História Dark Paradise (Newtmas) - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dylan O'Brien, Teen Wolf, The Maze Runner, Thomas Sangster
Personagens Ava Paige, Lydia Martin, Malia Tate, Minho, Newt, Sonya, Thomas
Tags Dylan O'brien, Dylmas, Maze Runner, Newtmas, Thomas Sangster
Visualizações 76
Palavras 4.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, my babies !

Poxa, odeio atrasar, mas as provas acabaram comigo ! Sinto muito, final de semestre é smp uma correria lascada, mas aqui estou, não abandono meus bebês por nada ! kkkkk 💗 Acho que o tapa que o Tommy levou tá doendo até hoje ! Vamos ver o que vem por aí ?

Beijinhos, boa leitura 🤓💙

Capítulo 20 - Merry Christmas ?


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise (Newtmas) - Capítulo 20 - Merry Christmas ?

P.O.V. Thomas

Não sei dizer o que foi mais desconfortante: passar quase sete horas enfurnado dentro de um avião ou ter que sobreviver às encaradas ferozes de Sonya toda vez que Newt e eu trocávamos alguns carinhos durante a viagem.

Não fazíamos de propósito e não era nada demais, no fim das contas. Mas quando se está com quem se ama, é inevitável que não aconteça um entrelaçar de dedos, um beijo na testa, um selinho casto, um aconchego... e quando a pessoa que você ama é sua melhor amiga, rolam também aquelas entreolhadas risonhas, o cochicho travesso, risadinhas paralelas e comentários aleatórios. Não era uma provocação, só estávamos agindo normalmente. Mas peguei Sonya nos encarando várias vezes, hora com raiva, hora impaciente... e hora entristecida.

Sei o quanto foi difícil pra ela ouvir a verdade da minha boca. Só Deus sabe o quanto me dói ver uma mulher chorar e aquele tapa com certeza não foi nada comparado ao que eu sentia no coração por tê-la deixado em pedaços. Mas uma coisa que ela falou ecoou pela minha mente nas últimas semanas: "Não sei o que sinto por você, Thomas. Acho que no fundo é só raiva mesmo." Então na verdade, ela não gosta de mim como Newt gosta. Ela gosta da minha companhia como um colega e talvez até como amigo, mas no fundo o sentimento mais forte era a raiva, que prevalecia pelo simples fato dela não ter alguém como Newt tem à mim. Talvez ela não esteja sabendo nomear esse sentimento e ao invés da raiva seja na verdade a tristeza, a solidão, a amargura. Pois eu me sentia assim quando via casais felizes por aí. Um sentimento incompreensível de se achar incompleto. A falta que alguém faz na sua vida. Por mais feliz que você possa ser sozinho, um dia você sentirá falta de alguém para viver com você. Mas correrá o risco de descobrir isso tarde demais. E pelo que sei sobre o passado de Sonya, ela dispensou muitos caras legais simplesmente porque queria curtir a vida. E hoje, aos vinte e três anos, já sente que seus amigos estão todos encontrando alguém para se firmar, enquanto ela se arrepende de não ter ficado com quem a merecia. E com certeza ver seu irmão, que sempre foi solitário, se envolver devidamente com alguém que o ama de verdade, não está sendo algo fácil de se lidar.

Não são encaradas de raiva, Sonya. Você está sentindo necessidade de ter alguém com você. Sinto muito, sei o quanto isso machuca. Passei muito por isso. Mas as coisas vão se ajeitar para você quando o momento certo chegar, eu tenho certeza. Não fique procurando um cara qualquer. Você não merece isso.

...

- Santo Deus, Newt! - digo esbaforido, carregando sua mala que pesa mais que um arsenal - É apenas uma semana, você trouxe o guarda-roupa inteiro dentro da mala!

- Estou na minha cidade, me visto bem, ninguém me segura! - ele diz animado e eu solto uma risada sincera. Sonya tenta fazer cara de indiferença, mas acaba deixando um sorriso de canto escapar de seus lábios.

Desembarcamos em Londres por volta das dez da manhã, faltando três dias para a véspera de Natal. Entramos no táxi e seguimos viagem por pelo menos mais uns quinze minutos. Nunca tinha visitado a Inglaterra e Newt estava empolgadíssimo me mostrando alguns lugares através da janela embaçada do carro. O inverno chegou, afinal e tudo está branquinho de gelo e neve, mas posso dizer que a arquitetura da cidade é sensacional! Com certeza quero passear por muitos lugares por aqui antes de voltar para Nova York.

Estava muito tranquilo e me divertindo à beça durante todo o percurso, mas quando o carro estaciona e Newt dá um grito batendo palmas e dizendo "chegamos", eu me dou conta de que vim aqui conhecer meus sogros e de repente sinto um monstro corroer meu estômago.

É estranho dizer que não fiquei nervoso desse jeito quando conheci a família da minha ex-namorada. Acho que o fato de você amar e se importar de verdade com alguém, faz com que você sinta a necessidade de agradar e ser aceito por todos que seu amado conhece, e eu percebo agora o quanto estou nervoso e ansioso para ser aprovado por sua família. Espero Sonya e Newt descerem correndo do carro e coloco minha perna trêmula pra fora, respirando fundo e me esforçando para não transparecer meu nervosismo, a verdade é que quero morrer.

Recolhemos a bagagem e o táxi se vai. Consigo agora prestar atenção na casa grande e de aspecto aconchegante, disposta à minha frente. Completamente tradicional e britânica, diga-se de passagem. Com certeza muito mais acolhedora do que a casa dos meus pais já foram para mim, um dia. Fico tão distraído admirando a arquitetura do imóvel que me assusto quando Sonya sai correndo em direção a porta e pula nos braços da mulher que com certeza era Anastasia, sua mãe.

Minha sogra, meu Deus.

Newt entrelaça seus dedos nos meus e os aperta sorrindo, me passando segurança. Caminhamos então em direção à minha nova família.

...

Para uma família rica, os Sangster não esbanjavam sua pequena fortuna em aparências. Diferente da casa dos meus pais, aqui não se via nada de extravagante e coisas desnecessárias, apenas tudo o que uma casa precisa para se viver bem, sem exageros. Os cômodos são todos muito bem arrumados e aconchegantes, facilitando que eu me sentisse completamente acolhido e à vontade. Nada muito grande, nem muito pequeno, mas na proporção exata para receber bem uma família grande, sem que se perdessem pela casa ou ficassem apertados demais. Tudo era perfeito e eu logo me tranquilizei, conseguindo me familiarizar muito bem.

Fase um: parar de tremer como uma presa na jaula de um leão: concluída com sucesso.

O dia passou muito rápido e gostei muito de conversar com a senhora Sangster. Até me incomodava chamá-la de senhora, pois nunca sua aparência denunciaria sua idade beirando os cinquenta anos. Era claro e indiscutível que Newt e Sonya haviam herdado seus olhos chocolate, além de seu nariz delicado. Os cabelos loiros tão pouco reluziam fios brancos em suas madeixas e a pele ainda era muito saudável para alguém da sua idade. Mas o que me deixava completamente fascinado em conversar com ela, era seu tom de voz, tão bem treinado em sua profissão que eu me deixava levar facilmente pelas suas indagações.

Fase dois: conseguir desenvolver um diálogo descente: concluída com sucesso.

- É a sua primeira vez em Londres, Thomas? - Anastasia pergunta numa conversa agradável, agora que já estávamos todos dispostos à mesa logo depois do jantar delicioso, comendo uma sobremesa que nem sei bem o nome, apenas sei que é mergulhada em calda de morango - Newton disse que ficou encantado quando estavam vindo para cá.

Ganho a atenção também do senhor Sangster, que se preocupou em trocar o plantão no hospital apenas para conseguir me receber devidamente no nosso primeiro jantar em família. Achei isso tão fino e estranho, pois eu sinceramente não sei se meus pais fariam o mesmo, a não ser que eu levasse para minha casa a filha do presidente dos Estados Unidos.

- Sim, é a primeira vez que visito a Inglaterra - respondo, limpando os cantos da boca com o guardanapo - Com certeza é muito diferente de Nova York. A cidade exala história, eu quero aproveitar o máximo possível enquanto estiver aqui.

- Uau, como você é cult, Tommy - Newt solta uma risadinha e eu reparo no quanto está lambuzado de calda de morango, enquanto eu limpo a boca a cada colherada - Mãe, pai, ele está com vergonha, digam à ele que aqui ele não precisa querer impressionar ninguém.

Fico roxo de vergonha e só agora reparei o quanto estava sentado ereto na cadeira, o guardanapo impecavelmente dobrado em meu colo, a colher posta alinhada ao lado da minha sobremesa e escolhendo com cuidado meu vocabulário. Enquanto os Sangster estavam completamente descontraídos, Sonya até roubava alguns morangos do prato de seu pai, lambendo os dedos e se sujando como Newt.

Mark e Anastasia Sangster me devolvem um sorriso acolhedor.

- Não se sinta como se estivesse sendo testado, Thomas - Mark me tranquiliza sorrindo - Fique à vontade, estamos felizes em te conhecer.

- Me desculpem pelo excesso de etiqueta - relaxo os ombros e só agora reparo que até minha respiração era calculada. Solto uma risada curta, aliviado - Meus pais eram muito rígidos...

Acho que meu comentário deixou uma tensão pairar no ar por alguns segundos, pois ninguém acrescentou mais nada a respeito de família. Logo Anastasia e Mark começam a perguntar sobre como as coisas estão indo na faculdade e o ar foi preenchido novamente por conversas e risadas.

Fase três: ser aceito pelos sogros: concluída com sucesso.

Já era muito tarde quando nos recolhemos para dormir e eu me acomodo no quarto de hóspedes, no qual Anastasia fez questão de deixar tudo em perfeita ordem para quando eu chegasse. A roupa de cama cheirava a novo, tão bem alinhada que dava dó de bagunçar. As cortinas forradas não deixavam entrar um único resquício de vento gelado e o guarda-roupa limpo como se tivesse acabado de ser comprado. Mark me ajudou a ajeitar minhas coisas e isso nos rendeu um tempo a sós e pudemos conversar um pouco mais, onde falei um pouco sobre meu trabalho no Grêmio e minha futura carreira como advogado. Não me perguntou sobre meus pais e isso me agradou.

Antes de dormir, agora sozinho em meu quarto temporário, eu me sento na cama e fico pensando. Pensando no quanto fui bem recebido por sua família e isso me alegra e entristece ao mesmo tempo. Pois nunca eu poderia oferecer o mesmo a Newt, meus pais jamais receberiam meu namorado desta mesma forma.

Na verdade, não o receberiam, ponto final.

Um nó estúpido se forma em minha garganta e eu sinto uma imensa vontade de chorar, sabendo o quanto gostaria que minha família fosse diferente do que é, capaz de compreender as coisas como elas são, e não do jeito que querem que sejam. Deito a cabeça no travesseiro e sinto algumas lágrimas escorrerem, pouco antes que eu pegasse num sono profundo.

...

Sinto algo se mexer debaixo dos cobertores. O colchão afunda de baixo pra cima conforme algo se aproxima, tentando sair pelo outro lado da cama. Lentamente, a coisa começa a roçar meu corpo e o cheiro doce atiça meu olfato.

Agarro seus ombros antes mesmo dele conseguir sair das cobertas e o trago com força de encontro a mim, colocando meu corpo encima do seu, os cabelos loiros bagunçados e o sorriso travesso.

- Não consegue segurar esse fogo nem dentro da casa de seus pais, loirinho? - pergunto sussurrando baixinho em sua boca, já beijando seus lábios divinos.

- Escondidinho é mais gostoso - ele responde no mesmo tom, sorrindo danado, seu corpo adquirindo uma moleza gostosa conforme intensifico meus beijos.

- Rapidinho e sem barulho - cochicho cretino em seu ouvido, deixando uma mordidinha sacana em sua orelha. Newt dá um gemidinho arrepiando-se com minha voz rouca contra sua pele e eu deposito minha mão em sua boca repreendendo-o - Eu disse sem barulho, baby...

Ele assente de olhos fechados e eu o sinto desesperado. Logo minha calça é retirada do meu corpo, quando ele a empurra com os pés, minha ereção já pronta para consumi-lo. Sabendo que não posso demorar, eu apenas beijo sua boca e ataco brevemente seu pescoço, enquanto minhas mãos começam a despi-lo com agilidade. Não demora para que ele esteja completamente nu debaixo de mim, o pijama amontoado em qualquer lugar entre o emaranhado de cobertores. Ele retira por fim minha blusa enquanto eu desço pelo seu corpo, beijando tudo o que posso, me escondendo debaixo das cobertas, escutando a respiração pesada de Newt, se esforçando ao máximo pra não gemer. Sei que será maldade demais da minha parte, mas a escuridão dessa caverna de cobertores é tão excitante, não enxergo seu membro, mas posso senti-lo e isso é incrivelmente uma perdição. Começo a salivar e sei que Newt vai explodir de tanto segurar os gemidos, mas simplesmente não posso negar aos meus caprichos. Agarro seu membro com vontade e trato logo de enfiar tudo na boca. Ele solta um gemido um pouco alto demais e eu lasco um beliscão em sua coxa, rindo malvado. Ele tenta me dar uma joelhada, mas está fraco demais com meu ato luxuoso. Sua respiração se torna abafada, sei que cobriu o rosto com o travesseiro, e eu não poupo meu trabalho aqui embaixo. Chupo, engulo e lambuzo tudo o que quero, minha saliva chega a escorrer roçando sua entrada, eu levanto seu quadril de encontro aos meus lábios apertando sua bunda, fazendo-o foder minha própria boca num ritmo insano, insano, insano...

Poucas estocadas depois e ouço-o quase gritar abafado no travesseiro, seu leite doce escorre em minha língua, fazendo-me estremecer de tesão. Engulo tudo com muito prazer e termino de lamber os resquícios dos meus lábios. Seu corpo está completamente relaxado, eu simplesmente subo e saio debaixo dos cobertores, beijando sua boca, fazendo-o provar de seu próprio mel. Ele agarra meus cabelos e eu separo suas pernas, sabendo que sua entrada já está lambuzada com minha própria saliva e simplesmente o penetro com vontade. Ele morde meus lábios descontando seu tesão e eu travo o maxilar sem poder gemer. Vou fodendo esse corpinho gostoso com força e velocidade, sentindo sua compressão deliciosa e apertada, arfando de êxtase com essa sensação tortuosa e delirante, deixo meu pau latejar dentro dele tão quentinho e impetuoso que Newt solta um gemido alto.

- Sem barulho... - repreendo-o mordiscando sua orelha.

- Então tenta foder menos gostoso, assim não dá... - ele diz estarrecido mordendo meu pescoço e arranhando minhas costas desesperado.

Dou uma risada triunfante com o maxilar trincado ao ouvir isso e começo a estocar ainda mais forte dentro dele, suas unhas me arrancam sangue e seus dentes me deixam marcas, a verdade é que estou achando tudo isso excitante demais, nada vai abaixar meu tesão, nada vai reprimir esse desejo, quero gritar loucamente o quanto é perfeito foder o amor da sua vida, até que a rainha da Inglaterra ouça meus gritos obscenos, estou duro feito uma rocha dentro dele, seria capaz de rasgar sua pele de tanta pulsação sendo comprimida.

- Já te comi tantas vezes, baby... - digo rouco em seu ouvido - Como pode ainda ser tão apertadinho assim?

- Isso... é... bom...? - ele pergunta ofegante, a voz mal saindo.

Uma última estocada violenta que me faz até levantar seu quadril da cama e deslizo meu líquido fervente dentro dele. Newt quase arranca um pedaço do meu pescoço reprimindo seu grito e eu quase quebro todos os meus dentes engolindo com firmeza meu gemido de prazer absoluto.

- É perfeito...

...

Minha estadia por aqui não poderia ser das melhores. Eu me sentia, definitivamente, parte da família. Achei que Sonya fosse ser um problema desconfortante, mas ela passava a maior parte do tempo no encalço da mãe, falando sobre coisas aleatórias de mãe e filha e isso reservava um tempo glorioso para que eu pudesse me acostumar com tudo isso sem preocupações maiores. Anastasia estava de férias de sua própria clínica e ficava bastante tempo conosco, enquanto Mark revezava os plantões médicos no hospital para ficar em casa o maior tempo possível enquanto seus filhos estivessem por aqui. As refeições eram muito agradáveis, tendo eu me oferecido para cozinhar de vez em quando com Newt e isso era muito divertido. As manhãs eram geladas e preguiçosas, as tardes eram de passeios pela cidade e as noites...

- Olhe o que você fez comigo na noite passada, Newt! - exponho minhas costas nuas para ele ver os arranhões profundos em minha pele que vêm se intensificando a cada noite que ele surge debaixo das cobertas.

- Ai, Deus! - ele olha perplexo de olhos arregalados para os machucados, mas um sorriso cômico surge no canto de sua boca - A culpa é toda sua, Tommy... eu peço pra você foder menos gostoso, mas você fode mais gostoso ainda e eu não sei se percebeu, mas nunca podemos fazer barulho, então eu preciso descontar em você, desculpe... - ele dá de ombros risonho, um sorriso filho da mãe de meigo.

- Hm... sei... - sorrio malandro ajeitando minha camisa no lugar, diante do espelho.

Borrifo perfume em meu pescoço e vou ajeitando meu cabelo para receber mais alguns familiares de Newt nesta véspera de Natal. Penteio meus fios e vou os moldando como quero, até que Newt surge no espelho atrás de mim, olhando-me com cara de quem vai aprontar. Ignoro para instigar sua travessura e continuo arrumando meu cabelo. Vejo então suas mãos surgirem em minha cintura e logo sinto-o roçar seu membro em minha bunda, mesmo que estejamos completamente vestidos. Dou risada com isso, mas não reajo, deixo ele brincar comigo. Ele continua roçando em mim e então me lasca um tapa na bunda, brincando como se estivesse trocando os papéis. Solto uma gargalhada e então olho em direção a porta que estava aberta.

- Estamos sendo observados - digo despreocupado ainda me arrumando no espelho.

Ele porém, se assusta de tal forma que dá um pulo para trás com a mão no coração.

- Ah, Charlie, é você! Não fique espionando as pessoas!

Charlie era o beagle da família. Nunca vi um beagle com tanta cara de tédio, igual ele tem, além de já estar velho e cansado demais para brincadeiras intensas. Mas era um amor. Por várias vezes ele vinha xeretar minhas coisas e eu sentia uma saudade imensa de Chuck, que deixei sobre aos cuidados de Malia e Lydia.

Termino de me arrumar e entrelaço meus dedos nos de Newt, pronto para nos juntar com o resto de sua família.

...

Foi a véspera de Natal mais divertida da minha vida! Nem quando eu era criança tinha me divertido dessa forma. Os tios e primos de Newt eram tão descontraídos quanto seus pais e foi muito fácil conseguir interagir um pouquinho com cada um deles. Anastasia fazia questão de me apresentar com o peito cheio de orgulho e todos me cumprimentavam de forma calorosa, dando-me boas-vindas e dizendo o quanto estavam felizes em me conhecer. Bárbara, a avó de Newt, chegou a dizer à ele "Escolheu certinho, Newton, ele tem uma bundinha linda".

Santo Deus!

Fase quatro: conseguir a aprovação do resto da família: concluída com sucesso.

Comi tanto, ri tanto, conversei tanto, que mal percebi e já estava na hora de distribuir os presentes e desejar um Feliz Natal. Presenteei Anastasia, Mark e Sonya na sala de visitas, assim como todos os outros faziam. Também ganhei presentes. Quando fui presentear Newt, o levei até seu quarto, pois queria que fosse algo mais reservado.

Subimos as escadas empolgados e adentramos seu aposento.

- Feliz Natal, meu amor! - abraço-o com força, inalando o perfume adocicado que tanto amo e que sempre hei de amar. Aperto-o com carinho, tão grato por tudo o que aconteceu nesses últimos meses, desacreditando que estou entrando de corpo e alma para sua família que ganhou um espaço gigante no meu coração.

- Feliz Natal, eu te amo! - ele diz alegremente, me apertando tão gostoso.

Permanecemos agarradinhos por um bom tempo, agradecendo mentalmente por esse ano perfeito em nossas vidas. Então nos separamos para um beijo delicado e cheio de sentimento. Eu o amo muito, amo mais do que tudo no mundo, ele é um anjo na minha vida!

- Não é nada demais, só achei que era a sua cara e que iria amar muito! - digo sorridente entregando seu presente, uma caixinha preta aveludada num laço de fita prateado, junto com um envelope vermelho.

- Eu também achei sua cara, sei que vai amar, Tommy! - ele dá pulinhos quando me entrega uma caixa de tamanho mediano, embrulhada em azul marinho e fita dourada.

Decido abrir o meu primeiro e sou surpreendido com três itens: um boné oficial do New York Mets, autografado pelo meu jogador preferido de beisebol! Ok, já estou gritando; Então recolho uma pulseira de prata com o símbolo tatuado em minhas costas incrustado nela! Oh, my fucking God, Newt quer me matar; E para terminar de me colocar num caixão, retiro da caixa um colar também de prata com um pingente retangular. Percebo que o pingente se abre e encontro ali três fotografias: na foto da esquerda estou eu com Chuck ainda filhote. Na da direita estou com Malia em uma foto antiga do colégio. E a do meio...

- Nossa primeira foto juntos... - comento com os olhos marejados, observando a foto que tiramos no Central Park, no último dia de aulas. Eu o puxo para um abraço.

Observo tudo o que ganhei, Newt me conhece bem demais, sabia exatamente o que me faria querer chorar de emoção. Um calor aquece meu peito e eu me sinto o cara mais feliz e sortudo de todo o universo!

- Obrigado, é tudo o que eu amo dentro de uma caixa - lhe dou um beijo na testa.

- Se você chorar, eu choro também, então vamos abrir logo meu presente! - ele se separa de mim e eu enxugo meus olhos, risonho, pois sei que ele vai gritar - Owwn está tão bem embrulhadinho que eu fico com pena de abrir... - mas então ele avança desesperado na caixa e rasga tudo de uma só vez, me fazendo rir descontrolado - PUTA MERDA! PUTA MERDA, TOMMY! - ele pula divertido balançando o colar dourado - É UM VIRA-TEMPO, TOMMY, IGUAL AO DA HERMIONE! - ele beija o colar com devoção e eu solto gargalhadas com isso.

- Guarde seus gritos para o que está dentro do envelope! - digo ansioso para ver sua reação.

- Meu Senhor Jesus, não me deixe morrer antes de ver o que tem dentro desse envelope! - ele diz trêmulo abrindo o envelope com cuidado. Eu me preparo para o surto. Até que... - AAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! - ele pula encima de mim, lambuzando meu rosto com seus beijos e dizendo obrigado, sai desesperado, correndo desvairado, descendo as escadas aos berros - EU VOU NO SHOW DA LANA DEL REY!

Fico em seu quarto rindo, enquanto escuto seus gritos e correria por toda a casa. Sinto-me mais do que realizado em saber o quanto amou o que lhe dei e em saber que sou eu quem tem a obrigação de fazê-lo feliz por todos os seus dias.

Me inclino recolhendo os papeis rasgados e arrumando meus presentes perfeitos na caixa, até que ouço o som de uma mensagem chegando no celular. Checo o meu aparelho, mas não havia nada além de algumas ligações perdidas de Malia, que pretendo retornar mais tarde. Então encontro o celular de Newt encima da cômoda, piscando em alerta de nova mensagem não lida. Observo por um tempo. Penso em olhar. Desisto. Volto ao que estou fazendo. Então o celular toca novamente, mais uma mensagem. Olho curioso, os dedos coçando.

Não, Thomas, isso não é certo.

Verdade, não é. Ignore, ignore, ignore...

Mais uma mensagem.

Puta que pariu!

Agarro o celular desesperado, está desbloqueado. Deslizo para ler as mensagens e o que eu sinto é uma vontade louca de jogar essa porra pela janela!

Minho: Hey, loirinho!

Minho: Só queria te desejar um Feliz Natal!

Minho: Espero que volte logo, tô com saudade! Um beijão.

Esmago o celular de Newt com toda a fúria e ciúmes descontrolado que cresce dentro de mim. O filho da puta tem a ousadia de chamar meu garoto, o meu Newt de loirinho? Desde quando isso vem acontecendo? Se tem alguém aqui que pode chamá-lo assim, essa pessoa sou eu! Newt permitiu isso ou foi esse cretino desgraçado que teve essa audácia perigosa? E AINDA DIZER QUE ESTÁ COM SAUDADE! 

Milhões de coisas começam a se passar pela minha cabeça, estou apertando o celular dele com tanta força que poderia facilmente quebrá-lo em pedacinhos...

- Pois, não? - uma voz interrompe meu surto e eu olho para a porta com dificuldade em focar minha visão - Mexendo no celular dele, que coisa feia...

Era Sonya. Me olhava desconfiada, mas também existia um pingo de maldade em sua expressão. Enrijeço meus músculos, travo o maxilar, largo o celular de Newt de qualquer jeito na cômoda e quando dou por mim, estou empurrando Sonya para o quarto da frente, trancando a porta atrás de mim.

Estava tudo escuro, apenas sei que é seu quarto pelo cheiro floral impregnado nas paredes. Não deixo que ela acenda a luz para não chamar a atenção de ninguém. Escoro seu corpo em algum lugar, talvez o guarda-roupa e minha voz sai num sussurro seguro.

- Vai fazer um favor para mim... - começo, o brilho de seus olhos grudados nos meus - Conhece Minho Hong Lee?

- Quem?

- Shhh... - tapo sua boca pedindo silêncio - Minho, o asiático que anda comigo, Newt e minhas amigas.

- Nunca reparei - sei que deu de ombros.

- Vai começar a reparar a partir de agora - focalizo bem seus olhos - Quero que seja a sombra de Minho toda vez que ele estiver sozinho com Newt. Dê um jeito de descobrir se esse filho da puta está de graça com seu irmão. Confio em Newt, mas não confio em Minho. Esteja por perto e me conte tudo o que achar suspeito.

- Está me pedindo para espionar meu irmão? - seu tom é baixo, mas percebo sua incredulidade.

- Não, exatamente. É o Minho que quero espionar.

- E por que eu o ajudaria com isso? Achei que não existisse mais nós três...

Faz menção de sair do quarto, mas eu a seguro pelos ombros.

- Vai me ajudar ou eu conto ao Newt sobre a noite em que foi me procurar. Conto que sua irmã o traiu, mesmo sabendo que eu não queria nada com ela, mesmo sabendo que eu queria fazê-lo feliz e não ela... conto tudo, Sonya e você vai deixar de ser a vítima dessa história, do jeitinho que você odeia!

Seus olhos queimam os meus numa mistura de fúria e indignação por ter sido encurralada. Ficamos nos encarando na escuridão por segundos e então ela suspira alto.

- Se esse Minho estiver tentando alguma coisa, eu vou descobrir. E não pense que é por você, Thomas. Eu quero proteger a honra do meu irmão!

Me empurra com raiva como sempre faz e me deixa sozinho no escuro, sentindo um turbilhão de coisas incompreensíveis e inconstantes.

 

Fase cinco: manter-me psicologicamente saudável para o resto da vida: fracassado com sucesso.


Notas Finais


"Tá sentindo isso, Rick ? É cheiro de merda acontecendo !"


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