História Dark vampire night (BTS:Taehyung HOT) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Doçuras Ou Travessuras, Halloween, Hot, Taehyung
Visualizações 125
Palavras 8.432
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Misticismo, Sobrenatural, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Doçuras ou travessuras!


Fanfic / Fanfiction Dark vampire night (BTS:Taehyung HOT) - Capítulo 1 - Doçuras ou travessuras!

Olho para o céu com preocupação. A noite estava linda hoje, mas isso não era motivos mais do que suficiente para amanhecermos aqui, no meio da estrada, pegando doces. 


Retiro meu celular da pequena bolsa que eu carregava presa a cintura, e com muito receio, observo a tela brilhosa atrás das horas, e ao encontrar me assusto muito: 03:21. Isso não era mais hora de ficar perambulando pelas ruas frias de Taiwan. Ainda em choque, me viro para as minhas duas amigas que caminhavam juntamente a mim de uma forma despreocupada, conversando e rindo no processo. 

-Meninas, eu acho que já está na hora de irmos. Esta tarde, e amanhã temos faculdade. Esqueceram?

-Nós sabemos Ayla. Descansa um pouco a cabeça menina. Hoje é Halloween! Temos que curtir ao máximo possível!-A cupida diz toda agitada, sorrindo para os ventos. Essa é a nossa data comemorativa favorita de todo o ano. Consigo compreender sua felicidade. Mas também compreendo que estamos exagerando nas horas. 

-Sim, eu sei que devemos nos divertir mas, também devemos ter responsabilidades. Trocar o dia pela noite não é saudável!

-Larga de ser controladora Ayla. Pensei que estivesse curtindo tanto quanto a gente!- a Bianca clama meio triste. 

-Sim, eu estou me divertindo... mas nem tudo tem que ser apenas diversão. 

-Se você se sente melhor assim, tudo bem então. Só, vamos pegar mais doces naquela casa ali, e logo após estamos de partida!-A cupida diz apontando para uma casa sombria no final da rua. Um mau présentimento me toma por inteira. 

Encaro novamente a casa e olho para a minha pequena cesta de doces em formato de abóbora já cheia com várias guloseimas de cores e tamanhos diferentes. 

-Mas já não temos muitos doces? 

-Quanto mais melhor Ayla! Essa é a graça do "doces ou travessuras". Pensei que já soubesse disto.-a Bianca diz meia revoltada. 

-Na verdade eu pensei que fôssemos meia velhas para esse tipo de brincadeiras infantis. Me sinto meia envergonhada ao andar fantasiada como uma criança.-

Digo arrumando o meu enorme chapéu na cabeça e encarando o meu longo vestido rodado e cheio de babados na cor vermelha, laranja e preta. Era um belo vestido, combinava perfeitamente com as minhas unhas pintadas nas mesmas cores e com a minha maquiagem de caveira mexicana. 

-Realmente, é meio vergonha alheia mas ainda sim é extra divertido. Olha para essa sua fantasia linda de caveira mexicana. Você ta perfeita amiga!-A cupida diz apontando para o meu bracelete de flores coloridas chamadas "flores dos mortos".- E é por isso que temos de aproveitar ao máximo essa noite, para sairmos mostrando essas fantasias lindas.-Ela diz rodopiando enquanto fazia o seu curto vestido branco com algumas rendas em vermelho e rosa girarem de uma forma fofa sobre o ar. Então ela arruma a tiara com uma pequena auréola sobre sua cabeça e direita suas pequenas asinhas felpudas nas costas.

-Eu demorei horas e horas para fazer essa maquiagem de zumbi, e gastei um dinheirão nessas roupas, mesmo elas estando completamente rasgadas e sujas!-A Bianca diz, apontando para o cabelo desgrenhado e as roupas sujas, rasgadas e abarrotadas. 

-Sim! Eu já entendi. Vamos logo pedir esses doces.-cedi, enquanto tentava me animar mais e retirar aquelas sensações ruins de cima de mim. Não havia a necessidade de tanta tensão.

Não vou mentir, se fantasiar e recitar as simples palavras "doçuras ou travessuras", já me fazia voltar a época de infância, lembrar de todos os sorrisos e brincadeiras nas noites geladas de halloween! Tudo aqui exala um doce aroma de infância, e reviver isto fazia eu me sentir jovem novamente. Bom, não que eu seja velha. Com 19 anos ainda posso ser considerada uma "adolescente".

Continuamos a andar na direção da casa sinistra, e pude perceber que quanto mais nos aproximarmos, menos podia se perceber o movimento. Não havia crianças brincando ou pedindo doces, não haviam carros circulando por ali, e a iluminação pública era péssima. 

As casas daquele bairro não estavam enfeitadas com abóboras e luzinhas néon. Nem o barulho de animais podiam ser ouvidos, e muito menos as cores bonitas dos gramados e paredes recém pintadas. Tudo ali tinha cores mortas, tudo ali era macabro e sinistro. Sim, esse era realmente o tema do Halloween, mas aquilo não parecia ter conexão alguma com a comemoração. 

As minhas amigas não conseguiam disfarçar o incômodo que eu também senti. Era notável que elas haviam percebido, mas preferiram não tocar no assunto. Chegamos na porta da casa, e tocamos a campainha mais de umas 12 vezes, e ninguém saía para fora. Parecia uma casa abandonada, mas que casa sem dono que teria uma campainha? 

Seguimos para várias outras casas, mas nem uma nós atendia. Todas eram as mesmas coisas, chamávamos até não termos mais voz, mas ninguém saía para fora afim de nos atender. Andamos até não ter mais pra onde ir naquele bairro macabro, por culpa da insistência das garotas atrás de doces, mas com todas as residências tínhamos o mesmo futuro. Ser ignoradas. 

E quando percebemos, já nos encontravamos no final da rua. Não haviam mais casas, apenas um bosque escuro e mais um último enorme casarão escuro e sinistro. Nos entreolhamos, e seguimos em frente. Era isto ou nada, não havia meio termo. Aquele bairro não era nada promissor e extra perigoso, e já tínhamos certeza disto. A Bianca respira fundo antes de bater na porta um pouco desanimada. 

Mas quando menos esperávamos, conseguimos ver a luminosidade das luzes do casarão encherem nossos pequenos olhos. A porta havia sido aberta! Foi até um pouquinho difícil de nós acostuma com a luz intensa da casa depois de termos andado por horas e horas naquelas ruas escuras, tendo como iluminação apenas a luz fraca da lua. Mas não nos deixamos abalar, e já fomos estendendo nossos braços com as cestas de doces na direção da porta, deixando bem claro as nossas intenções. 

            "DOÇURAS                                              OU TRAVESSURAS!!!?"

Dissemos em uníssono, abrindo um enorme sorriso nos nossos rostos. Então olhamos para frente, e pudemos perceber um alto homem com a aparência de um morto: pele pálida chega azulada, olhos sem cor como os de um defunto, aparência seria e autoritária. Não posso mentir, me senti bem incomodada com a sua presença e estava louca para sair dali correndo como uma criança amedrontada. Já as minhas amigas não pareciam ter percebido. E obviamente, não pude deixar de murchar meu sorriso de uma forma disfarçada e me encolher um pouco no meu canto, tentando encarar o chão e não aqueles olhos mórbidos e sem brilho. 

-Desculpa garotas... bom, não é nada comum as crianças chegarem aqui para pedir doces. Então, desculpe-me, mas eu não tenho nenhum aqui.-Ele diz com um enorme sorriso branquinho no rosto. Um sorriso obviamente falso. 

-Tudo bem! Nois entendemos! Não precisa se preocupar, já estamos de saída!- A cupida diz meia triste. 

-Hey, não! Deixe-me redimir com vocês. Vamos entrar, tomar um chá ou algo que gostem. Vamos conversar um pouco sobre a vida, e depois podem ir embora!-

-NÃO!-digo gritando, mas quando percebo os olhares de espanto na minha direção, suavizo a voz, fingindo estar calma -Não é necessário! Não queremos incômoda-lo! E outra, está tarde. É melhor irmos, na verdade já passamos do horário! 

-Que isso! Vocês não seriam incômodo! Parecem boas garotas. Vou adorar recebe-las!-

-Tudo bem então! Também adoraríamos ficar um pouco!-A Bianca diz sorrindo. 

-Sim! Muito obrigada pela sua cortesia! És muito gentil da sua parte!-A cupida agradece logo em seguida. 

-Mas não íamos embora?-indago calma. 

-Se quiser pode ir sozinha. Talvez nos encontremos por aí. Amanhã nois se vê.-A Bianca diz em alto e bom som, literalmente me expulsando. 

-Não, que isso! Porque não fica mais um pouco? Além do mais é perigoso sair a essas horas. Depois podemos leva-las em casa! Temos carro, facilitaremos os procedimentos!

-Vamos ficar por mais um tempinho! Seria muita falta de respeito da nossa parte recusar a gentileza do senhor....-a Cupida diz esperando ele dizer seu nome. 

-Tae, Kim Taehyung! Mas pode me chamar apenas de Tae. E podem poupar-me do "senhor". Faz-me parecer velho! 

-Desculpe-me Tae! Prometo melhorar meus modos!-a cupida novamente se desculpa.-Meu nome é Jay Soyon, mas pode me chamar pelo meu apelido, Cupida! Essa é a Bianca, uma estrangeira da Suécia, assim como Ayla que vem dos Estados Unidos! 

-Que ótimo!  Eu e os meus irmãos também somos estrangeiros! Somos da Coreia do Sul. E nos integrar no país está meio difícil. Queremos fazer amigos aqui! 

-Vai ser ótimo ajuda-Los nesse processo tão difícil de se reorganizarem! Então sim, vamos ficar.

-Que bom! Então entrem! Vamos, sintam-se em casa!-Ele diz abrindo espaço para que passemos. Eu iria dizer algo contra a atitude imatura e precipitada das minhas amigas, mas a cupida não permitiu, quando me segurou pela mão e literalmente me arrastou pelo braço como uma criança feliz. Nunca vi ninguém amar tanto a casa dos outros como a Soyon. 

Ao entrar, nos deparamos com um enorme saguão bem decorado e com um chão lustroso e bem limpo. A casa tinha um leve aroma amadeirado e na nossa frente havia uma enorme escada lustrosa de mármore. Pude ver os pequenos olhos das minhas amigas brilharem com tamanha beleza do local aconchegante e ostiu, mas eu não me deixei enganar com tamanha grandiosidade. Naquela mansão havia uma enorme concentração de energia negativa, e eu não queria descobrir da onde vinha. 

Em momento algum finjo um sorriso, mas por debaixo do enorme capelão que deixava amostra apenas os lábios vermelhos, meus olhos passeavam pelos míseros detalhes daquela casa, gravando e percebendo tudo o que eu podia, inclusive o estranho ato do homem alto de trancar a porta da frente e retirar a chave do trinco. Isso significa que algo não estava certo. Então o Tae nos guia até a enorme sala ao lado, era uma sala de estar luxuosa pintada de preto e com algumas partes brancas para quebrar o ar sombrio do lugar.

E sentados no enorme sofá, haviam 6 belos homens. Todos muito bem vestidos e sérios, e assim como o Taehyung, pálidos e sem cor nos olhos cinzas e mórbidos. Essa gente me dá calafrios. 

-Pode tirar os chapéus... se quiserem... óbvio.-Um outro homem diz enquanto olhava para o meu chapéu, obviamente incomodado. E quando percebeu que eu não tiraria, tentou disfarça sua gafe.-Bom, Eu sou o Jin, Esses são os meus irmãos: Namjoon, Jimin, Yoongi, Hoseok e o nosso caçula, o Jungkook! Podem sentar-se. A Hin, nossa empregada trará um chá, pode ser?-Ele diz dando uma piscadela para uma senhora gordinha que estava conversando com os outros homens sinistros. Aquilo parecia uma linguagem de sinal, já que a senhora pareceu pensar um pouco e depois concorda com a cabeça. Se fosse apenas um simples chá não seria necessário tanto tempo para que a ordem fosse entendida.

-Claro!-A Bianca diz toda empolgada. 

-Não, eu acho que esse chá não me fará nada bem à essas horas da noite.-Digo jogando uma indireta discreta, mostrando que eu já havia percebido as más intenções do homem à nossa frente.-Bom, eu não quero ficar com sono agora. Dormir na casa dos outros seria um enorme incômodo. Prefiro não beber.-Digo olhando para o chão como sempre, tentando não me importar com os olhares sobre mim.

-Não se preocupe Ayla, não teria nem uma espécie de problemas se por um acaso você dormisse aqui!-Ele diz sorrindo. Então eu sussurro baixinho: "é, não seria problema para um suicida..." mesmo sendo um sussurro, ele pareceu ter escutado, e me olhou de uma forma desagradável com seus olhos cinzas, e por um segundo que olhei em sua direção, pude jurar que vi os olhos sem cor brilharem em um vermelho sangue, logo após voltando para as suas condições normais. Não pude deixar de me assustar, e acabei por transformar a minha expressão antes fria em uma bem assustada. 

Ele percebeu e voltou a sorrir de uma forma angelical, escondendo aquela carranca de ódio que ele acabou por deixar escapar. Parece que estou em um jogo de aparências, e com rapidez resolvi entrar na brincadeira, e começo a sorrir, ainda escondendo meu rosto por debaixo do chapéu. Fingindo que nada havia acontecido. 

-Larga de ser inconveniente e paranóica Ayla. Ela vai querer o chá sim! Muito obrigada por oferecer.-A Bianca diz sorrindo, ao mesmo tempo que agradece a "hospitalidade" dos homens. 

-Larga de ser tola Bianca. O que é que você vai escolher por mim agora? Qual vai ser a cor da minha pele? Talvez um tom de azul morto lhe deixe satisfeita!-Digo jogando outra indireta. Fazenda uma breve referência ao tom de pele de um cadáver.

-Ela vai querer sim. Só está sendo birrenta, já que suas vontades é de já estar em casa, mas acabou que não fomos, então agora ela ta revoltada. Ignorem-a, logo passa.-a cupida da um sorriso sem graça, e como já estava muito na cara que eu "sabia" que algo estava errado, tento disfarçar ao concordar friamente com a cupida, soltando um suspiro cansado, fazendo apenas um sinal de positivo com a cabeça. 

O Seokjin da um largo sorriso, e faz um sinal com a mão, apontando para o sofá. Nos convidando a sentar. As minhas amigas foram logo correndo para se jogarem contra o acento luxuoso de uma forma eufórica, sentando desleixada e aberta. Pareciam duas pedintes que nunca haviam visto um sofá branco na vida! 

Eu achei aquele ato uma pura falta de respeito e educação. Não estamos na nossa casa para agir assim. Mas parece que os homens, donos da casa, não se importaram com aquela falta de educação. Na verdade eles pareciam mais incomodados era comigo, que me mantive de pé no mesmo local onde estava antes. As garotas olharam para trás e fizeram cara feia, me chamando de uma forma meia violenta para me sentar ali. 

Respiro fundo e suavizo a minha postura meio desconfiada para uma mais calma e cheia de si. Com vagareza me aproximo do sofá, ao mesmo tempo em que observava o meu longo vestido rodado que deixava bem mais explícito e chamativo o balanço dos meus quadris. O estalar dos meus saltos contra o chão sólido e lustroso era o único barulho que preenchia aquele enorme espaço luxuoso. Me aproximo de Jin que se encontrava ao lado do sofá, e digo fria, afim de não demostrar o meu desconforto e parecer amigável. 

-Muito obrigada pela sua gentileza. E desculpe-me pela minha brutalidade. Quando estou cansada fico assim meio rude. Espero que isso não tenha lhe enfurecido.-Ele faz uma menção com a cabeça, dizendo sem palavras um: "sem problemas"

Viro-me, e sento ao lado de Bianca que se encontrava toda jogada e com as pernas aberta na direção dos sete propositalmente, já supondo algo perverso. Afim de chamar suas atenções. Retiro o enorme chapéu com várias flores da cabeça, e o coloco com calma sobre o meu colo. Posiciono uma mecha dos meus cabelos enrolados por detrás da orelha, e sorrio forçada. Cruzo as pernas e coloco minhas duas mãos sobre a coxa em cima co chapéu de uma forma recatada, olho na direção dos homens que me encaravam de uma forma inexpressiva, e com bastante vergonha digo: 

-Muito prazer em conhece-los, me chamo Ayla, e assim como vocês, não sou nascida aqui. 

Eles mau poderam falar: "muito prazer" e as minhas amigas se intrometeram na conversa de uma forma mau educada, se apresentando e até tentando flertar com qualquer um deles que lhe desse bola. Tudo o que eu fiz foi permanecer imovel, com as pernas cruzadas e tentando ao máximo possível não encara-los. E mesmo com os olhos cobertos pela franja lisa do meu cabelo, ainda pude sentir os seus olhares mórbidos queimarem sobre mim, o que me deixava cada vez mais desconfortável. 

Sorte que eu estava usando uma densa e colorida maquiagem de caveira mexicana no rosto, que acabava por esconder minhas bochechas robustas. As garotas interagiam, riam, e brincavam com os homens, tentando chamar as suas atenções em um sentido sexual, mas nada o que elas fizessem retirava aqueles olhos imundos de cima de mim. E não, eu não precisava fazer ou dizer algo para chamar a vossa atenção. Eu apenas fiquei ali, calada e seria. sem dizer um mísero "A", enquanto minhas amigas contavam quase que até os seus números do CPF. 

As meninas sempre tentavam me adicionar na conversa falando coisas como: "né Ayla/ concorda Ayla?/ Conta aí pra gente como foi." Eu sempre respondia com o mínimo de palavras ao possível ou apenas ignorava. E os homens também insistiam em tentar alguma interação comigo. Me perguntando meu nome completo, idade, signo, data de aniversário, comida e cores favoritas, e essas coisas, afim de puxar conversa. Eu apenas respondia de uma forma bem neutra, sem revelar de cara dados tão importantes como nome completo ou lugar que morava, usando o mínimo de palavras possível. Eles ainda são estranhos, e não devo confiar neles. 

O chá foi trago pela empregada,  a Hin, também de aparência mórbida. Mas diferente dos meninos ela não parecia morta, e sim esgotada. Com enormes olheiras e vários curativos pelo corpo, quase como se estivesse a ser drenada dia e noite, vivendo no automático como um zumbi. As garotas logo agarraram as suas xícaras, e quase tomaram toda a bebida quente em um gole só. Parecia até que elas passavam fome! Já eu, peguei uma das várias e belas xícaras, obviamente a que tinha menos bebida para não ser uma má educada. 

Todos os olhares da sala se voltaram para mim, novamente. Eles pareciam estar esperando que eu tomasse o primeiro gole. Fiquei ali, ignorando os olhares e focando minha visão nas meninas que ainda contavam suas histórias de uma forma eufórica. Os homens não pareciam estar nem um pingo afim de ouvir aquelas baboseiras, eles estavam simplesmente focados na minha pessoa, e nem tentavam fingir. 

Tinha algo naquele chá, e eu tinha certeza disto. Agora eu usaria a desculpa de estar precisando retocar a maquiagem para ir ao banheiro, mas me distanciar das meninas, sabendo que eles estavam Armando algo, era quase que como uma carta de suicídio. Então me desculpei e disse que iria retocar a maquiagem ali mesmo se eles não se importassem, e que usaria o celular como espelho. Como de esperado, eles disseram não se importar, mas eu sabia que se eles prosseguissem a me encarar, seria bem mais difícil de colocar meu plano em prática. 

Então pequei o chá sobre a mesa, e fingi ter tomado um gole. E como de esperado, seus olhos finalmente pararam de me encarar. E isso comprovava a minha tese de que havia algo naquele chá. Coloco meu celular na frente do rosto, enquanto passava batom. Abaixei o brilho da tela e fingi estar usando o reflexo da câmera frontal ao mesmo tempo que dava mais cor aos meus lábios. Mas na verdade eu estava disfarçadamente mandando uma mensagem para o meu irmão vir nos buscar com pressa. 

Mandei as coordenadas e implorei para que ele chegue rápido. Se realmente tiver alguma droga nesse copo, ela não vai demorar a agir. Guardo novamente meu aparelho na bolsa, e volto a acenar em sinal de positivo com a cabeça na direção das minhas amigas, fingindo que estava me importando com o que elas diziam. Claro, sempre de cabeça baixa e com a franja longa escondendo meus olhos tensos. 

. . .

Já se passaram 5min desde que eu chamei meu irmão, e nada parece melhorar. Na verdade o clima parece ficar cada vez mais pesado, já que as minhas amigas estão ficando mais calmas e caladas. Algo que nunca acontece. Assim como elas, estou fingindo me sentir mais lenta e canssada. Estou tentando entrar no jogo. 

-Acho melhor irmos. Não me sinto muito bem.-a Cupida finalmente diz de uma forma tonta, parecendo se sentir enjoada. 

-Eu também não me sinto bem. Minha cabeça parece que vai explodir.-A Bianca diz.

-Eu me sinto meia estranha. Um mau estar ta me consumindo! -digo fingindo estar meio lenta. 

-Vocês não estão em condições de voltar para casa sozinhas. Sugiro que durmam aqui por hoje. Já são 4horas da madrugada. Sair a essa hora pode ser perigoso. Vai que vocês desmaiam no meio da rua? Eu não conseguiria parar de me culpar se algo acontecesse a vocês.-O Yoongi diz "preocupado".

-Sim, temos vários quartos lá em cima. Se preferirem nem será necessário vocês dormirem juntas.-O Jimin fala sorrindo de uma forma angelical. 

-Ou se preferirem, eu ainda posso cumprir minha promessa, e eu mesmo levo vocês em casa!-O Jin diz todo atencioso, parecendo um verdadeiro Príncipe encantado. 

-Realmente, eu não consigo ir a lugar algum tonta desse jeito. Até parece que eu bebi álcool... mas eu nem bebo bebidas alcoólicas!-Exclama a Cupida, colocando a mão sobre a testa, se sentindo enjoada. 

-Realmente... eu acho melhor dormimos aqui. Aí amanhã quando essa dor de cabeça acabar, poderemos voltar para casa.-A Bianca fala meia inconsciente.

-Certo, aí amanhã nois mesmos levaremos vocês em casa. Segurança em primeiro lugar, né!?-Indaga Hoseok, com um sorriso meigo nos lábios.

-Não, não! Está tudo bem! Não quero incomodar desta forma, somos apenas desconhecidas, seria muito abuso da nossa parte entrar assim na casa de vocês e usufruir de tudo. Eu agradeço muito pela hospitalidade! A noite foi muito divertida e eu adorei conversar um pouco, mas eu já pensei em tudo!-Solto um sorriso meigo, ao mesmo tempo que me levanto do sofá de uma forma educada e recatada, com os meus braços para trás do corpo. 

Arrumo de leve o meu vestido, e ajeito meu cabelo atrás da orelha, pegando meu chapéu e direito minha bolsinha no corpo. Claro, sem nunca encara-los nos olhos, mantendo minha visão fixada no chão, afim de esconder a minha vergonha. Eles não pareciam ter gostado nada da minha resposta por culpa da carranca amedrontadora que eles me lançaram. Puxo a Bianca pelo braço, a fazendo levantar de uma forma meio bruta, e logo após levanto a cupida que estava meia aérea, meia perdida. 

-Como você é chata Ayla. Meu Deus. Larga de ser inconveniente garota.-A Bianca diz meio irritada. 

-E você larga de ser enjoada, já deveríamos estar em casa. Essa não é hora de estarmos na rua. o mundo é perigoso, e sem querer ofender ou desdenhar de vocês meninos, mas já quebramos muitas das regras padrões que é: Não conversar com estranhos, não beber coisas que você não sabe da onde vem, não entrar na casa de estranhos, não confiar em todo mundo, não ficar na rua até essa hora da noite e várias outras. É como o Hoseok disse, segurança em primeiro lugar. E outra, eu já chamei o Diego meu irmão para vir nos buscar. Seria idiota da nossa parte cancelar tudo agora que ele já está chegando aqui. 

Escutamos uma buzina de carro soar lá da rua, do lado de fora da casa. Era o meu irmão, o Diego com certeza. Percebo que a cupida estava literalmente apagada, inconsciente mesmo conseguindo se por de pé. Algo estava muito errado! Olho para Jin, e falo: 

-Meu irmão chegou. Você poderia abrir a porta da frente para a gente passar? Já que... a chave ta no seu... bolso esquerdo.-Digo baixo, mostrando para ele de uma forma indiscreta que eu vi ele pegando a chave, e sabia muito bem aonde ela estava. 

Ele estava meio relutante, não se moveu do lugar por alguns segundos enquanto passava seus olhos dos seus irmãos para mim e as minhas amigas, como se não quisesse abrir a porta. Naquele momento eu temi pela nossa vida, com medo de que ele tentasse algo contra a nossa vontade. Parece que aquilo nunca havia acontecido, eles São aquele tipo de gente que consegue tudo o que quer sempre, e nesse momento, o que eles querem não parece nos beneficiar. O meu celular toca, e era uma ligação do Levi, o amigo do meu irmão. O Jin me olha meio relutante, mas toda aquela dúvida se esvaiu do semblante dele quando eu atendi a ligação do Levi no viva voz. 

-Oi Ayla! Já estamos aqui, na porta da casa, esperando vocês. Poderiam andar mais rápido? O Beikyon precisa ir no banheiro e o seu irmão está bem irritado aqui. Parece que você acabou com o clima que tava rolando entre ele e a Chanion. 

-Manda ele se acalmar porque não teria chances com a Chanion sem se ele fosse o último menino do mundo.-Digo sorrindo falsa. 

-Só vem logo Ayla, antes que eu entre aí dentro e te puxe pra esse carro pelos cabelos!-O Diego diz bem irritado. 

Somente aí o Jin se desperta dos devaneios dele, e nos guia até a porta, FINALMENTE nos libertando! Me despedi dele de uma forma crua e falsa, solto um suspiro de alívio, e continuei a puxar a Cupida que se encontrava estática pela mão, e empurrando a Bianca que estava quase fazendo birra para continuar lá. Ao chegar do lado de fora, que meu irmão vê o estado dá cupida e da Bianca, ele se assusta e acaba por ficar extra preocupado com tudo o que poderia ter acontecido com a gente se ele não tivesse vindo. E tudo o que podemos concluir é que aquele era o efeito do boa noite Cinderela, percebi isso pois ao entrar no carro elas se desligam do mundo e pareciam verdadeiros zumbis. E sim, elas estavam completamente dopadas. 

. . .

Ao chegar em casa, tomo um banho e retiro a maquiagem, colocando no corpo uma roupinha bem confortável. Resolvemos que as minhas amigas dormiriam por aqui, até aquela brisa acabar. Mas o mais difícil mesmo foi convencer o meu irmão e os seus dois amigos de não ir lá caçar briga. Eles estavam furiosos, e com motivo. Aquilo foi uma bruta falta de caráter e respeito, mas querendo sim ou não, os homens estavam em maioria, e não sabíamos até aonde os limites deles iriam. Tocar neles é o mesmo que pedir para apanhar ou até morrer. Então resolvemos apenas denúncia-los para a polícia mesmo. O resto a justiça faria. 

Os meninos prosseguiram na sala, discutindo e tentando se acalmar. As garotas já se recuperavam das drogas la no quarto de visitas, e eu fui para o meu quarto dormir.

. . .

Alguns minutos se passaram, e eu acabei por acordar ao escutar algo de vidro se quebrar na sala. Deve ter sido o meu cachorro fazendo bagunça de novo, já que eu pude ouvi-lo chorando. Me levanto da cama e amarro meus cabelos em um rabo de cavalo mau feito, apenas para ir olhar o que tinha acontecido. 

-HAAAAAAAAAAAAA

Pude ouvir dois gritos finos soarem em uníssono do quarto de visitas. Era obviamente a cupida e a Bianca. Desvio meu percurso que seria até a cozinha para o quarto em que elas estavam, mas outros gritos me fezeram entrar em desespero. 

Desta vez os gritos vinham da sala, e era a voz do meu irmão e dos seus amigos. Me desesperei por completo, e corri feito uma louca na direção dos gritos, e ao chegar lá me vejo aterrorizada. Os dois amigos do meu irmão estavam jogados no chão, secos, sem nem uma gota de sangue, e um pouco mais a frente estava o Jin, com seus dentes fincados no pescoço do meu pobre irmão, que foi arremessado ao chão com brutalidade logo após ele ter acabado. 

Meu corpo congela, e não consigo me mover quanto menos gritar. Tudo o que eu fiz foi deixar os meus olhos se derramarem em lágrimas de dor e sofrimento, velando o luto por mim. Olho ao redor e vejo todos aqueles 7 malditos com suas bocas e roupas banhadas em sangue, e pela primeira vez em horas, aqueles olhos mortos tinham cor, um vermelho vivido. O medo me toma por inteiro, eles estavam mais ameaçadores do que nunca. 

Eles estavam separados pela sala, alguns sentados sobre alguns móveis, e outros próximos aos cadáveres, mas quando me enxergaram parada ali, deram os seus melhores sorrisos, e se juntaram sentando-se no sofá de uma forma relaxada. E ao se sentarem, o Jimin diz: 

-Nos desculpe pelos modos, eu prometo que dá próxima vez que nos vermos, estaremos mais apresentaveis e menos sujos!-Não pode ter uma "próxima vez que nos encontrarmos", eu não posso deixar que isso aconteça! 

O Seokjin então se afasta do cadáver do meu pobre irmão, e se senta no sofá também, dizendo logo em seguida: 

-E então, agora podemos conversar sem as nossas máscaras ou você vai continuar insistindo no modo mais difícil?-Quando ele falou aquilo, eu não me aguentei, e me virei correndo como uma louca na direção da cozinha, atrás de me encontrar com as portas do fundo. 

Mas quando meus dedos iam alcançar a maçaneta, uma mão ensanguentada impede a minha de prosseguir com o ato. Um grito fino se solta da minha garganta, mas ele é parado por culpa da outra mão do homem que tampa a minha boca com uma certa brutalidade. 

-Se você não quer da maneira fácil, faremos então da maneira difícil.-Aquela voz era obviamente do Taehyung, que saiu me arrastando pela casa ainda com a mão na minha boca. 

Eu me debatia e chorava tentando pedir ajuda, mas a força dele nem se comparava a minha. Ela era muito superior. Eles não pareciam serem humanos, eles não pareciam estar vivos. O que diabos eles eram? Naquele momento eu nem queria saber. tudo o que tentava obter desesperadamente era a minha liberdade. E quando percebo, sinto meu corpo sendo arremessado com força de uma distância enorme no sofá. Tento me levantar e correr, mas já era tarde demais  

Sinto um peso enorme sobre mim, e quando olho para cima, lá estava o Taehyung sentado sobre a minha barriga, me impossibilitando de levantar e correr. 

-Você se acha muito espertinha né? Uma garota astuta. Pode até ser, mas com a gente você vai ter de mudar de tática. Até porque é impossível fugir da gente. E só porque você não foi uma garotinha boazinha, não vai ter o seu sofrimento diminuído como as suas amiguinhas teve.-O Namjoon aparece na sala com os cadáveres da Cupida e da Bianca. Lançando-os contra o chão com brutalidade.-O seu castigo vai ser bem mais lento, doloroso e eterno. 

Tudo o que eu pude fazer foi chorar, ao mesmo tempo que eu olhava em volta e via todos os que algum dia eu ja amei, mortos. Eu me senti meia grogue do nada, meia desligada do mundo, não conseguia mais me debater ou gritar, só olhava para os lados bem perdida. Talvez por culpa do mais novo trauma, meu corpo tenha escolhido reagir assim. Aquilo parecia um filme de terror. Meus olhos se entristeceram, e eu finalmente deixei os soluços escaparem da minha boca, mas em silêncio eu lamentava por não ter feito algo enquanto eu ainda tinha chances. A dor invade meu peito em uma tsunami, que se esvaziava do meu corpo em forma de lágrimas quentes. Meu peito dilata em agonia, nada mais fazia sentido, nada mais tinha cor. 

Pra onde eu iria correr, se não existe saída? pra quem eu pediria ajuda, se já me vejo sozinha? E foi nesse momento que eu simplesmente aceitei de cabeça baixa tudo o que acontece hoje em dia. Foi aí que eu vi a esperança se esvair, e um vazio sem fim tomou meu corpo por inteiro quando eu senti aquele beijo gelado ser depositado nos meus lábios. 

Eu ainda tentei lutar contra, por enquanto que os meus lábios eram inundados por um líquido viscoso, gelado e ardente. Hoje eu entendo que o Taehyung estava me dando um pouco do seu sangue, e eu não tinha escolhas entre aceitar ou não aquele ato nojento. Era agonizante sentir o seu sangue em contato com a minha boca, aquilo parecia tóxicos, corrosivos que ao tocar nos meus músculos queimava e derretia tudo. Eu sentia como se a carne da minha boca estava sendo frita no olho quente aquela foi a pior sensação que já tive em toda a minha vida. Esse foi o meu primeiro beijo... e já foi o pior de todos. 

Em um súbito ato de desespero, mordo os lábios finos de Taehyung, a fim de afasta-lo de mim. Aquela dor miserável estava me matando... literalmente! Mas parece que ele não se incomodou, na verdade eu só estava lhe ajudando no trabalho, já que quanto mais eu mordia seus lábios, mais daquele sangue pudrido se derramava sobre mim, lambuzando toda minha boca com aquele veneno, espesso, escuro e corrosivos. Então finalmente ele para de me "beijar", mas tampa os meus lábios com fita para que eu não posso jogar aquela nojeira fora. 

-Engole tudo.-Ele diz mandão. Meus olhos lacrimejaram de dor, e minhas mãos trêmulas foram até a fita na minha boca, a fim de retirá-lá dali para que eu cuspa tudo. Então o Taehyung prende minhas duas mãos em cima da minha cabeça com brutalidade, e diz.-ENGOLE ESSA MERDA LOGO, ANTES QUE EU MESMO TE FAÇA ENGOLIR! A nossa relação vai se tornar muito melhor se você fizer tudo o que eu mando. 

Ainda com os olhos cheios de lágrimas, faço um esforço e acabo por engolir  aquele líquido com gosto pudrido. E como eu esperava, aquilo era exatamente o que eu pensava: uma espécie de veneno. Minha garganta ardia, e aquela coisa parecia estar me afogando no seco. Solto as minhas mãos das do Taehyung, e as levo até o pescoço, apertando o lugar sem dó, afim de cessar a minha agonia. E com os minutos, meu corpo foi perdendo a força, mesmo com a dor infinita, eu vi minhas vistas escurecer. E tudo o que eu senti por último foi o meu corpo se debatendo em uma convulsão dolorosa. E tudo pareceu parar. E na verdade parou, já que depois da convulsão eu estava morta. mas diferente de uma pessoa normal, eu não subi pro céu, nem desci pro inferno. Eu permaneci na terra.

                      [...]

Me desperto das lembranças amargas ao escutar batidas na porta. Continuo seria, olhando para um canto aleatório do enorme quarto escuro, enquanto tentava sentir o calor da coberta que estava sobre o meu corpo. Mas nada, aquela coberta não mais me servia de nada... talvez porque eu não tenha mais calor corporal. Ou talvez porque eu não esteja mais viva, e não precise dessa coberta felpuda. 

-Eu ja falei para você parar de ficar assim, seria, encarando um lugar aleatório do quarto. Faz parecer que realmente esta morta.- O Taehyung diz entrando no quarto com mais um dos seus sorrisos ameaçadores. Mas eu estou mesmo morta. So ainda consigo me mecher. Mas sinto como se eu realmente tivesse morrido a milênios atrás. O vazio existencial doi mais do que a morte. Penso enquanto seguia o meu superior com os meus olhos vermelhos de fome e tristeza, sem dizer uma mísera palavra. Ele se senta em uma poltrona, uma das únicas que as minhas correntes me permitiam me aproximar. Então ele aponta para o chão, fazendo menções para que eu me ajoelhe ali, como eu sempre faço, para que ele me alimente. 

Me levanto devagar, enquanto arrumava uma mecha do meu cabelo por detrás da minha orelha pálida e azulada. Eu senti tanto medo deles, mau sabia eu que logo logo estaria tão amedrontadora e sinistra quanto eles. Sem cor, sem calor, sem vida. Arrumo meu curto vestido preto de uma forma mais comportada no corpo, e saio andando sem nem uma empolgação na direção do meu superior, de cabeça baixa, arrastando as longas correntes prateadas que me prendiam pelos pés e pelas mãos na cama. Me ajoelho na sua frente, colocando minhas mãos pálidas e geladas sobre minhas coxas, encarando minhas unhas tão sem cor quanto o resto do meu corpo, esperando o meu mestre me alimentar. 

-Que boa garota você se tornou! Tão bem educada e dócil quanto um bichinho de estimação. -Ele dizia ao mesmo tempo em que acariciava minha cabeça da mesma forma que se faz carinho em um cãozinho.-Boa menina, tão recatada, tão fofa! acho que foi isso que mais me chamou a atenção em você! Uma garota a frente das outras! Muito civilizada para ser uma simples humana! Você merecia mais do que aquele corpinho frágil.-Ele diz manhoso sorrindo de uma forma sexy e provocante. Com os dedos, ele levanta minha cabeça pelo queixo, me forçando a encara-lo com os meus olhos envergonhados.-Vamos pequena, mostre-me as suas presinhas. Quero ver se tudo esta indo bem.

Com um pouco de vergonha, abro a minha boca, mostrando as presas recém nascidas que estavam se desenvolvendo com rapidez. Ele sorriu ao tocar com o seu dedão no par de presas pequenas da minha boca. 

-As suas presas são tão fofinhas. Elas te deixa ainda mais angelical, sabia? Hummm... vejo que elas já estão bem afiadas, apesar de serem recém nascidas. Parece que as suas presas vão ser pequenininhas, assim como você! Que meiga.-ele dá um outro sorriso sarcástico, enquanto solta meu queixo com delicadeza.-Esta com fome né? Eu estou aqui para resolver este problema, mas antes eu quero ouvir de você o pedido por comida. So pra não nos esquecermos que você ainda é a minha cadelinha! 

-Eu... estou com fome... por favor senhor Kim, me alimente...-Digo olhando para baixo com muita vergonha. Ele adora brincar comigo. Era óbvio que eu imploraria. Estava definhando de fome porque não me alimenta a 2dias.

-Por que eu deveria fazer isso, em? -Ele diz novamente me forçando a olha-lo por estar segurando meu queixo. 

-Porque eu sou a sua cadelinha e... o senhor é o meu dono.-Digo tentando olhar nos seus olhos cínicos, enquanto um sorriso se formava ali.

-Eu não ouvi a minha cadelinha implorando.-Então eu coloco minhas mãos no chão, e ainda ajoelhada, abaixo mais ainda a minhas costas, encostando a minha testa no chão, deixando minhas costas curvas. 

-Por favor oppa! Eu te imploro. Por favor! A sua submissa precisa de você.

-Você sabe que eu nunca resisto quando as garotas imploram!-Escuto ele sorrir mais uma vez, por enquanto que puxava a manga da camisa social para cima, deixando o seu pulso a mostra.-Se satisfaça.-Ele diz enquanto me entregava seu pulso. 

Com as minhas duas mãos, seguro seu braço, da mesma forma que um morto de fome segura um pedaço de pão. E mesmo morrendo de fome, novamente o encaro, para ter certeza se podia ou não morde-lo. Mas a minha incógnita foi respondida quando ele balançou sua cabeça em sinal de positivo na minha direção, enquanto mordia os lábios inferiores, tão ansioso quanto eu pela minha mordida. Parece que ele sente prazer, ao ser mordido por uma garota. Que masoquista.

Com euforia, abocanho o pulso pálido do meu dono, sentindo o gosto do seu sangue se espalhar por cada canto seco dos meus lábios. Aquela sensação já foi ruin um dia, mas agora era a melhor sensação que eu poderia sentir. Meus olhos se reviravam de tanto prazer que eu sentia em poder enfim me alimentar de novo depois de tanto tempo com fome. Mas não era apenas eu que me satisfazia com a situação, meu dono arfava ao mesmo tempo em que passava sua mão livre pelos meus cabelos e escutava os meus pequenos gemidos. Eu me sinto tão mau por estar viciada nessa merda. 

Em questão de segundos, por culpa do meu olfato aguçado, sinto um cheiro forte e atrativo vindo das calças dele. Parece que o meu dono não havia se contido, e acabou por ter um pré orgasmo literalmente em cima de mim. Mas eu não conseguia me importar com aquilo, estava muito mais focada em me alimentar do que em argumentar sobre o assunto. 

Já pode parar pequena...-Ele diz calmo e manhoso, completamente excitado. Mas eu ainda estava com fome, e não consegui me distanciar dele. Então sinto minha cabeça ser puxada para trás pelos cabelos, e um grito fino se solta da minha garganta.-EU MANDEI PARAR!-Meus olhos se tornaram assustados, e com rapidez abaixo a minha cabeça, limpando meus lábios.-Como você esta ficando sapeca! Foi por culpa desse exato motivo que eu te deixei de castigo, sem se alimentar por 2 dias. Por estar enganada assim, tem que começar a se controlar. Parece que a sua fome só aumenta. Esse é um bom sinal! Sua transformação está quase no fim. Então parece que eu não mais conseguirei ser o suficiente para lhe saciar. Parece que já está mais do que na hora de você aprender a tomar sangue de animal. Depois eu te dou sangue humano. Temos que ir de vagar, sem pular etapas, e você precisa se controlar. Então vamos fazer o seguinte, o seu dono vai te dar um pouquinho mais de alimento, claro, se a minha cadelinha aceitar ajudar o oppa! Você aceita? 

-S-sim... por favor.-Digo encarando-o com olhos famintos e pedintes. 

-Eu tenho certeza que você já percebeu que o seu dono esta com um probleminha aqui em baixo.-Ele diz apontando para a ereção na sua calça meio úmida.-Bom, o seu oppa andou assistindo alguns filmes impróprios que fez bem pra ele... até demais na verdade. E agora ele não quer brincar sozinho. Ele quer brincar com a cadelinha esganada dele. Em troca de alguma comida. 

-O que eu devo fazer p-para ajudar o meu oppa?-Digo bem envergonhada, entendendo aonde chegaríamos.

-Você só tem que engolir o pau do seu oppa, da mesma forma que você faz com o braço dele quando ta com fome. Se você fizer direitinho, no final o seu dono pode até te recompensar com um pouco de prazer também.-fico extremamente envergonhada, olhando para baixo como uma boba, sem saber o que responder.-Vamos pequena, mostre o seu valor. Mostra pro seu oppa o quanto você quer mais dele. 

Ouvir aquelas palavras foi o mesmo que me encorajar para seguir em frente. Com cautela faço o que a mim foi pedido, e com receio mais cuidado, desabotoou a calça do Taehyung e abaixo o zíper, indo direto ao ponto, ao retirar seu pênis para fora da causa, já pude perceber o quanto ele estava molhado e mesmo sem querer, me senti bem feliz e até meio excitada por saber que ele estava assim por minha causa. Encaro seu membro duro e não deixei de me assustar o tamanho. Como eu enfiaria aquilo tudo na minha boca pequena? E ao finalmente tocar no seu pênis rígido, tomo um pequeno susto ao senti-lo pulsar na minha mão, mas o Taehyung não pareceu perceber, já que se aconchego melhor na poltrona e fechou os pequenos olhinhos ao sentir o meu toque. 

Encaro seu órgão genital de uma forma nervosa, Respirei fundo antes de levar seu membro rosado até a minha boca. Como eu faria aquilo? Também não sei. Como me olharia no espelho sem me sentir uma traidora filha da puta? Eu também não sei. Mas tudo o que eu desejava agora era terminar o que comecei. E não, nem tanto era por culpa da minha fome, mas sim pelo desejo de ter a minha recompensa. 

Levo seu pênis bem húmido até meus lábios, engolindo tudo de uma só vez, assim como ele pediu. Tomando cuidado para não machuca-lo com as minhas presinhas pequenas mas afiadas. Um gemido alto pode ser ouvido saindo da boca do Kim, indicando todas as vezes que eu acertava nos movimentos ousados. Começo a fazer movimentos de vai e vem com o seu membro na minha boca. Vi isso em alguns dos filmes pornôs que meu irmão assistia. Talvez funcione. 

Os gemidos do Kim se tornava cada vez mais altos, enquanto eu aprendia rapidamente a manusear meus lábios para fazê-lo sentir cada vez mais prazer. Minha língua circundava a cabecinha do seu membro que ficava cada vez mais duro nas minhas mãos, ao mesmo tempo em que eu continuava com os movimentos de vai e vem, enquanto me deliciava ao ouvi-lo gemer por minha causa. 

-Haaaww vai baby, m-mais fundo!-E assim como ele pedia, eu o fiz, segurando o vômito ao sentir seu enorme membro duro tocar a minha garganta. Ele segura meus cabelos com as mãos, apertando forte ao mesmo tempo que abria mais suas pernas, me dando ainda mais a passagem, e literalmente indicando a minha cabeça ali. Coloco em prática tudo o que me lembro dos filmes pornográficos do meu irmão, e quando percebo, minha língua estava fazendo leves sucções no pênis úmido do meu dono.-Que boquinha maravilhosa! Vai cadelinha... huuumm...

Ele delirava de prazer, enquanto começava a dizer coisas sem sentido algum e eu sentia como se estivesse indo bem. Retiro minha boca do seu pênis, e deslizo minha língua sobre as suas bolas, deixando caminhos húmidos por onde ela passava. 

-Quer saber? Fosa-se!-Ele diz antes de me pegar no colo, é me carregar como se carregasse uma criança até a minha cama, me jogando ali de uma forma cuidadosa e gentil. Na verdade essa foi a primeira vez que ele me tratou com tanto carinho.

Sentir o seu aperto era como o céu pra mim, seu cheiro me deixava nas nuvens, a sua voz me traz desejos impuros. Ele se deita sobre mim, beijando minha nuca de uma forma provocante. Não pude deixar de arfar ao mesmo tempo em que segurava com força o forro da cama. 

-Agora é a sua vez baby, eu me sinto pronto para te recompensar... mas claro, só se você quiser isto. Você quer?-ele sussurra no meu ouvido, me provocando arrepios.

-S-sim, eu quero.-digo delirando de tanto desejos. 

-Você realmente quer isso?-Ele diz me provocando ainda mais. 

-É tudo o que eu mais quero senhor.-Fico mais corada do que já estava antes.

-Então seja uma boa cadelinha, e tira a sua calcinha pro seu dono.-E como ele pediu, eu o fiz.-Só falta uma coisinha pra ficar tão excitada quanto você me deixou! 

Ele novamente se aproxima do meu pescoço, trilhando um caminho de beijos até meu ombro, lugar onde ele depositou uma mordida pequena, apenas para passar os seus sentimentos para mim. Como aprendiz e mestre, ele tem esse direito de me morder e me fazer sentir tudo o que ele está sentindo. Uma leve dor me atingiu o ombro, mas em questão de minutos toda a dor some, e um prazer infinito preenche meu corpo, ao ponto de eu me ver contorcendo de uma forma inconsciente de tantos desejos. 

-Vai cadelinha, agora mostra pro seu dono o quanto você precisa dele. Deixa ele mais excitado do que já esta, Mostra pra ele desesperadamente todos os seus desejos.

Em um ato de puro desespero, me vejo sem controle sobre as minhas atitudes. Então retiro o resto do meu vestido, deixando amostra meus seios, já que eu não fazia uso de sutiã. Agarro meus seios com necessidade e apertando com força começo a fazer movimentos circulares, me proporcionando ainda mais prazer, ao mesmo tempo em que gemia e chamava pelo Kim. 

-Oppa waaaann, por-que fa-z i-isso comigo? Huuumm... -Digo enquanto revirava os olhos de uma forma manhosa. 

-Você que pediu sua gostosa! Abre as pernas logo. -Fiz como a mim foi mandado, e ele se coloca por entre as minhas pernas, forçando mais ainda de uma forma um pouco agressiva as minhas pernas a se abrirem mais, retirando um gritinho manhoso dos meus lábios. E com velocidade, ele começa a me chupar intensamde uma forma mais profissional. Ele sabia muito bem o que estava fazendo, e sabia bem como me proporcionar o máximo de prazer ao possível.-Geme sua cadela! Faz o máximo de barulho possível! 

E ele continuou ali, me chupando e distribuindo vários beijos pela minha vagina molhada e que já se contraia de um modo prazeroso. 

-Lambe ele- o Kim ordena, se referindo ao seu pênis grosso e rosado. Como ele pediu, voltei a abocanhar seu membro duro e ereto.-Humidece bastante , lambe com vontade.- continuo o que a mim foi mandado, tentando esconder meu rosto envergonhado.-Fica de quatro.-   faço o que ele manda sem excitar, sinto seus dedos gelados escorregarem pelas minhas coxas, aproveitando a visão privilegiada do meu bumbum, e quando menos espero, sem nem uma espécie de aviso prévio, ele me penetra com força, me fazendo soltar um pequeno gritinho, ao mesmo tempo em que eu sinto a dor se tornar prazerosa. 

Os barulhos do nosso prazer intenso preenche todo o quarto, a fraqueza começa a atingir os nossos corpos cansados aos poucos, nossos músculos  estavam próximos a sua situação de puro e mais completo apice . Minha voz já era rouca, e depois de tanta adrenalina, eu não conseguia nem mais gemer, assim como o Taehyung, que se encontrava na minha mesma situação. E apenas aí, sinto-me derramar em uma sensação de puro prazer que eu nunca havia provado antes. Aquele havia sido  meu primeiro orgasmo, e arrisco dizer que foi o melhor que eu já poderia ter tido na vida. 

O Taehyung se afasta de mim, me permitindo deitar na enorme cama. Se posicionando ao meu lado logo após. Eu ainda degustava daquele sentimento tão novo, com os olhos fechados, respirando mais profundamente. Tentando entender tudo o que acabará de acontecer: eu perdi a virgindade com o cara que ajudou no assassinato de todos os que eu amava. Como eu me sinto mau por não ter me arrependido de ter feito isso! Ele me puxa para um abraço, e me dá um beijo na testa, sorrindo de uma forma meiga e quadrada que eu nunca havia o visto rir. 

Então ele me deita sobre seu peitoral nu, e me permite morder seu pescoço, local onde ele nunca me permitiu nem chegar perto, por dizer que "apenas dois iguais se alimentavam pelo pescoço, aprendizes era por no máximo o pulso", enquanto fazia cafuné nos meus cabelos. Ele parecia estar vivo, naquele momento ele parecia ter o calor humano que tanto nos falta. 

Ele já havia se deitado com diversas mulheres, e eu sempre via sua reação logo após as transas. Ele nunca soltou um sorriso tão gentil e meigo. Ele sempre se mantinha sério e autoritária. E como ele havia passado um pouco dos seus sentimentos pra mim, querendo sim ou não eu sabia o porquê do sorriso. 

{Ele estava feliz por saber que tinha uma garota que era só sua, e que diferente das outras que ele pegava: essa o amava de verdade. E isso ela não podia negar, mesmo que quisesse muito.}


Notas Finais


Bom, espero que tenham gostado! Esse foi o meu PRIMEIRO hot.😽🔥
(e não será o último! Já tenho mais hots guardados aqui! Kkk) Nunca havia escrito um antes, e muito menos um tão longo!

Bom, achei que pra iniciar um novo perfil só de hots, nada melhor que uma one shot de sobrenaturais,🎃 minha especialidade e ainda por cima sobre Halloween,👻 minha data comemorativa favorita. Kkkk


💗💖Sinônimo de paixão pra mim: Vampiros!💓💕


Demorou muito pra esse ep ser terminado, e durante a escrita deram VÁRIOS problemas. Tanto que meu celular não deixou eu corrigir alguns erros ortográficos. Fiquei com raiva e falei: VAI ASSIM MESMO!😄

[É no tanto que tem uma vírgula muito loca aí, afastada de tudo. Sem sentido. Nem sei da onde essa bixa veio, mas meu celular não deixou eu apagar. Então ela vai ficar lá, voando! Sendo feliz.
-Se você viu a vírgula voadora me avisa aí!-]

BUTTERFLY!!!!!!

Ksksks!
Obrigada por ler,📖
Por me dar uma ajuda no feedback📝
Por me perdoar nos erros ortográficos
e por tudo! 📈📉

E FALOUS!!!👋✌👑
Beijão
E Toma aqui seus doces!🎃🍭🍬🍫


Doçuras ou travessuras!


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