História Darling Hummingbird - carrietta - Capítulo 1


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Categorias South Park
Tags Amor, Carrietta, Gotico, Hetero, Lolettefics, Romance, South Park
Visualizações 15
Palavras 977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eae! Aqui é a Lolette, espero que estejam bem da vida.
Eu acabei ficando com vontade de escrever uma shortfic triste e estou publicando essa.. Espero que esteja boa. :D
Bem, pessoal, aproveitem. Eu queria escrever mais shortfics (essa vai ser bem curta, provavelmente uma twoshot), então comentem casais para que eu escreva shortfics sobre eles! :D
Obs: Eu nn sou mt fã de yaoi (em outras palavras, pf nn comentem nenhum “creek” ou “style”. Já tem demais por aqui.)

Bjs!

Capítulo 1 - A former walrus known as prince


Fanfic / Fanfiction Darling Hummingbird - carrietta - Capítulo 1 - A former walrus known as prince

No inverno de quando eu tinha 11 anos,

Eu me declarei pra uma garota

...Quase, na verdade.

 

 

 

Darling Hummingbird

 

No inverno de nosso décimo primeiro ano, nós nos apaixonamos - tinha sido nossa primeira vez. Foi um amor intenso, um tornado que varre tudo que vê pela frente. A intensidade não acalmaria, apenas incinaria o mundo inteiro até restar poeira e frangalhos. Resumindo, um amor de proporção imensa.

Eu e ela. Um nazista e uma gótica. Quem disse que o amor era cego nunca viu a gente, certamente.

E por acaso, foi aí que tudo começou, e onde tudo quase acabou. Quase.

 

 

 

 

-Hey - Eu disse para ela, na saída da escola - Tenho algo importante a te dizer amanhã.

 

Flocos caíam pacifícamente dos céus, lentamente sepultando nossa cidade sob um mar de neve. As crianças, ou melhor, pré-adolescentes, corriam para fora da escola como nova-iorquinos em um filme de apocalipse. Eu e Henrietta eramos os doidos que decidiram parar e arriscar suas vidas por um último momento juntos.

Ela me fitava atentamente, enfiando as mãos em seu casaco preto sob o vestido espalhafatoso de mesmo tom.

 

-“Coisa importante”? - Questionou ela, o olhando com seus grandes olhos pretos, emoldurados por uma sombra roxa-escura e um delineado perfeito - Vai se declarar pra mim, bundão nazi?

 

-Sim -  Retruco e ela engasga na própria saliva com os olhos arregalados - Que foi?

 

Ela continua estática como uma pedra, me fitando de um jeito incrédulo.

 

-Ok - Digo, tirando um floco de neve de sua bochecha com a ponta do polegar - Então, caso você queira virar minha namorada, me encontre amanhã depois da aula no parquinho, ok? Toma isso de presente - Entrego um bonequinho de papel com formato de café, que eu fiz na aula de origami de hoje.

 

Me viro para voltar para casa, mas antes ela me agarra pelo braço de ímpeto e me vira, uma veia marcando em sua testa. 

 

-Eu não entendo! O que diabos você tá falando seu Bunda nazi?!

 

-Eu não falei ainda! Eu vou falar amanhã, Morticia! - De vez em quando eu a chamava pelo nome da garota da família Addams. Ela revirou os olhos e foi embora pisando forte na calçada. Sorri maliciosamente e voltei a meu plano, anotado com cuidado em um guardanapo para prevenir suspeitas.

 

Quando eu tinha por volta de 5 anos, eu um dia passeava pacifícamente pela cidade para ir ao parquinho. O vento soprava como uma brisa marítima pela cidade, fazendo as saias das meninas farfalharem e as flores escapulirem de seus esconderijos nas árvores. Entre as árvores da praça, encontrei uma cena que logo, se tornou um epítome de “romance ideal para mim”: Um menino se declarando para uma menina, ambos entre a faixa dos 14 anos, entre algo que aparentava ser uma chuva de flores. Me lembro de observar atentamente aquilo: o garoto ditava versos de poemas Shakesperianos de amor para ela, modificando eles para descrever sua paixão única pela garota, e listando algumas qualidades e defeitos dela, dizendo que “amaria eles incondicionalmente”, e finalmente..

 

-May - Sussurra o menino, e a tal “May” solta um soluço, sorrindo com lágrimas nos olhos brilhantes azuis. Pétalas de flores caem suas mechas loiras - Eu gosto de você! Por favor, seja minha namorada - Ele se ajoelha e estende um anel de doce - Eu farei tudo que posso para te fazer feliz, May. A única coisa que falta é você dizer sim.

 

O mundo para a nossa volta enquanto espero ansiosamente a resposta da tal May. Nunca pensei que eu seria um fã de romance.

 

-...Sim..! - Ela guincha, pegando o anel e o beijando bagunçadamente. Estiquei minha língua para de nojo e olho para ao lado... 

 

Uma menina baixinha de cabelos pretos curtos e vestido preto de caveirinhas fita a mesma cena, maravilhada com o que vê, até ver o beijo, quando ela para de observar atentamente a cena e se vira para mim. Seus olhos ainda exibiam o mesmo brilho de ver um casal entrelaçado em amor, como se quisesse ser May. 

 

-Tá me encarando por que, “confômista”?!

-...Porque você é esquisita. 

Foi aí que conheci Henrietta Biggle, e viramos melhores amigos.

 

 

•••

voltando ao presente!

um dia depois..

 

 

Enfim, eu queria que minha declaração - uma cena melodramática e romântica - fosse tão bonita quanto aquela de nossas infâncias. Seria um sufoco, é claro, tentar recriá-la na porra do inverno de South Park, mas eu faria o possível para realizar o sonho dela - que eu sabia, profundamente, que por mais “conformista” que fosse, era estar naquela cena.

Em cima de uma árvore, amarrei um balde, cheio de pétalas de flores recolhidas nas casas dos vizinhos, no parquinho e algumas roubadas de uma floricultura, à uma das árvores com uma corda. 

Pronto. Agora só faltava me declarar.

 

Preparado para me declarar, deixei tudo pronto e fui descer da árvore calmamente, até sentir o galho balançar com o vento. Irritado, tentei fazer com que o galho não se quebrasse, pulando para me segurar ao tronco, até que minha mão patinou pelo gelo do tronco e me soltei acidentlamente naquela árvore de 4 metros. 

 

Não preciso falar que quando cai, foi preciso apenas de segundos para que sangue se reunisse em volta do meu corpo quase inconsciente. 

-Eric? Espera, é voc.. ERIC, CARALHO! - ouvi a voz grossa dela gritando por mim.

A última coisa que vi foi o rosto encharcado por lágrimas de Henrietta, meleca saíndo de seu nariz, enquanto ela olhava desesperada para mim.

Será que a deixei ela feliz com minhas flores?

Bem, primeiro de tudo, eu queria que ela assoasse o nariz. Afinal de contas...

 

...Eu adoro ela quando ela ri.

 

 

Eca. Até parece coisa de filme viado de romance. Porém, que nem em um desses filmes, algo dramático precisa acontecer:

 

Eu entrei em coma.

 

 

 

•••

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


:’D


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