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História Dark Paradise - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


Esse capítulo não foi revisado porque estou morrendo de sonokkkk
Depois reviso mas preciso postar

Boa leitura💜

Capítulo 30 - Resgate!


🎭

Jungkook POV

Minhas mãos tremiam, muito!

A cada segundo chegava mais perto dele, e meu corpo tremia mais. Talvez fosse medo, insegurança, ansiedade, eu não sabia explicar o que estava acontecendo comigo, com minhas emoções, mas tinha certeza que não era algo bom.

O taxista ia devagar, pedi que ele fosse com calma, porque queria ter um tempo para processar tudo que precisava fazer e falar quando estivesse cara a cara com aquele homem. Quando chegamos na frente do restaurante italiano no centro da cidade, eu não sabia nem ao menos meu nome, mas não deixei transparecer meu desespero.

Mark estava logo atrás do taxi, porém depois mudou sua rota para não levantar suspeitas e porque iria ficar no prédio em frente ao restaurante para nos vigiar junto com os outros policiais já em posição.

Estava usando colete por baixo do moletom que Jimin insistiu que eu vestisse, tinha um rastreador no taxi que Mark colocou, também tinha um comunicador para que o detetive pudesse escutar a conversa com Junghwa.

Antes que pudesse entrar no restaurante, fui parado por um homem alto de roupas pretas logo na entrada, ele colocou sua mão em meu ombro impedindo que eu passasse e se aproximou mais até estar de frente para mim.

— Vou precisar te revistar. — Ele me alertou, mas não podia deixar, eles iriam descobrir o comunicador e isso não ajudaria nada caso ficasse em perigo.

— Eu não tenho nenhuma arma, nem ao menos sei usar uma, acha mesmo que eu faria algo contra ele? — Perguntei tentando contornar a situação, mas outro cara apareceu e ele não parecia nada paciente.

— Nós vamos te revistar por bem ou por mal, se eu fosse você colaborava. — Suas palavras saíram em tom de ameaça, como estava em desvantagem não poderia negar.

Respirei fundo pedindo desculpas mentalmente a Mark que provavelmente escutou toda aquela conversa, acalmei internamente e levantei meus braços permitindo que eles me revistassem, não estava afim de ser revistado a força.

Haviam pessoas passando na calçada e carros na rua, mas os dois homens não estavam se importando com os olhares estranhos e quase me viraram de cabeça para baixo procurando seja lá o que for. Tiraram meu colete que era minha única proteção naquele momento e eu questionei ficando puto com aqueles dois.

— Não vai ser necessário porque só vai ter vocês dois lá dentro. — O segurança respondeu me deixando meio confuso.

— Mas é um restaurante famoso da cidade. — Ele levou as suas mãos até meu pescoço e cabeça, achando o comunicador.

— O senhor Junghwa comprou esse restaurante e o fechou por hoje para que conversassem em paz. — Respondeu antes de tacar meu comunicador no chão e pisar com força nele.

Ele comprou um restaurante? Só para falar comigo?

— Não é possível. — Murmurei de forma quase inaudível e os possíveis seguranças apenas reviraram os olhos antes de cada um me pegar por um braço, abriram a porta do restaurante e me jogaram lá dentro me fazendo tropeçar nos próprios pés e cair no chão de madeira do restaurante.

Me sentei no chão sentindo meu braço esquerdo doer um pouco porque caí em cima dele e olhei o restaurante que nunca havia estado. Ele tem um ar bem caseiro, um restaurante acústico com luzes fracas e alaranjadas, mesas centralizadas e bem arrumadas como se estivesse pronto para ser aberto e servir seus clientes. Meus olhos varreram o local até cair sobre Junghwa que estava sentado em uma das mesas perto da janela, seus olhos estavam em mim e ele bebericava uma espécie de vinho em uma taça.

— Levanta do chão garoto, sente-se comigo. — Junghwa pediu com voz calma e rouca enquanto apontava para a cadeira a sua frente.

Me levantei apressado do chão e coloquei as mãos no bolso do moletom para esconder meu nervosismo, então me aproximei sentando na cadeira a sua frente.

— Aceita um vinho? — Ele pegou a garrafa pronto para colocar o liquido em minha taça e eu neguei com um sorriso sarcástico.

— Que eu saiba não posso beber. — Respondi lembrando do fato que ele nunca me permitia beber e ficava puto da vida.

— Você era muito jovem, não era certo. — Ele encheu minha taça mesmo assim e colocou perto de mim.

— E o que é certo para você? Sequestro? Ameaças? Tortura? Quer que eu cite mais coisas?

— Acha que eu tenho haver com toda essa história de sequestro? — Ele perguntou com a maior cara de cínico.

— Não seja cínico, fale a verdade pelo menos uma vez na vida. — Pedi sentindo a raiva ferver dentro de mim.

— Eu inventei aquela história de marketing para não sujar a imagem da empresa que é tudo que temos. — Soltei uma risada alta, ele não cansava de mentir.

— A empresa e o dinheiro sempre foram mais importantes que tudo não é mesmo?

— Não seja ridículo, filho.

— Você não é meu pai. — Deixei escapar sem querer porque a raiva dentro de mim falou mais alto e ele me encarou profundamente antes de soltar um riso forçado.

— Ela foi fofocar mesmo então, espero que Woong cuide bem dela como pedi. — Nesse momento eu não me aguentei, levantei pegando a taça com vinho que ele me deu e taquei o líquido em seu rosto o assustando.

Meu peito subia e descia pela respiração pesada e pela adrenalina, piorou quando vi seus olhos ameaçadores, mas não me dei por vencido.

— Se alguma coisa acontecer com a minha mãe, você que vai pagar por isso. — Praticamente rosnei para ele sentindo meus olhos cheios de lagrimas pelo ódio que me consumia.

Junghwa pegou o guardanapo sobre a mesa calmamente e levou até seu rosto para se limpar sem tirar os olhos de mim em nenhum momento.

— Sua mãe criou um mal-agradecido de merda. — Ele resmungou.

— Você tem sorte que não taquei a taça em você.

— Eu te dei tudo, uma casa, uma vida de luxo, estudo, trabalho, para você e para aquela mulher que chama de mãe, e você me agradece assim? Será que vou precisar te ensinar bons modos, Jungkook? — Ele se levantou começando a se aproximar de mim, eu recuei alguns passos, mas ele foi mais rápido e levou sua mão até meu cabelo puxando com certa força.

— Você ameaçou minha mãe e a prendeu todos esses anos, deixou ela ter uma vida horrível e infeliz por capricho seu, acha mesmo que vou te agradecer por isso? — Murmurei sentindo-o puxar meu cabelo com mais força para que eu levantasse minha cabeça e o olhasse.

— Nós fizemos um acordo, ela produzia para minha empresa e eu cuidava de você, eu fiz a minha parte e ela tinha que cumprir com a dela. — Levei minha mão até a sua em meu cabelo e a tirei dali o empurrando para longe de mim. — Você está me cansando garoto, eu salvei a vida dos que você gosta, mas posso mudar de ideia.

— Não vou cair na sua, não mais. — Cruzei os braços mantendo certa distância.

— Woong está nesse momento fazendo a troca na saída de Daegu, eu sei que o delegado vai ter outra ideia genial, porém tem dez homens escondidos no local prontos para atirar, mas pedi para cancelar de ultima hora e provavelmente Woong vai ser preso porque ele mesmo não sabe que cancelei os atiradores. — Junghwa contava com expressão séria.

Por que ele faria isso?

— Você está mentindo... — Murmurei sem conseguir acreditar.

— Não estou, eu não minto sempre Jungkook.

— Então por que fez isso? Por que entregou Woong para a polícia dessa forma? — Perguntei mesmo que não acreditasse em nada que ele diz, mas eu precisava de informações, mesmo que fossem falsas.

— Porque eu não quero seus amigos, eu não quero sua mãe, eu não quero continuar com aquela peça de teatro, posso até continuar, mas não quero.

Eu não podia acreditar nele, mas se aquilo fosse verdade, com certeza teria um motivo nada bom por trás.

— Por que? — Ele me encarou e andou até mim, apenas me encolhi com medo que ele tocasse em mim novamente.

— Porque eu quero você, Jungkook!

Fiquei sem reação tentando entender o que ele queria dizer.

— Você é jovem e tem o mesmo talento da sua mãe para tecnologia, preciso de você na minha empresa, então proponho um acordo. — Ele tocou meu ombro antes de continuar. — Vem comigo para casa, esquecemos toda essa história, as pessoas que você gosta saem vivas disso e Woong é preso.

Não, não, não. Ele não podia fazer isso comigo, não podia me forçar a fazer esse tipo de escolha, se eu fosse com ele viveria uma vida como minha mãe viveu e ela jamais me perdoaria como aceitar viver dessa forma, eu prometi que iriamos viver juntos quando acabasse.

Hanna nunca iria me perdoar, Taehyung ficaria triste e chateado comigo e Jimin... ele iria chorar de preocupação de novo.

— E se eu não for com você... — Sussurrei já que ele estava perto o suficiente para me ouvir.

— Faço uma ligação, e em menos de dez minutos você terá uma péssima notícia. — Ele bateu palmas duas vezes e vejo os homens de preto tampando a janela.

Obviamente ele sabia que tinha policiais vigiando.

Junghwa tirou uma arma do bolso e apontou para mim, pior foi o fato de eu não ter estranhado essa ação. — Logo depois de receber a notícia, eu atiro em você, afinal, não será útil para mim.

O que eu poderia fazer? Sentar e chorar igual um bebê e seguir ele para salvar os outros? Ou correr o risco, negar e perder todos que amo? A escolha parecia óbvia.

Mark não teria como me ajudar naquele momento, ele nem estava vendo o que acontecia ali dentro, eu teria que agir por contra própria e esperar que eles deem um jeito de me buscar.

— Vamos. — Falei por fim vendo o sorriso dele crescer nos lábios.

— Venha, rápido.

Não tive muito o que fazer além de segui-lo rapidamente sem mostrar o quão confuso estava. Seguimos para a cozinha do restaurante, por fim ele segurou em uma fresta da madeira do chão no canto perto dos armários, ergueu revelando uma passagem e pediu que eu fosse na frente descendo as escadas.

— Os donos daqui eram bem paranóicos, acabaram criando essa passagem para fugir em caso de assaltos, ela leva para um beco na rua ao lado aonde um carro nos espera. — Ele teve a mínima decência de me explicar já que eu parei no meio das escadas me recusando a seguir naquele escuro depois que o mesmo fechou o porão.

Eu estava cansado de lugares como aquele. Farto.

Junghwa pegou seu celular usando a lanterna para iluminar o local e começou a me puxar pelo corredor depois que terminamos as escadas. Era um corredor extenso escuro e sujo, não havia bichos como ratos ou baratas, mas estava bem esquecido e não passava um sentimento nada acolhedor.

Depois de minutos atravessando aquela droga de corredor, chegamos em outro lance de escadas. Logo estávamos no beco que ele informou, o tempo havia fechado drasticamente e uma chuva forte caía sobre nós, em questão de segundos eu estava no carro dele deixando ser levado e com o coração apertado no peito por pensar em cada pessoa que eu estaria decepcionado.

[...]

Jimin POV

Ele não queria falar. Por esse motivo eu soube que havia algo errado.

Era completamente nítido só pelo silêncio de Namjoon ao entrar no hospital com expressão séria. Eu tinha que arrancar alguma informação dele, porque eu conheço Seoul como a palma da minha mão, então se ele não me contar, eu posso ir até aquele restaurante sozinho e descobrir.

Namjoon sentou ao meu lado na sala de espera, não havia muito o que fazer ali além de ficar olhando para o nada esperando por notícias que levariam horas para chegar. Eu estava inquieto, Hanna e Taehyung tentavam não ficar, mas também estavam agitados.

— Jimin... — Taehyung me chama em um sussurro perto do meu ouvido, eu estava distraído olhando para o nada então acabei levando um susto e pulei no banco. — Garoto sua mente estava em marte?

— Talvez, por que tirou ela de lá? — Perguntei e ele pegou para eu me aproximar para falar em meu ouvido.

— Você precisa arrancar alguma coisa do Namjoon, Hanna e eu vamos ficar aqui caso tenha notícias, mas vocês precisam ir atrás do Jungkook, tenho certeza que aconteceu algo. — Ele sussurrou em meu ouvido. — Não conhecemos nada aqui, então tem que ser você.

Levei um tempo para raciocinar tudo, eu tinha pensado na mesma coisa. Mas no que eu poderia ajudar? Exato, nada. Mas algo em mim dizia para não ficar parado, minha agitação não era por nada, meu corpo se arrepiava só de pensar em Jungkook. Precisava ver ele.

Olhei para Taehyung que tinha olhos brilhantes e esperançosos, assenti para ele concordando com seu plano e ele me abraçou de lado, Hanna aproximou sua mão de minha cabeça e bagunçou levemente meu cabelo mostrando um sorriso e meneando a cabeça como se concordasse. Certeza que os dois combinaram isso.

Me virei para Namjoon que estava meio jogado no banco, braços cruzados e pensamentos longe. Resolvi inventar qualquer desculpa que me deixasse a sós com ele para poder questiona-lo.

— Namjoon. — O chamei cutucando seu braço para que ele me olhasse, e assim fez. — Estou com fome.

Ele me olhou inclinando a cabeça para o lado e torceu levemente a boca antes de falar. — Você não comeu com os outros antes de sair?

Droga, tinha esquecido disso.

— Fico com fome quando estou entediado, pode ser só um café. — Pedi com um biquinho nos lábios. — Prometo que assim que eu me estabilizar, eu pago todos os cafés do mundo para você.

Ele riu por um momento porque minha voz saiu um pouco infantil, mas não tenho culpa se sou formado na arte do drama. — Vou lá buscar seu café então, como quer ele?

— Posso ir junto? Assim eu escolho. — Pedi juntando as mãos e ele acabou assentindo.

— Vocês vão querer algo? — Namjoon perguntou para os outros dois que negaram de imediato.

— Não precisa, podem ir, qualquer coisa a gente grita. — Hanna murmurou se acomodando na cadeira e seguimos para a cantina do hospital.

Quando estávamos afastados de todas aquelas pessoas, vi uma placa indicando que havia um banheiro ali. Eu sou do tipo que faz as coisas por impulso as vezes, então sem pensar direito em como Namjoon poderia ficar assustado, puxei ele pela blusa em direção ao banheiro e fechei a porta, quando me virei o coitado estava com os olhos arregalados e quase pegando a arma no bolso pelo susto.

— Não vou tentar te machucar, só quero saber cadê o Jungkook. — Namjoon respirou fundo massageando o peito.

— Não me assusta desse jeito criatura.

— Se você não falar cadê o Jungkook eu vou te dar motivos para ter medo. — Tentei ameaçar apesar de ser a pessoa mais medrosa do mundo.

Namjoon me encarou arqueando a sobrancelha e suspirou ao ouvir novamente o que quero. — Se eu não falei nada para vocês, é porque está tudo sob controle.

— Não acredito em você, o seu silêncio está me matando, eu preciso saber dele. — Não sei se convenci ele pela minha sinceridade, ou ele caiu na real que uma hora iriamos saber o que seja lá que aconteceu com Jungkook.

— O Jungkook sumiu, Junghwa também.

Sabe o que mais me deixou assustado com sua confissão? O fato de que eu não estava surpreso com o acontecido.

Assim que Jungkook aceitou esse plano, eu sabia que a possibilidade dele desaparecer com Junghwa ou acabar se machucando seriam grandes, contei isso a Taehyung e ele concordou comigo, o que me fez chorar de preocupação mesmo com Jungkook por perto, porque não consegui controlar o aperto que senti em meu peito.

— Precisamos ir até lá Namjoon, nós podemos ajudar. — Pedi e imediatamente ele negou.

— O Jungkook sumiu, não posso arriscar, não é seguro para você.

— Eu sinto muito por ser tão teimoso, mas eu não vou ficar sentado em uma sala de espera por horas quando posso estar fazendo algo para ajudar, Hanna e Taehyung disseram que ficam aqui para nós.

— Mas no que vamos ajudar Jimin?

— Qualquer coisa Nam, só não quero ficar aqui envenenando minha mente.

Namjoon começou a andar pelo banheiro meio sem rumo, pensando em uma alternativa de me convencer que aquilo não era uma boa ideia ou algo do tipo. Mas ele me deixou surpreso ao se aproximar tocar meu ombro e assentir.

— Vocês ainda vão me matar do coração. — Eu poderia pular em cima dele para abraça-lo, mas me contentei com um sorriso e palmas de felicidade por poder ajudar.

Voltamos para a sala de espera aonde estava Taehyung e Hanna para dizer a eles que iriamos. — Tem uma viatura do lado de fora vigiando, vou pedir que reforcem a segurança do local antes de ir, vão ficar bem?

— Ainda duvida? Podem ir, nossa preocupação no momento é Yoora e Jungkook, não podemos fazer nada por ela no momento, mas por ele sim. — Hanna murmurou. — Achem meu irmãozinho, ele costuma tomar decisões pelo bem das outras pessoas e acaba esquecendo de si mesmo, Junghwa pode ter chantageado ele, pensem nisso.

Assentimos e fui direto para o carro de Namjoon enquanto o mesmo avisava os outros policiais. Hanna tinha razão, Jungkook as vezes toma decisões absurdas pelo bem dos outros, isso me deixava frustrado e mais preocupado ainda, mas apesar de tudo ele é inteligente.

— Por favor Jungkook, não cometa uma loucura... — Sussurrei brincando com meus dedos e vendo Namjoon entrar no carro.

Demorou alguns minutos até que chegamos na frente do restaurante que estava interditado e sob domínio da polícia, por um momento eu senti vontade de matar o Mark assim que o vi por ter deixado algo assim acontecer.

— Novidades? — Namjoon perguntou alto assim que descemos do carro e seguimos para dentro do restaurante encontrando Mark e um grupo de policiais na cozinha olhando algo no chão.

— Por que trouxe ele? — Foi a primeira coisa que perguntou assim que me viu.

— Nossa prioridade no momento é o Jungkook, não mude de assunto. — Pedi vendo seu maxilar trincar. Ele não parece do tipo que gosta de receber ordens.

— Encontramos uma passagem no chão, iria ligar para você agora mesmo, parece que eles saíram por aqui, ainda não entramos para avaliar. — Mark explicou brevemente e eu me aproximei para olhar a passagem.

— Então vamos entrar. — Antes que eu pudesse seguir Mark me segurou pelo cotovelo com certa força para me impedir.

— Resolveu dar ordens aqui? Não se esqueça de quem está no comando.

— Claro, vamos deixar tudo em suas mãos para depois dar errado. — Fuzilei ele com os olhos puxando meu braço para me soltar de seu aperto. — Você tinha uma missão detetive, proteger Jungkook e você falhou, perdeu ele bem debaixo do seu nariz porque não teve a decência de ao menos conhecer a planta do local, vamos deixar você no comando e apostar qual vai ser o próximo a sumir.

Podia jurar que Mark pensou seriamente em me dar um tiro, ele me encarava com fúria, mas não me impediu de seguir para a passagem com Namjoon que iluminava o local com seu celular. Não vi se ele nos seguiu e também não importava, os serviços dele não valiam mais de nada para mim.

— Obrigado, eu teria perdido meu emprego se dissesse isso para ele. — Namjoon me agradeceu em voz baixa me fazendo sorrir.

— Eu não tenho muito a perder mesmo, então foi um prazer.

Seguimos pelo corredor com outros policiais logo atrás e ao subir as escadas que levavam a saída, descobrimos que estávamos em outra rua.

— Ótimo, com certeza ele deixou um carro aqui para leva-los, como vamos encontra-los agora? — Namjoon olhava em volta procurando alguma pista enquanto eu tentava pensar em algo.

— Junghwa é uma pessoa pública e misteriosa, quem você conhece que pode encontrar uma pessoa como ele? — Perguntei para Namjoon já sabemos a resposta óbvia.

— Jennie... — Ele murmurou pegando o celular ligando para ela e deixando no viva-voz.

— Será que não tenho um minuto de paz? — Ela atende.

— Aonde você está, precisamos de ajuda. — Namjoon perguntou.

— Vim buscar Felipe, ele acabou de chegar, do que precisa?

— Vou resumir, Jungkook sumiu e possivelmente está com Junghwa, se acharmos um, achamos o outro, e quem melhor que você e Felipe para acha-lo.

— Finalmente nossos serviços estão sendo devidamente reconhecidos, os dias de glória chega para todos. — Jennie é a melhor pessoa. — Mas vocês já tentaram a casa dele? Parece meio óbvio, mas não custa tentar, Junghwa não faria um escândalo levando Jungkook para alguma casa abandonada ou coisa do tipo.

— É uma boa dica, vamos tentar.

— Felipe e eu vamos ajudar mesmo assim, nos mantém informados. — A ligação encerrou.

— Parabéns Namjoon, você é bom. — Mark apareceu do nada na maior cara de pau.

Sinceramente...

— Senhor, investigaram a casa do endereço que Jackson passou, foi confirmado que realmente havia pessoas morando ali, mas estava vazia. — Um dos policiais se aproximou de Mark.

— Tudo bem, tirem fotos do local e peço que não mecham em nada sem luvas, vamos mandar para analise de digitais. — O policial assentiu e seguiu para a passagem novamente.

— Vamos logo para a casa de Junghwa então? — Mark começou a andar tranquilo de volta para a passagem com uma pasta em mãos e apenas resolvemos seguir ele.

[...]

Eu não sou do tipo que se impressiona fácil sabe, mas puta que pariu que casa incrível. A casa de Junghwa parecia maior que a empresa que eu trabalhava, estávamos do lado de fora, mas era o suficiente para ver um jardim gigante, uma casa de vários andares, uma fonte e uma garagem enorme logo a frente. Estava babando pela casa e nem poderia negar isso.

Imagina limpar tudo isso, que sufoco.

— Ok, qual o plano? — Perguntei aos dois que me encararam.

— Pedir para ele soltar o Jungkook por favorzinho e fazer carinha de cachorro sem dono. — Mark murmurou indo tocar a campainha.

— Você não tem a porra de um plano? — Perguntei incrédulo fazendo Mark rir e eu quase pulei em cima dele para socar aquela cara de cínico.

— Confia em mim. — Ele piscou para mim mantendo o sorriso e eu revirei os olhos.

— Hum, me deixa pensar... Não. — Retribui o sorriso de forma falsa e um homem de idade avançada apareceu no portão.

— O que querem? — O senhor perguntou e quando Namjoon iria responder, Mark sacou a arma apontando para o coitado do senhor que levou um susto.

— Policia de Seoul, temos um mandado de prisão para Jeon Junghwa agora abre esse portão ou terá que vir conosco para a delegacia por ser cumplice de uma série de crimes. — Ele ameaçou o senhor que estava pálido.

— Policial pelo amor de Deus, eu tenho filhos para criar, não posso fazer isso estando na cadeia, minha ficha é limpa, só uma vez que eu atravessei no sinal vermelho, mas minha esposa estava gritando de dor com um bebe querendo sair...

— Me poupe dos detalhes, nos deixe entrar. — Mark o interrompeu.

— Sim, deixe eles entrarem. — Junghwa apareceu na porta da casa vestindo roupas sociais e em seguida fechou a porta novamente.

— É agora que eu pego esse cretino. — O senhor abriu o portão e eu segui a passos pesados para dentro da casa sendo segurado por Namjoon.

— Vai com calma ok? Esse cara é perigoso. — Me lembrou porque realmente estava fora de mim naquele momento.

Nos aproximamos da porta da casa que ficava meio afastada e o senhor fez questão de falar como era cuidar do jardim e como gostava das flores que ele mesmo havia plantado a anos atrás e que hoje em dia estão lindas.

Aquela casa é tão linda que sinceramente acredito que nunca vou entrar em outra desse porte, engraçado que é a primeira vez que fico cara a cara com tanto luxo e é para prender o dono por ser um filho da puta aproveitador.

A vida e suas rasteiras.

— Olhos abertos e foco. — Mark sussurrou antes que o senhor pudesse abrir a porta para nós e me entregou uma arma que guardei rapidamente em minha calça.

Ao adentrar a casa cheguei à conclusão que ela é mais linda por dentro, porém vazia. Porque rico tem mania de ter uma casa grande se vai deixa-la vazia? A sala de entrada tem somente sofás e um lustre gigante. Eu iria encher de bugiganga, quadros e coisas inúteis que nunca vou precisar, mas são bonitas.

Jimin foco.

— Eu estava esperando a visita de vocês, mas não achei que iriam chegar tão rápido, só tive tempo de trocar a camisa. — Junghwa que estava perto das escadas começou a se aproximar.

Fiquei louco pela casa pensando na decoração que nem vi ele ali.

— Jeon Junghwa, temos um mandado de prisão, preciso que nos acompanhe até a delegacia. — Mark mostrou seu distintivo.

— Sob qual acusação? — Perguntou se aproximando mais.

— Sequestro, cárcere, exploração, ameaças, quer que eu continue? — Mark levantou uma pasta com todos os documentos. — Está tudo por escrito.

— Acho que se confundiu, eu não fiz isso, Woong que fez e que eu saiba vocês já o pegaram. — Junghwa explicava na maior calma do mundo.

Aquilo me irritava, mas não era meu momento de abrir a boca.

— Todas as provas que vocês têm criminalizam ele e Yoongi, não eu!

— E sobre Soomin? — Namjoon perguntou.

— Tudo que ocorreu entre nós foi feito legalmente, ela assinou os contratos por vontade própria e com a presença do advogado, se ler cada um dos contratos verá que não infringi nenhuma clausula.

— Aonde está o Jungkook? — Me meti porque vi que Mark iria cometer uma loucura só pela cara que fez. Junghwa me encarou e deu risada.

— E você é o que? O namoradinho que veio salvar a pátria? Não tenho tempo para você, Jungkook também não.

Me aproximei mais dele sentindo meu peito arder de ódio. — Vou perguntar mais uma vez, aonde está o Jungkook?

— Jungkook está em casa, de onde não deveria ter saído. — Junghwa praticamente rangeu para mim.

— Eu quero ver ele. — Praticamente ordenei fazendo o outro rir.

— Não vou deixar que se aproxime dele novamente.

— Vai ser preciso eu invadir essa casa?

— Jimin, para. — Escuto uma voz no topo da escada e vejo Jungkook com expressão séria me encarando.

Meu semblante suavizou ao ver ele, porém aquela sensação ruim não melhorou, não pela forma que ele pediu que eu parasse.

— Você está bem? Está machucado? — Perguntei agitado e me afastei de Junghwa.

— Estou sim, mas você não deveria estar aqui. — Seco, muito seco.

Ele não falou assim comigo nem quando dei um soco nele, mas isso não importa agora.

Lembrei do que Hanna havia dito, antes de sairmos e levei em consideração que Junghwa estava o ameaçando, porque Jungkook não estava aparentemente preso, era como se ele realmente estivesse em casa em um dia normal. Havia algo errado.

— Por que mentiu para a mídia dizendo que toda essa história de sequestro era uma jogada de marketing? — Namjoon perguntou.

— Não é óbvio Namjoon? Ele fez isso para lucrar as nossas custas, lucrar às custas do sofrimento de Jungkook e ainda se diz pai dele. — Resmunguei.

— Fiz tudo pelo bem de vocês e da empresa, pelo bem do meu filho, seria um escândalo se isso vazasse.

Percebi que enquanto ele falava, Mark permanecia quieto, até demais porque pelo pouco que o conheço, notei que ele gosta de debochar, espero que tudo seja um plano dele.

— Você prendeu seu filho porque não havia mais como controla-lo, você sabia que nada faria Soomin desistir de se livrar de você se ela tivesse Jungkook, você estava perdendo e se desesperou. — Namjoon pelo jeito tocou na ferida dele, porque Junghwa respirou fundo.

— Enquanto isso seu filho estava lá naquele teatro com os outros. — Mark finalmente falou algo e eu voltei a encarar Jungkook que permanecia no mesmo lugar apenas observando. — Pelo menos ele conheceu Jimin não é mesmo? você sem querer fez algo bom por ele, olha esses dois agora Junghwa.

Não tirei os olhos de Jungkook, mas senti o olhar de Junghwa em mim.

— Você tem sorte que o Jimin não matou Woong quando teve a chance, e acredite quando digo que teve, imagina quanto dinheiro você perderia porque eles iriam fugir antes da estreia. — Mark continuava, ele obviamente sabia disso porque Seokjin deve ter passado nosso depoimento para ele. — Acredite quando digo que o maior vilão do seu plano foi Jimin, porque ele deu esperanças a Jungkook que começou a investigar tudo e achou um jeito de escapar.

Céus, o que ele estava fazendo? Eu não fiz nada disso não.

— E adivinha só Junghwa, o Jungkook se apaixonou pelo Jimin e sei que ele só está aqui para protege-lo por uma ameaça sua, nunca vai ser por você, porque você não passa de um perdedor que não conseguiu o amor do filho, se desesperou e o trancou para ver se poderia controla-lo, mas seu desejo por dinheiro foi maior e você não conseguiu parar.

Nesse momento eu decidi olhar para Junghwa que estava a minha frente, seus olhos estavam vermelhos e ele respirava fundo, seus olhos cravados em mim.

— Você só pensa em dinheiro, obrigou Soomin a assinar contratos só para ter o talento dela, você sabe que sem Soomin e Jungkook vai afundar, e não terá nada nem ninguém, a única pessoa que gostava de você era Jungkook e olha o que fez com ele, fez ele te odiar e agora ele ama outras pessoas, ele ama Jimin.

Antes que Mark pudesse dizer mais alguma coisa, Junghwa se aproximou de mim e colocou suas mãos em meu pescoço começando a me sufocar. Meus pulmões começavam a queimar e o desespero me dominou enquanto Namjoon e Mark tentavam tirar ele de cima de mim, não conseguia ver Jungkook porque ao menos conseguia mexer a cabeça. Minha cabeça estava doendo tanto.

— Eu deveria ter matado você a tempos e nunca ter prendido Jungkook naquela porra de lugar, ele não pode amar alguém como você, ele é meu filho e não vai ficar com ninguém além de mim a partir de hoje. — Junghwa murmurava para mim enquanto apertava mais meu pescoço.

Foi tudo muito rápido, eu já estava contra a parede, meus pés não alcançavam o chão, a raiva dele por mim o fez ficar muito forte e eu não conseguia me livrar de suas mãos. Jungkook apareceu tentando puxa-lo para longe de mim enquanto Junghwa praticamente gritava aquelas palavras para mim. Um grupo enorme de policiais começaram a invadir a casa e com muito custo Namjoon, Jungkook e Mark tiraram as mãos de Junghwa de mim enquanto o grupo de policiais o cercava apontando as armas. Dois deles imobilizaram Junghwa no chão e Mark se aproximou dele.

— É com muito prazer que digo... — Mark pegou as mãos dele colocando as algemas. — Jeon Junghwa, você está preso pelo sequestro e cárcere de quatro jovens, tem direito a um advogado, sem fiança.

Enquanto isso sentia que meus pulmões fossem explodir, minha cabeça doía e meu pescoço latejava enquanto uma tosse seca e engasgada passava pela minha garganta. Tentava controlar minha respiração para que voltasse ao normal e limpava as lágrimas que caíam em meu rosto, enquanto Namjoon orientava os policiais e Jungkook correu até mim.

— Jimin... — Ele se ajoelhou para ficar da minha altura e me abraçou com cuidado me fazendo encostar a cabeça em seu peito. — Me perdoa por ter passado por isso meu bem, não devia ter permitido isso.

Eu não conseguia falar nada por estar em uma espécie de estado de choque, não sabia explicar, só estava paralisado vendo Junghwa ser levado pelos policiais enquanto encarava nós dois com ódio.

— Minha nossa. — O senhor que cuida do jardim apareceu na porta vendo Junghwa ser levado. Ele tinha a mão no peito e estava sujo de terra. — Menino Jungkook...

— Senhor Dong-sun, chama o policial Namjoon, Jimin não está bem. — Jungkook pediu com certo desespero na voz tocando meu rosto com as duas mãos me fazendo olhar para ele. — Jimin, vamos para o hospital.

— É pra já Jungguk. — O senhor seguiu rapidamente para fora da casa gritando o nome do Namjoon.

Tentei dizer algo para mostrar que apesar da dor eu estou bem, mas minha respiração não estava nada boa e acabei tossindo mais. — Não se esforce, vai ficar tudo bem.

— Jungkook, como o Jimin está? — Namjoon apareceu com o velhinho.

— Ele precisa ir ao hospital, está com dor e não consegue respirar direito.

— Vamos para o carro.

A minha mente estava a mil com os últimos acontecimentos, não sabia reagir de alguma forma. Eles me levaram para o carro, não havia mais policiais ali e Jungkook foi no banco de trás comigo me fazendo deitar no banco.

Penso que não era para ter acontecido dessa forma, não era para Junghwa ter tentado me matar, penso que aqueles policiais ali eram parte de um plano, mas que sofreu mudanças. Naquele momento eu parei de culpar tanto a policia por nunca conseguir bolar um plano. Porque no final das contas nós não sabemos o próximo passo que o outro vai dar.

Muito menos quando se trata de Junghwa e Woong.

Mas não dessa vez... Acredito que pela primeira vez apesar de tudo, eles falharam em um de seus passos.

Pela primeira vez em meses, anos... nós estamos um passo à frente deles.


Notas Finais


As minhas aulas da faculdade voltaram então talvez eu demore um pouquinho para postar
A parte pesada da fanfic passou (juro) então acho que vou conseguir postar uns três por mês pelo menos

Sim, tá acabando😔💜


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