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História Darkness (NCT OT23) - Capítulo 7


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Notas do Autor


como a fic é ot23 existem muitos pontos de vista e acontecimentos diferentes a serem mostrados, mas eu prometo que vou tentar não enrolar demais e encontrar uma boa maneira de apresentar todos os personagens sem deixar confuso ☹️

aliás, eu super aceito sugestões! caso tenham alguma sugestão ou dica eu vou adorar ler, isso já me ajuda bastante 💕

espero que gostem do capítulo! boa leitura e me perdoem caso haja algum erro ✨

Capítulo 7 - Monstro




Foi com muito peso na consciência e uma dor forte no peito que Jeno deixou Renjun aos cuidados do garoto estrangeiro. Nunca tivera intenção de machucar o menor, mas agora já era tarde demais para tentar se explicar, Renjun já se encontrava machucado novamente e a culpa era toda sua. A cena do soco acertando o rosto delicado do Huang se repetia na cabeça do Lee incansavelmente enquanto este deixava o prédio a passos apressados, e era impossível esquecer a expressão assustada e dolorida do chinês enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas. Jeno cerrou os punhos com força e acertou com um soco forte uma árvore que se encontrava na calçada da universidade, soltando um grito rouco que soou mais como um rosnado em frustração. Não conseguia entender o que havia de errado consigo, sentia-se irritado, confuso e triste ao mesmo tempo e não fazia ideia de como controlar essas emoções.

Com toda essa confusão, Jeno acabou se esquecendo de Jaemin por alguns minutos, e ao recordar-se do desaparecimento do rapaz de fios cor de rosa saiu em disparada pelas ruas rumo a casa do garoto. Correu o mais rápido que pôde tentando manter-se focado em encontrar o Na e se esforçando para tirar Renjun de seus pensamentos, mas essa era uma tarefa extremamente difícil no momento.

- Jeno? O que faz por aqui? – Uma voz conhecida vinda das costas do Lee chamou sua atenção quando finalmente chegou a calçada da casa da família Na. Jeno virou-se ofegante e encontrou Haechan, o vizinho de Jaemin. – Parece que você correu um bocado, está tudo bem?

- Você viu o Jaemin? – Jeno se apressou em perguntar, ignorando os questionamentos do outro.

- Achei que ele estivesse com você – Haechan respondeu com um semblante confuso. – Não o vejo desde ontem.

Jeno apressou-se em alcançar a porta e bateu diversas vezes desesperadamente, e por pouco não quebrou a campainha por aciona-la com tanta força. Haechan o observava quieto e intrigado, completamente confuso com a cena que assistia.

- Jeno, o que está acontecendo? O senhor e a senhora Na já devem saído para trabalhar.

- Droga! – O moreno exclamou e chutou o ar num ato de fúria, acabando por cair sentado na entrada da casa do amigo.

- Você pode por favor me contar o que está acontecendo? Xingar e chutar não vai te ajudar em nada, sabia? – Haechan falou em tom irritado e finalmente teve a atenção do outro Lee em si. – Vamos, desembucha. Aconteceu algo com o Jaemin?

Sem ter como escapar, Jeno precisou contar tudo ao outro mesmo que contra a sua vontade, mas no fim acabou desabafando sobre a manhã complicada e estressante que estava tendo naquele momento. Donghyuck o ouviu atentamente sem o interromper uma vez sequer, e Jeno sentia-se extremamente grato por isso, pois tinha uma real dificuldade em se abrir com as pessoas e se fosse interrompido provavelmente não conseguiria continuar. Haechan sempre fora um amigo prestativo e atencioso, então pôde imaginar que fizera aquilo justamente para que pudesse desabafar.

- Certo, certo... Vamos com calma. Primeiro precisamos encontrar o Jaemin, o Renjun fica para depois, tudo bem? Uma coisa de cada vez.

Jeno assentiu e desviou o olhar para o chão, mantendo-se quieto por alguns segundos antes de se levantar e acompanhar o Donghyuck para longe dali. Sentia-se mais leve por desabafar com o colega, mas ainda assim não conseguia lidar com tantos sentimentos ao mesmo tempo, pensava estar entrando em desespero. Haechan, que parecera notar o estado do amigo, sugeriu que ambos comessem algo em sua própria casa antes de sair á procura do Na, e Jeno não teve objeções pois seu estômago já roncava com a chegada da hora do almoço.

Quando já se encontravam à mesa saboreando a comida feita pela mãe de Haechan, o castanho pôde perceber que Jeno se segurava ao máximo para não desabar em lágrimas, e isso partiu seu próprio coração. Com um suspiro baixo e um semblante pensativo, Haechan de repente estendeu uma mão e encontrou a esquerda de Jeno.

- Eu sei como a gente pode encontrar o Jaemin mais rápido, conheço um método mais eficiente que sair às cegas pela cidade ou acionar a polícia.

- Que método é esse? Precisamos tentar! – A fala de Donghyuck fez Jeno soltar os talheres e levantar-se afoito, pronto para começar a agir naquele momento. Haechan abriu um sorriso de canto e bebeu um gole de suco antes de prosseguir.

- Digamos que eu tenha uns amigos um tanto... Especiais. Sim, especiais. – Ele se levantou e levou os pratos vazios até a pia, virando-se para Jeno em seguida com ar mais sério do que anteriormente. – Mas você precisa me prometer que não vai contar a ninguém, Lee Jeno. Caso você conte, estaremos ferrados! Me prometa que vai manter o bico calado e eu te ajudo a encontrar o Jaemin agora mesmo.

- Eu prometo! Eu prometo, Hyuck, agora por favor, me ajuda a encontrar o meu Nana.

[...]

- Shotaro, me empresta a sua caneta? Eu esqueci a minha em casa...

- Como é que alguém vem estudar sem material? Francamente, você é mesmo um caso perdido.

- Ah, não enche! Te pago um sushi depois, ok? – O coreano abriu um sorriso divertido e Shotaro acabou por fazer o mesmo, era incapaz de resistir aos charmes do amigo.

Fazem mais ou menos três meses que Shotaro mantém uma amizade bastante agradável com Sungchan, um estudante de engenharia bastante popular por sua boa aparência. Tudo começou quando o japonês sem querer esbarrou no coreano dentro da biblioteca da universidade, e depois de pedir mil desculpas desajeitadas acabou estudando junto ao outro durante toda a tarde. Em poucos dias os dois rapazes já sentiam-se íntimos e confortáveis um com o outro como se fossem velhos amigos de infância, e Shotaro era realmente feliz com essa relação mesmo sentindo algo um pouco a mais do que uma simples amizade pelo colega.

Na metade da tarde as aulas já haviam se encerrado, e os dois garotos caminhavam juntos pelos corredores do prédio enquanto jogavam conversa fora. Quando alcançaram o andar térreo, Sungchan de repente parou e segurou o ombro de Shotaro para que fizesse o mesmo.

- Taro-chan. – Chamou pelo apelido carinhoso, fazendo borboletas voarem livremente pelo estômago do japonês. – Eu tenho uma surpresa para você, mas acabei esquecendo na sala de aula. – O coreano soltou um riso envergonhado e coçou a própria nuca em timidez.

- Você é mesmo...

- Um caso perdido, eu sei. – Sungchan completou a frase do amigo e sorriu divertido. – Eu volto já! Não saia daqui!

Dito isso, o mais alto voltou correndo para dentro do prédio e sumiu em meio a multidão de alunos apressados para ir embora. Shotaro suspirou baixo e encostou-se na parede ao lado de fora do local para esperar o coreano, mas os minutos foram passando e nada do rapaz aparecer. Passado meia hora desde que o coreano voltara para dentro, Shotaro decidiu ir atrás e descobrir o motivo de tanta demora. O japonês se apressou pelos corredores agora vazios chamando pelo nome do outro mas não obteve resposta alguma. Preocupado, tentou ligar para o celular do amigo e até mesmo mandar mensagens, mas todas as suas tentativas foram falhas.

Sem saber o que fazer e á beira de entrar em desespero, Shotaro desatou a correr por todo o campus em busca do amigo, mas não o encontrou em lugar algum. Estava indo embora completamente preocupado e chateado quando ouviu um som alto vindo de dentro do prédio, algo que soou como várias portas batendo de uma vez. Assustado, ele olhou em volta procurando o que poderia ter causado aquele estrondo, e ao levantar o olhar encontrou Sungchan o observando de uma das janelas do segundo andar.

- Sungchan! – Shotaro gritou e sorriu, e sem pensar duas vezes correu em direção ao prédio na intenção de ir até o colega.

- Não! Não entre aí! Rápido, se afaste! – Uma voz desconhecida gritou ao longe e Shotaro parou a um passo da  grande entrada do local, virando-se confuso para encarar o dono da voz. – Ele não é o seu amigo! Olha direito!

Mesmo sem entender do que o outro falava, Shotaro fez o que o garoto disse e subiu o olhar até a janela de onde Sungchan o observava, e a visão que teve o fez desejar que jamais tivesse o feito. O rapaz desconhecido tinha razão, aquele não era o seu amigo, não poderia ser. Agora que olhara melhor, Shotaro pode ver que Sungchan sorria para si, mas seu sorriso não passava de um buraco vazio, não haviam dentes ali. Assim eram também os seus olhos, dois buracos escuros que não se desviavam do japonês nem por um segundo. Horrorizado com a cena, Shotaro deu alguns passos cegos para trás e acabou indo ao chão sem perceber que tropeçara nos próprios pés. Aquela figura medonha na janela parecera rir de si, e Shotaro já estava prestes a chorar tentando imaginar o que poderia ter acontecido ao seu doce Sungchan.

- Corre! – O estranho voltou a gritar, e a cena a seguir pareceu seguir em câmera lenta aos olhos do japonês que agora se encontrava mais atordoado do que nunca. O “monstro” na janela soltou um grunhido agonizante, uma fumaça densa e escura quebrou as janelas do prédio ao atravessa-las brutalmente, fazendo chover cacos de vidros para todos os lados; o corpo da criatura se contorcia freneticamente e por um breve segundo Shotaro pensou ter ouvido a voz de Sungchan chamar por si, mas antes que pudesse ter qualquer reação, sentiu um puxão em seu braço e de repente estava correndo pelo pátio junto ao rapaz desconhecido.

Demorou algum tempo até Shotaro voltar a si e perceber a situação, e quando finalmente se recuperou do choque pôde se concentrar em fugir do vidro e da fumaça que parecia perseguir a si e ao outro garoto. Agarrou a mão do desconhecido e se pôs a correr o máximo que conseguia, e ao atravessar o enorme portão do campus tudo aquilo simplesmente desapareceu e voltou ao normal.

Confuso, o japonês olhou ao redor e encontrou apenas a calmaria das ruas vazias numa tarde ensolarada completamente normal, e ao se virar para a o local de onde fugira encontrou a universidade intacta, nada fora do comum. As janelas estavam inteiras, não existia mais fumaça alguma e muito menos Sungchan na janela. Exclamou baixo em completo espanto e encarou o garoto desconhecido que descansava apoiado ao muro, ofegante pela corrida.

- O que... O que foi isso?

- Eu não sei, mas estamos vivos.





Notas Finais


quem vocês acham que é o tal garoto desconhecido? 🤔


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