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História Darkness (NCT OT23) - Capítulo 9


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Notas do Autor


tô aproveitando meu pique pra escrever, por isso as atualizações na velocidade da luz

espero que gostem 💕

Capítulo 9 - Dois Deuses




- Vamos subir até onde? O céu?! – Taeyong reclamou pela décima vez enquanto subia os degraus brancos feito neve acompanhado de Kun e Winwin.

- Tecnicamente, sim. – Kun respondeu entre um riso baixo. – Falta pouco, olhe. – Apontou para um enorme par de portas douradas que reluziam no topo das escadas.

Depois de passar pelo portal mágico criado por Qian, os três rapazes chegaram até o Reino Divino. No início Taeyong estava animado e deslumbrado com a beleza local, mas após alguns minutos de uma longa subida nas escadas chamadas de Caminho Sagrado, o coreano já quase não suportava o próprio corpo em pé. Aqueles degraus pareciam não ter fim, e o Lee não conseguia entender como os outros dois garotos pareciam estar tão bem com aquilo.

- Se eu soubesse que teria de subir tudo isso...

- Você viria do mesmo jeito. – Sicheng interrompeu a décima primeira reclamação do colega. – Pois você quer muito o "seu Doyoung" de volta e o Johnny hyung é o único que pode te ajudar. Não é? – Fez questão de enfatizar a maneira que o outro chamava o rapaz, o que fez Kun rir.

Taeyong corou levemente quando o Dong deu ênfase naquelas palavras, sentindo-se repentinamente envergonhado. Não deu uma resposta ao chinês, apenas manteve-se quieto até finalmente alcançarem o topo das escadas.

- Estão prontos? – Kun perguntou enquanto pousava as mãos na porta gigantesca a frente, preparando-se para abrir a qualquer momento.

- Abre logo, Kun. Faz tempo que não vejo o hyung. – Winwin disse, ansioso.

- Eu sei muito bem que não é o Johnny quem você quer ver, “Winko-chan”. – O mais velho provocou e recebeu uma careta em resposta. – Taeyong, só um aviso: não irrite o Johnny hyung. Não importa o que ele diga, não o enfrente, e apenas fale quando ele lhe der permissão. Entendido? Nossas vidas estão em suas mãos, Lee.

- Se a gente morrer, eu te mato. – Taeyong respondeu e revirou os olhos em sinal. – Qual é, esse cara é tão mal assim? Por que demônios estamos aqui então, Qian?!

- Ele não é mal, só bastante... Poderoso. Muito, muito poderoso. Você vai entender quando entrarmos.

Dito isso, Kun empurrou as portas pesadas com as duas mãos e elas se abriram de imediato. Uma luz forte brilhou no interior do local por alguns segundos, cegando temporariamente os garotos e os impedindo de enxergar o lugar. Quando o brilho se extinguiu e eles puderam enxergar novamente, Taeyong foi o primeiro a dar o primeiro passo para dentro do local, completamente maravilhado com o que via.

- Woah! Isso é incrível! – O coreano exclamou olhando ao redor com os olhos arregalados e a boca aberta em espanto.

- Legal, não é? – Kun riu baixo da reação do mais velho e também deu uma boa olhada no lugar que não frequentava a tanto tempo. O enorme salão branco e dourado não havia mudado nada, continuava tão cheio de vida e luxo quanto da última vez que o visitara. O grande trono ao centro encrustado das mais raras jóias existentes chamava bastante atenção, mas o destaque mesmo era a cachoeira cristalina que caia lindamente às costas do trono mesmo dentro do salão.

- O que faz em meu reino um mero mortal? – A voz grave e alta de Johnny ecoou por todo o salão e assustou os visitantes. Taeyong procurou o dono da voz com os olhos mas não o encontrou em lugar algum, mas foi só piscar uma única vez que a figura de Johnny apareceu sentada ao trono. Taeyong não pode deixar de pensar que o homem era realmente muito bonito, havia em seu olhar um certo charme bastante atrativo e ao mesmo um ar autoritário que dava medo. As vestes de Johnny se resumiam em um longo pedaço de seda branca que cobria apenas metade de seu tronco forte e descia numa saia longa com fendas bem abertas nas laterais até a altura de seu calcanhar; os pés vinham descalços e em seus pulsos, dedos e pescoço o ouro de suas joias reluzia chamativo; o cabelo castanho escuro um tanto comprido e penteado para trás dava um ar maduro ao homem, e o fino fio dourado em sua testa dava o toque final em sua figura literalmente divina. - Vou perguntar mais uma vez, o que faz em meu reino um mero mortal? Explique-se, feiticeiro.

- Não seja tão duro com ele, hyung. – Kun respondeu entre risos divertidos. – Ele já está assustado o suficiente. E ele não é um mero mortal, é um vidente.

- Um vidente? – Johnny de repente se levantou e Taeyong automaticamente encolheu-se em seu lugar, intimidado pela presença e altura do homem. – Devem fazer décadas que não vejo um. Por que o trouxe aqui?

- Ele é poderoso, hyung, teve uma premonição em sonho. – Foi Winwin quem respondeu. – Coisas estranhas vem acontecendo no Reino Mortal, e o Reino dos Elfos está sendo atacado por alguma força maligna terrível. – Suspirou triste. – A Rainha caiu doente e não sabemos como curá-la.

Johnny ouviu o que o elfo disse, mas sua atenção estava mesmo era em Taeyong. Ele se aproximou cada vez mais e chegou a dar uma volta em torno do coreano enquanto o observava de cima a baixo.

- É bonito, vidente. Me agrada. – Disse ao parar em frente ao Lee. – Poderia até mesmo ser um de meus anjos, é uma pena ter nascido no reino errado.

- Hyung, se me permite dizer, a situação é grave e nós precisamos resolver o quanto antes. – Kun disse.

- Está me dando ordens, feiticeiro? – Johnny virou-se para o chinês com um semblante sério e irritado. – Por um acaso esqueceu-se quem é o Deus aqui?

- Não... Não, senhor. – Kun respondeu em tom baixo e ajoelhou-se. – Peço perdão por minha insolência.

Johnny permaneceu sério diante do bruxo, o observando em silêncio enquanto parecia pensar sobre algo. Taeyong engoliu em seco, agora conseguia entender o porquê Qian o alertara para não irritar o homem. Apenas as palavras de Johnny já continham um poder gigantesco, e mesmo que fosse novato nisso tudo Taeyong conseguia sentir a pressão e tensão que se fez presente assim que este abriu a boca.

- Muito bem, eu os ajudarei. – Johnny se pronunciou após um longo silêncio e voltou a sentar-se em seu trono. – Mas só porquê você está pedindo, Qian Kun. Me serviu muito bem em tempos passados, até um Deus sabe ser grato a bons servos.

- Obrigado, hyung! E eu prefiro que me chame de amigo ao invés de servo, senhor Suh. – O feiticeiro sorriu e se levantou, e Taeyong espantou-se ao ver que Johnny retribuia o sorriso do outro.

- Começarei dando uma olhada nesse sonho do vidente, e para isso precisarei de ajuda.

- Eu sabia que precisaria de mim, John. – Uma nova voz se fez presente e os três visitantes viraram-se para trás para saber quem era, encontrando Yuta, o Deus do Sol, aproximando-se a passos lentos.

- Não se precipite, Yuta. Eu não disse que precisaria de você. – Johnny respondeu de forma mais descontraída, perdendo um pouco daquela seriedade que amedrontava os demais.

- Mas eu sei que precisa. Quem mais seria poderoso o suficiente para o auxiliar, hum? – Yuta sorriu abertamente e então seus olhos encontraram os de Winwin, fazendo com que as bochechas do elfo tomassem uma coloração rosada imediatamente. – E você também precisa de mim, não é, Winko-chan? Assim como eu preciso de você. – Aproximou-se perigosamente e deixou um selar na ponta do nariz do chinês, que sorriu tímido e desviou o olhar.

Kun soltou um riso baixo ao ver a cara de espanto que Taeyong carregava no momento. O próprio Lee não conseguia dizer se estava mais chocado com a aparência completamente impecável de Yuta ou com o fato de que Sicheng aparentemente namorava um Deus. A essa altura, o coreano já conseguia entender que todos os deuses deveriam ser extremamente lindos e atraentes, pois Johnny e Yuta eram homens de tirar o fôlego e ninguém poderia negar. Diferente de Johnny, as vestes do Deus do Sol não revelavam muita pele, tratava-se de uma seda clara com toques dourados que se assemelhava bastante a um kimono e dava um ar elegante ao homem. Seus cabelos eram loiros, lisos e um tanto longos, e contrastavam muito bem com os olhos cor de mel que brilhavam em dourado sempre que Yuta piscava. Ele também possuía bonitas joias, mas nem tantas quanto o outro Deus, e em sua testa ao invés de um fio de ouro havia um desenho bonito e delicado simbolizando o sol pintado a ouro derretido. Taeyong não conseguia parar de reparar nos detalhes do segundo Deus, mas foi tirado de seu transe quando Johnny voltou a falar.

- Já que está aqui, Yuta, vamos começar.

O Deus dos Céus levantou-se de seu trono e colocou se em frente a enorme cachoeira cristalina e silenciosa, e Yuta logo fez o mesmo. Kun, já sabendo o que deveria ser feito, levou Taeyong até os dois deuses e o segurou com força pelos braços. Assustado com o ato repentino do colega, Taeyong agitou-se e tentou se soltar, mas Winwin juntou-se a Kun e dificultou sua tentativa de fuga.

- O que vocês vão fazer?! Por que estão me segurando?! – Perguntou em tom desesperado e logo ouviu Kun sussurrar em seu ouvido.

- Não tenha medo, Lee. Nós estamos aqui para te ajudar a encontrar o Doyoung e salvar nossos reinos, lembre-se disso.

- Só vai doer se você não se acalmar, vidente. – Johnny disse. – Relaxe o corpo e a mente e tudo ficará bem.

Ainda receoso porém sem muitas opções, Taeyong assentiu e respirou fundo para se acalmar. Aos poucos foi sentindo-se sonolento e fraco, e depois de alguns minutos percebeu que Kun sussurrava umas palavras estranhas em seu ouvido, provavelmente algum tipo de encantamento para o adormecer. Não sabia se deveria se sentir grato ou furioso com o chinês, mas não teve tempo de pensar nisso pois no segundo seguinte já estava apagado. A última coisa que vira antes de cair no sono foi Yuta aproximando uma mão de sua testa e uma espécie de fumaça dourada pairando pelo lugar. Conseguiu sentir os dedos do Deus do Sol em sua pele por alguns segundos, e o toque mesmo que leve queimava feito o verdadeiro sol. E então, Taeyong dormiu profundamente e não demorou mais do que alguns segundos até o sonho escuro aparecer. Mas dessa vez, tinha algo diferente no sonho. O homem envolto em trevas que antes não conseguia identificar agora tinha um rosto, um rosto muito conhecido para si. Ele caminhava calmamente pelas ruas enquanto a escuridão engolia a tudo cruelmente, e quanto mais perto ele chegava, mais dor Taeyong sentia.

Era Doyoung. O homem envolto em trevas era Kim Doyoung.

O meu Doyoung.




Notas Finais


no próximo capítulo vocês verão os deuses em ação e como está a relação de renjun e yangyang hehe

é isso, beijinhos


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