História Dangers in Love - Capítulo 11


Escrita por: e _Mattsun_

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Asahi Azumane, Bokuto Koutarou, Daichi Sawamura, Hajime Iwaizumi, Kei Tsukishima, Kenma Kozume, Koushi Sugawara, Lev Haiba, Ryuunosuke Tanaka, Satori Tendou, Shouyou Hinata, Takanobu Aone, Tetsurou Kuroo, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa, Tsutomu Goshiki, Ushijima Wakatoshi, Yuu Nishinoya
Tags Haikyuu, Imagines, Máfia
Visualizações 20
Palavras 2.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Harem, Policial, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo, Minna! Chiharu falando!
Primeiramente, obrigada pelos favoritos! Isso realmente nos motiva a continuar.
Segundamente (se é que existe essa palavra kjk) eu sei que demorou, mas eu estava tendo bloqueios de criatividade e falta de tempo também. Me desculpem por isso.
Enfim, boa leitura!

Capítulo 11 - Karasuno - Tanaka Ryuunosuke


Fanfic / Fanfiction Dangers in Love - Capítulo 11 - Karasuno - Tanaka Ryuunosuke

09 de junho de 2013 — Sexta-feira

 

10:30 p.m.

 

E lá estava eu, em uma festa onde a única pessoa que eu conhecia era Sakura —que havia me convidado— estava apenas apreciando um bom drink, quando as portas de entrada da festa se abriram e duas figuras adentram o local. Um de cabelos vermelhos e outro de cabelos marrom, ambos altos, sabia quem eram e levei um susto quando percebi que o avermelhado me encarava. Ele cutucou o outro e antes que o mesmo me olhasse, sai correndo da sala, em direção ao lado externo do apê. Meu celular vibrava com uma frequência absurda, peguei ele e olhei as mensagens.

 

“Haiba Lev

 

Onde você está?

Está brincando de esconde-esconde, é?

                                                  09:50 p.m.

S/n, é sério.

Onde você está?

          09:50 p.m.

Puta merda, você fugiu?!

Por que fez isso?!

Me diga para onde você foi!

S/n!

Eu estou preocupado! Me diz aonde vc está!

                                                         10:10 p.m.

Você perdeu minha confiança.

                                  10:49 p.m.

 

Aquela havia sido sua última mensagem, e aquilo de alguma forma me incomodava. Desliguei meu celular e caminhei para a área externa do apê, por sorte o lugar estava vazio, apenas alguns homens estavam ali. Um platinado conversando com um de cabelos pretos e um ruivo e outro de cabelos azulados cuidando para que ninguém se aproximasse. O azulado me encarou, eu ignorei ao máximo seu olhar e me dirigi para o lado oposto de onde eles se encontravam. Consegui achar um lugar escuro o suficiente para ficar até juntar coragem de voltar para o interior da casa, me sentei no chão mesmo e fiquei observando o céu estrelado. Sempre amei olhar para o céu e ficar imaginando bobagens, mas depois de uma certa idade, eu não tinha tempo e muito menos vontade de fazer aquilo. Sempre parecia faltar algo ou alguém.

— É linda, não é? — Uma voz não muito estranha me disse.

— Q-Quem está aí? — Perguntei olhando em volta.

— Desculpa. Eu realmente não queria...haha...te assustar, me desculpe. Hahaha.

— T-Tudo bem. Acho que só me assustei porque certas pessoas estão na festa.

— Oh, é mesmo?! Adoro intrigas! Quem é? Um ex-namorado possessivo? Seu irmão mais velho ciumento? Ou um pervertido que te perseguiu até aqui?

— N-Não! E-Eu...é.…como posso dizer...

— Bem, de qualquer maneira. Você vai conseguir fugir dele, se precisar de ajuda, pode me chamar.

— O-Obrigada.

Eu fiquei sentada com aquele garoto por um bom tempo, conversamos por mais ou menos uma hora e confesso que foi bem legal. Ele me lembrava de alguém, mas, talvez fosse apenas impressão. Acabei voltando para o interior da festa, junto do garoto, ele me ofereceu mais algumas bebidas e quando percebi, estávamos dançando no meio da pista, sem chamar atenção, apenas curtindo. A música estava alta, porém um barulho mais alto pôde ser ouvido, as portas se abriram e os policiais invadiram a festa, com grandes armas apontando para todos que estavam lá. Me escondi atrás de uma mesa e fiquei espiando o movimento por cima dela.

— Vem comigo! — O garoto com quem dancei alguns minutos antes disse me puxando aparentemente para a cozinha do local.

— O que está fazendo?! Vamos ser encurralados desse jeito! — Falei um pouco assustada.

— Confia em mim, S/n. — Ele disse olhando para mim por cima do ombro. — Afinal, eu sou seu Senpai, lembra?

Eu olhei para ele assustada, o único que eu chamei de Senpai era...

— Tanaka?!

— Demorou para perceber, hein?! — Ele disse me guiando. — Enfim, entra aqui.

Chegando na cozinha, ele abriu a porta de uma despensa e me empurrou para dentro. Fechando a porta, ele puxou um tipo de cortina que havia na parede, revelando um elevador, aparentemente de serviços. Adentramos e Tanaka apertou o botão do térreo. Ao chegar, nos deparamos com mais policiais, todos bem armados e literalmente estressados.

— Eles devem estar cercando o prédio. — Falei. — O que você vai fazer agora?

— Você quer namorar comigo?

— É o que?!

— Calma, é só de brincadeira. Assim podemos dizer que você quis ir ao banheiro, e nós entramos nesse prédio. Os banheiros ficam para esse lado, então vai ser fácil de convencer.

— Está bem. Vamos lá!

Ele entrelaçou seus dedos nos meus e começamos a caminhar. Estava indo tudo bem até que uma voz estridente gritou.

— Hey! Vocês dois! Aonde estão indo?

— Para casa, senhor. — Tanaka respondeu indiferente.

— O que estavam fazendo aqui? Estavam na festa?

— O que? Que festa? Estávamos voltando de um encontro, minha garota quis ir ao banheiro e o único lugar aberto era esse, então viemos aqui.

— Entendi. Podem ir então.

Demos as costas para ele e começamos a caminhar, sorrindo um para o outro após termos enganado eles perfeitamente. Ouvimos as portas dos elevadores se abrirem e em seguida os homens que saíram de lá gritaram com o policial por ter nos deixado ir embora.

— Eles estavam na festa! Peguem eles!

Saímos correndo o mais rápido que conseguíamos. Era divertido, um arrepio passava por todo meu corpo cada vez que eu ouvia os policiais falarem algo atrás de mim. Porém, eu gostava daquilo, era bom sentir o gosto do perigo as vezes. Entramos em alguns becos e depois de muitas voltas, subidas e descidas, conseguimos despista-los. Nós dois estávamos imóveis, apenas esperando eles passarem.

Esperamos mais alguns minutos e após termos certeza de que estavam longe, caímos na gargalhada. Eu me sentei no chão, ofegante e rindo muito. A sensação de paz após o perigo dominou meu corpo. Eu olhei para Tanaka, que ria também de onde estava, me perguntava como pude esquecer das coisas que fizemos.

— Eu senti falta disso. — Ele disse recuperando o ar.

— Eu também.

— O mais interessante é que já passei por outras perseguições, mas as que você participa são as melhores. Parece que tem um quê a mais.

— Haha. Você fala como se levasse uma vida de crimes.

Ele parou de rir e me olhou, eu fiquei confusa, ainda estava rindo, mas meu sorriso sumiu quando eu percebi que falei algo errado. Ele desviou o olhar e virou sua atenção para o horizonte.

— M-Me desculpe, Tanaka. Eu não quis dizer isso...eu só achei que você tinha parado de fazer aquilo.

—Tudo bem. Quem esperava que eu continuasse com isso, né? — Percebi o tom triste em sua voz. — Afinal, eu sou apenas um bastardo que não merece o sobrenome que tem. — Ele olhou para seus próprios pés e eu pude ver a lágrima que escorria de seu rosto.

Eu fui em sua direção e o abracei, sabia que ele tinha alguns problemas e já adivinhava que sua família um dia iria descobrir, mas esse era meu último desejo para ele, afinal, quem deseja o mal para o melhor amigo, certo?

Quando percebi que ele estava mais calmo, eu o soltei e me sentei ao seu lado, ficamos em silêncio por um longo tempo, apenas observando a cidade. De repente, eu ouvi um grito estranho e um rastro cinza passou ao meu lado, na direção de Tanaka. Demorei a entender o que estava acontecendo, mas quando percebi, uma estranha sensação de raiva passou por todo meu corpo. Lev se encontrava em cima de Tanaka, dando fortes socos no mesmo, xingando-o de tudo que podia. Eu me levantei e fui até eles.

— Pare, Lev! — Falei o puxando pelo braço. — Deixe ele em paz.

— Saia daqui sua ... — Ele me empurrou antes de terminar a frase e eu acabei caindo.

— S/n! — Tanaka gritou preocupado. Logo em seguida, deu um soco em Lev, o tirando de cima dele. — Você está bem? — Perguntou vindo em minha direção.

— Cuidado! — Gritei ao ver Lev ameaçando pular em Tanaka.

A luta estava assustadora, era uma troca de socos muito fortes. Ambos estavam exaustos, mas nenhum se rendia. Porém, pude perceber quando Lev quis pôr um fim a aquela maldita luta, pegando sua arma e a apontando para a cabeça de Tanaka.

— Não! — Eu gritei me colocando na frente. — Isso não é preciso, Lev. Ele não tem culpa. Eu escolhi seguir ele. Por favor, não faça isso.

— Saia da frente, S/n! — Ele disse em um tom de muita raiva. — Já estou cansado de correr atrás desses malditos Karasunos!

— Então prenda-os.

— Eu já prendi! Eles sempre arrumam um modo de fugir. O único de acabar com isso, é... — Pude ver o ódio em seu olhar. — É matando todos eles! Todos! Começando por ele! — Lev apontou arma para Tanaka, que o encarava, sem demonstrar um pingo de medo.

— Tente, senhor grisalho. E o único homem morto aqui será você. — Uma voz mais grossa disse e uma sessão de barulhos de armas sendo engatilhadas foram ouvidas.

Lev se assustou por um momento, então virou sua visão para o homem que estava atrás dele.

— Ah, Sr. Sawamura. Quanto tempo. — Exclamou irônico. — Demorou para nos encontrarmos, hein. Esperava ver você no outro dia, se lembra? No ataque a joalheria.

Depois de um pequeno diálogo entre policial e chefe de máfia, fomos liberados com vida. Mas por azar, eu tive que voltar para o apartamento de Lev, que estava uma fera comigo. Ao chegarmos, ele se afastou por um momento, mas voltou ainda mais estressado.

— Então esse era seu plano?! Sair sem avisar? Ir para uma festa de mafioso? E me deixar preocupado?! É isso, S/n?! Esse é seu método de agradecer quem te protege?! — Eu demorei um pouco para organizar os pensamentos, mas quando organizei, eu senti raiva. As lembranças da pressão que eu passava em casa, sempre levando bronca por ter ido a um lugar sem avisar, ou por ter voltado mais tarde do que o normal. Isso... — Você está proibida de sair daqui!

Essas palavras, ouço elas desde que eu tinha 13 anos. Por que? Por que não posso me divertir?! Por um acaso sou algum tipo de animal em extinção? Não! Eu não vou ficar presa nesse maldito apartamento! Nunca mais!

— Talvez se não tivessem me privado de fazer várias coisas eu não tivesse fugido! Se você ainda não percebeu, Lev. Eu não sou sua filha! E você não manda em mim! — Lágrimas saíram por conta própria de meus olhos. —Eu não preciso ter um cão de guarda! Não finja que se importa, quando na verdade só quer o seu próprio bem-estar! Você só quer ser um bom policial! Só quer acabar com essas máfias! Você não se preocupa comigo! Afinal, ninguém realmente se preocupa! Eu sou apenas uma pedra no caminho de todos! — Eu me encontrava de joelhos, no meio da sala, soluçando igual uma criança. — M-Me desculpe, Lev. E-Eu só estava...eu só queria...me desculpa!

Senti os braços de Lev envolvendo meu corpo, ele me pegou no colo com facilidade e se sentou no sofá, me deixando em seu colo.

— Está tudo bem. — Ele disse acariciando meu cabelo. — Eu acho que me exaltei um pouco. Eu também tenho que lhe pedir desculpas. — Ele me abraçou e eu permaneci imóvel, apenas aproveitando aquele momento. — E só para saber, eu acredito que existem muitas pessoas que se preocupam com você. Aquela sua amiga, como era mesmo o nome dela?

— S-Sakura? — Falei entre soluços.

— Ela mesma! Ela estava perguntando por você. Então, pode esquecer essa coisa de “ninguém se preocupa comigo”. Pois até mesmo eu me preocupo. Por que acha que lhe tirei do rio e lhe trouxe para minha casa? Se eu não me preocupasse, você não estaria viva, S/n. — Ele continuou falando mais algumas coisas, mas eu não pude ouvir. Fui fechando lentamente os olhos e deixando o sono me dominar enquanto me aquecia naquele abraço.

Acordei em “meu quarto”, com Lev batendo na porta. Ele disse que eu deveria ir até o PD., para dar meu depoimento de tudo o que eu tinha visto.

— Não.

— O que?!

— Só se eu puder dar pelo menos uma volta sozinha pela cidade.

— Não.

— Só uma, Lev. Prometo que volto.

— Ah. Odeio quando você faz essa cara. — Ele revirou os olhos. — Você pode ir, mas volte para cá antes das 5 da tarde, ok? Não quero mais problemas.

— Sim, senhor! Vou estar aqui as 17 horas em ponto.

 

...

 

Meu depoimento foi o mais curto, pois eu não tinha nada para contar, além do fato de Ushijima e seu avermelhado estarem lá. Achei inútil falar sobre os homens que estavam conversando na área externa do apê, então mantive aquilo em “segredo”. Depois disso, eu pude sair pela cidade.

Eu não sabia bem o que fazer, então apenas andei de um lado para o outro, procurando novas lojas ou coisas do tipo. Estava literalmente um tédio, então resolvi que voltaria para o apartamento de Lev. Mal havia começado minha caminhada quando me trombei com um rapaz.

— Me desculpe. — Falei nervosa.

— S/n? — Pude sentir o ranço em sua voz.

Olhei para seu rosto, ele parecia realmente irritado .

— T-Tanaka? Que bom te ver! E-Eu queria me desculpar com você pelo o que aconteceu ontem e... — Ele suspirou.

— Quem diabos você acha que é para fazer isso comigo?! Depois de todas as merdas que passamos. Depois de todas as porras dos problemas que te ajudei. Você faz isso?

— Do que você...

— Apenas, suma da minha vida, S/n. Suma. — Ele passou por mim e se afastou.

 


Notas Finais


Desculpem os erros.
Espero que tenham gostado.
Até a próxima.


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