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História Date Ruim - Capítulo 1


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Notas do Autor


Não sei bem o que dizer, só que estou repostando algumas coisinhas que escrevi e estavam em outra conta, então o user na capa é antigo, ok? Mas vou tentar produzir coisa nova também, só estou procurando algo que me dê inspiração.

E essa história é bem bobinha, mas gosto bastante dela, então espero que gostem também.

Boa leitura!

Capítulo 1 - No soco?


Segundo as estatísticas de Sehun, Chanyeol era o bissexual mais frouxo que já tinha conhecido em toda sua vida.

Não era a toa que Park Chanyeol estava numa seca danada há cerca de três anos, quando seu namorado resolveu terminar o relacionamento através de um SMS e sumir da cidade no dia seguinte, só reaparecendo semanas depois em um programa de televisão sobre relacionamentos com uma garota que nunca tinha visto na vida. Ele estava claramente feliz com a escolha de largar Chanyeol, pois nem se importou com as mil e uma ligações do mesmo e o bloqueou em todas as redes sociais. Foi uma época difícil para Chanyeol, e Sehun serviu de almofada por longos sete meses antes de ele superar de vez.

E, se fosse parar para pensar, ninguém sabia ao certo como Chanyeol tinha conseguido um namorado. O cara era tímido ao ponto de ficar com a cara e as orelhas vermelhas só de falar perto de gente que ele não conhecia, também tinha um probleminha com a fala, que um fonoaudiólogo diagnosticou como disartria. Era difícil para o Park socializar, só tinha três amigos e os conhecia desde que era uma pessoinha de um metro e meio que ainda se importava demais com sua coleção de bonecos de dinossauros para querer saber o que era "socializar" e no que isso poderia afetar sua vida muitos anos depois.

Bom, ele descobriu, e acabou se tornando uma pessoa tão introvertida que puxar assunto com seus próprios amigos era uma guerra no estilo a Batalha dos Cinco Exércitos, com elfos de um lado, anões de outro e um monte de orcs e trolls para completar a "festa".

Mas Sehun, como o bom amigo que era, nunca deixou de ajudar Chanyeol. Sempre, e pode enfatizar bastante esse sempre, chamava o outro para as festinhas que surgiam e era convidado, mesmo que levasse até o último minuto para convencer Chanyeol de que valia a pena ir, sempre estaria lá implorando pela companhia do amigo.

E foi numa dessas festas que aconteceu.

Chanyeol não queria ir para aquela casa com piscina do outro lado da cidade para beber algumas cervejas sozinho enquanto Sehun socializava por aí, porque era sempre assim em todas as festas para qual era arrastado. Sempre acabava largado num cantinho com uma garrafa de cerveja ou um copo descartável de 500ml com alguma bebida que tinha encontrado em sua jornada solitária pela festa que Sehun tinha enchido seu saco para ir, e nem sabia o porquê de ir sendo que negava até a morte sua presença em tal lugar. Mas Chanyeol era conformado – e um ótimo amigo também – então sofria calado.

O fato era que o danado do Sehun era um merdinha quando se tratava de beber, então Chanyeol sempre acabava tendo que levar o amigo bêbado para casa, isso quando este não resolvia sumir com alguma garota e só lembrar de avisar o Park na manhã seguinte quando acordava em um quarto diferente perguntando o que tinha feito na noite anterior.

Chanyeol nem poderia ajudar, ele não sabia.

Porém, lá estava Park Chanyeol com o rabinho entre as pernas enquanto várias pessoas bêbadas, ou com pretensão de ficar, passavam por si, que se encontrava sentado, quietinho e completamente indefeso no sofá de uma sala que não fazia ideia a quem pertencia. Apesar de bebericar a garrafa em sua mão, estava tão sóbrio que as risadas altas e as conversas aleatórias pareciam coisa de filme de comédia clichê e barato que passava na televisão durante a madrugada. Chanyeol queria chegar a esse ponto um dia, ser um cara normal que bebe até não poder mais e contar várias piadinhas sem graça para qualquer desconhecido.

Sonho.

Mas como a vida é menos satisfatória e uma grande cilada, continuou bufando internamente enquanto olhava fixadamente para seus joelhos. Nada ao redor parecia merecer sua atenção.

Era o que pensava, pelo menos.

Vez ou outra ele levantava o olhar para observar as pessoas ou ver as horas no celular, já tinha desistido de procurar por Sehun, pois este já tinha desaparecido com um rabo de saia – bem curto pelo que Chanyeol se lembrava – e dito que voltaria logo. Aham, claro que voltaria. Mas o que importa é que Chanyeol gostava de observar e, por um momento, quando olhou para um cara do outro lado da sala, sentiu que também era observado. Voltou o olhar lentamente para o estranho do outro e constatou: ele também estava o olhando.

Uma mania de Chanyeol, uma bem irritante, mas também bem aceitável pelas circunstâncias, era que se ele resolvesse pensar em qualquer coisa enquanto olhasse para alguém, ele não estaria olhando para a pessoa, mas sim pensando. Era comum de acontecer quando estava com Sehun, Baekhyun e Jongdae, mas eles já estavam acostumado com isso então tinha deixado de ser um problema. Porém, pessoas estranhas não sabiam disso e talvez, apenas talvez, enquanto Chanyeol pensava em como poderia ir embora tendo a certeza que Sehun ficaria bem, ele poderia ter ficado encarando o carinha do outro lado.

O fulano até que era bonito, tinha os lábios carnudos, um olhar profundo e uma tatuagem subindo pelo pescoço; usava uma jaqueta escura e uma camiseta simples, uma calça jeans rasgada e bem colada nas coxas grossas, combinando com a botina bege e a pose de bad boy. Ele mantinha os olhos fixos em Chanyeol e este também não conseguia desviar o olhar. Talvez aquilo fosse um flerte e o Park estava empolgado com a possibilidade de vencer uma barreira como aquela e conseguir ficar com alguém.

Seria possível que um cara gato como aquele estaria flertando consigo? Tudo indicava que sim e, apesar de sentir que seu cabelo escondia suas orelhas vermelhas de vergonha, estava determinado a tentar fazer aquilo. E nada poderia parar um Chanyeol determinado.

Ficou encarando o outro o máximo que podia, vez ou outra desviava o olhar e bebia mais um pouco da bebida que segurava, depois voltava a olhar o outro, recebendo uma expressão indecifrável em resposta. Mas Chanyeol só percebeu que aquilo estava realmente dando certo quando viu o desconhecido largar a própria bebida na estante em que estava próximo e se aproximar.

Park Chanyeol se encontrava levemente desesperado, não sabia como iria puxar assunto com um cara bonito como aquele. Que Thor o protegesse.

Assim que o outro sentou ao seu lado no sofá, Chanyeol teve que respirar fundo e se forçar a sorrir de um jeito que não assustasse o outro. De perto, o cara era ainda mais bonito. O cabelo curtinho e preto, as sobrancelhas grossas e até as poucas olheiras de baixo dos olhos pareciam dar um ar charmoso. Como tinha conseguido flertar com ele? E, o mais importante, como tinha conseguido?

– Hey, cara – disse o outro, chamando Chanyeol. – Não sei por qual motivo você 'tá me encarando, mas se quiser sair no soco, só ir lá fora comigo que a gente resolve isso.

O quê?

Chanyeol piscou confuso, encarou o outro, viu-o estralar os dedos da mão e então percebeu o erro.

O estranho bonitinho estava achando que ele queria brigar.

– N-não! Eu não quero brigar com você – falou alvoroçado, largando a garrafa que ainda segurava para se virar de frente para o outro. – Eu... eu não quero sair no soco com ninguém, desculpa, acho que foi um engano e...

– Então por que diabos estava me encarando?

Como responderia aquela pergunta sem parecer um idiota? O Park claramente não tinha nem condições de formular uma frase que pudesse explicar que estava, na verdade, tentando flertar com ele.

– Bem, eu... – mordeu o lábio e desviou o olhar para o tapete verde e felpudo que tinha no chão. – Estava tentando flertar com alguém e... acho que não sei fazer isso.

O outro não falou nada por um tempo, então a música e as conversas paralelas eram a única coisa que Chanyeol conseguia ouvir. Tinha certeza que estava tão vermelho quanto um tomate maduro, por isso era melhor evitar olhar para o carinha ao seu lado já que, obviamente, deveria ser motivo de piada para o outro. Sequer sabia se ele era hétero!

– Qual é o seu nome? – A voz do outro cortou qualquer linha de raciocínio que Chanyeol estava tendo, fazendo-o olha novamente para o carinha sentado ao seu lado.

– Chanyeol – respondeu.

– Me chamo Kyungsoo – sorriu fraco, sem mostrar os dentes. – O que acha de a gente conversar lá fora? Sei lá...

– Ah, mas eu não quero brigar...

– Relaxa – interrompeu Kyungsoo com um uma risada para se levantar do sofá logo em seguida. – Só quero conversar.

Bom, talvez Chanyeol fosse mesmo ruim em flertes e devesse parar de tentar, mas naquela noite, mesmo quase arranjando briga com um cara gatinho só na tentativa de tentar flertar, também acabou conhecendo ele melhor.

Até que Sehun não era um amigo tão ruim, afinal.


Notas Finais


Eu revisei bem rapidinho porque in fact já estava betada, mas né kkkk talvez eu faça uma continuação bem curtinha, mas por enquanto é isso. XX


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