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História Dangers back - 2 temporada - Capítulo 35


Escrita por: OneLoveOneheart

Notas do Autor


Espera-vos um capitulo cheio de emoções, minhas lindas! Aproveitem! ;)

Capítulo 35 - Im just about done with you.


Narrador:

Olhando para a morena deitada no seu estômago com o cabelo espalhado ao seu redor numa confusão amontoada enquanto ela dormia pacificamente, Justin sentiu a dor no seu peito crescer.

As palavras assustadoras da promessa que ele tinha feito pairavam no ar sufocando Justin cada vez que ele respirava, os seus pensamentos consumiam-no por completo.

Com nada a adornar-lhe o tronco, Justin arranhou o seu peito nu enquanto se levantava da cama, praguejando quando ela chiou antes de sair dos limites do seu quarto e descer as escadas que o levavam para a sala agora vazia.

Fazendo o seu caminho pelas portas do pátio que davam para o exterior pela cozinha, Justin saiu em direção ao ar fresco, deixando o frio, que lhe picava os pulmões, entrar.

Agarrando-se ao corrimão, Justin apoiou o peso do corpo nas mãos e olhou em frente, inspirando e expirando profundamente, tentando encontrar alguma coisa, qualquer coisa que lhe capturasse a atenção e afastasse os pensamentos que podiam muito bem acabar com ele se ele deixasse.

Justin tinha prometido uma coisa – mantê-la a salvo e agora começava a acreditar que já nem isso conseguia fazer.

Deixando a cabeça cair nas mãos, Justin limpou a frustração da cara e agarrou vigorosamente as pontas do cabelo, olhando para o céu e perguntando-se onde raio é que tinha tudo corrido mal.

“Não esperava encontrar-te aqui.” Justin nem sequer se incomodou em virar-se enquanto esfregava excessivamente o pescoço.

“Pois, bem, também não esperava ter que escolher entre a minha miúda e a minha mãe mas acho que merdas estranhas acontecem todos os dias.” Justin rosnou em resposta distraidamente, cerrando os olhos enquanto olhava para o céu escuro, amaldiçoando o dia em que se permitiu sentir alguma coisa por outra pessoa.

Talvez se ele tivesse apenas desistido há muito tempo, nada disto teria acontecido.

Talvez.

“Sei que neste momento estás zangado com o mundo mas descarregar em mim não vai mudar o que aconteceu.” Bruce ficou a meros centímetros de Justin, com as mãos enfiadas nos bolsos das calças. Círculos escuros eram evidentes por baixo dos seus olhos enquanto ele lutava exaustivamente a necessidade de rastejar de volta para a cama e dormir por toda a eternidade.

“Oh meu Deus.” Justin resmungou baixinho. “Isto parece um déjà vu.”

Bruce gargalhou. “Pergunto-me porquê.”

Justin dirigiu-lhe um olhar antes de relaxar, os seus ombros descaídos. “Eu já não sei o que fazer. Sempre que penso que vai ficar tudo bem, alguma coisa atravessa-se no meu caminho e relembra-me que nunca nada vai mudar – as nossas vidas são um pesadelo permanente.”

“Neste momento, nada do que eu diga ou faça vai fazer diferença porque tens razão.” Bruce admitiu e encolheu os ombros. “Mas não podemos ficar surpreendidos quando uma coisa destas acontece porque sabíamos que este era o nosso destino a partir do momento que desistimos. Desistimos das nossas vidas – desistimos da normalidade – no momento em que determinámos o nosso destino.”

“Eu não quero isto para ela.” Justin sussurrou. “Esta foi a minha decisão, as minhas escolhas… ela não devia ser castigas pelos erros que eu cometi.”

“Não foste o único a cometer erros Justin. Eu tenho a minha quota de falhanços. Não somos perfeitos. Crescemos e aprendemos com isso e seguimos em frente. Quanto mais tempo perderes a pensar que as coisas podiam ser diferentes; estás a deixar a tua vida passar por ti.”

“Que vida?” Justin riu amargamente enquanto gesticulava ao seu redor com os braços abertos. “Huh? Chamas a isto vida? Isto é um desejo de morte. Estamos basicamente a pedir a Deus para nos matar durante o processo de darmos os que amamos ao diabo.”

“Não podemos deixar de viver as nossas vidas porque temos medo do que vai acontecer. Independentemente de sermos um gangue ou não, há sempre a hipótese de no momento em que alguém sai à rua de ser atropelado por um carro ou de levar um tiro. Não podemos escolher o rumo que as nossas vidas tomam mas podemos tentar fazer algo de jeito com elas, porra. Estou cansado de ficar sentado à espera que esta merda acabe. Nunca vai acabar e já está mais que na hora de aceitares isso.”

“Eu já deixei de me importar com o que acontece há muito tempo. Podia morrer amanhã, não me importa, mas não vou ficar a ver a Kelsey a sofrer por causa das escolhas que eu fiz.”

“Acho que não percebes o tipo de miúda com que foste abençoado, Bieber.” Bruce abanou a cabeça, zombando levemente para ele mesmo. Fazendo um estalido com a língua no céu da boca, virou-se para olhar para o Justin. “Eu tentei convencê-la a não voltar para ti depois de teres sido preso.”

Os olhos de Justin escureceram momentaneamente e Bruce ergueu as mãos em rendição.

“Não foi por nenhuma razão em específico, mas porque eu sabia que contigo preso muitas coisas na vida dela iriam complicar-se. Estas coisas acontecem sempre ao nosso redor, os que amamos são levados em troca do nosso sofrimento. Estamos habituados a isso… ela não estava. Não da mesma maneira que nós, pelo menos.” Engolindo em seco, Bruce lambeu os lábios. “Dei-lhe uma enorme palestra sobre o quão perigoso és e o quão fodido é este estilo de vida e sabes o que é que ela me disse?”

Pressionando os lábios numa linha, Justin susteve a respiração enquanto olhava para Bruce, esperando interiormente que ele continuasse.

“Ela disse “Eu sei o que estou a fazer Bruce””. O sussurro de um sorriso apareceu nos seus lábios. “A Kelsey aceitou o risco porque para ela tu vales a pena.” Encolhendo os ombros desamparadamente, Bruce manteve os seus olhos fixos nos de Justin. “A pergunta chave aqui é, será que ela vale a pena para ti?”

“Que tipo de pergunta é essa?” Disparou Justin. “Claro que ela vale a pena para mim, porra. Ela é o meu mundo.”

“Então recompõe-te e concentra-te porque eu não vou ficar sentado a ver o Lyndon a mover-se no nosso território e apoderar-se do que nós trabalhámos tanto para conseguir. Para ele isto é tudo um jogo, ele quer poder sobre nós e agora ele sabe exatamente como nos pode afetar – especialmente a ti. A Kelsey é apenas a cereja no topo do bolo mas a tua família…”

“A minha família está fora do esquema de vez.” Justin interveio com uma expressão de pedra, todas as emoções que ele poderia ter sentido antes, tinham desaparecido. “Não vão voltar a magoar-se por minha causa.”

“Do que é que estás a falar?”

“Não te preocupes com isso.” Justin silvou quando interrompeu, os seus olhos errantes. “Tudo o que tens que saber é que nunca mais vou ter notícias deles e prefiro assim.”

“Sabes, eu nunca tive grande hipótese com a minha família. A minha mãe abandonou-me quando tinha cinco anos e o meu pai negligenciou-me quando tinha treze anos. Não tenho mais família nenhuma, vocês são a minha família, mas Justin tu tens uma mãe que te ama, um pai que se importa contigo e um irmão que te adora. Não deites isso a perder por causa de um erro idiota do nosso lado.”

“A minha mãe quase morreu por minha causa. Não sei se me apetece ter a campa dela ao lado da campa da Jazzy.” Justin fez uma careta só com a ideia. “Não as consegui proteger, mas tenho uma segunda oportunidade com a Kelsey e não a vou desperdiçar.”

“Então não desperdices.” Bruce constatou sabendo perfeitamente bem que era mais fácil dizer do que fazer, mas ele próprio estava farto da tragédia que seguia o grupo há anos. “Sabes, esperava ter que vir aqui e convencer-te a não a deixares.”

Justin lambeu meramente os lábios, torcendo-os para o lado e olhando para o céu, um puxão violento fez-se sentir nas cordas do seu coração.

“Tu ias deixá-la, não ias?” Bruce expressou as palavras que ficaram por dizer que permaneciam silenciosas entre eles os dois, fazendo uma leve careta em compreensão.

“Estava a pensar nisso…” Justin baixou a voz até se calar, sentindo-se quase desapontado consigo mesmo. “Mas convenci-me do contrário. Isso é o que eles querem e eu não vou ceder. Não desta vez. Quase abdiquei dela por causa do Luke e não vou deixar que o Lyndon faça o mesmo.” Hesitando, Justin deu um passo na direção de Bruce. “Quero fazê-la esquecer.” Justin murmurou suavemente, toda a réstia de raiva dentro dele desapareceu quando pensou na sua noiva despedaçada que dormia lá dentro. “Eu quero que ela seja feliz… mesmo que seja só por um dia ou dois.”

Olhando para Justin, uma ideia surgiu dentro dele. “É isso que tu queres?” Bruce perguntou, incerto.

“Sim.” Justin assentiu confiante. “Sim, quero. Ela não pode ficar aqui depois do que aconteceu… não lhe vai fazer bem.”

“Então vamos a isso. Eu tenho um sítio em Barbados, uma cabaninha ao pé da praia. O Johnson tem gerido negócios por lá há anos, e tem mantido o lugar limpo. O meu tio tem estado a morrer de curiosidade para saber como é que me estou a aguentar aqui em Stratford, ele pode mandar um avião para nos apanhar na estação e podemos partir assim que todos acordarem.”

Justin vacilou, tendo que pensar duas vezes, sem ser capaz de acreditar no que estava a ouvir. “Queres deixar tudo para trás?” Os seus olhos arregalaram-se levemente em surpresa. Se havia uma coisa em que Bruce se mantinha sempre em cima, era o trabalho deles. “Então e os negócios?”

“Posso lidar com isso em Barbados.” Bruce encolheu os ombros. “Se acontecer alguma coisa, o Prince liga-me e mantém-me informado. O que é que pode correr mal? Vamos estar fora dois dias. Quando voltarmos lidamos com as coisas a partir daí. Já está na hora de termos uma pausa de todo este caos.”

Coçando a parte de baixo do queixo, Justin considerou um pouco a situação antes de assentir mais uma vez. “Está bem, vamos a isso. Vamos sair deste inferno, mas antes de irmos.” Os olhos de Justin escureceram, o seu maxilar trancou-se firmemente. “Há algumas coisas que temos que resolver.”

Spencer estava confortavelmente sentado na sua SUV preta enquanto controlava o volante com uma mão, a outra batucava num ritmo de uma música que ele assobiava, apenas o silêncio o envolvia quando ele abrandou e parou num sinal vermelho.

Tinha sido uma longa noite para ele e ele estava para lá de exausto, desesperado por uma boa noite de sono depois de tudo o que ele tinha suportado esta noite. Ele tinha visto de longe o armazém que continha a Kelsey e o Bruce explodir, esperando que os dois não tivessem conseguido escapar para poder ver a cara do Justin quando percebesse que a noiva e o amigo estavam mortos.

A sensação de conseguir derrubar o notório Danger era apetitosamente doce, viver de acordo com as suas expectativas de estar no topo ao lado do Lyndon e do seu grupo de homens. Deu-lhe uma sensação de poder como se estivesse no topo do mundo e nada o pudesse mandar abaixo.

Mal ele sabia… que estava prestes a dar o último suspiro.

Um fio grosso foi enrolado no pescoço de Spencer e puxou-o para trás, as suas costas presas contra o assento de couro enquanto ele lutava para respirar, as suas mãos agarravam o cabo, desesperado por se ver livre dele mas para seu desânimo, o aperto só aumentou.

“Ouve-me com muita atenção.” Uma voz sussurrou tão maliciosamente ao seu ouvido que enviou arrepios pela espinha de Spencer. “Vais conduzir exatamente por onde eu te disser e eu não te estrangulo. Percebeste?”

Quando o Spencer não disse nada, o cabo cavou na sua pele, ficando perto de a atravessar.

“Sim!” Disse Spencer numa voz sufocada enquanto agarrava o volante, esperando por mais instruções enquanto o homem atrás dele gargalhava sombriamente.

“Lindo menino.” Ele aproximou-se do homem nervoso à sua frente. “Agora quero que saias na próxima esquerda e desças a rua até chegares à Madison Avenue. Quando o fizeres, quero que vires à direita e depois outra vez à direita até à Parker Street. Quando lá chegares quero que vires à esquerda e desças a rua toda e estaciones. Entendido?2

Esgueirando um sim entre dentes, Spencer fez o que lhe foi dito; estacionando o carro no que ele percebeu ser um beco sem saída.

A porta de um carro abriu e fechou, transpiração formou-se na linha de cabelo de Spencer e ele amaldiçoou interior a sua vida, rezando a Deus que isto não fosse o que ele estava a pensar.

Uma rajada de ar frio entrou no momento em que a porta ao lado dele se abriu, revelando um Bruce audaz e furioso. “Merda.” Spencer cuspiu enquanto Bruce se inclinou para a frente agarrando-o pela camisa e arrastando-o para fora do carro e para o interior da cabana velha e gasta que mais ninguém usava.

Uma luz fraca cintilou por cima de Spencer quando ele foi atirado para uma cadeira contra a sua vontade enquanto esperneava para se tentar libertar.

Quando Bruce o tinha preso com uma corda, limpou as mãos dando um passo atrás enquanto outra figura dava um passo em frente.

No segundo em que Spencer teve um vislumbre de Justin, todo o sangue nas suas veias congelou, a sua cara transformou-se numa careta sabendo o que aí vinha.

“Ah, já não és tão superior, pois não Spencer?” Justin zombou sem humor, os seus olhos eram como os do diabo enquanto ele o encurralava, a cabeça inclinada para o lado.

“O que é que tu queres?” Spencer questionou desesperadamente, todo o orgulho que tinha desapareceu em segundos.

“Cala a boca.” Justin rosnou a sua cara vermelha de raiva. “Eu não te pedi para falares pois não?”

Abrindo a boca para dizer qualquer coisa, Spencer pensou melhor, e em vez disso, pressionou os lábios numa linha sabendo lá no fundo que não havia maneira de se salvar.

“Foi o que eu pensei.” Sorrindo triunfantemente para si mesmo, Justin não hesitou em chocar o punho contra a cara de Spencer mandando-o a voar para a direita sem lhe dar tempo para recuperar antes de lhe dar outro murro no maxilar. “Já não és tão valentão, pois não Spencer?” Justin rosnou entre respirações curtas enquanto continuava a infligir-lhe dor, os seus punhos fechados e ensanguentados entravam com contacto com cada centímetro da cara dele, não deixando nada por tocar. “Hm?” Justin balançou o braço com toda a força, atingindo Spencer na lateral da cabeça.

“Pensavas que me podias foder e levar a minha miúda?” Justin pegou no cabo que tinha usado antes e voltou a enrolá-lo na garganta de Spencer, desta vez, puxou-o com tanta força que o Spencer caiu para trás com a cadeira, um uivo de dor saiu dele enquanto o cabo cavava ainda mais fundo na sua pele. Justin ajoelhou-se ao lado dele. “Pensa melhor.” Silvou na cara dele antes de se levantar mais uma vez, andando ao redor de Spencer que rosnou por baixo dele.

“Tu enganaste-a e sabes que mais? Estou farto de ser paciente com vocês, seus sacanas. Vou matar-vos a todos e a cada um de vocês, um por um e acontece que tu, Spencer, és a minha primeira vítima.” Mandando a ponta do sapato contra a lateral do corpo de Spencer, Justin observou com contentamento enquanto ele gritava para que ele parasse.

“O quê?” Justin pôs uma mão ao pé da orelha. “O que é que disseste?”

Tossindo e cuspindo sangue, Spencer atrapalhou-se para falar, Justin começou a ficar impaciente e deu-lhe outro pontapé.

“Pára!” Implorou Spencer. “Por favor!”

Rindo com repulsa, Justin agachou-se mais uma vez, agarrando Spencer pela garganta fazendo-o silvar numa respiração profunda com o contacto. “Paraste quando a Kelsey te pediu? Ajudaste-a quando ela precisou da tua ajuda? Paraste sequer para pensar no que ela estava a sentir quando a raptaste?” Justin cerrou os dentes quando imagens do que podia ter acontecido naquela noite lhe passaram pela cabeça. “Paraste?” Gritou, atirando a cabeça de Spencer contra o chão de cimento.

Spencer gemeu, os seus olhos enublados enquanto ele lutava contra a escuridão que ameaçava apoderar-se dele.

“Valeu a pena perderes a vida para ajudares o Lyndon?” Justin emitiu um som de desaprovação, um sorriso doentio retorceu-se nos seus lábios. “Foste mesmo estúpido o suficiente para acreditar que eu te ia deixar escapar com vida depois do que me fizeste? Pensa outra vez.” Os olhos de Justin estavam vermelhos, os seus dedos cravavam-se na garganta de Spencer enquanto ele o trazia até si, ficando a centímetros um do outro. “Vais ver porque é que ninguém nesta cidade é burro o suficiente para se meter no meu caminho.” Justin virou-se para Bruce. “Levanta este filho da mãe e ata-lhe as mãos, vou ensinar-lhe uma lição de uma vez por todas.”

“Justin…” Começou Bruce quando viu onde Justin queria chegar e no que ele estava a agarrar.

“Ou és tu a fazê-lo.” Disparou Justin. “Ou sou eu. Ele vai morrer de qualquer maneira por isso escolhe Bruce.” Ele rosnou do canto da sala, a sua cara tinha um brilho estranho.

Bruce não disse mais nada e agarrou no Spencer, desamarrando a corda que lhe amarrava o corpo e levantou-o, agarrando-lhe os braços e levantando-os enquanto lhe atava os pulsos e os prendia no gancho no teto.

Indo até ao armário no canto da sala, Bruce tirou uma garrafa de álcool, sabendo que Spencer iria precisar depois do que estava prestes a suportar.

Acendendo o maçarico que tinha na mão, Justin sorriu em satisfação antes de fazer o seu caminho até Spencer cujos olhos se arregalaram com medo, toda a réstia de confiança que ele tinha desapareceu.

“Conheces aquele ditado ‘dizes merda, levas por tabela’?” Justin levantou as sobrancelhas. “Bem eu gosto de chamar a isto ‘és um mentiroso, vamos pegar-te fogo’.” Colocando o maçarico em potência máxima, Justin manteve a distância enquanto Bruce emborcava o álcool para a boca de Spencer que o aceitou de bom grado e sem dar luta sabendo ele próprio perfeitamente bem que precisava de estar completamente dormente para aguentar o que estava prestes a ocorrer.

Quando ele acabou, Bruce rasgou a camisa de Spencer, enrolando-a numa bola e estava prestes a enfiar-lha na boca para ele morder quando Justin abanou a cabeça. “Não. Quero ouvir o filho da puta gritar até não poder mais.”

Bruce manteve-se em silêncio e recuou alguns passos, observando enquanto Justin pegava no maçarico e o levantava até ao peito de Spencer, gritos rebateram instantaneamente nas paredes, radiando por toda a cabana e enchendo-lhes os tímpanos.

“Deixei-te entrar na minha casa.” Justin cuspiu entre dentes cerrados, observando enquanto a carne dele queimava completamente, suor acumulava em todo o seu corpo devido ao calor que penetrava a sua pele. “Deixei que te aproximasses da minha miúda.” Justin ficou a ver Spencer espernear, a sua cabeça tombada para trás enquanto ele gritava a plenos pulmões; “Incluí-te no meu negócio.” Levantando o maçarico até ao pescoço dele, Justin não vacilou enquanto absorvia a visão do homem queimado à sua frente. “E agora eu vou acabar contigo.” Contornando-o, o fogo a atravessar-lhe o centro do corpo e indo para as costas, Justin observou enquanto Spencer caía lentamente na inconsciência, a sua cabeça tombada para a frente.

Desligando o maçarico, Justin desatou as mãos de Spencer, dando um passo atrás quando ele saiu de cara no chão. Admirando o seu trabalho, Justin olhou para Bruce que olhava fixamente para o homem carbonizado no chão, um olhar conhecedor nos seus olhos.

“Vamos tirá-lo daqui.” Declarou Justin enquanto atirava o maçarico para o lado, agarrando na garrafa de álcool no caminho até à saída e pressionando-a contra os seus lábios, tomando um gole de vodka, adorando a maneira como o líquido lhe queimava a garganta ao descer pela mesma.

Depois de Bruce e Justin terem enfiado Spencer em segurança na bagageira do seu carro, Justin sentou-se no lugar do condutor, ligando o carro quando de sair do beco e descer a rua.

Justin parou e virou as vezes que foram necessárias até chegar ao seu destino. Saindo do carro, Justin abriu a bagageira e com a ajuda de Bruce, atiraram Spencer para o campo deserto. Tirando três pneus sobressalentes da traseira do carro onde os tinham posto, Justin pegou num isqueiro, acendendo-o antes de o largar por cima dos pneus que pairavam por cima do corpo decadente de Spencer.

Chamas iluminaram o ar enquanto engoliam os pneus e o corpo, sufocando Spencer até se tornar quebradiço onde não restava absolutamente nada, os pneus absorviam as chamas enquanto permaneciam imóveis, o fogo continuava lá como se de uma fogueira se tratasse.

“Um já foi, faltam seis.” Justin olhou para Bruce, batendo-lhe no peito com as costas da mão e gesticulando com a cabeça em direção ao carro. “Anda; vamos livrar-nos do carro. O Prince já deve estar à nossa espera na Bay Street.”

Assentindo, Bruce observou do seu lugar no carro quando se instalou no interior as chamas paradas, o vento deixava-as balanças em todas as direções. “Sentes-te melhor?”

“Vou sentir quando estiverem todos mortos.” Disse Justin de forma impassível enquanto recuava e começava a conduzir para onde Prince efetivamente os esperava.

Com o motor ainda ligado, Justin baixou o vidro e passou a cabeça pela janela. “Está bem assim?”

“Sim, está só certifica-te que sais do carro antes que ele bata no cais.” Gritou Prince, os seus olhos em aviso, mostrando ao Justin que falava a sério.

“Nada que eu não tenha feito antes.” Justin voltou a subir o vidro enquanto Bruce saía do carro, ficando ao lado de Prince enquanto ambos viam Justin acelerar em alta velocidade, escancarando a porta do carro e saltando ao mesmo tempo que o carro saltava a beira do cais, um splash indicava que o carro tinha caído à água.

Ficando no cais à espera que o carro lhe saísse da vista, limpou a palma das mãos às calças, sentindo que um peso lhe tinha saído dos ombros. “Recebeste a nossa mensagem?”

“Recebi, não te preocupes; eu mantenho as coisas controladas aqui em Stratford enquanto vocês estão fora. Eu ligo se acontecer alguma coisa, mas nada de suspeito deverá acontecer especialmente depois do que aconteceu esta noite. O Lyndon não é estúpido o suficiente para voltar a atacar tão cedo depois da primeira vitória.”

Retesando o maxilar, Justin desviou o olhar enquanto Prince o olhava de soslaio. “Desculpa, mas é a verdade. Ele teve-te na mão esta noite razão pela qual isto,” Apontou em direção à água. “É o primeiro passo para te vingares do sacana.”

“Confia em mim; esta será a última as preocupações dele quando eu acabar com ele.” Justin pressionou os lábios firmemente.

Prince não disse mais nada enquanto liderava o caminho até ao seu carro onde Bruce e Justin se sentaram nos lugares traseiros enquanto ele conduzia silenciosamente até à casa deles.

Parando a meio da serventia, Prince estacionou o carro. “Eu vejo-vos por aí, eh? Tentem não arranjar sarilhos em Barbados.”

“Não prometo nada.” Justin gargalhou enquanto batia as mãos com o Prince, estalando os dedos para se afastar. “Vemo-nos por aí. Obrigado por tudo.”

“Sem problema.” Prince cumprimentou Bruce da mesma maneira antes de acelerar dali para fora quando Justin e Bruce lhe saíram do campo de visão e entraram em casa.

Sabendo que ambos cheiravam a sangue, álcool e a morto, ambos seguiram caminhos separados. Bruce entrou no seu quarto e Justin subiu as escadas até ao seu quarto, surpreendido por ver que Kelsey ainda dormia profundamente, uma leve careta adornava-lhe o rosto.

Mordendo o lábio, Justin lutou contra o impulso de se aninhar ao lado dela e de a receber nos seus braços enquanto entrava na casa-de-banho, despindo rapidamente as suas roupas e ligando a água quente.

Entrando no duche, Justin deixou que a água lavasse a sujidade no seu corpo, os seus dedos cavavam no seu escalpe e na sua pele, limpando-o.

Pressionando as mãos contra as paredes de azulejo, Justin inclinou a cabeça para a água e deixou-a tamborilar nas suas costas, acalmando-o o mais levemente possível.

Estas pequenas férias que estavam prestes a tirar seriam o começo para terem as suas vidas de volta e Justin estava mais do que pronto, desesperado para apagar todas as memórias horríveis que Kelsey tinha aprisionado na sua cabeça.

A vida de Justin lembrava um túnel escuro, sem nenhuma luz no fundo até chegar ao fim e na outra ponta desse túnel estava uma mulher, pequena e delicada, que lhe tinha virado a vida do avesso em todas as maneiras possíveis.

“Eu vou dar-te o final feliz que mereces.” Declarou em voz alta como se falasse diretamente para ela. “Mesmo que eu não o mereça.”

Uma vez que a água começou a dar-lhe uma sensação fresca, Justin desligou-a antes de respirar fundo e esticar os membros enquanto saía do duche cheio de vapor sentindo os músculos relaxarem imensamente quando o ar frio lhe beliscou a pele. Com gotas de água a correrem pela sua figura, Justin secou-se antes de enrolar uma toalha na cintura e sair da casa-de-banho.

Pegando num par de calças de fato de treino e uma camisa de alças branca, Justin calçou umas meias antes de ir até à cama onde a sua noiva estava.

Passando os dedos pela sua bochecha, Justin agarrou-lhe o queixo gentilmente para não a acordar e passou o polegar pelo lábio inferior dela, capturando o seu entre os dentes e beliscando a pele. “Eu vou salvar-te deste pesadelo amor.” Murmurou gentilmente. “Eu prometo…” Calando-se, uma pontada no peito fê-lo suspirar. “E desta vez, vou manter essa promessa.”


Notas Finais


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