ia até ao carro dele, olhando para mim várias vezes enquanto o fazia.
Sentando-me cuidadosamente dentro do carro, eu lutei para virar o carro enquanto a minha visão ficava turva uma vez mais, as palavras duras do meu pai repetiam-se na minha cabeça uma e outra vez.
“Estás morta para mim.”
Abanando a cabeça, limpei o meu nariz enquanto saía do parque de estacionamento e entrava na estrada antes de sair da área locar e entrar na estrada principal.
Agarrando o volante nas minhas mãos, lutei contra as minhas emoções, mas nada do que eu fazia ajudava. Olhando para longe da estrada, vasculhei dentro da minha mala, procurando a única coisa que eu sabia que ia ajudar.
Agarrando o meu telemóvel, eu segurei-o contra a minha orelha depois de marcar o número.
“Olá?”
Estourando em lágrimas com o som da voz áspera de Justin, eu continuei a soluçar enquanto o Justin perguntava repetidamente o que se passava.
Justin P. O.V:
O Bruce e eu tínhamos acabado de rever o meu plano várias vezes, fazendo as mudanças e acrescentos apropriado antes de finalmente decidirmos oficialmente o que vamos fazer quando o telefone do quarto tocou.
Confuso sobre quem poderia ser, eu atendi. “Olá?”
De repente, eu ouvi alguém começar a chorar e eu soube em segundos quem era e o meu coração afundou até ao estômago. “Babe? O que se passa? Porque estás a chorar? Está tudo bem?” Sentando-me, a minha garganta secou com o som da vulnerabilidade dela.
A cabeça de Bruce ergueu-se quando ele ouviu as minhas inúmeras perguntas, os seus olhos arregalados com preocupação.
A Kelsey continuou a chorar enquanto lutava para dizer qualquer coisa mas nada do que ela dizia era compreensível. “Babe, eu preciso que te acalmes, ok? E conta-me o que aconteceu.”
“Eu… Dennis e… e ele…” Soluçando, Kelsey parou de falar para encontrar as palavras.
“Encosta o carro Kelsey e fala comigo.” Ordenei.
Barulhos foram ouvidos do outro lado enquanto o choro da Kelsey ficava mais confuso e eu sabia que algo muito grave tinha que se ter passado para ela ficar neste estado e matava-me não estar lá com ela. “Babe…” Antes que eu tivesse a hipótese de acabar a minha súplica, um suspiro foi ouvido em conjunto com uma buzina alta e um grito penetrante.
“Justin!”
O meu corpo foi sacudido para a posição vertical. “Kelsey!” 



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