História Darhan: o conflito - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Ato I - Dúvida.


- Seguiremos em frente, até a saída da cidade.

- Sim, irmã Miranet, nós seguiremos o plano.

Nunca a vi assim, na verdade, eu nunca os vi assim. Tão unidos, confiantes uns nos outros.
Me senti mais seguro ao estar ali, junto com eles. Parecia que o que estava ocorrendo não era nada, e que iríamos conseguir passar por cima.

Nós continuamos caminhando até que chegamos nas áreas das fendas, elas eram usadas para despistar invasores inimigos nos tempos de grandes guerras pelo que aprendi nos livros de história que diziam serem usadas como grandes labirintos. Mas logo nos separamos da maioria de nossos irmãos.

- Sigam-me, cada um aqui teve seu papel nos túneis, vários de nós conhecemos o lugar, temos mais chances de escapar separados em grupos pequenos do que todos juntos. – Disse minha mãe.

Eu fiquei um pouco confuso, eu nunca a vi fora de casa ou da cidade, somente trabalhando e ajudando o quanto ela podia.

Eu ouvi Kariv sussurrar:

- Esses túneis foram construídos por nossas fortes mãos e por nossa determinação, Sarketh. Agora estamos utilizando-os novamente em novos dias sombrios, mas nós conseguiremos passar por isso.

Eu olhei para trás e vi os olhos de Sarketh, assustados. Como se não pudesse fazer nada.
Então ouvi a seguinte frase:
- Os Kynadun, infinitamente mais poderosos do que nós, sucumbiram perante a praga forasteira. Nós “conseguiremos”?

Kariv aquietou-se, o vi com o semblante abatido, como se suas palavras não tivessem valido de nada, então inspirei e falei:

- Irmão Kariv, nós conseguiremos, não se preocupe.

Kariv encheu os olhos e sorriu, de alguma forma estava motivado novamente, mas não só ele, Sarketh também parecia estar mais confiante. Consegui fazer assim como minha mãe fez minutos atrás. Consegui acender novamente a chama da esperança em seus corações.

- Meu filho, afaste-se.

Minha mãe tocou em uma rocha na parede do túnel, e eu a vi brilhar em um tom azul crescente, que diminuiu após alguns segundos.
O chão começou a tremer, mas não de forma que nos abalasse, eu fiquei assustado mas logo vi todos os outros normais, confiantes de alguma forma.

Logo, uma parede subia diante de nós, trancando a passagem dos túneis, e o chão debaixo de nossos pés começou a elevar. Estávamos sobre uma espécie de elevador.

- Não se preocupe, filho. Nós iremos sair deste lugar, espero que Marunn esteja bem e consiga nos alcançar, ele com certeza sabe onde iremos.

Quando chegamos ao nosso destino, que parecia ser o topo de uma torre envolta por uma escura cúpula de vidro.

 

Vi minha mãe tocar em duas pedras agora, fixadas ao chão, e logo tudo ficara claro novamente. A torre era alta e conseguíamos ver tudo lá de cima. Mas uma intensa névoa negra pairava sobre Skavis. Eu não sabia o que era, mas quando olhei para os demais, eu os vi trêmulos, Sarketh ajoelhou-se e começou a sussurrar palavras que eu não compreendi.
Minha mãe estava chorando, Kariv e Naniv começaram a discutir, e logo quando olhei pela vidraça, eu não conseguia mais ouvir nada. Somente um forte zumbido, meu nariz começou a sangrar, e então, também caí de joelhos com o que presenciei.

A névoa negra que pairava sobre Skavis, logo desaparecera, juntamente com seus raios vermelhos e negros. Porém, nossa amada cidade também não estava lá.

Apenas se encontrava uma cratera, uma cicatriz dolorosa para nosso povo, e para Darhan.


Notas Finais


Só peço que continuem lendo, se estiverem gostando :3, irei continuar atualizando a história


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