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História Daphne - Capítulo 1


Escrita por: daphoenix

Notas do Autor


Fala aí, tudo bem? Fico feliz que tenha se interessado pela minha história. Dependendo da sua resposta, devo continuá-la em breve, então mantenha em mente que seu comentário é importante para mim. Boa leitura <3

Capítulo 1 - Sangue novo.


Às quatro da tarde de um sábado, Daphne pedalava pelo bairro novo, sentindo-se perdida enquanto tentava voltar para casa, por menor que fosse aquele subúrbio. O grande problema era que todas as ruas pareciam exatamente iguais, coisa que não acontecia na capital; além disso, o calor estava matando-a. Talvez não devesse ter escolhido a calça jeans rasgada preferida para sair naquele dia, mas sentia que aquela cidade sem graça precisava ver seus jeans bordados à mão. Orgulhava-se deles e das horas que passara reproduzindo borboletas no tecido grosso, afinal.

Finalmente, encontrou a casa do avô. Quer dizer, a casa que costumava ser do avô e que ela visitava na infância, até que ele morreu e o pai decidira que era hora de se mudarem para um lugar "melhor". De fato, a casa era muito maior do que o lar antigo, além de ter um quintal com piscina e parecer bem localizada. Assim, se estivesse procurando por motivos para se adaptar à vida nova além desses, Daphne precisava se lembrar que odiava a escola que costumava frequentar. As pessoas a olhavam estranho desde aquele ocorrido, por mais que agora ela estivesse bem e tivesse aprendido a administrar certos problemas. O pai estava certo quando dizia que tudo passa, afinal. Começara a encarar a mudança como mais uma possibilidade de ter uma vida boa, pois poderia deixar as coisas ruins para trás e sempre poderia visitar as boas, como o movimento da cidade grande e os amigos que ficavam.    

-Pai? Cheguei! - gritou ainda na entrada, encostando a bicicleta na cerca e verificando se ele estaria trabalhando no jardim. Não estava, então entrou em casa arrancando os tênis de cano alto e continuou gritando. 

-Daph? Sua mãe ligou - o pai finalmente respondeu lá do escritório, onde ainda organizava tanto os seus livros quanto os dela. -E fiz aquela foccacia bonita que você me mostrou. Está no forno. 

-Beleza, vou ligar pra ela - gritou de volta. Os vizinhos precisariam se acostumar com a mania de ambos de conversarem a três salas de distância um do outro em algum momento. Buscou pelo pão no forno e logo tirou um pedaço generoso para si, preparando um sanduíche com a carne e a salada que ela e o pai haviam comido no almoço. A mãe podia esperar, pois estava faminta. 

Terminava de comer quando a campainha tocou e ela foi atendê-la, ainda mastigando o último pedaço, que pareceu travar na garganta quando se deparou com o rapaz loiro, bronzeado e musculoso que a esperava. 

-E aí?  - ele a olhou de cima a baixo, seus olhos parando no decote da camiseta branca dela antes de encontrar seu rosto de novo, com um sorriso que a fez perceber exatamente que tipo de cara ele era. -Eu sou o Dake. Meu nome mesmo é Dakota, mas me chamam só de Dake. 

-Eu... sou a Daphne - ela retribuiu o cumprimento, mas foi mais discreta em seu sorriso. -Prazer, Dake. 

-O prazer é meu - ele garantiu. - Passando pra deixar isso aqui - ele exibiu uma travessa coberta que atingiu Daphne em uma lufada deliciosa de algo assado cuidadosamente. -Minha avó pediu para dar as boas-vindas. Ela mora na casa ao lado.

-O cheiro está incrível - ela elogiou enquanto tomava o presente nas mãos. -Se puder, diga que eu e meu pai agradecemos. 

-Vou dizer - ele tinha um tom extremamente sedutor na voz e, olhando-a ligeiramente de cima devido à sua altura considerável, sua figura máscula a intimidou um pouco. -Então, Daphne... Você tem alguma coisa pra fazer hoje à noite? 

-Na verdade, eu sou nova na cidade, então não, não tenho nada planejado pra hoje - ela admitiu, considerando que passara os últimos dias apenas com o pai e com as caixas de mudança como companhia. Apesar do relativo desespero para ter algo para fazer naquela cidade e não se sentir tão deslocada, procurou usar um tom despreocupado, não querendo que Dake sentisse que qualquer convite seria irrecusável. 

-Na praia costuma rolar uns luais bem fodas - ele contou. -Também não sou daqui, mas costumo surfar quando venho visitar minha avó e encontrar uma galera por lá. Enfim, se você quiser ver como é, está convidada. Eu posso vir te buscar. 

-Hã... - o convite era tentador, mas ela sabia que não era só porque ele era um rapaz bonito que devia confiar nele ou em qualquer que fosse o lugar que a levaria. Soava deserto e perigoso, afinal, não estavam em um filme. -Eu não sei se... 

-É bem de boas mesmo. Minha irmã deve ir. Pode ser bom conhecer gente nova - ele insistiu, mas o argumento foi mais atrativo dessa vez. A ideia de que estaria acompanhada de outra garota, mesmo uma ainda mais desconhecida por ela do que o rapaz, soou mais segura. 

-Ah, se é assim... eu topo - ela sorriu mais abertamente dessa vez, animada. Dake não foi alheio a isso. 

-Uau - ele pareceu mais disposto ainda para o flerte. - Isso que é sorriso, gatinha. 

E ela riu. Droga. Ele lhe causava efeito. 

*

Daphne estava vestida com um biquíni branco na parte de cima e, embaixo, usava uma saia longa, com chinelos da mesma cor. Em uma bolsa de palha, levava uma camisa curta de botões para vestir apenas caso fizesse frio, junto a mais alguns outros pertences, entre os quais um preservativo que a fez rir enquanto o guardava ali, mas... não havia o que fazer se gostava de se sentir preparada, certo? Depois de explicar para o pai que iria sair com a neta da vizinha (não mentiu sobre Dake, apenas omitiu), desceu as escadas e saiu apressada para encontrar Dakota e uma garota que, pela semelhança, claramente era sua irmã. 

A garota que a cumprimentou animadamente era Alina, mais alta que o irmão mas, certamente, tão bronzeada e loira quanto ele. As duas foram juntas no banco de trás enquanto o garoto dirigia; a conversa entre os três manteve-se durante os poucos minutos que levaram para chegar ao destino, tanto que Daphne, ainda desacostumada à pouca distância que separava as coisas na cidade pequena e envolta pelo papo, não se deu conta do fato de que haviam chegado até que Dake estacionou.

Daphne sabia que a praia da cidade era bonita, mas, até então, apenas havia passado por ela de carro. Foi por isso que, naquele momento, com a fogueira e as tochas acesas em uma noite quente e estrelada, aquela parte do litoral parecia um lugar absolutamente perfeito.

-Vamos nos quiosques pegar alguma coisa pra beber, aí a gente te apresenta o pessoal - Dake a puxou pela mão e ela deixou, logo pedindo um drink com ele e indo conhecer os reunidos na festa, que deviam somar umas quinze pessoas. 

Alina e Dake a acolheram bem e tentaram misturá-la com o resto, fazendo-a cada vez mais confortável, mas, algumas horas depois, Lina acabou por deixá-los sozinhos com os outros quando um rapaz a convidou para "dar uma volta".

-Sabe, Daph... eu também tô a fim de dar uma volta - Dake disse, entre beijos. Ambos estavam sentados em uma das pedras, sozinhos enquanto os outros se reuniam na fogueira, a alguns metros de distância. Daphne sorriu nos lábios dele antes de beijá-lo mais uma vez.

*

Daphne repousou o torso nu no de Dake, no banco de trás do carro. Ela estava sentada no colo dele, mantendo-o entre as pernas. Estavam ofegantes e com olhos entreabertos, por isso permaneceram daquela forma por mais algum tempo, recuperando o fôlego e sorrindo levemente pelos resquícios de prazer que acabavam de experimentar. 

-Que foda sensacional, puta que pariu - ele confessou, acariciando os lábios dela com o polegar. -Você... é de outro mundo.

Daphne sorriu. Já tinha ouvido coisas parecidas, mas aquela havia lhe agradado mais. 

-E você não é nada mal, Dakota... - ela disse, o tom irônico fazendo-o rir enquanto ela o acompanhava, ainda um tanto distraída e relaxada. Aquilo tinha sido muito bom, ou, pelo menos, melhor do que na maioria das vezes em que havia feito o mesmo com outros rapazes até então.

-Vou embora na manhã de segunda... mas invado seu quarto pela janela se você quiser... quando você quiser... - ele disse, beijando-a calorosamente nos lábios nos intervalos. -Já tô ansioso por isso... 

-Quem sabe... - ela respondeu, sorrindo contra a boca dele. -Se eu precisar de uma ajuda... Posso te chamar mesmo?

-A qualquer hora. Eu juro, Daph, a qualquer hora... - ele afirmou, a voz rouca indicando certo cansaço, mas ele não pareceu se importar com isso, considerando que apertava as coxas dela e se preparava para recomeçar. 

*

Era segunda-feira. E Daphne sabia que quando sentia-se ansiosa ou deprimida, precisava manter-se ocupada. Não era possível na metade das vezes, mas anos de prática fizeram-na acostumar-se com certa apatia frequente. E com o desconforto. E com a estranha sensação de que raras vezes as coisas pareciam em seu devido lugar, mesmo que estivesse segura ou... seja lá o que isso significava. A verdade era que sempre parecia conviver com um peso que parecia tentar esmagá-la desde que nascera. O peso que, naquela vez, quase esmagou mesmo, mas o pai a socorreu a tempo. Teria sido mais fácil se ninguém na escola tivesse ficado sabendo sobre aquele frasco de pílulas, porque adolescentes eram cruéis e raramente sabiam o que fazer nessas situações, mas aquela fase horrível passou. Daphne aprendeu a cuidar de si mesma e, depois de algum tempo de tratamento, percebeu que era possível viver mesmo com os pais separados e com aquela sensação estranha que a dominava às vezes. Era possível. E, se ela se empenhasse, com frequência era até prazeroso. 

Tomou um comprimido, voltando os olhos castanhos mais uma vez para o espelho do banheiro. Cuidar da aparência era uma das coisas para as quais tentava se atentar quando começava a tremer ou isolar-se dentro de si, porque sua feminilidade a fazia feliz e, há um tempo, ela descobrira que era importante fazer as coisas que a deixavam feliz mesmo quando elas não funcionavam porque, em algum momento, elas voltavam a funcionar. E ela voltava a ser feliz.

Era o final do verão e, por isso, usava um vestido de brim roxo no estilo jardineira, uma blusa preta por baixo, um cinto de correntinha e coturnos pretos sem salto. Os longos cabelos pretos ondulados caíam selvagens até os quadris e ela achou-se bonita para o primeiro dia. Gostava de vestir-se, produzir-se. Sentia-se dona de si e de sua pele pálida, visto que não era o mesmo que conseguia dizer de seus pensamentos irritantes quando estava ansiosa. 

Finalmente saiu de casa, junto ao pai. Dake já estava indo embora, carregando o carro com as malas, mas ela já havia se despedido dele na noite anterior. Ele, de fato, apareceu quando ela chamou, tarde da noite, ansiosa com a escola no dia seguinte. Não queria pensar em nada e ele tinha perfeitamente o que precisava, então ela abriu a porta da frente devagar e, por duas horas no quarto dela, esforçaram-se para não serem ouvidos; inclusive tinha a mordida que Dake deixou em seu ombro durante o orgasmo para provar. Ambos trocaram um olhar cúmplice e um sorriso malicioso de despedida antes que ela entrasse no carro do pai.

Já diante de Sweet Amoris, ouviu as palavras do pai no banco do motorista. 

-Sei que está nervosa. Mas te amo. E se precisar me ligar, atenderei - ele disse, carinhosamente. Anos de conflitos por sua saúde mental instável pelo menos serviram para amaciar a relação que tinha com os pais, muito mais do que outras pessoas podiam dizer aos 16. -Papai te ama. 

Daphne olhou para o pai por alguns segundos e conseguiu sorrir. Não podia sempre iluminar seus dias, mas com certeza sempre dava-lhe mais uma razão para sobreviver aos piores deles. E ela talvez o amasse mais do que muitos filhos amam os pais exatamente por essa razão.

-Também te amo muito - respondeu e saiu do carro, batendo a porta enquanto encarava o prédio suntuoso à frente. 

*

Armin guardou o PSP antes do início da primeira aula, considerando que já conseguira torrar a paciência até do mais paciente dos professores, o Faraize. Não se importava de levar bronca, mas certamente os pais o deixariam de castigo se recebessem outra advertência, então era melhor andar na linha por enquanto.

Olhou pela janela. Não era um apreciador dos "dias lindos" mas precisava admitir que as manhãs no final do verão tinham certos encantos. Ele não gostava de atividades ao ar livre, mas consideraria qualquer uma delas apenas para não ter que se entediar de maneira letal durante a próxima hora. 

-Uau! - tirou os olhos da janela quando Alexy exclamou na carteira ao lado, saindo da sua sessão de fofocas com Rosalya. Armin acompanhou o olhar interessado dele até a porta.

E aquela foi a primeira vez que a viu. A garota bonita do vestido roxo e dos cabelos longos na altura da cintura, tão negros quanto os dele. Estava acompanhada de Nathaniel que, cordial como sempre, pareceu informar Faraize de sua presença enquanto ela esperava na porta. De pé, a recém-chegada parecia alta, mas provavelmente ainda mais baixa que os garotos da turma; seu porte era longilíneo e levemente atlético, "como daquelas pessoas estranhas que geralmente têm hábitos saudáveis", pensou, considerando que não se lembrava da última vez que tomara um copo d'água ou comera um vegetal. 

-Amei o look - ouviu Rosalya sussurrar para Alexy, recostando-se ao máximo na cadeira enquanto o irmão de Armin se debruçava sobre a mesa para ouvi-la.

-Bom dia, turma, atenção aqui - Faraize pediu e, se não fosse pela curiosidade generalizada que a garota causara, teria, como sempre, falhado na tentativa de conseguir a atenção dos alunos. Porém, como dessa vez havia sido diferente, prosseguiu. -Nathaniel acabou de me informar que temos novidade hoje. Venha, senhorita, fique à vontade para se apresentar para os seus novos colegas.

Ela sorriu de maneira simpática para ele e, diante do silêncio total da turma, foi para o lado dele se apresentar, ajeitando a alça da mochila nas costas. 

-Eu... não tenho muito a dizer, só... Meu nome é Daphne, tenho 16 anos e vim da capital há alguns dias - ela disse, em um tom suave que agradou os ouvidos de Armin. Não parecia tão intimidada pelos olhares curiosos, apenas um pouco tímida. -Er... já tá bom?

O professor riu levemente, assentindo e apertando a mão dela para desejar boas-vindas. E, para o desapontamento de Armin e de certamente qualquer outra pessoa na sala que quisesse olhá-la de perto, Faraize indicou a carteira atrás de Nathaniel, ou seja, a segunda da fileira. 

-O cabelo dela é lindo também, parece o meu quando tá natural - nada modestamente, diante da visão dos cabelos caindo pelas costas da novata, Alexy comentou com Rosalya, bem baixinho. 

*

Armin viu a garota nova com Nathaniel durante o intervalo depois da segunda aula. Ele parecia voltar da gráfica do colégio com o material dela, ajudando-a a guardá-lo no armário. 

-Você vê o que eu vejo, Rosalya? - assustou-se quando sentiu seus braços serem tomados, um de cada lado, por Alexy e Rosalya. Ambos se entrelaçaram a ele enquanto olhavam Daphne dizer algo que fez Nathaniel rir e corar a alguns metros de distância no corredor. 

-Se for Armin desidratando a novata, sim - Rosalya divertiu-se. -Vamos lá falar com ela, garanhão. 

-Eu... Preciso fazer xixi - Armin tentou fugir do aperto que ambos faziam em seus braços, mas não conseguiu. 

-Nem pensar - Alexy o puxou com a ajuda da amiga, só o soltando quando estavam ao lado da dupla no final do corredor. 

-Ah, olá - Nathaniel sorriu para os colegas enquanto Daphne olhou para os três com curiosidade e simpatia. Armin engoliu em seco quando ela o olhou nos olhos, sorrindo levemente, amistosa. Era a primeira vez que a olhava de perto, para o rosto pálido de traços quase cartunescos, com os grandes olhos castanhos e lábios esculpidos.

-Nathaniel, viemos conhecer a novata, não seja mal-educado! - Rosalya brincou diante do silêncio, seu tom atrevido agradando Daphne. 

-Oh, claro - Nathaniel riu levemente, gesticulando na direção dos três ao apresentá-los. -Daphne, essa é a Rosalya, esse é o Armin e esse é o Alexy. 

-Prazer conhecer vocês - ela sorriu mais abertamente enquanto os três retribuíam com acenos de cabeça. -Estamos na mesma sala, não é? 

-Estamos sim - Rosa respondeu, animada com a recém-chegada. -E eu amei sua jardineira - ela disse, apertando as mãozinhas ao lado do rosto ao inclinar a cabeça, como se ver qualquer pessoa bem vestida a fizesse feliz. 

-Ah, obrigada - ela agradeceu, rindo levemente, o elogio vindo de outra garota a deixando adoravelmente lisonjeada; Armin não entendia de moda, mas o decote moderado, a cintura marcada e as pernas expostas da moça o faziam grato pela existência daquela roupa. 

E, pela forma que Nathaniel se inclinava para perto de Daphne ao se encostar no armário e olhá-la docemente, percebeu que não era o único.

 

*

-Aqui, experimente - no final do dia, Armin estendeu a lata de limonada direto da máquina do corredor para Daphne. Alexy e Rosalya haviam simplesmente desaparecido na hora da saída a fim de deixá-los a sós, mas apenas a recém-chegada não sabia disso. 

Ela tomou um gole, surpreendendo-se com a quantidade de açúcar. Se tomasse uma lata inteira daquilo, provavelmente tremeria pelo resto do dia pela hiperatividade. 

-Cacete, é água com açúcar - ela riu enquanto devolvia o recipiente para o novo amigo, que fez uma cara de "exatamente!". -Se eu tomasse a lata inteira teria o mesmo efeito de cheirar três carreiras de pó. 

-E é por isso que eu adoro, cara - ele afirmou e riu, tomando generosamente da lata. Nesse momento, um garoto de cabelos vermelhos passou por eles, enquanto era acompanhado pela tal Melody, a passiva-agressiva que pareceu capaz de mordê-la quando Nathaniel a convidou para fazerem um trio na aula de física. Aliás, o fato de que os olhos dele brilharam quando ela soube a resposta de uma questão que os dois erraram não pareceu ajudar. 

-Castiel, eu preciso da sua assinatura na folha da detenção - a voz histérica da menina de cabelos cor de mel não pareceu agradar o rapaz.

-Infelizmente, não posso ajudar - ele disse, indiferente, ignorando-a quando notou os olhos de Daphne sobre si e, de um jeito que a fez se encolher timidamente pela sensualidade, piscou o olho direito. -Outra hora, gatinha. 

Disse, definitivamente dirigindo o chamamento à novata enquanto jogava a mochila nas costas e caminhava despreocupadamente até a saída, deixando uma Melody vermelha de raiva atrás de si, que olhou para Daphne sem poupar a expressão de indignação enquanto pisava duro até a sala do Grêmio. 

-Uau, ela te odeia - Armin disse em um tom agudo, rindo da situação. Não havia notado o flerte de Castiel, pois distraíra-se com a ira de Melody. Porém, se aproveitou da situação para fazer um comentário de isca. -O que significa que Nathaniel provavelmente gostou de você. 

-Ela é namorada dele? - perguntou, estranhando tanto ciúme. -Quer dizer, ela não desgruda dele, então... 

-Ela queria muito ser - Armin respondeu enquanto caminhavam até a saída. -Mas acho que ele não tem nenhum interesse. 

-Entendi - ela disse, simplesmente. Armin tentou lê-la, mas falhou. Quase perguntou o que achava de Nathaniel, mas ficaria óbvio demais que ele estava curioso, então desistiu.

 



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