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História Daqui até a lua - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 2 - "Minha santa Frida Kahlo!"


Fanfic / Fanfiction Daqui até a lua - Capítulo 3 - Capítulo 2 - "Minha santa Frida Kahlo!"

•Giulia•

Domingo ~ 10:00h

Fome. É o que eu estou sentindo agora. Ontem após subir e olhar pela janela, eu tomei um banho, deitei na cama pra mexer um pouco no celular e acabei dormindo, perdi o jantar. Fico alguns minutos olhando para o nada e crio coragem pra levantar, vou até o banheiro e faço minhas higienes. Desço as escadas e chego na cozinha.

- Gih, bom dia! - Nathan corre e me abraça, o que será que ele quer?

- Bom dia... tudo bem com você? - pergunto ainda estranhando seu carinho repentino.

- Sim, e com você?

Estranho mais ainda. Pare com isso, Giulia! Ele é seu irmão, carinhos são normais, né?! Não, principalmente quando vem dele...

- Também estou bem... hum então, você precisa de alguma coisa? - pergunto insegura.

- Finalmente! Eu quero panquecas, tchau. - se vira e vai para a sala. Eu sabia!!

- Bom dia, Giulinha do meu coração... - Matteo aparece.

- Não!! Eu vou fazer pro Nathan porque ele é muito novo pra mexer com fogo, mas você não. - digo rápido e ele fica boquiaberto.

- C-como... como você? - gagueja confuso.

- Nathan já veio falar comigo. - falo e mando um beijo pra ele.

- Se você fizer pra mim, eu lavo a louça até o final das férias. - propõe e estende sua mão direita.

- Fecha... ei, as férias acabam amanhã!! - digo quase em um grito. - Não foi dessa vez, maninho. - vou até a geladeira pegar as coisas.

Farinha, ovos, açúcar... Ok, isso não é um vídeo de receita.

Acabei de comer as panquecas e por algum motivo misterioso, uma sumiu.

- Matteo, o que você achou das panquecas? - tenho que ter certeza se a massa evaporou, ou se alguém comeu.

- Estavam perfeitas, como conseguiu fazer? Você nunca gostou de fazer doc... - temos um ladrão de cafés da manhã entre nós.

- Parabéns!! Você acaba de ganhar um cupom de lavagem de louças até o mês que vem. - debocho e pego os pratos, levando até a pia. - Seu trabalho começa hoje.

- Chata. - sussurra, porém eu consigo ouvir.

- Ladrão de panquecas. - rebato.

- Irmãos mais velhos. - Nathan se mete.

- Era pra ofender? - pergunto e o menino dá de ombros.

- A vizinha veio aqui mais cedo. - Matteo fala e eu levanto as sobrancelhas.

- O que ela queria? - indago curiosa.

- Disse pra você ir mais tarde lá, acho que ela fez bolo. - sorrio.

- Obrigada! - saio saltitante.

Subo pra trocar de roupa e me lembro das coisas da escola. Pego meu celular e procuro por um contato em específico, Liz. Ela é uma grande amiga, acho que posso chamar de melhor, tem olhos castanhos, cabelos curtos ondulados e lábios desenhados, usa óculos e tem uma inteligência tecnológica de invejar.

- "Amiga? Por que tá me ligando essa hora? Está tudo bem?"

É a primeira coisa que ela fala quando atende.

- Está sim... Liz, que horas você vai sair de casa amanhã? Tem como você passar aqui?

- "Oito horas eu chego aí, não se atrase!"

- Beijos, até!

- "Até!" - diz e desliga.

Arrumo o material na minha bolsa e deixo o uniforme passado. Visto uma calça sarja bege com botão e um cropped simples branco.

- Eu e o Nathan vamos sair, quer ir junto? - Matteo bate na porta.

Hum...

- Eu não sei, eu... - porque é tão difícil?

- Eu sei que você não consegue dizer não, mas eu entendi. - diz rindo e eu suspiro aliviada.

- Divirtam-se! Sempre quis falar isso! - falo rindo.

Já faz 2 horas que os meninos foram. Eu pedi delivery, arrumei a cozinha, e nesse momento, estou indo na casa dos novos vizinhos.

Toco a campainha, espero e nada, quando eu estou me preparando para tocar de novo, a porta abre.

Eu bati na porta certa?

Um menino mais ou menos 15 centímetros mais alto que eu abre a porta, cabelo rebelde repartido ao meio, longos fios pretos e bagunçados, olhos verdes, lábios cupido e corpo pouco malhado.

- É... A Dona Lena está? - pergunto olhando para o garoto.

- Uhum - murmura me olhando dos pés à cabeça. - Mãe, a... - fala me encarando e eu desvio.

- Giulia. - respondo olhando para as minhas pulseiras.

- A Giulia chegou. - termina de falar e manda eu entrar.

- Obrigada! - digo entrando na casa e ele acena subindo as escadas.

Minha santa Frida Kahlo! O que foi isso?

- Giulia? - me viro e vejo Lena.

- Oi, como a senho... - paro de falar e me lembro do que ela disse ontem. - Como você está? - corrijo e ela sorri.

- Vou muito bem, querida. - diz indo até a cozinha, a sigo. - E você?

Então... eu acabei de conhecer seu filho, um menino extremamente bonito, cujo ficou me encarando e eu não soube reagir, tenho quase certeza que ele me acha uma maluca agora. Não estou nada bem.

- Estou bem! - minto.

- Hoje nós vamos comer no quintal. - ela aponta para a janela e eu posso ver uma mesa com um pano florido.

- Adorei a toalha de mesa. - presto mais atenção e vejo 3 cadeiras. - Hum... porque tem três cadeiras ali? - pergunto.

- Ah, meu filho comerá com a gente. - diz e sai pela cozinha, indo até o quintal. E eu, bem... eu continuo paralisada.

- Você não vai? - o menino aparece.

- Que? Ir onde? - totalmente desnorteada, essa sou eu no momento.

- Comer o bolo que minha mãe fez. - aceno e ele sai.

Mais micos, senhorita Giulia? - meu subconsciente zomba.

Acordo dos meus pensamentos e ando até os dois.

- Chá ou suco? - Lena pergunta enquanto eu me sento.

- Suco, por favor. - digo e ela sorri colocando um líquido vermelho em uma taça, franzo o cenho.

- Frutas vermelhas. - diz rindo. Acho que fiz careta. - E você, meu filho, suco também? - pergunta ao menino que está com roupas pretas. Ele acena concordando.

- Humm, o que vocês estão achando da cidade? - questiono depois de um tempo em silêncio.

- É muito interessante... Sabe o que eu achei incrível?! Hoje, quando eu estava arrumando a mesa, eu vi um pequeno esquilo, ele era muito fofo e... - continuou falando e falando.

Ela fala bem mais que eu, isso é incrível!!!

Já são 4 da tarde e nós ainda estamos tagarelando, o filho da Dona Lena, que até agora eu não sei o nome, subiu para o seu quarto.

- Aí quando eu vi, a barata já estava subindo no sofá, eu só soube gritar. Já estava planejando colocar fogo na casa... - voltei a rir, Lena está contando histórias desastrosas com animais asquerosos. - Quando eu finalmente achei que derrotar a bichinha, ela abre asas que eu nem sabia que tinha e começa a voar pela sala. - minha barriga está doendo de tanto rir.

- Uma vez, eu acidentalmente passei a mão em um rato. - falo e ela arregala os olhos. - Era de noite e eu precisava pegar o meu celular que eu tinha derrubado no gramado da minha casa. Não tinha nada para iluminar, então, a única coisa que restou foi: passar a mão no gramado até sentir meu celular.

- Aí não!! - Lena diz.

- Eu estava lá, passando a mão no chão, até que eu sinto algo peludo e pequeno. - fecho os olhos me lembrando, aquele dia, sem dúvidas, foi o mais louco da minha vida.

- Como você soube que era um rato? - pergunta.

- Meu irmão mais velho, ele apareceu com uma lanterna, iluminando o gramado, eu e o bendito rato. - a partir desse dia, meu medo por ratos aumentou em 1000%.

- Eu iria desmaiar. - diz rindo e eu faço o mesmo.

- Lena, eu gostaria muito de ficar mais horas e horas conversando com você... mas eu tenho que ir. Você é muito talentosa na cozinha! - digo me levantando.

- Aprendi tudo na internet. - ela fala sorrindo.

- Tem certeza que não quer ajuda com as louças? - pergunto pela terceira vez.

- Eu já disse que não, menina. Obrigada pela companhia, mais uma vez. - aceno rindo.

Saio do quintal e entro na casa, passo pela cozinha e chego até a sala, saio fechando a porta e ando até a calçada. Quando estou quase em frente à minha casa, uma coisa no chão chama minha atenção.

- O que é isso? - falo me abaixando para pegar o objeto. - Uma... hum... - me levanto com o pequeno objeto na mão. - Uma palheta. - me lembro. Ela é preta com detalhes pratas, no centro tem duas letras desenhadas.

LS. O que será que significa?

Entro em casa com a palheta e vejo meus irmãos, falo com os dois e subo para tomar banho.

×××

Capítulos novos toda segunda e quinta.

Espero que tenham gostado. Fiquem bem... e até quinta!

Com amor, maah.



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