História Dark Paradise: A Story Of Love And Crime - 2 Temporada - Capítulo 10


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida, Gotham
Personagens Alfred Pennyworth, Amanda Waller, Barbara Gordon (Batgirl), Bruce Wayne (Batman), Chato Santana (El Diablo), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Dick Grayson, Digger Harkness (Capitão Bumerangue), Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Dra. Leslie Thompkins, Edward Nashton/Nygma (O Charada), Floyd Lawton (Pistoleiro / Deadshot), Harleen Frances Quinzel (Harley Quinn / Arlequina), Harvey Bullock, Harvey Dent (Duas-Caras), Helena Wayne, Jason Todd, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley (Poison Ivy / Hera Venenosa), Personagens Originais, Rick Flag, Selina Kyle (Mulher Gato), Stephanie Brown, Tatsu Yamashiro (Katana), Timothy "Tim" Drake, Waylon Jones (Crocodilo / Killer Croc)
Tags Harley Quinn, Jarley, Joker, Mad Love, Segunda Temporada
Visualizações 55
Palavras 3.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii meus amores, turubom? Espero que sim.
Depois do último capítulo tenso que trouxe uma reviravolta do caramba na história, cá estou eu para ir ajeitando da melhor forma essa reviravolta. O que vai acontecer? Muita merda e eu juro pra vocês que teremos momentos românticos sim, inclusive, serão extremamente românticos, pq né, acho que depois de tantos lenços umedecidos pras lágrimas, vocês precisam de um descanso e eu também, pq não é fácil escrever cenas pesadas que cortam meu coração. Ok gente? Espero que gostem do capítulo, beijos!!! <3

Capítulo 10 - Broken mirror


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise: A Story Of Love And Crime - 2 Temporada - Capítulo 10 - Broken mirror

Com muito custo e dificuldade abro meus olhos, não totalmente, mas pisco lentamente ao tentar enxergar o que há ao meu redor. Pisco centenas de vezes e simplesmente não consigo abrir meus olhos totalmente, a sensação que me passa é que há um grande peso sobre minhas pálpebras. Eu também respiro com dificuldade, quase como se estivesse sido afogada ou que estou ofegante e necessitada de ar. Ao meu redor parece haver centenas de luzes fortes piscando e desligando a todo instante, fica extremamente difícil enxergar algo ou tentar fazê-lo. Passo as unhas em meus lábios e os sinto extremamente secos e machucados, faço menção de levantar-me onde quer que eu esteja, no entanto, na minha tentativa de ficar de pé, acabo caindo imediatamente no chão e quanto mais esforço eu faço, uma forte dor atinge minhas pernas e o meio delas. Gemo de dor ao tentar ficar de pé, mas torna-se impossível ficar em pé já que a dor é absurda e eu estou quase chorando de dor.

Vejo brevemente sangue seco em minhas pernas e centenas de gotas vermelhas em minhas coxas, passo as mãos em meu rosto e uma ardência se inicia, posso sentir meu rosto queimar de vermelhidão, como se eu tivesse levado centenas de chicotadas na cara. Desespero-me e para minha falta de sorte ficar maior ainda, estou sozinha. Olho ao meu redor e vejo uma sala completamente destruída, móveis quebrados, corpos mortos e caídos pelo chão, paredes com marcas de balas e sangue. A menos que eu tenha levado uma forte pancada na cabeça, eu não lembro o que aconteceu anteriormente aqui em Arkham. Eu não consigo lembrar o que aconteceu hoje, mas de todo o resto eu lembro-me do que aconteceu. Meu acidente, o julgamento, a fuga, Rose, o Coringa...

Há um muro na minha cabeça sobre o que houve aqui em Arkham hoje, isso soa confuso? Soa, mas é a única explicação racional que eu encontro para tentar explicar o que há na minha cabeça, há algum tipo de bloqueio, algo assim. Quando tento massagear minha cabeça, sinto duas regiões distintas em cada lado da minha cabeça que se encontram quentes, como se tivessem acabado de serem fritas ou queimadas por algo, essas duas regiões ardem e são na mesma região que os aparelhos de choque da lobotomia eram feitos. Eu realmente vou ficar ainda mais louca do tanto que tentaram fritar meu cérebro usando esses aparelhos de choque.

-Ali está ela! Ajudem-na, vamos levá-la para a mansão. – ouço uma voz masculina que não é do Coringa e muito menos me soa familiar. Não consigo mover-me muito para tentar fugir ou defender-me, me carregam com cuidado e eu gemo de dor, vou sendo levada deitada no colo de alguém em direção a uma porta. A exaustão me atinge e eu fecho os olhos sem ouvir mais nada. 

-Bom dia bela adormecida! – abro meus olhos totalmente e encontro diante de mim Edward Nygma, eu lembro-me dele e toda a confusão com Lawton que houve quando eu o conheci. Eu consigo me lembrar das coisas agora!

-Onde eu estou? – é a primeira pergunta que faço quando olho ao meu redor. Estou deitada em uma imensa cama de casal, há aparelhos médicos do meu lado, soros e alguns tubos e fios ligados a mim. Olho para meu braço direito estendido ao meu lado, há um soro sendo injetado nele e algumas marcas extremamente roxas de dedos nele.

-Em minha casa. Seja bem vinda, é minha convidada. – ele fala de forma educada e formal. Ele segura um bilhete nas mãos e uma pequena caixa de veludo roxo em suas mãos.

-Eu me lembro de você, nós nos conhecemos em seu clube ano passado. Você me ajudou naquela confusão com Lawton. – ao menos um rosto familiar para mim, eu ainda não vi o Coringa e me pergunto onde ele pode estar.

-Pelo menos sua memória voltou, pelo menos essa coisa boa ele fez... De qualquer forma estou aqui para ajudá-la, Rose virá para ficar com você assim que ela se recuperar totalmente. Mas até lá, eu ficarei com você.

-O que aconteceu com ela? Ela está bem não está? – pergunto preocupada. Tenho a súbita impressão de que dormi por longos dias.

-Sim, ela está bem, apenas... Problemas do serviço, nada que ela não esteja acostumada. – suspiro aliviada e ajeito minha cabeça em meio a tantos travesseiros e almofadas que há na cama. Pouso minhas mãos em cima da minha barriga e meu peito sobe e desce conforme respiro, chega a ser um alivio enorme estar respirando normalmente outra vez. –Como se sente? Está com alguma dor na cabeça?

-Não. Eu me sinto bem, ainda um pouco fraca e com leves dores no corpo, não é nada para eu me preocupar não é? – questiono, eu realmente quero saber o que de fato aconteceu comigo e o porquê de eu estar desse jeito, eu não consigo lembrar esse ponto exato, mas de todo aquele passado que eu não conseguia lembrar antes quando estava presa em Arkham, agora é bem nítido em minha cabeça.

-Se sente dores corporais ou até mesmo musculares, tome dois comprimidos desses uma vez ao dia, eles irão aliviar suas dores. – Nygma me entrega um frasco de comprimidos e eu o coloco no criado mudo ao lado cama. -Só tente não fazer muito esforço, sua cicatriz na barriga acabou se abrindo um pouco, então para todas as ocasiões, não se esforce demais até que a cicatriz esteja totalmente fechada de novo entendeu?

-Onde está o Coringa? Eu quero vê-lo. – pergunto ansiosa. Eu quero tanto vê-lo, beijá-lo, ouvir sua voz. Eu senti tanta falta dele e sei que ele também sentiu a minha, afinal ele vivia correndo atrás de mim em Arkham.

Ignoro o fato de que surtei ao vê-lo com outra numa das salas em Arkham, deixarei para cuidar dela depois. Agora o que importa é onde ele está, eu quero vê-lo, eu preciso dele, tendo ele ao meu lado, irei melhorar rapidinho. Ele é a cura de todos os meus problemas e feridas. Chame-me de louca, eu sei que nosso ultimo momento juntos antes de eu ir para Arkham não foi lá dos mais memoráveis, mas agora nós tínhamos uma chance verdadeira de reformular nosso namoro e começar do zero, eu não ia deixar essa oportunidade passar de jeito nenhum.

-O Coringa? Tem certeza de quer vê-lo? – Nygma pergunta desconfiado.

-Claro! Eu preciso vê-lo, preciso estar com ele, será que ninguém percebe que há uma chance real de nós dois recomeçarmos do zero? Ele mudou, eu sinto isso, eu me lembro como ele agia em Arkham quando eu estava no meu modo zumbi. – falo animada, ansiosa e entusiasmada. Totalmente acordada e disposta para correr atrás do Coringa se for preciso.

-Ele está em uma mansão do outro lado da cidade, escondido e bem protegido. Provavelmente organizando o novo esconderijo de vocês, já que todo o DPGC está atrás de vocês de novo. Ele sabia que ia perguntar por ele quando acordasse e então deixou isso para você. – Nygma me entrega o bilhete e a caixinha de veludo. Rapidamente abro a caixinha e encontro um pequeno e simples anel de prata com uma pequena pedra vermelha. A cor do amor. Seguro o bilhete em meus dedos e leio atentamente.

“Se está lendo isso, é porque acordou e está sendo cuidada por Nygma, é bom que ele aproveite por enquanto, serão os únicos e poucos momentos que ele irá ter sozinho com você. Não se acostume com a presença dele, dentro de dois dias ou três estarei de volta e Nygma será dispensado do cargo de babá. Ansiosa para me ver? Porque eu estou, tenho sentido tanto a sua falta meu amor, eu estou fodidamente excitado enquanto escrevo isso ao pensar que você está sozinha em uma cama quando poderia estar aqui comigo. Eu não ligo se você está se recuperando, quando eu voltar, a primeira coisa que iremos fazer é batizar todos os cômodos desse quarto e foda-se o resto. Somos eu e você querida. Eu e você. Sempre.”

Sr. C, seu Coringa.

-Não se iluda com esse bilhete, não irá contribuir em nada para o seu tratamento.

-Virou meu médico pessoal agora? – indago com um sorriso no rosto.

-Não, estou fazendo o que amigos fazem. Quem tem doutorado entre nós aqui é você, ainda marca consultas psiquiátricas Doutora Quinzel? – ele brinca e eu lhe dou um leve chute com meu pé, nós dois rimos juntos.

-Não me chame disso, você parece que vai arrancar meu fígado quando me chama de Quinzel. Esse nome não significa nada para mim, está morto. – falo o obvio. Claro que para mim a Doutora Quinzel está morta, não há resquício algum dela aqui dentro de mim.

-Eu nunca entendi a sua troca de nomes, como aconteceu? Eu ouvi boatos, mas eu só trabalho com verdades concretas e seria muito grato se você me contasse a verdade. – Nygma arqueia uma sobrancelha na forma de curiosidade e eu reviro os olhos, falar do passado não é algo que eu quero agora.

-Eu não quero falar disso. É muito desconfortável falar sobre isso. – Nygma me olha de forma estranha, realmente falar de coisas que não me fizeram bem, não são assuntos que eu queira falar agora.

-É por causa do seu bebê? É por causa do seu filho que não gosta de falar desse assunto? – a menção da palavra bebê e filho fazem meu coração se apertar no instante que me lembro de quando fiquei grávida e da forma terrível que perdi meu primeiro bebê. –Você esteve grávida antes não esteve? Não é por isso que tem uma cicatriz na barriga? Você perdeu o bebê, o que eu não entendo é como você perdeu. Ele morreu em um aborto espontâneo ou você mesma o tirou?

-Não. Eu nunca conseguiria matá-lo, eu jamais teria forças o suficiente para fazê-lo. – diferente do Coringa. –Eu não sofri um aborto, meu primeiro bebê foi morto enquanto ainda estava na minha barriga, ele foi cortado fora igual quem arranca a língua fora de alguém. – falo com a voz baixa e triste, eu consigo ouvir risos infantis imaginários em minha cabeça quando lembro que por pouco não realizei meu sonho de ser mãe.

Eu já disse o quanto eu quero ser mãe? Já disse o quanto eu quero que o Coringa seja um pai normal e se case comigo? Meu maior sonho é eu e Coringa nos casarmos e termos nossos filhos normalmente, como um casal feliz e normal, longe de tudo isso, longe de toda essa loucura e perigo constante. Eu não vou negar, gosto da vida louca que eu levo, mas eu também desejo ter uma vida normal um dia, não precisamente uma vida normal e comum como todos levam, mas uma vida na qual minha ficha seja limpa e eu não seja taxada como criminosa, assassina e maluca por onde quer que eu passe. Se eu conseguisse viver desse jeito, eu juro que seria imensamente feliz.

Ser mãe, me casar com o homem que eu amo, ter a ficha limpa...

-Então quem matou o seu bebê? – a pergunta de Nygma me traz de volta a realidade com um baque forte. Um bolo se forma em minha garganta e eu puxo fortes respirações para responder a essa pergunta.

-O pai dele. O Coringa, ele o matou. – a feição assustada de Nygma acaba fazendo com que minha língua corra solta e fale coisas que eu realmente não deveria dizer agora. –Eu não estava com ele na época em que estava gravida... Nós estávamos separados. Eu estava morando com duas amigas minhas, Ivy e Selina, você as conhece também... –Nygma acena positivamente com a cabeça e ouve com bastante atenção o que eu tenho a dizer. –Um dia, eu estava sozinha em casa e o Coringa apareceu, ele estava transtornado e mais louco que o normal, ele surtou quando eu o rejeitei e disse que estava gravida, nós brigamos e ele me bateu. Até que eu fui levada a força para o quarto e ele... Ele... Ele... Ele me estuprou. Eu estava inconsciente quando aconteceu, ele matou o nosso próprio filho enquanto eu estava desacordada. Agora você sabe, os boatos estão certos. – Nygma se levantou da cama e parecia estar perplexo e nervoso com o que eu tinha acabado de dizer.

Nervoso até demais para quem não era a vitima e queria saber da historia.

-Então não foi a primeira vez... – ele murmurou com a voz baixa, mas eu acabei ouvindo e fechei a cara na dúvida.

-O que não foi a primeira vez? O que está dizendo? – questiono sem entender nada do que se passa com Nygma agora. Ele está tenso demais e nervoso também, eu sei que a minha história é chocante e triste, mas toda essa reação dele é realmente estranha e desnecessária. Eu sinto que há algo errado.

-Você disse que ele te estuprou... – aceno positivamente com a palavra confusão estampada em meu rosto. Nygma aproxima-se de mim e segura uma de minhas mãos com extrema força. –Eu disse que não foi a primeira vez que ele fez isso com você, porque ele fez de novo. Ele te estuprou de novo. – solto suas mãos da minha e o encaro assustada e desconfiada.

-O-o quê? – gaguejo nas palavras e pisco rapidamente em meio a meu nervosismo.

-Me desculpe eu não sabia como falar isso, mas é a verdade Harley. Ele te estuprou. Em Arkham, no dia da fuga e é por isso que você está aqui na minha casa, eu a encontrei toda machucada e inconsciente, ele a deixou para trás após você ter desmaiado. Sua memoria voltou por causa dele, ele usou vários aparelhos de choque na sua cabeça, usou em grande quantidade e em muito mais tempo do que faziam com você quando estava presa. Os choques “reanimaram” seu cérebro e trouxeram suas memorias de volta, pelo menos essa coisa boa ele fez. – fico ofegante imediatamente, meu peito inflama e incha de dor, minha garganta seca e meus olhos começam a se encher de lagrimas. –Harley me perdoa, você devia saber disso... Eu só não sabia qual a forma mais correta de dizer isso...

-Eu sou uma burra... Sou uma burra... Ele... Ele... Ele fez de novo. É tudo culpa minha... – choro de imediato, as lagrimas descem e caem por meus olhos, são lagrimas de dor e raiva. Estou uma bagunça só de sentimentos nesse momento.

-Harley eu... - Nygma se aproxima de mim e faz menção de me tocar. Eu o afasto brutalmente.

-Saia daqui! Saia! Deixe-me sozinha! Saia! Agora! – grito com raiva e com dor na voz. Nygma fica assustado inicialmente, mas acaba saindo do quarto e no instante que ele fecha a porta. Eu arranco os fios que estavam ligados a meu braço, tiro todas as baboseiras médicas que há em meu corpo e empurro os aparelhos médicos.

Com lágrimas de raiva nos cantos dos olhos, pego as almofadas e travesseiros e rasgo todas elas no meio, rasgo cada uma e quando o faço é como se o meu próprio coração estivesse sendo rasgado. Ignoro as dores na minha perna e caminho em direção aos moveis de madeira que há no quarto, empurro uma escrivaninha e jogo os papeis que estavam em cima dela para longe, pego alguns vasos cheios de flores e os jogo contra a parede, fragmentos dos vasos voam pelo quarto e eu ignoro se piso em algo pedaço que corte meus pés. Mexo nas gavetas de uma cômoda e jogo todas as roupas no chão, solto grunhidos e gemidos de dor, a raiva e a dor tomam conta de mim nesse momento, as lágrimas não param de cair e tudo dentro de mim quebra, rasga, machuca de alguma forma.

Após deixar o quarto em um estrago completo, sigo para o banheiro que há ali e praticamente arrombo a porta com um chute. Sangue escorre por minha perna e uma dor insuportável e terrível surge. Eu bato meu rosto contra a parede repetidas vezes, minha testa começa a reclamar da dor a cada porrada forte contra a parede, soco o gesso a minha frente até que os nós dos meus dedos fiquem extremamente vermelhos e dolorosos. Viro-me para o espelho sobre a pia e encaro meu reflexo.

Completamente destruída.

Espancada, humilhada, estuprada, violentada... Eu fui feita de saco de pancadas e eu deixei isso acontecer. Fui burra! Burra! Grito comigo mesma, tentaram me alertar e eu ouvi? Não. Mais uma vez eu não ouvi ninguém senão eu mesma. Isso me dilacera ainda mais. Quando desço o olhar por meu corpo encontro todas as marcas de humilhação e espancamento. Como eu pude deixar tudo isso acontecer comigo? Como eu puder ter sido tão burra? Como?

-Chega! – grito furiosa e soco o espelho que se quebra aos milhares. –Eu me odeio! Tudo foi culpa minha! Apenas me deixe sozinha! – luto comigo mesma. Minha mão sangra horrores e eu sujo todo meu corpo de sangue ao passar a mão por meu corpo nervosamente. Rastejo até debaixo do chuveiro e ligo a ducha fria, caio no chão, deslizando minha costa e meus cabelos pela parede. Não consigo conter as lágrimas de forma alguma, nunca doeu tanto como agora. Nunca. É uma dor que não passa, só piora a cada instante.

Três dias. Ele estaria de volta em três dias, o terror da minha vida recomeçaria em três dias. Eu era muito idiota por acreditar que poderíamos recomeçar de forma diferente. Eu ainda o amava, amava muito e esse amor doentio e cego me impedia de ir embora para bem longe, se eu fugisse, ele iria atrás de mim para me matar ou eu mesma iria voltar para ele, não havia escapatória para mim. Eu estaria sempre presa ao Coringa, querendo ou não, essa foi uma escolha minha. Eu não podia mais ser a mesma de antes, não podia deixar que ele fizesse o que fez comigo de novo, não podia suportar toda essa dor que eu estou sentindo agora. Eu teria que mudar, depois de tudo que eu já passei, essa era a minha melhor opção para não sofrer mais.

Eu iria fazer o Coringa pagar. Iria fazê-lo rastejar para me ter de volta. Ele teria que ir até o inferno para me recuperar, eu o amo, mas não sei dizer se ele me ama mesmo. O farei sofrer, ele ter que demonstrar que me ama será a maior dor que eu poderei fazê-lo sentir. Tortura-lo e até mesmo matá-lo não ia surtir efeito nenhum. Ele já está acostumado com essa dor, seria inútil fazer alguma dessas coisas. Eu estou decidida, ele virá atrás de mim dessa vez, não serei eu a ir atrás dele agora. É isso ou a morte.

Continuo chorando sozinha, a dor custa a passar. Eu só não quero mais sentir essa dor, sentir esse vazio no meu peito, um grande buraco negro parece se abrir dentro de mim. Como eu ainda estou viva depois de tanta dor e sofrimento?


Notas Finais


Duas coisas bem pequenas, acho que a parte romântica que eu disse que virá vocês já entenderam de onde pode vir a surgir e outra coisa, eu não poderia fazer a Harley ser extremamente rebelde e fazê-la sair para matar o Coringa, eu sei que é uma fanfic e quem escreve sou eu. MAS, no MEU ponto de vista, acho que já seria extremamente radical e fora de contexto fazer isso. Qual seria o sentido de matar o Coringa no comecinho da fanfic? Sem lógica nenhuma. Até pq eu moldei a Harley NESTA fanfic como uma pessoa extremamente submissa, maleável, fraca e idiota. Ela não se importa muitas das vezes que ela apanha, pq ela acha que é assim que o Coringa ama ela. Foi dessa forma que eu fiz a personalidade dela para a fanfic, espero que nao fiquem chateados por não ser exatamente aquilo que vocês esperavam ou querem, mas eu prometo que o Coringa vai suar sangue dessa vez. Não vai ser fácil ter a Harley trouxa de antes.
Será que vai dar ruim?
Beijos de luz, amo vocês!!!! <3


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