História Dar-lhe um girassol. - Kacchako. - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity)
Tags Bakugou, Bakuraka, Bnha, Boku No Hero Academia, Fluffy, Kacchako, Katsuki Bakugou, Mha, My Hero Academia, Ochaco, Ochako Uraraka, Uraraka, Uravity
Visualizações 58
Palavras 3.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA QUEM VOLTOU COM KACCHAKO! :)

Eu não tenho palavras pra descrever o quão feliz eu estou por ter conseguido escrever isto! Eu tava a muito tempo tentando escrever sobre este casal e agora fico bem mais aliviada!

Enfim, espero que vocês gostem. Serão apenas dois capítulos, e o próximo tá quase pronto. Só não postei uma oneshot porque iria ficar muito grande. Então, boa leitura!

Capítulo 1 - Um.



Ele estava calmo, e sentia que nada poderia o tirar do sério - Como se espera de Bakugou Katsuki. O sorriso, mesmo que minimalista, não abandonava seus lábios e era como se estivesse voando. Não estava, disso ele tinha certeza, pois sentia o chão ao dar um passo desajeitado. As cores do ambiente eram vivas, a grama num verde intenso se misturava com as outras flores do local. Tinham várias, de tamanhos e formas diferentes, que disputavam o destaque com o céu tardio e com o sorriso da garota à sua frente. A última vencendo em disparada a competição.  

Ochako segurava a sua mão com os quatro dedos finos e delicados enquanto dava risada, e ele se deixou contagiar pela aura alegre da menina - Não que fosse muito difícil, também. Via os olhos amendoados brilhando como se armazenassem bilhões de estrelas em sua imensidão, e tudo que lhe restava fazer era seguir os puxões da morena. Que dizia repetidamente que ele tinha de ver algo. E Bakugou poderia protestar, espernear, xingar Uraraka do que fosse, mas não o faria nem se quisesse, no final das contas. 

"Olha só, Bakugou-kun! São girassóis, eu sempre quis ver um de verdade!" Disse, animada, soltando a mão do loiro para se abaixar e observar a flor amarela com mais cautela. Enquanto Katsuki não sabia onde manter o olhar, no girassol ou no rosto redondo da garota. Sabia que dali para frente, apenas por escutar o nome da planta iria lembrar das bochechas rosadas que tanto confundem a sua cabeça. Só não sabia o motivo pelo qual Ochako o abraçou, ainda rindo. Aquilo estava tão estupidamente perfeito que parecia um… ah não. 

É, foi isso mesmo. Mais um sonho do caralho que o fazia sentir como um moleque besta e apaixonado. Não que fosse totalmente mentira, mas qual é? Quem fica sonhando com a garota que gosta, num contexto tão meloso que chega a ser possível sentir o açúcar na boca, é retardado. O Deku maldito pode muito bem fazer isso - É bem a cara dele, por sinal. - mas Katsuki não! 

Por isso ele se levanta da cama em um movimento só, marchando irritadiço até o banheiro onde realizou sua higiene básica com bastante brutalidade, assim como foi a troca de roupa. Aqueles sonhos só serviam para o deixar mais puto do que ele costuma estar. Não é como se ele tivesse tanta esperança assim por um sentimento correspondido, mas era bem frustrante constatar que não; aquilo estava bem longe de acontecer. 

Ele percebeu o seu pequeno abismo pela controladora de gravidade mais ou menos no fim do primeiro ano, mas é lógico que não iria esperar alguns dias para se declarar ou algo assim, tanto que a única pessoa ciente dos sentimentos dele para com a morena é o Cabelo de Merda, e só. Não tinha o que fazer com o coração acelerado ou com o frio na barriga, então enfiou tudo aquilo numa caixa bem trancada no fundo se seu cérebro e foi assim até hoje. Mas ele se esqueceu que nunca tinha se apaixonado antes, não sabia o que fazer com o sentimento e muito menos como superar. O pior é que a maldita Cara de Lua parece ficar mais perfeita a cada dia que passa. Fica mais forte, mais bonita, mais adorável, e mais um monte de adjetivos bonitinhos pra caralho que se pode dizer num contexto daqueles. 

E aquele seria mais um dia onde iria esquecer aquilo, lembrar quando botar os olhos em Ochako, demorar para esquecer novamente acabar mais puto ainda. Nada de diferente na rotina de Katsuki. 

-- Bom dia, biriba! - Após fechar a sua porta, deu de cara com um sorriso de dentes afiados, franzindo o cenho mal-humorado, como sempre. 

-- Vai se foder, Kirishima

-- Vish! Chamou pelo nome, aconteceu de novo? - O ruivo indagou, ele sabia dos sonhos que andava tendo, por isso não foi algo surpreendente quando ouviu a pergunta. Então apenas bufou, já perdendo a paciência que não tem com o Kirishima dando uma de espertalhão. 

-- Não é da tua conta, porra!  

-- Cara, na boa, 'cê não acha melhor falar com ela e tal? É que isso tá ficando meio estranho até. Se quiser eu falo com ela! Isso não seria coisa de macho… Mas eu falo! 

-- Não é pra se meter, Cabelo de merda. E que diferença faz? Já tá guardado a tanto tempo, mais um pouco não vai mudar caralho nenhum! - Vai sim, na verdade. Se ele já está enlouquecendo com esses sonhos aí imagina se algo pior acontece. Por exemplo, se a bochecha se apaixonar de vez pelo Nerd do Deku, o que não é dúvida que já esteja acontecendo. Isso frustra tanto Bakugou que ele tem vontade de explodir alguma coisa! 

-- Tá certo, então. Mas eu tenho uma última sugestão antes de parar de falar disso de verdade

-- Desembucha

-- Chama ela pra sair no próximo treino! Eu tô ligado que é meio difícil e pa, mas vocês já tão treinando todo fim de semana juntos, o quê custa? 

-- Tsk. Vai sonhando! Vambora, se não os figurantes acabam com a comida - Cortou o assunto, nunca se sentia muito confortável falando sobre aquilo. E pior ainda, a ideia do amigo não soou tão ruim assim. Porra, eles estão treinando juntos a mais ou menos uns três meses, não seria lá muito cabuloso se ele chegar e chamar ela pra sair. O problema seria se ela negasse o convite. 

Bakugou nem quer imaginar o quão humilhado se sentiria, não porque uma menina deu um pé na bunda dele, Ochako tem todo esse direito, e ele até entenderia se ela não quisesse sair com ele, mas não é exatamente o que ele quer ouvir… Um não vindo da voz suave da Uraraka seria o mais efetivo de todos. Estava sendo covarde? Talvez. Mas pelo menos a única pessoa que sabe da sua covardia é o Kirishima. 







Ochako acordou mais cedo que o normal, afinal, era sábado, teria treino com o Bakugou e por sorte acordou disposta para não chegar no hall atrasada e escutar as reclamações do loiro explosivo. Ficou até orgulhosa por ter chegado lá antes dele. 

-- Uraraka-san! Bom dia - Saudou o garoto de madeixas esverdeadas, e a menina sorriu gentilmente. Sabia que ele estaria lá, de toda maneira, Midoriya sempre acorda cedo nos finais de semana para treinar, claro. 

-- Bom dia, Deku-kun! Como está? 

-- Ah, muito bem! E você? Oh, antes que eu esqueça, o Todoroki tá fazendo uma vitamina muito boa, eu tô até mais disposto! - Ele diz de maneira animada, e a mais baixa ri pelo entusiasmo dele. - Bem era só pra avisar, se quiser é só pedir pra ele… Eu já vou indo, Uraraka-san. Até depois! 

-- Tchau! - Ele sai do hall apressado, e a morena vai até a cozinha ainda com o sorriso no rosto. É bom ter essas conversas com Izuku, principalmente logo pela manhã. O rapaz sempre está animado, e por algum motivo, ela sempre é contagiada. Acaba que ele a desperta mais do que qualquer vitamina. Ainda mais porque é bem esgraçado presenciar o quão atrapalhado ele é, o seu humor sempre melhora. 

-- Bom dia, Todoroki-kun! - O híbrido sorri de canto e acena com a cabeça em resposta; silencioso como sempre. Ela estava acostumada, num geral, ele é sempre meio distante, mas muito gentil. Teve a época em que Ochako era extremamente intimidada pelo filho do número um, mas foi percebendo aos poucos que não tinha necessidade, na verdade ele é mais uma pessoa de atitudes do que palavras - Por mais brega que isso possa soar. 

-- Quer uma? - Viu-o estender o próprio copo de vitamina, e Ochako ia negar, mas foi interrompida por uma cabeleira loira e irritada. 

-- É melhor aceitar, Uraraka, comer uma maçã não te ajuda muito. 'Cê quase desmaiou no outro treino! 

-- A-ah, mas eu não estava me sentindo bem naquele dia… não- - Bakugou cruzou os braços, e ele não precisava dizer nada, Ochako inflou as bochechas antes de virar para Shouto com um sorriso envergonhado. - Pode fazer mais uma, por favor? - O garoto acenou, mantendo a sua expressão monótona, e a menina se virou para Katsuki com um sorriso divertido nos lábios. - Bom dia pra você também. 

-- Vai me cobrar bom dia agora? Eu hein!  - Ela quis rir mas conseguiu se conter, então  ia apenas se aproximar do loiro quando ele ficou… tenso? Fitou-o para ter certeza, e encontrou os lábios masculinos crispados. - Vou tomar café logo nessa bosta, a gente já tá atrasado

Ela ia provocar ele sobre a culpa dessa vez não ter sido sua, mas estava um pouco intrigada com a reação que tivera quando se aproximou. Era estranho porque ele nunca fez isso, não tinha nem motivos, na realidade. Pôde escutar até um grunhido da parte dele quando se tencionou, e aquilo não era normal. Esse era o tipo de reação que… não, não poderia ser isso. Ochako fazia isso com aproximações muito severas de Deku quando ainda gostava dele. Era ele se aproximar mais e ela ficava petrificada. Mas o Bakugou gostando dela? Isso não faz nem sentido. Poderia ser verdade… mas não é. 

Ah, qual é? Quem não percebeu ainda que Uraraka tem uma queda bem grande, por sinal, pelo herói explosivo? Talvez só ele próprio mas é melhor manter assim. Não queria que ele se afastasse por isso, até porque, apesar dos pesares, era legal passar um tempo com ele. Não necessariamente pelo fator romântico da coisa, mas sim porque era. Ele sempre acabava dando dicas pra ela relacionadas a lutas e novas formas de combate, e também dava brechas para que ela notasse o quão mais profundo ele é; para perceber que Katsuki não é só aquele saco de raiva que todo mundo vê. Levou um tempo para que se acostumasse com a ideia, mas acabou que deu tudo certo. Mesmo que ela tenha admitido somente para a Tsuyu, Ashido e  Midoriya, quase toda a sala sabe, menos o próprio Bakugou. 

Ela só não sabe dizer se isso é bom ou ruim. 







-- Olha, Bochechas. Se vai pegar impulso assim toda vez, vai acabar torcendo o pé - Ele adverte mais uma vez sobre a mesma coisa. Ochako era teimosa, e estava dando impulso para pular da forma errada. A garota, já cansada, choramingou enquanto se sentava no chão do campo de treinamento. Estava ofegante, suada e com o corpo cheio de fuligem, só que ela continuava linda, pra variar. 

-- Podemos… sabe… fazer isso final de semana que vem? Eu tô morta! - Suplicou a jovem com suas grandes orbes amêndoas envoltas sobre uma aura pidona a qual Bakugou não era capaz de resistir. Desgraçada. 

-- Ha! 'Cê fala e fala, mas cansa mais rápido que um sedentário - Ele zomba antes de alcançar a sua garrafa de água e também a da garota, se sentando ao lado desta e lhe estendo o objeto. 

-- Nem vem! Você que é uma máquina de lutar! - Ochako brincou e Katsuki respondeu com um risinho  convencido. Só que por mais concentrado que ele parecesse estar, sua cabeça não parava de martelar a mesma coisa, "chamar ela pra sair". 

Ele não iria fazer isso, já tinha se decidido. Não iria ser exatamente estranho, já que eles não são mais apenas conhecidos. Se ousar, pode-se dizer que construíram até um tipo de amizade, e é aí que tá, amizade. Nada mais que isso, sem sinais da parte de nenhum deles de qualquer interesse romântico e Bakugou às vezes se pega pensando se não teria sido melhor dar algum sinal que tá de quatro por ela desde o festival, no primeiro ano. Só que isso deixa ele cada vez mais puto consigo mesmo, esse medo idiota de ser negado. Ele é o Bakugou! Vai ser a droga do herói número um e tem medo de levar um não?! Só porque a garota é extremamente fofa e causa reações diversas em seu interior não quer dizer que ele vai morrer caso ela negue um convite de sair para jantar. 

-- Eu fico frustrada… - Uraraka diz, cortando o silêncio dos dois que era ocupado por respirações ofegantes e goles de água. 

-- Hã? 

-- Sabe, você falou uma coisa que é verdade. Eu tava me impulsionando da forma errada, e nas cinco vezes eu tentei fazer do jeito certo, acabei fazendo exatamente igual às outras - Ela ri baixo. - Eu tenho certeza que se fosse você no meu lugar, ninguém precisaria nem falar nada… 

-- Isso quer dizer que você não tá enxergando tudo o que fez - A morena o fita com uma sobrancelha arqueada e, a partir daí, ele sabe que tem que tomar cuidado com as palavras para não se declarar de uma vez. - Foi um erro só no meio de um monte de ataque foda. Eu não sei que merda passa na sua cabeça quando você se diminui assim, você foi muito bem - Katsuki desvia o olhar, porque sabe que se continuar encarando ela e aquele sorrisinho vai acabar ficando da cor do cabelo de Kirishima. E de novo, o coração acelera, não que isso seja lá uma novidade, mas ele tinha que se controlar. 

-- O-oh… obrigada! - As bochechas estavam um pouco mais rosadas que o normal, e ela tinha um sorriso estúpido de tão bonito nos lábios. Era patético como a vontade de abraçar aquele corpo pequeno crescia a cada instante que permanecia lá. 

-- Tsk. Tanto faz - E então disfarçar com algo que o faça parecer despreocupado; fim da encenação. Deu mais um gole na sua água, mais para acalmar as borboletas no seu estômago do que para aliviar o cansaço do treino. Então viu Ochako levantar e se alongar brevemente, seguindo-a com o olhar. - Aonde vai? 

-- Bom, já acabamos, não? Vou arrumar as minhas coisas pra voltar - Explicou agora fitando o loiro, que permaneceu sentado antes de respirar bem fundo algumas vezes, vendo-a arrumar as coisas que trouxera. 

-- Uraraka - A citada colocava a mochila rosa nas costas quando parou momentaneamente antes de devolver o olhar para Bakugou. Beleza, imbecil, o que falar agora que já chamou a atenção dela? Nem mesmo ele sabia porque o fez, mas não poderia permanecer encarando a carinha redonda e confusa dela porque sim. Então… - Quer… hum… sair hoje, ou alguma porra assim? 

Os olhos da controladora de gravidade se arregalaram levemente e foi aí que ele quis mesmo sumir. Caralho, é lógico que ela vai negar! Que ótima opção essa de o que falar. O rapaz não se mexia, queria apenas virar para a direção oposta à de Ochako e nunca mais virar, no entanto, uma risadinha chamou a sua atenção. E quando viu, o sorriso gentil dela estava lá. Aquele que destrói qualquer estrutura que ele tiver no momento, esse mesmo. 

-- Tudo bem, eu adoraria! - Espera, quê? - Que horas? - ELA NÃO NEGOU?! 

-- As… as seis, tá de boa? 

-- Tá ótimo! Eu te vejo às seis, então! - E foi a última coisa que ela disse antes de sair de lá rumo ao dormitório. Deixou para trás um Katsuki fodidamente confuso e feliz para trás. Afinal, como não se alegrar? 





-- ELE TE CHAMOU PRA SAIR?! - A garota cor de rosa bramiu animada após Uraraka contar o motivo pelo qual um sorriso besta não saia de seus lábios. Sabia que era meio arriscado contar para Mina, ela tinha a boca meio aberta demais para essas coisas, mas não tinha porque esconder, né? 

-- Mina-chan! Fale mais baixo… mas sim, ele me chamou pra sair. Eu tô tão nervosa - Desabafou em um tom choroso, enquanto a rosada não parava de sorrir, quase dava pulinhos no lugar. 

-- Ei, se acalme! Vai dar tudo certo. Ele não chamaria qualquer uma, e conhecendo o Biriba, não tem como você desaponta-lo. 

-- C-como assim? 

-- Oh, é que você tem que conviver com ele pra ver! Ele é caidinho por você - Uraraka sentia que poderia desmaiar naquele momento. O Bakugou? Caidinho por ela? Parecia uma piada. Ele nunca demonstrou nada, esse convite também, é um jantar entre amigos. Vai que ele cansou de aturar o Kaminari e tal? Nada demais. 

E outra, era Ashido ali. Muitas das coisas que saem da boca dela são só boatos ou 'achismos'. Não tinha como ser verdade… mas e se fosse? Essa opção parecia tentadora e perigosa ao mesmo tempo, visto que existia uma gigantesca chance de se fiar naquilo e quebrar a cara graciosamente quando descobrir que era só mais um boato falso da Mina. Seria bom evitar aquele pensamento, então: Ele só a chamou para jantar, nada mais que isso. 

-- Não, eu sei que conheço o Bakugou-kun com menos… profundidade que você. Mas sei que ele me chamou só por conveniência - Afirmou, vendo a garota de orbes douradas suspirar, com um sorrisinho ardiloso nos lábios. 

-- Bem, se quer pensar dessa forma. Não vou discutir. Agora, vamos! Temos que escolher essa roupa logo, daqui a pouco o cabeça quente já tá te esperando - Ashido disse e puxou Ochako rumo ao elevador, para irem até seus dormitórios. 

No entanto, por mais determinada que Uraraka estivesse para esquecer aquilo, era praticamente impossível. A voz convencida misto a um tom fofoqueiro típico de sua amiga cor de rosa, não parava de martelar em sua cabeça. Se antes já estava nervosa, agora então,  nem se compara. Até porque não fazia sentido. Bakugou era… bem, o Bakugou! O cara cabeça quente que só fala em ser o herói número um, aquele que xinga Deus e o mundo sem nem se importar com quem seja. Exatamente, então como um cara desses estaria gostando de alguém como ela?! Sem nexo; não podia ser verdade. 

Sua mente turbulenta vasculhava cada detalhe mínimo dos momentos que compartilhou com o loiro em busca de alguma ação, frase, palavra, de qualquer coisinha que denunciasse um possível afeto romântico de Katsuki para consigo. E nada. Não encontrou nem uma encarada suspeita, nem comentários de terceiros que não fosse este último da Mina. Chegava a ser engraçado como o seu estômago embrulhava, estava ansiosa e, talvez, esperançosa. 

-- Prontinho! O que acha? - A rosada questionou, parada ao lado das roupas separadas na cama da morena. Esta estava sentada na cadeira de sua escrivaninha, e se levantou quando a amiga ácida chamou sua atenção. 

Alguns passos para frente, e viu a roupa que a outra separou para si. Gostou, e até agradeceu por ter alguém que a conheça tanto - Assim como conhece tanto o cara que gosta - a ajudando naquele  momento. Por mais que suas esperanças não fossem lá as mais elevadas, ter Ashido ali, a auxiliando, era mais do que bom. 

Era uma blusa de lã sintética amarela, calças xadrezas também amarelas e uma camisa de manga longa branca. Não conteve o sorriso, pois aquilo era a sua cara. 

-- Nossa! Muito obrigada, Minha-chan! Eu adorei… só espero que ele goste também 

-- Não esquenta, amiga. Escolhi essa roupa pensando nele. E que insegurança é essa?! Nem precisa pensar essas coisas, você é muita areia para o caminhãozinho dele, viu? - As duas riram, e a morena quis acreditar que era verdade. Talvez aquilo seria a única coisa que a restava para tentar se acalmar. 

Agora só a restava respirar, fundo, já havia aceito o convite do loiro, afinal de contas. 





Katsuki estava uma pilha de nervos, sentado no sofá do hall, tentava manter sua carranca costumeira sem ceder à sua mente turbulenta. Ele queria sim sair com Ochako, não tinha nem como negar isso, mas aquele era um dos momentos em que se encontrou mais tenso em toda a sua vida. 

Ele vestia uma camisa vinho e por cima, uma jaqueta de couro preta. Em baixo, calças jeans surradas azul-escuras e tênis. De acordo com Kirishima ele estava o mais másculo possível, no entanto, por mais confortáveis que as roupas deveriam ser, sentia vontade de rasgá-las. Ficavam cada vez mais apertadas, e se sentia sufocado. 

Uma solução para aquele colapso interno que estava tendo seria pensar em outras coisas, certo isso não é difícil. Mas a sua cabeça do caralho só pensava na Bochechas, nada mais. Se irritou mais ainda, então sua próxima opção seria conversar com os meninos, é! Essa é uma boa! 

-- Ah… sério? Esse assunto é ridículo, na moral - Escutou Kirishima dizer ao se aproximar, viu Mineta ao lado de Kaminari, e julgando pela cara do ruivo, a duplinha falava merda, como sempre. 

-- Qual é! Para de ser chato, bro! É só uma conversa. E aí, quem é mais gostosa? Momo ou Uraraka? - Sério? Ela estava naquele assunto também? Bakugou só não sabia se deveria gritar para aliviar sua tensão ou esmurrar a cara daquele tampinha cuzão - O qual tem o belíssimo nome, Mineta. Mas não teve tempo de fazer nada, logo escutou a voz caricata e aguda. 

-- Oi! Me desculpa pela demora, eu me enrolei com algumas coisas… - Ochako começou a tagarelar, uma característica que já havia sido evidenciada por ela em outros momentos, portanto Katsuki sabia que ela estava  nervosa. Mas se perdeu na aparência dela, pouco se importando com as coisas que esta dizia. 

A cor lhe caiu muito bem, estava acostumado a sempre vê-la usando rosa, então a mudança repentina era mais do que extravagante. Só não sabia porque havia se fascinado tanto para com o amarelo sob a pele alva da morena, então preferiu acreditar que era tudo apenas um fruto de sua paixonite descabida por ela. 

-- Heh, bro… tem saliva escorrendo no canto da su- 

-- CALA A BOCA, CABELO DE MERDA! - Katsuki esbravejou, fazendo o ruivo, juntamente aos outros rapazes rirem intensamente. Ora porra, foi uma brincadeira idiota demais, e ele não tinha paciência. Contudo sentiu seu coração falhar uma batida quando viu a menor submersa em risos doces e fofos, como aquele serzinho inteiro parado a sua frente. - Tsk. Vamo logo, Uraraka! 

-- Ah, claro! Tchau, Kirishima-kun! - E assim ela o seguiu, ambos com o nervosismo fazendo a festa dentro juntamente às suas almas. 


Notas Finais


Prometo que termino o próximo o mais rápido possível! Até lá. :p


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