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História Dasein - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olá!
Obrigada por quem leu até aqui. Espero que o fim que dei a Regina agrade vocês. Admito que pensei muito no desfecho dela até chegar nesse que fez mais sentido para mim.
Amei escrever essa estória. Amei mostrar essa versão de Regina. Do Robin. E tudo que eles passaram nos 6 meses.

Sem mais delongas... Obrigada mais uma vez e boa leitura!

Capítulo 15 - Capítulo 15


Há tempos buscava uma saída para acabar com a sua imortalidade. Encontrá-la não foi tão fácil assim, então, quando finalmente estava a um gole de aliviar o seu fardo, por que não conseguia ir em frente? Aquele pequeno frasco parecia chumbo na sua mão e ela não sabia o que fazer com ele. Robin tinha a deixado sozinha fazia um bom tempo, e ela continuava ali, no mesmo lugar, encarando aquela poção cor de rosa. Era tentador beber, muito tentador, mas alguma coisa que ela não sabia explicar a impedia de ir em frente.

Agora, quando pensava na sua morte, a vida sorria para ela de várias formas diferentes. Gritava para ela que ainda tinha muito o que viver. No entanto, no fundo, ela queria tomar aquela poção. Queria um fim para tudo. Estava terrivelmente dividida. 6 meses não tinham sido suficientes. Ou teriam? Ela teve muito tempo para pensar e, ainda assim, não sabia o que fazer. A linha que separava a vida e a morte era bem mais angustiante. Não queria estar naquele meio, mas era exatamente ali que estava.

O que lhe restava era pensar e reconsiderar. E foi exatamente o que fez. Ela sentou na cama. Ainda segurava a poção, porque sua morte dependia daquilo. Quando sua mente começou a trabalhar, ela só conseguia pensar na sua visita ao Templo dos Magos, de como se divertiu fingindo ser a esposa de Robin. Nada daquilo tinha sido tedioso e ela não pensara em morte. E quando Daniel a atacou e ela fora salva por Robin. Depois daquilo... ela riu como nunca tinha feito há um bom tempo. Depois recordou a sua chegada em Gardênia. Aquele lugar era um sonho. Ela fez amigos por todo o vilarejo, amou cada parte daquele lugar. Foi o mais próximo que teve de um lar. Nada parecido com a Corte.

E nas montanhas... Ela teve suas oscilações de humor, mas foi outra aventura na qual ela amou cada segundo. Exceto quando Arthur a atacou e Robin foi envenenado. Ainda sim, isso fez parte de um mundo novo para ela. Mais ativo, mais convidativo. Isso tudo em 6 meses. Que outras aventuras ela teria se se permitisse viver? Era tentador querer descobrir.

E nesse mundo novo que ela conheceu, ainda tinha Robin. Ele não podia ser a única razão para que ela decidisse viver, mas ele fazia parte de um mundo que ela amou conhecer. Eram pontos a serem considerados.

Mas ela tinha medo. A mulher que enfrentou Arthur, que desafiou Daniel e até mesmo Robin. A mulher que se arriscava pela Coroa, ela tinha medo. E seu maior medo era viver por mais tempo. Tinha medo que tudo voltasse a ruir, que sofresse mais perdas. Lá no fundo, uma voz sussurrava para ela seguir em frente. Sua mente duelava entre vida e morte. Se existisse pelo menos um meio termo...

Regina suspirou. Ela olhou fixamente para o líquido na sua mão e soube exatamente o que tinha que fazer.

Era engraçado se dar conta de que quando tudo estava sendo tão difícil, ali, na parte externa da sua casa, com um jardim se formando a sua frente, ele estava buscando consolo naquele macaquinho que ela comprara só para o infernizar. Ele riu com a lembrança. Será que era apenas isso que teria dela, só lembranças? Lilo estava tão quieto quanto ele, parecia entender o que se passava no seu coração. Ele estava quietinho no colo de Robin, recusara até mesmo a banana que Locksley pegou para ele assim que o macaquinho lhe seguiu para fora de casa. Queria poder estar lá, ao lado dela, mas precisava fazer o certo e se manter distante. Era a vida dela, Regina deveria decidi-la sozinha.

Fazia tanto tempo. Aquela espera era torturante. Seu coração estava o empurrando para dentro da casa, mas a razão parecia falar mais alto e ele permanecia ali, na varanda da sua casa, esperando que ela viesse ao seu encontro. A poção não fazia efeito rapidamente, então ela podia chamá-lo caso tomasse. Fora assim que eles combinaram. O loiro não sabia qual seria sua reação se ela avisasse para só depois beber a poção. Tinha medo de jogá-la no chão e acabar quebrando a sua promessa. Então, ela teria que bebê-la antes de ir até ele. Assim Robin não poderia fazer nada a não ser esperar que a mulher que ele amava morresse diante dele.

A porta se abriu e todo o seu corpo se enrijeceu. Ele estava com medo. Apenas sentiu algo parecido quando seus pais duelaram até que não restou vestígios deles. E era aí que ele entendia o quão importante Regina era para ele. Primeiro ele sentiu o cheiro dela. Depois sentiu sua presença ao lado dele no banco. Mas, não conseguia se virar e encará-la, não conseguia nem sequer respirar direito. Lilo se agitou no colo dele e Robin deixou que ele escapasse. Macaquinho traíra. Tinha fugido da conversa como se soubesse que não seria algo bom. Robin sentiu inveja dele, porque ele também queria fugir. No entanto, não podia. Se ela tivesse tomado a poção, queria passar os últimos minutos ao lado dela.

“Podemos fazer outra lista?” A pergunta o deixou atordoado. Ele esperava que ela disse algo como não tomei a poção ou tomei a poção. Mas uma lista? Jamais imaginou que as primeiras palavras dela fosse isso. Ele engoliu em seco. Incapaz de dizer alguma coisa, Robin apenas assentiu. “Olhe para mim, Locksley.” Ele se virou para ela, mantendo o olhar baixo. Quando se sentiu pronto para encarar os olhos castanhos, assim o fez. Queria encontrar alguma resposta no olhar dela, mas estavam indecifráveis. “Primeiro.” Ela segurou a mão dele, entrelaçando os dedos. “Você terá que continuar amando a sua vida. Terá que viver, muito. Porque enquanto você viver, eu também irei.” Então ela tinha tomado a poção? A cabeça de Robin latejou, seu coração parecia ter sido esmagado no peito. Ele continuou apenas olhando para ela, sem saber o que fazer ou dizer. Droga, ele a estava perdendo e ela queria fazer uma lista?

“Você...” Foi tudo que saiu por entre os seus lábios. Não tinha coragem de completar sua pergunta.

“Apenas me escute, Robin. Por favor!” Ela tocou o rosto dele, fazendo-o olhá-la. “Prometa que vai viver!”

“Eu vou!” Ele não iria morrer, mas viver? Talvez se entregasse ao luto primeiro. Por 200, 300 anos... Ele não sabia. Regina semicerrou os olhos, como se não acreditasse nele, mas prosseguiu.

“Você precisa repensar em assumir o Templo dos Magos sem ceder as chantagens de Daniel. Ele já causou estragos demais, certo?” Regina tinha razão. E mesmo zonzo com toda aquela conversa, ele assentiu. “Terá que visitar mais a sua família em Gardênia. Você nunca estará sozinho, Robin.” Mills sorriu com carinho para ele. “E por último, você precisa se permitir amar de novo.”

“Não posso prometer.” Sussurrou.

“Sim, você pode. No entanto, lembre-se: não a ame mais do que me amou.” Tinha diversão na voz dela. Por que ela parecia tão feliz quando ele se sentia tão destroçado? Não que ele quisesse vê-la sofrendo, mas... Ele não sabia explicar. Algo não se encaixava.

“Você está me deixando louco!” Ela deu uma risadinha. Uma risadinha. O que ela estava fazendo?

“Quando eu não deixo?” Ela sorriu. “Não tomei a poção!”

“O quê?” Ele só podia estar sonhando, essa era a melhor explicação que podia dar.

“Ainda não! Não consegui parar de pensar em tudo que vivi nesses 6 meses. Eu ainda penso na morte, mas não quero que seja hoje. Nem amanhã, talvez... Não sei. Não consigo me decidir, preciso de alguns dias.” Ele a abraçou tão forte que ela sentiu seus seios sendo esmagados.

“Regina, eu... Pelos deuses!” Robin soava tão incoerente que ela riu. “Esperar mais talvez seja até pior, mas estou tão feliz com a ideia de tê-la por mais alguns dias... Eu falhei com você, Regina.”

“Nunca mais diga isso, Robin. Você me deu possibilidades. E minha decisão nunca dependeu de você, era uma decisão minha. Só minha.” Ela se afastou, buscando o olhar dele. “Por isso que te dei essa lista. Se eu morrer daqui alguns dias, quero que siga a risca. Quero que você viva sem medo e, principalmente, sem culpa. Se você não for feliz, quem se sentirá culpada sou eu. Onde quer que a morte me leve, se você estiver infeliz, eu também estarei.”

“Regina...”

“Não, escute!” Ela o cortou. “Desculpe se o fiz sofrer com essa espera e depois cheguei aqui querendo fazer uma lista. Mas fora o único momento que me senti preparada. Sei que os próximos dias serão difíceis. Eu... Preciso de mais tempo para mim.” Ele franziu o cenho. “Não vou embora daqui, mas... Vou andar pela floresta, pelo vilarejo e só voltarei para você a noite. Preciso pensar longe de você, meu amor. Você me distrai, sabia? Seu amor é um ótimo motivo para viver. Você também. Mas não posso me guiar por isso. Preciso das minhas próprias razões.”

“Entendo!” E ele entendia mesmo. “Leve o tempo que quiser, contanto que volte para mim a noite.” Ela o abraçou e beijou. Depois ficaram ali, sentados, pensando sobre tudo. Ela querer mais tempo para pensar era um bom sinal. Sentiria falta dela durante o dia, mas se era disso que Mills precisava. De tempo. Era isso que teria.

“Você acabou se rendendo, não é?”

“Me rendendo?” Inquiriu ele.

“A Lilo.” Ela riu. Ah, como era bom ouvir a risada dela. O dia que ele mais temeu estava tomando um rumo que ele jamais imaginou que tomaria. Como os deuses eram bons.

“Ele me deixa mais perto de você. Não conseguiria deixá-lo ir. Nunca.”

“No fundo, eu sempre soube disso. Isso me faz te amar ainda mais.” Ela beijou o ombro dele. “Nunca imaginei que esse dia terminaria assim.”

“Surpreendente, não é!” Ela assentiu. “Você é uma caixinha de surpresa, senhorita Mills.” Seu rosto agora estava a centímetros do dela, os lábios se roçando.

“Posso surpreender mais?” Robin murmurou um sim contra os lábios dela. “Faça amor comigo!” Ele a beijou, antes de pegá-la no colo e carregá-la de volta para a cama. Só então ele percebeu que ela ainda estava de robe. Ele não teve pressa em amá-la. Aquele era um dia a mais ao lado de Regina, aproveitaria cada segundo.

Os dias que se seguiram não foram os melhores para ele. Toda noite ele esperava que Regina entrasse no quarto com uma decisão tomada, mas durante um mês isso não aconteceu. Durante esse tempo ele tentou se acostumar com a ausência dela o dia inteiro. Sempre que acordava encontrava o lugar dela vazio e, em cima do travesseiro, a lista que fizera para ele caso ela decidisse morrer. Foi então que Robin entendeu o que ela sempre quis: uma vida além dele, porque o amor deles não era tudo. Ele não era tudo. Locksley não era o salvador dela. Somente Regina poderia mudar sua história. Ele também seguiu os passos dela, passava o dia estudando os livros élficos, estudava novos feitiços e a sua magia. Estava voltando a fazer as atividades que fazia antes dela bater a sua porta. Robin passara todos esses meses vivendo em função de Regina. Ele também precisava de uma vida além dela, só assim eles poderiam funcionar juntos, caso ela decidisse viver. Aos poucos ele estava se acostumando com a ausência dela. Indiretamente, a decisão dela de se afastar, acabou beneficiando ele também. Conhecendo bem a mulher que amava, sabia que ela também fizera isso por ele, por isso deixava aquela lista em cima da cama sempre que saía.

Robin era ativo durante todo o dia e se sentia feliz. Quando chegava a noite, ele tinha ela em seus braços e sua felicidade era multiplicada. As vezes eles faziam amor, em outras ela apenas se enroscava nele e dormia. Certa noite ela contou a ele o que fazia. No início, ela passou a explorar a floresta, depois ela descobriu vilarejos ao redor e passou a ajudá-los da forma que podia, com qualquer serviço que ela estava apta a realizar. Apesar da exaustão, ela parecia feliz. Mas claro, sempre existiam as noites nebulosas que ela chorava.

Por várias noites ele esperou uma decisão, mas ela não vinha. Até que, certa noite, quando ela chegou no meio de uma tempestade, completamente encharcada e ficou parada olhando para ele, enquanto a água molhava todo o chão. Robin soube. Ele soube que aquela era uma noite diferente de todas as outras. Regina tinha tomado uma decisão.

100 anos depois...

Decorado na sua mente ainda estava aquela lista que ela fizera quando os 6 meses chegaram ao fim. Para a sua surpresa, ele não deixou de realizar nem um item sequer. Os 100 anos que passaram foram os anos mais surpreendentes de toda a sua existência. Começou com ele assumindo seu lugar no templo dos magos e acabando de vez com a crueldade do seu irmão e aliados. Daniel não era mais um problema. Agora Diana tinha toda aquela mansão para ela, mas raramente vivia lá. A mais nova não saía de Gardênia. Graças a Regina, que uma vez, a convidou para voltar. E por falar na sua família... Ele mudou para Gardênia, para junto do seu povo. Sempre que olhava para os olhos de Dona Mafalda e via a alegria dela por ter a família reunida, tudo valia a pena para ele. Era feliz naquele lugar, mais do que em qualquer outro. Aquela cidade era o lar da sua mãe. O lugar que Regina chamou de lar. Ele amava cada canto, principalmente o campo de rosas, onde a beijou pela primeira vez. O lugar que tinha o cheiro dela.

O item que ele menos imaginou realizar, era o de que amaria novamente. No entanto, esse amor era bem maior do que ele sentiu por Regina. Era incondicional. Parecia não ter fim. E ali, em pé em frente a casa da sua avó, ele observou a porta abrir e seu coração doeu de tanta saudade. Estava em uma daquelas típicas reuniões dos magos, fora a única tradição que ele não mudou. 10 longos dias longe dela.

Locksley a observou, os cabelos loiros soltos balançavam enquanto ela corria até ele. O sorriso que tinha no rosto era tão lindo que fez Robin sorrir também. Quando ela se jogou nos seus braços, ele se sentiu em casa. Completo. Ela tinha um abraço tão apertado e aconchegante. Ele a amava, bem mais do que já amou um dia. O loiro encheu seu rosto de beijo, a barba por fazer fazendo cócegas no rosto delicado. A risada dela aquecia seu coração de formas inimagináveis.

“Oi, meu amor.” Disse ele, assim que o ataque cessou. “Estava morrendo de saudades.”

“Eu também!” Ela o abraçou de novo, os braços ao redor do pescoço dele. Estava em casa. Depois de tanto tempo vivendo solitário, agora ele tinha uma família ao seu lado. Tinha um lar que sempre fora seu. E tudo isso fora um impulso que ela lhe dera. Sua pequena feiticeira. Regina.

“Você demorou!” Ele ergueu o rosto, buscando aquela voz levemente irritada. Mas ele sabia que era apenas saudade. Um sorriso cresceu nos lábios dele.

“Sentiu a minha falta?” Em resposta, ele ganhou uma revirada de olho.

“Não!” Passos foram dando em sua direção. “Não senti.”

“Sempre mentiu tão mal.” Agora eles estavam bem próximo. Robin sussurrou rente aos lábios dela. “Oi, Regina.”

“Oi, Locksley.” Ela beijou seus lábios. “Fleur quis ver a avó. Não sabia que você chegaria hoje.”

“Verdade? E você matou a saudade?” Ela sorriu.

“Sim, papai.”

Esperança. Era isso que ele havia lidando quando ela bateu a sua porta. Regina jamais imaginou que a sua vida se transformaria tanto e ela estaria ali, depois de um século, viva.

Ainda lembrava do dia que chegou em casa, no meio de uma tempestade, e pediu a Robin para que guardasse aquela poção porque ela não usaria. Ele guardou, selou com magia de sangue. Deixara para ela a opção de usar quando quisesse. Amava a autonomia que sempre lhe dava. O amava por isso.

Não fora fácil desistir de morrer. Havia passado dias na floresta, tentando se entender consigo mesma. Depois encontrou vilarejos, pessoas diferentes dela, que via a vida de um jeito diferente dela e o contato com eles permitira que ela aprendesse a olhar as coisas de uma perspectiva diferente. Era maravilhoso a vida que construiu além da corte, além de Robin. O amor dele era um item importante, mas ela só se decidiu quando chegou a conclusão que se não tivesse ele, o amor dele, queria continuar lutando pela sua vida mesmo assim.

Ainda lembrava da felicidade no olhar de Robin quando ela confessou que escolhera sua vida e, por consequência, essa vida tinha ele. Naquela noite ele não conseguiu parar de agradecê-la e ela nunca se sentiu tão bem ao lado de alguém. Nunca se sentiu tão bem consigo mesma. Tinha tomado a decisão certa.

Durante os primeiros meses, até anos, ela teve que se readaptar a sua realidade. O desejo pela morte não diminuiu de uma hora para outra, para falar a verdade, ele nem sequer desapareceu mesmo depois de 100 anos. Ela apenas aprendeu a passar pela frase de tristeza, de desistência. Mills entendeu que nem sempre o mundo seria hospitaleiro, que as vezes a vida era mais um fardo do que qualquer outra coisa mais agradável. Ela aprendeu a lidar com essas fases, abraçar os momentos ruins para que ele não a devorasse. Nem sempre funcionava, nem sempre tudo era cor de rosa. Mas ela vivia um dia de cada vez. Estava funcionando até então. Regina era feliz, como nunca imaginou que poderia ser.

“Senti a sua falta mais do que queria confessar.” Ela o beijou, assim que entraram em casa e Fleur correu para o seu quarto. Fleur tinha 10 anos. Robin demorou um pouco para tomar a poção que devolvia sua fertilidade, porque Regina não se sentia pronta para ter filhos. Como sempre, Locksley a compreendeu. Mas quando decidiu que queria engravidar, não demorou muito para acontecer. Eles ainda moravam na velha casa dele, mas quando Fleur nasceu Robin percebeu a herança élfica. Não era só o sangue, ela tinha a aparência e aquelas orelhas pontudas. Mills não entendeu de imediato. Robin tinha apenas o sangue e Regina era humana. No entanto, Dona Malvada explicou que era normal. A herança vinha da mãe de Robin e ela disse que as vezes gerações eram puladas. Com sua filha sendo uma elfa, Mills achou melhor fixaram residência em Gardênia. No início ficaram morando com a avó dele, dividindo uma casa com Anata novamente. Ela continuava odiando Regina. Agora tinham a própria mansão.

“Também senti a sua.” Ele beijou sua testa, puxando-a para os seus braços. “Te amo, meu amor. Hoje faz 100 anos. É como se você tivesse renascido naquela dia. Não podia deixar de vê-la hoje.”

“Ver você celebrando ano após ano o dia que decidi viver, significa muito para mim.” Ela afundou a cabeça no peito dele, inspirando o cheiro do mago. “É nosso aniversário de casamento também!”

“Tão festivos...” Ela sorriu. Eles haviam se casado dois anos depois da decisão dela. Fora uma cerimônia élfica em Gardênia. “Obrigado por não desistir.”

“Obrigada por sempre estar ao meu lado.” Ela buscou o olhar dele. Robin sorriu e, sempre que via aquele sorriso, igualzinho o de Fleur, tudo valia a pena.

“Mamãe!” A voz da sua filha chamou sua atenção e Regina buscou o olhar dela. A criança tinha uma rosa em mãos. “Feliz vida, mamãe!” Mills sentiu seus olhos marejados e abraçou sua pequena.

“Obrigada, meu amor.” Ela buscou o olhar de Robin e sorriu para seu marido, que contemplava a cena com um sorriso no rosto. “Mamãe te ama.”

“Te amo, mãe.” Ela a abraçou novamente e a pequena continuou ali, os olhos encarando a porta, como se esperasse por alguém. Antes que Regina pudesse perguntar o que ela esperava, Diana abriu a porta. Sendo seguida por Roland, que já era um homem a essa altura. Atrás dela vinha Marian, Dona Malfada e até mesmo Anata. Por último, ela reconheceu cabelos vermelhos, era Zelena. Quando decidiu viver, a primeira coisa que fez, foi encontrar Zelena. As duas choraram tanto, a ruiva agradeceu tanto a Robin por ter ajudado a amiga. Ela agora morava nas montanhas com Ruby e Granny, mantendo o lugar seguro. Zelena era uma ótima guerreira. Neta e avó também estavam ali. A sua família toda.

“Feliz vida, cunhada.” Bishop lhe entregou outra rosa. E então todos ali entregaram uma rosa a ela. A sua flor preferida. Todo ano, naquela mesma data, elas faziam o mesmo ritual, celebrando sua vida. Ela abraçou cada um e depois se virou para Robin.

“Não tenho uma rosa.” Disse, após se aproximar. “Mas posso roubar você e levá-la até o campo e roubar um beijo.” Ela sorriu. “Um não, alguns.”

“Acho perfeito!” Fleur divertia a todos e o casal aproveitou para sair de fininho. Enquanto seguia com Robin para o campo, Regina não parava de agradecer aos deuses pela sua família. Ainda existia muito angústia dentro de si, mas ela aprendeu a abraçá-las, como se fosse uma amiga que ele deveria manter por perto. Ela ainda tinha medo de que tudo ruísse, que não desse conta. A diferença era que agora ela não estava sozinha. Sempre que caía, sabia que sua família sempre estaria ao seu lado para ajudá-la a se reerguer, principalmente o homem que caminhava junto com ela. Ela aprendera a lutar de forma muito árdua. E sempre lutaria. Pela sua família. Pelo amor de Robin. Por Fleur e, principalmente, por ela mesma.


Notas Finais


Gostaram????
Eu ia matar ela, ok? Tinha até a carta de despedida e tudo mais.
Mas Regina mereceu esse fim. 🤧
Até um dia. 💜


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