História Das asas que meu pai me deu... - Capítulo 8


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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Hinami Fueguchi, Juuzou Suzuya, Ken Kaneki, Personagens Originais, Touka Kirishima, Uta
Visualizações 11
Palavras 1.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Somos todas do mesmo sangue


Eu tinha programado meu despertador para tocar mais cedo, devido a meu trabalho. Quando eu estava feliz por acordar cedo, eu estava levemente histérica, e isso se comprovou nas poucas vezes que eu usei minha kagune. Naqueles dias, eu não tinha total consciência de mim, e nem total controle do meu corpo. Era como se eu não fosse mais eu.... Uma segunda consciência...

Aquelas lembranças começaram a ficar mais frequentes, conforme os minutos iam passando. Me vieram as lembranças de aí do eu havia sido torturada pela CCG. Eu não lembrava o porque, nem quanto tempo durou, mas lembro das correntes que estavam ao redor de mim, me dando descargas elétricas constantes!

Eu comecei a me sentir instável. Meu corpo estava mais rígido, como se eu me preparasse para o ataque que haveria mais tarde. Eu já estava mais irritada, mas ainda assim, me arrumei para o trabalho. Chegando na central, Yume já percebeu a diferença de meu comportamento, mas como era minha estagiária, tinha de me obedecer, mandei-a se preparar para o ataque!

O caminho pareceu mais longo, ou eu que estava tendo dejavus repetidos. Me lembrei da época em que eu tive um parceuro, e éramos contra o CCG. Eu era a Três Faces, e ele, Gemini, como um clone meu. Mas eu tinha a sensação se que ele era mais velho, então eu não entendia o motivo de ele ser o "Gêmeo".

Ao meio do caminho, eu dava risadas aleatórias, apenas por estar ali. Minha liberdade era motivo de comemoração, e minhas memórias estavam, vagarosamente, mais claras, até o rosto de uma pessoa. Um homem. Seus cabelos azul turquesa me lembravam outra pessoa.

- Senhorita Emy, sinto lhe interromper, mas nós já chegamos.

- Chegamos... Eu nem percebi... Fale com a diretora. Eu vou atrás daquela garota, novamente.

Comecei a caminhar pelo colégio, e eu não a vi, naquela colina. Voltei para onde eu havia me separado de Yume, e ela estava com uma cara de preocupado. Pela sua reação, seu um sorriso largo, já esperando que Mari Temari estivesse em algum tipo de detenção, ou punição, mas quando ouvi a notícia de um duelo, fiquei ainda mais ansiosa. Caminhamos rapidamente até uma grande quadra, ao abrir a porta, senti um ódio indeterminado percorrer todo meu corpo.

[...]

Abri minha Kinque e a joguei em seu braço vários cristais! Ela cambaleou para o lado, enquanto algumas das meninas buscavam abrigo. Alice não se movia, apenas me encarava. Me pus entre ela e sua rival, sem perceber que meu olho ghoul estava ativado.

- Lilu, da Tríade Noturna, seus crimes contra a humanidade são pagos com a morte!

- Minha morte? Quem você acha que é?

- Quem eu sou? É... Eu não sei quem eu sou... E quem é você? Uma assassina? Um monstro?

- CALA A BOCA! - Ela partiu para cima de mim de uma forma desajeitada. Alice correu em direção a porta, mas saiu. Yume abriu sua Kinque, que em especial, eu adorava. Uma kimera de Koukaku com Rinkaku, que tinha uma grande lâmina, e dois tentáculos, que poderiam ser separados, entre si - VOCÊ NÃO SABE O QUE É VIVER NAS SOMBRAS! VOCÊ NAO SABE O QUE É VIVER ONDE NÃO LHE DÃO O DITEITO! VOCÊ NÃO ME ENTENDE! - Ela partiu com sua Koukaku para cima de mim, mas Yume cortou-a rente as costas. Feito isso, a garota caiu no chão, com muita dor. Até pareceu que nunca tinha sido atingida por um ataque direto como esse.

O mundo ao meu redor pareceu parar, e eu cambaleei para trás. Meus braços estavam muito doloridos, e sem explicação plausível. Uma mulher, com roupas coladas ao corpo. Ela se aproximava a mim, como se a velocidade do mundo não a influenciasse. Olhei mais atentamente para meus braços e notei, enormes correntes, que não tinham início, nem fim. Apenas cobriam meu corpo, me deixando imóvel. Aquela mulher pulava as correntes como se fosse algo corriqueiro, e se pós frente a frente a mim.

- Agora você sente a minha dor, não é?

- O que é você?

- Hihihi.... Eu sou tudo o que você perdeu, de suas memórias...

- Então você é a ghoul que habita em mim... Por que você está aqui?

- Sabe aquela garota por quem você tanto se interessa? - Ela apontou delicadamente para Alice, que não se mexia - Ela é quem eu preciso proteger... Ela é minha filha!

Eu arregaleu os olhos. Tudo o que eu acreditava no que estava ouvindo! Eu tinha uma filha, e nem me lembrava dela. Tudo parecia tão confuso, e a única coisa que eu conseguia prestar atenção, era em meu corpo, que doía pelas correntes.

- Vai ficar aí sem dizer nada? Não vai pedir minha ajuda? Não vai me recurar, como fez durante 12 anos?

- E-eu... Não preciso de sua ajuda!

- O orgulho de um CCG, é claro... Então me diga, você consegue ao menos se salvar seu usar minha kagune?

- Essa ukaku é muito mais forte do que parece! Eu consigo derrota-la!

- E seu corpo aguenta o peso dessas correntes? Pelo que vejo, mal consegue se manter de pé

- Isso é só uma ilusão da minha mente! Nada vai me impedir!

- Essas correntes representam seus pecados que cometeu, ao longo de sua vida... E pelo tamanho da sua...

- Se você se diz uma ghoul fugitiva, por que você não tem uma dessas?

- Eu fui dada como morta, não fui? Meus pecados foram pagos quando eu deixei de existir... Ou melhor, passaram todos para sua consciência! Então você nunca será capaz de lutar. Sempre estará presa a algo. Nesse caso, no pouco de humanidade que lhe resta!

- Esta me dizendo que sem você eu nunca me tornarei forte? Você é tola em pensar isso! - Dita as palavras, senti un fisgão em minhas costas. Mya estava com uma das correntes em sua mão e simplesmente me puxou para perto dela

- Então você não vai proteger sua própria filha? E se diz humana? Você é patética

- Do que você está falando? Ela não é minha filha

- Todas nós temos o mesmo sangue... Ela quer uma mãe, e eu quero estar ao lado dela. Segundo sua ética, se deve deixar a maior quantia de pessoas bem, não é? Mas você está sendo egoísta, só se importando com você mesma!

Suas palavras estavam certas. Mas eu não podia simplesmente aceitar que aquela pequena garota fosse parte de mim. Eu baixei a cabeça, derrotada, mas pude ver o sorriso naquela mulher, que se deixava passar por satisfeita.

- Então está resolvido... Eu acabo com a Lilu

Foi aí que eu perdi totalmente a consciência do meu corpo, deixando-a usá-lo como bem entendesse


Notas Finais


Pra quem estava teorizando que a Emy era mãe da Alice, parabéns, ganhou um capítulo de confirmação!


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