História Dark Angel - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - New target


Após mais uma missão bem sucedida, era hora de deixar o Brasil e voltar aos EUA para descobrir minha próxima missão. Assim que desembarquei em Nova Iorque fui direto para o escritório de Rose Taylor, que ficava em sua enorme mansão em um condomínio luxuoso da cidade. As grandes colunas brancas realçavam o poder da construção inspirada na arquitetura grega, uma enorme porta de entrada, pisos de mármore branco e lustres dos mais finos cristais combinavam com a decoração em tons de bege e flores também de tons suaves. Nada discreta, na minha opinião. Rose não faz questão de voar baixo mesmo trabalhando com algo delicado. Ao contrário de nós agentes, que temos pequenos apartamentos em bairros comuns das cidades em que moramos, ela ostenta seu luxuoso estilo de vida.

A porta estava aberta quando em aproximei do escritório, dei dois toques e a mulher dos cabelos escuros e lisos me encarou com os olhos castanhos e um sorriso, fazendo um gesto para que eu entrasse e fechasse a porta. Caminhei até sua mesa e me sentei em uma das cadeiras em frente a mulher de 50 anos.

— Como está minha melhor agente? — Ela perguntou sorrindo orgulhosa enquanto servia champanhe francês em uma taça para mim. — Já soube de todos os detalhes da sua missão no Brasil. Estou orgulhosa, mas não surpresa, visto que você sempre conclui com excelência seus trabalhos. Sua taxa de sucesso é incomparável.

— Obrigada, Rose. Não foi nada que eu não pudesse lidar. — Sorri cheia de mim e dei um pequeno gole na bebida, eu sabia do meu potencial. — Quem é meu próximo alvo?

— Assim que eu gosto, mal chegou de um trabalho e já quer outro. — Ela sorriu e ligou a grande televisão acima da lareira na lateral de sua sala, mostrando a imagem de um homem muito atraente. Cabelos castanhos alisados para trás, perfeitamente penteados e alinhados, contrastando com os olhos azuis como oceano. A estrutura do seu rosto e a linha de seu maxilar firmes, mas o sorriso gentil nos lábios diziam o contrário. — Esse é...

— James Hartfield. — Ela parecia surpresa. — Ele está constantemente na mídia. Jovem empresário britânico, solteiro cobiçado, prodígio e filantropo. — Ela assentiu e sorriu. — Ele é meu novo alvo?

— Sim. Recentemente ele afirmou estar a procura de investidores para financiar sua mais nova invenção: uma medicação intradérmica com bactérias responsáveis pela eliminação de células cancerígenas. — Arqueei minha sobrancelha e cruzei os braços, tentando entender o que havia de errado nessa invenção que estava prestes a revolucionar a medicina. — Mas, aparentemente, ele está criando uma arma biológica. Essa é a alegação do contratante.

— Quem é o contratante? — Disse enquanto pegava uma pasta sobre a mesa, com a ficha completa do alvo e da minha missão.

— É confidencial. — Ergui meu olhar para a mulher e franzi o cenho.

— Eu vou trabalhar para alguém e não posso saber quem é, mesmo com uma alegação grave como essa?

— Exatamente. Por enquanto, essa é a exigência dele. Ele vai te fornecer o dinheiro para o investimento no projeto e nós da agência todo o resto. — Ela desligou a televisão e voltou a me olhar. — Nós precisamos pegar o que ele criou e eliminar o alvo. Sua missão é se infiltrar como uma investidora e se aproximar de James. Se aproximar muito. — Ela deu um ênfase e sorriu de canto, franzi o cenho, mantendo os braços cruzados.

— Eu não durmo com meus alvos. Se eu fizesse isso, o nome da minha profissão seria outro.

— Se a missão falhar, o nome da sua profissão vai ser a última coisa que vai importar. Estamos falando de uma arma biológica e morte em massa. — Ela arqueou a sobrancelha, encostando em sua cadeira com os braços também cruzados. — É pegar ou largar, Dark Angel.

Meu olhar analisou a ficha novamente enquanto eu pensava da importância dessa missão. Pela humanidade, talvez eu precisasse dormir com o alvo, algo completamente fora do meu padrão de trabalho, mas que facilitaria muito meu acesso a sua criação.

Ouvimos duas batidas na porta e ela deu permissão para que entrasse, então logo uma moça em torno da minha idade, na casa dos vinte e cinco eu diria, entrou no escritório, chamando nossa atenção.

— Ah, estava a sua espera! — Rose se levantou e fiz o mesmo. — Dark Angel, essa é Ghost Lady, nossa agente que será sua parceira nessa missão. — A garota dos cabelos curtos, ondulados e castanhos me estendeu a mão e eu apertei, cumprimentando-a enquanto encarava seus olhos verdes angelicais. 

— É um prazer conhecer e ter a chance de trabalhar com você. Você é uma inspiração e uma lenda. — Ela deve ser muito boa em missões para enganar pessoas com esse rosto doce e gentil, útil na agência. Mas não tanto quanto uma loira dos cabelos longos e ondulados, olhos azuis, curvas que fariam qualquer homem se perder. Seduzir, atuar, manipular e matar não são para garotas doces.

— É um prazer conhecê-la também mas, com todo respeito, eu trabalho sozinha. — Disse me voltando para minha chefe. — Eu sempre trabalhei sozinha e nunca decepcionei.

— Eu apenas lhe darei suporte técnico, senhorita Dark Angel. Vou ficar na escuta, monitorando o que acontece a sua volta e facilitando seus movimentos. — Ela sorriu gentil, mas ainda não confiava nela. Esse é o problema de se acostumar a estar sozinha: você não confia facilmente.

— Ghost Lady é uma profissional em tudo o que se trata de tecnologia. Ela cuidará da sua escuta e, como ela disse, facilitando seus movimentos, desativando câmeras, liberando portas para você e tudo o que precisar para ter sucesso. — Rose sorriu confiante e a garota assentiu com a cabeça. Realmente ela poderia me ser muito útil. Mas não seremos amigas, somos apenas parceiras de trabalho, garantindo o sucesso da missão.

Suspirei baixo e voltei a encarar Rose.

— Eu aceito. — Ela não parecia surpresa, talvez por me conhecer bem em todos esses anos de trabalho juntas.

— Sabia que não me decepcionaria. Você é minha pupila, a menina dos olhos dessa agência. — Ela sorriu como uma mãe orgulhosa, sem se importar com a presença da outra agente enquanto enchia meu ego. Mas me mantive em silêncio, algo nessa missão ainda me incomodava. 


Notas Finais


Dark Angel tem seu novo alvo e uma nova parceira na missão. O que essa combinação pode trazer para ela?


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