História Dark Secret. - Capítulo 36


Visualizações 33
Palavras 1.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


nhaaaa

Capítulo 36 - . Number secrety secret


Ele parou o carro em um mirante qualquer. Abri o carro no momento em que ele destravou as portas e respirei fundo. Respirei fundo me segurando para não pirar, chorar,gritar, rir. Respirei fundo para conter aquele turbilhão forte de sentimentos juntos.


-E aí, dona Yasmim.-Henrique disse se encontrando no capô do carro, ao meu lado.


-O quê, Henrique?-Olhei para ele, relembrando de algumas coisas que permaneciam em seu rosto, agora adulto.


-Quase quatro anos sem se ver, né...-Ele deu de ombros e olhou para frente. Estaria eu percebendo sua indiferença comigo?Sim.


-Nada muito diferente. Acho que só o fato que estou esquecendo meu inglês e tem momentos no qual troco as línguas.E bom, agora sou uma adulta.-Parei de encarar o menino e olhei para frente.


-Entendi.


-E Portugal?Como está seu novo país?


-Um bom país, digo, me acostumar com a língua não foi muito fácil.-Deu de ombros.-Mas estou bem, até.Me tornei alguém mais maduro. Ir para Portugal foi minha melhor escolha.


-Se afastar de pessoas também foi minha melhor escolha.


Touché.


-Ainda mantinha contato com as pessoas daqui?-Ele perguntou ignorando minha resposta.


-Rayne e Isadora. Mas sabe, mudamos muito. Vidas completamente diferente uma da outra, não nos falamos tanto quanto antes.


E eu realmente não mentia. Rayne e Isadora eram meu porto seguro e toda essa ladainha toda, mas não como antes. Sejamos sinceros e diretos, mudamos muito e não será igual. 


-Pelo menos manteu seu contato com alguém.


-Você não?


-Não.


É, Henrique estava realmente um alguém diferente.


-Pode me levar até meu hotel? Vou embora amanhã, tenho coisas a resolver no Japão e a viagem não é a mais fácil.


-Entre.-Ele disse se virando e destrancado o carro com um botão.


Um mês depois.


Rayne Ortega Alencar.


"Rayne, são duas horas da manhã aqui na Coréia. Por favor, tenha senso, caralhoooo. Não estamos mais na Carolina do Norte.Xx Isa."


Ri lendo a mensagem de Isadora. Havia ligado para ela, esquecendo da diferença de horário que são seis horas. Aqui ainda era cedo e eu havia acabado de chegar do trabalho,às oito da noite. Dar aula em um escola e fazer faculdade não era muito fácil, mas eu gostava dessa rotina.


"Já pensou que no Japão são três da manhã e eu só queria dormir por que amanhã eu tenho trabalho? Rayne, você sabe que essas brincadeiras de ligação idiota não se fazem.Xx Yas." 


Olhei a mensagem da nova japonesa e eu arqueei as sobrancelhas.


"Quê? Brincadeiras de ligação? Não te liguei, Lorrenz.Xx Ray."


E eu não menti, realmente não liguei para Yasmim, momento algum. Sai do aplicativo de mensagem e fui olhar meu quadro branco. Eu precisava organizar minha vida ali, senão eu realmente não saberia como ter uma rotina.


É, essa será minha quinta-feira. E ainda tenho que encontrar minhas amigas. 


Arrumei meu material da faculdade de direito, e fui direto para meu banho. 


Digamos que eu tenha uma rotina semanal tediosa. Cursei história, terminei faz alguns meses, e agora faço direito. Não que eu não goste da minha profissão de professora,eu amo. Mas é cansativa, ainda mais que agora faço direito. Pretendo continuar dando aula e sendo uma advogada, em nome de Jesus.


Isadora Valerie Foster.


Acordei com meu despertador às oito da manhã. Respirei fundo e olhei para a minha janela, que eu esqueci aberta. Sem ao menos sair das diversas cobertas, pude claramente sentir que estava frio, muito frio. Viver três anos aqui me fez acostumar com o frio, as máscaras cirúrgicas para não ficar doente, a rigorosidade de perfeição que tanto colocam nas pessoas,o jeito coreano, os costumes, a hierarquia, me acostumei com tudo. Hoje posso dizer que sou uma coreana, muito mais que uma carolinense. Às vezes penso em voltar, e às vezes em ir para qualquer lugar, menos a Carolina do norte.


Balancei minha cabeça para tirar os pensamentos da minha mente e me levantei indo em direção ao banheiro.


Tomei o banho mais quente da minha vida, logo indo ao meu closet, que tecnicamente ficava no meu banheiro. Era uma porta branca entre o vaso e o chuveiro. Peguei uma calça,um par de meias, uma bota, uma blusa de mangas e um casaco muito grosso.


Sequei meu cabelo,passei um corretivo e um rímel -Já que nas faculdades da Coréia do Sul não se pode usar maquiagem demais.-, olhei para a pia, onde estava algumas coisas e encontrei dois cremes. Um azul e outro rosa. Lembrei de Rayne e Yasmim, na época de colegial, e hoje nem uma e nem outra tem seus cabelos coloridos. Rayne diz que trocou isso por tatuagens, já que a mesma tem muitas -mesmo- espalhadas pelo corpo, e um braço fechado com várias tatuagens e o outro quase a mesma coisa. Yasmim tem algumas escondidas, assim como eu.  No Japão e na Coréia do Sul ainda é muito mal visto as tatuagens e então devemos usar em locais estratégicos. Pulso, atrás da orelha,costela, quadril, bunda, e por aí vai...


Olho meu celular e vejo uma mensagem da mãe da Yasmim:


"Como vai a vida, pequena (não menor que Rayne) Isa? Saudades das minhas meninas, estou pensando em ir visitar Yasmim essa semana, ela me faz falta.Xx sua mamãe emprestada."


Sorri. A mãe de Yasmim me acolheu muito após ter ficado tecnicamente órfã e eu sou muito grata a isso.


"Billin eomeoni, que saudades! Vou bem, e você? Yasmim iria amar,vá de surpresa ver-la. Venha me ver na Coréia também! Sinto sua falta. Xx Isa."


Bloqueei a tela do celular e peguei minha bolsa para ir a faculdade de psicologia e logo mais, para meu trabalho como professora de inglês no melhor curso da Coréia do Sul.


Quebra de tempo.


Andava rapidamente por estar atrasada para a aula, e bati em alguém. Me levantei rápido, pedi desculpas e ao passar meu olho pela pessoa, quase fiquei sem ar e cai no chão. Não sei quem era, mas era idêntica a Camilla.


-D.Desculpa. Sou a Isadora.-Disse sem pensar. Que caralhos estou fazendo? Eu estou atrasada para a aula!


-Sem problemas, sou a Inaê.- Ela sorriu, e minhas pernas chegavam a tremer. Era a Camilla em pessoa.


Quebra de tempo.


Yasmim Evans Lorrenz.


Em momentos já me arrependi por ser perita Criminal, faculdade é um saco, mas exercer a profissão é muito bom, e escutar nesse exato momento em que meu turno do dia inteiro acabou, era o verdadeiro alívio. Estava morta de cansaço.

 

Estava agora no carro, parada no trânsito quase eterno do Japão. Escutava pops japoneses na rádio e olhava para frente, até meu celular apitar.


"Estou pensando em te visitar, minha filha. Estou com saudades! Xx momi."


Ri. Momi era o apelido que eu dava a minha mãe quando era mais nova.


"Estou com saudades também, mãe. Está nada fácil ficar três anos sem te ver, sabe?A saudade dói. Xx Yas."


Voltei a olhar para frente quando escutei buzinas e vi que o sinal estava verde. Ok, ponto para minha distração.


Quebra de tempo.


Via mais um programa estúpido da televisão japonesa, e pensava como era tão estúpido eu rir de coisas tão bestas. Meu celular tocou, e era Isadora.


-Esta nada fácil.-Isadora diz ao começar a chamada.


-O que, Foster?-Perguntei rindo um pouco da minha amiga.


-Ser professora e psicóloga.-Ela disse e podia claramente sentir ela mordendo os lábios.


-Sua faculdade não está fácil, eu sei. Sofremos muito disso, Isa. Mas você não acha muito sua rotina? Ser psicóloga, professora e estudar?- Perguntei, colocando o celular no ombro e abaixando a cabeça, enquanto lichava as unhas.


-Todas nós temos uma rotina pesada, Yasmim. Mas eu estou cansada! só isso.


Realmente,hoje não estava fácil entender ninguém. Meu Skype tocou, no meu computador.


-É a Rayne.-Isadora disse.-Tambem está tocando no meu.- Terminou, e desligou a ligação.


Autora.


-Hey, meninas.-Rayne começou a vídeo chamada. A mesma estava com uma calça larga, uma blusa sem sutiã -Já que a mesma não usava-, e café em mãos.


-Ligação inesperada,unh?-Isadora levantou seu copo de vinho. Ela vestia uma blusa masculina -Na qual era viciada-, um casaco enorme e grosso, junto a uma calça e meias grandes.


-Anda muito sumida por ligações.Sempre uma desculpa diferente, dona Rayne.- Yasmim disse e bebericou seu chá. Yasmim vestia um vestido florido e um casaco de lã.


-Não estamos aqui para falar de meus sumissos, dona Lorrenz.-A mesma disse.- Que ligação é essa? 


-Ligação?- Yasmim e Isadora perguntaram juntas.


-A que você disse que te fiz, Yasmim.


-Bom, um número no qual eu não me preocupei em ler, por estar de madrugada e com sono, me ligou. Dizendo que daqui há 14 anos estaria de volta e no final mandou um beijo dizendo que era você.- explicou.


Isadora respirou fundo, e Rayne mordia o lábio.


-Quero nem mais me meter, deixa eles.-Rayne revirou os olhos.- Isa?


-Argh.-Isadora revirou os olhos.- Eu os odeio, não importa quem seja.


-Rayne, que horas são aí?- Yasmim perguntou.


-Quatro da manhã. Passei a madrugada acordada preparando minhas aulas do mês, para ficar livre para estudar as matérias de direito.-Ela deu de ombros e pegou o notebook, mostrando as amigas o enorme quadro branco que cobria sua parede inteira, e cadernos escolares pelo chão.


-Céus.-Yasmim disse.


-Vou indo, meninas.Vou me arrumar, apesar de estar quatro horas adiantada.- Ela sorriu e desligou a chamada.


-Que horas são aí?- Yasmim perguntou.


-Nove da noite, e aí?


-Dez.- Respirou fundo.- Será que ela realmente voltará daqui a 14 anos? Já se passaram três.


-Mariah nunca deixará seus eternos 17 anos até nos levar com ela, Yasmim.


Notas Finais


its me!!!
vamo que vamo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...