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História Dark Deception - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Bem, essa é a minha primeira vez publicando por aqui então me perdoem pelos erros, com o tempo vou acostumando :') logo trarei capas próprias para cada capítulo, mas por enquanto vai ficar desse jeitinho mesmo

capítulo não revisado - ainda -.

Capítulo 1 - The World Caves In.


Já havia meia hora que largaram o garoto sozinho e agora trancado (após uma tentativa de fuga) na sala do hospital, totalmente confuso e sem resposta alguma.

Bem, isso até um garoto de cabelos divididos entrar na sala.

- ...

- ...

Ambos não conseguiam dizer nada.

Midoriya estava confuso demais, e Todoroki estava chocado demais.

Não acreditava que o veria novamente depois de tudo, de certa forma não queria encarar a realidade, não queria ver o amigo naquela situação.

Midoriya ao menos sabia dizer quem era, ou quando era. Em sua cabeça vagava um extenso nada. O que era muito estranho para Todoroki, afinal já foram amigos íntimos em seus anos de estudo da UA.

Mas agora, Midoriya era um nada.

- ... Quem é você? - O esverdeado arriscou a dizer após encarar o outro por mais algum tempo.

- E-Eu sou Todoroki Shoto, desculpe por deixarmos você esperando... - O menino não tentava esconder seu nervosismo. Não sabia o que dizer e como dizer.

Queria fugir dali e fingir que seus últimos onze anos de vida foram um delírio coletivo. Ele era bom em outras coisas, certo? Poderia comprar uma fazenda e viver afastado se sustentando apenas de soba.

- Eu sou... - Passou alguns segundos pensando. - Eu não sei quem eu sou.

A cara de Midoriya o assustava. Assustava tanto que fazia Todoroki querer sair correndo.

Por pura covardia.

E então, com essa última frase, Shoto desabou em lágrimas desesperadas.

- Ah, Deku, sinto muito. - Ajoelhou-se em frente a maca, apertando seus dedos no colchão. - Me desculpe, mesmo, de verdade. Eu queria ter estado lá, t-talvez se eu estivesse lá... - Sua voz falhava, estava com o orgulho ferido. Devia ter visitado o amigo antes.

- Tá.

-... Tá? - Fungou.

- Levanta daí que eu não estou entendo nada.

- Você não se lembra de nada?

- Não...? Não consigo nem pensar em nada.

Enxugou as lágrimas com a costa da mão.

- Você é Midoriya Izuku, tem vinte e sete anos, era o herói número um até dois anos atrás... All For One...All Might... Isso não desperta nada em você?

- ... Quê? Devia despertar? - Encaixou as próprias mãos e suspirou. - Por favor, fale coisas com sentido.

Todoroki ia responder o garoto, mas seu telefone toca antes que pudesse falar.

- Ãh, oi... É, ele acordou... Pois é, do nada... Foi como o Leorio disse, acredito que seria bom fazer os testes... Nadinha mesmo..... Quê? Eu?.... Só hoje, então.... Tá, tchau.

- ... E essa sua cicatriz aí? - O esverdeado questionou.

- Não é como se estivesse limpo. Quer ver a sua cara? - Shoto abriu a câmera do celular e entregou para Midoriya, o deixando ver seu rosto.

O outro pegou o aparelho e colocou em sua frente, assim observando a si próprio. Suas pintinhas na bochecha, os cabelos e olhos verdes, uma grande cicatriz que passava quase no olho. Como um reflexo, olhou para baixo e notou que havia várias cicatrizes em ambas as mãos.

- Por quê? - Perguntou com a voz embargada, querendo chorar também.

- Quando você tinha uns dezesseis anos ainda não conseguia controlar sua habilidade direito, seu corpo não aguentava e como brinde vinha essas cicatrizes aí na sua mão, você costumava se quebrar todinho toda vez que dava qualquer soquinho em alguma coisa. - Sorriu lembrando dos anos e das memórias que havia guardado com sua ex-turma.

- Por quê estou aqui?

- Vão te contar tudo direitinho, tá? Mas nós vamos aos poucos...

- Eu quero saber o que aconteceu. - Disse com um semblante sério.

Shoto suspirou e se sentou na ponta do colchão do hospital:

- 'Tá certo. Há dois anos, você decidiu enfrentar o All for One... Mas não era forte o suficiente, digo, você é forte, mas ele tinha mais, sabe?

- ... E aí?

- A luta durou apenas um dia, mas foi o suficiente pra destruir Tóquio. Até hoje existem vestígios de luta de vocês. Ao final da tarde, a missão já não era derrotar o One for All, era salvar você. Praticamente todo mundo estava lá... Todos tentaram ajudar a sua maneira, até o Yagi foi tentar impedir aquela loucura.

- E o que aconteceu?

- Muitos danos, alguns irreversíveis. Aquela altura, All for One estava esgotado e conseguiram o apreender, mas ainda sim... - Havia uma tristeza mútua em sua voz.

- Por quê eu simplesmente não sei de tudo isso?

- Danos irreversíveis, Midoriya. Você quase morreu e ficou em coma por dois anos; os médicos disseram que a possibilidade de você acordar era quase negativa e se acordasse, talvez não se lembraria de nada e não poderia fazer grandes esforços novamente.

No fundo, sentia um pequeno alívio por Deku não lembrar de nada, afinal seria um trauma muito grande e não sabia se o esverdeado aguentaria ficar parado sendo que ser um herói era seu maior sonho.

- Você quer que eu acredite nisso?

Todoroki engasgou com a própria saliva: "Como é?"

- Não vou acreditar nessa história louca.

- Você acha que eu mentiria sobre isso? Olhe lá fora, olhe o caos sem você! Eu tive que sair da América apenas para ajudar os heróis locais daqui, perdemos MUITOS heróis daquela vez, Midoriya, e a culpa é SUA! Saiu achando que poderia derrota-lo sem avisar ninguém, o quê pensou que estava fazendo?! - Cuspia as palavras que ficaram guardadas no fundo na garganta durante esses anos, mas logo se arrependeu. Mesmo que estivesse irritado, o orientaram para não pressionar e ir aos poucos com ele, e Todoroki fez completamente ao contrário.

- Eu não consigo entender... - Midoriya agora encarava o chão, não conseguia olhar nos olhos do outro que não parecia mentir, mas também não sabia se deveria acreditar.

- É muita coisa, me desculpe. Vou chamar o Leorio. - Disse e saiu da sala em passos rápidos, deixando um garoto de cabelos verdes ferido e confuso na sala, novamente.

---------

Após uma pancada de exames, Midoriya é liberado para ir pra casa

Casa.

- Você sabe onde é a sua casa, Midoriya? - Disse Shoto após finalmente convencer o outro de que era confiável entrar em seu carro.

"Cruzou os braços e bateu o pé no chão: Eu não vou entrar ai! - Gritou."

"O meio a meio apenas suspirou, cansado: Você acha que eu vou te matar ou algo do tipo?"

"- Eu deveria me preocupar com essa hipótese?"

"Qual é o seu problema, hein? - Tirou a carteira do bolso e entregou sua licença de herói nas mãos do esverdeado. - Pode conferir aí, princesa."


- ... Não, não sei.

- Não tem problema, eu sei. É legal porquê não mexeram em nada, então você pode ver e conhecer mais sobre quem você era, talvez lembrar até. - Disse colocando o cinto.

- É tão vago, eu simplesmente não sei, mas eu sei que há coisas...

- Não entendi. - Riu fraquinho.

- Esquece. - Midoriya encaixou as mãos e encolheu-se no banco, estava dentro do carro de um completo estranho, mas que não parecia tão estranho assim.

Durante todo o percurso o esverdeado ficou atento ao caminho, passando por lugares que não pareciam desconhecidos, mas se alguém o perguntasse sobre, não saberia explicar.

- A galera quer te ver. - Todoroki disse ao bloquear a tela do celular e colocar no bolso da calça, não era um total irresponsável e seguia as regras do trânsito, mas aquele dia era um tanto quanto diferente, sua agenda já estava lotada, mas seus superiores simplesmente ignoraram suas responsabilidades e o mandaram cuidar de Midoriya por essa tarde, fato que desorganizou e atrapalhou todos seus afazeres.

"Apenas hoje" eles disseram.

- Que galera?

- Você vai ver, mas não agora. - Sorriu de canto. - Precisa descansar.

Perguntas enchiam a cabeça de Midoriya, mas achou melhor não questionar por agora.

Após algum tempo, chegaram em uma casa pequena e afastada da cidade.

- Você é estranho, tinha o melhor salário de todos e ainda sim morava em uma casa feia como essa. - Observou o outro, esperando por uma resposta que não veio.

- Enfim, quer entrar?

- Quero.

Tirou uma única chave do bolso, chave essa com um pequeno objeto de pelúcia de um homem loiro com um sorriso enorme, Todoroki percebeu o garoto encarando e o entregou a chave na mão.

- Sabe quem é esse aí?

- Não.

- Ele se chama Toshinori Yagi, mas você chamava ele de All Might. Ele era o herói número um, antes de você, ele que te repassou a sua habilidade e o treinou para usá-la... Pelo menos por parte. Você era um grande fã dele, sério, não duvido que ali dentro ainda tenham bonecos colecionáveis e pôsters na parede dele.

Midoriya riu, com certa nostalgia. Decidiu que se deixaria levar, não havia nada que pudesse fazer mesmo.

- Enfim, abre aí.

Aproximou -se da porta após a fala do outro, encaixou e girou a chave. A porta rangiu - enferrujada provavelmente por estar parada pelos seguintes dois anos - e abriu-se, revelando um ambiente claramente sujo devido a falta de limpeza, porém que se mantia organizado.

"Levi nunca entraria nessa casa" Todoroki pensou, observando.

Ambos pareciam com receio de entrar, seria um grande passo: "A casa é sua, vai!" Tentava encorajar o outro.

Izuku entrou em passos lentos, até que se viu no meio da sala. Não havia quadros nas paredes ou porta retratos, mas havia....

- EU DISSE! OLHA AQUI! - O meio a meio trouxe correndo um nendoroid (ainda fechado na caixa) da figura mencionada mais cedo, All Might. - Você ainda tem seus brinquedinhos!

- NÃO MEXE NISSO! 'TÁ LOUCO? - Puxou a caixa da mão do outro e colocou em um balcão que havia ao seu lado. - Não são brinquedos! É de colecionador.

Um sorriso surgiu aos lábios de Todoroki: "Você lembra! Ei, vem aqui" segurou o pulso do menor e o puxou até um corredor.

- Vamos descobrir mais! - Disse meramente empolgado, o que fez Midoriya sorrir também. - Vai, entra em uma porta.

Deku abriu a primeira porta do corredor e teve em suas vistas um quarto com uma cama de casal, paredes brancas e uma com prateleiras cheias de Pop Funkos (vários de All Might novamente) um tapete fofinho que ocupava toda a extensão do quarto e um cabideiro no canto... Um cabideiro com casacos femininos.

O sorriso de Todoroki se desfez aos poucos, a hora temida havia chegado.

Teria que explicar o que aconteceu com Ochako.


Notas Finais


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