História Dark Paradise - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Bangtan Sonyeondan, Hoseok, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Lisa, Namjoon, Seokjin, Taehyung, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 20
Palavras 4.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha a hora que eu apareço mano
Sorry
Revisei porém desculpe algum erro
Boa leitura❤
Esse capítulo pode conter momentos sensíveis retratando uma crise. Se não se sente bem, não leia por favor! 💜

Capítulo 23 - Notícias!


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise - Capítulo 23 - Notícias!

🎭

"Musical acaba em tragédia! Incêndio ocorre no teatro de Daegu após a estréia do Musical "Magic shop", o diretor é acusado de sequestro e cárcere de quatro vítimas, o mesmo fugiu do local após o incidente e permanece desaparecido! Três pessoas saíram feridas e estão internadas.As quatro vítimas, aonde três deles eram do elenco do Musical, estão sob proteção da polícia de Daegu e passam bem!"

Escutei a voz de uma mulher contando e com isso finalmente despertei.

Abri meus olhos lentamente podendo sentir a claridade fazendo arderem. Aos poucos fui conseguindo identificar aonde estava.

Paredes claras e sem graça, uma pequena televisão na parede, aonde a mulher continuava falando porem não dei importância mais, em frente a cama aonde eu me encontrava deitado.

Olhei meu braço e vi a agulha presa nele, provavelmente algum soro.

É, eu estava em um hospital sem sombra de dúvidas.

Não me lembrava da noite anterior depois de chorar, mas tenho a suposição que devo ter desmaiado de fraqueza depois da adrenalina cessar e de tanto chorar.

Eu nunca me senti tão fraco como naquele momento, tanto que levantar a mão parecia um sacrifício ao meu ver. Então apenas fiquei parado olhando para a televisão aonde passava imagens do Teatro com o fogo controlado. Não havia sido perda total, porém foi um grande prejuízo.

A pergunta que não quer calar em minha mente é: como esse fogo começou? Só esperava que investigasse logo.

- você acordou... - uma voz interrompe meus pensamentos.

Vejo uma mulher de sorriso gentil entrar no quarto parecendo preocupada. Deve ser a enfermeira.

- como se sente, Jimin? - ela perguntou se aproximando.

- fraco... - respondi de forma mais seca do que gostaria.

- compreensível, mas você está recebendo tudo que precisa, acredito que logo estará forte novamente. - ela me explica. - você ainda não poderá comer normalmente, seu estômago está muito fraco, porém acredito que logo estará bem assim como os outros.

Os outros... os três...

- aonde eles estão? - perguntei abrindo totalmente os olhos e a encarando com ansiedade e ela percebe minha exaltação.

- fique tranquilo, eles estão na mesma situação que você, estão nos quartos ao lado, provavelmente já acordaram também. - ela mexia os equipamentos e anotava algumas coisas enquanto dizia.

- eu preciso ver eles, por favor. - pedi em um sussurro lamentável.

- você está muito fraco para isso. - ela me olha preocupada.

- me coloca em uma cadeira de rodas, qualquer coisa, só preciso ver que estão bem. - pedi novamente.

Ela pareceu pensar por um momento, me encarou meio inquieta tentando considerar meu pedido.

- olha, acho que não vai ter problema, mas na cadeira de rodas ok? - ela cedeu me fazendo sorrir brevemente.

- ok! - ela saiu para buscar a cadeira, me deixando sozinho ali.

Na televisão o jornal prosseguia com as notícias e minha mente vagou novamente para o que eu havia escutado quando acordei.

Foi dito que ele fugiu do local e permanece desaparecido.

Woong fugiu... Ele conseguiu fugir e isso era o suficiente para me fazer entrar em pânico, porque o medo de voltar para aquele inferno junto com os outros e passar por tudo aquilo de novo me deixava em choque.

Ou talvez Woong aparecer e matar nós quatro por ter fugido.

- não podemos voltar... - meu coração acelerou em questão de segundos e minha respiração ficou mais fraca e pesada. - ele vai nos matar dessa vez porque fugimos.

Tentava dizer a mim mesmo que precisava respirar fundo, tinha que me acalmar para não acabar tendo uma crise mas meu corpo fazia totalmente o contrário.

Minhas mãos tremiam e as pontas dos dedos estavam ficando geladas, meus dedos travaram e eu não conseguia dobra-los. Era como se tivesse perdido completamente o controle do meu próprio corpo.

Meu peito subia e descia rapidamente e meus olhos enchiam de lágrimas ao lembrar daquele lugar horrível.

Não podemos voltar, ele iria nos matar por ter fugido. Ele iria nos matar com certeza.

Minha cabeça doía como se fosse explodir, minha mente fazia questão de repassar cada lembrança ruim e tudo aquilo que ainda pode acontecer com nós se Woong nos achar.

- socorro... - implorei por ajuda porém minha voz saiu baixa demais para ser ouvida por alguém.

Meu rosto já estava molhado de lágrimas e eu queria gritar, queria bater minha cabeça em algum lugar, não aguentava mais aquele sensação horrível que tentava me comprimir e me deixar mais fraco ainda.

Por sorte a enfermeira voltou com a cadeira de rodas, porém ao abrir a porta e ver minha situação, ela correu até mim perguntando o que aconteceu.

- você está tendo uma crise. - ela murmurou ao ver minha situação. - preciso trazer um calmante, espera. - porém eu não queria que ela fosse, não queria ficar sozinho então grudei minha mão em seu pulso com desespero.

- não me deixa sozinho por favor, ele vai vir atrás de mim e vai me matar. - falei em desespero chorando mais ainda com algo me sufocando minha respiração na garganta. - precisa ajudar os outros, não estamos a salvo...

- Jimin se acalma, tem policiais do lado de fora que passaram a noite aqui vigiando, tem os seguranças do hospital também, você está sob proteção assim como os outros, não vai acontecer nada. - ela tenta me acalmar.

- e-eu estou com medo. - murmurei cansado demais de tudo aquilo, minha cabeça iria explodir.

- sei que está, mas preciso que confie em mim agora, estou aqui com você, mas você está tendo uma crise e eu preciso te ajudar. - ela coloca sua mão sobre a minha que ainda segura o seu pulso. - me deixa te ajudar Jimin.

Com muito custo e após minutos chorando sem conseguir falar, finalmente a soltei e ela colocou minha mão trêmula sobre minha barriga antes de sair rapidamente.

Ao voltar ela tinha remédio em sua mão uma seringa que me fez recuar.

- eu não gosto de seringa, não quero. - falei tentando controlar minha respiração e meus pensamentos.

- esse é o único jeito que aplicar o remédio, não vou fazer nada de ruim com você ok? Confia em mim, só quero te ajudar. - ela se aproximou com a seringa e aplicou, em seguida ela segurou minha mão como forma de consolo. - logo se sentirá mais calmo.

Demorou!

Foram longos minutos de sofrimento, sentindo meu corpo doer, sentindo minha mente querer acabar comigo de todas as formas, sentindo um cansaço absurdo tomar conta de mim. Até que finalmente fez efeito.

Enquanto minha respiração voltava ao normal e meu coração se acalmava, a enfermeira permaneceu ao meu lado.

Passei longas semanas preso naquele lugar e não tive crises tão fortes, mas era porque eu havia colocado em minha mente que eu tinha que ser forte, tinha que ter esperanças e ajudar aqueles dois, e Taehyung que chegou logo depois.

Na noite anterior, quando caiu a ficha que sim, estávamos livres, essa carga, esse peso, saiu das minhas costas e eu me permiti sentir.

Porque a dor tem que ser sentida e não adiada para depois. Adiei tanto a minha que quando chegou, senti todas as minhas forças que restavam, ir por água a baixo.

E caí no sono novamente por horas e horas...

[...]

- porque ele não acorda? A enfermeira disse que já faz horas que ele dorme. - escuto uma voz feminina meio distante, porque eu ainda estava despertando.

- talvez ele não esteja dormindo... Aí. - escuto uma voz masculina e um tapa.

- shiu que ele está acordando. - escutei uma terceira voz e abri meus olhos vendo três rostos preocupados olhando atentamente para mim esperando alguma reação.

- o que estão olhando? - perguntei e eles respiraram mais aliviados eu diria.

- garoto você quase nos matou de susto, a enfermeira disse que você teve uma crise. - Hanna explicou sentando na cama.

- ele fugiu. - murmurar baixinho vendo seus rostos ficarem com semblante preocupado novamente.

- não vamos pensar nisso agora, estamos seguros. - Jungkook falou calmamente e me encarou. - o agora é tudo que importa, não é? - ele relembrou o que eu disse a ele antes da estréia.

- sim. - respondi com firmeza.

- eu só queria dizer que agora o Jimin precisa comer e vocês precisam voltar aos seus quartos, não deixei ninguém sair, seus levados. - a enfermeira entrou no quarto com uma bandeja de comida nas mãos.

- o que tem de bom aí? - Taehyung perguntou indo até a enfermeira. - sopa!

- eu quero sopa! - Hanna se animou.

- vocês são os primeiros seres humanos que ficam animados com uma sopa de hospital. - A enfermeira comenta sorrindo.

- acho que sabemos dar valor até para as coisas mais simples como uma sopa de hospital. - Jungkook comentou meio sério. - aprendemos de uma forma nada agradável.

Um silêncio desconfortável se espalhou, a única coisa que podia ouvir era a respiração de todos ali presente e o barulho de Taehyung tentando roubar um pouquinho da minha sopa.

- ei você tem a sua. - exclamei fazendo ele se assustar.

- ignorante, vou atrás da minha sopa, Hanna siga-me. - Taehyung marchou até a porta puxando Hanna com ele e saiu do quarto me fazendo rir baixinho.

- Jungkook, não vai ir comer também? - perguntei observando ele quieto.

- ah, eu posso ficar aqui com você mais um pouquinho? - ele perguntou meio tímido me fazendo sorrir com sua pergunta.

- se quiser eu posso trazer sua comida aqui, vocês comem juntos, Jungkook está melhor mesmo. - a enfermeira sugeriu e nós aceitamos.

Logo depois ela voltou com a refeição de Jungkook, se retirou do quarto e ele se sentou em uma poltrona que arrastou até perto da cama para ficar mais perto.

- eu acho a sopa do Tae melhor. - ele comentou enquanto comia.

- estou aceitando qualquer coisa no momento. - murmurar sorrindo para ele.

Ficamos comendo em silêncio e eu comecei a pensar a respeito dos meus pais, Hoseok e Shin. Woong sabe aonde eles estão, sinto medo que de ele possa fazer algo contra eles.

- você acha que o Woong vai se vingar usando nossas famílias? - perguntei preocupado e Jungkook me olhou.

- não vou mentir, é uma possibilidade, mas a Hanna assim que acordou pediu que a polícia cuidasse dos pais de vocês. - ele explicou.

- dos seus não? - perguntei porque ele não incluiu seus pais.

- eles não precisam de proteção. - disse por fim me deixando confuso, mas eu sabia que esse lado da vida dele eu só poderia desvendar mais tarde, se ele me permitisse tentar.

Voltamos ao silêncio novamente, o que era estranho para mim, porque Jungkook e eu sempre tínhamos assunto. Talvez estivéssemos digerindo toda essa história, mas eu sinto falta do Jungkook falante.

- ei... - chamei sua atenção. - está tão quietinho hoje.

- só estou preocupado, não é nada demais. - ele leva sua mão até a minha e a segura fazendo um carinho que eu retribui.

Na hora escutamos um barulho na porta e eu afastei nossas mãos por impulso. A porta se abriu revelando os dois policiais que nos salvaram.

- Eu e Namjoon queríamos saber como estão. - a policial perguntou sorrindo para nós.

- estamos bem, obrigado por tudo. - agradeci e Jungkook assentiu agradecendo também.

- pedimos desculpas por vocês terem ficado por tanto tempo naquele lugar, mas foi muito difícil achar informações, não havia queixas porque todos achavam que vocês estavam morando em outro país ou viajando. - Namjoon explicou para nós.

- sério que todos caíram nessa desculpa? - perguntei meio irritado.

- na verdade o seu amigo e uma garota não acreditaram e graças a eles tivemos uma pista para começar as investigações. - Yoora explicou e um sorriso cresceu no meu rosto.

- Hoseok e Shin, eu sabia que eles não iriam cair nessa. - falei animado olhando para Jungkook que me mostrou um sorriso fraco.

- nós já ligamos para eles, a polícia de Daegu vai ficar cuidando deles até tudo se resolver. - Namjoon comentou.

- de Daegu? Mas o Jimin não é de Seoul? Porque uma das delegacias de lá não cuida disso? - Jungkook perguntou.

- um dos maiores delegados de lá está acobertando este caso de alguma forma e nós precisamos ter cuidado e descobrir o motivo disso.

- Ótimo, até a polícia está contra nós! - resmunguei.

- fiquem tranquilos que vamos cuidar de tudo, só descansem, daqui dois dias poderão sair daqui e ficaram em uma casa sob nossa proteção até que o responsável seja detido. - Namjoon e assentimos conformados.

- o Yoongi já está detido por ser cúmplice e vai passar por interrogatório quando se recuperar, ainda vamos procurar saber o motivo do incêndio e achar todos os culpados, enquanto isso descansem. - Yoona disse por fim e se retirou da sala com Namjoon.

- eu preciso ir, quero dar uma volta. - Jungkook murmurou se levantando da poltrona.

- mas você nem terminou de comer.

- já comi o suficiente. - ele mostrou um sorriso meio sem graça.

Olhei para ele meio sem entender o motivo da sua mudança de humor, estávamos comendo, ele tocou na minha mão e depois os dois policiais entraram e eu... me afastei dele.

Ele estava juntando nossos pratos na mesa improvisada que a enfermeira trouxe e logo depois foi em direção a porta sem dizer mais nada.

Eu ia impedi-lo, mas quando abri a boca para dizer algo, comecei a pensar em todas as coisas que ele esconde de mim, sobre sua família, sua história, seus gostos, isso torna a convivência tão...não sei, porque todo dia parece que não o conheço.

Eu nunca exigi que ele dissesse algo a respeito da sua vida, sempre respeitei sua escolha de ocultar essa parte, então ele não pode exigir nada de mim também.

Foi com esse pensamento que o deixei sair por aquela porta, me deixando com um aperto muito grande no peito.

[...]

O dia já estava escurecendo quando do resolvi que não poderia mais ficar ali parado naquela cama.

O tempo não passava e isso estava me incomodando muito, então com cuidado me levantei da cama para esticar as pernas, eu levantava para ir ao banheiro, porém dessa vez eu decidi ir para fora do quarto como os outros.

Havia saído do soro a umas horas atrás, então estava forte o suficiente para uma boa caminhada pelos corredores brancos do hospital.

Quando abri a porta dei de cara com dois policiais parados logo a frente, aquilo não fez eu me sentir mais seguro, porque lembrei do delegado de Seoul.

Mas eu precisava pelo menos de uma informação deles.

- oi, vocês sabem aonde estão os outros? - perguntei meio tímido para um deles que me encarou.

- cada um em seu quarto, devia fazer o mesmo garoto, pela sua segurança. - ele advertiu.

- eu estou bem, só preciso ve-los, é chato ficar lá dentro o dia todo.

Os policiais se entreolharam e por fim decidiram que eu poderia ir em um dos quartos.

Os outros quarto também tinham policiais ao lado e eu acabei entrando no primeiro quarto ao lado do meu que coincidentemente era o de Taehyung.

Ao entrar o vejo deitado na cama assistindo algum filme na televisão.

- finalmente saiu da cama. - ele comentou me encarando com um sorriso no rosto.

- é horrível ficar lá dentro sozinho, tenho medo de ter outra crise. - falei me sentindo meio envergonhado pela minha crise horas antes.

- deita aqui comigo. - ele deu tapinhas na cama me chamando e eu assenti indo até sua cama e me deitando do lado dele. - estou assistindo um filme que não faço a mínima ideia do que é.

- gosto, vou ver também. - ficamos ali deitados olhando para a televisão sem entender nada e comentando sobre o filme, quando Jungkook invadiu meus pensamentos novamente e eu deixei escapar um desabafo com Taehyung.

- acho que magoei o Jungkook. - falei baixinho e o moreno ao meu lado me encarou.

- porque acha isso? - perguntou.

- estávamos conversando e ele segurou na minha mão, depois os policiais entraram no quarto e eu me afastei, mas eu juro que não foi por vergonha, foi algo automático, não sei explicar.

- e você acha que ele ficou magoado por causa disso?arqueou a sobrancelha.

- acho que sim, mas ele também não pode exigir nada de mim, eu não sei nada sobre ele Tae.

- querido Jimin, nós quatro estamos com a cabeça cheia, não acho que o Jungkook ficou chateado com o ato, ele é super compreensivo e você sabe disso.

Ok, talvez o Taehyung tenha razão.

- porém por outro lado isso pode ter deixado ele chateado sim, eu acredito que ele queira levar isso que vocês tem adiante, você se afastar dele mesmo que por impulso, pode deixar ele inseguro em relação a vocês. - Taehyung me explicou.

Poxa eu queria tanto levar o que temos adiante, e eu deveria parar de cobrar na minha cabeça para que ele contasse algo, e deveria parar de usar esse fato como argumento para meus vacilos.

Eu sei como simples detalhes podem machucar uma pessoa. Não deveria fazer algo assim nem por impulso.

- ele é inseguro em relação a nós, por vários motivos que ele já deixou bem claro para mim.

- ouviu o que disse? ele deixou claro, Jungkook não é do tipo que esconde seus sentimentos, se ele está escondendo algo de você, pode ter certeza que é algo grave que ele não está pronto para dizer.

- talvez eu conheça ele mais do que imagino. - comentei e Taehyung assentiu sorridente. - preciso ir falar com ele.

- ah que orgulho. - ele bateu palmas animado. - vai dar tudo certo.

- se não der eu volto aqui para chorar.

- então espero que não volte. - sorri para ele e saí do quarto.

Ao sair pude ver Yoona e Namjoon conversando no corredor meio agitados.

- Namjoon você percebe o que está acontecendo? Ele está morto, quem será o próximo? - Yoona falava com a expressão assustada e até nervosa em seu rosto.

- quem morreu? - perguntei confuso assustando os dois com minha presença.

- Jimin, você deveria estar no quarto. - Namjoon comentou.

- fui ver o Tae, quem morreu? - repeti a pergunta sentindo meu corpo tremer levemente com aquela palavra. Aquilo não era um bom sinal, com certeza não era Woong que está morto.

- o delegado de Seoul, aquele que era suspeito de acobertar o caso, ele foi encontrado morto em sua sala na delegacia, suspeita de envenenamento. - Yoona me explicou enquanto Namjoon a olhava com reprovação porque eu não poderia saber daquilo. - o que? Daqui a algumas horas todos vão estar sabendo.

- como assim envenenamento? - perguntei confuso.

- não é óbvio? Nós resgatamos vocês, o dever daquele delegado era que ninguém suspeitasse, é uma hipótese, como nós conseguimos tirar vocês de lá...

- ele não servia mais de nada para Woong... - completei chocado.

- exato, matar foi uma forma de calar o delegado, acho que ele sabia demais. - Namjoon comentou.

- não estamos seguros. - murmurei tentando ficar calmo.

- Jimin fica tranquilo, o delegado está morto e outra pessoa vai ficar no lugar, vamos torcer para que seja alguém que possa nos ajudar a resolver isso de uma vez. - Yoona tenta me conformar e eu assenti respirando fundo segurando o choro.

- tudo bem, eu vou passar no quarto do Jungkook rapidinho e depois vou para o meu dormir. - falei por fim vendo os dois assentir.

- confia em nós, ok? - Namjoon pediu e eu assenti.

- acreditem ou não, vocês são parte do grupo de pessoas que eu mais confio no momento. - mostrei um sorriso meio perdido.

- o quarto do Jungkook é a próxima porta. - a policial comentou apontando para a porta ao lado da porta de Taehyung.

Segui em direção ao quarto e bati na porta uma vez escutando sua voz dizendo para entrar, abri a porta timidamente colocando somente a cabeça para dentro do quarto.

- está tudo bem? - ele perguntou.

Eu não faço idéia se ele fez essa pergunta por eu estar invadindo seu quarto, ou pelo fato de estar com a maior cara de choro.

Entrei de uma vez no quarto e fechei a porta me encostando nela logo depois.

- eu estou tentando. - murmurei baixinho segurando as lágrimas.

Eu nunca fui tão fraco assim, mas eu queria tanto chorar naquele momento.

Nunca considerei o choro um sinal de fraqueza, mas de desabafo. E eu precisava tanto disso naquele momento, que Jungkook me encarando com aqueles olhinhos preocupados foi o suficiente para me fazer chorar.

Percebo ele levantar da cama meio agitado e indo até mim me abraçando forte.

Eu chorei tanto e por tanto tempo a ponto de soluçar e perder o ar porque o choro me sufocava, molhei a camisa de Jungkook com as lágrimas, e ele permaneceu ali me segurando.

- me perdoa, eu não queria parecer tão fraco. - falei entre lágrimas e o abraçando mais forte.

- está tudo bem, eu chorei o dia todo também, acredito que os outros dois também não foi diferente. - ele sussurrou e eu levantei minha cabeça para encara-lo.

Agora de perto eu podia ver seus olhos inchados, seu nariz estava vermelho assim como seus olhos.

- meu bem... - chorei mais ao ver como ele estava e toquei seu rosto acariciando com o maior carinho.

- não se culpe por sofrer também, estamos todos na mesma situação, você não tem que deixar suas dores por causa dos outros, tudo bem? - ele murmurou me abraçando novamente com força.

- mas você e Hanna ficaram muito mais tempo lá.

- e estamos lidando com isso da nossa forma, Hanna está dormindo e comendo como nunca na vida, porém também teve crises e no momento não quer ver ninguém. - ele contou. - sabe, é estranho estar fora daquele lugar, não parece real, falei com a Hanna e ela sentiu a mesma coisa! É como se eu não tivesse mais uma vida, como se tivesse que começar do zero novamente e é isso que vou fazer.

- começar do zero?

- sim, mas saber que ele está lá fora me tira até a respiração, então eu te entendo, sinto que só vou poder respirar de verdade quando tiver a certeza de que ele não vai fazer nada contra nós. - ele se afastou passando a mão no meu cabelo e vejo seus olhos cheios de lágrimas que caíam aos poucos.

Suspirei tentando parar o choro e limpei as lágrimas do rosto dele com a manga da roupa que o hospital emprestou para nós.

- desculpa por ter me afastado de você hoje na hora que os policiais entraram, não foi a minha intenção. - me desculpei o vendo negar com a cabeça.

- eu não fiquei chateado, está tudo bem.

- não, não está! Eu não devia ter feito aquilo, juro que jamais teria vergonha ou medo do que temos, isso não vai se repetir, eu prometo. - levei minhas mãos até as suas e as segurei firme.

- então nós temos alguma coisa? - ele perguntou e eu arregalei meus olhos.

- temos?

- acho que não precisamos ter essa conversa agora. - ele sorriu dando um beijo na minha testa e se afastou indo para a cama deitar.

Fiquei ali parado meio sem rumo até que ele me chamou.

- deita aqui, depois você pode ir para seu quarto. - ele sugeriu e eu acabei assentindo, porque ficar sozinho me deixava pior.

Ficar com Jungkook, Taehyung e Hanna não tirava minhas dores assim como não tirava a deles, porém deixava tudo mais... Suportável? Acho que sim.

Me aproximei deitando ao lado dele, na cama consideravelmente pequena para nós dois.

Para dar certo de nós dois ficarmos nela, me aproximei mais colocando a perna esquerda sobre as pernas de Jungkook e deitando com a cabeça em cima do seu braço.

Ele ficou meio sem reação no início mas depois relaxou e nós ficamos ali assistindo coisas aleatórias na TV.

Pelo menos ele ficou assistindo, porque eu a cada dez segundos olhava para seu rosto concentrado.

- você é muito lindo sabia? - perguntei chamando sua atenção e ele me encarou sorrindo e se aproximou me dando um selinho.

- você não está assistindo poxa. - ele comentou e dessa vez eu que dei um selinho em seus lábios.

- estou assistindo você concentrado. - sussurrei dando dando um beijo mais longo, seguido de outro e mais outro.

Eu estou me apaixonando por esse moreno e eu nunca estive tão satisfeito com essa afirmação. 


Notas Finais


Esse capítulo era pra ter saído a semanas, mas não ficava pronto nunca.
Eu foquei um pouquinho em Jikook nesse capítulo porém no próximo o bicho vai pegar
Dedo no cu e gritaria
Bjs🤙❤


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