História Darkside Tales: Brutal Game - Interativa - Capítulo 5


Escrita por: , masked-her e coisando

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Assassinato, Dua Lipa, Froy Gutierrez, Ghostface, Interativa, Zara Larsson
Visualizações 289
Palavras 2.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


olaaaaaa amores <3
DESCULPEM PELO ATRASO KKKKKKKKKKKK
finalmente estamos trazendo o primeiro capítulo dessa história que, com certeza nos surpreendeu pelo feedback que tivemos durante essas 3 semanas!!
acabamos tendo que selecionar alguns personagens a mais que o combinado [anteriormente 12], porque sinceramente, todas as fichas estavam maravilhosas, e não podíamos desperdiçar personagens tão bons quanto os que recebemos.
cada um escreveu uma parte então, a mudança de escrita se deve à isso. os personagens que não apareceram ainda estarão no segundo capítulo e, todos eles se encontram nas notas finais. agradecemos imensamente por tudo, e sem mais enrolações, esperamos que gostem!!!

Capítulo 5 - I. Playtime


Fanfic / Fanfiction Darkside Tales: Brutal Game - Interativa - Capítulo 5 - I. Playtime

12 horas antes

 

O anoitecer já havia caído quando o conjunto de jeans tornou-se parte do curvilíneo corpo de Emmaline.

Nem mesmo o atleta mais bem visto no mundo dos esportes teria a mesma destreza que garota, em menos de vinte minutos já se encontrava devidamente trajada e com a chave de sua condução em mãos.

— Emma, tem certeza que vai nesta festa? — provavelmente o seu maior desafio seria convencer o noivo da passividade do evento no qual estava prestes a fazer parte

— Ciúmes? — indagou. A morena cruzou os braços e a face aderiu expressões grotescas. Sabia que não havia ciúmes algum, mas esse era, de fato, o seu melhor argumento.

— Ah, minha schnucki, somente estou preocupado contigo — Klaus soltou o ar entre os dentes e, quase que inconscientemente, apoiou o corpo na parede atrás de si. Seria completamente inútil tentar explicar a sua amada que um bilhete sem assinatura é algo perigoso.

Schnucki… — aproveitando a posição do loiro, Emma envolveu os braços em torno do pescoço do mesmo — É somente uma festa, okay? Já que está tão desconfiado, venha comigo.

Não era a primeira vez que esse pedido estava a ser feito por Emmaline, e também não era a primeira vez que o noivo reagia ao mesmo com uma careta.

— Adoraria te fazer companhia, mas a rotina na faculdade está acabando comigo — tanto Emma como Klaus possuem conhecimento de que isso não passa de uma desculpa esfarrapada do segundo. Até que uma faculdade de direito é rigorosa,  porém o verdadeiro motivo que impedia Klaus de ir ao evento estaria diretamente ligada ao horror do loiro por festas e lugares agitados.

Para quebrar a bolha de desconforto que acabara de criar-se, Klaus selou os lábios da noiva sutilmente.

Emma, por sua vez, não pensou duas vezes antes de intensificar o beijo no qual faz seu coração acelerar e as pernas embriagarem, e assim permaneceu até que ambos perdessem parcialmente o ar.

— Então está ótimo. Agora vamos antes que caía um pé de água. Você dirige.

 

 

— Olha lá quem está chegando! — diz Jacqueline, com os olhos vidrados para a garota que acabara de chegar à festa. — Que demora, Mack, estávamos preocupadas.

— Eu finjo que acredito — Mackenzie exclama, abrindo um sorriso de orelha a orelha para a amiga. — Ah, quase ia me esquecendo. Esse é Aspen.

— Prazer, Aspen — Jacqueline examinava o garoto de cima a baixo, com um olhar ardiloso e atento. Aqueles olhos claros causaram um estranho  impacto no garoto. — Pode me chamar de Jack.

— Prazer — diz o garoto, cumprimentando a outra, e fingindo não notar no comportamento da mesma. — Sabe se tem algum banheiro nesse lugar?

O jeito estranho do garoto realmente chamou atenção de Jack, que, detentora de uma enorme curiosidade e imaginação, logo tratou de matar suas dúvidas, fazendo um rápido questionário à Mack, sobre o garoto, segundos depois do mesmo começar a caminhar em direção ao banheiro.

— Pode começar dizendo quem é e como conheceu esse garoto!? — diz ela, quase como se estivesse exigindo a resposta.

— O bilhete pedia para que eu o buscasse em sua casa. Por incrível que pareça, somos quase vizinhos. Isso é estranho, já que nunca tinha me dado conta de sua existência — diz Mackenzie, passando um olhar rápido e observador sobre o lugar onde estavam.

O “Hidden Forest”, ou só “Hidden” para os mais íntimos, era um bar decadente que se localizava na rodovia, pouco antes da entrada da cidade. Se baseava em uma pequena “casa” voltada para a estrada, e um campo aberto, logo atrás da mesma. Era literalmente na floresta, por isso o nome. O lugar era muito bem frequentado em seus tempos de glória, há alguns anos atrás, mas hoje virara uma estrutura abandonada, não fosse por um de seus donos, que geralmente cedia o espaço para festas escolares regadas a bebidas.

— Então você também recebeu um bilhete? — pergunta Jack, que parecia muito desconfiada com a situação ao seu redor.

— Acho que todos recebemos, não?

— Esses adolescentes têm o que na cabeça? Vento? A chance disso tudo dar errado atinge limites extremos. — rebate Jacqueline, balançando a cabeça de um lado para o outro.

— O que está fazendo aqui então? — pergunta Mackenzie, olhando incrédula para a amiga.

— Holly me convenceu. Disse que ia ser ótimo, mas até agora não vi nada demais. Nem a dita cuja, mostrou o ar de sua graça.

— Tenho certeza que ela aparecerá logo, logo. Enquanto isso só curta o momento, okay? Quer que eu pegue uma bebida para você? — pergunta Mackenzie, fazendo de tudo para extrair algo de alegre do ar sério que a amiga exalava.

No exato instante em que Mack move-se para ir pegar uma bebida, uma música começa a tocar e ecoar pelas árvores que rodeavam o local.

— Com certeza é a Holly! - grita Mackenzie, para que sua amiga pudesse ouvir. — Agora vamos dançar. Essa é minha música!

Bastou um puxão da amiga para que Jacqueline esboçasse um sorriso e começasse a cantar a música de Taylor Swift.

— Olá gente! — diz Holly, uma garota bonita, de olhos e cabelos castanhos, na altura dos ombros, assim como Jacqueline. — Desculpem a demora, mas não resisti a tentação e tive que colocar alguma música decente.

Holly, apesar da idade, era uma DJ relativamente conhecida na região. Seu gosto pela música é grande, e, se você quiser uma festa animada, já sabe a quem chamar.

— Te perdoo só por ter colocado esse hino. — diz Jacqueline, que já estava envolta na batida da música, ao mesmo tempo em que olhava para os lados, garantindo que não tinha ninguém a olhando.

— Onde está o garoto que você foi buscar? — pergunta Holly, dando uma rápida olhada aos seus lados, tentando achar o garoto da foto que Mackenzie havia lhe mostrado algumas horas antes.

— Disse que ia ao banheiro e ainda não voltou.

— Nem acho que irá voltar para cá. Pelo que pude notar, o garoto não estava muito à vontade junto a nós. — diz Jacqueline, mostrando os resultados de sua rápida análise sobre Aspen.

Jack é uma pessoa muito inteligente e igualmente observadora. Possui um talento nato e quase que extraordinário para desvendar charadas e mistérios, por isso é comumente chamada de “Fake Sherlock” por seus amigos.

— Agora podemos voltar a curtir a música? Essa festa está começando a ficar animada, e não quero ter que voltar a dizer o quão arrependida estou por ter vindo. — diz Jacqueline, olhando para suas amigas, esperando para que as mesmas começassem a dançar, o que não demorou para acontecer.


 

Os movimentos desengonçados e engraçados de Jacqueline, Holly e Mackenzie acabaram sendo motivos de piadas para outras garotas que as encaravam ali de perto.

— Fiquei sabendo que aquela garota, Holly, estava tendo um caso com Kol Verlac — dizia Ludmilla, uma garota bonita, de olhos e cabelos negros.

— Como ela conseguiu alguém como o Kol? — pergunta a morena de cabelos encaracolados de tonalidade marrom. Seu nome era Madison.

— Isso é vergonha de admitir que ele te trocou por ela? — rebate Ludmilla, levando a mão aos cabelos, em um estranho gesto de alisamento.

— Vocês podem parar de falar sobre homens? Não conseguem ficar um minuto sem pensar neles. Morte ao pênis! — diz Alanna, uma garota estonteante, e que, só pela expressão corporal e por estar entre as duas outras garotas, percebia-se que era a líder do grupinho.

Alanna era uma pessoa engraçada, mas que por várias vezes se mostra insensível e fria. Sua popularidade no âmbito escolar é notável e, sua capacidade de controlar as pessoas e situações ao seu redor, é uma das coisas que mais chamam atenção na mesma. Além de sua beleza, é claro.

Alanna, que naquele momento levava um copo de bebida à boca, se assusta com a chegada repentina de um garoto igualmente bonito. De cabelos ruivos e porte atlético capaz de deixar qualquer menina caindo aos seus pés. Esse era Jason. Propriedade “exclusiva” de Alanna Prince Parker.

— Olá, meu amor. — diz Jason, abraçando a garota por trás e dando um rápido beijo em sua bochecha esquerda.

— Sai pra lá com esse bafo de cachaça! — exclama ela, tirando delicadamente os braços do garoto de sua cintura. O relacionamento dos dois era assim. Distante e quase que isento de carinho. Pelo menos no que diz respeito a Alanna.

— Ainda surpreso com sua sensibilidade, meu bem. — Jason agora mantinha os olhos baixos. Qualquer pessoa pensaria que o mesmo estava triste, mas seu foco naquele momento era a saia de Ludmilla. Mais precisamente o que estava atrás dela.

Madison, uma das melhores amigas de Alanna, que sempre transmitia um ar agradável e irreverente, agora fitava Jason e Ludmilla, que trocavam olhares estranhos.

— Olha lá quem acaba de chegar. Com licença meu bem, irei falar com Carlie e Emma. — Alanna se distancia, quase que dando graças a Deus por estar se distanciando do ruivo.

— Vou indo também, Kol está me esperando. Ele sente sua falta, Mads. — diz Jason. — Porque não fala com ele?

— Ele deve sentir muito a minha falta mesmo. Holly me disse a mesma coisa. — Madison exalava um ar irônico e sarcástico, ao mesmo tempo em que revirava os olhos.

Kol se distancia e é nesse exato momento que Mads mostra um olhar atento, nada alegre e muito intimidador.

— O que está rolando entre você e Jason?

— Você está louca? Não está rolando nada — responde Ludmila, olhando ao redor, quase como se estivesse querendo se certificar que ninguém ouviria aquilo. — Ele é o namorado da minha melhor amiga. Nunca aconteceria nada.

Mas Madison não havia comprado aquela desculpa:

— Eu vi o jeito com que vocês se olharam, e posso lhe garantir que eu vou descobrir a verdade. E não só você, como o idiota estúpido do Jason, vão sofrer as consequências.

— Consequências do que? — pergunta Alanna, que chegara tranquila e a passos lentos até lá.

— Do que você está falando? — diz Milla, tentando esconder o misto de medo e raiva que sentia percorrer o seu corpo.

— Não é nada. — rebate Madison, lançando um olhar irônico para Milla. — E só ela querendo ficar com um garoto babaca. Felizmente já a alertei sobre o mesmo, e ela ficará bem longe dele, não é Ludmilla?

— Claro! — responde a garota, ignorando os olhares suspeitos que Alanna transmitia para as duas.

— O que Carlie e Emma queriam? — pergunta Mads.

— Nada demais. Carlie como sempre não sabe como chegar em um dos garotos e vem pedir ajuda a mim.

A partir daí, Ludmilla e Anna começaram a lista as qualidades e defeitos da moça, que por incrível que pareça, era “amiga delas”.

— Amanhã de manhã terá treino? — pergunta Mads, cortando o clima de fofoca que se instalara.

— Sim, e é melhor beber e comer pouco se quiser ficar no topo da pirâmide. Ordens de Emma. — diz Milla.

— Se a capitã disse, 'tá falado.

— Podemos mudar de assunto? Quero falar com vocês o que vi a garota de cabelos rosa fazendo. — Alanna odiava quando as garotas começavam a falar sobre os treinos e práticas das líderes de torcida. Ela era a única do grupo, junto de Madison, que não fazia parte do time, por achar aquilo muito superficial, e que seu tempo seria melhor gasto com outras coisas.

— Eu gosto daquele cabelo. Totalmente usaria. — diz Madison, interrompendo Alanna, que não gostou muito.

— Voltando. — diz a loira, fingindo tosse. — Ela estava dançando, quase que se esfregando no Harry Raymond. Fiquei chocada com tamanha promiscuidade.

As três garotas começam a dar risada, e logo são acompanhadas por Carlie e Emma, que se juntam ao grupo, trazendo novos copos de bebidas a todos.

 

 

— É incrível que a Cheryl foi dar em cima logo do bug. — James foi o primeiro a se pronunciar sobre o que seus olhos avistaram alguns desconsiderados centímetros diante de si, sem se preocupar se os falados estavam ouvindo, ou não. — Será que ela ainda não se tocou que ele é gay?

Elizabeth revirou os olhos com o rumo da conversa. Sobre quem ela menos queria ouvir era de Cheryl Lewis e Sabrina riu ao perceber o fato.

— Você não sabe nem fingir que não está falando dela, né James? — perguntou sem sentir a necessidade de receber uma resposta, apenas por já ter conhecimento da mesma.

— Ela é ridícula… — um semblante de tédio se formou no rosto de Liz, que manifestou-se baixinho mais para si mesma do que para os outros dois ao seu lado.

— Admita que você só não gosta dela porque ela consegue se superiorizar como líder. — Sabrina soltou, recebendo um olhar de ódio vindo da loira-platinada, tendo James como o espectador de uma “discussão” que estava acontecendo ali, pelo pior motivo possível para ele.

Elizabeth estava pronta para retrucar as provocações da garota quando percebeu que Cheryl se aproximava do grupo, fazendo questão de encará-la com o deboche extremo estampado em seu rosto.

— Mas já conseguiu espantar o menino? — A Campbell disse sorrindo.

— Felizmente não usei a sua cara ‘pra ir falar com ele. — retrucou em um tom de sarcasmo puro, sendo capaz de deixar a outra furiosa ao tornar sua atenção para Sabrina. —  O Harry disse que ia ao banheiro, mas como eu sei que ele não vai voltar… — deixou no ar e começou a rir da sua própria desgraça, dando a liberdade para que Sabrina fizesse o mesmo.

— Vou buscar umas bebidas, não aguento mais essa festa que nem garçom tem. — foi a última coisa que disse após deixar o grupo, assim, dando lugar àquela aura estranha sob os três mais uma vez.



 


Contra a parede do único banheiro masculino do local estava Aspen Rose, claramente desconfortável sendo encurralado por Harry Raymond que tocava nada sutilmente em suas partes íntimas bloqueadas pelas calças do garoto. Típico. Aspen abriu a boca para repreendê-lo quando notou a entrada de um cara de cabelos vermelhos.

— Arrumem um quarto! — Michael Thompson, que acabara de chegar ao lugar exclamou rindo da situação, apenas adentrando o local para fazer suas necessidades deixando Aspen mais desconfortável ainda, mas Harry, somente o soltou sorrindo e saiu.

Ninguém pronunciou uma só palavra, e tudo estaria completamente vazio se não fosse pela música ensurdecedora que invadia os ouvidos de cada convidado.



 

[...]


 

Não era como se, àquele ponto, qualquer um dos adolescentes daquela festa tivesse alguma noção do horário, mas definitivamente, já havia ultrapassado de três horas da madrugada. Pra compensar, enquanto muitos nem ao menos se importavam e somente entraram no Hidden na noite em questão para esquecer sobre a vida, outros já estavam de saco cheio e prezavam o conforto de suas casas. Mas eles não iriam embora.

 

Algo prendia a todos ali.

 

Cinco horas antes. O estopim para o verdadeiro propósito daquela festa, que no fim, seria tudo, menos uma festa qualquer. Holly, que tomava conta das músicas, foi a primeira a passar mal, trazendo uma atenção extrema para ela pelo som que movimentava a todos ter simplesmente parado. Um por um, caíram adormecidos pelo chão do Hidden, com exceção de uma pessoa. A primeira peça do quebra-cabeça que teriam que enfrentar.

 

Não havia escolha.

 

E assim como dormiram, um por um acordaram, incrédulos. Estavam presos em uma espécie de sala, e nem ao menos se lembravam do que acontecera.

— Olá, senhoras e senhores, sejam bem-vindos aos jogos brutais. — uma voz robótica saiu dos vários auto-falantes ali presentes pelas paredes — Hoje é o começo do primeiro e longo dia de vocês aqui dentro. Se divirtam.

Nada além dos gritos e choros dos adolescentes foi escutado. Mackenzie tentava não surtar enquanto observava a cada um deles. E então, ela percebeu uma coisa. Várias coisas. Escritas na parede. A Wright se aproximou da mais próxima que estava à sua frente, lendo o que parecia estar escrito com uma tinta vermelha.

 

“Seus pecados foram descobertos.”

 

 

 

 


Notas Finais


— Aceitos:
https://docs.google.com/document/d/1h2xO98dReBslbOgWx-er8kQM7onT7dIf_O8d3n6Np5Y/edit
Sobre a "surpresa" que havíamos comentado antes, aqui está, rsrs
--> https://imgur.com/gallery/ugGUJzW

Esperamos que tenham gostado e até o próximo! <3


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