História Day X Day - Capítulo 14


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Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Jongup, Youngjae, Zelo
Tags Banglo, Daejae, Deficiencia, Drama, Himup, Romance
Visualizações 90
Palavras 1.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei

Capítulo 14 - Décimo quarto olhar


Yongguk sentiu uma luz incômoda em seus olhos. Por reflexo, virou-se para o lado apalpando o lugar que deveria ter o corpo de seu amado, mas ao contrário do que ocorreu, apenas sentiu o lado da cama frio e vazio. No mesmo momento, abriu os olhos ainda sonolentos e sentou na cama se deparando com o relógio que marcava 8:03am, porém, o que chamou a sua atenção não foi o horário e nem os roxos que marcavam sua pele e sim um papel que estava em cima do criado mudo com um CD do Simon Dominic fazendo peso para que não se deslocasse.

 

Por um momento, sentiu seu coração falhar uma batida sem explicação. Rezava para que fosse apenas uma folha qualquer que tenha escrito "eu fui comprar algo para comer. PS: Peguei os R$20,00 que estava em sua carteira". Contudo, a realidade pode ser muito diferente da ficção.

 

"Por favor, não me odeie.

 

Yongguk, saiba que eu estou odiando fazer isso hoje, mas por favor não ache que eu fui um idiota, babaca que apenas te iludiu esse tempo todo.... Pensando bem pode achar que sou um idiota, eu aceito essa responsabilidade.

 

Mas, enfim, você deve estar se perguntando o que aconteceu, né? Bem, eu não poderei te contar porque você é Bang Yongguk o garoto mais cabeça dura e quente que já conheci, então com certeza iria tentar fazer justiça com as próprias mãos e a minha "escapada" não teria adiantado de nada, entretanto, por agora eu só quero que saiba que eu te amo, não só você, mas o Himchan, Jongup, Daehyun e Youngjae. Eu estou fazendo isso apenas para proteger vocês.

 

Eu também quero pedir que não me espere, encontre uma pessoa melhor do que eu e com menos problemas para se apaixonar. Estou te pedindo isso porque eu te amo e não quero que você fique remoendo acontecimentos passados.

 

Adeus, Bang Yongguk."

 

Yongguk sentiu o ar faltar em seus pulmões e o mundo em sua volta parar. Mesmo que não quisesse sentir raiva do seu ‘’atual ex-namorado’’, era uma tarefa difícil naquele momento.

 

Com a adrenalina sendo liberada para seu corpo, Bang jogou o papel na cama e pegou seu celular na esperança de que Junhong conseguisse atender a sua chamada, mas foi em vão já que o número que discava caía na caixa-postal.

 

Ainda atordoado com a notícia, levantou-se e começou a vestir sua roupa que estava jogada em qualquer canto do quarto enquanto tentava criar uma forma de encontrar Junhong.

 

Com certeza ele não estaria na casa de algum parente próximo, afinal o Choi teria conhecimento que esse seria o primeiro lugar que Yongguk iria procura-lo. Ele nunca viajaria de avião sozinho por conta de sua fobia de altura. Agora, a única saída encontrada seria a rodoviária, o lugar mais plausível e aceitável de se imaginar.

 

Infelizmente, Yongguk tinha plena noção de que não conseguiria achar o amado sozinho, então rapidamente ligou para Himchan. O telefone tocou quatro vezes antes de ser atendido pelo melhor amigo com uma voz rouca de sono.

 

— É bom você ter um motivo foda para ter que me acordado. — Atendeu com a voz fraca.

 

— Himchan, o Junhong sumiu. — Soltou sem pestanejar colocando a sua camiseta apressadamente.

 

— Como assim ele sumiu? — Seu tom era de surpresa.

 

— Ele foi embora e deixou uma carta falando do motivo, mas depois eu explico. — Respondeu guardando sua carteira no bolso da calça para em seguida calçar o tênis. — Eu preciso da sua ajuda e a do Jongup para encontra-lo.

 

— Não se preocupe, eu vou ligar para ele e pedir pa--

 

— Para de mentir, eu sei que ele está deitado do seu lado. — Cortou o amigo já saindo da casa e trancando a porta.

 

— Não está.

 

— Não minta, está sim. — Falou mais grossamente do que era o habitual.

 

Notando a situação desesperadora em que se encontravam, Himchan se deu conta que não estavam em clima de brincadeiras por sua parte e se rendeu.

 

— Iremos nos vestir e encontraremos você na porta da sua casa. — Afirmou o Kim cutucando Jongup que ainda dormia ao seu lado.

 

— Não, não dá tempo, eu quero que vocês vão procurar a tia do Junhong. Ela deve ter alguma recordação de um lugar que ele gostava de ir quando era pequeno. E de preferência, que seja um lugar bem longe daqui. — Só de ouvir a entonação da voz de Yongguk, Himchan imaginava o desespero e o medo que seu melhor se encontrava.

 

— Ok, mas e você?

 

— Eu vou para a rodoviária. Junhong não deve ter saído daqui há muito tempo. — Disse Yongguk já na frente do prédio, prestes a pegar o primeiro ônibus que passasse. —Vou desligar, qualquer notícia me ligue rapidamente.

 

Desligou o celular e o guardou no bolso de trás da calça e correu para pegar o ônibus que já estava quase saindo do ponto. Nesse instante, as únicas coisas que passavam pela sua cabeça naquele momento eram que quando toda aquela confusão acabasse, iria comprar um carro ou uma moto.

Sua sorte era que a rodoviária ficava quarenta minutos do apartamento e se naquele dia não tivesse problema no trânsito, poderia chegar minutos antes da partida da maioria dos veículos.

 

Cada vibração de seu celular fazia os pelos do rapaz se arrepiarem. Poderia ser uma mensagem de Himchan avisando o nome do local que provavelmente Junhong poderia estar; poderia ser uma mensagem de Daehyun avisando sobre alguma coisa, já que era evidente que Himchan já teria avisado ao amigo para ajudar na busca, e, mesmo que as probabilidades fossem baixas, poderia ser Zelo, mandando mensagem e cessando com toda aquela confusão e insegurança que estava acontecendo consigo.

 

A sorte parecia esta ao seu lado, já que o transito estava muito calmo, principalmente para um dia de domingo.

 

Ao avistar ainda de longe a rodoviária, Bang foi o primeiro a levantar e a sair do ônibus. Sua primeira parada foi em uma ala de compra de viagens que, pelo visto, estava vazio, já que domingo as pessoas preferiam voltar para suas casas a ir para outro canto do país.

 

— Bom dia! Você por acaso viu um adolescente, de 1.81m de altura, cabelo preto...? Provavelmente está com malas e comprou uma passagem. — Perguntou bombardeando a atendente de cabelos pretos e longos até a altura dos ombros, olhos castanhos escuros e que usava roupas formais que seria sua roupa de trabalho.

 

— Calma, senhor, respire. — Falou a mulher com uma voz baixa e calma.

 

— Eu... ‘tô... respirando. — Respondeu puxando ar para seus pulmões.

 

— Olha, você por acaso se lembra da cor da mala que ele estava usando? — Questionou com um sorriso.

 

— Se não me engano, a mala é preta com uns detalhes em branco parecidos com raios. Você viu? — Yongguk estava tão preocupado que nem se

importou em perguntar o motivo da atendente reparar nas malas. Algo tão sem insignificância para si, já que muitos passageiros poderiam ter dezenas de bagagens iguais.

 

— Eu vi alguém com uma mala assim e foi naquela direção. — Apontou para direita, que tinha várias pessoas reunidas e esperando a chamada para poderem entrar em seus ônibus.

 

— Obrigado. Poderia me informar para que lugar ele comprou o bilhete?

 

— Eu não me lembro, desculpe. — Soltou a moça, destruindo um possível plano B.

 

—Tudo bem, obrigado mesmo assim.

 

 

 

 

Yongguk nunca correu tão rápido em toda sua vida.

 

Todos os rostos que via eram desconhecidos. Tentou perguntar para algumas pessoas que estavam nas filas para pegar os ônibus, mas era o mesmo que voltar a estaca zero. A medida que os viajantes se dispersando e a rodoviária ficava ainda mais vazia, sua preocupação ficava cada vez mais alta e evidente.

 

Tinha se passado três horas desde que tinha chegado à rodoviária e não tinha encontrado Junhong e nem sequer uma pista de que ele esteve ali.

 

Naquela altura do campeonato, Yongguk estava sentado e encostado em uma parede aleatória do local, rezando para que Himchan encontrasse alguma coisa, mas suas esperanças foram por água abaixo ao sentir o telefone tocar e vendo o nome de Himchan no visor e em seguida, ouvir sua voz com o que menos queria ouvir no momento.

 

"Ninguém sabe onde o Choi está''. E com essas palavras, Himchan descreveu que Junhong tinha partido para um lugar desconhecido e provavelmente, nunca voltaria. Yongguk não conseguiu evitar grossas lágrimas caírem dos seus olhos. Odiava despedidas e aquela seria a mais dolorosa delas, nem mesmo um ‘’tchau’’ pôde dar. Não apenas pelo jeito de como ela aconteceu, mas também porque tinha sido de uma pessoa especial.

 

Passou dez minutos naquele chão frio da rodoviária apenas com a cabeças abaixada e sendo apoiada pelas suas pernas. Sua mente estava a mil, não iria conseguir levantar dali pra ir para casa e se alguém fosse o perturbar, jurava que daria um soco na cara.

 

Mas como certamente aquele não era seu dia de sorte, uma pessoa conhecida o tinha reconhecido de longe e não conseguiu evitar de ir lhe encher a paciência.

 

— Ora ora, se não é o sumido Bang Yongguk. — Park Kyung se posicionou mostrando um sorriso ladino e rindo suavemente.

 

— O que você está fazendo aqui? — Perguntou Yongguk ao reconhecer a voz e ainda com a cabeça abaixada.

 

— O lugar é público e eu tive que vir buscar a minha mãe, ela resolveu passar alguns dias comigo.

 

— Nossa, a sua mãe consegue ficar na mesma casa que você por dias e não enlouquecer? Ela é guerreira mesmo, né? — Gozou Bang com sua língua afiada pronto para dar na cara de Park Kyung, que apenas continuou sorrindo e tentando se controlar para não pular em cima do outro e meter-lhe um soco.

 

— Eu não quero brigar, só quero dizer que eu tenho uma proposta para você.

 

— Quero nada vindo de você.

 

— Ninguém te avisou que o tempo que você ficou longe da boate, coisas incríveis aconteceram? — Ignorou a ignorante resposta e perguntou retoricamente. Agora, finalmente o mais velho levantou seu rosto, revelando os olhos vermelhos e inchados de lágrimas. — O Cjamm quer ajudar a financiar a sua mixtape, ele gostou muito do seu trabalho.

 

Yongguk levou um susto momentâneo. Seu sonho era conseguir algum investidor para a sua mixtape, já que era difícil conseguir que alguém visse o seu trabalho apenas jogando raps aleatórios na internet. Entretanto, na situação atual, o rapaz só queria ir pra casa, dormir e ficar sozinho.

 

— Kyung, eu agradeço. — Levantou-se do chão e ajeitou suas roupas. — Mas agora eu não estou interessado, talvez em outro momento. — Afirmou com sinceridade.

 

— Vai deixar essa oportunidade única passar? Eu sei que você está triste por causa do seu namoradinho, mas acha mesmo que a sua vida deveria parar por causa de um coração quebrado? — Jogou o menor, causando espanto por parte do rapper. Como diabos o Park sabia?

 

—C... Como você sabe?

 

— Sinceramente, Yongguk! Eu choro pelos mesmos motivos há dois anos e você tem certeza de que eu não perceberia? — Estava sério e seu coração doía. — Sua vida vai seguir ele estando com você ou não, apenas siga em frente de uma vez por todas. Agora, pense na sua mixtape e se for aceitar a proposta que tanto esperou por todos os seus anos, vá amanha à boate. Se não aceitar, eu lamento o seu arrependimento tardio.

 

Depois de suas palavras frias e, de certo modo, racionais, Kyung virou as costas e deixou o outro sozinho com seus pensamentos. Yongguk estava decidido que não iria aceitar. Talvez se conversasse com Cjamm ele poderia reverter a situação e organizar seus sentimentos até que não estivessem mais a flor da pele. É, ele estava decidido.


Notas Finais


Oi!
Uma noticia meio ruim e uma boa agora, acho que eu acabei mandando o capitulo cortado para a minha beta e ele ficou menor do que realmente ele seria, mas isso significa que o próximo capitulo vai ser maior.
E chegamos ao penúltimo capitulo dessa fic que eu amei escrever e pensar em cada detalhe, mas eu vou deixar a despedida para o próximo ahsahsahsahshas
E eu ainda estou pensando na possibilidade de criar um extra para essa historia, igual eu fiz com JAS, mas ainda é só um pensamento e se vocês quiserem é só me mandar um comentario e eu faço de muito bom grado.
Me desculpem por ter ficado tanto tempos sem dar noticias e sem nenhuma fanfic, mas realmente esse ano foi muito complicado pra mim e agora que esta dando uma freiada na minha vida ahsahsahsha.
Obrigado por lerem e acompanharem a minha fic
beijos e até a proxima (JURO)


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