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História Dark Ritual - Capítulo 3


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Notas do Autor


Tradução do título: "Cena do crime".

Hey, amores! Aqui estou mais uma semana, postando mais cedo dessa vez. Acho que o padrão de postagens foi definido. Então, até segundo aviso, estarei postando os capítulos aos sábados. Sei que é um tempo muito longo entre um capítulo e outro, mas me deixa com um tempo confortável para escrever sem pressão, e tem sido muito bom.
Estou muito feliz em ver antigas leitoras da GGBG acompanhando a Dark Ritual. É muito gratificante tê-las por aqui. E aproveito para dar as boas vindas às leitoras novas. Espero que estejam gostando.

Sem mais delongas, vamos ao capítulo!

P.S.: A quarentena tem me tirado a noção de tempo e dias da semana, e percebi que estava postando nas quintas, mas me confundi e achei que estava postando aos sábados (por algum motivo). Enfim, vou manter aos sábados, pois também terei um tempo confortável para escrever no caso das minhas aulas retornarem.

Capítulo 3 - Crime Scene


Fanfic / Fanfiction Dark Ritual - Capítulo 3 - Crime Scene

Andrew e eu passamos um bom tempo conversando sobre aleatoriedades. Já estava em minha quarta cerveja, e eu não tinha noção alguma sobre que horas poderiam ser. Entretanto, nada me preocupava naquele momento. Andrew era uma ótima companhia, o ambiente do pub tornava-se cada vez mais agradável, e o clima estava propício para uma noite tranquila.

- Mas me diga, Hemmings...  Você mora por aqui, ou é turista? – ele questionou depois de algum tempo, enquanto Fred, o garçom, trazia mais uma cerveja para o tatuado. –  Acho que nunca te vi por aqui...

- Eu me mudei para cá hoje – respondi, fazendo Andrew esboçar uma expressão surpresa. – Mas era frequentadora assídua de Burford quando pequena.

- Possui parentes por aqui? – ele voltou a questionar, antes de dar uma golada generosa em sua cerveja.

- Possuía. Atualmente estou por aqui basicamente por conta própria – respondi, sorrindo de forma tímida. Os olhos de Andrew pareciam me investigar, me analisando minuciosamente, enquanto um sorriso brincalhão desenhou-se em seus lábios. – E você? Mora por aqui há muito tempo?

Andrew, que estava com os cotovelos apoiados sobre a mesa, recostou-se no banco de madeira. Tirou do bolso um maço de cigarros, puxou um calmamente de dentro da embalagem e o levou aos lábios. O acendeu na mesma tranquilidade, sem tirar seus olhos azuis sobre o meu rosto. Após uma longa tragada, respondeu:

- Eu moro aqui há um ano e meio, com uns amigos – disse, soltando a fumaça aos poucos. – Burford pode ser uma cidade barata quando você divide aluguel.

E então Andrew estendeu seu maço de cigarros, oferecendo-me. Lhe lancei um olhar intenso e desconfiado, o que o fez soltar uma risada divertida. Seu olhar respondeu ao meu com a mesma intensidade, à medida que um sorriso se formava no canto de sua boca. Ergui uma das sobrancelhas, aceitando um cigarro, o qual Andrew ofereceu-se prontamente para acender ao inclinar-se sobre a mesa.

- E o que uma mulher como você veio fazer aqui em Burford? – perguntou.

Seu olhar intenso que parecia nunca cessar junto à sua proximidade para acender o meu cigarro me deixava cada vez mais sem graça. Dei a primeira tragada e hesitei durante alguns segundos, esperando que ele voltasse a se recostar no banco. Entretanto, Andrew manteve a aproximação, cruzando os braços sobre a mesa.

- É uma história muito longa para contar em uma mesa de bar depois de quatro cervejas – respondi, fazendo Andrew rir baixinho.

- Isso quer dizer que vou te ver de novo? – questionou, em um tom de voz mais baixinho.

Meus olhos fixaram-se no par de íris azuis que me penetravam tão intensamente. Confessava que gostaria de encontra-lo mais vezes. Andrew havia sido uma ótima e inesperada companhia naquela noite de sexta-feira. Mas não tinha intenção alguma de me abrir com ele sobre todos os motivos que me levaram a Burford.

- Talvez... – respondi em um tom tranquilo, esboçando um sorrisinho cúmplice enquanto me levantava calmamente.

Andrew me acompanhou com o olhar durante alguns segundos, levantando-se logo em seguida ao me ver tirar algumas notas de dinheiro da carteira e depositá-las sobre a mesa.

- Quer que eu te leve até em casa? – perguntou de forma prestativa.

- Não é necessário. Meu carro está no estacionamento da rua de trás – respondi, mantendo o sorriso nos lábios. – Mas obrigada por se oferecer.

- Então deixe as cervejas por minha conta... – ele insistiu, tirando notas de sua carteira que seriam suficientes para pagar a conta inteira.

- Fique tranquilo, Biersack – respondi em um tom baixo, enquanto pegava um guardanapo e tirava uma caneta da bolsa para anotar algo. – Quem sabe na próxima vez que nos esbarrarmos?  

E entreguei o guardanapo com o meu número para Andrew, que soltou uma risada baixinha ao ser surpreendido com tal ato.

- Espero que tenha uma boa noite, e que possamos nos reencontrar em breve. Foi um prazer conhece-lo, Biersack.

A noite havia começado a esfriar enquanto o pequeno fusca amarelo se enfiava pelas estradas estreitas e quase desertas que davam acesso à fazenda. As luzes dos postes mal iluminavam o caminho, o que dava ao local um cenário desconfortável. Eu cantarolava uma música que tocava na rádio para espantar o medo que estava sentindo em andar por estradas tão vazias.

A paisagem era composta por campos e mais campos escuros ao fundo, pinheiros altos e densos sobre a beira da estrada, e postes mal iluminados. Quinze minutos de estrada até a fazenda nunca pareceram tão longos, o que me fazia questionar se não deveria ter deixado o carro no estacionamento e ter aceitado a carona que Andrew oferecera.

Acendi um cigarro para tentar acalmar os nervos, enquanto acelerava o carro ao máximo permitido. Os faróis do fusca pareciam realizar a função de iluminar com muito mais eficiência que a iluminação pública. O clima frio e a escuridão começavam a fazer efeito sobre o meu psicológico, e logo a cena da cabeça de cabra cravada na estaca que vira mais cedo me veio à mente.

A sensação de desconforto, incômodo e medo pairaram sobre o carro. Dei uma breve olhada no espelho retrovisor e pude ver a luz extremamente forte do par de faróis amarelados atrás de mim, há alguns quilômetros de distância.

A aparição repentina de um automóvel pareceu não me confortar naquele momento, principalmente no cenário em que me encontrava. As estradas noturnas costumavam ser cruéis com mulheres. Intuitivamente, estiquei o meu braço para alcançar a minha bolsa no banco passageiro a fim de pegar o celular que ali estava.

Tudo o que se seguira acontecera em questão de segundos. Ao desviar a minha atenção para procurar o celular na bolsa, não percebera a figura que vinha da escuridão dos pinheiros em direção à rodovia. Com a iluminação dos faróis do fusca, não pude identificar nada além da fisionomia masculina arrastando algo para a estrada, uma vez que joguei o carro para a direção oposta assim que me dei conta de que quase causara um acidente.

Com a respiração descompassada, permaneci acelerando o carro. Milhões de possibilidades passavam pela minha cabeça, e o medo dominante não me deixava parar o carro para checar se estava tudo bem com o que teria sido uma vítima de atropelamento.

Ao olhar para o retrovisor, pude ver o carro que antes estava atrás de mim diminuir sua velocidade, assim como abaixar a intensidade da luz dos faróis. Diversos questionamentos se passavam pela minha mente, e eu só queria chegar em casa em segurança.

O cheiro de café tomava conta da casa. Havia acordado cedo, apesar da madrugada extremamente difícil de atravessar sozinha, já que o meu cérebro não desligara por um segundo criando teorias sobre o que acontecera no trajeto de volta para casa.

John e Bertha haviam chegado há algum tempo para dar início aos ensinamentos sobre como cuidar dos cavalos da fazenda, então havia decidido preparar-lhes um café da manhã de agradecimento. Havia aproveitado o tempo acordada para assar alguns pãezinhos e arrumar a pequena mesinha da cozinha com um jarro de flores do jardim da frente e as xícaras de porcelana de minha avó. O rádio ligado tocava músicas calmas em um programa matinal.  

- Agradecemos pelo café da manhã, Sophie – John disse, enquanto limpava a boca com um guardanapo. – Muito gentil de sua parte.

- Não há o que agradecer, John – repliquei, em um tom gentil, enquanto me ocupava em lavar a louça.  

Assim que a música terminara, houve uma música, da qual identifiquei ser do noticiário matinal da rádio, e uma voz feminina e firme começara:

- E vamos às primeiras notícias da manhã. Dois corpos foram encontrados em uma estrada remota de Burford nessa madrugada. As vítimas, identificadas como o casal Richard e Louise Bell, de respectivamente 40 e 35 anos, foram encontradas por policiais em patrulha dentro de uma sacola de lixo à beira da estrada que dá acesso à área de fazendas da cidade. Os corpos foram esquartejados e o crime parece ter ocorrido recentemente, dado o estado dos corpos. Em suas testas foi gravado um símbolo ainda não identificado, e os motivos das mortes ainda não foram divulgados. Mais um crime brutal para Burford, que foi palco de outros cinco crimes igualmente violentos desde o início deste ano. O casal deixa uma filha de cinco anos. Deixamos aqui nossos sentimentos para a família e amigos das vítimas, e pedimos que tomem cuidado.

Deixei um prato escapar das minhas mãos assim que a notícia terminara. Pude sentir o meu corpo estremecer, e meu olhar se distanciar através da janela à minha frente. Bertha veio ao meu encontro, envolvendo o meu corpo carinhosamente em um de seus braços.

- O que houve, Sophie? Sei que é uma notícia violenta para se ouvir logo de manhã, mas você está pálida... – ela questionou, visivelmente preocupada.

Virei o meu rosto em sua direção, encarando-a com visível choque em meu semblante. Meu coração palpitava rapidamente, o que me enfraquecia cada vez mais. Bertha fez um sinal brusco para John, que entendeu rapidamente e prontamente trouxera uma cadeira ao meu encontro. Bertha me sentou sobre o móvel e ambos me analisaram apreensivamente.

- Eu acho que vi os corpos serem colocados na beira da estrada, Bertha... 


Notas Finais


Será que a Sophie foi testemunha de uma tentativa de ocultação de cadáveres?

Espero que estejam gostando! Até o próximo sábado. BVBeijos 🖤


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