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História Dark Era - Capítulo 2


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Capítulo 2 - CHAPTER ONE - The walk here


 -> Capítulo 1 - A caminhada até aqui.

POV AUTORA

Estação King's Cross.

Plataforma 9¾ 

Ano de 2017

   Uma estação movimentada e lotada de gente tentando ir a algum lugar. E no meio ao tumulto, uma menina de cabelos avermelhados, contornava as pessoas na sua frente. Seus pais vinham logo, o homem de cabelos grisalhos empurrava o carrinho de bagagens com o malão e uma gaiola de coruja, onde uma pequena ave de pelagem marrom, dormia tranquilamente com o balanço do carrinho.

-Olympia! Não corra! - gritou a mulher tentando alcançar a pequena que corria sem nem olhar para trás.

-Deixe ela, Veronica. - o homem sorriu, vendo sua se distanciar - Olympia está feliz.

-E como eu vou ficar sem minha filha em casa - Joseph sorriu com carinho para a esposa. 

- Ela ficará bem, está indo para Hogwarts. Nada poderá machuca-la enquanto estiver sob os cuidados de McGonagall - Joseph disse com um pingo de firmeza na voz - Ela está mais segura lá do que em casa.

- Eu sei. Sei muito bem disso - Veronica soltou um suspiro pesado e uma lágrima escorreu por sua bochecha

  Enquanto isso a pequena Olympia ainda corria até um lugar estava com o menor número de pessoas. Esperou seus pais com excitação a mil. O grande trem vermelho, com os letreiros Expresso de Hogwarts, estava bem na sua frente, seu coração batia a mil. Ao seu redor, as outras crianças começavam a embarcar. Olympia olhava tudo com completa atenção, sentiu sua mão suar quando esfregou as palmas uma na outra. Sabia que seria o começo de algo incrível em sua vida.

  Olympia sonhou com cada segundo desse momento,  desde do dia que seus pais lhe contaram sobre o mundo bruxo. Então, poucos meses depois de ter completado onze anos, Olympia recebeu a visita de uma coruja, diretamente da diretora McGonagall. É agora ela estava ali, diante daquele trem que a levaria para Hogwarts.

-Andem. Se apressem! - a garota disse com urgência enquanto puxou a mão de sua mãe - Está quase na hora!

-Tudo bem, querida. Se acalme - Veronica falou suavemente, passando os dedos nas bochechas coradas da menina - Você tem certeza? Podemos pedir para McGonagall adiar sua entrada.

-Querida, sabemos que não podemos fazer isso - Joseph disse com uma voz mansa - Olympia, está perfeita bem. Não está, querida?

-Estou, claro que estou - Olympia balançou a cabeça com tanta rapidez que teve a impressão de que ficara tonta - Posso comer os docinhos do carrinho?

-Pode sim, meu amor. - Veronica balançou a cabeça - Mas lembre-se fazer corretamente suas refeições. Hogwarts exige muito esforço dos alunos e você precisa ser forte e…

-Mamãe, pare. Isso dói - Olympia se afastou brevemente quando a mulher apertou suas bochechas com certa força - Posso ir agora? Já está quase na hora.

   O casal concordou e abraçaram a menina, um de cada vez. Veronica era relutante em soltar a filha, mas quando a garota começou a se mexer nos braços de sua mãe, Joseph teve que intervir se afastar sua esposa da menina.

-Me mande bastante cartas. Tudo o que estiver fazendo eu vou querer saber - Veronica fungou e depois forçou um sorriso - Divirta-se, querida.

-Nos escreva quando for selecionada para uma das casas - Joseph se abaixou, no nível da filha - Não importa qual a casa que for selecioanda, nós continuaremos amando você.

  Olympia da um último abraço nos pais e entra no vagão mais próximo. Ali, ela caminha a procura de uma cabine vazia. Ainda tímida, por não conhecer ninguém, a ruiva olha de relance para as cabines, de forma rápida para não chamar muita atenção para si. Todas estavam cheias, alguns era do primeiro ano como ela e sentavam-se em silêncio e outras tinham os alunos mais velhos que já tinham seu próprio grupo de amigos. Olympia se perguntou se ela teria isso também.

  A ruiva notou uma única cabine que parecia vazia. Abriu a porta e deu de cara com um garoto louro. Estaria vazia se não fosse apenas por sua presença.

-Desculpe, posso me sentar aqui? - perguntou em voz baixa - as outras cabines estão cheias. Se não tiver problema…

-Não tem problema! Oi - o garoto sorriu amigavelmente.

- Eu sou Olympia. Olympia Bonneville - a menina sorriu timidamente e sentou no banco em frente ao dele.

-Oi, Escórpio. Quer dizer, eu sou o Escórpio Malfoy. Você é Olympia e eu sou Escórpio.

   A menina sorriu ainda mais para o jeito atrapalhado do louro. Olympia conhecia vagamente a família Malfoy, por conta de seu pai trabalhar junto com Draco Malfoy e sua mãe ser uma grande amiga de Astoria.

  Alguns momentos depois, a porta da cabine é aperta novamente. Dessa vez um menino de cabelos escuros e olhos verdes claros e uma garota ruiva, um pouco mais alta que o menino e de uma expressão séria, entraram. Olympia e Escórpio sorrirem para eles, mas só o garoto retribuiu. A menina nem sequer olhou para o Malfoy, sorriu apenas para Olympia.

-Vocês querem ficar aqui? - a ruiva perguntou educadamente - As outras cabines estão cheias.

-Claro - disse o moreno - Eu sou Alvo Potter.

-Olympia. E você é…

-Rose - a outra ruiva se adiantou e sentou ao lado da garota.

- Eu sou o Escórpio - o louro estendeu sua mão com um saco de docinhos - Vocês querem um pouco das minhas delícias gasosas?

-Tomei café da manhã a pouco, obrigada - Rose respondeu secamente.

-Também tenho bombas de chocolate, diabinhos de pimenta e umas lesmas gelatinosas. Ideia da minha mãe - Escórpio sorriu com empolgação - Você quer, Olympia?

- Eu aceito - a ruiva trocou de lugar e sentou ao lado do Malfoy.

- Vou aceitar alguns…mamãe não me deixa comer doces. Por qual deles você começaria?

    O garoto colocou seu corpo para frente e estendeu sua mão para colar dentro do saquinho de doces. Rose, discretamente bateu em seu braço.

-Fácil. Sempre considerei o diabinho de pimenta o rei da confeitaria. É um doce de hortelã que faz você soltar fumaça pelas orelhas - disse Escórpio, feliz. - Se você quiser, tem uns mais fraquinhos, Olympia.

-Obrigada - sorriu ela, comendo uma das bombas de chocolate.

-Genial. Então é o que eu vou…- Rose lhe bate novamente - Rose, quer parar de me bater, por favor?

- Não estou batendo em você - defendeu-se ela. - Minha mão escorregou.

   Escórpio fez rapidamente uma expressão de desânimo. Era evidente que Rose não foi nenhum pouco com a cara dele, por conta, obviamente, de quem eram seus pais. Olympia ficou em silêncio, quando o clima ficou desagradável. Ela não tinha nada contra os Malfoy, afinal seus pais eram amigos dos pais de Escórpio e claro que ela crescem aprendendo sobre os Comensais da Morte e como os Malfoy estavam envolvidos. Mas pessoas podem mudar, certo? Draco Malfoy foi a maior prova disso.

-Bom, acho que precisamos nos sentar em outro lugar.  Vamos, Alvo. - Rose quebrou o silêncio, a voz monótona e nem sequer olhou para Escórpio

   Alvo para por um tempo. Refletindo. Olhou para a prima, em seguida para Olympia e parou o olhar em Escórpio.

-Não - disse sem olhar para Rose - Eu estou bem aqui. Você pode ir…

-Alvo. Não vou esperar - disse ela, com seriedade.

-E eu não ia querer isso de você. Mas vou ficar aqui.

- Olympia, você vem comigo? - Rose tentou mais uma vez.

-Na verdade…- a ruiva parecia indecisa. Gostou de Rose, mas também havia gostado dos meninos - Vou ficar aqui também. Tem doces!

  Escórpio e Alvo riram. Rose bufou e depois saiu da cabine, batendo os pés com raiva, enquanto se dirigia a cabine mais próxima.

  As três crianças ficaram comendo todos os doces que Escórpio tinha e Olympia comprou mais alguns da Bruxa do carrinho, que ficou contente de fornecer todas as variedades possíveis. Claro que, entre os diversos doces, havia o feijãozinho de todos os sabores. Os três estavam em uma competição para escolher qual deles ficaria com o feijãozinho do pior sabor. Escórpio acabou perdendo.

   O trem parou. Os alunos do primeiro ano foram levados para os barcos, pelo lago, até o castelo. Olympia, Escórpio e Alvo dividiram o barco com Rose que se preocupou em conversar apenas com Olympia, a mesma ignorava totalmente a presença de dos dois meninos. Eles foram recebidos por alguns professores que os conduziram para dentro do castelo de Hogwarts.

  Olympia sentia seu coração bater incrivelmente rápido quando se viu no saguão de entrada. Animação dela era a mesma de Escórpio que praticamente pulava ao seu lado, enquanto Alvo se continha o máximo que podia, evitando os olhares dos demais alunos que saiam que ele é filho do famoso Harry Potter.

  Os alunos do primeiro ano foram levados para o Salão Principal, onde os mais velhos e os professores aguardavam por eles. Em um degrau, diante da mesa dos professores, estava o tão temido Chapéu Seletor. Olympia tremeu quando percebeu que teria que sentar naquele banquinho, na frente de toda a escola e todos saberiam qual casa ela seria escolhida. Seus pais eram da Grifínoria e era esperado que ela fosse para a mesa casa que eles, ainda que tivesse um grande carinho pela Sonserina.

  A diretora Minerva McGonagoll começou explicando que os alunos, um por um, deveriam se sentar naquele banquinho e colocar o chapéu seletor em sua cabeça e que ele daria o resultado. Rose, se adiantou, foi a primeira a sentar no banquinho com um sorriso enorme no rosto.

- ROSE GRANGER-WEASLEY. - disse a voz do chapéu - GRIFÍNORIA

  Há gritos animados dos alunos da Grifínoria quando souberam que a garota foi direcionada para a casa deles. A mesma posicou para Olympia e lhe desejou uma boa sorte silenciosa.

  Olympia, relutantemente, fez o mesmo caminho que Rose em direção ao chapéu. Sentou-se timidamente no banquinho e colocou o chapéu em sua cabeça, as mãos tremiam quando as descansou em seu colo.

- OLYMPIA BONNEVILLE - começou o chapéu. Olympia fechou os olhos e aguardou a decisão final - GRIFÍNORIA!
 
  E novamente a mesa da Grifínoria prorromperam-se em gritos e palmas vitoriosas. Rose era a mais animada e fez sinal para a mesma se aproximar. Assim que Olympia sentou ao lado de Rose, Escórpio tomou o lugar da garota no banquinho, o chapéu não tardou em gritar SONSERINA. Não foi surpresa para ninguém, já que o mesmo, como sendo herdeiro de Draco, era conveniente que fosse para a Sonserina. Olympia aplaudiu com excitação o novo amigo, que na mesa aula abanou para ela.

  O próximo foi Alvo Potter. Na mesa da Grifínoria todos tinham absoluta certeza que ele iria sentar com eles. Do mesmo medo que foi com Escórpio que sentou na mesa que um dia seu pai ocupou, é natural que Alvo Potter fizesse o mesmo. Então, assim como Olympia e seus demais colegas, esperavam que Alvo se juntassem a eles.

  Mas para a grande surpresa de todos. Alvo foi colocado na Sonserina e isso iniciou uma enorme confusão entre as demais casas. O filho de Harry Potter ser colocado na casa rival da Grifínoria foi uma surpresa colossal. Alvo se juntou aos novos colegas, indeciso e um pouco assustado. Os olhares de todos estavam sobre ele.

   Olympia deu um rápido sorriso ao amigo, que retribuiu sem entusiasmo. Rose parecia excitada ao seu lado, não parava de fazer comentários espirituosos sobre o seu primeiro ano.

- Estou tão feliz que estamos na mesa Casa! - disse ela com um sorriso contagiante - Eu sabia isso poderia acontecer! 

-Estou feliz também - Olympia disse com um pouco menos de animação que a amiga. Afinal, gostara tanto de Alvo e Escórpio e agora estão em casas diferentes.


Notas Finais


•Os primeiros três capítulos irá mostrar o que acontecer nos primeiros três anos deles em Hogwartas. A história em si é focada no quarto ano.


Boa leitura!


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