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História Day after day - Taekook - Capítulo 63


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meu picurruchos, como vocês estão?

E aqui se vai o nosso último capítulo dessa história cheia de drama e amor (rs). Apenas lembrando que vai ter sim o capítulo extra, e que sairá nos próximos dias. Já terminei de escrevê-lo e posso alertar vocês para separarem uma caixinha de lencinhos porque está muito fofo 🤧 Então, não considerem este capítulo o último da fanfic, está bem? Porque aquele que fechará a história com chave de ouro está por vir a qualquer momento.

Outro aviso: A fanfic está revisada até o capítulo 20, okay? Talvez eu demore um pouquinho para revisar todos os capítulos, mas farei isso, sem falta!

Boa leitura 💜

Capítulo 63 - O final


Fanfic / Fanfiction Day after day - Taekook - Capítulo 63 - O final

- Essa é Chunrie. - sorriu enquanto a garota olhava para mim com o jeitinho infantil e o olhar confuso de perguntar a si mesma que lugar era aquele ou quem era o homem em sua frente que nunca tinha visto na curta vida.

- Oi... - falei calmo para não assustá-la, pegando a garota magrinha de longos cabelos negros no colo, a trazendo para perto de mim.

Estava sentadinha em minha frente, comigo a segurando por baixo dos bracinhos. Namjoon caminhara ao sofá onde estava sentado SeokJinie, esse último no comecinho do móvel, assistindo ao canal parado na televisão. Sentou ao seu lado, lhe deixando um beijo calmo sobre a cabeça. Ao voltar a olhar para a garotinha em minha frente, seus olhinhos pequenos encontraram os meus, e abriu os róseos lábios, chamativos pelo brilho labial que Nam passara ao eu confortá-la abrindo os meus, num sorriso, que, pelo jeitinho meigo e ingênuo da garota, julgou ser fofo. Levantou a ponta do dedinho indicador direito, fazendo-o voar até a minha boca, graciosamente aberta no famoso sorriso de coelhinho, apelidado assim e adorado por Taehyung, pousando a delicada unha pintada de base transparente, porém, levemente rosada, sobre a pintinha marrom abaixo do meio dos meus lábios, onde as pontinhas do coração da minha boca bem moldada se encontravam perfeitamente. Seu cabelinho estava amarrado em um rabo de cavalo atrás da cabeça. O laço branco com suaves pintinhas brilhantes devido ao gliter se destacava na negritude das ondas dos cabelos da menina, ondulados e sedosos, macios como uma pluma que eu acariciava. Seus pequenos olhos se fecharam com o soninho que dominou a garota pelas carícias calmas depositadas nos finos fios dos seus cabelos. A levantei em meu colo, empurrando as cobertas para colocá-la sentada acima das minhas coxas cobertas pela longa e fina malha da calça do pijama detalhado em florzinhas verdes. Cobri suas finas pernas, provavelmente geladas pelo frio causado pelo ar-condicionado dentro do quarto. Pousei sua cabeça sobre o meu abdômen, acolhendo em meu peito quentinho, a garota sentada sobre a parte de cima da minha perna, bem acima do joelho, próxima aonde começava o gesso que a encobria, porém não no local machucado.

Abaixei a cabeça, sorrindo para ela. Estava com os primeiros dedos da mão na boca, me olhando na tentativa de me reconhecer. A segurava nos braços, tendo suas costas sobre o meu braço direito, esse que ainda segurava o transmissor cravado em minha pele. Levantou do meu colo com um pouco de dificuldade, ficando de pé sobre minha coxa esquerda, se apoiando em meus ombros. A segurei pela fina cintura, olhando em seus pequenos olhinhos encantado. Caminhou para trás, pisando sobre o gesso em minha perna.

- Yaa! - fechei os olhos ao sentir a dor dominá-la inteiramente.

Taehyung, que estava de pé ao meu lado, como sempre, cuidando de mim, segurou a garotinha por baixo dos braços para que ela não me machucada ainda mais, pegando-a no colo, a segurando entre os braços e o peito.

Me ajeitei na cama ainda sentindo um pouco de dor, descobrindo minha perna, como se fosse adiantar alguma coisa, mas, pelo menos, aliviava o calor que a dor deixou.

- Tudo bem? - olhou para mim, que já tinha uma expressão melhor no rosto.

Assenti, o tranquilizando.

- Vem cá, menina danada! - Namjoon se aproximou do moreno ao lado da cama em que eu estava deitado - Não machuca seu tio. - sorriu, a pegando do colo de Taehyung.

- Quando vou tirar isso? - suspirei impaciente - Mal posso esperar por esse dia...

Me ajudou a deitar na cama aos poucos, já que era o aconselhado quando a perna começava a doer, me segurando pelo braço, tirando o lençol enrolado abaixo de mim.

- Ninguém mandou sair de casa de carro, em alta velocidade, aquele horário, atordoado, por causa de birra. - Jin se pronunciou, como uma bronca, mas, ao mesmo tempo, sarcástico.

Tirei uma das pequenas almofadas abaixo do travesseiro em que minha cabeça estava deitada, a jogando na direção do moreno mais velho, tendo a risada do namorado.

- Eu odeio vocês. - falei.

- Eu sei que não. - pegou a fofura do chão, ainda sorrindo, a colocando no sofá para as visitas.

Virei o rosto, olhando para Taehyung, que forçou um curto sorriso triste. Encarou a coberta pela minha cintura, e a levantou até o meu peito, ainda com um olhar entristecido no rosto. Sei que ele se sentia preocupado e muito mal por me ver assim e não poder fazer nada, além de esperar que a minha perna melhore sozinha.

- Ei... - chamei sua atenção - não fica assim... - pousei minha mão sobre costas, dobrando meu braço em sua cintura.

- Sente dor? - perguntou acariciando meus cabelos acima da minha testa.

Neguei minimamente com a cabeça, fechando os olhos.

- Quer que eu vá atrás do médico?

Neguei novamente, ainda de olhos fechados para que eu tentasse acalmar a dor.

- Não... - abri os olhos lentamente, conforme a dor em minha perna aliviava - Eu estou bem. - senti o suave toque dos seus lábios em minha pele, deixando um beijo pouco demorado no lugar em que, antes, deixava carícias.

- Jeonkookie... - soou carinhoso - Melhore logo. Quero te levar para sair assim que estiver bem.

- Prometa que vai cuidar de mim, então. Assim eu melhoro rapidinho! - sorri em chantagem.

Seu sorriso quadrado se fez presente em seu rosto, o retângulo charmoso o qual me encantou na mesma hora em que o vi, brincando em seus lábios finos, como uma forma de afirmação, logo em seguida o meu vitorioso.

- E precisa pedir? - se sentou na cama ao lado do meu corpo, se curvando em direção ao meu rosto, pousando suas mãos sobre as laterais dele, o segurando com ternura.

Subi as minhas para a parte de cima dos seus braços, lhe roubando um beijo rodeado de amor e carinho, antes que ele pudesse se aproximar mais da minha boca entreaberta, a qual segurava um sorriso alegre e confiante.

- Mocinhos! Temos criança no quarto. - Jinnie se impôs ao chamar nossa atenção, nos fazendo rir com o seu jeito autoritário.

- Com licença... - ouvi a voz da minha mãe ecoar pelo quarto ao abrir a larga porta de madeira branca.

Virei a cabeça deitada sobre o travesseiro em direção à porta, cessando o beijo que se intensificaria se a mais velha não tivesse chegado, essa que foi aberta calmamente, por onde o contato visual entre minha mãe e eu teve início automático, por já saber em que canto do quarto estava a minha cama. A mais velha entrou no cômodo, sendo seguida pelo meu pai, e para a minha incrível surpresa, por Chaerin também. O homem mais velho caminhou com formalidade nos passos até Taehyung. Sempre teve seu jeito chique, até na forma de andar. Era algo que já nasceu com ele, dentro dele. Cumprimentou aquele sentado ao meu lado, enquanto a minha mãe, toda carinhosa e mimosa como sempre foi, se sentou ao lado da minha perna direita, acariciando o meu rosto em suas mãos amorosas, essas que faziam o melhor carinho que alguém poderia sentir. Aliás, era carinho de mãe.

- Como você está? - perguntou, desligando sua canhota pela minha coxa direita, levemente inclinada por minha perna estar dobrada em cima do colchão.

- Estou bem. - sorri angelical, logo tendo Chaerin ao meu lado após fechar a porta, acariciando meus fiozinhos de cabelo.

Se levar pelo lado bom, até que esse acidente teve o seu lado positivo. Até que quebrar a pena também teve as suas compensações: era amor, carinho e atenção recebidos de todos e de todas as formas.

Uma leve chaqualhada nos cabelos foi sentida por mim ao meu pai querer que eu o notasse ali. Olhei para ele, em pé ao lado de Taehyung, e sorri calmo. Encontrou a minha mão sobre o meu abdômen por cima dos cobertores com o olhar, e a segurou entre carícias doces e inocentes, essas que eu poderia dormir se ainda estivesse tomando os remédios por meio do soro.

- Tenho uma surpresinha para você. - ouvi a voz baixa de Chaerin soar em meus ouvidos, como um cochicho, e pude olhá-la interessado.

Tirou a bolsa não tão grande, porém mais do que suficiente para carregar o que precisaria, dos ombros, a pousando ao lado do meu corpo sobre a cama espaçosa. Pegou um potinho branco, o qual havia uma colher de plástico transparente presa à ele por uma fita adesiva de dentro da bolsa bege e lisa, de um pano bem fino e molinho, e pousou o isopor sobre o criado-mudo ao meu lado.

- É um pedaço de bolo de brigadeiro com morango. Sei que você gosta. - sorriu carinhosa - Fiz com todo o carinho.

- Finalmente alguma coisa boa para comer nesse lugar... Obrigado, Chaerin! - sorri em agradecimento.

- Quando você tiver alta, vou fazer uma lasanha, assim como você gosta. - deu uma piscadinha sapeca, me fazendo rir de seu jeito engraçadamente rebelde, e sorriu ao ver que tirou um riso meu.

Taehyung se sentou na poltrona ao meu lado ao me ver já rodeado de tantas pessoas que me amam, e pegou o computador de dentro da bolsa preta apoiada na parede atrás da minha cama. Pousou o aparelho sobre o colo, ligando-o num botãozinho retangular no canto inferior direito do teclado.

- Tem alguém que está morrendo de saudade de você, e louco para te ver. - nossa atenção foi totalmente roubada por Chaerin novamente, essa que voltou a abrir a bolsa que carregava, aquela de onde a mais velha tirou o potinho de bolo.

Abaixou o tecido como uma saia, revelando aquele que se mexia incansavelmente dentro da bolsa. Deu um pequeno pulinho para se livrar do tecido que prendia suas perninhas, correndo até mim, pousando as duas patinhas da frente sobre a minha barriga.

- Tannie! - me apressei em levantar para pegar o peludinho nos braços, afundando seus pelos escuros ao abraçá-lo.

Encarei Taehyung, o maior que nos olhava totalmente encantado. Dei dois tapinhas fracos ao meu lado no colchão, um pedido silencioso para que ele se sentasse ali ao meu lado. O maior pousou o computador, antes em seu colo, no estofado claro da poltrona de couro bege, caminhando até a cama, se aproximando de mim e Yeontan.

- Ei, garoto... - o mais velho sorriu feliz por ver o animalzinho todo alegre e, visivelmente, inquieto - Chaerin, você é louca! - riu divertido enquanto olhava inacreditado para o cachorro dentro do quarto do hospital, lugar, obviamente, proibido para animais de estimação - Podia ser expulsa do hospital. - olhou para a mulher mais velha como se esperasse por uma resposta, mas ela apenas deu de ombros.

Sua linguinha úmida deixava rastros de saliva pela minha bochecha, assim como sobre a mão de Taehyung. Estava tão alegrinho por nos ver, realmente deve ter sentido muita falta de nós dois. Respirou ofegante pelo cansaço da emoção, sentando por cima do lençol em minha frente, esperando que eu lhe desse carinho, e assim o fiz. Baguncei seus pelinhos claros mesclados com os escuros acima de sua cabecinha, enquanto seus olhinhos fechados demonstravam que aquelas carícias simples eram mais do que gostosinhas de sentir. Encarei a tela do computador ligado, enquanto o mais velho, que antes utilizava o aparelho, dava atenção e carinho à Tannie. Estava ligando para alguém em uma chamada de vídeo, alguém com a foto de perfil de uma pessoa de costas, de frente para o mar. Não consegui reconhecer, afinal, estava um pouco longe para que eu conseguisse enxergar e, assim, identificar a pessoa.

- Para quem está ligando? - perguntei, tendo a atenção do mais velho, esse que levantou a cabeça para olhar para mim, sorridente por ver o pequeno peludinho ali.

- Jimin. - respondeu simplista, voltando sua atenção para o animalzinho em sua frente.

- Por que...?

Me olhou por uma última vez, soltando um sorriso inocente e, ostensivamente, eufórico.

- Já, já você descobre. - fechou apenas um olho propositalmente, sorrindo carinhoso e paciente para mim.

O olhei intrigado, vendo que a tela do computador já mudava de imagem, fazendo aparecer o moreno mais baixo sobre a larga tela do aparelho. Sorriu fofo ao nos ver e perceber que a ligação já se tornara estável. Pude alargar minha pintinha abaixo do lábio ao abrir um sorriso ao vê-lo sorrindo fofo para mim.

- Yaa, Jungkook! Como está? - perguntou ainda sorridente, atraindo a atenção de Taehyung.

Olhei para o mais velho, esse que levou seu olhar alegre à mim, ainda sorrindo pelo efeito das brincadeiras e carícias que deixava sobre o pequeno em cima da cama.

- Estou bem, Jiminnie. - encostei a cabeça sobre a almofadinha atrás dos meus cabelos, amassando-os conforme os colidia com o tecido de algodão branco.

- Yoonie...? - chamou baixo pelo marido, mas foi possível ouvir por estar bem perto do microfone do computador.

Olhou para o lado com o objetivo de encontrar o esverdeado que, agora, provavelmente já estaria com os cabelos escuros.

Bingo!

O outro moreno se sentou ao lado do, minimamente mais baixo, numa cadeira de encosto bege. Pousou o prato de salgadinhos no meio dos dois e encontrou a câmera do computador após se ajeitar sobre a cadeira.

- Como está a viagem? - o mais velho dos jovens dentro do quarto perguntou ao casal na frente da tela.

- In-crível! - o menor sorriu ao falar da lua de mel tão esperada por ambos - As noites de núpcias são a melhor parte... - fez o marido sorrir sem-graça com o comentário soado com malícia, o que foi percebido ao abaixar o olhar envergonhado.

Deitei minha cabeça sobre as costas de Taehyung, que acolhia o pequeno cachorro sobre suas coxas, sentado sobre a cama ao lado das minhas pernas esticadas sobre o colchão. Apoiei minha testa sobre o tecido de malha fina, sentindo o frescor do pano em contato com a minha pele.

- Oi, meu amor! - se virou para trás ao me sentir apoiado sobre ele, ainda sorrindo alegrinho para mim.

Pousou sua destra em meu ombro esquerdo, me abraçando de lado ao me puxar para mais perto, e apoiou sua cabeça sobre a minha, me apertando em seu braço, rodeado em minhas costas. Deixou um pequeno selar sobre os meus finos fios de cabelo escuro, voltando a olhar para a tela do computador a qual Jimin sorria carinhoso para nós dois.

- Seu namorado é muito carente, Taehyung... - não conseguiu segurar o sorriso e abaixou a cabeça sorrindo mais largo ainda, dificultando a sua visão, já que seus pequeno e redondinhos olhinhos se fecharam totalmente.

Levantou a cabeça, jogando os cabelos caídos em sua testa para trás, encarando aquele em sua frente que sorriu retangular com o comentário dito pelo mais baixo.

- Ah... deixa ele... - olhou para mim, levando sua destra até os meus cabelos novamente, enchendo sua mão do meu volumoso cabelo enrolado, acariciando minha cabeça e os milhares de fios castanhos sobre ela.

- E então...? - Yoon se pronunciou, olhando para Taehyung como se esperasse por alguma coisa - Quando vai começar o tutorial de lágrimas e sorrisos? Já até preparei meus lencinhos. - levantou uma caixinha quadrada e azul em mãos, todo eufórico.

- Hum? - perguntei a mim mesmo, intrigado com o jeito com que o mais velho soou.

Pousei minha mão direita sobre a parte de cima do braço de Taehyung, chamando sua atenção.

- Sobre o que eu não estou sabendo? - perguntei confuso.

Sorriu sem mostrar os dentes, mas apenas pelo seu olhar animado já notei que estavam aprontando algo.

- Algo que eu estava pensando em fazer, ou... em pedir, já há um tempo. Mas... acho que nunca tive coragem o suficiente para dizer. - deu uma pausa, se levantando da cama.

Caminhou até o sofá onde Chaerin, meus pais e a família Kim estavam sentados, pegando algo de dentro de uma bolsa preta. Voltou a andar até o começo da cama, me olhando com toda a calma, dedicação e amor do mundo inteiro.

- Vem cá... - pediu baixo e suave, fixando seu olhar em mim.

Pude liberar um sorriso, aparentemente sem motivo. Peguei as duas muletas ao lado da minha cama, essas que me ajudariam a andar até ele sem machucar a minha perna.

Me apoiei nos braços sobre o objeto que eu estava segurando, dando leves pulinhos ao andar para chegar até o maior. Me estendeu a mão ao me ter perto da ponta da cama, ajudando-me a me apoiar no plástico da mesinha, ficando de frente para ele, deixando as muletas de lado.

O quarto estava enfeitado com balões coloridos e de corações, escrito algo como "Melhoras!" em alguns deles. Serpentinas vibrantes caídas sobre eles presos à maçaneta da porta e no começo da cama, também jogadas ao chão.

- Sabe o quanto eu sou grato por ter alguém como você, não é? Por amar alguém como você. - sorriu carinhoso e, ao mesmo tempo, envergonhado - Eu... não sou tão bom com discursos. - sorriu mais largo ainda, olhando para o lado como se tentasse desviar o olhar, o que me fez sorrir com tamanha fofura do maior - Desculpa. - riu envergonhado, sendo acompanhado por sorrisos de todos ali presentes - Eu já devia ter feito isso há tanto tempo... sempre acabava deixando para mais tarde, até porque estávamos tão bem... tinha medo do universo se rebelar contra nós de novo. Mas, depois do seu acidente, depois que você foi internado, eu entrei em desespero. Eu não tinha mais a certeza de algum dia conseguir fazer isso novamente. - pôde conter as lágrimas disfarçadas, mas que eu conseguia ver em seus olhos marejados por eu estar perto o suficiente - Tive tanto medo de te perder... - pousou as suas mãos sobre os meus ombros, acariciando a parte de cima dos meus braços - Mesmo que você estivesse aqui, deitado nessa cama, era como se não estivesse. Isso me fez sentir que eu nunca mais poderia olhar para os seus olhinhos de novo. Achei que nunca mais poderia falar e te ouvir falar novamente. Achei que nunca mais poderia te tocar e ser tocado por você, de uma forma linda e única, que só você consegue transmitir a mim a sensação incrível que eu sinto. Pensei que nunca mais sentiria o seu amor, com o seu jeitinho carinhoso e manhoso. Já passamos por cada coisa, já vivemos cada coisa... Mas nada se compara à dor que eu senti de pensar que não teria mais você, que você se perderia num lugar totalmente longe de mim, e que eu não conseguiria te livrar desse que te prendera. - já não se conteve mais, e assim como eu, já chorava entre as palavras ditas com sinceridade e amor eterno - Nunca imaginei que os nossos destinos pudessem mudar tanto como mudaram. Quando tudo começou a desmoronar, quando éramos jovens, jamais imaginei que voltaríamos a ser um "nós". E aqui estamos, - sorriu entre os lábios molhados pela língua que acabara de deslizar pela pele macia para retirar as pequenas gotas salgadas de emoção que escorreram para os seus lábios - mesmo depois de tantas confusões, tantos erros... Por mais que, em algumas situações nos abalamos um com o outro, permanecemos de pé em cada uma, ficamos juntos quando achávamos que tudo teria um fim de novo. Ficamos um ao lado do outro nos momentos mais ruins que tivemos, e mesmo que algumas brigas desconfortáveis se fizeram presentes, estamos juntos agora, não estamos? Superamos tantas coisas... e tenho certeza que superaremos tudo o que vier pela frente, juntos, ajudando um ao outro novamente. Porque eu te amo. E estarei sempre ao seu lado. Por isso, é do meu gosto e desejo, tornar a nossa união mais do que um simples namoro, mesmo que não seja apenas isso que signifique para nós. - senti o lugar quente em que suas mãos repousavam esfriar, se tornando um lugar gelado e vazio, ao levá-las ao bolso da calça de moletom quentinha, retirando de dentro dele, uma caixinha vermelha de veludo macio, o que fez com que meu coração se exaltasse em alegria e ansiedade, duas emoções e sentimentos misturados. Meu coração saltava na boca do estômago e pude sentir um calafrio percorrer minha coluna. Nem sabia qual dos sentimentos se destacava entre os dois - Jeon Jungkook, - o olhei surpreso. Pude sentir o ar gelar meus dentes brancos ao perceber minha boca levemente aberta em admiração - você, finalmente, aceita acordar e estar ao meu lado em todos os dias da sua vida? - sorriu fofo, abrindo a caixinha da minha cor favorita, revelando duas lindas alianças de ouro brilhante - Aceita se casar comigo?

Não consegui evitar um sorriso largo e escondi meu rosto envergonhado nas mãos ao ouvir palmas e ver sorrisos estampados nos rostos direcionados para nós.

Esperei tanto tempo para ouvir um pedido como esse soar pela voz macia e confortante do mais velho. Parecia um sonho.

- Yaa, Jeonggukie... - se aproximou de mim, me aconchegado em seu peito como um gatinho pequeno e inofensivo, abraçando-me forte e sorrindo por ver a minha reação.

Senti minhas mãos trêmulas serem molhadas pelas lágrimas transparentes que caíram dos meus olhos sem autorização, quentes por estarem em contato e, confortavelmente apertadas contra o peito do moreno mais velho, esse que me balançava suavemente em seu abraço.

- Aceita...? - sussurrou em meu ouvido, acariciando meus cabelos de uma forma que só ele sabia fazer.

Pôde ouvir o meu riso soprado em felicidade e emoção, percebendo meu nariz fungar a água que escorria por ele.

Levantei a cabeça para olhar para ele, permanecendo apenas as minhas mãos em seu peito, e não me controlei em segurar um sorriso lindo e iluminado, assim como o seu olhar parado no meu. Seus dois polegares foram em encontro com os meus olhos, e os fechei com a aproximação deles, sentindo-os deslizarem pela minha pele das bochechas, retirando todo e qualquer resquício ou vestígio de lágrimas do meu rosto visivelmente alegre, do meu semblante tranquilo e ameno.

- Eu aceito... Eu aceito, sim! - falei alto o suficiente para que todos e qualquer um pudesse ouvir, tendo o seu abraço mais forte e o seu sorriso mais largo que o normal.

Sua risada gostosa e satisfatória aos meus ouvidos foi intensa e alegremente contagiante. Me abraçou mais forte, deixando-me um beijo demorado em meu pescoço, bem acima da minha pintinha escura, destacada em minha pele bem branca, já que havia deitado a cabeça em meu ombro.

- Eu te amo! - falei entre sorrisos e lágrimas que se destacavam em meu rosto avermelhado pelo choro e minhas bochechas rosadas de tanto sorrir, que chegavam a doer e dar câimbras, mas, juro por tudo na minha vida, era algo que eu não conseguia segurar. Tenho a incrível sensação e a maravilhosa certeza de que, naquele momento, a alegria havia tomado todo o meu ser, me levando para algum planeta do universo inteiro, onde eu via anjos voando ao nosso redor e estrelas brilhando como luzinhas brancas.

- Eu sei. - desviou o olhar da caixinha que ainda segurava em sua mão para mim, pegando uma das alianças descansadas sobre o veludinho de dentro da caixa.

Percebeu qual era a sua devido à finura de seu dedo, pelo meu ser mais fofinho. Por mais que a distância não permitisse, pude ver rastros de uma gravura sobre a parte interior da aliança, assim escrito "𝓣𝓪𝓮𝓱𝔂𝓾𝓷𝓰 ♡ 𝓙𝓾𝓷𝓰𝓴𝓸𝓸𝓴".

Fechei os olhos ao sentir o material gelado por nunca ter sido usado adentrar o meu dedo anelar da mão direita, esse anel tão significativo que logo teria outro significado e outra mão para ocupar. Era uma sensação única, e a primeira coisa que me permiti pensar foi na primeira vez que eu o vi. Tão bonito e quieto.

Como que pessoas tão diferentes puderam ter o mesmo sentimento entre elas? Como puderam se apaixonar perdidamente? Como puderam, no fim, juntarem os destinos, tornando-os apenas um? Não é algo que eu possa explicar, mas algo que eu possa provar, porque, da mesma forma, como aquela linda aliança com um significado mais lindo ainda adentrou o meu dedo, adentrou assim, no meu coração, o amor que eu tenho pelo homem diante de mim. Taehyung não havia me dado uma simples aliança bonita e cara, mas sim a promessa de que ficaríamos juntos por toda a eternidade, até ficarmos bem velhinhos e carrancudos, sem nos importarmos com os problemas adultos do cotidiano que teríamos, pois não éramos mais jovens adolescentes e nem estaríamos numa clínica psiquiátrica onde ele pudesse ficar comigo o dia inteiro novamente. Mas nada disso tinha alguma relevância, afinal, nos amávamos, e ficaríamos juntos com todos os problemas e provações que o universo nos impor.

Segurei sua mão direita, essa que eu acabara de enfeitar com o nosso símbolo de união eterna e amor infinito, para deixar um beijo mais do que sincero sobre ela, um beijo terno, afável e afetuoso.

Olhei para os seus olhos novamente, esses que tinham o brilho mais forte e tão bonito quanto as estrelas cadentes, essas que realizaram o meu desejo de anos, hoje. Tenho sorte por ter um homem como Taehyung ao meu lado, esse que terei para o resto das nossas vidas.

Me apoiei em seus ombros, e com o pé direito, me esforcei para levantar um pouco mais para chegar à sua boca fina e rosada, abraçando seu pescoço com os meus braços, encontrando as minhas mãos em sua nuca, lhe deixando um beijo fagueiro e caricioso sobre a boquinha fofa que adorava me beijar. Um beijo calmo, mas cheio de saudade, essa última que seria diluída em muito tempo juntos e toques que não seriam sentidos durante a melancolia presente nos passados dois meses. O maior retribuiu ao beijo que durou até meu pé cansar, voltando-me ao chão. Respirei fundo ao desgrudar meus lábios dos dele com acatamento e veneração, pousando minha cabeça em seu peito novamente após a formosura de um beijo recheado de amor, ouvindo as palmas e sorrisos do público atrás de nós.

Senti algo tocar delicada e gentilmente o pijama por cima dos meus ombros, ficando presos em meus fios de cabelo alguns papeizinhos rosados e vermelhos, recortados em corações. Encarei o chão ao sentí-los e ao perceber que haviam caído sobre o piso branco do quarto. Saberia que tinha sido Jimin se ele estivesse ali conosco, mas foi aquele com quem eu tanto implico mesmo amando-o, Kim SeokJin. Olhei para o meu futuro marido, esse sorrindo feito bobo, as bochechas macias e fofas ruborizadas como um adolescente que acabara de descobrir o primeiro amor e o que eram aqueles sintomas de achar que iria morrer a qualquer momento. Posso afirmar assim porque, por mais frio que as pessoas pudessem julgar meu coração, era assim que eu me sentia, sempre. Sempre que o via. Parecia adivinhar que ele foi feito para mim. Parecia adivinhar que um dia nós estaríamos num quarto entre vários outros do grande prédio de um hospital, rodeado de pessoas que nos amam e nos apoiam, com ele me pedindo em casamento e trancando nossos tempos de adolescência e um namoro o qual tantos tentaram perturbar. Lacraria essa temporada da minha vida com chave de ouro, sendo o último episódio, a minha última lágrima de alegria, mas que em próximas e próximas temporadas, seria a primeira de muitas outras causadas pela euforia e felicitações.

Eu sofri tanto nesses últimos anos. Tanto psicologicamente, quanto fisicamente. E, finalmente, chegou a hora de eu ser feliz ao lado do homem que sempre amei:

                                                𝓚𝓲𝓶 𝓣𝓪𝓮𝓱𝔂𝓾𝓷𝓰.

𝓣𝓱𝓮 𝓮𝓷𝓭...


Notas Finais


Ai meu paizinho, o auge foi eu chorar escrevendo e revisando esse discurso do Taehyung 🤧🤧

*Lembrando que ainda terá o capítulo 64 (extra).*

Até lá, meus amores! 💞


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