História Dark Paradise - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Hoseok, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Lisa, Namjoon, Seokjin, Taehyung, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 122
Palavras 4.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Finalmente cheguei ❤️
Demorei mas estou aqui
Desculpem algum erro
Boa leitura ❤️

Capítulo 4 - Magic Shop


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise - Capítulo 4 - Magic Shop

Dizer que segurar a mão de Jungkook me deu segurança seria o mesmo que mentir. Ouvir que eu iria ficar bem também não me deixou mais calmo. Sua intenção foi boa, mas naquele momento, saber que minha vida está na mão de alguém é com certeza algo difícil de engolir.

Eu não entendi o que era a Magic Shop em si, ou seu conceito, até porque ele não explicou nada e eu sinceramente não estava afim de perguntar para ele.

Não queria trocar mais nenhuma palavra com ele naquele momento. De preferência nunca mais, o que infelizmente parece inevitável nessas circunstâncias.

Vejo Hanna terminar de falar com ele esperando o quê deduzi ser uma resposta da parte dele, por fim acabou assentindo e ela se aproximou de nós saltitante.

- consegui convencer ele a deixar o Jimin se adaptar por mais um dia. - ela falou e olho para Jungkook que parecia surpreso.

- como você conseguiu isso? Achei que ele iria fazer o Jimin começar hoje. - perguntou soltando minha mão e cruzando os braços.

- e iria, mas falei que se ele deixar você e o Jimin livre hoje, você poderá explicar ao Jimin sobre tudo, poupando o tempo precioso dele. - ela explicou.

- exatamente o que iria explicar? - perguntei entrando no meio da conversa.

- Magic Shop, tatuagem, o que você está fazendo aqui, apenas o básico. - mostrou um sorriso como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Cheguei a conclusão que os dois deve ter algum tipo de doença, só isso para explicar o fato deles serem tão tranquilos com o fato de estarem presos com um louco dentro de uma bolha.

- o que você vai ter que fazer em troca desse pedido? - Jungkook perguntou mostrando preocupação com ela.

- não se preocupe comigo, a cabeça do moço bonito deve estar um caos, ajude ele. - Hanna pediu e depois de um tempinho Jungkook assentiu murmurando um "vamos Jimin".

Fiquei parado ali por um instante meio sem saber o que fazer até que acordei e acenei levemente para Hanna indo na direção de Jungkook que estava um pouco a frente.

- Jungkook, aconselho você cuidar desse olho roxo, a não ser que queira um pior. - o cara assustador falou em tom de ameaça para Jungkook que cessou os passos continuando de costas.

- sim, Woong! - respondeu sem olhar para trás e fez sinal com a mão para que eu o acompanhasse.

Ok, não estava errado, ele é o Woong. Mas porque ameaçar Jungkook por ter levado um soco? Por que nada faz sentido nessa droga de lugar?

Segui Jungkook até as escadas que nos leva naquelas jaulas, ele foi até a caixinha de primeiro socorros e pediu que eu me sentasse no mesmo colchão.

- eu vou cuidar do local da tatuagem para não infeccionar. - explicou começando a limpar o local da tatuagem.

- por que ele te ameaçou por ter levado um soco? - perguntei olhando para Jungkook sentado no colchão de frente para mim com toda a atenção do mundo no meu braço.

Seu olho estava com uma coloração roxa, mas não estava inchado como achei que ficaria, o que é um bom sinal e diminui minha culpa.

- não podemos ter hematomas no rosto ou em qualquer outro lugar que as pessoas possam ver. - explicou vagamente.

- mas estamos presos aqui, ninguém vai nos ver. - murmurei pensativo.

Jungkook levantou seu rosto terminando de limpar a tatuagem e me encarou arqueando a sobrancelha mantendo uma expressão séria.

- pensa bem Jimin, nós não podemos sair, mas isso não quer dizer que as pessoas não possam entrar. - falou por fim terminando de uma vez e guardando as coisas enquanto permaneci em silêncio.

Observei minha tatuagem e até que achei ela bonita, seus traços são detalhados e o desenho é bonito, apesar de ter sido feita contra a minha vontade, acho que posso me acostumar com a existência dela em meu corpo.

- vem, você deve estar muito confuso, vou te explicar tudo. - me chamou guardando a caixinha.

Subimos as escadas e ao fundo conseguia escutar uma música, era uma melodia daquelas que parece ser tocada em caixinhas de músicas que são vendidas em lojinhas, olhem em volta procurando de onde vinha tal melodia, até meus olhos encontrarem Hanna no palco se aquecendo.

- ela é uma bela bailarina. - Jungkook comentou indo na minha direção com um sorriso no rosto.

Mal percebi que estava parado encarando Hanna de longe que estava se preparando para dançar.

- uma pena que ela não goste de balé. - murmurou mais baixo e me chamou para continuarmos andando em direção á saída.

Dei uma última olhada para Hanna antes de seguir Jungkook saindo daquele lugar.

Andamos até chegar ao mesmo lugar que eu havia batido com tudo e havia sido arremessado. Com dez passos de distância já vi que a tatuagem estava criando uma luz própria.

- por que estamos aqui? - perguntei hesitando de chegar perto daquela coisa.

- vem comigo. - pediu apenas andando para fora da estrada, entrando no grande jardim que mais parecia uma floresta para mim. - esse terreno é gigante, o teatro foi construído um pouco afastado para não incomodar as vizinhanças que não aceitavam barulho na época.

Andávamos pelo gramado, entre as árvores, ia logo atrás de Jungkook, pisando aonde ele pisava, com medo de acontecer algo.

- esse foi o único terreno que conseguiram construir o teatro, uma pena que não durou muito tempo os espetáculos.

Continuamos até chegarmos em uma pequena área que não continha gramado alto e as árvores ficavam em volta, Jungkook se sentou no chão cruzando suas pernas e pediu que eu fizesse o mesmo.

- por que os espetáculos acabaram? - perguntei tentando entender tudo do começo.

- o teatro não teve muitos lucros e acabou sendo abandonado, nada de muito trágico, apenas uma realidade que pode cair em cima de qualquer um.

- como sabe disso?

- Hanna encontrou um jornal antigo no meio das tralhas aonde falava do fechamento do teatro. - explicou.

- mas por quê não fizeram outra coisa no lugar? Talvez um shopping. - sugeri.

- é uma construção muito antiga e isolada, nas atuais condições teria que demolir e construir algo no lugar, não aparecem turistas por não ser um monumento que chame a atenção, só as vezes uns adolescentes idiotas vem pagar de machão tentando entrar, mas Woong assusta todos eles. - ele sorri meio tímido, provavelmente da minha cara de paisagem.

- a quanto tempo estão aqui? - pergunto algo que martela minha cabeça desde quando soube que Jungkook e Hanna eram prisioneiros também.

- três anos, Hanna veio três meses antes de mim. - eu jurava que naquele momento meus olhos poderiam saltar das órbitas de tão arregalados.

São três anos presos nesse lugar tendo como única companhia um ao outro e um psicopata que sequestra pessoas. São três anos sem ver a família, três anos de prisão.

- eu não entendo... - murmurei olhando para o gramado segurando o choro.

- eu estava saindo de uma festa meio bêbado a noite, estava voltando para casa a pé, eu não me lembro de uma coisa, só de uma pancada forte na cabeça e logo depois eu estava aqui. - explicou e eu podia sentir meu coração doer de tanto bater forte, minhas mãos tremiam.

Eu sentia muito medo, nunca achei que poderia sentir tanto medo em toda a minha vida, eu estava preso ali e aquele louco queria algo de mim e sei que não é algo bom.

- ei, não chora. - Jungkook pediu com voz calma enquanto meus olhos enchiam de lágrimas.

- minha cabeça está um caos. - sussurrei colocando as duas mãos na nuca.

- eu vou te explicar tudo, você precisa saber tudo que está acontecendo, se acalma. - ele toca meu ombro e depois leva suas mãos até as minhas tirando-as da nuca.

- vai me explicar tudo que eu preciso saber sem esconder nada? - pergunto e ele assente devagar. Não coloquei confiança na sua afirmação.

- primeiro, como eu já disse, não sabemos o que é essa coisa que nos prende aqui mas sabemos que deve ter uma ligação com a tatuagem que Woong mandou fazer em nossos braços. - ele começa levantando a manga de sua blusa para mostrar a mesma tatuagem que a minha em seu braço.

- mas como uma tatuagem pode fazer isso?

- isso que não entendemos ainda, mas o fato dela brilhar e queimar, já deixa bem claro que tem uma ligação, e ela é a única tatuagem que brilha, sei porque Hanna e eu fizemos uma tatuagem a mais ano passado com o mesmo cara e elas não brilham ou queimam, são tatuagem normais. - ele levantou a manga da blusa que cobria seu outro braço e mostrou sua outra tatuagem que era o rosto de um leão, tatuagem linda e realista que cobria metade do seu braço.

- quem faz essas tatuagens? - eu apenas fazia perguntas porque não sabia o que dizer.

- Jackson, um tatuador não muito conhecido, ele é amigo do Woong então faz questão de vir aqui e fazer as tatuagens.

- ele é um cúmplice?

- provavelmente sim, senão ele não faria uma tatuagem que prendesse pessoas. - concordei tentando encaixar tudo na minha mente para fazendo minha cabeça parar de doer de tanta confusão.

- Jungkook, o que é a Magic Shop? - perguntei o encarando.

- é o motivo de estarmos aqui, uma peça de teatro, eu chamaria mais de musical. - voltamos a estaca zero.

- como?

- Magic Shop é o nome do musical que Woong está criando, não sabemos o motivo de ele sequestrar pessoas para ajudá-lo, mas ele parece fascinado nesse objetivo que chega a ser doentio. - Jungkook contou em um tom mais baixo para que Woong não escutasse.

- então ele nos sequestrou para ser marionetes do seu showzinho? - falei alto e Jungkook quase tampou minha boca.

- fica quieto se ele escutar estamos ferrados. - Jungkook pediu, mas eu fiquei puto da vida.

O cara me sequestra para servir de marionete dele como se eu fosse um boneco? Em que século ele está?

- não Jungkook, esse cara é louco, está usando vocês como bonecos e vai me usar também. - falei alto demonstrando toda a minha revolta. -Escute aqui seu psicopata, eu não vou...

Iria continuar gritando minha revolta até que Jungkook colocou a mão na minha boca tampando ela e me puxou para um local mais longe do que estávamos.

- você é louco? - perguntou tirando a mão da minha boca depois que nos afastamos.

- o único louco aqui é ele que fica sequestrando pessoas, por isso ele disse que não aceita erros na dança? Ele me sequestrou porque sei dançar? - perguntei incrédulo e Jungkook apenas assente. - que absurdo.

- xingar ele só vai piorar nossa situação Jimin.

- como vocês podem ficar tão tranquilos estando presos aqui? O cara nos prendeu aqui com algum tipo de pacto com o demônio, ele pode ter vendido a alma dele.

- você é muito exagerado. - Jungkook respondeu revirando os olhos.

- eu sou exagerado? EU FUI SEQUESTRADO! - gritei e ele tampou minha boca de novo com sua mão.

- você vai acabar surtando.

- eu já estou surtando, o que vou ter que fazer? Dançar descalço em cima do fogo até morrer? - perguntei fazendo ele rir.

- em cima do fogo não.

- mas vou dançar até morrer.

- Jimin, fica quieto. - revirei os olhos ficando em silêncio e fiquei de costas para ele.

Ainda estava revoltado então se falasse mais alguma coisa provavelmente iria ser pior, então preferi o meu silêncio.

Vejo que Jungkook continuou no mesmo lugar, escuto sua respiração pesada, seguido de uma explicação.

- Magic Shop é uma técnica psicodramática que troca o medo por uma atitude positiva. - ele murmurou. - é um lugar aonde as pessoas vão para trocar algo ruim por algo bom, aonde as pessoas não devem ter medo porque elas nunca estarão sozinhas, essa é a Magic Shop, disso que o musical vai falar.

- por que uma pessoa má criaria algo tão profundo assim? - perguntei me virando.

- não foi ele que escreveu, foi a Hanna, ele a sequestrou para força-la a ajudar na criação da história e ser uma das personagens, a bailarina. - explicou. - a bailarina era uma garota que ama dançar, mas foi humilhada quando caiu em uma apresentação, ela ficou tão triste que passou a ter medo de dançar, então ela descobriu a Magic Shop e trocou seu medo por coragem e voltou a dançar.

Ele fez uma pausa esperando uma resposta minha, mas aquela história me deixou meio sem palavras, então resolveu continuar.

- meu personagem era um garoto sozinho que tinha fobia social e tentava ficar longe das pessoas o máximo possível, isso era horrível e ele estava cansado, então conheceu a Magic Shop e trocou sua fobia social por ajudar as pessoas que precisam.

Cada personagem tinha um trauma, um passado conturbado, uma necessidade, e a Magic Shop era como sua salvação, aquilo me deixou surpreso.

- Hanna criou a história mas com a autorização de Woong, eu não sei seu personagem, só Hanna sabe e terá que perguntar para ela. Quero que você entenda que esse musical será visto por várias pessoas quando ficar pronto e poderá ajudar quem precisa, é provável que eles nos deixe ir quando tudo acabar. - Jungkook finalizou mas a última parte não me convenceu.

Sou a pessoa mais desconfiada do mundo e eu não confio nesse Woong, a história é linda, mas isso não quer dizer que ele tenha intenções boa em relação a nós, ele não iria nos libertar do nada, até porque se depender de mim ele morre na cadeia porque eu dou um jeito dele ser preso.

Claro que não vou encher a cabeça dos dois de paranóia, eles estão aqui a tempo demais e não seria bom surtar agora, então resolvi guardar minhas observações para mim mesmo e esperar o momento certo para agir.

Porque do jeito que está eu não deixo continuar.

- acredita mesmo que ele deixará irmos embora? - perguntei.

- acredito que sim, meio que não vamos mais servir de nada para ele, é só não denunciarmos ele e fica tudo bem.

- a sua calma me deixa irritado sabia? - comentei o fazendo rir.

- depois de tanto tempo aqui você aprende a manter a calma, surtar não vai nos tirar daqui. - exclamou olhando em volta para as árvores.

- então é isso? Vamos ficar aqui até fazer essa peça acontecer e esperar que ele nos solte? - perguntei deixando Jungkook pensativo até que o mesmo assentiu.

- a não ser que você tenha uma idéia de como fazer essa coisa que nos prende sumir. - ok, eu não tinha argumento para debater contra isso, nem sei que coisa é aquela.

- eu vou descobrir, guarde minhas palavras. - eu não iria, sou tapado, quando Hoseok conta uma piada eu só entendo depois de três horas de muita reflexão.

- seu amigo e sua namorada devem estar loucos atrás de você. - Jungkook comenta me deixando confuso.

Eu não falei de namorada nenhuma para ele, até porque eu nem tenho mais.

- namorada? Eu não tenho namorada. - falei firme e ele arqueia a sobrancelha cruzando os braços.

- namorado então?

- você é estranho, porque está perguntando isso? - olhei ele com uma cara meio estranha.

- por causa da aliança. - ele falou mostrando um sorriso.

Olhei para minha mão e pude ver a aliança de Prata que usava com a Shin e que eu havia dado no dia que a pedi em namoro. Estava tão acostumado com a aliança em meu dedo assim como qualquer anel que acabei esquecendo de sua existência.

Se eu tivesse percebido antes, teria jogado ela no rio ao invés daquela pedra.

- ah isso, tinha me esquecido. - comentei ainda olhando para a aliança e lembrando do que aconteceu antes de Woong me sequestrar. - meu namoro terminou.

- você esqueceu que seu namoro terminou e ficou com a aliança? - perguntou rindo.

- pois é, o namoro terminou na noite que Woong me sequestrou, não tive tempo nem de sofrer pelo término, foi muita coisa para minha cabeça. - comecei a pensar sobre ter perdido meu emprego, minha namorada, percebi como meu psicológico está ferrado.

Passei as mãos no rosto e sentei no gramado me encolhendo ali tentando afastar meus pensamentos ruins.

- quer falar sobre isso? - Jungkook perguntou se agaichando na minha frente.

- não por favor, no momento não. - murmurei tirando as mãos do rosto e vejo ele assentir.

- vamos entrar? Podemos comer alguma coisa. - sugeriu e mostrei um sorriso assentindo.

- uma pergunta, não tem mais ninguém aqui nesse lugar? - perguntei me levantando do chão com sua ajuda.

- tem a Celeste, a gata do Woong, não aconselho ficar perto dela, é meio agressiva. - comentou.

- eu amo Gatos, quero vê-la.

- ela some de vez em quando, te mostro assim que ela aparecer, vamos! - ele andou na frente e fizemos o mesmo caminho de volta.

Durante o trajeto fiquei pensando em como Jungkook é uma pessoa acolhedora, ele é calmo e transmite calma, Hanna também não é muito diferente, mas não posso negar que tenho mais amizade com o moreno. Um dia vou compensar tudo que ele e Hanna estão fazendo por mim.

Ele por cuidar de mim e me explicar um pouco das coisas, e Hanna por ter conseguido que eu ficasse dois dias sem ter que enfrentar Woong e suas ordens.

Estávamos perto da entrada do teatro quando escutamos um grito de dor vindo de dentro do local.

Na hora Jungkook saiu correndo e gritando o nome da Hanna, a única coisa que fiz foi me assustar e correr atrás dele.

Chegando no palco, vimos Hanna sentada no chão sem mover um músculo do lugar, o que me assustou muito.

- o que houve? - Jungkook perguntou enquanto subiamos no palco para vê-la.

- pétalas brancas... - ela sussurrou e Jungkook a pegou no colo.

Pétalas brancas? Isso é um código para dizer que ela caiu? Vou adicionar na lista de coisas que eu não sei o que é.

Ajudei Jungkook a descer as escadas com ela no colo e a levamos para seu colchão.

Hanna não dizia nada, apenas permanecia imóvel, até mesmo quando Jungkook a deitou no colchão. Ela encarava o teto piscando devagar.

Olhei para suas mãos e percebi que estavam machucadas na palma, como se ela tivesse pressionado as unhas com força ao fechar as mãos.

Jungkook deixou ela ali e me puxou para fora da sala até chegarmos na escada.

- o que aconteceu com ela? - pergunto.

- pétalas brancas é um código nosso, quando usamos quer dizer que Woong usou sonífero em nós, ela vai dormir por horas. - explicou.

- mas por quê?

- é o preço que ela vai pagar por ter conseguido deixar você um dia a mais sem treinar, ele aplicou o sonífero e assim que ela acordar vai ter que ensaiar até seu corpo não aguentar, ele faz isso porque quando ela acordar vai estar muito fraca e sem comer, o que torna mais difícil ainda.

Eu jurava que poderia chorar naquele momento, ela iria sofrer, dançar sem forças, sem comida e fraca.

- ela não deveria ter feito isso, eu começaria meu treinamento hoje, não posso deixar isso acontecer. - falei nervoso.

- Jimin, ela escolheu isso para que você tivesse mais um dia de paz, quando começar os ensaios vai ser completamente desgastante, você não vai estar acostumado e seu corpo irá sofrer, nós já estamos acostumados, eu deveria ter ido no lugar dela.

- não, isso não está certo, eu quem deveria ensaiar no lugar dela, eu... - parei por um instante pensativo e sem pensar duas vezes corri pelas escadas escutando Jungkook me chamar.

Andei rapidamente pelo teatro procurando o quarto de Woong em algum lugar dessa droga de lugar.

- Jimin, você só vai irritá-lo. - escuro Jungkook dizer e seus passos atrás de mim.

Não dei ouvidos a ele e continuei andando até chegar no palco. Woong apareceu detrás das cortinas quando o vi, deve ter algo nesse local, pensei.

Subi no palco e fui atrás das cortinas vendo uma porta no final de um pequeno corredor. Essa porta estava aberta, então não seria invasão se eu entrasse.

Me aproximei e coloquei apenas os olhos na porta para ver se tinha alguém ali dentro.

Fui surpreendido quando ouvi a voz de Woong vindo daquele quarto antes que eu pudesse vê-lo.

- sabia que viria. - ele murmurou com sua voz rouca que me causa calafrios de medo.

Ok Jimin, para de agir assim, você é mais corajoso que isso.

- preciso falar com você. - falei fazendo o maior esforço para não gaguejar e quebrar minha pose de corajoso.

- entre, estou disposto a ouvir. - me pediu e eu dava um passo para frente e dois para trás, hesitando completamente ao ver ele deitado na cama.

Woong encarava o teto e vi uma gata branca com uma mancha preta ao redor dos olhos, deitada ao seu lado na cama.

Essa deve ser a Celeste.

- eu quero começar a ensaiar. - falei e ele tirou sua atenção do teto para olhar para mim com seus olhos penetrantes e intimidadores.

- ficou com dó da pequena Hanna? Ela já está acostumada com isso. - falou simples.

- mas isso não é justo, ela vai sofrer por minha causa, eu posso dar conta disso, não vou deixar que ela passe mão por minha causa.

- ah que lindo da sua parte, uma pena que eu não ligo. - ele se sentou na cama passando sua mão nos pelos da gata.

- por favor, eu ensaio no lugar dela o dia inteiro se precisar, eu aprendo rápido.

- pessoas solidárias são tão chatas. - ele revirou os olhos se levantando.

- pessoas que sequestram são tão fúteis. - droga Jimin, sua boca ainda vai te matar seu jumento.

Me encostei na parede ficando em uma postura reta enquanto ele se aproximava de mim ficando a três passos de distância.

Senti que iria morrer naquele momento, e sinceramente seria compreensível porque que pessoa idiota que eu sou.

- Hanna e Jungkook eram bastante revoltados no começo, foi difícil de controla-los, sabe como consegui? - ele perguntou e apenas neguei com a cabeça. - você já deve saber sobre a tatuagem das máscaras não é?

- vagamente... - encarei ele.

- ela possivelmente te prende aqui, mas não pense que essa é a única tatuagem que possui seu poder misterioso, fui obrigado a pedir para tatuarem em Jungkook e Hanna uma que causa um certo desconforto se me insultarem ou tocarem em mim de forma agressiva.

- que tipo de desconforto? - perguntei.

- já sentiu a sensação de ser afogado? É parecido.

- você é louco? - perguntei e ele se aproximou me segurando pela roupa com ódio.

- a não ser que queira essa tatuagem, eu sugiro que cale a sua boca e me obedeça. - me fuzilou com os olhos e eu abaixei a cabeça me encolhendo quando o mesmo me soltou.

- me deixa ensaiar no lugar dela. - pedi com a cabeça abaixada para não olhar em seus olhos outra vez.

- vá agora, peça para Jungkook te ensinar, mais tarde irei te avaliar, e espero que esteja indo bem, se não eu posso ativar a tatuagem da Hanna sem querer. - ele sorriu e eu simplesmente saí correndo dali sentindo meu peito doer de tão forte que meu coração batia e minha ar faltava de tanto medo.

Corri até as escadas aonde Jungkook estava no topo dela andando de um lado para o outro até notar minha presença ali.

Não sei o que deu em mim naquele momento, mas assim que vi Jungkook, a primeira coisa que fiz foi praticamente pular nele para um abraço apertado que o surpreendeu.

- você está bem? - ele pergunta retribuindo o abraço, mas eu ignorei sua pergunta.

- eu vou tirar vocês daqui, nós vamos sair daqui, eu te prometo isso. - murmurei em seu ouvido chorando de verdade pela primeira vez desde que cheguei. - confia em mim, eu vou tirar vocês daqui. - pedi falando entre soluços.

- eu confio. - ele responde calmo.

Ficamos um bom tempo assim até que meu choro diminuísse. Saber que eles são torturados e sofrem na mão desse louco foi a gota d'água para mim porque eles não merecem isso, não totalmente inocentes e eu farei de tudo para tirá-los daqui a todo custo.

Nem que eu tenha que matar esse infeliz para conseguir a minha liberdade, ele consegue ser louco, mas eu também consigo para salvar as pessoas que gosto. E eu me apeguei a esses dois que me acolheram e cuidam de mim em meio a tanto caos existente.


Notas Finais


Eu espero que tenha dado para entender algumas coisas nesse capítulo
As explicações vão vir com o tempo❤️
O próximo sai dia 15
Até lá 💜


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