História Dark Paradise: A Story Of Love And Crime - 2 Temporada - Capítulo 9


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida, Gotham
Personagens Alfred Pennyworth, Amanda Waller, Barbara Gordon (Batgirl), Bruce Wayne (Batman), Chato Santana (El Diablo), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Damian Wayne, Dick Grayson, Digger Harkness (Capitão Bumerangue), Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Dra. Leslie Thompkins, Edward Nashton/Nygma (O Charada), Floyd Lawton (Pistoleiro / Deadshot), Harleen Frances Quinzel (Harley Quinn / Arlequina), Harvey Bullock, Harvey Dent (Duas-Caras), Helena Wayne, Jason Todd, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley (Poison Ivy / Hera Venenosa), Personagens Originais, Rick Flag, Selina Kyle (Mulher Gato), Stephanie Brown, Tatsu Yamashiro (Katana), Timothy "Tim" Drake, Waylon Jones (Crocodilo / Killer Croc)
Tags Harley Quinn, Jarley, Joker, Mad Love, Segunda Temporada
Visualizações 168
Palavras 5.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OII gente, turobom? Sorry pela demora, massss... Com a volta as aulas, a rotina complicada voltou e eu ainda estou tentando me organizar direitinho, sejam pacientes!!
Amo vocês <3

Capítulo 9 - Madness


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise: A Story Of Love And Crime - 2 Temporada - Capítulo 9 - Madness

A confusão e gritaria continuam, os guardas tentam reanimar Elizabeth de todas as formas, ela continua desacordada e sangra terrivelmente pelos cantos da boca. Há um corte no supercilio dela e há uma roxura gigante em sua testa. O estrago é enorme e visível em seu rosto, até me daria pena, mas pena é tudo que eu não sinto por ela. Desde que cheguei aqui, o ódio e a raiva foram sentimentos que sentimos uma pela outra instantaneamente, nada mudou. Éramos inimigas declaradas desde o primeiro momento, ela alega dizer que eu matei o pai dela e destruí o asilo que pertencia a família dela, ela não pode me culpar, não quando eu não me lembro de ter feito algo assim, é o que eu posso dizer em minha legítima defesa.

Lee tenta me tranquilizar de todas as formas, mas ela não pode fazer isso. Ninguém pode. Continuo chorando de raiva e paro de me debater, após um longo tempo sem encará-lo, enfim tomo coragem e o encaro. Ao contrario de mim que parece estar despedaçada, ele não demonstra nada senão um riso cínico no rosto. Eu quero matá-lo, estou com tanta raiva que seria capaz de fazer isso nesse exato momento. Ele nem parece se preocupar com a situação alheia a seu redor, eu apostaria alto para adivinhar que na cabeça dele tudo isso não passa de uma diversão, toda essa briga e confusão não passa de uma simples piada para ele. É assim que ele deve estar vendo as coisas.

Lee tenta me segurar também, mas me debato com violência e Rose não vê outra saída senão me imobilizar no chão. Ela me joga com cuidado contra o chão, deitando-me de barriga para baixo e ela fica por cima de mim.

–Você dizia ser minha amiga... – choro contra o chão. Eu me sinto traída. Por todos ao meu redor.

–Sabe o que é mais engraçado? Você lutar por um homem como o Coringa, um saco de pancadas é o que você é para ele. Acha que ele te ama? Acha que algum dia ele vai casar com você e que vocês terão filhos? Isso nunca vai acontecer. Nunca. E quer saber por quê? Pessoas psicopatas como vocês não tem vida normal, pessoas como vocês merecem morrer da pior forma. Você se diz ser uma rainha, mas é uma inválida. Sabe o que dizem por ai? – ela riu de forma assustadora e doentia consigo mesma. –Eles dizem que você não pode ter filhos. Você além de ser uma inválida, ainda não pode ter filhos. Isso é tudo bem engraçado. – ela continua a rir e eu permaneço calada e completamente assustada com todas as suas palavras. -Foi estuprada por quem diz te amar, deixou que ele matasse o seu próprio filho e ainda aceitou levar surras dele todos os dias. Você é doente Quinn, não há cura para a sua mente perturbada e é por isso que eu vou matá-la e acabar com você sua vagabunda.

-Tirem ela daqui! – Lee grita ordenando para os guardas retirarem Elizabeth da sala e assim eles o fazem. –Levem o Coringa também, ele precisa ficar o mais longe possível da Srta. Quinzel mantenham-no preso nas solitárias e fiquem de guarda o dia inteiro. – o Coringa é arrastado dali pelos guardas.

-Eu volto para buscar você querida! – ele grita para mim antes da porta da sala ser fechada e restar apenas Lee, Rose e eu ali.

-Você vai ficar bem. Ele não irá machucá-la nunca mais, você tem a minha palavra. – Lee ajuda Rose a me manter de pé. A raiva em meu corpo passou diante de todas as palavras horrorosas de Elizabeth.

Seria tudo aquilo verdade?

Eu me recusava a acreditar no que ela disse. Não podia ser possível. Não podia. Eu tinha sido estuprada? Eu não podia ter filhos? Eu tinha ficado grávida alguma vez na vida? Eu tinha deixado matarem meu bebê? Minha cabeça estava uma pilha de nervos, nada que entrava nela no momento fazia algum sentido. Tudo ao meu redor pareciam ser espinhos perfurantes e dolorosos, parecia que por onde eu passasse ou tocasse iria me machucar. Eu não conseguia entender nada do que estava acontecendo e eu me odeio por ser uma inválida. Por que eu não me lembro de nada? Qual o real problema comigo? Eu sou louca demais para não ter consciência dos meus atos passados? Eu não consigo entender nada!

-Ela precisa de um banho e depois descansar, eu ficarei responsável pelo asilo enquanto Elizabeth estiver fora. Deixarei os tratamentos psicológicos da Harley afastados por hora. Ela precisa se recuperar por si mesma e decidir se quer continuar a se curar ou não. Não podemos mais força-la a nada, ela está completamente instável, eu temia por isso. Ela precisa ser forte agora, não pelos outros, apenas por ela mesma. – ouço a voz de Lee se arrastar ao fundo da sala. Meus olhos ardem de tanto chorar, foram lágrimas em vão, nenhuma delas valeu a pena. –Vamos levá-la para o chuveiro, você tem sorte por nunca ter dado trabalho Rose senão eu jamais a deixaria ficar tomando conta da Harley como está fazendo agora invés de estar no seu quarto.

Sou carregada pelas duas, minhas pernas parecem ser gelatinas nesse momento, o chão parece ser um buraco gigante e profundo, é como se eu não sentisse meus próprios pés tocando o chão. Sinto que sou empurrada delicadamente contra outro ambiente completamente silencioso e solitário.

-Eu quero ficar sozinha com Rose. – pronuncio depois de longos minutos de silêncio, minha visão ganha foco e estou virada de frente para uma parede de azulejos pretos.

-Você se sente bem? Tem certeza disso? – Lee questiona preocupada, eu deveria odiá-la, mas não consigo distinguir ao certo o que eu deveria sentir por ela.

-Sim. Eu apenas quero que você me troque de quarto, eu não posso ficar ao lado do Coringa, Lee, por favor, eu te imploro. Faça apenas isso por mim. Eu não conseguirei dormir tranquila sabendo que ele está no quarto ao lado. – suplico e Lee concorda positivamente, saindo do banheiro, deixando Rose e eu sozinhas ali, á mercê do silêncio que nos rodeia. –Você sabia. O tempo todo, você sabia. – não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Junto o pouco de força e coragem que me resta e solto a voz.

-O que ela disse não é verdade. Ela estava transtornada, nada aquilo é verdade, eu sei que parece confuso, mas ela está mentindo. Acredite em mim. – rio cinicamente de suas palavras.

-Acreditar em você? Essa será a última coisa que eu farei enquanto estiver viva. Você mentiu pra mim esse tempo todo, como eu deveria acreditar em uma mentirosa como você? Você apenas fingiu ser minha amiga para aumentar o seu cachê, a sua palavra não vale nada para mim. Vá embora! Deixe-me em paz! Eu não quero vê-la perto de mim novamente. Agora saia!

-Harley eu...

-Vá embora! – grito ordenando para que ela vá. Relutante, Rose vai embora após longos minutos e eu sinto mil adagas perfurarem meu peito no momento em que ela sai do banheiro. Fico ali sozinha e desabo no chão, passo os braços envolta de meus joelhos e encosto minha cabeça nos mesmos. Não choro, mas um vazio profundo se abre em meu peito e me dilacera completamente.

“-Eu sou a Doutora Quinzel sua nova psiquiatra, podemos começar Sr?... - parei por que não sabia como chamá-lo e eu não iria me atrever a chamá-lo de Coringa, ele tinha um nome e não um apelido - Desculpe, mas qual é o seu nome? - perguntei.”

Fui tomada por diversos diálogos e imagens aleatórias. Segurei minha cabeça com as duas mãos e me debati ali sozinha. Eu e minha loucura.

“-Tem uma coisa que você pode fazer por mim Doutora. - falou ele mexendo os ombros presos.

-Qualquer coisa, quero dizer, sim- respondi sendo sincera.

-Preciso de uma metralhadora. - falou ele sério e parecia não estar para brincadeiras.”

Não! Não! Não!

Eu lutava e batia minha cabeça contra a parede tentando afastar as imagens da minha cabeça perturbada. Eu estava tendo alucinações!

“-Uma pergunta- falou ele passando a mão suavemente em meu antebraço e me fazendo olhar para ele -Você morreria por mim? - perguntou me fitando seriamente com seus olhos azuis enquanto esperava minha resposta.”

-Pare! Eu não sou louca! Eu não sou louca! – gritei e estapeei minha cabeça. As vozes ficavam cada vez mais altas e invadiam meu corpo e mente a cada segundo que passava. –Eu não sou assim! Pare!

“-Você é surdo ou o quê? Eu. Estou. Grávida.

-Você vai tirar esse bebê de você ou eu mato ele e você também. Você escolhe, ou tira esse bebê e volta comigo, ou fica com ele morto e você morre também.”

-Não! Deixe-me em paz! Não me machuque, por favor! – supliquei a mim mesma chorando horrores.

“-Você é minha! Minha! Você é minha e vai ficar aqui- ele rasgou a blusa ao meio e o barulho do rasgo do tecido causou pânico em todo o meu corpo. Comecei a chorar enquanto ele rasgava o restante das minhas roupas.

-Não, me solta, me solta- choraminguei pedindo. Tecidos e tecidos eram rasgados, até que ouvir o barulho de um cinto sendo aberto e ele me segurava com força. Fechei os olhos, lágrimas e lágrimas caíam. Até que... Ele fez!”

[...]

“-O Coringa é meu sua vagabunda, meu! - grito, quando a seguro pela nuca novamente. Vários fios dela são arrancados.

-Me solta!- ela grunhe e grita de dor diversas vezes até que eu a jogo no chão, ela cai e geme.

-Tirem ela daqui. Agora! Não deixem ela entrar aqui outra vez! Anda, tirem ela daqui. - grito para os dois capangas, me olham com medo antes de a puxarem, ela vai sendo arrastada aos berros.”

[...]

“-É mentira. Se for verdade, porque me deixou? Você disse que me amava!

-Oh, eu disse isso? Eu digo muitas coisas. - ele riu sarcástico, ai estava a prova de que ele nunca tinha me amado de verdade.”

[...]

“-É difícil dizer desse jeito, mas... Eu amo você Harley. Você é a minha rainha, a única que importa pra mim e a única que eu faria qualquer coisa, se isso não é amar você então eu não sei o que é. - ele sorriu, lágrimas desceram pelo meu rosto. Isso não podia estar acontecendo. - Eu amo você Harley.”

Não!

-Saia da minha cabeça! – grito comigo mesma e tapo meus ouvidos como se milhões de vozes falassem ao mesmo tempo. Eu um ato impensado, rasgo todas as minhas roupas e ligo o chuveiro, entro debaixo da água usando apenas as roupas íntimas. Choro pela dor e pela confusão que me encontro, passo as mãos em meus cabelos agora molhados. A frustação e o medo correm por minhas veias nesse momento. Eu me debato de várias formas, é como se algo tentasse me tocar, como se diversas mãos tentassem me tocar.

Algumas lágrimas descem por meus olhos, arranho todo meu corpo e chego a perfurar minha pele de tamanha força que faço ao pressionar minha pele com minhas unhas. Bato em todo o meu corpo, sinto raiva, repulsa, nojo de mim mesma. Tudo de ruim que aconteceu comigo foi culpa minha, eu não fui forte como deveria não encarei a situação como deveria, deixei que o pior acontecesse comigo. Foi tudo culpa minha.

Deixo que a água fria continue a cair sobre meu corpo, ele está todo vermelho, os tapas e arranhões que eu fiz e dei em mim mesma agora estão começando a aparecer, quando olho para o meu corpo, eu me sinto suja, eu tenho nojo de mim mesma. Eu sou um lixo, Elizabeth estava certa, todos estavam, eu sou um caso perdido, eu sou uma aberração. O pensamento de que tudo é culpa minha não sai da minha cabeça, esfrego as mãos em meu corpo com extrema raiva e força, minha pele fica ainda mais vermelha, como se eu tivesse tomado um banho de sol. Passo as mãos em meu rosto, fungando e tentando achar um foco para o que eu devo fazer. O que eu devo fazer? A cada passo meu, eu machuco alguém, eu não quero isso, eu não quero ninguém machucado.

-Pediu para trocarem você de quarto? Que ousadia, depois de todo o meu sacrifício, você simplesmente quer ficar de longe de mim? Isso nunca vai acontecer. – sou despertada de meu transe por sua voz. Ele está aqui mesmo ou é uma alucinação?

Com dois passos em minha direção tenho a confirmação de que é ele. O Coringa está aqui, me encarando e mordendo os lábios enquanto me encara com malicia. Mas como ele entrou aqui?

-Não... Não se aproxime mais. Fique longe de mim. – peço aos gritos. Ele ri cinicamente e caminha mais rapidamente em minha direção, ando rapidamente na direção oposta a sua e tento correr em direção à porta, mas ele me para e me segura fortemente. –Me solta! Por favor, me solte. – peço, o medo de ficar sozinha com ele causa pânico em meu corpo. O que ele poderia fazer comigo?

-Você acha que eu iria fazer algum mal a você? Acha que eu vou machucá-la? – ele sussurrou apertando firme os braços ao meu redor.

-Eu deveria ter fugido de você, desde o começo. – murmuro para mim mesma, estou em uma posição que me impede de tentar lutar. Ele me segurando firme em seus braços, prendendo os meus contra os meus seios. Eu queria lutar, queria gritar. Mas não podia fazer nada.

-Está com medo de mim agora? Eu não te fazer mal... Ou vou? – ele desceu um dos braços até a minha cintura, o outro braço subiu por meu pescoço e seus dedos ásperos massagearam cautelosamente aquela região. O seu toque causou tremores em todo o meu corpo.

-Tire as suas mãos imundas de mim! – gritei tentando afastá-lo, ele riu ainda mais e ousou dar um beijo na minha bochecha. –Eu não quero você, me deixe em paz. Você tem a Elizabeth de pernas abertas para você. Me solte! – parecia que eu estava agindo por ciúmes, mas não. Era a minha dor sendo transmitida por meio das palavras.

-Engraçado, ontem você não queria que essas mãos imundas ficassem longe de você, pelo contrário. Você quis cada momento, o que mudou agora? Estamos em um banheiro, não um quarto é claro, mas as situações são as mesmas; você querendo lutar contra aquilo que você quer: eu.

-Foi um erro... Eu não deveria ter feito isso, não deveria ter me aproximado de você, tudo foi um erro e tudo foi culpa minha. Eu podia ter impedido, ter feito algo, mas não. Eu escolhi acreditar em você. Esse foi meu maior erro. – foquei meus olhos na porta, estava decidida a sair dali, não ficaria com ele por nem um segundo a mais, eu só tinha que pensar em como sairia dali. –Eu não quero você, você nunca mais vai encostar um dedo em mim. Você não vai mais se aproximar de mim. – a raiva o atinge e ele me joga com força contra a parede, é instantâneo eu dar de cara contra a parede, toda a minha cabeça dói neste instante e eu fico tonta demais. Sou puxada pelos cabelos e ele me vira de frente para ele, não consigo criar foco no rosto dele, não sei dizer qual expressão ele está fazendo agora.

Com muita força, ele me dá um tapa na cara e logo em seguida outro tapa. Estou extremamente tonta e quase inconsciente, sinto a pele das minhas bochechas arderem. Quando tento abrir meus olhos, ele me dá um soco forte que acerta bem o meio do meu rosto, caio no chão e solto gemidos de dor, há gotas de sangue escorrendo por meu rosto agora. O Coringa então se ajoelha ao meu lado e violentamente me puxa pelos cabelos mais uma vez, sou obrigada a encará-lo, mesmo que eu não esteja enxergando muito bem.

-Ainda não me quer? Tem certeza? Eu poderia fazer pior se quisesse e você não tem ideia do que eu realmente quero fazer com você aqui. Vamos ser amigáveis Harley, estou te dando escolhas dessa vez. – ele aproxima seu rosto do meu e seus olhos azuis exibem raiva e desejo. –Vamos voltar ao éramos antes, sem arrependimentos e sem Elizabeth, só eu e você. Como sempre foi... Fique comigo e viva, ou morra. – ele estava sorrindo, claramente ele estava confiante de que eu o escolheria, mas eu era inteligente ao contrario do que ele pensava.

-Me mate agora mesmo então. – ele me soltou e me encarou completamente abismado. –Eu prefiro morrer a deixar você tocar em mim outra vez, eu tenho nojo de você. Eu nunca mais vou deixar você fazer mal para mim. – cuspo em seu rosto e o encaro furiosa quando recobro minha visão.

-Eu tentei ser gentil... – segundos depois ele me acertou com mais um tapa, grunhi com a ardência e ele veio para cima de mim mais uma vez. Um tapa, dois tapas, depois três, depois quatro e depois mais um tapa.

Meu rosto ardia terrivelmente e eu não conseguia afastá-lo de mim, a raiva parecia ter triplicado a força dele sobre mim. Eu já estava cheia de dores no corpo e ficava ainda mais difícil tentar lutar, mas isso não significaria que eu não iria tentar. Brutalmente ele bateu meu rosto contra a parede repetidas vezes, a cada impacto contra a parede minha cabeça latejava. Eu nunca tinha apanhado como agora, e tudo doía. Não havia uma parte do meu corpo que não implorasse para que ele parasse de me bater. Eu não ia me submeter, nunca mais faria isso.

Levei diversos socos na barriga e nas costelas, ele puxava meu cabelo fortemente e arrancava alguns fios quando o fazia. Eu estava chorando de dor, eu não me aguentava em pé, minhas pernas estavam extremamente doloridas, uma vez que deu socos e chutes nas mesmas. Após longos minutos batendo em meu rosto e no meu corpo, ele me jogou debaixo do chuveiro e desligou o mesmo. Eu estava completamente imóvel, não consegui unir forças o suficiente para pará-lo, eu apanhei completamente incapaz de fazer algo. Me encolhi no chão do banheiro, as roupas intimas estavam completamente molhadas e sujas de sangue, todo o meu corpo exibia hematomas fracos agora mais que iriam ficar extremamente visíveis mais tarde.

-As coisas que fazemos por amor... – ele sentou em cima de mim e segurou meu rosto fortemente para que eu o encarasse, fiz isso com muita dificuldade e com um pesar no coração, uma lagrima escorreu por um dos meus olhos. –Sabe o que é engraçado? Você está com ciúmes. Está agindo assim apenas por ciúmes. – o Coringa riu de suas próprias palavras, eu o escutava em silêncio. Até abrir a boca para falar doía, meus lábios estavam cortados e sangravam. –Tentar me afastar não irá resolver nada, iria lhe consolar se eu dissesse que estava apenas usando Elizabeth para salvar você? Tudo não passava de sexo fácil. Agora com você, é bem mais especial, você sabe disso não sabe? Porque não facilita as coisas? Pare de agir com uma menina rebelde, seja obediente como eu gosto e a situação de agora não irá se repetir. Mais uma vez, estou te dando mais uma chance. Você aceita? – ele sorria de forma diferente agora.

-Chegue mais perto... – pedi e ele deitou completamente sobre mim, coloquei as mãos em seu rosto, fiz carinho em sua pele e ele mordeu os lábios completamente satisfeito, sorri com sua reação e continuei massageando seu rosto com as minhas mãos. –Me beije. – ele sorriu malicioso e assim ele o fez, a boca dele capturou a minha e suas mãos prenderam meu rosto contra o dele. Arranhei seu pescoço enquanto deslizava minha mão até seu ombro, nosso beijo era uma mistura de raiva e luxuria, era perfeito.

O Coringa estava excitado e eu sentia isso, ele continuou a me beijar e a passar uma das mãos por meu rosto, acariciando todos os locais que ele tinha batido. Em um ato de descuido dele, mordi seus lábios com extrema força, puxando e prendendo o seu lábio inferior entre meus dentes. Chutei sua barriga e o empurrei para longe de mim, aproveitei a deixa e cuspi o sangue dele que tinha ficado na minha boca, sai correndo do banheiro sem antes o ouvir gritar para mim:

-Isso ainda não acabou! Eu vou acabar com você! Você é minha e sempre será, está ouvindo?

Ignorei seus gritos e continuei correndo pelos corredores em direção ao meu quarto, sabia que Lee estaria lá tentando dar um jeito para que eu fosse trocada de quarto, enquanto corria, lágrimas desciam por meus olhos. Tudo em mim doía, meu corpo implorava para que eu parasse de correr, era esforço demais para quem tinha acabado de ser espancada. Eu não chorava apenas pela dor física, mas também pela emocional, porque tanto o Coringa quanto a Elizabeth estava certo, isso estava longe de acabar.

Acordei no meio da madrugada com uma terrível gritaria nos corredores, abri meus olhos e ouvi diversas vozes desesperadas. O alarme de incêndio e segurava tocava, escutei vozes masculinas gritarem ordens e outras vozes masculinas gritarem e suplicarem. Levantei-me da cama e conferi pelo lado de fora da janela, havia diversas vans paradas bem no meio do jardim, o grande portão de Arkham tinha sido destruído e havia um grande buraco no muro, havia fogo ali no muro e uma fumaça alta denunciava uma explosão. Sai de perto da janela completamente atordoada e assustada, a fuga... Os prisioneiros haviam organizado a fuga para hoje. Uma onde de desespero me acertou o que eu deveria fazer?

A porta foi arrombada e eu recuei para trás na defensiva, esperando pelo pior, foi Rose quem surgiu no meu campo de visão, ela estava usando o uniforme de Arkham todo ensanguentado e segurava uma arma nas mãos, seu cabelo estava preso e usava seu tapa olho. Ela havia vindo para me matar?

-Eu sei que você não acredita em mim e eu sinto muito, eu não posso pedir para que me perdoe agora, eu só posso pedir para que você confie em mim agora. Eu posso tirá-la daqui em segurança e levá-la para um lugar seguro. – Rose aproximou-se de mim e eu a encarei completamente perplexa. Eu estava chateada e com raiva dela, mas não tinha muitas opções sobre quem deveria confiar agora. Tudo estava um perfeito caos e ela era a única dali que eu conhecia e que poderia dar um voto de confiança que me deixaria segura. Olhei para a sua mão estendida em minha direção, pensei dezenas de vezes durante o pouco tempo que aparentávamos ter.

-Sem mais segredos dessa vez. – agarrei sua mão e ela saiu dali me puxando com pressa. Corremos juntas pelos corredores, ela sempre tomando a minha frente e atirando violentamente contra qualquer guarda ou enfermeiro que viesse a aparecer. Ela era habilidosa e trocava a munição rapidamente sempre que precisasse.

A minha frente havia um banho de sangue, corpos mortos e expostos pelos corredores. Alguns com os estômagos totalmente abertos e expondo seus órgãos, outros com cortes na garganta e marcas de tiros por todo o corpo. Nas paredes as marcas de bala haviam feito buracos, havia marcas de mãos completamente ensanguentadas e por passávamos era uma cena de terror em câmera lenta. Dentro de cada sala os guardas eram torturados juntamente com os médicos e enfermeiros que haviam ficado de plantão naquela noite. Ouvíamos gritos femininos, bombas pequenas explodiam nos andares de baixo e de cima. Não havia alguém que dissesse que aquilo deveria parar... Era um caos completo.

-Estamos chegando perto, não se afaste de mim... – concordei positivamente com a cabeça, mas então... Tudo aconteceu em câmera lenta.

Um homem surgiu de uma sala secreta escondida por uma parede falsa e acertou Rose na cabeça antes mesmo que ela pudesse reagir. Ela caiu no chão inconsciente e com a cabeça sangrando.

-Não! – quando fiz menção de que me aproximaria dela para ajudá-la, fui golpeada na cabeça, mas não desmaiei de imediato, apenas cai no chão completamente frágil e um pouco inconsciente e tonta. Fui carregada nos ombros de um homem de terno e não conseguia enxergar para onde estava sendo levada junto com Rose.

Após o que pareciam ser horas, Rose recobrou seus sentidos e tentou lutar contra um grupo de cinco homens assim que chegamos a uma das salas de tratamento de choque. Ela golpeou o homem que me segurava e tentou me tirar dali, porém ela foi contida por um homem com o dobro do tamanho dela e força.

-Tirem as mãos dela! Soltem-na! – ela gritava e tentava lutar para se soltar. Ela levou dois socos no rosto e no estômago.

-Rose! – gritei e tentei correr para ajudá-la, fui puxada pelos braços e fui jogada contra uma maca brutalmente, dois homens de terno surgiram em meu campo de visão e cada um tentava segurar meus braços e pernas, eu lutava e me debatia para que eles me soltassem. –Me solta! Me solta! – grunhi nas falhas tentativas de tentar me soltar. Um dos homens tapou minha boca com a mão dele enquanto o outro passava um dos cintos que havia na maca para prender os pacientes ao redor das minhas pernas, meus pulsos foram amarrados e outro cinto foi passado e preso por cima da minha barriga. Olhei de relance para Rose, ela havia sido jogada contra uma parede e apanhava terrivelmente de outros dois homens, que a humilhavam e batiam nela.

Permaneci presa ali de todas as formas, meus pulsos doíam devido ao aperto forte da corda, tiros ecoavam naquela sala e meu corpo todo tremeu quando os homens que me prenderam saíram dali, deixando apenas um capanga barbudo completamente bem vestido apontando uma arma na minha direção, outro segurando Rose diante de mim e um terceiro com uma metralhadora apontada para a porta que havia sido fechada. O desespero tomou conta do meu corpo e pareceu ficar pior quando uma risada alta e psicótica ecoou pela sala. Todos ficaram em silencio enquanto aquela risada parecia estar mais próxima de mim.

Fechei os olhos esperando para que alguém me acordasse daquele pesadelo o quanto antes. Quando ousei abrir os olhos, o Coringa estava ali, completamente ensanguentado e suado, o rosto dele estava acima do meu e seu olhar transmitia diversas coisas, ele parecia feliz e satisfeito por estar me vendo daquele jeito. Ele segurou meu rosto com suas mãos, obrigando-me a olhar para ele, a boca dele ficou a centímetros da minha orelha.

-Eu não disse a você que ainda não tinha acabado? Mais importante ainda... Que eu ainda não tinha acabado com você. Eu sou um homem de palavra. – minha boca estava livre para falar, mas o medo tomava conta de tudo. –A roda nunca para de girar, no seu caso, ela sempre gira na mesma direção. Eu acho que nunca te disse isso, mas sabe qual é o meu passatempo favorito? Bater em você. Chega a ser assustador pra mim mesmo a obsessão e o prazer que eu tenho quando bato em você.

-Você é um monstro... – murmurei e ele pressionou um de seus dedos sobre minha boca, me mandando ficar calada logo em seguida.

-Está assustada não é? Não deveria estar, nós já passamos por essa situação antes e você sobreviveu, não há o que temer... Ou há? Não irá doer nada, em mim pelo menos. Mas dessa vez, eu não vou impedir você de gritar, eu fico ainda mais excitado quando escuto você gritar por mim. Isso me deixa louco! – ele sorria satisfeito e de uma forma psicótica que fazia todo o meu corpo temer pelo pior.

-Você vai me matar? – no fundo eu ansiava para que ele fizesse e acabasse com a dor de uma vez. Eu queria apenas não sentir mais dor.

-O quê? Não seja idiota, eu não vou matá-la, pelo menos não hoje. Eu ainda preciso de você viva para fodê-la ainda mais.

-Por que eu? Por que não outra pessoa? Mate-me de uma vez.

-Você não vê? Eu preciso de você, eu sou completamente obcecado por você... Eu sou um bobo apaixonado. – ele riu sarcástico e eu o encarava sem capacidade alguma de entendê-lo. –Você não me ama mais? Isso é triste vindo de quem adorava acordar ao meu lado todos os dias. Se ainda é por ciúmes, fique segura, ninguém vai tomar o seu lugar, eu sou bastante fiel... – todos os dentes brilhantes dele sorriam para mim, a insanidade e a loucura estavam estampadas em seu rosto naquele momento.

-Eu não ligo! Eu não quero saber de nada disso!– implorei, ele ponderou por alguns segundos até que seus olhos brilharam como se uma ideia acabasse de ter surgido em sua mente.

-Eu sei como acabar com a sua dor. Você confia em mim? Deveria confiar. – ele sorriu e deu a volta na maca, parando diante de mim, ele soltou minhas pernas e prendeu meus pulsos acima da minha cabeça. O Coringa ordenou para que ficasse somente eu, ele, Rose e o capanga que a segurava. Os outros saíram e restamos somente nós quatro ali. –Gosta de filmes de terror Rose? – ele questionou sarcástico.

-Você não seria capaz de fazer isso com ela! – Rose grita de desespero e eu não entendo o porquê.

O silencio permaneceu por minutos até que o Coringa subiu em cima de mim e rasgou todas as minhas roupas ao meio, a brutalidade dele ao rasgar os tecidos ao meio causou pânico por todos os lugares, ainda tentei empurrá-lo ou impedi-lo. Não consegui de forma alguma, ele me deixou completamente nua e mordeu fortemente a pele acima dos meus seios, eu gritei de dor no exato momento que ele abriu minhas pernas e penetrou em mim violentamente. As estocadas eram guiadas e movimentadas pela fúria, pelo ódio, pela raiva. Não havia prazer naquilo, apenas dor. Tudo aquilo me quebrava e rasgava de uma forma desproporcional. 

-Não! – eu gritei de dor, meu corpo inteiro se rasgou ao meio com sua investida violenta, a cada estocada bruta, forte e violenta eu gritava de dor. Era uma dor sem tamanhos, todo o meu corpo parecia ser violentado, eu não poderia aguentar muito tempo, a dor era intensa e eu chorava e implorava para que ele parasse, mas nada adiantou. Rose presenciou tudo e os gritos dela se misturaram aos meus.

Eu gritava, chorava, implorava e ele apenas grunhia de prazer ao me ter daquele modo. Eu não conseguia fazer nada, eu queria morrer e me desligar do meu corpo para sempre.

Como fazer para acabar com a dor?


Notas Finais


A caixa de lencinhos foi recomendada, tanto para a cena do estupro quanto para a cena da agressão física, não é fácil escrever cenas assim, não mesmo, ainda mais com personagens tão complexos. Tô com uma leve dor no coração do tamanho do universo depois desse final. Espero que tenham gostado apesar de tudo!! <3
Obrigadas pelos comentários no capítulo anterior, vocês são demais!! Amo vocês!! <3<3<3<3


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