História Daylight - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Girls' Generation
Tags Taeny, Yoonhyun, Yulti
Visualizações 88
Palavras 8.951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olaaaaaaaaaaaaar

então kkk esse veio bem mais rápido do que o esperado de novo, né? vou contar o que tá acontecendo:
eu tô tentando adiantar o máximo de capítulos nesses dias que ainda tô livre porque a partir dessa semana vou ficar beeeeem ocupada com coisas de faculdade e trabalho, então não sei se vou ter tempo de escrever se deixar pra começar a escrever quando atingir uma quantidade x de visualizações, comentários e favoritos, como eu pretendia fazer, e como eu não consigo segurar capítulo pronto, taquei o foda-se pro retorno e vou postando tudo assim que fica pronto, então não se assustem se o próximo sair amanhã já, até porque cheguei na minha parte favorita dessa história e vocês não têm noção do quanto eu tô amando escrever essa fic especialmente agora que tá no auge do enredo, e pode ser que depois desse fim de semana eu demore pra postar os próximos, muito obrigada a quem vem acompanhando, favoritando e comentando aqui e pelo twitter ashdjjada

e sobre esse capítulo, é o meu favorito até o momento e já adianto que vocês vão ter um bug de leve no cérebro no início, mas vão terminar ele chorando (não disse como)

é isto,
boa leitura!

Capítulo 12 - 12. ...ready for it?


Logo na primeira sexta-feira da primeira semana de aula, Jessica e eu decidimos faltar para ir ao centro da cidade comprar a fantasia que ela usaria no bloco que iria naquele fim de semana. Era época de carnaval e nos próximos cinco dias teríamos feriado e diversos blocos rolando pela cidade.

Tiffany não tinha aula nas sextas naquele semestre, então decidi chamá-la para ir conosco, mesmo sabendo que ela poderia nem aceitar, pois era seu dia livre da semana e ela obviamente iria querer aproveitá-lo para dormir mais um pouco e não sair de manhã cedo para ir ao centro com duas loucas matando aula, mas para a minha surpresa, ela aceitou logo de cara, se autodenominando de gado por ter aceitado sair de casa de manhã cedo para sair comigo.

Depois de buscar Tiffany em casa e parar na faculdade para pegar Jessica, seguimos nosso caminho para o centro.

A loja onde Jessica tinha visto que encontraria sua fantasia ficava em um ponto do centro em que transitar de carro era complicado, o que me obrigou a parar em uma área um pouco mais longe da loja e nos fez andar um pouco, mas não tanto a ponto de provocar reclamações ou nos cansar. E o interessante foi que durante todo o caminho, Tiffany e eu andamos de mãos dadas, o que fez Jessica nos chamar de “sapatas emocionadas” várias vezes, mas nem eu e nem Tiffany ligávamos para isso, afinal, era verdade.

E ao chegarmos a tal loja, praticamente nos separamos, pois Tiffany e eu acabamos nos entretendo demais em experimentar perucas enquanto Jessica procurava sozinha por sua fantasia na loja, vez ou outra indo até nós para pedir nossa opinião.

— Ei, coloca essa peruca azul que eu vou colocar a loira! — sugeriu, um sorriso animado no rosto denunciando que ela tinha alguma ideia em mente — Vamos fazer cosplay de Samira Close e Rebeca Trans!

— Perfeita! — ri alto, pegando a peruca azul que ela segurava na mesma hora e indo para frente do espelho da loja, sendo acompanhada de perto por ela para ajeitarmos as perucas nas nossas cabeças, porém, elas ficaram um tanto estranhas — Samira e Rebeca depois do crack, né?

— Exato! — riu, pegando o celular e abrindo a câmera para tirar fotos nossas — Você se lembra de Samira e Rebeca? Então, é assim que elas se encontram hoje em dia, se sente velho o suficiente?

— Somos muito idiotas, né? — questionei, rindo e meneando a cabeça.

— Que merda é essa? — ouvimos a voz de Jessica, logo sendo acompanhada pela sua risada ao nos ver com aquelas perucas ridículas — Parecem duas travestis.

— Travesti mesmo, vai peitar? — retrucou Tiffany, fingindo tirar algo da peruca e apontar o punho fechado para Jessica.

— Coloca uma dessas em você, duvido que fique linda. — provoquei Jessica, fazendo-a rolar os olhos.

— Eu fico linda com qualquer coisa! — rebateu — Enfim, vamos, eu já escolhi minha fantasia.

— E qual vai ser? — indagou Tiffany, retirando a peruca e a colocando de volta no lugar. Fiz o mesmo e logo nos juntamos à Jessica para seguir ao caixa da loja.

— De anjinha. — respondeu, me fazendo rir alto — Que foi, palhaça?

— Acho que de diabinha seria mais adequado. — caçoei, recebendo seu dedo do meio como resposta.

— Teu rabo que é um diabo. — retorquiu — Enfim... Vocês vão para algum bloco desse feriado?

— Até agora eu não sei. — disse Tiffany — Estava pensando em ir para algum, mas não faço ideia de qual.

— Vai ter um que eu pretendo ir, que todo ano tem e é muito bom. Inclusive, vai ser perto da casa da sua tia, Tae. — observou Jessica — Você deveria pedir dos seus pais pra ir passar esses dias lá e ir nesse com a gente, sua tia é a melhor do mundo e sempre te acoberta.

— Ei, vamos, por favor, Taeyeon! — implorou Tiffany, me segurando pelo braço e me encarando com uma expressão chorosa — Sério, nunca te pedi nada!

— Eu acho que posso fazer isso. — analisei — Meus pais sempre me deixam ir mesmo, nem preciso arranjar desculpas. E se vocês quiserem, podem até ir pra lá comigo antes de irmos para o bloco, caso queiram usar a piscina do condomínio ou ficar por lá por ser mais perto.

— Perfeito! — exclamou Jessica — Eu não garanto ir antes pra casa da nossa tia porque acho que vou estar morta de manhã por causa da outra festa, mas se eu acordar viva, eu vou, se não nos encontramos no bloco mesmo.

— Ei, mas é sério mesmo, né, Taeyeon? — questionou Tiffany, temerosa — Você vai?

— Eu vou, relaxa. — garanti — Nós combinamos melhor até lá, ok? Mas eu vou, juro.

— Perfeito! — animou-se Tiffany.

 

Quando o dia do bloco chegou, eu estava exultante, pois tudo estava correndo perfeitamente bem e todos os planos estavam dando certo para aquele dia.

Como esperado, Jessica estava morta pela manhã, sequer respondia as mensagens, então eu sabia que não podia contar com sua presença no apartamento da minha tia antes de irmos ao bloco, mas o mesmo não se aplicava à Tiffany, que assim como eu estava empolgada com aquele dia e às dez da manhã deu as caras no condomínio.

— É aqui que moram os melhores tios do mundo? — foi o cumprimento de Tiffany ao entrarmos no apartamento depois de eu ter ido buscá-la na portaria, o que imediatamente provocou risada nos dois. Era ótimo o fato de Tiffany ser tão extrovertida.

— Os melhores eu não sei, mas os favoritos da Taeyeon, sim. — minha tia respondeu, indo da cozinha até a porta para cumprimentar Tiffany.

Logo de cara meus tios pareceram gostar de Tiffany e, depois de todos serem devidamente apresentados, Tiffany e eu seguimos para o quarto onde eu estava hospedada durante aqueles dias e costumava pertencer à uma prima minha que tinha se mudado para outro país e só aparecia por um breve período todos os anos.

No entanto, não nos demoramos muito por ali. Tiffany estava sedenta pela piscina, então apenas deixamos suas coisas ali e ela esperou que eu me trocasse para descermos, ela praticamente saltitando alegre para cair na água. Assim que entramos na área da piscina, deixamos nossas coisas na beirada do bar molhado, Tiffany deu play em sua playlist no celular e imediatamente pulou na água, eu a seguindo um pouco mais contida.

— Já adorei aqui, por que você não se muda pra cá pra eu poder passar os finais de semana aqui? — brincou, rindo soprado e se apoiando na bancada do bar enquanto eu me posicionava ao seu lado.

— Bem que eu queria, mas quando minha prima viesse para a cidade, não teria onde ficar e eu teria que sair. — argumentei.

— Onde ela mora mesmo? — questionou.

— Paris. — contei, arrancando um assovio de Tiffany.

— Ao menos se um dia você quiser ir embora do país, já tem parente em outro, né? — observou.

— É exatamente o que eu penso. — articulei — E acho que tem grandes possibilidades de acontecer um dia.

— Só me leva se você for, ok? — pediu, sorrindo divertida.

— Claro, você vai na mala. — brinquei.

— E aí quando chegarmos lá você vai me jogar fora junto com a mala depois que se apaixonar por uma francesa, casar e ganhar cidadania lá, né? — disse em tom irônico, sorrindo de lado, o que me arrancou uma gargalhada — Você ri, é?

— Claro, você tem cada ideia idiota! — retruquei, recebendo um empurrão de leve.

— Eu aposto que você me trocaria por uma francesa em um piscar de olhos. — murmurou, me olhando acusadora e rolando os olhos — Falando nisso, eu estava pensando em algo hoje...

— O que? — perguntei depois de ver que ela não prosseguia com sua fala.

— Sabia que no tempo em que ficamos meio que afastadas, eu acabei me apaixonando por outra garota que não era a Yuri? — contou, despertando totalmente meu interesse e curiosidade sobre o rumo que aquela história poderia tomar — Eu sei que é meio inesperado eu estar te contando isso, mas é que eu fiquei pensando nessas coisas hoje e acabei me lembrando disso, nós duas nunca conversamos pra valer sobre nossas vidas nesse meio tempo, né? E nesse período aconteceram várias coisas meio que me ajudaram a descobrir mais sobre mim mesma.

— Tipo...?

— Tipo que eu não gosto de sexo. — contou rindo, me deixando um tanto sem reação por breves segundos. Aquele era um assunto que eu nunca, absolutamente nunca, tinha conversado com Tiffany — Eu não sei bem explicar, sabe? Eu não sei se foi porque não souberam me agradar direito, mas meio que sempre me deixou meio desconfortável. Até com a Yuri... Foram pouquíssimas as vezes que fizemos isso e em todas elas eu não senti lá aquelas coisas.

— Eu não sei muito bem o que falar sobre isso, sinceramente. — falei rindo brevemente — Não sei, talvez você realmente não goste e por isso se sente assim. Acontece. Tem pessoas que realmente não sentem necessidade ou prazer nisso.

— Eu também não sei se foi por causa das circunstâncias. — refletiu — Sabe essa garota que eu falei? Então, nós duas ficávamos e meio que rolou duas vezes e nas duas eu não curti muito. A primeira foi em um banheiro de uma festa, totalmente inesperado, e na segunda foi em um quarto em que tinham outras pessoas dormindo nele, e eu não curto essas coisas assim, sabe? Eu sou romântica... — eu tive que rir ao ouvir aquilo — Tá rindo por quê?

— Você toda bruta desse jeito dizendo que é romântica? — ri novamente.

— É claro que eu sou! — contestou, me dando uma tapa de leve — Enfim, tiveram essas duas vezes com essa garota, nas duas eu não gostei muito e talvez tenha sido por causa da situação como um todo, mas também teve com a Yuri... Não foram muitas as vezes que fizemos durante todo esse tempo de namoro e ela também nem liga muito, mas até com ela eu não achei lá essas coisas, sabe? Por isso eu acho que tem algo de errado comigo, porque em todas as vezes que fiz isso, foram com pessoas que tecnicamente eu gostava, e ainda assim eu não gostei tanto do ato.

— Talvez... Tem gente que realmente não curte isso, por mais que seja com pessoas que elas amam. — analisei — Eu não sei, eu não sou a pessoa mais experiente do mundo e nas poucas vezes que fiz isso, foram com pessoas que eu não gostava tanto assim, foi mais coisa de momento, então pra mim também não foi lá aquelas coisas, mas não sei se isso faz de mim assexual ou algo do tipo.

— É estranho, né? — refletiu, rindo soprado — Tem que ficar se mexendo o tempo todo... Eu morro de preguiça, eu sou muito passiva de verdade, por mim eu fico lá morta enquanto fazem todo o resto. Se um dia eu fizer isso e for ativa, é porque a pessoa realmente despertou alguma coisa em mim.

— Que merda, Tiffany! — ri alto — E a gente tá falando dessas coisas e tem um monte de criança brincando ali do outro lado...

— Elas que lutem. — brincou, dando de ombros — Enfim, teve essa garota por quem eu me apaixonei naquele tempo e rolou tudo isso com ela, eu realmente considerei namorar com ela, só que ela disse que só aceitaria namorar comigo se eu terminasse com a Yuri, o que era o certo, só que eu não consegui fazer isso.

— Porque você gosta da Yuri também, não é? — indaguei. Eu estava realmente intrigada com o rumo que aquela conversa estava tomando e por ter começado tão repentinamente. E mais interessada ainda porque era a primeira vez que falávamos a sério e tão profundamente sobre aquelas coisas, então era um lado de Tiffany que eu estava começando a desvendar e isso talvez me desse uma brecha para entender o que se passava naquela cabeça tão misteriosa.

— Aí é que tá... — murmurou, desviando o olhar para os próprios pés na água — Eu acho que não gosto mais da Yuri nesse sentido, quer dizer, eu a amo, claro, só que pra você ter uma noção, faz meses que não nos tocamos pra valer, sabe? Só damos selinhos básicos e bem rápidos, mas não fazemos mais nada além disso. Eu a amo muito, ela é como família para mim, só que eu acho que agora a vejo mais como uma irmã do que qualquer outra coisa, sabe?

— Sei... — eu não sabia de nada e não estava entendendo absolutamente nada do rumo que aquilo tomaria.

— O que eu quero dizer é que, eu não tive coragem de terminar com a Yuri porque eu já me acostumei demais com a presença dela, e eu a amo muito e eu fiquei com muito medo só de pensar em magoá-la. — explanou — Mesmo nossa relação não sendo nem tanto de casal na maioria das vezes, eu já me acostumei tanto que não consegui me imaginar sem ela, ela cuida muito de mim.

— E vocês têm o relacionamento aberto também, né? — pontuei.

— É, e isso meio que me faz ter ainda mais medo de sair dessa zona de conforto, sabe? — argumentou — Eu fiquei com medo de terminar com a Yuri e aceitar namorar essa garota e depois acabar quebrando a cara com ela. E sem contar que mais tarde eu descobri que ela estava só me iludindo mesmo. Eu fiz o certo, não?

— Claro. — respondi dando de ombros. Eu nem preciso mencionar o quanto estava sendo estranho dar aquele tipo de conselho para Tiffany, não? — Se ela só estava te iludindo, você fez bem em não ter aceitado ficar com ela.

— É, né? — refletiu — E eu acho que não sei se estaria disposta a abrir mão da minha liberdade, não por ela, pelo menos... É isso o que eu mais gosto no meu relacionamento com a Yuri, a liberdade. É estranho eu estar com alguém por quem não sinto mais atração romântica apenas por puro costume e convivência?

— Um pouco, mas não totalmente. — falei sinceramente — Acontece, você já está confortável e acomodada com a Yuri e isso te dá segurança, não? Talvez seja isso que te impede de terminar. Você está na sua zona de conforto.

— Exato! — exclamou, dando de ombros em seguida — Mas é claro que eu também não vou abrir mão totalmente da minha vida em função disso, sabe? Eu estou disposta a um dia terminar com ela por outra pessoa, mas dependeria de várias questões e eu precisaria estar segura e disposta a correr os riscos que me traria, mas eu ainda sou muito covarde pra muitas coisas... — ela me encarou seriamente por breves segundos antes de desviar o olhar novamente, aquilo tinha dado uma pane total no meu cérebro, tanto que mal tive tempo de pensar em uma resposta ágil e replicar, pois logo ela continuou sua fala e riu — Enfim, foi um assunto muito repentino, né? Você tá com maior cara de bugada agora.

— É... Talvez eu seja meio lerda pra processar informações. — repliquei, ainda tentando processar tudo aquilo.

— Isso dá pra perceber. — riu, espirrando água em mim — Enfim, é isso. Eu só estava pensando mesmo nessas coisas que aconteceram naquele período em que ficamos meio que afastadas e quis te contar.

— Eu até te contaria sobre as coisas que aconteceram na minha também se tivesse algo pra contar. — repliquei rindo — Basicamente eu não me envolvi com muita gente, apenas com Seolhyun e foi uma coisa de apenas um dia. E teve a Sunmi também, mas ela foi um pouco antes. Fora isso, eu basicamente só vivi pra faculdade.

— Você só não fica com mais gente porque não quer mesmo, você sabe disso, né? — argumentou, se aproximando até nossos ombros se tocaram e ela me dar um leve empurrão.

— Eu não fico porque ninguém tem interesse e porque eu também não tenho em mais ninguém. — corrigi, praticamente sussurrando a próxima frase — E porque eu não gosto de tapar o buraco dos meus sentimentos com outra pessoa e eu percebi que nunca deixei de gostar de você nesse tempo todo... — Tiffany abriu a boca, prestes a falar algo, mas eu fui mais rápida em interrompê-la — Enfim! É isso, né? Acho que foi um período muito importante nas nossas vidas que aprendemos mais sobre nós mesmas. Você é assexual, eu sou o rebanho todo, e é isso.

— É isso aí. — anuiu, sorrindo de lado e me encarando com um olhar penetrante antes de se virar para pegar seu celular — Ei, você já viu o quão branca você é? Parece até uma vampira. E essas suas costas aí... Jesus! Aposto que se você for ali pro sol, vai brilhar igual o Edward.

— Droga, você me desmascarou. — resmunguei, rindo baixinho — Meu plano era conquistar sua confiança pra um dia, quando você estivesse com a guarda baixa, eu sugar todo o seu sangue e te matar.

— Por isso que você me chamou hoje pra cá? — inquiriu colocando uma mão sobre o peito em um gesto dramático.

— Exatamente, eu ia falar pra você dormir agora à tarde antes de irmos ao bloco e ia aproveitar pra te matar. — brinquei, falando com naturalidade e dando de ombros, arrancando uma risada sua — Agora vou ter que virar vampira vegetariana.

— Idiota! — exclamou, espirrando água em mim — Nós duas somos muito bobas, né?

— Até demais. — concordei, revidando seu ataque ao jogar água nela também.

Ainda passamos um bom tempo ali, jogando conversa fora sobre assuntos bem menos sérios do que o anterior, mas eu ainda estava pensativa e reflexiva sobre tudo o que tinha acabado de ouvir e descobrir sobre Tiffany.

De certa forma, algumas coisas sobre ela começavam a fazer sentido para mim, especialmente sobre sua relação com Yuri e o seu medo relacionado à sentimentos e relacionamentos. Eu não a julgava, eu sempre tentava me colocar no lugar dos outros, e sabia que se estivesse em seu lugar provavelmente enfrentaria os mesmos dilemas.

Seja como fosse, tinha sido bom entender pelo menos um pouco sobre o que se passava naquela cabeça tão misteriosa e conseguir desvendar uma pequena parte do enigma que era Tiffany Hwang.

 

A tarde se passou com Tiffany e eu jogadas na cama assistindo vídeos da nossa streamer favorita e o tempo praticamente voou assim e só nos demos conta da hora quando Jessica mandou mensagem para mim avisando que já estava se arrumando e já iria chamar o Uber para irmos ao bloco.

Apesar do evento acontecer perto da casa da minha tia, ainda era uma boa distância de caminhada e por ser um bloco de rua e dar muita gente, Jessica sugeriu que fossemos nós três juntas de Uber, ela solicitando e pedindo para fazer uma parada no condomínio para nos buscar já que era caminho do local da festa.

E perder completamente a noção do tempo resultou em nós duas andando de um lado para o outro no apartamento nos arrumando com toda a pressa do mundo, uma vez que Jessica já estava saindo de casa e era questão de três minutos da casa dela ao condomínio.

— Ei. — chamei Tiffany ao constatar um detalhe que me chamou a atenção, mas sem desviar demais minha atenção do cabelo que eu tentava arrumar — Já percebeu que nós duas estamos meio que vestidas iguais? Seu vestido e a minha calça...

Não era mentira, coincidentemente, Tiffany tinha escolhido usar um vestido xadrez cinza e, sem combinar totalmente nada, eu tinha escolhido uma calça com a mesma estampa e cor. Ao se dar conta daquilo, Tiffany arregalou os olhos e riu alto.

— É, parece que vamos de casal hoje. — riu — Somos tão casal que combinamos até sem combinar, né?

— Que merda... — meneei a cabeça — Pelo visto nossas mentes se conectam agora, né?

— Claro, porque nascemos uma para a outra. — disse dando uma piscadela para mim, me fazendo rolar os olhos e sacudir a cabeça negativamente.

Eu estava prestes a dar a minha resposta quando senti meu celular vibrar insistentemente e imediatamente o peguei para verificar do que se tratava, entrando em desespero ao constatar que era Jessica avisando que já estava entrando na rua do condomínio.

— Puta merda, a Jessica já vai chegar aqui na frente! — alertei, fazendo Tiffany se desesperar e começar a jogar suas coisas dentro da bolsa que levaria.

— Vamos logo! — alarmou-se, correndo pelo quarto e me empurrando para sair consigo.

Despedimo-nos apressadamente da minha tia e, depois de uma breve espera tortuosa pelo elevador para descermos ao térreo, saímos correndo pelos caminhos que levavam à portaria do condomínio. O apartamento da minha tia ficava na sexta e última torre, bem ao final do terreno, então dá pra imaginar o quanto tivemos que correr até chegar à entrada, não?

Assim que passamos pela portaria, avistamos o Uber já parado lá e Jessica acenando para nós pela janela de trás, nos chamando apressadamente para que corrêssemos até o carro. Eu tinha certeza de que ela já estava esperando ali há um bom tempo e por isso estava daquele jeito. E para chegarmos ao nosso destino foi ainda mais rápido, questão de um minuto, pois tudo o que o motorista precisou fazer foi acessar a avenida principal e seguir em uma linha.

Assim que descemos do carro ainda tivemos que correr para atravessar a rua, passando pelo canteiro central que não era bem apenas um canteiro, pois tinha no mínimo cinco metros de largura, até por fim chegarmos ao outro lado da rua onde de fato ocorria o bloco e de cara nos encontramos com Minho que já nos aguardava ali.

Logo de cara Jessica foi atrás de bebidas, se satisfazendo ao encontrar uma que dava direito à seis latas, enquanto Tiffany, louca como era, insistiu que queria algo mais forte e só se contentou ao encontrar uma barraquinha vendendo Corote por um preço mais acessível. Eu tinha permissão para beber daquela vez, mas não queria me arriscar tanto com coisas tão fortes como aquelas.

Porém, quando eu achei que Tiffany tinha se contentado em apenas beber o Corote que tinha comprado, ela nos assustou ao começar a misturar a cerveja que Jessica tinha comprado, o outro tipo de Corote que Minho tomava e mais outro tipo de cerveja que eu tinha comprado para mim tudo no mesmo copo em que tomava o seu Corote.

— Tu tá querendo morrer? — Jessica indagou ao ver aquilo, sequer tínhamos tido tempo de impedir aquela loucura — Não, só me fala se tu tá querendo morrer, porque se for isso eu já te empurro logo ali no meio da rua pra um carro te atropelar, vai dar menos trabalho pra gente do que se você morrer por causa desse Chernobyl que vai beber agora.

— Quer? — perguntou Tiffany, rindo ao dar um gole na sua bebida radioativa e oferecer o copo à Jessica.

— E tá querendo me matar também agora? — inquiriu Jessica, olhando pasma para Tiffany, mas aceitando o copo mesmo assim e dando um gole naquilo, fazendo uma careta logo em seguida e empurrando de volta para Tiffany — Tu vai mesmo tomar isso? Meu fígado morreu de vez só com essa provinha.

— Nem tá forte. — retrucou Tiffany, dando um longo gole naquela bebida que já tinha até cor de radiação. Ela riu alto da cara de Minho e Jessica e logo ofereceu o copo para mim — E você, Tae? Aproveita que hoje não precisa dirigir.

— Mas isso não significa que eu quero morrer, né? — retorqui, aceitando o copo mesmo assim. Eu estava realmente curiosa para saber a gravidade daquela mistura e me arrependi com o pequeno gole que dei e saiu rasgando minha garganta e queimando meu interior todo — Como você consegue beber isso?

— Vou batizar de Chernobyl! — disse Tiffany, pegando o copo e erguendo-o para admirá-lo — Homenagem a nós três. Cher — apontou para mim — No — apontou para si mesma, apontando para Jessica logo em seguida — E Byl.

— Tóxicas! — exclamou Minho, rindo alto e pegando o copo da mão de Tiffany para provar aquele inferninho em forma liquida. Ele foi o único a não fazer careta — Não tá tão ruim, mas tá muito forte. Sabe que essa vai ser a única coisa que você vai precisar beber hoje, né, Tiffany?

— Nada, nem vai fazer muito efeito isso aqui. — deu de ombros, levando o copo à boca e dando mais um gole.

— Não vai fazer porque você nem vai sentir, vai entrar em coma direto. — retrucou Jessica, meneando a cabeça — Não vou cuidar de ti não, tô logo avisando!

— A Taeyeon vai, né, Tae? — perguntou, aproximando-se de mim com um sorriso divertido nos lábios, me dando um meio abraço — Cuida de mim se eu ficar bêbada?

— “Se” não, você vai. — corrigi — E eu vou é te deixar jogada ali na calçada e vou embora pra casa da minha tia.

— Ah, é? — inquiriu em tom desafiador — Beleza, não vou te dar hoje à noite.

— QUE ISSO, MENINA? — berrei chocada. Minho e Jessica também nos encaravam boquiabertos, Jessica logo abrindo um sorriso malicioso — O Chernobyl já tá fazendo efeito!

— Gente... Mas não eram só amigas? — indagou Minho, rindo divertido com a situação.

— Mas nós somos. — afirmei, Tiffany anuindo com a cabeça logo em seguida.

— Ei, vamos mais ali pro meio? — sugeriu Jessica, apontando para um ponto mais à nossa frente, onde mais pessoas se concentravam e era mais afastado da rua, e concordamos silenciosamente, seguindo-a até lá.

O bloco estava acontecendo da seguinte maneira: um palco tinha sido montado em uma tenda fechada em um espaço de terreno vazio ao lado de um posto de gasolina e, como em frente à esse posto havia uma rua de retorno à avenida principal, separados por um canteiro gramado, a maioria das pessoas se concentrava ali, uma vez que para entrar na tenda era preciso pagar e de onde estávamos conseguíamos ouvir a música que tocava perfeitamente.

Por termos tido comprado muita cerveja de uma vez, Jessica e eu quase não conseguimos dar conta de tomar todas antes que esquentassem, o que nos obrigou a beber pelo menos três o mais rápido possível antes que ficassem completamente inconsumíveis, o que consequentemente começou a nos deixar levemente mais alegres.

Era fim de tarde, início de noite, quando as coisas começaram a ficar um pouco mais agitadas depois da chegada de mais amigos de Jessica, incluindo um de seus ex-namorados, o único com quem eu simpatizava, e a agitação aumentou, as pessoas começando a ficarem bêbadas aos poucos e dançando para todos os lados.

Em determinado momento, uma música que eu nem soube identificar qual era começou a tocar, fazendo Jessica começar a pular ao meu lado e me puxar para pular consigo. Tiffany e Minho, que estavam bem à nossa frente, também apreciavam a música da mesma forma, até que Jessica me soltou no mesmo instante em que Tiffany virou-se para me encarar, um olhar muito conhecido por mim em seu rosto e sem demora e sem hesitar, ela avançou em minha direção, acertando meus lábios em cheio com os seus.

Tinha sido repentino, mas ainda assim eu correspondi prontamente, o sorriso brotando involuntariamente em meu rosto durante o beijo, assim como senti o próprio sorriso de Tiffany. Foi um beijo delicado, mas longo, e quando por fim nos separamos, com ela puxando meu lábio inferior, seu sorriso era enorme, assim como o meu.

— Ué, mas não eram só amigas? — Minho quebrou o silêncio que pairava entre nós, as duas mãos na cintura e nos encarando perplexo.

— Na verdade, a gente namora mesmo. — adiantou-se Tiffany, rindo e me encarando com um sorriso sugestivo.

— É que é um relacionamento aberto. — explanei, entrando na brincadeira. Minho arqueou as sobrancelhas, ainda perplexo.

— Sim, mas vamos nos casar um dia. — disse Tiffany, passando um braço pelos meus ombros, envolvendo-me em um aperto. Ela me fitou com um sorriso bobo e me deu um selinho rápido — Né?

— É? — inquiri, sem saber ao certo como reagir àquilo. Eu já nem focava mais nas questões de Minho e sim nas respostas de Tiffany. Ela falava rindo e já começava a ficar bêbada, mas ainda assim havia algo de diferente em seu tom e em seu olhar ao falar aquilo. Mas é claro que eu não deixaria me levar por aquilo.

— Claro! — afirmou, virando-se totalmente de frente para mim e passando o outro braço ao redor dos meus ombros, me envolvendo em um abraço de verdade. Seu sorriso era contido e seu olhar reversava dos meus olhos à minha boca quando ela sussurrou — Pode até demorar, mas você não vai escapar de mim.

— Ah, é? — questionei, agora rindo abertamente — Estamos pulando todas as etapas indo direto pra casamento, não acha?

— Claro que não! Estamos tendo etapas demais, isso sim! — contestou.

— Tá, então eu vou te fazer um pedido. — anunciei, desvencilhando-me do abraço para segurar sua mão livre com a minha — Você quer namorar comigo?

— É óbvio que eu quero! Eu vivo te pedindo em namoro e você nunca leva à sério! — articulou, rindo animadamente e apertando minha mão, o sorriso se alargando ainda mais.

— Tá, mas promete? — pedi, me divertindo com a situação ao ver suas reações.

— Prometo! — assegurou, mordendo o próprio lábio inferior antes de me beijar ligeiramente e se afastar na direção de Minho, um sorriso enorme no rosto.

Ao me virar para o outro lado, me deparei com Jessica, que dançava e bebia distraidamente com os seus outros amigos em volta. Abri um sorriso enorme e ela retribuiu da mesma forma enquanto eu me aproximava para falar mais perto dela.

— Amiga, eu vou me casar! — anunciei rindo e fazendo-a me olhar confusa.

— Como assim, garota? Tá bêbada, é? — inquiriu, semicerrando os olhos para mim.

— A Tiffany acabou de dizer que vamos nos casar! — explanei, rindo e sendo acompanhada pelo riso de Jessica, mas logo senti uma tapa em meu ombro.

— Tá, mas para de ser otária! — ralhou — Duas bêbadas sem noção!

— Eu nem tô bêbada! — contestei — Você vai ser a madrinha!

— Eu vou é esfregar a cara de vocês duas no chão! — ameaçou — Sapatas doidas!

— Pensei que você shippasse a gente. — retruquei.

— E eu shippo, por isso que odeio vocês! — resmungou — Inferno, custa nada ficarem logo juntas de uma vez, bando de doidas! Vou dar um soco na cara das duas se continuarem nessa palhaçada!

— Bicha, controla essa tua revolta! — reclamei — Tô nem aí, vai ser madrinha!

— Foda-se, vadia puta! — xingou, rolando os olhos e abrindo um sorriso divertido, sendo seguido pela minha gargalhada.

 

Horas haviam se passado, o céu já estava totalmente escuro e éramos iluminados apenas pelas luzes dos postes e por uma placa gigante em uma torre ao lado da estrada com os dizeres “só Jesus salva”. Irônico? Muito.

— Decantas Labaxurias Xuricantas! — Jessica começou a falar depois de ter fotografado a placa, arrancando minhas gargalhadas e as de Tiffany e Minho. Jessica apontou para nós três, rindo escandalosamente, já começando a ficar bem bêbada — Tudo condenado aqui, ó! Tudo homossexual!

— Começando por você, né, queridinha! — rebateu Minho — A mais piranhona de todas aqui, agorinha estava ali beijando seu ex e depois ainda foi beijar a namorada dele! Te manca, piranha!

— Eu não tô morta, amiga, se duvidar beijo até você aqui! — argumentou.

— Eu duvido! — desafiou Minho, semicerrando os olhos para Jessica e rindo.

— Dúvida, é? — Jessica arqueou as sobrancelhas, encarando Minho boquiaberta. Ela meneou a cabeça e, andando determinada, foi até Minho e o puxou pelo pescoço, realmente o beijando por breves segundos — Eu falei!

— EITA! — berrou Tiffany, rindo alto — Mas você não é gay?

— Eu sou. — confirmou Minho — E a Jessica também é!

— Duvido você me beijar também! — desafiou Tiffany, fazendo Minho e Jessica me encararem chocados, mas eu apenas ri, realmente me divertindo com a situação. Tiffany estava apenas sendo Tiffany, era carnaval e, apesar de tudo, realmente éramos apenas amigas e, como eu já tinha falado várias vezes, não tentaria mudá-la e nem a privaria da liberdade que ela tanto gostava, até porque eu nem tinha razão ou direito para isso.

— Mas você não é sapatão e namora com a Taeyeon? — questionou Minho, rindo ao notar minha reação tranquila e apoiando as duas mãos na cintura ao encarar Tiffany.

— É relacionamento aberto! — gritei, fazendo Tiffany me olhar e rir ao menear a cabeça.

— E eu sou gay também! — argumentou Tiffany, fazendo Minho revirar os olhos — Duvidei!

— Tá bom. — ele deu de ombros, inclinando-se para beijar Tiffany.

Eu ri e balancei a cabeça, realmente não me importando com aquilo, principalmente pelo fato de Minho ser gay e aquilo ser só uma brincadeira entre amigos. Subitamente, senti Jessica cutucar meu braço, apontando para a cena dos dois com uma expressão perplexa assim que eu a encarei.

— Amiga? — questionou, os olhos arregalados — Olha isso!

— E daí? Você também o beijou! — contestei — E a gente nem namora pra eu falar alguma coisa, ué! Deixa ela!

— Mas é diferente! — protestou.

— Diferente o cacete! E o Minho é gay! — retorqui, dando de ombros e recebendo mais um olhar indignado de Jessica.

— Deus que me defenda... — murmurou, me encarando boquiaberta e lançando mais um olhar na direção dos dois antes de voltar a olhar para mim, que dei de ombros mais uma vez e dei um gole na bebida em meu copo. Realmente indignada, Jessica reversou o olhar entre mim e os dois mais uma vez antes de me segurar pelos ombros, mas quando eu pensei que ela ia me sacudir, empurrar, espancar ou qualquer outra ação violenta, ela me surpreendeu ao me dar um selinho muito breve, tanto que mal consegui processar o que tinha acabado de acontecer — Pronto! Pelo menos agora tá equilibrado!

— QUÊ? — indaguei, incorporando total o meme da Nazaré Tedesco, completamente confusa e perdida.

Jessica apenas deu de ombros, levando o copo à boca e dando um longo gole no conteúdo dele, ao mesmo tempo em que Tiffany e Minho se aproximavam novamente de nós duas, os dois rindo descontroladamente.

— Acho que o Minho não é gay! — exclamou Tiffany, rindo e recebendo um olhar intrigado de Minho.

— Amada? — Minho pôs as mãos na cintura, indignado com a acusação de Tiffany — Infelizmente não gosto da mesma fruta que você, mas boca é outra coisa!

— Amiga, ele é sim. — contestou Jessica — Confia em mim, eu já tentei antes de conhecê-lo melhor, mas levei um fora, ele só aceita me dar selinho mesmo.

— Ainda acho que ele falou isso pra ti só pra te dar um fora sem magoar. — brincou Tiffany, rindo alto.

— Quem na face da terra teria coragem de me rejeitar? Só me responde isso! — retrucou Jessica — Ninguém tem coragem! Eu sou toda natural, sou bonita pra caramba! Meu peito é duro, eu não tenho uma cirurgia plástica...

— VAI PRA MERDA, JESSICA! — berrei interrompendo-a e gargalhando ao perceber que aquilo era uma frase de meme.

— E tô mentindo? — questionou retoricamente, jogando os cabelos para o lado e rindo antes de me puxar pela mão livre em sua direção, começando a dançar e me puxando para fazer o mesmo — Vem, vamos dançar!

Ela tentou me fazer acompanhá-la na dança, mas por estarmos com nossas mãos ocupadas com o copo de bebida e eu ser o maior desastre do mundo tentando dançar, acabou que mais nos puxávamos de um lado para o outro do que de fato dançávamos, o que por fim nos levou a desistir de tentar e cair na gargalhada.

E foi então que eu me dei conta de que Tiffany não estava mais ali conosco e nem em nenhum ponto do meu campo de visão e me alarmei imediatamente. Ela já estava meio bêbada e, até onde eu sabia, não tinha nenhum outro conhecido ali além de nós.

— Ei, cadê a Tiffany? — perguntei à Jessica, mas ela parecia saber tanto quanto eu ao olhar em volta à procura dela.

— Como essa retardada some assim sem nos avisar? — resmungou Jessica, começando a se esticar para tentar achar Tiffany no meio da multidão — Minho, viu a Tiffany?

Ele negou com a cabeça, também começando a ficar alarmado procurando por Tiffany. Ela tinha simplesmente sumido do nada e sem falar nada para ninguém, o que claramente começou a nos deixar desesperados e eu só pude relaxar quando vi sua silhueta de costas para nós, do outro lado da rua, no canteiro central da via.

— ACHEI! — berrei para os dois, apontando para onde ela estava — Vou lá com ela!

— Qualquer coisa me avisa, por favor! — implorou Jessica — Não faz a mesma coisa de sumir do nada caso vocês forem pra outro lugar!

— Pode deixar! — levantei o polegar para Jessica em sinal positivo e sai correndo, aproveitando que tinha um mini congestionamento na pista naquele momento, e me esgueirei por entre os carros, finalmente alcançando Tiffany do outro lado. Ela parecia totalmente despreocupada mexendo no celular e sobressaltou-se quando pousei uma mão em seu ombro — Ei, não some desse jeito, ficamos desesperados atrás de você!

— É que ali não tava pegando o sinal do celular e minha mãe começou a mandar mensagem. — explicou, a voz meio embargada e sem tirar os olhos da tela do aparelho.

— Tá, mas pelo menos avisa caso você se afaste da gente! — adverti.

— Desculpa. — ela pediu, finalmente tirando a atenção do celular e me olhando, um sorriso enigmático brotando em seus lábios. Ela ergueu os braços até meus ombros, me envolvendo em um abraço, mas se mantendo distante o suficiente para olhar em meu rosto.

— Já terminou aqui? — perguntei, meu tom de voz baixo devido nossa proximidade — Temos que voltar pra não preocupar a Jessica...

— Eu quero te beijar. — ela sussurrou, o rosto se aproximando do meu perigosamente, sua respiração batendo em meus lábios e me fazendo perder completamente os sentidos e a racionalidade. As pontas dos nossos narizes se tocaram e eu senti seus lábios roçarem levemente sobre os meus, sendo seguido de seu sussurro — Eu quero muito.

E sem mais cerimônias, seus lábios se chocaram contra os meus, dando início a um beijo que à principio foi lento e prazeroso, mas logo evoluiu para algo muito mais intenso e arrepiante conforme sua língua começava a invadir minha boca, ela ditando o ritmo e tomando todo o controle do beijo, fazendo tudo o que eu mais amava naqueles momentos.

Suas mãos vaguearam pela minha nuca e encontraram meu cabelo, momento que ela aproveitou para agarrar e puxá-los sutilmente, sem aplicar tanta força, de uma forma tão prazerosa que me deixava fraca. Meus braços a rodeavam e eu sentia nossos corpos se movimentando um contra o outro e se chocando de uma forma que me fazia arrepiar, meu estômago revirar, minhas pernas enfraquecerem e um choque percorrer toda a minha espinha, tudo ao mesmo tempo em uma intensidade tão grande que eu temia que fosse entrar em combustão e explodir com tantas sensações que ela me causava.

Aquele, de longe e sem sombra de dúvidas, estava sendo o melhor beijo que tínhamos trocado em toda a nossa história. Era muito mais intenso do que os outros, muito mais passional, mas ao mesmo tempo ainda possuía uma calma que me permitia sentir cada pedacinho seu e desfrutar de cada sensação que me provocava. E eu tive certeza daquele fato quando, ao apartá-lo para tomarmos fôlego, ela prendeu meus lábios entre seus dentes e os puxou de uma forma muito mais lenta e provocante do que em todas as outras vezes. Eu realmente achei que iria derreter ali mesmo.

— Merda. — ela resmungou, colando nossas testas por um breve segundo antes de baixar a cabeça e repousar a testa na curvatura do meu pescoço — Por que você tem que beijar tão bem? Porra, eu odeio isso porque fica muito difícil não se apegar. E eu não quero me apegar... Ainda.

Aquilo me pegou totalmente de surpresa e eu fiquei pasma por milésimos de segundos até reagir àquela fala. Ela finalmente ergueu a cabeça, me encarando intensamente com olhos que pareciam prestes a me devorar e me incendiar.

— Você acha que é a única que sente isso? — retruquei — Porra, Tiffany, você me deixa completamente sem chão e eu nunca consegui achar um beijo melhor do que esse na vida com mais ninguém. Inferno, eu não queria me apegar também, mas você não facilita pro meu lado.

— Droga... — sussurrou, aproximando os lábios dos meus novamente, roçando-os suavemente. Eles pareciam atraídos um pelo outro como ímãs, e logo nenhuma distância existia entre nós duas e nos beijávamos de novo de um modo completamente passional, Tiffany voltando a agarrar e puxar meus cabelos, dessa vez aplicando força na medida certa para que fosse algo prazeroso, seu corpo quase se fundindo ao meu. Repentinamente ela interrompeu o beijo, soltando um gemido baixo a arrastado ao fazê-lo — Isso tá ficando perigoso.

— Nem me fale. — sussurrei sequer ousando abrir meus olhos — Não é melhor pararmos por aqui e voltarmos pro pessoal?

— Eu acho. — murmurou. Subitamente, senti seus lábios em meu queixo antes de percorrerem minha mandíbula até chegarem ao meu ouvido, onde ela parou e mordeu o lóbulo da minha orelha antes de descer ao meu pescoço, distribuindo beijos por toda aquela região.

— Sério, Tiffany...

Dando um último e demorado beijo em meu pescoço, ela se afastou, me encarando intensamente por breves segundos antes de agarrar minha mão com a sua e sair me puxando consigo em direção à rua, mas antes que pudéssemos nos afastar muito, uma impulsividade tomou conta de mim e eu a puxei de volta em minha direção, fazendo-a me encarar surpresa, mas logo sorrir ao me sentir levar uma mão ao seu rosto e, imediatamente, ela acabou com a pouca distância entre nossas bocas.

Beijávamo-nos com tanta veemência que era como se o mundo fosse acabar a qualquer instante ou nunca mais fossemos nos ver. Eu podia sentir como aquilo estava sendo tão difícil para ela quanto era para mim e já começava a entender aos poucos o que possivelmente se passava pela cabeça dela. Talvez, no passado, ela só estivesse sendo mais esperta do que eu tentando evitar a enxurrada de sentimentos que nossos encontros causavam e que nossos beijos despertavam.

Mas ali, naquele exato momento e em todos os outros anteriores em que tínhamos nos encontrado desde quando tínhamos voltado a nos encontrar frequentemente, estávamos sendo totalmente burras ao nos render àquelas malditas sensações e emoções. Em outras circunstâncias talvez não importasse, mas nas atuais, Tiffany namorava, meus pais sabiam sobre nós duas e eram totalmente contra, ela aparentemente tinha medo de se apaixonar e largar Yuri e eu tinha medo de me deixar levar ainda mais pelos sentimentos que já tinha por ela.

Suspirando pesadamente, apartamos o beijo, não nos afastando de imediato e passando alguns segundos apenas com nossas testas encostadas e narizes se tocando. Eu não ousava nem abrir meus olhos.

— Vamos? — ouvi seu sussurro, o que me fez finalmente abrir os olhos. Ela me encarava como se estivesse com dor e eu a entendia. Estava sendo extremamente doloroso parar aquilo e eu só desejava que pudéssemos passar a noite inteira daquela forma, mas era perigoso demais.

— Vamos. — sussurrei de volta, suspirando pesadamente.

Tiffany entrelaçou nossos dedos novamente e juntas atravessamos a rua para nos juntarmos aos nossos amigos, encontrando-os logo de cara. Jessica nos encarava preocupada, provavelmente por conta da demora, mas relaxou assim que viu que estávamos bem.

No entanto, foram apenas poucos minutos que ficamos em paz, pois logo Tiffany voltou a beber e ainda que tivesse sido pouco, foi o suficiente para que ela excedesse os limites e ficasse em condições que não a permitiam mais ficar por ali. Ela tinha pedido mais cedo para dormir comigo na casa da minha tia, já que era mais perto e seria mais seguro do que ela pegar um Uber à noite para voltar para casa, então minha missão era nos levar de volta ao condomínio.

Como a rua estava engarrafada, seria estupidez pedir Uber para ir para um lugar que ficava a poucos metros dali e a própria Tiffany tinha insistido para que fossemos andando, ainda que fosse contando com a minha ajuda e me usando com apoio para o seu corpo. Como muitas pessoas transitavam por ali, o caminho até o condomínio foi tranquilo, especialmente por termos encontrado um grupo bastante amigável no meio do caminho com quem Tiffany fez amizade e que de certa forma nos deu mais segurança.

E depois de uma boa caminhada, com direito a uma parada no meio do caminho, que tinha sido insistência de Tiffany para tirar foto com um cavalo que andava tranquilamente por um terreno amplo, e uma corrida na ladeira da rua do condomínio da minha tia, finalmente chegamos ao apartamento, sendo atendidas pela minha prima, que se espantou ao abrir a porta e Tiffany se jogar no chão, rindo descontroladamente do nada.

— Meu Deus, o que ela tem? — Haeyeon perguntou assustada.

— Bebeu Chernobyl. — expliquei, fazendo-a ficar ainda mais confusa e tratei de completar — Corote azul, verde e vermelho, Skol Beats e Antarctica tudo misturado. E depois Catuaba.

— Como ela ainda tá viva? — inquiriu pasma — Jesus... Joga logo ela lá dentro do banheiro pra tomar um banho.

— É isso mesmo que vou fazer. — falei, rindo nervosamente e ajudando Tiffany a levantar do chão para levá-la ao banheiro.

Depois de separar roupas limpas para Tiffany e empurrá-la para o banheiro, me dirigi à cozinha para beber água e me recuperar das últimas horas, aproveitando para contar os acontecimentos à minha prima e à minha tia que tinha se juntado a nós depois de ouvir o barulho da movimentação no apartamento.

E depois que Tiffany saiu do banho, aparentemente mais calma e consciente, aproveitei para tomar o meu próprio banho e relaxar, mas sem me demorar muito por lá. Eu ainda precisava me certificar de que Tiffany estava bem e, seguindo as recomendações da minha prima, dar água com açúcar e analgésico para ajudar na sua ressaca.

Para a minha surpresa, Tiffany já se encontrava na cozinha assim que saí do banheiro, conversando tranquilamente com a minha prima como se nunca tivesse entrado no apartamento se jogando no chão e rindo como uma doida fugida do hospício. E para a minha maior surpresa, ela estava contando a Haeyeon justamente toda a nossa história.

— Então foi com você quem rolou aquela briga com os pais da Taeyeon? — inquiriu Haeyeon, curiosa, reversando o olhar entre Tiffany e eu — Eu lembro que você me contou, Tae, e eu realmente não consigo acreditar como os titios podem ser assim, a titia pelo menos, o seu pai eu até que já espero isso dele, vindo daquela família homofóbica dele...

— É, eu também achei que conhecia bem minha mãe. — lamentei — Mas ela só é boa quando meu pai não está por perto, com a influencia dele, ela fica tão podre quanto.

— Sério, eu não consigo mesmo acreditar, ela é sempre tão legal... — refletiu Haeyeon — Eu até comentei isso com a minha mãe e nem ela consegue acreditar que a titia foi capaz de uma coisa dessas.

— Foi muito horrível, só de lembrar eu fico muito mal. — comentou Tiffany. Aquilo tinha me dado um pontada no coração de dor — Sério, eu nunca fiquei com tanto medo como fiquei naquele dia, tanto que eu até parei de falar com a Taeyeon por um tempo e pedi pra pararmos de ficar, de tanto medo que eu fiquei dos pais dela virem atrás de mim, principalmente porque na época eu não era assumida e não queria que minha mãe descobrisse assim.

— Mas vocês agora estão de boa ou...? — perguntou Haeyeon, olhando de Tiffany para mim e ao ver nossas expressões incertas, deduziu — Já saquei... Vocês são ex que ainda ficam, né?

— Exatamente. — respondeu Tiffany, um sorriso amarelo no rosto.

— Eu sei muito bem como é isso. — Haeyeon riu — Enfim, eu realmente não esperava isso da titia, foi pesado, hein? E ela não tinha nada que envolver você, Tiffany, até porque ela já sabia que a Taeyeon é lésbica, ela se assumiu há anos.

— É, mas ela se fazia de desentendida. Os dois se faziam de desentendidos. — rolei os olhos — Mas eu também fiquei decepcionada com a minha mãe, ela sempre foi a mais compreensiva entre os dois, mas naquele dia... Foi o cúmulo do absurdo e da vergonha.

— E como ela tá agora? — perguntou Haeyeon.

— Tá de boa porque o meu pai tá viajando. — contei — Mas é só ele voltar que ela bota as asinhas do preconceito pra fora. Eu mal vejo a hora de cair fora daquela casa.

— Eu sei bem como é isso. — disse Haeyeon, rindo soprado — Eu já passei por tudo isso com a mamãe também, foi bem difícil como tá sendo pra vocês, eu até tive que fugir de casa por uns tempos, mas olha só como é agora... Ela já é tão de boa com isso que até me deixa trazer minhas namoradas pra cá, por isso a Suzy vive aqui e elas são amicíssimas.

— Sonho, né? — inquiriu Tiffany olhando para mim — Não dá pra você trocar de mãe?

— Bem que eu queria. — ri.

— Olha, não sei se a mamãe ia ser o seu sonho de mãe, Tae. — riu Haeyeon — Foi bem difícil pra ela ser assim agora.

— Eu queria ela de agora mesmo. — falei rindo fraco.

— Enfim, vão dormir vocês duas e tomem analgésico. — aconselhou Haeyeon — Ou amanhã vocês vão estar só o bagaço pelo que me contaram que beberam.

— Eu já tô só o bagaço agora mesmo. — articulou Tiffany, rindo alto.

Seguindo o conselho de Haeyeon, Tiffany e eu tomamos os analgésicos que ela deixou sobre o balcão e logo seguimos para o quarto, Tiffany imediatamente se jogando sobre a cama assim que entramos e eu fechei a porta, desliguei as luzes e calmamente subi na cama para me deitar ao seu lado.

— Eu tô muito morta. — resmungou, a voz abafada por ela estar deitada de bruços — Mas pelo menos já tá passando o efeito da bebida e eu não quero mais vomitar.

— Você tomou toda a água com açúcar que te dei, né? — inquiri, me acomodando confortavelmente na cama com as mãos cruzadas sobre o estômago, fitando o teto escuro do quarto.

— Claro, acho que isso que ajudou a passar. — disse. Pelo canto do olho vi sua movimentação e logo senti sua mão buscando a minha, me fazendo olhar para o lado em sua direção. Ela entrelaçou nossos dedos e repousou nossas mãos no espaço entre nós duas — Vou dormir, ok?

— Vai, você tá só o Chernobyl. — ri — Literalmente.

— Otária. — resmungou, a voz mais clara por sua cabeça agora estar voltada para minha direção — Tchau.

— Vai logo dormir, você é piranha e não morcega. — ordenei, ouvindo-a bufar e por fim se calar.

Eu não estava com um pingo de sono, muito pelo contrário, ainda estava totalmente elétrica e agitada, mas não ousei levantar dali para fazer qualquer outra coisa, especialmente porque Tiffany ainda mantinha nossas mãos entrelaçadas e fazia leves caricias em meu polegar, cessando ora ou outra, o que indicava que logo ela pegaria no sono, então tive que me contentar em ficar deitada naquela posição, torcendo para que o sono me atingisse logo.

Por fim as caricias cessaram e foi quando eu jurei que Tiffany tinha dormido. Ela também estava extremamente silenciosa, o que reforçou ainda mais minha teoria, mas ela foi totalmente derrubada quando me espantei ao sentir uma movimentação ao meu lado e Tiffany avançando para perto de mim, seu corpo colando no meu vagarosamente.

E tudo só piorou quando ela soltou minha mão e levou a sua à lateral oposto do meu corpo, lentamente subindo seu corpo no meu e me deixando tensa no mesmo instante. Eu não fazia ideia de qual era a intenção de Tiffany e o que ela planejava, o que me deixava ainda mais nervosa e travada em meu lugar. E piorou ainda mais quando eu senti sua respiração bater em meu pescoço, subindo lentamente até parar em meu rosto. Eu não ousei me mover um milimetro.

E foi então que ela tomou a iniciativa e seus lábios tocaram os meus sutilmente, apenas em um selinho tímido a princípio, mas que começou a se intensificar quando eu passei a corresponder, ainda que tensa com a situação. Apesar de tudo, nunca que eu seria burra de rejeitar um beijo de Tiffany Young.

Era apenas um beijo, mas a coisa começou a mudar quando senti seu corpo começar a se mover para cima do meu, começando pelas duas pernas enlaçando-se em meu quadril e, sutilmente, seu tronco cobriu o meu, ela totalmente em cima de mim e sem interromper o beijo em nenhum momento.

Eu estava tentando me manter relaxada diante daquilo, afinal, recordava que Tiffany tinha dito mais cedo naquele mesmo dia que não gostava de sexo, então era de se esperar que não acontecesse nada além daquilo. Porém, todavia, entretanto, me enganei terrivelmente mais uma vez quando senti suas mãos que descansavam em meus ombros começarem a descer pela lateral do meu corpo, parando na barra da minha camisa e suavemente começando a puxá-la.

E foi aí que eu interrompi o beijo e parei suas ações, incerta sobre o rumo que aquilo tomaria se eu a deixasse no total controle.

— Tiffany... — sussurrei ofegante, tamanha era a adrenalina que percorria meu corpo naquele momento — É o que tô pensando?

— Sim. — respondeu em um sussurro fraco, atacando meu pescoço logo em seguida, mas eu a parei novamente, arrancando um gemido frustrado dela.

— Você ainda tá bêbada. — pontuei — E eu não quero que você acorde arrependida depois.

— Eu tô consciente, Taeyeon. — falou firmemente — E eu sei o que eu quero.

— Tem certeza? — inquiri, um pouco insegura.

— Total. — confirmou, a voz saindo tão baixa que era quase inaudível, e voltando a atacar meu pescoço com beijos demorados que mais pareciam chupões. Ela os parou brevemente, apenas para levar sua boca ao meu ouvido, mordiscar o lóbulo da minha orelha e sussurrar em seguida — Eu quero fazer isso com você como nunca senti vontade antes na vida.

E ela impediu com um beijo qualquer resposta que eu pudesse dar, um beijo tão passional e veemente que era como se sua vida dependesse daquilo. Eu quase não conseguia acompanhar seu ritmo, tão intenso que era, como nunca tinha sido antes.

E eu sabia que aquela noite ainda seria longa.



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