História Dark Side - Interativa - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Assassinato, Conspiração, Crime, Drama, Interativa, Romance, Suspense, Suspense Policial
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Palavras 1.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello people!
Estou mega satisfeita com o feedback que tenho recebido até aqui. Estou amando as fichas que me enviaram e estou no aguardo das demais! Ainda temos 1 mês para a entrega das fichas, relaxem. Façam com calma e não precisa se desesperar. Tô aqui para ajudar no que for preciso. Tá sem ideia? Me manda MP que a gente conversa ^^
Mais um capítulo extra para vocês conhecerem um pouco dos meus personagens! E dessa vez quem vai ganhar flashback é o Mark.

Sinto informar, mas este capítulo é baseado em fatos reais!

Capítulo 3 - As Torres Gêmeas (Extra)


Fanfic / Fanfiction Dark Side - Interativa - Capítulo 3 - As Torres Gêmeas (Extra)

~Flashback~

 

11 de Setembro de 2001

8h35min

 

Naquela pacata manhã, Mark e Aaron estavam tomando um café expresso e comendo algumas rosquinhas.

Antes de iniciar as rondas, os policiais possuíam o costume de passar pela famosa cafeteria de Manhattan. Era uma espécie de ritual que todos tinham por hábito, inclusive os recém integrados à força policial da cidade.

 ― Se continuarmos assim, logo estaremos gordinhos e sem fôlego para uma perseguição!

Mark comentava incrédulo e de forma debochada a respeito do próprio comportamento.

O rapaz era muito certinho e metódico, possuía ideais bem definidos em sua mente e, dentre eles, incluía-se a prestação de um bom serviço à comunidade. Como policial, a preocupação com o bem estar das demais pessoas estava enraizada dentro de si.

― Relaxa um pouco, Hardy! Estas rosquinhas são as melhores de toda a cidade.

Aaron era o melhor amigo de Mark. Ambos haviam entrado no mesmo ano para a Academia de Polícia. Companheiros de quarto, de treinamento, de festas e, agora, parceiros no trabalho.

Embora fossem completamente opostos, tanto no jeito de agir como na forma de pensar, eles possuíam a mesma paixão pela profissão e um coração repleto de sonhos e projetos que planejavam executar em conjunto.   

Mark revira os olhos com o comentário do amigo e dá uma mordida na rosquinha recheada. O rapaz detestava ter que dar o braço a torcer, mas Aaron tinha razão. Aquela era, sem sombra de dúvidas, a melhor rosquinha da cidade.

― Sabe qual é o seu problema, Mark? Você precisa arrumar uma namorada!

Aaron costumava martelar naquela tecla, o que deixava Mark aborrecido.

O loiro franziu o cenho, fazendo Aaron rir da sua reação.

― Com o salário que ganhamos como policiais, temo que as garotas não nos considere como um partido muito promissor!

Mark era racional e, neste momento da vida, procurava dedicar-se exclusivamente ao trabalho para conseguir a tão sonhada promoção.

 ― Daqui alguns anos, quando eu for o comissário vou te promover, Hardy! Aí quero ver qual desculpa você vai arrumar...

Aaron assopra o café quente e toma um longo gole da bebida em seguida.

Cindy, uma garota muito bonita, loira e com um rosto angelical, servia café na mesa ao lado e se aproxima dos policiais.

― Vão querer mais alguma coisa, rapazes?

Hardy negou com a cabeça e sorriu.

― Obrigado, Cindy! Estamos satisfeitos. – Aaron faz uma pausa e antes da moça se retirar, ele chama sua atenção. ― Mas meu amigo gostaria do seu número de telefone!

Cindy sorri um pouco sem graça enquanto Mark estava visivelmente incomodado com aquela atitude do parceiro. Entretanto, ele acaba trocando olhares com a garçonete que logo se pronuncia.

― Claro! Por que não?

Ela anota seu telefone na folha de pedidos e entrega para Mark que guarda o papel no bolso da calça.

― Me liga no final de semana, estarei de folga!

A moça sorri e Mark retribui com uma piscadela.

Assim que ela se retira, Aaron estampava na cara um sorriso enorme pelo seu feito.

― Garotas adoram homens de uniforme!

As palavras do parceiro fizeram Mark dar risada. Enquanto ele era o mais racional, Aaron servia como um contrapeso que, naturalmente, ajudava a equilibrar a vida entre o profissional e o pessoal.   

 

8h46min

 

Assim que terminavam de tomar o café e comer as rosquinhas, eles vão para o caixa e, enquanto estavam na fila, um som incomum é ouvido por todos.

As pessoas olham ao redor mas, como tudo parecia aparentemente normal, rapidamente retornam aos seus afazeres.

― Que barulho estranho!

Aaron comenta enquanto termina de pagar a conta, mas dá pouca importância para aquilo.

Antes de sair da cafeteria, Mark olha para Cindy que estava limpando o balcão. Ela era bonita e muito simpática. Pensando melhor, seria uma ótima ideia ligar para ela no final de semana.

Na rua, uma movimentação atípica. Havia algo errado.

 

“Atenção, todas as unidades! Recebemos várias chamadas de emergência. Há um incêndio nos andares superiores da torre norte do World Trade Center.”

 

A voz que ecoava do rádio colocou os policiais em alerta. O prédio não ficava longe dali.

― Vamos!!

 Mark e Aaron, imediatamente correram para o local.

As pessoas na rua estavam espantadas e muitas diziam ter visto algo cair do céu. Era incompreensível qualquer explicação para o que ocorria. Os trabalhadores evacuavam o local e próximo ao edifício, alguns carros de bombeiros e do departamento de polícia já se aproximavam.

― Essa fumaça vai dificultar o resgate pelo helicóptero!

Mark comentava com o parceiro quando viu a densa fumaça preta que tomava conta do céu.

Junto de outros policiais, os rapazes começaram a ajudar as pessoas na evacuação e a cercar o local, evitando assim que outras pessoas ficassem em risco.

― O que você acha que aconteceu? - Aaron questionava enquanto ajudava alguns civis a saírem da zona de risco.

― Talvez uma bomba! - Mark, por sua vez, olhava preocupado ao redor.

 

9h03min

 

Quando menos se esperava, Mark avista no céu um avião sobrevoando a região. Ele estava muito próximo dos prédios.

― Não pode ser!

Ao pronunciar aquelas palavras, a aeronave colide com a torre sul do World Trade Center.

Aquilo não poderia estar acontecendo. Mark se recusava a acreditar no que seus olhos viam.

O caos havia se instalado. E aquelas pessoas estavam certas. A primeira explosão havia sido causada por algo vindo do céu.

― Um avião atingiu a torre!!

Aaron e as demais pessoas estavam em choque.

― Na verdade foram dois aviões. Dois aviões atingiram as torres gêmeas! - Outro policial que auxiliava comentava com eles.

― Temos que ajudar aquelas pessoas!

Mark se pôs a correr na direção dos edifícios, os bombeiros precisariam de toda ajuda possível.

― Que Deus nos ajude! - Aaron estava determinado e acompanhou Mark até os edifícios.

 

“Oficiais na escuta! Recebemos a confirmação que trata-se de um ataque terrorista. Repito, trata-se de um ataque terrorista. Reforços estão sendo enviados!”

 

Pelo rádio, a confirmação de que os ataques haviam sido premeditados. Afinal, quais as chances de dois aviões caírem no mesmo lugar praticamente ao mesmo tempo?

Pessoas se jogavam dos prédios, feridos por estilhaços pelas ruas, muitos corriam confusos e choravam pelo desastre.

Mark nunca sequer cogitou passar por tal situação. Ninguém estava preparado para aquilo.

Os policiais adentraram na primeira torre a ser atingida na esperança de retirar dali os sobreviventes.

Nas escadas, alguns feridos estavam pelo chão e Mark ajudou os bombeiros na remoção daquelas pessoas.

Enquanto que Aaron prosseguia para ajudar na evacuação dos andares superiores.

 

9h59min

 

 Mark carregava um ferido até uma das ambulâncias estacionadas no quarteirão. O paramédico preparava a medicação quando um forte estrondo chamou a atenção deles.

A torre sul começava a desmoronar. Todos que estavam ali seriam mortos pelas inúmeras toneladas de concreto. A poeira começou a se dissipar.

― Entrem na ambulância!

Mark agiu rápido. Ele sabia que aquilo poderia ser tão mortal quanto estar dentro daquele prédio.

Junto do paramédico e do cidadão ferido, eles adentraram na ambulância e ficaram ali trancados até que a poeira se dissipasse por completo.

Mark colocou sob o rosto, algumas das máscaras disponíveis na ambulância antes de sair. O ar estava irrespirável. Era sufocante e aterrorizante aquele cenário.

― AARON!!!

O policial procurava pelo parceiro mas não havia nenhum sinal dele. As pessoas precisavam de ajuda e Mark socorria o máximo de pessoas que conseguia pelas ruas.

A poeira tomava conta de seu uniforme e os minutos pareciam voar. E, para desespero de Mark, nenhum sinal de Aaron.

 

10h28min

   

Aquele estrondo indicava outra catástrofe. A torre norte veio à baixo, implodindo e lançando uma fumaça cinza pela ilha de Manhattan.

E Mark sabia que o amigo, provavelmente, estava naquele edifício.

Junto de outros oficiais, ele ficou abrigado em outro prédio até que fosse possível recomeçar as buscas.

Naquele dia fatídico, o departamento de polícia de Nova Iorque perdeu 23 oficias, dentre eles Aaron Baker. Todos os oficiais que perderam sua vida naquele atentado foram postumamente homenageados com medalhas de honra pelo trabalho prestado à comunidade.

     

10 anos depois

Agosto de 2011

 

Naquele dia, ocorreria a posse dos novos membros da Administração do Departamento de Polícia. O Comissário havia escolhido Mark Hardy para ser o novo Capitão das Forças Especiais.

Dentre todos os nomes cotados, Hardy se destacava pelo excelente trabalho que executava. Era conhecido por ser um dos oficiais mais íntegros e responsáveis do Departamento e, sem sobra de dúvidas, seria um bom nome para fazer parte daquela Administração.

 Mark estava em seu novo escritório esperando o horário do pronunciamento do Comissário para se dirigir à sala de reunião.

Ele olhava para um retrato em cima da sua escrivaninha. A foto havia sido tirada no dia da sua formatura na Academia de Polícia. Aaron, como sempre, estava sorridente.

Os dois sonhavam juntos com aquele momento na carreira. Mas Aaron não estava lá para compartilhar com Hardy sua promoção.

― Quem diria que eu seria nomeado Capitão um dia!

 Mark parecia estar conversando com o parceiro.

― Bem... você sempre acreditou em mim!

Após uma pausa e uma série de lembranças que invadiram sua mente, Mark se levanta e ajeita o uniforme.

Ele pega o retrato da escrivaninha por alguns instantes.  

― Você está fazendo falta, meu amigo!


Notas Finais


Este foi um dos capítulos mais triste que eu escrevi. Infelizmente, assisti ao vivo o ocorrido.
Estes eventos serão relevantes no decorrer da Fic.
Os dados e os horários dos fatos são verídicos (fruto de uma pesquisa básica feita por esta autora que vos escreve).

Corre lá no Instagram da Fic que eu postei novidades: https://www.instagram.com/darksidefic/


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