História Darling - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Zayn Malik
Personagens Zayn Malik
Tags Clichê, Romance, Zayn Malik
Visualizações 14
Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction Darling - Capítulo 4 - Capítulo IV

Acho que em nenhum momento da minha vida passou pela minha cabeça que eu acabaria me sentindo uma adolescente já na faculdade, não que as coisas tenham mudado muito, por que assim como na escola, as rixas bobas, fofocas e piadinhas idiotas continuavam, mas agora eu me sentia aquelas bobas de 16 anos que acham que a vida acadêmica pode mudar da noite para o dia só por se resolver com um garoto "popular". A questão é, na faculdade não existe isso de "popular". As pessoas continuam sendo tolas e extremamente superficiais para tentar atingir um padrão que elas mesmo criam, mas que no fim, é tudo uma bobagem que infla o ego delas. 

Zayn parado ali na minha frente ofegante e esperando uma resposta era como uma cena nostálgica dos tempos de escola, por mais que nunca tivesse parado para prestar atenção na vida dele — como as outras pessoas faziam — e nem sermos próximos, Zayn é meu vizinho há anos e estudamos nos mesmos colégios. Digo que não o conheço pelo fato de sempre parecer existir uma barreira enorme entre nós dois, mas não que isso seja muito relevante na minha vida, na verdade, nunca fez diferença alguma. Nunca tivemos uma amizade ou qualquer outro tipo de aproximação ou relacionamento e, por mim, seria eternamente assim. 

— E então? — a voz dele me puxou dos meus pensamentos e me fez voltar àquela situação. Ele ainda me encarava, mas dessa vez a confusão era parte do seu semblante.

— Ah… É que… E-eu tenho um compromisso, minha mãe chega hoje de viagem e eu queria ir buscá-la no aeroporto — aquilo era verdade, mas não 100%. 

Minha mãe chegaria hoje de viagem, depois de alguns dias em Seattle fazendo plantão em um hospital, mas só às 09h pm. A idéia de ficar sozinha com o Malik me levava a achar que ele poderia me tratar mal novamente e eu não queria isso. 

— Vamos lá, Bourguignon! — me olhou com um sorriso sarcástico dessa vez. — Eu sei que sua mãe só vai chegar mais tarde… — o olhei surpresa — ou esqueceu que minha mãe também volta para casa hoje? 

Eu tinha mesmo me esquecido desse fato. A Sra. Malik e minha mãe trabalham no mesmo hospital, elas são de áreas diferentes, mas nesse caso, ambas foram convocadas para dar apoio na equipe do hospital em que foram. Eu me sentia envergonhada de ser pega na mentira por Zayn.

— Olha, eu prometo que não mordo. Só quero conversar — ele estava inquieto, parecia nervoso — Que tal assim: nós lanchamos e depois vamos juntos até o aeroporto? Afinal, também tenho que buscar minha mãe. 

A ideia não era ruim, mas permanecer mais de alguns minutos com Zayn era uma coisa que não me passava pela cabeça. Nem em meus sonhos mais loucos. 

— Tudo bem! — ele respirou fundo, parecia aliviado — Mas juro que se me tratar mal outra vez, eu nunca mais olho na sua cara.

— Eu prometo, palavra de escoteiro — fez aquele sinal clássico e eu bufei. Zayn nunca foi escoteiro, ao contrário de mim. 

Alguns segundos depois estávamos caminhando para fora do prédio, seguindo o mesmo caminho que Anthony provavelmente tenha feito minutos antes, Zayn falava que Tessa havia lhe perturbado para se desculpar comigo e tentou puxar assunto falando sobre o trabalho de nossas mães. Alguns minutos depois estávamos entrando na Cafeteria que na verdade nem servia café, era uma lanchonete bem em frente a faculdade e sua decoração me lembra muito o Pop's da série Riverdale. Acho que aqui é meu lugar preferido em toda a cidade, sempre que estou em um dia ruim, venho até aqui para tomar um milkshake de morango e escutar um pouco de música — a playlist que eles escolhem para pôr é excelente. 

Pegamos uma mesa bem na parede onde tinha um vidro que nos permitia ver a rua, segundos depois uma garçonete nos atendeu graciosamente e Zayn pediu uma pink lemonade e um hambúrguer. Quando a garota de cabelos bem pretos e olhos verdes me olhou, sorriu e disse:

— Já sei Srta. Luisa, milkshake de morango e uma fatia de pizza de pepperoni. Já volto — sorriu e saiu indo até o balcão fazer nossos pedidos.

— Uau, vem aqui todos os dias? — voltei minha atenção para Zayn que fechava e colocava de lado o cardápio. 

— Quase sempre, quando preciso ficar sozinha aqui é o primeiro lugar que eu venho — dei de ombros enquanto brincava com uma bolinha que tinha feito segundos antes com um guardanapo. — E então, por que me chamou aqui? 

Se estivéssemos num filme, esse seria seu ápice. Ao fazer aquela pergunta, senti um pouco de tensão no ar e Zayn se ajeitou no lugar bem a minha frente. 

— Bem, naquela noite eu lembro de poucas coisas… e te juro que não é desculpa para passar pano no que te fiz. Quando você chegou a festa, lembro que eu já estava na terceira ou quarta garrafa de uísque e… e meio chapado, mas isso não te interessa — eu sabia que em algum momento o seu lado estúpido surgiria. 

— Chapado? — perguntei meio surpresa. 

— É, as vezes é legal sabe? Para relaxar, esquecer alguns problemas…

— Mas parece que naquela noite houve um efeito colateral, por que o que mais te apareceu aparentemente foram problemas — falei tentando parecer engraçada e parece ter funcionado, pois Zayn riu e assentiu com a cabeça concordando com o meu trocadilho. 

— E um baita problema, diga-se de passagem. A questão é, por causa do imbecil do Anthony, eu acabei tratando você de uma forma desnecessária e bem agressividade — assenti, não precisava concordar, pois aquilo era a verdade. — Eu sei que você não tinha nada a ver com a situação, que estava só tentando me ajudar, mas aquele cara…

Zayn parou de falar fugindo com o olhar para outro ponto que não fosse eu. Ele parecia meio… meio emocionado? 

— Aquele cara me tirou tudo, nem com todos os diazepans do mundo eu ficaria tranquilo em vê-lo ali. 

— Zayn eu… 

— Eu não terminei, calma — me interrompeu. — Eu só queria me desculpar de uma forma legal Luisa, eu te conheço desde pequeno e, mesmo não sendo tão próximos, eu sei que é uma garota legal. Você me levou a um hospital quando qualquer um ali teria apenas jogado água e colocado um monte de band-aids — aqui me fez rir.

— É, talvez eu tenha me desesperado um pouco quando vi tanto sangue saindo da sua mão — ele riu junto comigo. 

— Eu só queria me desculpar, você se preocupou comigo, me ajudou, me acalmou e eu fui um estúpido com você — Zayn colocou sua mão sobre a minha e aquilo me fez sentir um frio na barriga, como se estivesse despencando de uma montanha-russa. — Me desculpa, ok? 

Zayn encarava meus olhos enquanto estava meio inclinado sobre a mesma para estar mais próximo, sua mão permanecia em cima da minha. Eu nesse momento, por algum motivo inexplicável, não tinha uma resposta pronta sequer. Parecia que todas as palavras tinham corrido da minha mente a 100km/h. Eu só precisava dizer que ele estava desculpado, mas eu estava mostrando a ele tudo o que sempre fui. Uma garota muito emocionada. 

— Está tudo bem Zayn, está desculpado — ele sorriu dando um leve aperto na minha mão.  

Na minha cabeça só se passava o por que tinha sentido aquilo com o Zayn, logo com ele, que nunca me causou emoção alguma em todos esses anos. Não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas sabia que não era nada normal e que não podia, jamais, deixar essa coisa transparecer novamente. Zayn pode não ter percebido nada agora, mas qualquer um perceberia ou até mesmo ele em outra situação. Tentei neutralizar minha mente e meu coração o mais rápido possível e tentar conversar normalmente com o garoto a minha frente, minutos depois nossos lanches chegaram e enquanto comíamos relembramos alguns momentos do ensino médio e do fundamental também. Nenhum desses momentos passamos juntos, mas os vimos acontecer. 

Por um momento achei que a conversa inteira naquela noite seria sobre esses "flashbacks", mas eu estava tão enganada. Depois de terminar de comer seu hambúrguer, Zayn focou mais na conversa do que na comida o que o levou a pensar em assuntos mais polêmicos e dessa forma surgiu a pergunta:

— Você e o Anthony são amigos agora? 

Aquela pergunta me pareceu estranha por vir dele. Se eu estivesse no lugar dele e não gostasse muito do Anthony — isso para não dizer que o odeio — eu não perderia meu tempo falando sobre ele. Foi uma coisa que eu notei em ambos, os dois fizeram perguntas a mim um sobre o outro, como se eu fosse uma ponte que os ligasse de forma indireta ou como uma espécie de pombo correio. 

— Não, somos apenas dupla para um trabalho — respondi logo em seguida dando um gole no meu milkshake. 

— Ah, achei que… — balançou a cabeça, como se estivesse pensando besteira, e provavelmente estava — é idiotice minha, eu sei que ele é folgado daquele jeito mesmo, mas você não vai cair na lábia dele…

— Como? 

Encarei Zayn tentando entender aonde ele queria chegar com aquele assunto. Como assim eu não cairia na lábia dele? O que o Anthony é? Algum porto-riquenho galanteador? 

— Só… só acho que ele pode estar te usando para me atingir — eu sabia!

Eu me sentia uma tola agora por achar que Zayn Malik pudesse estar sendo um pouco sincero pelo menos uma vez na vida. Agora eu não achava mais nada, eu tinha certeza absoluta de que ele não tinha evoluído de forma alguma do ensino médio para cá. É o mesmo egocêntrico de sempre. Eu estava verdadeiramente indignada como ele tinha esse complexo de Deus, achando que tudo gira ao seu redor. 

— Zayn, já passou pela sua cabeça em algum momento que você não é a única pessoa nesse mundo? — ele ficou em silêncio. — Pois é, não existe só você aqui e nem na faculdade e nem no mundo inteiro. As pessoas têm outras preocupações maiores do que ficar achando que se aproximar de mim, que nem sua amiga sou, vai te atingir de alguma forma — comecei a pegar meu casaco e minha bolsa, deixando uma nota de vinte euros em cima da mesa. 

— Aonde você vai? — Zayn ainda estava sentado no sofá de couro vinho da lanchonete enquanto eu me levantava e ia em direção a porta. 

— Embora, eu sabia que essa conversa não era apenas um pedido de desculpas.

O último som que ouvi quando sai daquele lugar, foi o sino da porta balançando quando ela se fechou. Malik, você é um idiota de primeiro mundo. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...